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Peru diz que escândalo de corrupção da Odebrecht pode ser maior que caso Fujimori

Resultado de imagem para Peru  Pablo Sánchez

O escândalo envolvendo propinas pagas pela Odebrecht no Peru durante três governos está se revelando maior do que o imenso caso de corrupção que derrubou o ex-presidente Alberto Fujimori, disse o procurador-geral peruano nesta última quarta-feira (25).

Pedindo paciência aos peruanos ansiosos para saber os nomes das autoridades que receberam US$ 29 milhões em propinas da Odebrecht, Pablo Sánchez disse que os promotores estão trabalhando duro para capturar qualquer, segundo ele, “peixe grande” envolvido.

“Esse é um caso muito grande. Eu ouso dizer que é até maior do que aquele com o que lidamos antes”, disse o procurador-geral Pablo Sánchez à imprensa, em referência ao caso do governo Fujimori.

Fujimori fugiu do Peru para o Japão em 2000, quando promotores investigavam anos de esquemas de corrupção que Vladimir Montesinos, seu chefe de espionagem, negociara com juízes, parlamentares e empresários. Fujimori acabou extraditado para o Peru, onde foi condenado e preso por corrupção e abusos contra os direitos humanos.

José Ugaz, o procurador que comandou a investigação de Fujimori e atualmente líder do grupo anticorrupção Transparência Internacional, descreveu a extensão da corrupção no governo Fujimori como única, porque abrangeu instituições inteiras.

O reconhecimento da Odebrecht de que pagou propinas a autoridades importantes peruanas não identificadas entre 2005 e 2014 levantou questionamentos sobre se os três presidentes peruanos depois de Fujimori não foram também corruptos, provocando alguns pedidos para que fossem presos antes que pudessem fugir.

Os ex-presidentes Alan García e Alejandro Toledo negaram envolvimento nos esquemas da Odebrecht.

O também ex-mandarário Ollanta Humala já havia negado anteriormente receber propinas da Odebrecht, mas não fez nenhuma declaração pública desde que o escândalo estourou em dezembro.

Sánchez disse que os promotores avaliavam a abertura de um inquérito formal em relação a Humala no caso Odebrecht. Humala já é suspeito numa investigação sobre lavagem de dinheiro envolvendo a Odebrech e foi proibido de deixar o país sem permissão de um juiz.

Na semana passada, autoridades do Peru prenderam duas antigas autoridades do governo de García acusadas de receberem propinas da Odebrecht, e um terceiro suspeito já deixou o país.
“Não é uma investigação fácil”, disse Sánchez. “Certamente um monte de gente quer que ela fracasse. Estamos conseguindo informações pouco a pouco.”

A Odebrecht disse à Reuters nesta terça que esperava chegar a um acordo judicial com o Peru num período de duas a quatro semanas.