WHAT'S NEW?
Loading...

Petroleiros aderem à greve geral desta sexta-feira

Trabalhadores das refinarias, plataformas e centros de distribuição da Petrobras decidiram aderir ao dia de greves e protestos convocado pelas centrais sindicais e movimentos sociais para esta sexta-feira (30), contra as reformas trabalhista e da Previdência.

A categoria defende o afastamento do presidente Michel Temer e a antecipação de eleições diretas. E denuncia o que classifica como processo de desmonte promovido na maior empresa pública do país – com a venda de campos do pré-sal e outros ativos da estatal, como refinarias e distribuidoras.

Os petroleiros denunciam também a extinção de postos de trabalho nas refinarias, que passaram a operar abaixo do contingente mínimo sugerido, aumentando o risco de acidentes. No último dia 18, um acidente na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), região metropolitana do Rio de Janeiro, resultou na morte de dois trabalhadores.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirma que, em razão dessa redução, e da ausência de diálogo em torno de decisões como essas, que afetam diretamente as condições de trabalho, a greve que começa nesta sexta deve se estender por tempo indeterminado nas refinarias. A decisão é resultado de assembleia realizada na última quinta-feira (22).

Para o coordenador da FUP, José Maria Rangel, o desmonte desencadeado pelo atual presidente da estatal, Pedro Parente, é comparável com o pretendido pelo governo Temer nas aposentadorias e nos direitos trabalhistas. "Visa a atender interesses das petrolíferas internacionais, interessadas na venda de ativos da empresa."

Rangel afirmou que a greve desta sexta-feira "tem um caráter fundamental, pelo desmonte que a nossa empresa vem sofrendo". Ele ressaltou que os petroleiros têm "obrigação" de resistir a esse processo.