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FI-FGTS destinará R$ 1,3 bi a três projetos em infraestrutura

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O presidente do comitê de investimentos do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS), Marco Aurélio Queiroz, disse ontem que três projetos receberão recursos do chamamento público aberto em janeiro para a área de infraestrutura, totalizando R$ 1,3 bilhão. O valor representa apenas 18,9% do total de R$ 7 bilhões que havia sido oferecido no edital.

Segundo Queiroz, a Xingu Rio Transmissora de Energia deverá receber R$ 1 bilhão para instalar uma linha que ligará a região Norte ao Rio de Janeiro. Num empreendimento também na área de energia, ligando Minas Gerais ao Espírito Santo, a Empresa Sudeste de Transmissão de Energia deverá receber R$ 183,845 milhões. Por último, o complexo industrial Porto Central, no Espírito Santo, deverá ser contemplado com R$ 140 milhões.

Ao todo, o fundo recebeu 34 propostas para análise, totalizando R$ 11 bilhões em demanda, em áreas como energia, saneamento, portos, rodovias e ferrovias. No entanto, a maioria dos projetos não atendeu a requisitos do edital, como de apresentação de documentos. Segundo Queiroz, outro chamamento público será aberto em 12 de junho, com a oferta do valor restante de R$ 5,7 bilhões. O próprio edital determinará critérios de desempate caso a aprovação de projetos supere o montante ofertado. Serão considerados aspectos como valor a ser financiado, a região do país atendida e a potencial geração de empregos do empreendimento. O fundo também poderá pedir mais recursos ao conselho curador se jugar necessário.

Os projetos aprovados não contam com liberação imediata dos recursos do FI-FGTS, pois, na maior parte dos casos, são empréstimos sindicalizados que contarão com participação de outras instituições. Dessa forma, explicou Queiroz, há diluição de risco e uma parceria de avaliação de viabilidade dos projetos. Os aportes do fundo contam com garantias, com fianças bancárias, e a taxa de rentabilidade obrigatoriamente fica acima de Taxa Referencial (TR) mais 3% ao ano, que é a rentabilidade do FGTS.

Apesar de apenas três projetos terem atendido aos requisitos do edital, Queiroz avaliou positivamente o resultado. Ele ressaltou que, embora o valor a ser aportado seja de R$ 1,3 bilhão, isso levará a investimentos mais elevados, uma vez que o FI-FGTS contribui com, no máximo, 50% dos aportes. Ele observou, porém, que há novas variáveis na economia brasileira que trouxeram incertezas de investimento para o longo prazo. "São créditos que precisam de cenários definidos, premissas claras, para aprovar a sua viabilidade", disse.

Entre os dias 5 e 9 de junho, o comitê de investimentos FI-FGTS realizará reuniões para apresentar um retorno às empresas que apresentaram os projetos no primeiro edital. Com isso, quem se inscreveu no chamamento de janeiro poderá voltar a apresentar suas propostas.

O comitê de investimentos manteve a expectativa de que, no fechamento das contas de 2016, o fundo tenha rentabilidade de 12,45%, depois de registrar prejuízo em 2015. O balanço deve ser divulgado em junho. Em 2015, o FI-FGTS, no foco da Operação Lava-Jato, registrou prejuízo de R$ 900 milhões, o que representou um retorno negativo de 3%. Foi o pior resultado desde a criação do fundo, em junho de 2007. O provisionamento de recursos para cobrir prejuízos da Sete Brasil, empresa de investimentos especializada em gestão de portfólio de ativos direcionados à exploração da camada do pré-sal, contribuiu para esse resultado negativo. Ontem foi o último dia de Queiroz à frente do comitê de investimentos, que passará a ser presidido por Luiz Fernando Emediato, representante da Força Sindical.