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Conheça a história e a frota de apoio marítimo do Brasil

Skandi Vitória - Technip

Fundada em 4 de abril de 1977, a Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM) tem como finalidade principal contribuir para o desenvolvimento brasileiro do setor de Apoio Marítimo, às atividade de produção e exploração de hidrocarbonetos e minerais na plataforma continental brasileira.

As atividades de Apoio Marítimo no Brasil vêm crescendo ao longo desses anos encontrando-se, nos dias de hoje, em franca expansão.

Com a nova política brasileira para o petróleo, permitindo contratos com empresas estrangeiras para a exploração de novos campos na plataforma continental, não só a Petrobras vem expandindo a sua área de atuação, como outras companhias estão se instalando no Brasil, aumentando sensivelmente a demanda de embarcações e equipamentos de Apoio Marítimo.

As empresas filiadas à ABEAM hoje estão aptas a operar todos os tipos de embarcações empregadas em Apoio Marítimo.

Cronograma do apoio marítimo no Brasil

A evolução das atividades de Apoio Marítimo no Brasil ocorreu em períodos marcados pelas seguintes etapas:

Implantação – 1968 a 1975 – As primeiras descobertas de petróleo em mar aberto. A importação das primeiras 13 embarcações pela Petrobras.

Expansão – 1976 a 1981 – A frota de bandeira brasileira atinge 44 navios. A Petrobras transfere às empresas brasileiras de navegação a operação da frota de navios de Apoio Marítimo. Em 4 de abril de 1977 é fundada a ABEAM congregando as empresas nacionais pioneiras no Setor.

Consolidação – 1982 a 1989 – Operação das primeiras plataformas semi-submersíveis. Adjudicação de contratos em licitação pública para armadores brasileiros. A frota de Apoio Marítimo brasileira chega a 110 embarcações.

Desarticulação – 1990 a 1997 – A abertura indiscriminada do mercado atingiu o setor de construção naval e navegação. As empresas estrangeiras passam a dominar o mercado. Perda de tecnologia, perda de empregos e drenagem de divisas. A frota de Apoio Marítimo de bandeira brasileira cai para 43 navios.

Nova proposta (a partir de 1997) – Com a promulgação da Lei nº 9432/97 que regulamenta o transporte aquaviário, as empresas brasileiras de Apoio Marítimo, através da Associação Brasileira de Empresas de Apoio Marítimo (ABEAM), apresentam um programa de modernização da frota, mediante a construção local de embarcações apropriadas à operação em águas profundas e ultra-profundas.

O programa vem sendo executado satisfatoriamente permitindo o aumento da frota brasileira com incorporação de novas embarcações dotadas de instalações e equipamentos modernos, adequadas às exigências do mercado.

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Finalidade

A ABEAM tem por finalidade principal contribuir para o desenvolvimento nacional do setor de Apoio Marítimo às atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil, devendo ainda:

a) Representar as empresas associadas e atuar em todos os assuntos que digam respeito, ainda que indiretamente, ao setor de Apoio Marítimo às atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil;

b) Promover estudos de interesse geral relativos à exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais no mar;

c) Colaborar com os órgãos do Governo na elaboração e execução da política de desenvolvimento da navegação nacional de apoio às empresas de exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil;

d) Colaborar com órgãos de classe e entidades oficiais ou particulares que, direta ou indiretamente, estejam ligados ou se relacionem com as atividades de exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil;

f) Divulgar literatura técnico-científica e promover, entre sócios, difusão sobre as atividades de Apoio Marítimo à exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil: e

g) Colaborar com os órgãos do Governo e entidades para a formação e o aperfeiçoamento de técnicos e de mão de obra especializada nas atividades de Apoio Marítimo à exploração e produção de hidrocarbonetos e minerais na plataforma submarina do Brasil.

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Frota

A frota de apoio marítimo no Brasil voltou a crescer no mês abril, fechando aquele mês com 386 embarcações ante 381 em março, de acordo com dados da Abeam. Em relação ao mesmo mês de 2016, quando a frota totalizava 424 barcos, o número representa uma queda de 9%.

Pouco mais de 80% das embarcações registradas em abril (311) têm bandeira brasileira, mantendo o patamar de março. Na comparação anual, o aumento de barcos arvorando bandeira nacional é de 15 pontos percentuais, com o acréscimo de 28 unidades.

A maior parte da frota em abril era composta por PSVs, com 147 embarcações. Em seguida vêm os LHs, com 62 barcos; AHTSs (52); OSRVs (44); FSVs (17); PLSVs (16); MPSVs (11); RSVs (11); Crew (nove); SV (oito); DSV (seis); e WSV (quatro).

As classes com maior proporção de embarcações estrangeiras são os PLSVs (81% estrangeiros); RSVs (63%); MPSVs (54%); DSVs e WSVs, com 50%; AHTSs (44%); e OSRVs (32,5%).

Seabulk Brasil - Seabulk OffshoreCom 51 embarcações no país, a Edison Chouest tem a maior fatia do mercado, com 13% da frota de apoio marítimo. Sete de suas embarcações arvoram bandeira estrangeira, das quais três são OSRVs; dois WSVs; um RSV; e um MPSV.

CBO, com 27 barcos, Starnav (23), Tranship (20), Wilson Sons Offshore (16) e Camorim (16) – empatados no quinto lugar – completam a lista dos maiores proprietários de barcos de  apoio no Brasil, com a vantagem de ter toda sua frota operando com bandeira nacional.

No outro extremo, armadores como a CMM, Otto Candies, Tidewater Marine, Varada Marine e Vega Offshore  possuem somente barcos estrangeiros na frota, estando, portanto, mais expostas à possibilidade de bloqueio por embarcações brasileiras.

A CMM tem cinco OSRVs estrangeiros; a Otto Candies e a Tidewater, dois AHTss de bandeira internacional cada uma; e a Vega Offshore, três OSRVs estrangeiros – embarcações que, por não serem de alta complexidade, poderão enfrentar uma disputa acirrada no mercado brasileiro com concorrentes nacionais.

AHTS Haroldo Ramos - Bourbon Offshore MarítimaJá a Subsea 7 possui seis PLSVs estrangeiros – além de um LH brasileiro –, mas o único barco do tipo atualmente descontratado no Brasil, o Skandi Niterói, do consórcio Technip-DOF, não conseguiu bloquear nenhum deles até o momento por ter especificações distintas.

Entre outras companhias com maior proporção de barcos de apoio estrangeiros na frota estão a Maersk (cinco AHTSs sobre uma frota de oito barcos); Farstad Shipping (três AHTSs, dois RSVs e um DSV de um total de 11 barcos); e a Sapura (cinco de seis PSLVs), cuja situação é semelhante à da Subsea 7 por se tratar de barcos especiais.

O relatório da Abeam não considera lanchas, barcos de pesquisa e flotéis, nem embarcações com porte inferior a 100 tpb ou bhp inferior a 1.000, e inclui embarcações que podem ou não estar amparadas por contratos, no mercado spot, em manutenção o eventualmente fora de operação.


Sea Brasil - Deep Sea SupplyClassificação das classes de embarcações pela Abeam

AHTS (Anchor Handling and Tug Supply):

Embarcações de elevada potência que atuam como rebocador, manuseio de âncoras e transporte de suprimentos.

PSV (Platform Supply Vessel):

Utilizadas para transporte de suprimentos.

SV (Mini Suplly Vessel):

Mini supridores às plataformas de petróleo.

FSV (Fast Suplly Vessel):

Supridores de cargas rápidas.

Crewboat:

CBO IsabellaAdotadas para transporte de tripulantes para as plataformas.

OSRV (Oil Spill Response Vessel):

Utilizadas para combate a derramamento de óleo.

RSV (Remotely Support Vessel):

Embarcações equipadas com veículos de operação remota (Remotely Operated Vehicle – ROV).

RV (Research Vessel):

Embarcações de Pesquisa.

DSV (Diving Support Vessel):

PSV CBO Atlântico - CBOEmbarcações para suporte e apoio ao mergulho.

WSV (Well Stimulation Vessel):

Empregadas para estimulação de poços de petróleo.

PLSV (Pipe Laying Support Vessel):

Embarcação complexa e altamente especializada, dotada de equipamentos/sistemas sofisticados e de elevado valor, é usada para construção e lançamento de linhas rígidas e flexíveis.

MPSV (Multi-Purpose Support Vessel):

Embarcações empregadas em tarefas múltiplas.



Por João Montenegro