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Auditores fiscais da Receita Federal retomam greve

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Auditores fiscais da Receita Federal entraram em nova greve na segunda-feira (22). A categoria promete manter os braços cruzados até que a Medida Provisória 765/2016 volte à pauta do Congresso Nacional. O texto deve ser votado até o próximo dia 1º ou perderá a validade.

Durante os dias de greve, os auditores fiscais permanecem do lado de fora das repartições sem assinar a folha de ponto. Na prática, as atividades são paralisadas, com exceção da liberação de cargas vivas ou perigosas, medicamentos, perecíveis, urnas funerárias e do fornecimento de bordo.

Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco), a cada dia de paralisação, mil contêineres deixam de ser liberados na data em que seu despacho é apresentado. Cargas que normalmente são desembaraçadas em 24 horas poderão ter de esperar até cinco dias pela autorização.

A paralisação dos auditores fiscais afeta as importações e as exportações. No primeiro caso, além do represamento dos contêineres, há a incidência de custos de armazenagem e sobre-estadia do equipamento, com despesas adicionais aos importadores.

Além disso, a retenção das caixas metálicas pode provocar limitações de espaços nos terminais e a falta de contêineres em outros complexos portuários.

“Nossa preocupação é que, sendo uma paralisação total, ela afetará diretamente o desembaraço das cargas de importação e a liberação das cargas em trânsito, fazendo com que vários navios percam a conexão para portos no exterior”, destacou o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque.

Segundo o representante do Sindamar, ontem, no primeiro dia de paralisação na semana, na importação a maior parte das cargas foi classificada no canal verde, sendo desembaraçadas automaticamente. E na exportação, por enquanto, não foram registrados problemas.