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Petrobras cumpriu meta de produção, destaca Pedro Parente a jornalistas


Pelo segundo ano consecutivo, a Petrobras atingiu a sua meta anual de produção, destacou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em café da manhã com jornalistas. No ano passado, a empresa produziu 2.144.256 barris de petróleo por dia, para uma meta de 2,145 milhões de barris por dia. Na atual gestão, "meta é coisa séria", disse Parente.

Em evento realizado no edifício-sede da companhia, no Centro do Rio, Parente destacou as expectativas para o ano: “Em 2017 vamos consolidar esse processo de virada da empresa. A Petrobras vai voltar a ser motivo de orgulho para seus trabalhadores e a sociedade brasileira”.

A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu, em 2016, recorde histórico anual, 0,75% acima do resultado do ano anterior. Parente e a diretora de Exploração e Produção da companhia, Solange Guedes, destacaram também os recordes atingidos em dezembro e na média do ano de 2016. “Dezembro foi um mês excepcionalmente bom. Atingimos a produção recorde de 2,4 milhões de barris de petróleo em um único dia (28 de dezembro). No dia seguinte, dia 29, registramos recorde da produção operada no pré-sal”, destacou a diretora, ressaltando que, com a média de 1 milhão de barris produzidos por dia, “o pré-sal assume papel cada vez mais relevante”.

Caixa 

A diretoria da Petrobras também espera que possa haver uma melhora nas notas de avaliação de crédito da companhia pelas agências internacionais de rating. Esses indicadores servem para que investidores no mercado financeiro que adquirem títulos da empresa avaliem o risco dos papéis. A Petrobras deixou de ter o grau de investimento em 2015. De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, a avaliação atual reflete um momento em que ainda havia dúvidas sobre a capacidade de a empresa gerar o caixa necessário para honrar as suas dívidas, o que não ocorre mais hoje. "A Petrobras hoje tem posição de caixa. A posição de de caixa ontem era US$ 22 bilhões em caixa. Isso é maior que todos os vencimentos de 2017 e 2018", disse Monteiro, referindo-se a posição anterior à entrada de recursos com a captação internacional anunciada nesta semana.

Ele destacou o sucesso da operação de oferta de títulos no mercado internacional como uma mostra da confiança do investidor. A intenção inicial da companhia era ofertar US$ 2 bilhões em títulos, com a finalidade de ampliar o prazo de pagamento da dívida, mas com a demanda aproximadamente dez vezes superior ao volume ofertado, a Petrobras decidiu aumentar a captação para US$ 4 bilhões. “A operação demonstra um grande apetite do mercado. Foram 500 investidores de várias regiões do mundo. Na primeira hora, 55% eram investidores da Europa, apesar de ser uma emissão em dólares.

A operação foi de extrema relevância para a companhia”, afirmou. O presidente Pedro Parente acrescentou que o prêmio pago pela companhia aos investidores foi o menor da história da Petrobras. “Os títulos foram vendidos exatamente no valor que estavam sendo comercializados no mercado”, destacou Parente.

O presidente também explicou que a Petrobras está mantendo exatamente a margem positiva que deseja tanto em relação ao diesel quanto à gasolina. Ele observou que avaliações dos analistas variam muito, mostrando que existem maneiras diferentes de calcular e, obviamente, a Petrobras segue a da companhia, "que é aquela que traz o resultado direto no nosso caixa".

Em resposta aos jornalistas, o diretor de Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva, informou que a previsão de investimentos da Petrobras para este ano é de US$ 19 bilhões.

Também participaram do encontro os diretores de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva, de Desenvolvimento da Produção e Tecnologia, Roberto Moro e o diretor de Governança e Conformidade, João Elek. O diretor de Assuntos Corporativos, Hugo Repsold, por motivo de férias, foi representado pelo diretor de Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva.