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Exploradoras de xisto superam investimento mundial com US$ 84 bilhões

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As exploradoras do xisto dos EUA estão ampliando os orçamentos para perfuração 10 vezes mais rapidamente do que o restante do mundo para explorar campos de petróleo que registram lucros elevados mesmo com a queda recente do preço do barril.

Com os cofres cheios devido à curta escalada do petróleo liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), as exploradoras norte-americanas planejam elevar em 32 por cento seus investimentos em 2017, para US$ 84 bilhões, contra um crescimento de apenas 3 por cento dos projetos internacionais, segundo analistas do Barclays. Boa parte do aumento dos investimentos está fluindo para a Bacia Permian, um extenso bolsão de petróleo, com 1,6 quilômetro de espessura, localizado sob os estados americanos do Texas e do Novo México, onde os produtores vêm conseguindo retornos de dois dígitos mesmo com o barril de petróleo custando menos da metade do preço de 2014.

Esta é uma má notícia para a Opep e seus parceiros, que empreendem uma campanha global para restringir a oferta e com isso elevar os preços. A Wood Mackenzie estima que os novos investimentos adicionarão 800.000 barris à oferta de petróleo norte-americana neste ano, o equivalente a 44 por cento das reduções anunciadas pelo grupo liderado por Arábia Saudita e Rússia.

“O fantasma da oferta americana é real”, disse Roy Martin, analista de pesquisa da Wood Mackenzie em Houston, em entrevista por telefone. “O nível de aumento do orçamento de capital realmente nos surpreendeu.”

Os orçamentos para perfuração despencaram ao redor do mundo em 2016 quando o pior colapso do mercado de petróleo em uma geração secou os fluxos de caixa, forçando as empresas de exploração a cancelar projetos de expansão, eliminar empregos e vender campos de petróleo e gás natural para levantar recursos. Os problemas também afetaram a Opep, que em novembro cedeu e fechou acordo com vários países de fora da organização para reduzir a produção em 1,8 milhão de barris por dia.

Os preços do petróleo, que ficaram acima de US$ 55 nas semanas imediatamente posteriores ao anúncio do corte, caíram desde então para em torno de US$ 46, o que reflete o pessimismo em relação à possibilidade de o acordo liderado pela Opep suportar a investida do xisto dos EUA.

Até o momento, as empresas independentes de exploração dos EUA, como a EOG Resources e a Pioneer Natural Resources, estão mantendo seus ambiciosos planos de crescimento. Alguns poços completados recentemente na região de Permian deram retornos de 70 por cento pelos preços do primeiro trimestre, disse o CEO da EOG, Bill Thomas, a investidores e analistas em uma teleconferência, na terça-feira.

A EOG, segunda maior empresa de exploração dos EUA, que não possui refinarias, planeja ampliar os investimentos em 44 por cento neste ano, para US$ 3,7 bilhões a US$ 4,1 bilhões. A Pioneer mira um aumento de 33 por cento, para US$ 2,8 bilhões.

O subgrupo que inclui empresas de perfuração de xisto norte-americanas como EOG e Pioneer mira um investimento coletivo de US$ 53 bilhões neste ano, contra US$ 35 bilhões em 2016, segundo analistas.