WHAT'S NEW?
Loading...

A indústria naval e o novo cenário da Economia brasileira


Triste ler o noticiário e ver que, numa mesma data, renomados veículos noticiam que a Indústria Naval brasileira está próxima do fim enquanto outros também renomados noticiam o contrário, que ela começa a se recuperar.

Nesse cabo de guerra, o que vemos é mais do mesmo: empresários que não querem mudar sua forma de fazer negócios e extremamente mal representados reclamam, reclamam e reclamam… e de nada adianta. A chance de ficarem com o pires na mão é cada vez mais alta.

Alegam uma capacidade de produção de navipeças que nosso país simplesmente não tem. E insistem nisso, querendo vender uma verdade não muito verdadeira.

Do outro lado, o Governo, ainda que impopular, vai tomando as medidas necessárias para a recuperação não somente do setor marítimo, mas da Economia como um todos.

Os números estão em franca recuperação e a indústria visivelmente vai se recuperando.

Os empregos certamente não tardarão no setor.

Porém, há que se subsidiar o empresário brasileiro e a alta carga tributária ainda envolvida nos produtos e serviços atrapalha demais a sobrevivência dos mesmos, sendo vital a revisão da tributação em cima de quem gera emprego no Brasil.

Às vezes me pergunto porque o empresário brasileiro é tratado praticamente de uma forma como se estivesse fazendo algo errado.

É mais ou menos assim: Ah, você quer gerar empregos, é? Quer movimentar a Economia? Então TOMA impostos e mais impostos, pra deixar de ser besta, e não espere muito retorno da máquina estatal.

Isso sem falar na extrema burocratização de diversas rotinas que o empresariado deve fazer junto aos órgãos governamentais, fato que, historicamente, já mostrou o resultado: quanto mais burocratizado é um processo, maior é a chance de haver corrupção envolvida no mesmo.

O que ocorre hoje no Brasil é uma grande prova do que isso gera nos bastidores.

Enquanto não entendermos que a intervenção estatal na Economia deve ser mínima, pontual e cirúrgica, enquanto quisermos fazer o ganha ganha em cima do imposto do contribuinte, seja ele pessoa física ou jurídica, termos diversos colegas desempregados e empresários abandonando seus negócios.

E não adianta espernear, pois esta página está sendo virada no Brasil.

Ficar “deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo”, não adianta muito.

É a velha história do remédio bom: é ruim, amargo, difícil de tomar… mas funciona.

Continuamos sendo um destaque em potencial e ontem ouvi de grandes expoentes da área marítima, em conversa com autoridades o seguinte: no Brasil o mato está alto e precisamos cortá-lo. Uma grande verdade!

O Brasil continua tendo enorme potencial, mas deve definitivamente levantar do “berço esplêndido”.

Nosso país, como todos já sabem, tem tudo o que precisa para crescer, mas as pessoas precisam sair da zona de conforto. Todos, sem exceção.

Do universo entre as nações, resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira, nunca esqueçam disso!

Saudações a todos.

Por Rodrigo Cintra