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Aumento da produção interna da Petrobras entra em discussões sobre Gasbol

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A Petrobras vai levar em consideração o aumento da produção nacional de gás e as diretrizes do programa Gás para Crescer nas renegociações do contrato de importação de gás com a Bolívia. Durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2017, o diretor de Abastecimento da companhia, Jorge Celestino, lembrou que a companhia quer otimizar sua participação no mercado.

 “Já construímos nossa estratégia e estaremos colocando na mesa dentro desse pacote de negociação, olhando também para o relevante aumento da produção de gás natural que o Brasil vem tendo. Olhando todas essas premissas a gente discutirá a renovação do contrato de gás”, afirmou Celestino.

Durante o primeiro trimestre de 2017, a demanda de gás no Brasil foi de 73 milhões de m³/dia, dos quais 52 milhões de m³/dia (71%) foram atendidos pelo gás nacional, 19 milhões de m³/dia (26%) pelo energético importado da Bolívia e 2 milhões de m³/dia pelo GNL regaseificado (3%).

O volume atendido pelo energético boliviano caiu tanto em relação ao trimestre anterior quanto na comparação com os dados primeiros meses de 2016, quando o percentual era de 32% e 38%, respectivamente.

Já o volume de gás produzido pela Petrobras no primeiro trimestre cresceu 10% na comparação anual, impactado pelo aumento da produção no pré-sal. De acordo com Celestino, tal cenário tem ajudado a melhorar o resultado financeiro da companhia.

 “Mesmo com a queda do mercado de gás natural no primeiro trimestre, reduzimos a compra de gás na Bolívia e aumentamos a participação de gás nacional. Isso produziu maiores margens para a Petrobras, dada a integração da operações e dos negócios”, explicou o diretor.

As discussões sobre a renegociação do contrato de importação com a Bolívia começaram este mês, com a criação de um grupo de trabalho. No momento, as conversas estão sendo encabeçadas por representantes dos governos e das distribuidoras dos estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O contrato atual, vigente de 1999 a 2019, é executado pela TBG, controlada pela Petrobras, e prevê a importação de cerca de 30 milhões de m³/dia.