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Frota de apoio marítimo no país volta a cair



A frota de apoio marítimo no país encerrou o mês de maio com 384 embarcações, duas a menos que no mês anterior e 40 a menos que em igual período de 2016 (redução de 9%). A queda se contrapõe ao crescimento registrado entre março e abril, quando a frota foi incrementada em cinco barcos. Os dados são da Associação Brasileira das Empresas de Navegação de Apoio Marítimo (Abeam).

Em relação a janeiro deste ano — mês em que havia 390 embarcações em águas brasileiras — a redução é de 1,5%, ritmo de queda menos acelerado na comparação com o ano passado, quando, no mesmo período, a frota havia encolhido 3%, caindo de 428 para 414 embarcações.

e acordo com as informações da Abeam, deixaram de operar no país entre abril e maio as embarcações Asgaard Sophia, da Asgaard; Holiday, do grupo Edison Chouest; Vega Jaanca, da Vega Offshore; os Seabulk Angra e Brasil, da Seacor Offshore; e o Solitaire, da Allseas.

A Brasil Energia Petróleo verificou, porém, que as embarcações da Asgaard e da Seacor estão no país neste momento. Afretado pela Petrobras desde 2016, o Sophia renovou contrato com a Petrobras em abril por mais quatro anos.  Já os barcos da Seacor estão contratados pela petroleira até 2020.

Já as embarcações que se somaram a frota no período, segundo a Abeam, foram o PLSV Skandi Búzios, do consórcio Technip-DOF; os OSRVs Ilha da Trindade e Martin Vaz, da Oceanpact; e o PLSV Lorelay, da Allseas.

Bandeira

A relação entre barcos de bandeira brasileira e estrangeira ficou estável entre abril e maio, com os primeiros representando 80,73% do total (310 barcos) ante 80,57% no mês anterior. Na comparação com o mesmo mês de 2016, a proporção de embarcações brasileiras cresceu 12 pontos percentuais (eram 283 barcos há um ano).

As classes em que ainda há maior participação de barcos estrangeiros são aquelas mais intensivas em tecnologias, como os PLSVs (14 dos 17 assim classificados pela Abeam) e RSVs (sete de 11).

Também há significativa participação de barcos arvorando bandeira internacional entre os AHTSs (23 de um total de 52); MPSVs (cinco de dez); WSVs (dois de quatro); DSVs (três de seis); e OSRVs (13 de 43).

No outro extremo estão os FSVs, cuja frota de 17 barcos é 100% brasileira; LHs, com apenas um estrangeiro entre 62 barcos; PSVs (quatro de 145); e Crew (dois estrangeiros obre um total de nove barcos).

Market share

O Edison Chouest segue com a maior frota de apoio marítimo no Brasil, composta por 50 embarcações ou 13% do total. Seis desses barcos são estrangeiros: três OSRVs, dois WSVs e um RSV.

CBO, com 27 barcos, Starnav (23), Tranship (20), Wilson Sons Offshore (16) e Camorim (16) – empatados no quinto lugar – completam a lista dos maiores proprietários de barcos de apoio no Brasil, com a vantagem de ter toda a sua frota operando com bandeira nacional.

O relatório da Abeam não considera lanchas, barcos de pesquisa e flotéis, nem embarcações com porte inferior a 100 tpb ou bhp inferior a 1.000, e inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, no mercado spot, em manutenção ou eventualmente fora de operação.

Veja aqui o significado das siglas das embarcações mapeadas pela Abeam.


Por  João Montenegro