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Ford cogita milhares de demissões para melhorar a rentabilidade

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A montadora americana Ford, que enfrenta a desaceleração do mercado doméstico, examina a possibilidade de suprimir até 10% de sua massa salarial no mundo, o que representa quase 20.000 postos de trabalho, para melhorar a rentabilidade.

A segunda maior montadora dos Estados Unidos em termos de venda deve fazer o anúncio nos próximos dias, informou à AFP na segunda-feira uma fonte próxima aos debates e que pediu anonimato.

A Ford emprega atualmente 202.000 pessoas, em período parcial e integral, e poderia assim demitir 20.000 funcionários, 10% de sua massa salarial, afirmou a fonte, que confirmou informações publicadas pelo Wall Street Journal (WSJ).

Os cortes devem atingir todos os mercados nos quais a Ford está presente, de acordo com a fonte.

Pressionada pelo presidente americano Donald Trump, a Ford Motor Company desistiu no início do ano de instalar no México toda a produção de veículos compactos. A empresa se comprometeu inclusive a criar 700 postos de trabalho no estado de Michigan.

O CEO da Ford, Mark Fields, pressionado pelos acionistas para explicar sua estratégia, espera que a receita de austeridade permita economizar até três bilhões de dólares em 2017, com o objetivo de aumentar o lucro do grupo em um momento de estagnação das vendas nos Estados Unidos, afirmou a fonte.

A Ford vendeu 214.695 carros em abril, 7,2% a menos que no mesmo período em 2016. Analistas acreditam que 2017 pode ser o primeiro ano de queda nas vendas de veículos nos Estados Unidos desde 2009.

A empresa, procurada pela AFP, informou que não comentaria “especulações”.

“Nós permanecemos concentrados em três prioridades estratégicas que vão criar valor e conduzir a um crescimento rentável, que incluem fortalecer os pilares de lucro em nosso negócio principal, transformando áreas com performance tradicionalmente abaixo do esperado de nosso negócio principal e investindo agressivamente, mas de modo prudente, em oportunidades emergentes”, afirmou o porta-voz da FOrd, Mike Moran, à AFP.

“Reduzir custos e nos tornarmos o mais leve e eficiente possível também são parte de nosso trabalho”, completou Moran.

Em abril, a Tesla superou a For em termos de capitalização na Bolsa, apesar da empresa especializada em veículos elétricos com sede na Califórnia produzir apenas 100.000 carros por ano, contra milhões do grupo que tem sede em Dearborn (Michigan). Mas a comunidade financeira considera que a Tesla está melhor preparada que a Ford para trabalhar com os novos meios de transporte do futuro: os veículos autônomos.