WHAT'S NEW?
Loading...

Blacklist da Petrobras ganha primeira empresa


A Galáxia Marítima se tornou a primeira empresa de navegação de apoio marítimo a entrar no blacklist da Petrobras. A companhia brasileira foi incluída na lista de empresas impedidas de contratar com a estatal devido a irregularidades em um contrato de prestação de serviços de uma embarcação afretada pela petroleira.

A suspensão pelo prazo de seis meses aconteceu porque o AHTS Fivel, de propriedade do armador Femco Group, ficou indisponível na fase final de vigência de contrato com a petroleira. Iniciado em 30 de junho de 2011, o contrato de US$ 30,7 milhões com o grupo russo tinha término previsto em 28 de junho de 2015.

Segundo a Galáxia, após sair do país a pretexto de fazer uma docagem no Uruguai com autorização da própria empresa e de autoridades brasileiras, a embarcação “fugiu” para a Polônia.

A razão para o desvio seria o suposto prejuízo que o grupo russo vinha sofrendo durante o contrato de afretamento do Fivel em função do excesso de exigências e penalidades que seriam impostos pela Petrobras.

A Galáxia informou que está recorrendo da decisão. “A Petrobras não tentou qualquer medida contra a FEMCO e penalizou a Galáxia – no nosso entender indevidamente – devido à cláusula contratual de solidariedade”, alega o presidente da empresa, Moacyr Guimarães Filho.

A Galáxia Marítima tem hoje aproximadamente US$ 280 milhões em contratos ativos de afretamento e prestação de serviços de embarcações com a Petrobras, com previsão de término variando entre este ano e 2025.

A companhia já teve uma série de contratos de afretamento com a estatal cancelados dentro do Programa de Renovação da Frota de Apoio Marítimo da petroleira (Prorefam), em função do não cumprimento do prazo combinado de entrega das embarcações.

A Galáxia tem em sua frota uma embarcação própria, o GNL 1008 – que está afretado pela Petrobras por oito anos no Prorefam – e nove barcos de outros armadores, sendo quatro da Varada Marine, quatro da Veja Offshore e um da Thessaloniki Maritime.







Por João Montenegro