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Techint contesta afirmações feitas pela Petrobras no processo de waiver para FPSO de Libra


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O velho e conhecido ditado “contra fatos não há argumentos” serve para ilustrar bem a postura dos estaleiros nacionais, que se levantaram com ímpeto contra a intenção da Petrobras em levar para o exterior a obra do FPSO de Libra. As empresas brasileiras se sentem desamparadas e amarguradas com a postura, uma vez que acreditaram na promessa da política de conteúdo local e fizeram pesados investimentos para atender a demanda da estatal. E mais do que os recursos aplicados, a indústria local coleciona bons resultados nos projetos, o que torna ainda mais incompreensível a possibilidade do contrato de Libra ser executado no exterior.

É com esse sentimento que a Techint fez críticas ao pedido de waiver para o FPSO. Em seus comentários enviados à Agência Nacional do Petróleo (ANP) sobre o tema, a empresa foi categórica: “Os Empreendedores de modo geral que contribuem sobremaneira para o desenvolvimento desse País estão cansados de abruptas alterações de políticas públicas em detrimento da previsibilidade e segurança jurídica, exigidas por todo e qualquer investimento de médio e longo prazos, vindo a destruir o Parque Industrial do País e gerar desemprego local com todas as suas maléficas consequências”.

Atualmente, a Techint executa, na unidade de Pontal do Paraná, juntamente com outra consorciada, a construção dos módulos para a plataforma flutuante de petróleo P-76. Até maio do ano passado, o estaleiro empregou R$ 426,5 milhões em salários e encargos, com previsão de gastos de mais R$ 172,4 milhões até o final da obra. A unidade Pontal do Paraná, com uma área de aproximadamente 215 mil m², um cais de 300 metros e calado natural de 9 metros, recebeu investimentos de R$ 300 milhões.

O estaleiro rebateu informações prestadas pela Petrobrás no processo. A Techint diz que uma fotografia desatualizada mostrada na documentação pela petroleira “não é fidedigna às atuais áreas do site e de cais“. A estatal ainda afirmou no processo que a Techint passa por dificuldades financeiras, fato que a empresa nega. “Não procede a implícita afirmação feita pela Petrobrás de que a Techint enfrentaria dificuldades financeiras a ponto de não poder atender às demandas do setor de petróleo e gás”.

Para defender que é possível executar obras no Brasil seguindo as exigências de conteúdo local, a empresa apontou os índices previstos na P-76. Na instalação e integração de módulos, a Technit afirma que o percentual final chegará a 94%. Ao todo, 15 módulos para a plataforma estão sendo executados na unidade de Pontal do Paraná. Já na construção e montagem da planta de processo do FPSO, o nível de conteúdo nacional chegará a 82%. Todos os números estão disponíveis na tabela abaixo:

REFDC

“É preciso que o Governo Federal preserve a Indústria Nacional, acredite em seu povo e dê a oportunidade de desenvolvimento do País e não incentivar que as Petroleiras façam as suas encomendas no exterior e venham explorar as riquezas do nosso País e que além de retirá-las, não investem no País e tampouco desenvolvem e promovem o crescimento Profissional e Tecnológico dos Brasileiros”, finalizou a Techint no documento enviado à ANP.




Por Davi de Souza