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Subsídio do gás foi fundamental para fábrica de painéis solares no RN

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O programa de subsídio do gás RN Gás + foi fundamental na escolha do estado do Rio Grande do Norte pela chinesa Chint para abrigar uma nova fábrica de painéis fotovoltaicos. A opinião é do presidente da Potigás, Carlos Alberto Borges Trindade Santos, que participou da missão à Ásia para a assinatura do protocolo de intenções entre os chineses e o governo do estado. De acordo com Santos, a companhia chinesa deverá atrair outras empresas do segmento para o Rio Grande do Norte. “É um novo segmento que surge e que com certeza alavanca”, afirmou.

Quais foram suas impressões sobre o interesse dos chineses no Brasil?

Fomos visitar o grupo chinês de fabricação de placas fotovoltaicas Chint. Foi assinado um protocolo de intenções entre a companhia e o governo do estado do Rio Grande do Norte para a construção de uma fábrica, que atenderá toda a América Latina. A ideia é instalar a fábrica em um dos polos industriais que hoje são abastecidos pela Potigás.

Existe alguma sinalização de interesse dos chineses no mercado de gás natural no estado?

A quantidade de gás no estado chamou atenção dos chineses. O insumo é necessário, mas é escasso na China. Eles ficaram interessados no subsídio do RN Gás +, pois nesta linha de produção das placas fotovoltaicas o gás é bastante utilizado em duas fases. O subsídio impactará de forma bastante relevante o preço final das placas.

No lado do consumo industrial, qual é o potencial de expansão do consumo e como a parceria com a China pode ajudar a incentivar a maior demanda?

Em janeiro de 2015 começamos o processo de criação do RN Gás +, que é um projeto que não traz prejuízos para o estado e alavanca o setor industrial. Em dois anos já conseguimos trazer a Cerâmica Elizabeth, que abriu uma nova fábrica no Polo Industrial de Goianinha. O fator decisivo para essa escolha foi o RN Gás +, porque assim o preço final da cerâmica fica mais baixo. A vinda da Chint com certeza atrairá outras indústrias que fazem parte dessa linha de produção de parques fotovoltaicos. É um novo segmento que surge e que com certeza alavanca.

Qual é o plano de expansão da companhia para os próximos anos?

Começamos a criar o conceito de fornecer gás para os segmentos residencial e comercial. A ideia até 2020 é focar nestes segmentos. Ultrapassamos 18 mil clientes em 2016.

A Potigás tem algum plano de instalação de terminais de GNL no estado?

Não, o estado não tem pretensões de GNL agora, mas um dos assuntos da missão à Ásia foi a busca de um grupo investidor para um porto no estado. Em Hong Kong foi tratado com um grupo de investimento um porto privado que pode trazer novos projetos.

Existe algum plano de instalação de termelétrica a gás no estado?

Não. Hoje, existe a Termoaçu, que não está internalizada ainda na Potigás. Uma audiência está marcada para o dia 19 de abril para começar esse processo. O fornecimento de gás da Termoaçu passará a ser através da Potigás, o que nunca ocorreu desde a criação da companhia.

De que modo o Rio Grande do Norte tem participado do debate do Gás para Crescer?

Participei de uma reunião na Abegás sobre o programa, que precisa de uma reflexão. O Gás para Crescer nada mais é do que um retrocesso do desenvolvimento econômico do país e, como é colocado hoje, é irresponsável. Não é simplesmente retirando o processo de distribuição que se vai fomentar um aumento. As distribuidoras são as maiores fomentadoras do desenvolvimento econômico nos estados. Retirar a distribuidora desta cadeia interessa a quem?