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China mantém Brasil em banco de infraestrutura

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A China conseguiu manter o Brasil como futuro sócio do Banco Asiático de Investimento para Infraestrutura (AIIB, na sigla em inglês), mesmo depois de Brasília ter feito uma redução gigantesca na capitalização prometida para a instituição.

Em vez dos US$ 3,2 bilhões comprometidos pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o atual governo reduzirá a apenas US$ 5 milhões a participação no banco. Isso significa deter 50 ações do banco, ou seja, o mínimo possível para estar na lista de sócios.

O AIIB foi estabelecido pela China em outubro de 2014 com um duplo objetivo: aumentar a influência chinesa associando outros países a seus interesses, e reiterar sua impaciência diante da incapacidade das instituições financeiras internacionais de se reformar e reconhecer o poder crescente de economias emergentes.

O banco tem capital de US$ 100 bilhões. A China detém 30%. Outros sócios do Brics, o grupo dos grandes emergentes, fizeram comprometimentos importantes: a Índia tem 8% do poder de voto e a Rússia, 6,3%.

A participação original brasileira, anunciada em 2015 pelo governo Dilma, colocava o Brasil entre os 10 principais contribuintes. No entanto, com a queda de Dilma e a entrada do plano de austeridade do Ministério da Fazenda, o governo brasileiro redimensionou sua parte na capitalização da instituição, a ponto de ser considerada "risível", na versão oficial.

O argumento do Ministério da Fazenda a outros ministérios, segundo fontes, é de que o Brasil não teria ganhos participando do AIIB. Ou seja, não compensaria um comprometimento tão grande em uma instituição que investirá basicamente em infraestrutura na Ásia, sob controle chinês.

Pequim aceitou a nova proposta brasileira para manter o país como "sócio" do banco, com vistas à assembleia geral marcada para junho em Jeju, na Coreia do Sul. No total, o AIIB tem 70 sócios. Chile e Bolívia estão entre os sete países que recentemente solicitaram adesão.

Apesar da pressão dos EUA, aliados como Austrália, Coreia, europeus e latino-americanos atenderam à demanda chinesa para se tornarem sócios, a fim de evitar risco de "incômodo" econômico e diplomático com Pequim.

A avaliação sobre o Brasil, nos meios que acompanham o funcionamento do AIIB, é de que o país poderia ter mostrado menos ambição inicial em vez de fazer o enorme recuo agora.

Em um ano de funcionamento, o banco financiou US$ 2 bilhões. Para os próximos anos, a instituição emprestará até 2,5 vezes mais seu capital de US$ 100 bilhões, ou seja, US$ 250 bilhões. Apesar de ainda estar abaixo da carreira de crédito do Banco Mundial e de instituições regionais, o total vem crescendo de importância.