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Indústria brasileira tenta adiar abertura a importados

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A indústria brasileira pedirá mais tempo antes de abrir o mercado para produtos da Europa. Em vez de redução gradual de tarifas até zero em dez anos, as empresas vão pedir 15 anos no acordo que o Mercosul negocia com a União Europeia. “Precisamos de um tempo maior”, disse o diretor de Desenvolvimento Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

A proposta é que a abertura se dê em ritmos diferentes. No caso do Brasil, em 15 anos. Na mão contrária, os europeus estão dispostos a zerar suas tarifas de importação num prazo de sete a oito anos, disse o diretor.

Os europeus já não cobram imposto em cerca de 25% de suas importações de produtos industriais. Mas, em 1.001 produtos que o Brasil teria melhores condições de competir, há taxação em 67% deles, segundo a CNI. Os aviões da Embraer, por exemplo, recolhem 2,3%, o que é muito considerando o valor elevado. Os calçados pagam 17% de imposto, mesma tarifa cobrada sobre o suco de laranja.

Um grupo de 30 industriais brasileiros embarcou para Bruxelas, onde haverá nesta semana uma nova rodada de negociações. Eles vão pressionar para que o assunto não fique em compasso de espera até as eleições da Alemanha, em setembro. O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, mencionou o prazo na Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

A CNI quer que as negociações sigam em ritmo forte, para fechar as linhas gerais do acordo até dezembro. A parte mais espinhosa da negociação começa em setembro – ela trata da abertura do mercado sul-americano para os produtos industriais europeus e a da Europa para os itens agropecuários daqui.

Os empresários que vão acompanhar as negociações em Bruxelas querem também que os europeus ampliem as cotas de importação a tarifas baixas de produtos como carne de frango e bovina, tabaco e açúcar.

Na semana passada, integrantes do Parlamento Europeu pediram que as negociações sejam suspensas após as denúncias contra o presidente Michel Temer. A questão, porém, não tem afetado as negociações, segundo um técnico do governo.

Os europeus também fizeram várias críticas ao sistema de controle sanitário do Brasil, após inspecionar amostras de carne exportadas. A carne brasileira enfrenta problemas também nos Estados Unidos.