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Obras da Usina Termelétrica é visitada pelo governador

Em Sergipe, as obras da maior termelétrica da América Latina começam a tomar forma. Na última quarta-feira (7) o governador Jackson Barreto visitou o espaço no qual está sendo implantada a Usina Termelétrica Porto de Sergipe (UTE), primeiro projeto, entre os demais previstos para o Complexo de Geração de Energia Governador Marcelo Déda. O investimento, nesta fase, é de R$ 5 bilhões.

Localizado na rodovia SE-100, no município da Barra dos Coqueiros, o empreendimento já emprega mais de 180 trabalhadores no seu canteiro de obras, desses, 85% são sergipanos. A fase atual da obra é de terraplenagem e estaqueamento das fundações.

 “Na próxima etapa da obra, nos trabalhos de fundação, ainda neste ano, já podemos chegar a 500 operários empregados aqui. Com a chegada das turbinas, no início de 2018, a estimativa será de 2 mil empregos diretos gerados ao longo do ano. Evidente que isso atende as necessidades de uma parte de Aracaju, de Santo Amaro das Brotas, da Barra dos Coqueiros, Pirambu, toda essa região será beneficiada. A termelétrica é o melhor exemplo de superação da crise com trabalho. É o maior investimento feito pela iniciativa privada no estado. Se analisarmos a crise que o país está atravessando e o desfio que a Celse faz neste momento, é pra gente respeitar, tirar o chapéu. A crise vai passar com fé em Deus, o estado de Sergipe vai continuar e aqui, com essa termelétrica, a gente planta as bases de um novo Sergipe de desenvolvimento. Vamos ter além do viés do petróleo, a termelétrica, o gás natural e a energia hidrelétrica”, afirmou Jackson Barreto.

De acordo com o presidente das Centrais Elétricas do Sergipe (Celse), Eduardo Maranhão, essa primeira fase do Complexo será composta pela Usina Termelétrica, Linha de Transmissão e Instalações Marítimas (um navio está sendo construído na Coreia do Sul para ser usado instalações offshore, uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação de gás natural, com sistema de ancoragem e gasoduto a ser implantado).

 “O que está sendo feito aqui é a preparação da área do terreno para recebimento de três grandes equipamentos, toda ilha de potência, onde serão instaladas as turbinas a gás e a vapor, a subestação, assim como a torre de resfriamento que será instalada, isso vai compreender a Usina Termelétrica. O complexo envolve a usina, o terminal de regaseificação e também a linha de transmissão, que vai conectar a usina até a subestação Jardins, em Nossa Senhora do Socorro. Nas próximas semanas, deveremos iniciar os trabalhos da fundação, assim que recebemos a licença para isto. A partir daí mais mão-de-obra será contratada. Toda contratação de mão-de-obra é feita diretamente pela GE e subcontratados da GE. O que nós, como contratantes e, como donos do empreendimento, temos o objetivo de sempre priorizar a contratação de mão-de-obra local. Existe um compromisso entre a GE e a Celse de priorizar, sempre que possível, os trabalhadores locais”, explicou Maranhão.

A Usina está prevista para entrar em plena operação em janeiro de 2020, e terá a capacidade de gerar 1,5 mil megawatts de energia elétrica. Para dimensionar o empreendimento deve-se assinalar que a UTE Porto de Sergipe poderá sozinha atender a 15% da demanda de toda a região Nordeste. Quando consolidado, é um projeto que equivale a usina de Xingó.

O presidente da Celse destacou ainda que o empreendimento de Sergipe terá o maior eficiente de geração de energia do mundo e já é usado como modelo internacionalmente.

“É bom lembrar que com a termelétrica e todos os elementos que a compõem, como nos foi mostrado, significa inserir Sergipe a nível internacional na discussão de termelétricas e geração de energia. Nós vamos ter o que existe de mais moderno e trazer toda uma cadeia produtiva, porque o empreendimento tem também essa missão, de gerar mais empregos ainda, a partir da atração de outros investimentos. Se a gente levar em consideração que aqui será produzida energia do gás pra atender a demanda de dois estados de Sergipe, ou seja, é gerar energia para 15% da necessidade do Nordeste. Significa preparar Sergipe para o futuro, ter a competência de realizar o sonho dos sergipanos, de estabelecer as bases para o desenvolvimento do estado. Isso mostra que o governo buscou alternativas para um futuro de desenvolvimento, de fortalecimento da nossa economia, de geração de emprego, de renda”, enfatizou Jackson Barreto.

A previsão é que as obras se estendam por 36 meses, gerando cerca de 2.000 empregos diretos e até 5 mil indiretos, a partir da movimentação da economia local. “As perspectivas são muito boas para a população da Barra dos Coqueiros e de toda a região. Estamos muito felizes com esse investimento. A geração de empregos é o mais importante, porque proporcionará mais dignidade às famílias. E com mais empregos o comércio também cresce, assim como toda a região. Essa é uma notícia muito boa, principalmente em um país que enfrenta uma grande crise”, avaliou o prefeito da Barra dos Coqueiros, Airton Martins.

O secretário de Estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, destacou a grandiosidade da obra. “É uma obra importantíssima, são 50 hectares só de área, um volume de terraplanagem muito grande, que está dentro do seu novo cronograma. A partir do fim de janeiro para fevereiro as turbinas já estarão chegando, as mais de duas mil estacas já estão sendo cravadas para dar suporte e estabilidade às turbinas. O que vemos aqui é um canteiro de obras gigantesco, com muitos equipamentos, uma obra muito bem feita”.

Diversidade energética

O assessor de Políticas de Desenvolvimento do Estado, Oliveira Júnior, reforçou que a disponibilidade de energia que Sergipe terá será um diferencial como atrativo para outros investimentos. “Todas as economias desenvolvidas têm um apetite enorme por produção de energia elétrica, porque sem energia não há desenvolvimento econômico, muito menos social porque é um elemento essencial para o conforto da vida moderna. Produzir energia é uma condição indispensável de crescimento, sem produção e sem sustentabilidade na produção de energia, não há como nenhuma economia crescer. No caso de Sergipe nós teremos uma produção com uma quantidade bastante satisfatória, quer dizer estamos produzindo mais energia do que o estado precisa para crescer e nos transformamos em exportador de energia para o país, isso com a energia hidrelétrica, que é o caso de Xingó, como com a energia eólica e agora principalmente com a termoelétrica que é uma produção que nos traz outro produto importantíssimo que é a disponibilidade de gás, que é também um combustível essencial para a economia. Sem dúvidas nenhuma, vemos que essa produção energética e a oferta desse novo combustível se articula com outras necessidades e capacidades de produção em Sergipe na área de petróleo e gás em Sergipe e isso tem efeitos muito benéficos na renda e no emprego”.

Para o vice-governador, Belivaldo Chagas, o empreendimento impactará positivamente a economia sergipana. “Para essa gestão, a UTE é um grande orgulho para o estado. O maior projeto que a iniciativa privada já fez em Sergipe. Sua atividade impulsionará o desenvolvimento econômico, estreitando as relação de Sergipe com todos os países da América Latina”.

Regaseificação

Adicionalmente a UTE Porto de Sergipe, um terminal de regaseificação será criado e operado pela Golar na costa de Sergipe, próximo às instalações do TMIB – Terminal Marítimo Inácio Barbosa. A realização desse investimento abrirá grandes oportunidades de investimentos na cadeia produtiva de petróleo, gás e energia em Sergipe, inclusive em razão da oferta de gás natural que poderá ser fornecido a partir desse Terminal de Regaseificação.

“Só a capacidade de fornecimento de gás natural será duas vezes superior ao que é produzido pelo Nordeste hoje. Acho que esse é o grande vetor de desenvolvimento porque o gás será utilizado na usina para abastecer a usina e para fornecer a outras indústrias e clientes aqui da região”, destacou Maranhão.

O investimento recorde abrirá caminhos para outros investimentos. O governo de Sergipe planeja ampliar a geração de energia termelétrica, utilizando gás natural, com os projetos Laranjeiras II e Marcelo Déda, também integrantes do Complexo de Geração de Energia, o que totalizará a geração de 3 GW. Ademais, funcionará também como um atrativo para investimento em outros setores de geração de energia renovável.

O governo do Estado de Sergipe classifica o projeto como um marco histórico para o Estado, pelos investimentos e pela cadeia de novos negócios a serem gerados com a chegada do projeto.

O secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sedetec), José Augusto Pereira informou que o Governo do Estado trabalha para captar novos investimentos para a região, a partir da disponibilidade de energia que será oferecida pela UTE. “Queremos integrar toda a região, desde o polo de calcário, que são as indústrias de cimento, até o polo de fertilizantes, com o Porto de Sergipe. A disponibilidade do gás e de energia elétrica, esse conjunto monta os requisitos necessários para um novo pólo de desenvolvimento, ou seja, as indústrias passariam a contar com energia, um porto para escoar sua produção e ao mesmo tempo integraríamos os grandes produtos do estado. Além disso, essa disponibilidade do gás vai atrair um conjunto de indústrias que precisam desse combustível, um combustível a baixo custo, que foi uma negociação da Celse e Sergipe pode se beneficiar muito dele. O governo já está se preparando para novas captações anunciando essa conjuntura às empresas com potencial para vir a Sergipe.

General Electric

Em março, a UTE Porto de Sergipe voltou a ser notícia nacional. O jornal Valor Econômico publicou que a americana GE Power Services assinou extensão do contrato com as Centrais Elétricas do Sergipe (Celse) no valor de US$ 216 milhões. Com isso, o contrato total da General Electric (GE) com a Porto do Sergipe passa a US$ 1,116 bilhão.

O contrato prevê operação e manutenção, além de soluções digitais que poderão melhorar a eficiência da termelétrica Porto do Sergipe. De acordo com o Valor Econômico, a duração do novo acordo da GE com a Celse é de 25 anos.

A UTE Porto de Sergipe também aparece como responsável por boas perspectivas econômicas para o estado, sobretudo para o setor da construção, atividade que será incrementada durante a construção. O Governo do Estado de Sergipe vem manifestando especial interesse em potencializar a participação das empresas sergipanas no processo de implantação da Usina Termelétrica Porto de Sergipe.

O governo tem como propósito prioritário ampliar as oportunidades para que as empresas sergipanas possam atuar na cadeia de fornecimento do projeto, quer como fornecedoras diretas da GE ou da Celse, ou mesmo das suas empresas contratadas.

Pedra fundamental

Em 28 de setembro de 2016, a Celse, sociedade de propósito específico criada pela britânica Golar GenPower e pela EBrasil – Eletricidade do Brasil, para construir e operar a UTE Porto de Sergipe lançou a pedra fundamental para a construção da UTE que integrará o Complexo de Energia Governador Marcelo Déda. Para construir a usina e fornecer a tecnologia necessária à conversão do gás em energia elétrica, a CELSE contratou a GE – General Eletric, empresa líder mundial do setor.