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Crise econômica provoca queda de 13% nos investimentos na indústria em 2015, diz IBGE

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A crise econômica no Brasil provocou um cenário de retração na indústria que se reflete em diversos indicadores econômicos do setor. É o que aponta a Pesquisa Industrial Anual Empresas (PIA-Empresas) divulgada nesta última quarta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os investimentos no setor, por exemplo, tiveram queda de 13%. Os dados são de 2015.
De acordo com o IBGE, a redução no valor dos investimentos no setor industrial naquele ano, em termos nominais, foi de R$ 193,3 bilhões. A queda foi verificada, principalmente, nos setores de refinaria de petróleo, extração de petróleo e de minerais.

“O investimento cai porque as empresas agem de forma mais cautelosa, assumindo uma postura conservadora”, avalia a economista Maristella Rodrigues, da Coordenação da Indústria do IBGE.

Outro indicador que indica a retração no setor foi a queda de aproximadamente 2,5% no número de empresas industriais ativas. Em 2014, havia no país 333.739 empresas industriais ativas e esse número caiu para 325.277 em 2015 – 8,4 mil a menos.

Além disso, a indústria brasileira perdeu naquele ano mais de 642 mil postos de trabalho. A queda na ocupação foi concentrada nos setores de vestuário, fabricação de veículos e fabricação de máquinas e equipamentos.O IBGE destacou, ainda, que o valor da transformação industrial [valor bruto da produção menos o custo das operações industriais], em valores correntes, passou de R$1.113 bilhões para R$ 1.097 bilhões – uma queda de aproximadamente 1,5%.

“A indústria brasileira, no ano de 2015, apresenta um fraco desempenho da produção industrial, que vem a ser reflexo das incertezas no cenário político e fiscal, com aumento do desemprego e a perda do grau do investimento”, destacou Maristella Rodrigues.

Principais produtos industriais

A Pesquisa Industrial Anual de 2015 focada em produtos mostrou que a receita das vendas industriais naquele ano teve queda de R$ 100 bilhões na comparação com o ano anterior – passou, em valores nominais, de R$ 2,17 trilhões para R$ 2,16 trilhões.

Em termos de valor das vendas, os produtos que se destacaram em 2015 foram o óleo diesel, carnes de bovinos frescas ou refrigeradas, automóveis de 1500 a 3000 cilindradas e óleos brutos de petróleo. Juntos, estes quatro produtos geraram 9,9% da receita industrial.

No ano anterior, os quatro segmentos de produtos que mais se destacaram em termos de vendas foram o óleo diesel, minérios de ferro em bruto ou beneficiados, automóveis com cilindrada entre 1500 cm³ e 3000 cm³ e gasolina. Eles representaram, juntos, 9,7% das vendas industriais em 2014.

Já em relação à participação nas vendas, os setores com as maiores participações em 2015 foram produtos alimentícios (16,9%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (10,6%), produtos químicos (10,5%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,7%) e metalurgia (6,3%).
Considerando o ganho de participação nas vendas, dos 100 produtos com as maiores receitas os três que mais ganharam participação em relação a 2014 foram artigos de plástico para embalagens, ligas de alumínio em formas brutas e tubos flexíveis e tubos trefilados de ferro e aço. Os três produtos que mais perderam participação foram caminhão-trator para reboques, veículos para transporte de mercadorias e tratores agrícolas.

Principais produtos por região

Segundo o IBGE, em 2015, os produtos com as maiores participações de receita de vendas industriais por região foram:

Norte: minérios de ferro e seus concentrados, em bruto ou beneficiados (9,5%), televisores (6,2%) e preparações em xarope para elaboração de bebidas (6,0%).

Nordeste: óleo diesel (6,3%), automóveis de 1500 a 3000 cilindradas (3,6%) e óleo combustíveis (3,5%).

Sudeste: óleo diesel (3,7%), óleos brutos de petróleo (3,3%) e automóveis de 1500 a 3000 cilindradas (2,3%).

Sul: óleo diesel (3,8%), as carnes e miudezas de aves congeladas (3,2%) e os automóveis com menos de 1000 cilindradas (2,3%).

Centro-Oeste: carnes de bovinos frescas ou refrigeradas (14,0%), tortas, bagaços, farelos e outros resíduos da extração do óleo de soja (9,1%) e álcool etílico (etanol) (8,7%).