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Melhora na governança corporativa fortalece a Petrobras

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O plano para recuperar a Petrobras é mais amplo do que o programa de desinvestimentos. A companhia, que pretende colocar 30 ativos à venda neste ano, também está melhorando seus processos internos. O avanço da governança vai proteger a Petrobras das interferências que ela sofreu nos governos passados.

O presidente Pedro Parente contou que a companhia deve colocar 30 ativos à venda até o fim do ano. A meta é levantar mais de US$ 17 bi. Vender ativos é o que manda o manual para empresas em recuperação. Mas a administração atual também trabalha para melhorar a governança. A intenção é que, no futuro, a Petrobras esteja vacinada contra a ingerência política. Recentemente, por exemplo, a empresa convocou pela intranet os interessados no cargo de gerente executivo. Esse pequeno fato mostra uma mudança radical. A escolha, até um passado recente, era política. Foi por indicação de partidos que Pedro Barusco chegou a um cargo semelhante, e de lá desviou recursos da empresa.

Há a preocupação com a transparência. Ivan Monteiro, diretor financeiro, conta que a companhia chamou o TCU para explicar em palestra como deveria ser feita a venda de um ativo de forma a dar mais segurança à sociedade. Os executivos ouviram. Com as sugestões do TCU, as negociações de ativos tiveram que ser reiniciadas, mas a administração não reclamou porque entendeu a importância da transparência nesse processo.

O programa de desinvestimentos vai permitir à Petrobras recuperar o fôlego financeiro e focar nos negócios principais. E as melhores práticas corporativas vão permitir que ela se prepare para o futuro.



Por Miriam Leitao