WHAT'S NEW?
Loading...

Grandes negociações transformam indústria química em 2017


Atividade recorde no volume de fusões e aquisições irá transformar a indústria química em 2017, de acordo com novo estudo divulgado pela A.T. Kearney – Chemicals Executive M&A Report. Mais de US$ 300 bilhões em transações no setor já estão previstos para este ano, das quais, quatro negociações pendentes representam 75% do total. Cada uma delas — Dow/Dupont; Bayer/Monsanto; ChemChina/Syngenta e Praxair/Linde — está avaliada entre US$ 40 bilhões e US$ 70 bilhões e é até três vezes maior do que qualquer transação feita nesta área nos últimos dez anos.

Analisando o setor químico brasileiro, observamos um aumento relevante no número de transações de 2015 para 2016, passando de 12 para 25, em linha com a tendência global. “O Brasil esteve no mapa de fusões globais com a progressiva integração das subsidiárias locais da Dow-Dupont, Bayer-Monsanto e incorporação da Syngenta pela ChemChina. Entre as transações com valores divulgados, três delas superaram a barreira de US$ 250 milhões: a maior com a compra das operações locais da Anglo American de fosfato e nióbio pela China Molybdenum (CMOC) no valor de US$ 1,69 bilhões, enquanto os Estados Unidos tiveram participação com a Compass Minerals, que adquiriu a Produquímica por US$ 465 milhões. Por outro lado, a terceira maior aquisição do setor teve origem no Brasil — feita pela Unipar Carbocloro, empresa nacional que aumentou participação em operações na Argentina e Brasil através da aquisição da Solvay Indupa por US$ 237 milhões”, detalha François Santos, sócio da A.T. Kearney Brasil e responsável pelos estudos no setor de Indústrias Químicas.

Dentre as transações de menor porte, há um diversificado leque de segmentos – nota-se a relevância do agronegócio (fertilizantes, agroquímicos, açúcar, etc.) e especialidades químicas — e origem dos compradores — entre elas, China, EUA, Luxemburgo e Rússia. “A maior empresa do setor, a Braskem, não teve uma participação muito ativa no mercado de fusões e aquisições, apesar de sua tentativa de aquisição da Solvay Indupa. Porém, um dos principais acionistas da Braskem, a Petrobras, anunciou um plano de desinvestimentos em atividades não relacionadas à exploração e produção de petróleo, o que abre a possibilidade de ser um dos maiores negócios de 2017”, avalia Santos.

Outros destaques do estudo revelam que: . Grandes fusões planejadas para este ano confirmam uma tendência nas empresas do setor químico de transformar seus portfolios altamente diversificados em ofertas únicas (pure play).

.Globalmente, a China e os Estados Unidos totalizaram 44% de todas as fusões e aquisições do setor em 2016.

.Mais de 80% dos executivos do setor que participaram da pesquisa identificaram o acesso às tecnologias de ponta ou o expertise em aplicações como fatores decisivos para as transações globais de fusões e aquisições. Do lado oposto, 37% dos entrevistados afirmaram que a volatilidade econômica é o maior impedimento para o crescimento dessa tendência.

.Novas incertezas políticas dificultam o cenário para essas empresas, que ainda estão decidindo o que farão com seus negócios nos próximos 12 a 24 meses. Apesar disso, a consolidação no setor deve continuar forte em 2017.

A A.T. Kearney é uma consultoria global líder em gestão de negócios, com 91 anos de operação e atuação em mais de 40 países. É uma empresa dirigida por seus sócios, comprometidos em ajudar os clientes e gerar impactos imediatos, aumentando as vantagens competitivas em seus desafios mais críticos.

O foco da consultoria é atuar como parceira estratégica dos clientes na obtenção de benefícios reais em projetos de curto e longo prazos. Os diferenciais da A.T. Kearney são ampla escala global, diversidade de recursos e excelência em todos os processos.

A A.T. Kearney possui uma cultura distinta que transcende as fronteiras organizacionais e geográficas. Não importa qual a localização ou posição, todos os consultores da A.T. Kearney são visionários, acessíveis e apaixonados por projetos inovadores.