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Políticos são detidos por suspeita de corrupção ligada à Odebrecht na República Dominicana

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O ministro de Indústria e Comércio da República Dominicana, políticos de alto escalão e empresários foram detidos em Santo Domingo, por suspeita de ter recebido suborno da construtora brasileira Odebrecht. Onze pessoas foram presas.

As prisões ocorrem após a procuradoria receber, em meados de maio, o conteúdo dos depoimentos de executivos da empresa a autoridades brasileiras.

Resultado de imagem para  corrupção  Odebrecht República DominicanaOs executivos da construtora afirmaram a autoridades americanas e brasileiras que a Odebrecht pagou US$ 92 milhões para conseguir a concessão de contratos de obras de infraestrutura desde 2001.

Os procuradores disseram ainda que solicitaram a retirada da imunidade de três parlamentares em relação ao pagamento de propina que a empreiteira admitiu ter feito para conseguir contratos públicos.

Detidos 

O ministro Temístocles Montás, integrante da Partido da Libertação Dominicana governando (PLD), foi encaminhado nesta manhã à sede da procuradoria junto com o ex-ministro de Obras Públicas Víctor Díaz Rúa, que durante sua gestão participou da negociação de vários contratos com a empresa. Rúa esteve no poder entre 2007 e 2012.

O ex-presidente do Senado e atual chefe do Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal da oposição), Andrés Bautista, foi preso porque estava no poder na época da aprovação dos contratos.

Segundo a agência Efe, entre os detidos está ainda o empresário Ángel Rondón, que foi representante comercial da construtora na República Dominicana.

Do governo de Hipólito Mejía (2000-2004), foi privado de liberdade o ex-diretor da CDEEE e do Instituto Nacional de Águas Potáveis e Redes de Esgoto (Inapa), César Sánchez, de acordo com a France Presse.

14 acusados 

Em uma entrevista coletiva no Ministério da Justiça, o procurador-geral, Jean A. Rodríguez, anunciou o nome de 14 pessoas, incluindo autoridades e parlamentares, indiciadas por crimes como lavagem de dinheiro, subornos e a submissão de comunicados financeiros falsos.

"Cada um dos detidos está sendo submetido à justiça por ter cometido supostamente todos ou alguns dos crimes de suborno, conluio de funcionários, prevaricação, desfalque, assuntos incompatíveis com a categoria de funcionário público, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro", disse a Procuradoria em um comunicado.

Em novembro, a Odebrecht e a petroquímica associada Braskem se declararam culpadas, em um tribunal dos Estados Unidos, de violarem normas sobre subornos fora do país na esteira da operação Lava Jato.

Na República Dominicana, a Odebrecht foi contratada para realizar pelo menos 16 obras. Segundo os dados revelados pela empresa, a República Dominicana é o 3º país onde mais propinas foram pagas para conseguir licitações de obras e favores, com US$ 92 milhões, ficando atrás somente do Brasil, com US$ 349 milhões, e da Venezuela, com US$ 98 milhões.