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Consórcio é contratado pela Petrobras para a construção da carteira de enxofre da Refinaria Abreu e Lima (RNEST)


As obras de construção da carteira de enxofre da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, serão retomadas nas próximas semanas. Depois de anunciar a construção de quatro plataformas na bacia de Campos, a estatal assinou um contrato com o consórcio Conenge SC / Possebon para o término da construção da carteira de enxofre da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco.

Segundo a Petrobras, os trabalhos já serão retomados nas próximas semanas. Pelo contrato, o consórcio irá concluir a Unidade de Tratamento de Águas Ácidas e a Unidade de Tratamento com Metildietanolamina, e suas interligações. Ainda de acordo com a estatal, as obras vão permitir a operação do primeiro conjunto de unidades (Trem 1) da RNEST em plena carga de 115 mil barris por dia.


Essas unidades serão usadas no tratamento dos líquidos e gases resultantes do processo de produção de combustíveis com baixo teor de poluentes, como o Diesel S-10, gerando assim uma carga rica em enxofre. Este produto, por sua vez, será empregado na unidade de SNOX, que produzirá então o ácido sulfúrico, produto com várias aplicações, como produção de fertilizantes.

A importância da retomada das obras na Rnest ficam ainda mais evidentes com a previsão que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) fez esta semana, apontando que o Brasil passará por problemas no abastecimento de combustíveis em cinco anos caso não sejam feitos investimentos no setor de refino e abastecimento. Durante workshop feito na sede da agência, esta semana, foi destacado o fato de o Brasil ser o sexto país do mundo em consumo de petróleo e derivados, mas apenas o oitavo em capacidade de refino.

Membros do setor de óleo e gás e pesquisadores concordam com a estimativa feita pela ANP. “As importações foram de 564 milhões de litros em fevereiro para 811 milhões em abril. E em maio, deve  chegar a 1 bilhão de litros. Em contrapartida, o Brasil exportou cerca de 1,63 milhão de barris por dia de petróleo cru em fevereiro de 2017, estabelecendo um novo recorde pelo segundo mês consecutivo. Ou seja, exportamos o óleo cru e importamos o derivado. Importamos um produto com maior valor agregado“, explicou a pesquisadora da FGV Energia, Fernanda Delgado.