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Entidades querem participação de empresas brasileiras em licitação da Petrobras


A Frente Parlamentar Mista de Engenharia, a Federação das Indústrias de Alagoas (Fiea), o Sindicato da Construção Civil, o Clube de Engenharia e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Alagoas (Crea/AL) reuniram a imprensa, na manhã desta última segunda-feira (16), em Maceió, para falar sobre as restrições impostas a empresas brasileiras em obras da Petrobras.

Durante coletiva, representantes das entidades questionaram uma carta-convite enviada pela empresa pública a 30 empresas estrangeiras para a construção da Unidade de Processamento de Gás Natural do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) e o fato de que nenhuma empresa nacional teria sido convidada para participar da licitação pública.

As entidades reivindicam a participação de empresas locais e afirmam que a medida pode contribuir para a geração de emprego e renda no país.

"[A restrição] É uma política antinacionalista restringir a participação de empresas brasileiras. Pelas informações que recebi, empresas brasileiras só poderiam participar de processos de licitação consorciadas com as empresas estrangeiras. Não podemos permitir que isto aconteça", afirmou o deputado federal Ronaldo Lessa, que lidera a Frente Parlamentar Mista.

O deputado informou que viaja nesta segunda-feira para Brasília, para tentar uma audiência com integrantes do Governo Federal e buscar mais informações sobre essa possível restrição. "Vamos ao centro de poder em busca de mais informações e vamos tentar reverter essa situação. Não faz sentido retirar as empresas nacionais por qualquer motivo que seja", acrescentou.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon/AL), Alfredo Brêda, caso a proposta de restringir a participação seja levada adiante, muitas empresas serão prejudicadas. Ele ressalta que a chegada de multinacionais fará com que a riqueza produzida no país seja transferida.

"Haverá evasão de divisas, porque o que for produzido no Brasil será enviado para fora. Só para se ter uma ideia, das 30 empresas convidadas, nove sequer têm um escritório no país", explicou Brêda.