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Retomada do crescimento pode estar mais próxima

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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) avalia como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 0,75% a taxa Selic, medida anunciada na semana passada.

Com a redução, a taxa passou de 13,75% para 13% ao ano. É o terceiro corte seguido e o mais expressivo em quase cinco anos.

“A redução de 0,75% na taxa Selic é significativa e nos anima porque sinaliza que o governo federal pode seguir promovendo adequações”, acredita Edson Campagnolo, presidente da Fiep. Segundo ele, há uma esperança de que a taxa caia ainda mais, sendo mais justa e não especulativa, beneficiando a economia e, em especial, a recuperação do emprego.

“O juro menor é fundamental para impulsionar investimentos produtivos e permitir que a indústria brasileira seja competitiva e possa manter os empregos atuais e gerar novos”, defende o líder do setor industrial.

Apesar disso, a Federação alerta para o fato de o Brasil continuar no primeiro lugar do ranking mundial de juros reais, que é a taxa nominal de juro menos a inflação. No Brasil, a taxa de juro real hoje é de 7,93% ao ano, quase o dobro dos 4,76% da Rússia, que tem a segunda maior taxa entre 40 países.

De acordo com análise da Infinity Consultoria Financeira, além de estar bem à frente da Rússia, que tem taxa de juro real de 4,76% ao ano, o custo do dinheiro no Brasil é muito mais caro do que na Colômbia, que tem taxa anual de 3,07%, na China (2,1%), no México (1,78%), na Índia (1,38%), na África do Sul (1,22%), na Argentina (0,85%), no Chile (0,58%) e na Indonésia (0,53%).

Corte na Selic é insuficiente, afirma Abimaq

No entanto, a redução de 0,75 ponto percentual na Selic, definida após a primeira reunião do ano do Copom é avaliada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) como uma medida insuficiente, conforme afirma José Velloso, presidente executivo da entidade.

“Em função de o Banco Central ter atuado de forma extremamente conservadora nas últimas reuniões de 2016, determinando os cortes irrisórios da taxa de juros, a redução em 0,75 ponto percentual agora supõe ser um valor alto. No entanto, não é”, explica Velloso.

Segundo o presidente executivo, mesmo com a Selic em 13%, esta é ainda a taxa mais alta no mundo, situando-se oito pontos acima da projeção da inflação dos próximos 12 meses.

“Este é um valor inaceitável perante o desemprego e a recessão que vivemos no país. O corte deveria ter sido muito maior”, destaca Velloso. Para ele, o Banco Central teria que reduzir em quatro pontos percentuais na Selic, para que o Brasil perca o status de detentor da taxa mais alta do mundo.

João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq, acrescenta que a redução drástica da taxa Selic é crucial tanto para a retomada da atividade econômica, quanto para a melhora da trajetória das contas públicas.