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Schahin, Odebrecht e OAS gastaram em obras no sítio, diz Procuradoria

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Na nova denúncia criminal contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a força-tarefa da Operação Lava Jato sustenta que as empreiteiras Schahin, Odebrecht e OAS pagaram R$ 1,02 milhão em reformas do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. A propriedade do sítio é atribuída ao petista, o que ele nega.

Segundo a Procuradoria, a Odebrecht e a OAS gastaram R$ 870 mil no empreendimento. A Schahin, por sua vez, desembolsou R$ 150,5 mil.

É a primeira vez que a Procuradoria da República aponta envolvimento da Schahin nas obras de Atibaia. Anteriormente, os procuradores já haviam atribuído à Odebrecht e à OAS responsabilidade por melhorias no imóvel.

Segundo a denúncia, a Odebrecht e a OAS pagaram propinas no valor total de R$ 155 milhões a partidos políticos da base de Lula - R$ 128 milhões da primeira e R$ 27 milhões da outra - relativas a 7 contratos firmados com a Petrobras.

"Esses valores (R$ 155 milhões) foram repassados a partidos e políticos que davam sustentação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o PT, o PP e PMDB, bem como aos agentes públicos da Petrobras envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas, em operações de lavagem de dinheiro que tinham como objetivo dissimular a origem criminosa do dinheiro", afirma a força-tarefa da Lava Jato.

Parte dos R$ 155 milhões, de acordo com a Procuradoria, foi investida no sítio.

Os procuradores destacam que os R$ 870 mil supostamente investidos pela Odebrecht e pela OAS foram lavados "mediante a realização de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia, para adequá-lo às necessidades da família do denunciado Luiz Inácio Lula da Silva, assim como mediante a realização de melhorias na cozinha do referido sítio e aquisição de mobiliário para tanto".

Além de Lula, também foram denunciados os empreiteiros José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro da OAS - crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro -; e Marcelo Bahia Odebrecht, este por corrupção ativa. A acusação inclui o executivo Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS, pelo crime de corrupção ativa. E ainda o pecuarista José Carlos da Costa Marques Bumlai, amigo de Lula, além de Rogério Aurélio Pimentel, assessor do ex-presidente, por lavagem de dinheiro.

A nova denúncia contra Lula pega ainda, pela primeira vez, o patriarca da Odebrecht Emílio Alves Odebrecht, pai de Marcelo. A acusação recai também sobre os executivos da Odebrecht Alexandrino de Salles Ramos de Alencar e Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Fernando Bittar e o executivo da OAS Paulo Roberto Valente Gordilho, além do advogado Roberto Teixeira - compadre de Lula, acusados da prática do crime de lavagem de dinheiro.

Ainda segundo a Procuradoria, "também foi objeto de lavagem de dinheiro uma parte dos valores de propina oriunda dos crimes de gestão fraudulenta, fraude à licitação e corrupção no contexto da contratação para operação da sonda Vitória 10000 da Schahin pela Petrobras, a qual foi utilizada, por intermédio de José Carlos Bumlai, para a realização de reformas estruturais e de acabamento no Sítio de Atibaia, no valor total de R$ 150,5 mil".