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Nova edição do Plano Decenal prevê apenas UPGN do Comperj

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A nova versão do Plano Decenal de Energia (PDE), que tem cenário energético até 2026, deve entrar em consulta pública a partir do começo do próximo mês. No campo dos combustíveis, o plano não apresenta mudanças em relação a novas refinarias, e prevê apenas a entrada em operação de sua Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do insumo proveniente da Bacia de Santos, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Segundo o diretor de Estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da EPE, José Mauro Ferreira Coelho, o plano prevê somente o segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. “O que a gente sabe que pode ocorrer é a Petrobras abrir mão de alguns ativos de refino, como já está anunciando. Mas não é refinaria nova, não está adicionando capacidade. Investimento novo mesmo não vemos, embora tenha interesse de alguns países de investir em refino no Brasil”, diz.

Sobre o interesse internacional, ele cita que existem sondagens de países como China e Índia, que poderiam entrar em parceria com a Petrobras e que esses países procuram o governo para sondar a conjuntura atual do país. “O que vemos em conversas é que esses agentes querem entender o mercado. Querem entender o momento político e as inseguranças políticas”, completa.

Derivados

O diretor da EPE disse também que a entrada em operação do segundo trem da Rnest adicionaria ao parque de refino brasileiro uma capacidade extra de 130 mil barris diários, mas não resolveria o problema da importação de diesel por parte do país. Ele explica que o Brasil ainda é um grande importador de diesel porque há o aumento da demanda mas não há oferta de refino, com exceção do segundo trem da Rnest, capaz de fazer frente à essa elevação.

 “Então, diesel é o grande problema de importação. Com relação á gasolina o que a gente vê é que a oferta e demanda ainda caminham juntos”, analisou, durante apresentação de estudo sobre a conjuntura de combustíveis, realizado pela EPE e IBP.

Coelho disse também que o RenovaBio deverá dar novo sinais positivo para o setor sucroenergético, que deverá, a partir desse programa, um amento de investimentos. Portanto, poderá ocorrer maior oferta de etanol. Este é um programa do governo federal voltado para ampliar a produção de biocombustíveis e reduzindo em 43% as emissões de gases de efeito estufa.

 “Mesmo em 2017 ou 2018, com relação à demanda de gasolina, que caiu muito por conta da crise econômica, não deverá crescer muito. Por isso não vemos grande preocupação por conta da importação da gasolina”, ressaltou.