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Papel e celulose tem crescimento importante nas exportações baianas

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O papel está presente em praticamente todos os segmentos da vida doméstica, acadêmica e empresarial. Mesmo com as dificuldades econômicas enfrentadas pelo país, o setor de papel e celulose na Bahia registra um crescimento na produção de 40,6%, no acumulado de 2006 até março deste ano, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

No período de janeiro a abril de 2017, o segmento de papel e celulose foi o segundo mais importante nas exportações baianas com participação de 16,67%. Ainda de acordo com a SEI, as exportações neste setor em 2017 somam, até o momento, US$ 382,804 milhões. Somente de janeiro a março de 2017, 66 novas vagas de emprego foram ocupadas no setor. Na área de produção, até março deste ano, houve crescimento de 1,1%.

Considerada uma das indústrias mais avançadas do mundo no setor, Veracel é especializada na produção de celulose

Maior produtividade – De acordo com Sergio Alipio, advisor de Relações Institucionais da Veracel, a planta de Eunápolis foi desenhada em 2005 para uma capacidade de 900 mil toneladas de celulose por ano. “Com as melhorias de processo, hoje estamos com a capacidade de 1.12 mil toneladas por ano. Isso significa um crescimento de mais de 25% da nossa capacidade instalada”.

Nesse período, a China continuou sendo o maior mercado para as exportações de papel e celulose da Bahia. Dois municípios, Eunápolis e Mucuri, no extremo sul do estado, se destacam na produção e são sedes de grandes empresas do segmento – a Veracel, instalada em Eunápolis, e a Suzano, localizada em Mucuri. Considerada uma das indústrias mais avançadas do mundo no setor, a Veracel é especializada naprodução de celulose. Já a Suzano, atualmente em expansão, produz de forma integrada (papel ecelulose) e possui a maior unidade produtora de celulose e papel do Brasil.

Ainda segundo Sergio Alipio, “a Veracel se tornou exportadora participando do Programa Desenvolve, oferecido pelo governo. Outro fator foi a produtividade florestal do sul da Bahia que nos coloca em um nível de competitividade internacional muito importante”.

Alípio informa também que a indústria mantém três mil empregos permanentes, entre diretos e indiretos. “A Veracel também realiza cerca de R$ 300 milhões em compras por ano sobretudo na Bahia. A Veracel gera ainda cerca de R$ 100 milhões de tributos entre federais, estaduais e municipais”.