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Demanda global por óleo crescerá até 2035


A demanda mundial por óleo crescerá 0,7% ao ano e sairá dos atuais 80 milhões de barris/dia para 110 milhões de barris/dia em 2035. As projeções são da edição de 2017 da publicação anual BP Energy Outlook, divulgado pela petroleira nesta quarta-feira (25/1).

A previsão é que óleo e gás continuem como as principais fontes de energia mundiais até o final do período, mas a demanda por petróleo deve crescer em ritmo de desaceleração enquanto o gás crescerá mais rapidamente, principalmente o GNL, que será responsável por metade do gás comercializado em todo o mundo até 2035. Juntamente com o carvão, o petróleo e o gás continuarão a ser as principais fontes de energia, representando mais de 75% da oferta total de energia em 2035, em comparação com 86% em 2015.

A expectativa é que a demanda por gás cresça 1,6% ao ano no período, sendo que dois terços do aumento do fornecimento do energético devem vir do gás de xisto, influenciado não somente pela produção nos Estados Unidos, como também pelo aumento da produção na China.

“Devemos ver muitas mudanças no funcionamento do mercado de gás nos próximos 20 anos, com o aumento da importância do GNL no mercado global. (…) Vemos a Índia como uma das principais fontes da demanda e acreditamos que até 2035, o país poderá ultrapassar a China como a maior fonte de crescimento na demanda”, comentou Spencer Dale, economista-chefe da BP durante a apresentação da publicação.

De acordo com o relatório, as reservas recuperáveis globais de óleo hoje são de 2,5 trilhões de barris, volume suficiente para atender à demanda até 2050. Nos próximos anos, entretanto, a petroleira alerta para o contraste entre o menor crescimento na demanda e o maior aumento na produção.

“A abundância de petróleo pode fazer com que os produtores de baixo custo, como a Opep do Oriente Médio, a Rússia e os EUA, usem suas vantagens competitivas para aumentar a participação de mercado em detrimento de produtores de alto custo”, explica a publicação.

Dale acredita que entre os principais fatores que influenciarão a resposta do mercado a este novo cenário são o comportamento da Opep, a capacidade de recuperação do aumento da produção nos Estados Unidos e o retorno dos investimentos cortados nos últimos anos.

No entanto, a visão de curto prazo difere da U.S. Energy Information Administration, que acredita que o equilíbrio no mercado global vai melhorar em 2018, ano em que o consumo mundial deve crescer a taxas maiores do que a produção.

“As quedas sazonais no consumo no quarto trimestre de 2016 não devem continuar e a previsão é que o consumo global de petróleo e outros líquidos cresça a uma taxa maior do que a produção até 2018”, explica a agência.

A estimativa da EIA é que a produção global ficou em 96,4 milhões de boe/dia em 2016, volume que deve crescer para 97,5 milhões de boe/dia em 2017 e chegar a 2018 em 98,9 milhões de boe/dia. Ao mesmo tempo, a agência acredita que o consumo global de petróleo e outros líquidos foi de 95,6 milhões de boe/dia em 2016, volume que aumentará para 97,2 milhões de boe/dia em 2017 e 98,7 milhões de boe/dia em 2018.

Ainda assim, a agência prevê que os estoques mundiais continuarão a crescer, o que fará com o que o preço do barril continue abaixo de US$ 60 até o final de 2018, quando a média anual prevista para o preço é de US$ 56/barril.








Fonte: Brasil Energia