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Petrobras: reservas de óleo equivalente em 2016 chegam a 12,514 bi de barris

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A Petrobras anunciou nesta última terça-feira (24) suas reservas provadas de petróleo ao final de 2016.

Os números incluem as reservas de óleo e condensado e também de gás natural, e são medidos por dois critérios: da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natura e Biocombustíveis (ANP) e Society of Petroleum Engineers (SPE), e da Securities and Exchange Comission (SEC), o órgão regulador do mercado de capitais nos Estados Unidos. Pelo critério ANP/SPE, as reservas provadas de óleo equivalente da Petrobras em 31 de dezembro de 2016 eram de 12,514 bilhões de barris.

As reservas de óleo e condensado somavam 10,553 bilhões de barris, enquanto as de gás natural estavam em 312,293 bilhões de m3. Em 2015, as reservas totais estavam em 13,279 bilhões de barris. Segundo a Petrobras, entre os principais fatores que impactaram as reservas está a incorporação de 110 milhões de barris devido, principalmente, à perfuração de novos poços no campo de Búzios, localizado na Bacia de Santos.

Além disso, a estatal aponta o incremento de reservas provadas de 203 milhões de barris, resultante da perfuração de novos poços de desenvolvimento da produção e melhor comportamento dos reservatórios das áreas em terra e marítima do pós-sal, no Brasil e nos EUA. No pré-sal, segundo a estatal, o aumento foi resultante de respostas positivas do comportamento dos reservatórios, dos mecanismos de recuperação e da eficiência operacional dos sistemas de produção em operação, bem como da crescente atividade de perfuração e interligação de poços. Os desinvestimentos tiveram um impacto negativo de 153 milhões de barris nos números de 2016, com a monetização de ativos na Argentina e Venezuela.

A companhia destaca ainda a produção de 925 milhões de barris em 2016. Esse volume inclui a produção do xisto, porém não inclui o volume extraído em Testes de Longa Duração (TLD) e a produção da Bolívia. Os TLDs ocorrem em áreas exploratórias, onde ainda não foi declarada a comercialidade do campo e, portanto, não há reserva associada. No caso da Bolívia, a Petrobras explica que a Constituição do país não permite que as reservas sejam registradas pelo concessionário. Nos critérios ANP/SPE, a Petrobras apresentou um Índice de Reposição de Reservas (IRR) de 34%, desconsiderando os efeitos dos desinvestimentos. A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 13,5 anos, sendo de 13,9 anos no Brasil.

O Índice de Desenvolvimento (ID), que é a relação entre as reservas provadas desenvolvidas e as reservas provadas, foi de 50% em 2016. SEC Já pelo critério SEC, as reservas da PetrobrAs caíram de 10,516 bilhões de barris em 2015 para 9,672 bilhões de barris em 2016. São 8,236 bilhões de barris de óleo e condensado, além de 228,707 bilhões de m3 de gás natural. Segundo a estatal, os mesmo efeitos listados nas reservas pelo critério ANP/SPE se aplicam aos critérios SEC.

A principal diferença entre os dois parâmetros está no preço do petróleo considerado no cálculo da viabilidade econômica das reservas. Pelo critério SEC, a Petrobras apresentou um IRR de 25%, desconsiderando os efeitos dos desinvestimentos realizados em 2016. A relação entre o volume de reservas e o volume produzido é de 10,5 anos, sendo de 10,7 anos no Brasil. O ID foi de 54% em 2016.

A estatal ressalta que, historicamente, certifica cerca de 95% de suas reservas provadas segundo os critérios SEC. Atualmente, a empresa certificadora é a DeGolyer and MacNaughton (D&M).