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Comércio exterior do Brasil encolhe US$ 188 bilhões

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O fluxo de comércio do Brasil com outros países encolheu US$ 188 bilhões em quatro anos, com o efeito combinado de menor preço de matérias-primas e forte recessão no país, conforme dados da Organização Mundial do Comércio (OMC).

As importações diminuíram US$ 107 bilhões em quatro anos, passando de US$ 250 bilhões em 2013 para US$ 143 bilhões no ano passado. As exportações caíram US$ 57 bilhões, de US$ 242 bilhões para US$ 185 bilhões. A balança de serviços comerciais encolheu US$ 24 bilhões no período.

Em comparação, entre os grandes emergentes com comércio maior, a Rússia sofreu contração de US$ 394 bilhões nas suas trocas com o resto do mundo no período. A baixa do comércio exterior da Índia foi de US$ 155 bilhões. No México, de US$ 13 bilhões.

Os valores em dólares dos fluxos comerciais tem sido fortemente influenciados pelo câmbio nos últimos anos. O valor do comércio mundial de bens encolheu US$ 3,3 trilhões, para US$ 15,4 trilhões, em boa parte por causa da queda do preço do petróleo, principal matéria-prima mundial.

Em 2015 e 2016, o Brasil exportou mais mercadorias por menos dólares. Ao mesmo tempo, continuou campeão na contração de importações.

O aumento acumulado das exportações brasileiras em volume entre 2013-2016 foi de 11%. O valor em real das vendas ao exterior subiu ligeiramente no ano passado (+1%) e bastante em 2015 (cerca de 20%).

Por sua vez, a redução das importações chegou a 27,9% em volume no período. Em valor, a queda das compras externas no Brasil foi de 19,8% em 2016 comparado a 2015, quando o montante das compras externas já tinha declinado 25,2%.

A expectativa de Roberto Azevêdo, diretor-geral da OMC, é que a contração do PIB brasileiro diminua neste ano e o comércio volte a aumentar. Observou que ''quando importação cai normalmente não é boa noticia, porque é quase sempre indicador de crescimento menor''.

O Brasil caiu para a 28ª posição entre os importadores mundiais, agora com apenas 0,9% da fatia global ante 1,1% em 2015 e 1,3% em 2014. "A baixa registrada nas importações na América do Sul foi por causa em grande parte da situação no Brasil, que tinha caído numa grave recessão'', diz a OMC.

O país manteve em 2016 seu ranking como 25º maior exportador mundial de mercadorias, com 1,2% do total. Quando o cálculo exclui o comércio intra-UE (entre os 28 países do mercado comum europeu), o Brasil sobe para 18º maior exportador com fatia global de 1,5%.

O Brasil aparece também como o 20º maior importador de serviços comerciais, com 1,3% do total global. As importações de US$ 61 bilhões representaram queda de 10,8% em relação a 2015. O país não figura entre grandes exportadores de serviços comerciais.

Para 2017, com saída da recessão, a OMC projeta aumento de 1,4% em volume nas exportações da América do Sul comparado a alta de 2% em volume em 2016. Do lado das importações, a expectativa é de estabilidade (0,1% de alta) comparado à queda de 8,7% também em volume em 2016 na região.