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Statoil inicia o transporte de plataforma gigante



Um projeto de transporte que talvez seja o maior já visto está acontecendo, neste exato momento, levando uma plataforma de petróleo que partiu no dia 21 de abril da Hyundai Heavy Industries, conhecido estaleiro na Coreia do Sul, para o Mar da Noruega.



Para quem não conhece este tipo de plataforma, a spar, trata-se de uma estrutura apoiada num cilindro vertical que trabalha ancorado com um calado constante de cerca de 200 metros (pode variar um pouco).

A plataforma Aasta Hansteen, de propriedade da Statoil, é considerada a maior plataforma spar do mundo.

A plataforma segue para Campo de Aasta Hansteen, uma campo de gás gigante, localizado a 300 km da costa, com capacidade estimada em 47 bilhões de metros cúbicos de gás, no local conhecido como Vøring area, a uma profundidade de 1300 metros, num ambiente completamente hostil com ventos, ondas e condições climáticas sempre adversas.



Um fato importante é o de que este gás é considerado seco, com baixo teor de CO2, o que é extremamente importante para a Noruega, uma país que valoriza ao extremo a questão ambiental.

Em dezembro de 2012, o Plano de Desenvolvimento e Operações da Statoil, que é uma estatal da Noruega, o PDO, foi apresentado ao Ministério de Petróleo e Energia, tendo sido aprovado em 2013, e neste plano estava preconizada a existência de uma plataforma spar, que seria a primeira plataforma deste tipo para a exploração de gás no offshore da Noruega.



A estrutura gigante pesa 70.000 toneladas, sendo considerada a maior do mundo. Para se ter uma ideia, somente a estrutura submersa consiste num cilindro de 200 metros de comprimento por 50 metros de diâmetro, com um peso total de 46.000 toneladas.

A parte submersa, o cilindro de flutuação, está sendo transportada pelo navio dique heavy lift da Boskalis, o Dockwise Vanguard, numa viagem que vai durar dois meses até a Noruega. Os topsides devem seguir depois.

Quando chegar na Noruega, o cilindro de flutuação e os topsides serão conectados, e então a plataforma será rebocada para a localização final no Mar da Noruega, onde será ancorada e iniciará suas operações.

A plataforma vai marcar, inclusive, a primeira vez em que serão utilizados risers rígidos de aço, os SCR (steel catenary riser) e também será a primeira a utilizar sistema de ancoragem por cabos sintéticos, ao invés das tradicionais correntes de amarras, parecidas com as de navios, só que dimensões bem maiores.

Por causa de alguns atrasos, a plataforma, que estava com seu início de produção marcado para o segundo semestre de 2017, acabou tendo sua programação postergada para 2018.

Mais uma vez a Engenharia nos surpreende com estruturas gigantes, com altíssima tecnologia envolvida e estabelecendo novos limites para a humanidade, não somente pelo seu projeto de construção e transporte em si, mas principalmente pelas condições em que vai operar no mar da Noruega.

Parabéns para a Statoil e todas as empresas envolvidas nesta manobra.





Por Rodrigo Cintra