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Porto do Pecém: movimentação de contêineres salta 32%

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Alheio à crise econômica que perdura no País, o Porto do Pecém ostenta um crescimento de 32% no volume de contêineres movimentados no primeiro trimestre deste ano em relação a igual período de 2016. O número avançou de 33,515 TEUs (unidade equivalente a 20 pés) para 44,213 TEUs, de acordo com dados da APM Terminals, única operadora de contêineres do terminal portuário cearense.

Em relatório referente ao primeiro trimestre de 2017, a empresa destaca que a alta no volume movimentado pelo porto supera o avanço registrado em todos os outros portos do Nordeste, que juntos registraram um crescimento de 20% na movimentação de contêineres.

O diretor superintendente da APM Terminals no Brasil, Ricardo Arten, avalia que o Porto do Pecém "está na contramão da crise. É o porto brasileiro mais próximo dos Estados Unidos e da Europa, mercados consumidores da produção de frutas do Nordeste. Além disso, a sua localização também é importante para todas as rotas que chegam às Américas via Panamá, tendo potencial de hub para que os armadores distribuam as cargas com destino ao Norte e ao Nordeste do país", analisa.

Arten salienta que o crescimento no volume movimentado pelo terminal portuário está relacionado a "novos investimentos feitos em infraestrutura do porto - a Cearáportos ampliou o cais, enquanto os operadores de terminais investiram em tecnologia e equipamentos". Em junho do ano passado, por exemplo, começaram a operar no porto dois novos guindastes do tipo STS (Ship to Shore). Os equipamentos estão entre os maiores e mais produtivos do País.

Frutas

Dentre os principais produtos movimentados através do Porto do Pecém, a APM Terminals destaca as frutas, que registraram crescimento de 29% no primeiro trimestre de 2017 em comparação aos primeiros três meses do ano de 2016.

De acordo com balanço da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos), que administra o terminal, o melão foi a principal fruta movimentada pelo porto de janeiro a abril deste ano, totalizando 16,6 mil toneladas (t), seguido pela melancia (4,8 mil t) e manga (2,5 mil t). A principal origem das frutas exportadas é do Rio Grande do Norte (82%). Ceará (9%), Pernambuco (6%) e Bahia (3%) figuram em seguida. Dentre os destinos do produto escoado via Porto do Pecém, destacam-se a Holanda (39%), Grã-Bretanha (29%), Estados Unidos (11%) e Espanha (10%).

No ano passado, a APM Terminals movimentou 187 mil TEUs em contêiners pelo Pecém e espera que esse número cresça18% neste ano, ultrapassando os volumes de 2014 em 7%. A projeção realizada pela empresa considera estabilidade na safra de frutas para a exportação.

Brasil

Em seu relatório, a APM Terminals avalia ainda que o comércio exterior do Brasil vai demorar aproximadamente três anos para se recuperar aos níveis pré-crise. A empresa avalia que, embora as importações tenham começado a melhorar de forma modesta as exportações, em particular de commodities, foram impactadas negativamente por falta de espaço nos navios e pela demanda fraca da Europa.