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Hidrelétricas construídas pela Odebrecht são destaque em relatório internacional


A Hidrelétrica Santo Antônio, em Rondônia, e a Hidrelétrica de Chaglla, no Peru, ambas construídas pela Odebrecht, foram destaques no Compêndio de Estudos de Casos de 2017, publicação organizada pela Associação Internacional de Hidroenergia (IHA) e com o apoio do Banco Mundial. A publicação, lançada em maio deste ano, durante o Congresso Mundial de Hidrelétricas na Etiópia, apresenta 23 casos considerados melhores práticas no segmento.

A UHE Santo Antônio, concluída em 2016 pela Construtora Norberto Odebrecht e administrada pela Santo Antônio Energia, aparece no relatório com dois casos de sucesso: o cuidado com os integrantes e suas condições de trabalho, e os programas de preservação ambiental adotados no projeto.

Chegando a contar com mais de 20 mil trabalhadores durante o pico das obras, Santo Antônio foi o berço do Programa Acreditar, responsável pela qualificação da mão de obra de milhares de pessoas da região. O programa, que posteriormente foi adotado em outros projetos da Odebrecht no Brasil e no mundo, permitiu que moradores da região fossem capacitados para trabalhar na obra, diminuindo a rotatividade de trabalhadores comum a projetos desse porte.

A segurança dos trabalhadores também foi destacada no estudo. Iniciativas como treinamentos frequentes, implantação de ouvidoria, presença de representantes da área de Recursos Humanos no canteiro e adoção de medidas rígidas de segurança resultaram em redução significativa nos acidentes ao longo do projeto.

Resultado de imagem para  Hidrelétrica de Chaglla Peru odebrechtEm seu segundo estudo de caso, o relatório apresenta boas práticas da UHE Santo Antônio em questões relacionadas à preservação do meio ambiente durante os seus oito anos de construção. O case demonstra como é possível melhorar o gerenciamento de resíduos sólidos, tanto do canteiro quanto dos alojamentos, por meio de monitoramento regular, instalações de tratamento adequadas e programas de treinamento. Um exemplo do sucesso dessas ações foi o programa de reciclagem da obra, que chegou a reciclar 88% dos resíduos produzidos. A usina hidrelétrica também acompanhava os riscos de poluição do ar e da água e a poluição sonora.

A Hidrelétrica de Chaglla, construída no rio Huallaga, no Peru, também aparece com dois casos de boas práticas no Compêndio de Estudos de Casos da Associação Internacional de Hidroenergia (IHA). O projeto é destaque pela avaliação dos riscos ambientais e sociais da construção e pela forma de engajamento com as comunidades locais impactadas pela obra.

De acordo com a publicação da IHA, Chaglla é um ótimo exemplo de avaliação minuciosa do risco ambiental e social da obra. Todos os impactos da construção e operação do projeto foram avaliados de forma abrangente, e houve uma excelente comunicação com as comunidades locais e consideração ambiental. Dentre as boas práticas destacadas estão a inclusão de especialistas externos independentes nos estudos de impacto ambiental e o estabelecimento de uma metodologia sistemática de relatórios para identificar e mitigar impactos.

Além da preocupação ambiental, a Hidrelétrica de Chaglla também é destaque no Compêndio de Estudos de Casos da IHA por conta da preocupação com as comunidades que seriam afetadas pela obra. O projeto exigiu o reassentamento de nove famílias, que foram realocadas para edificações dentro de seu próprio terreno. O projeto também contou com uma mão de obra direta e indireta de cerca de 5.800 pessoas, das quais 45% eram da região.

Estudos de especialistas independentes foram contratados para avaliar o impacto sobre as comunidades, e vários workshops com comunidades da região foram realizados para garantir que todos estivessem cientes e de acordo com o reassentamento.

Com o trabalho das equipes da Odebrecht, as famílias reassentadas relataram melhorias significativas em seus padrões de vida. Todas as famílias reassentadas foram convidadas a participar de um programa de assistência técnica agrícola, que permitiu que as famílias se tornassem autossuficientes na produção rural para subsistência.