WHAT'S NEW?
Loading...

Joesley pediu intervenção de Temer em pendência entre Petrobras e JBS

Resultado de imagem para Joesley pediu intervenção de Temer em pendência entre Petrobras e JBS

Veja o caminho do dinheiro da corrupção. As informações se baseiam na delação do empresário Joesley Batista e nas operações controladas que a Polícia Federal fez a pedido do Ministério Público.

Foi em Brasília que o empresário Joesley Batista pediu a intervenção do presidente Michel Temer para resolver uma pendência entre a Petrobras e uma usina termelétrica do grupo J&F.

Segundo a reportagem do jornal “O Globo”, Joesley disse que o grupo estava perdendo R$ 1 milhão por dia com a política de preços da Petrobras.
Resultado de imagem para Joesley pediu intervenção de Temer em pendência entre Petrobras e JBS

Os detalhes do valor e dos pagamentos da propina foram feitos em São Paulo, em um café da Zona Sul. Segundo a reportagem, o homem indicado pelo presidente Michel Temer, o deputado Rodrigo Rocha Loures, do PMDB do Paraná, encontrou-se com Ricardo Saud, executivo da JBS, indicado por Joesley Batista.

Os dois combinaram que a propina a ser paga seria de R$ 500 mil por semana durante 20 anos, que é o tempo do contrato da termelétrica com a Petrobras. Ou seja, R$ 480 milhões de propina ao longo de duas décadas.

De acordo com a delação que fez aos procuradores da República, foi nesse encontro que o deputado Loures disse ao empresário que levaria a proposta a alguém acima dele. E que Saud fez duas menções “ao presidente”. A reportagem afirma que, pelo contexto, os dois se referiam a Michel Temer.

O segundo encontro entre o executivo da JBS e o deputado federal foi em um shopping, que também fica na Zona Sul de São Paulo. O que o deputado do Paraná não sabia é que a Polícia Federal estava monitorando tudo, numa ação controlada para obter uma prova em flagrante.

Fotos foram publicadas pelo site do jornal “O Globo” mostram o esquema usado pelo deputado para despistar o recebimento da propina.

No shopping, os dois foram a um café e a um restaurante. Meia hora depois, eles se encontraram no estacionamento do shopping. Os R$ 500 mil do primeiro pagamento da propina combinada estavam numa mala no carro de Ricardo Saud. De acordo com a reportagem, o deputado Loures não pega o dinheiro no estacionamento e pede para eles que sigam para outro restaurante.

As andanças do deputado e do executivo da JBS terminaram em uma pizzaria, na região dos Jardins. O restaurante fica perto da casa dos pais do deputado, onde ele estava hospedado. E ele finalmente botou as mãos nos R$ 500 mil, como nas fotos.

O deputado Rodrigo Rocha Loures entra na pizzaria sem nenhuma mala. Quando sai, aparece segurando uma mala. Os números de série das notas do dinheiro da propina tinham sido informados aos procuradores da República. E a mala estava com um chip para a Polícia Federal rastrear o caminho do dinheiro. Ainda não foi divulgado onde os R$ 500 mil foram parar.

O mesmo tipo de ação foi usado pela Polícia Federal para monitorar as negociações de propina envolvendo o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

No dia 24 de março de 2017, o senador encontrou-se com o empresário Joesley Batista em um hotel de luxo, em São Paulo, para combinar como seria a entrega dos R$ 2 milhões pedidos por Aécio.
Segundo a reportagem de “O Globo”, Aécio indicou o primo, Frederico Pacheco de Medeiros, para receber o dinheiro do executivo da JBS Ricardo Saud. Foram quatro entregas de R$ 500 mil cada uma.

No site do jornal “O Globo”, o jornalista Lauro Jardim publicou as imagens da entrega da primeira remessa ao primo de Aécio, na sede da empresa JBS, em São Paulo. Nesse encontro, no dia 12 de abril, Ricardo Saud entregou para Frederico uma mala com R$ 500 mil.

Nesta imagem, o primo de Aécio conta o dinheiro, coloca um maço na bolsa e deixa o restante na mala. O segundo encontro, no dia 19 de abril, também foi registrado pela Polícia Federal, quando o primo de Aécio recebeu mais R$ 500 mil.

Nesse mesmo dia, Frederico repassou a mochila com o dinheiro no estacionamento da JBS para Mendherson Souza Lima, secretário parlamentar do senador Zezé Perrela, do PMDB de Minas.
Ainda de acordo com o jornal “O Globo”, o assessor fez três viagens de carro para levar o dinheiro para Belo Horizonte, sempre seguido pela Polícia Federal.

A PF também monitorou e gravou imagens de, pelo menos, uma entrega de R$ 400 mil para Roberta Funaro, irmã do doleiro Lúcio Funaro, que é ligado ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha.

Joesley Batista disse na delação que o dinheiro era para comprar o silêncio de Funaro e de Cunha. Roberta foi presa nesta quinta, em São Paulo, pela Polícia Federal.

A defesa de Lúcio Funaro e da irmã dele, Roberta, disse que aguarda mais informações sobre os acontecimentos para se manifestar.