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União Europeia e Israel lançam o maior gasoduto do mundo


Apresentado em Telavive, o EastMed envolve a exploração de jazidas de gás natural em Israel, Chipre, Grécia e Itália. Para a União Europeia, significa uma redução na dependência energética em relação à Rússia

Os Governos de Chipre, Grécia, Itália e Israel apresentaram os planos de construção do mais longo e mais profundo gasoduto subterrâneo do mundo — 2200 quilômetros de canalizações ao longo do Mar Mediterrâneo, por vezes a 3,5 quilômetros de profundidade, entre Israel e Itália.

O projeto — designado EastMed e desenvolvido pela empresa energética grega IGI-Poseidon — foi elaborado em articulação com a União Europeia, interessada em reduzir a dependência energética do Velho Continente em relação à Rússia.

“Nas próximas décadas, os fluxos de gás da região leste do Mediterrâneo desempenharão um papel vital para a segurança energética da União Europeia”, afirmou Miguel Arias Cañete, comissário europeu para a Ação Climática e para a Energia, na segunda-feira (3), em Telavive, onde foi apresentada a parceria internacional e onde estiveram presentes os ministros da Energia dos quatro países envolvidos.

“Este é um projeto ambicioso, que a Comissão apoia, na medida em que terá um elevado valor em termos de segurança e de diversificação [de fontes] de abastecimento”, acrescentou.

Dependente da Rússia em termos energéticos, o território europeu viu o fornecimento de gás russo ser fortemente condicionado na sequência da tensa relação entre Rússia e Ucrânia que se arrasta desde 2009 quando os dois países falharam a obtenção de um acordo precisamente sobre o preço e o fornecimento de gás natural.