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Resultado de imagem para Itaipu deve fechar produção mensal acima de 8 milhões de megawatts-hora

Perto de completar 2,7 bilhões de megawatts-hora acumulados desde o início da operação da usina, em maio de 1984, a Itaipu Binacional produziu em janeiro, até o dia 30 de janeiro (quinta-feira), 7.746.855 MWh, ante 7.566.972 Mwh produzidos em janeiro de 2019. É uma diferença de quase 2,4%, ou, em outra medida, 19 horas e 50 minutos de geração à frente, quando comparado ao mesmo período do ano passado.

Janeiro de 2020 deve superar 8 milhões de MWh. Em nenhum mês de todo o ano de 2019, um dos anos hidrológicos mais secos da história, a usina conseguiu atingir esse volume. Essa quantidade poderia suprir o consumo de três meses do Estado do Paraná; cinco meses e meio do Paraguai; seis dias do Brasil ou 21 dias de São Paulo.

A melhoria da produção desse ano é resultante das chuvas localizadas na área do reservatório e do desempenho da usina.

Só no mês de janeiro, o nível dos reservatórios da região Sudeste, as mais importantes para o setor elétrico nacional, aumentou em média 4,2%. Mesmo assim, o armazenamento é baixo: 24%, o que sinaliza ainda cautela quanto às vazões e, consequentemente, produções futuras.

Acumulada

 Maior usina em operação do mundo, até às 9h50 de quinta-feira (30/01) Itaipu havia completado 2.695.953.648 MWh de energia acumulada, produção suficiente para atender o consumo do mundo inteiro por 43 dias.

Segundo o diretor técnico executivo, Celso Torino, “quanto mais Itaipu produz, tanto para o atendimento do Paraguai quanto do Brasil, menores as chances de o Operador Nacional do Sistema brasileiro ter que despachar plantas mais caras (termoelétricas) e, não raramente, menos limpas que uma hidrelétrica. Bom para o meio ambiente, bom para o consumidor”, avalia.
Resultado de imagem para Bahia fechou 2019 como o estado líder na geração sustentável de energia no Brasil

A Bahia fechou o ano passado como o estado líder na geração sustentável de energia no Brasil. Os dados da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) mostram que os baianos foram responsáveis por 32% da geração de energia por fonte eólica e por 33,7% da geração solar fotovoltaica no país em 2019. E mais: a fonte eólica cresceu mais de 50% e a fotovoltaica mais de 70% em relação a 2018.

De acordo com a SDE, os parques que estão em operação já investiram mais de R$ 20 bilhões e criaram mais de 32,2 mil empregos. Os dados constam do Informe Executivo de Energias Renováveis de dezembro, divulgados na última sexta-feira (24), pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE).

“Os números são muito claros. A Bahia é protagonista do segmento de renováveis no país. Além de contribuir para a diversificação da matriz energética, o setor alavancou o desenvolvimento econômico e social no interior, especialmente no semiárido, onde a maioria dos parques estão implantados”, explica João Leão, vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado.

Os dados da SDE mostram que, de janeiro a novembro de 2019, foram gerados 15.152 Gigawatts (GW) hora/ano, energia eólica capaz de abastecer 126 milhões de residências/ano, beneficiando 378 milhões de habitantes/ano – equivalente a 27 vezes a população baiana. A Bahia tem 165 parques eólicos em operação, com capacidade instalada de 4GW e mais de 1.340 aerogeradores.

Mais de 83 parques eólicos e outros 14 solares estão em construção ou planejamento

Os parques implantados já beneficiaram 20 município, onde foram investidos R$ 16,3 bilhões e gerados mais de 22 mil empregos diretos na fase de construção. O estado tem 43 parques em construção e 40 parques com construção a iniciar, com previsão de investimento de R$ 8,5 bilhões e geração de 33,9 mil empregos diretos e indiretos. Até 2025, a previsão é que a Bahia alcance 6,3 GW de potência instalada.

Assim como os ventos, os excelentes níveis de radiação solar fizeram a Bahia se destacar com o aproveitamento de recursos naturais. São 29 parques fotovoltaicos em operação, com 777 Megawatts (MW) de capacidade instalada e mais de 3 milhões de módulos fotovoltaicos, onde já foram investidos R$ 3,8 bilhões. Foram gerados mais de 10 mil empregos diretos na fase de construção dos parques que já estão em operação.

A Bahia tem 14 parques que ainda não começaram a ser construídos. A previsão é que eles incluam na rede elétrica 657 MW até 2024, com investimento de R$ 2,8 bilhões e geração de mais de 8,5 mil empregos diretos na fase de construção.

Resultado de imagem para Consórcio de máquinas e implementos agrícolas

A produção brasileira de grãos para 2020 deverá ser recorde ao atingir 243,2 milhões de toneladas

“A projeção de aumento das áreas produtivas e a necessidade de mais máquinas para plantio e colheita, certamente terá a presença do consórcio no agronegócio

O recente anúncio do IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística sobre a safra recorde, prevista para 2020, com produção de 243,2 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas, animou o mercado do agronegócio e gerou expectativa também para o consórcio de máquinas e implementos agrícolas.

Recente pesquisa, feita pela assessoria econômica da ABAC Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, perante as administradoras associadas que atuam no segmento [inserido no setor de veículos pesados], mostrou a situação e a evolução do número de participantes ativos.

De março de 2015 até dezembro do ano passado houve crescimento de 65,9% no total de consorciados, correspondendo a uma ascensão de 69,5 mil para 115,3 mil. Do total anotado, 74,9 mil eram pessoas físicas, equivalentes a 65%, enquanto as jurídicas corresponderam a 35%, com 40,4 mil.

Para Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da ABAC, "O constante crescimento do consórcio de máquinas e implementos agrícolas deve-se a vários fatores. Entre eles, um importante para quem planta, está na condição diversa das disponibilidades das linhas de crédito rural que, por vezes, têm limitações de prazos e critérios. Em contrapartida no consórcio, por se tratar de autofinanciamento, há, a qualquer tempo, a possibilidade de adesão a grupos em constituição ou em andamento com prazos variados de duração e acesso às mais diversas opções de valores de créditos desejados".

Safra após safra, independente da cultura, de forma simples e acessível aos planejamentos no agronegócio, a modalidade adequa-se às metas do produtor.

No levantamento, a taxa média mensal dos consórcios apurada foi 0,110% ou 1,3% ao ano, com prazos médios de duração de grupos em 115 meses, representando custos finais bastante inferiores aos praticados no mercado, uma das vantagens para quem adere.

Com crédito médio de R$ 201 mil, o resultado apontou valores de créditos praticados entre R$ 80 mil e R$ 459 mil, ratificando a importância do mecanismo nos mais diversos tipos de agronegócio, especialmente para aqueles que planejam ou pretendem comprar máquinas e equipamentos móveis e fixos de forma mais econômica, com mais tecnologia embarcada e que proporcionem mais lucratividade.

Vale ressaltar que, com os créditos disponibilizados, os contemplados adquiriram tratores de rodas e esteira, seguidos dos implementos agrícolas/rodoviários, colheitadeiras e cultivadores motorizados.

Com a expectativa para a possível safra recorde para 2020, divulgada pelos analistas, os itens soja, feijão, arroz, algodão, café e milho são os mais indicados como líderes das commodities agrícolas brasileiras.

"Com a projeção de aumento das áreas produtivas e a consequente necessidade de mais equipamentos para plantio e colheita, certamente o consórcio estará presente e poderá ser um dos propulsores do agronegócio e do respectivo crescimento da economia brasileira", adianta Rossi. "Em razão das peculiaridades e das vantagens do Sistema de Consórcios para a agricultura, justificado por baixos custos, prazos longos e, principalmente, diversidade nas formas de pagamento, as expectativas são otimistas, com destaque ainda para as diversos tipos de máquinas ou implementos, independentes de serem de pequeno ao grande porte, possíveis de consorciar", completa.

FORMAS DE PAGAMENTOS DIFERENCIADAS

Para o agronegócio, em seus diversos tipos de culturas e nas variações de épocas de semeadura e colheita, tanto na mono como na policultura, e também na pecuária, há diversas formas de pagamento das parcelas dos consórcios:
1 - Pagamentos normais;
2 - Pagamentos por safra - pagamentos anuais;
3 - Pagamentos por safra - adiantamentos - pagamento trimestral ou semestral; e
4 - Meia parcela (reforço trimestral ou semestral).

No final de dezembro havia 335,08 mil consorciados ativos no setor de veículos pesados, sendo que 33,3% tinham como objetivo a aquisição de bens vinculados ao agronegócio.

"A estratégia de planejamento a médio e longo prazos, prática básica do setor, tem levado o produtor rural e as empresas do segmento a priorizarem tecnologia embarcada com mecanismos de autofinanciamento como o consórcio. O objetivo continua sendo reduzir custos finais capazes de agregar lucratividade e obter resultados competitivos ao participar dos mercados externo ou interno", finaliza Rossi.


Resultado de imagem para Wilson Sons desenvolve tecnologia de inteligência artificial inovadora

Para operação com rebocadores. Projeto pioneiro é mais um passo da companhia no caminho da inovação. Tecnologia vai apoiar as decisões de alocação de rebocadores nas manobras da companhia. Companhia prevê redução nos custos da operação.

Garantir uma manobra ótima, com maior segurança, mais eficiência e menor custo operacional são alguns dos benefícios gerados pela nova tecnologia de inteligência artificial (IA) desenvolvida pela Wilson Sons Rebocadores, empresa de apoio portuário do Grupo Wilson Sons. Inédito no mercado Brasileiro, o sistema já está rodando nos portos do Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES) e Santos (SP) e auxilia nas decisões de alocação de rebocadores em manobras da companhia.

A Wilson Sons Rebocadores prevê uma redução nos custos da operação com essa iniciativa pioneira, com a maximização do uso dos seus rebocadores e redução no consumo de combustíveis. “Inovação é uma questão estratégica para as companhias continuarem competitivas. Realizamos cerca de 60 mil manobras/ano e, com o uso de inteligência artificial, é possível tomar a decisão de forma mais ágil, deslocar o rebocador adequado, no momento ideal”, destaca Elisio Dourado, gerente regional da empresa.

Para realizar o planejamento da manobra, a IA desenvolvida pela Wilson Sons Rebocadores analisa 14 parâmetros diferentes, como geolocalização dos diversos atores envolvidos (rebocadores, navio do cliente, terminal), características do navio, eficiência de consumo de combustíveis dos rebocadores, regulação de cada porto, entre outros itens.

Elísio explica que o sistema é retroalimentado com as informações das operações realizadas. Ou seja, a partir do aprendizado de máquina (machine learning), ele é capaz de otimizar seu próprio funcionamento. “O software registra os cenários pré-decisão e a decisão. E o algoritmo vai aprendendo com as soluções. Quanto mais informação, melhor fica o sistema”, diz Dourado.

Segundo o gerente regional Yuri Fedoruk, a meta é implantar a IA em todas as 25 localidades onde a companhia atua no período de um ano. “A Wilson Sons construiu um sistema proprietário de Inteligência Artificial, um recurso inovador que é diferencial competitivo para a empresa”, avalia o executivo. De acordo com ele, a IA pode de ser utilizada em diversas aplicações na companhia, com o potencial de ser estendida a outros usuários, gerando novas receitas.

Construindo o futuro

 O projeto começou a ser desenvolvido em setembro de 2018 no Tuglab, laboratório de inovação da companhia. O local reúne uma equipe multidisciplinar de especialistas que participou de todo o projeto do algoritmo capaz de atender às necessidades da operação com rebocadores.

O sistema foi alimentado com mais de 350.000 manobras que tinham seu histórico armazenadas na base de dados usada pela Central de Operação de Rebocadores (COR) da companhia. Inaugurada em 2012, a COR é responsável pelo monitoramento da frota de 75 rebocadores, distribuídos de norte a sul do país. A partir desses inputs, a IA se tornou capaz de tomar decisões guiadas pelos dados, sem necessidade de instruções previamente programadas.

“A inteligência artificial vem para aprimorar e apoiar o trabalho realizado pela COR. Os operadores ficarão liberados de ações repetitivas e processuais para se dedicarem às atividades mais complexas da nossa operação, que trarão mais valor para nossa empresa”, avalia o diretor de operações da Wilson Sons Rebocadores, Marcio Castro.

O projeto é mais um passo da Wilson Sons no caminho da inovação. Em 2017, a companhia lançou o seu novo mapa estratégico, em que a inovação tem papel preponderante em todos os negócios e passou a ser uma agenda gerenciada pela alta administração da empresa. Desde dezembro de 2019, o Grupo também integra a lista de mantenedoras do Cubo Itaú?, o maior hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina.

O Grupo Wilson Sons é um dos maiores operadores integrados de logística portuária e marítima no mercado brasileiro e oferece soluções da cadeia de suprimento, com mais de 180 anos de experiência. A Companhia presta uma gama completa de serviços para as empresas que atuam na indústria de óleo e gás, no comércio internacional e na economia doméstica, conectando as melhores soluções aos resultados esperados pelos seus clientes. Com presença nacional, atua de forma inovadora, acompanhando as tendências do mercado.| www.wilsonsons.com.br/pt/grupo | www.facebook.com/WilsonsonsBR | www.linkedin.com/company/wilsonsons

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A fabricante de chicotes automotivos Yazaki Mercosul vai construir uma nova fábrica na cidade de Bonito (PE). O investimento previsto é de R$ 60 milhões. A unidade terá 21 mil metros quadrados de área construída. Será a décima no Mercosul e a sexta no Brasil.

Irá atender à demanda da FCA Fiat Chrysler de Goiana, também em Pernambuco, onde são produzidos os Jeep Compass e Renegade e a picape Fiat Toro. A inauguração da Yazaki está prevista para janeiro do ano que vem, gerando cerca de 1,6 mil empregos diretos. A capacidade instalada será de mil chicotes por dia.

 “Com a nova fábrica, a Yazaki colocará em prática conceitos modernos de produção e inovações visando à indústria 4.0”, afirma o presidente da empresa para o Mercosul, Lázaro Figueiredo.

O executivo promete uma fábrica com produção enxuta e alto nível de padronização. A cidade de Bonito está a cerca de 100 quilômetros de Pernambuco. As outras unidades da Yazaki no Brasil estão em Nossa Senhora do Socorro (SE), Matozinhos (MG), Tatuí (SP), Irati e Santo Antônio da Platina (PR). A empresa também mantém escritórios nos Estados de São Paulo, Bahia, Minas Gerais e Paraná.
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A Modec construirá o maior FPSO do Brasil, com uma capacidade de produção de 220.000 barris por dia, que vai operar no campo de Bacalhau ( Bloco BM-S-8 ), no pré-sal da Bacia de Santos (SP).

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A Equinor firmou, em nome dos parceiros ExxonMobil e Petrogal Brasil, contratos de FEED (Engenharia e Projeto Básico) com compromissos antecipados e pré-investimentos para a fase 1 da área de Bacalhau (anteriormente Carcará) no Brasil. Os fornecedores foram selecionados para a contratação do SURF (Sistema de Coleta de Produção) e da unidade de produção tipo FPSO.

A Subsea Integration Alliance (SIA), formada pela Subsea7 e OneSubsea, foi selecionada para o contrato SURF e a MODEC Inc., para o contrato FPSO.

"A concessão desses grandes contratos é um marco importante no desenvolvimento da área de Bacalhau", diz Anders Opedal, vice-presidente executivo de Tecnologia, Projetos e Perfuração da Equinor. “Concedemos esses contratos a empresas conceituadas, com longa experiência no Brasil, e nossa expectativa é trabalhar em colaboração com a SIA e a MODEC para garantir a execução do projeto dentro do prazo.

Os contratos SURF e FPSO são baseados em uma concessão dividida em duas etapas. O FEED e o pré-investimento estão começando agora, com uma opção para a fase de execução sob uma configuração de contrato a preço fixo (global), que inclui as etapas de Engenharia, Suprimento, Construção e Instalação para todos os escopos SURF e FPSO.

As opções para ambos os contratos estão sujeitas a uma decisão de investimento planejada para o final de 2020.

O fornecedor selecionado para o contrato do FPSO operará o mesmo durante o primeiro ano. Posteriormente, a Equinor planeja operar suas instalações até o final do período de licença, em 2053.

"Este será o maior FPSO do Brasil, com uma capacidade de produção de 220.000 barris por dia", diz Opedal.

Existe um alto grau de padronização e industrialização para os contratos SURF e FPSO, aproveitando a experiência dos contratados. O contrato SURF contribui significativamente para o conteúdo local no Brasil, com aproximadamente 60%.

“Bacalhau é um ativo de classe mundial no pré-sal brasileiro em Santos. O Brasil é uma área-chave de crescimento para a Equinor e a empresa tem a ambição de produzir de 300 a 500 mil bbls/dia no Brasil até 2030. Bacalhau terá um papel importante para atingirmos esse objetivo”, diz Margareth Øvrum, presidente da Equinor Brasil.

Parceiros em Bacalhau — Equinor 40% (operador), ExxonMobil 40%, Petrogal Brasil 20% e Pré-sal Petróleo SA (PPSA, agência governamental não investidora).

A descoberta foi feita pela Petrobras em 2012, a Equinor é operadora desde 2016, e Bacalhau (Carcará) será o primeiro projeto com desenvolvimento greenfield na região do pré-sal realizado por uma operadora internacional , e está localizado a uma distância de 185 km do litoral do município de Ilhabela, no estado de São Paulo, em uma lâmina d´água de 2.050 metros, o desenvolvimento da fase 1: 220.000 bbls/dia.

E de acordo com a empresa, a primeira produção de petróleo está planejada para o período de 2023-2024.
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Mesmo com a grande expectativa de crescimento do mercado brasileiro em 2019, o setor elétrico acabou crescendo um pouco abaixo do esperado.

Segundo dados da ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica), o aumento de 5% no faturamento acabou sendo diluído pela inflação. Alguns segmentos especiais, como automação industrial, equipamentos industriais e saneamento tiveram um bom desempenho dentro do cenário interno, enquanto houve queda nas exportações, principalmente para o Mercosul e União Européia.

Dentro dessa perspectiva, as empresas de materiais elétricos e eletrônicos tiveram que buscar diferenciais para a retomada de crescimento desse mercado.

Segundo Marco Stoppa, diretor da Reymaster Materiais Elétricos, empresa curitibana que figura entre as 10 maiores distribuidoras do país, e um dos acionistas da Engerey, empresa irmã da Reymaster responsável pela montagem de painéis elétricos,  o ano de 2019 foi desafiador para o setor:

“Vários acontecimentos se destacaram em 2019 e mesmo com um crescimento num ritmo bem mais lento que o esperado, apesar da grande expectativa, conseguimos ao final do ano atingir a nossa meta”.

Para a Reymaster e Engerey, a chave da retomada foi apostar em uma equipe qualificada, inovação tecnológica e melhor relacionamento com clientes.

"Promotorias com engenheiros e técnicos altamente capacitados foram um diferencial na hora de montar projetos elétricos e ganhar a confiança de clientes. Com um desempenho bem acima da média, essa equipe teve destaque nas linhas de iluminação, automação, identificação industrial  e sensores", explica Stoppa.

Outro diferencial foi o app proprietário Be-a-Bá da Elétrica, que atingiu a surpreendente marca de 180.000 downloads. Esse app, disponível tanto na Play Store quando na Apple Store, traz conceitos, normas, diagramas e tabelas prontas de equivalências, além de ferramentas para cálculos elétricos. Ele é dirigido a estudantes e profissionais da área em todo o Brasil. Ainda ajuda na conscientização sobre os perigos do mal uso da rede elétrica.

Para garantir uma satisfação maior dos clientes, foi implantado o sistema Salesforce, para atendimento ao cliente. “Nossa equipe já está iniciando a fase de mineração e análise de dados fornecidos pelo time de vendas para que possamos entender da melhor maneira possível todas as necessidades de nossos clientes” explica Marco.

Para 2020, a expectativa de crescimento é ainda mais alta. Com a economia mais estabilizada, a projeção é que todos esses investimentos tragam um retorno muito favorável. Estima-se um crescimento na casa de 20% no faturamento de 2020, tanto da Reymaster quando da Engerey.

Um dos projetos para o novo ano é implementar a Governança Corporativa. Isso trará mais solidez e segurança para fornecedores, colaboradores e clientes das empresas. “Para que nosso crescimento seja sustentável, precisamos ir cada  vez mais na direção da transparência, justiça e responsabilidade. Assim chegaremos nas metas almejadas para 2020“, conclui Marco Stoppa.

A GNA, joint venture formada pela Prumo Logística, a BP e a Siemens, recebeu na segunda-feira (27), do governo do Rio de Janeiro, a Licença de Instalação da usina termelétrica GNA II, de aproximadamente 1,7 GW de capacidade instalada, emitida pelo Instituto Estadual do Ambiente (INEA). A cerimônia aconteceu no Palácio das Laranjeiras e contou com a presença do governador Wilson Witzel, do secretário estadual da Casa Civil, André Moura; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Institucionais, Lucas Tristão; do secretário de Ambiente e Sustentabilidade, Altineu Cortes, dos acionistas da GNA, de representantes do INEA, da Agenersa, do IBP, bem como do diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke e os outros membros da diretoria da companhia. A usina pode gerar até 4 mil empregos durante a fase de construção.

As obras da UTE GNA II serão iniciadas ainda neste semestre. A usina funcionará em ciclo combinado, sendo composta por três turbinas a gás e uma a vapor, equipamentos de alta eficiência energética, que irão gerar energia com menor consumo de gás natural. Além disso, durante a operação a UTE GNA II utilizará água do mar, evitando o consumo de água doce, reforçando o compromisso da GNA com a preservação ambiental.

A emissão faz parte do processo de licenciamento do Complexo Termelétrico em construção no Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense. A UTE GNA II integra o parque termelétrico, que consiste em duas usinas termelétricas a gás natural em ciclo combinado, a UTE GNA I, de 1,3 GW, e a UTE GNA II, de 1,7 GW, além de um Terminal de Regaseificação de GNL. O projeto é considerado o maior da América Latina, com capacidade instalada de 3 GW, e quando em operação, será responsável por 17% da geração térmica a gás natural do Brasil.

“A conquista desta licença é um passo importante para o avanço do nosso projeto estruturante que vai adicionar 3 GW de energia ao Sistema Integrado Nacional, contribuindo para a diversificação da matriz energética no país”, ressalta o diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke.

O governador Wilson Witzel disse que o estado praticamente vive do petróleo e gás. “Hoje, damos início à segunda fase de um grande empreendimento para aproveitar todo o potencial do gás no estado. Essa energia que será gerada deve ser pensada e canalizada para que, daqui a 30 anos, quando houver outras formas de energia, nós tenhamos também tecnologia desenvolvida. Temos que criar demanda para que essa energia seja consumida e, para isso, é preciso investimentos em áreas como, por exemplo, a mobilidade urbana. Assumo o compromisso de preparar o Rio de Janeiro, pelos próximos três anos, para gerar uma demanda de consumo”, destaca o governador.

“Elaboramos nossos projetos levando em consideração a gestão sustentável dos recursos naturais, o respeito às comunidades locais e a segurança em todas as atividades. Este é um compromisso assumido pela GNA e faz parte de nossos valores”, acrescenta Vicente Habib, diretor de Sustentabilidade da GNA.

Expansão

A GNA possui, ainda, licença ambiental para mais que dobrar sua capacidade instalada, podendo chegar a 6,4 GW, o que permitirá o desenvolvimento de projetos termelétricos adicionais no futuro. Somado a isso, a localização estratégica do Porto do Açu, próximo aos campos produtores de pré-sal e ao circuito de transmissão de 500 kV recém licitados, possibilitará a criação de um Hub de Gás, para recebimento, processamento e transporte do gás associado, bem como exportação de grandes blocos de energia, contribuindo de forma significativa para o desenvolvimento da região de São João da Barra, do Estado do Rio de Janeiro e do Brasil.

Sobre a GNA

A GNA – Gás Natural Açu é uma joint venture entre pela Prumo Logística, a BP e a Siemens dedicada ao desenvolvimento, implantação e operação de projetos estruturantes e sustentáveis de energia e gás. A empresa constrói no Porto do Açu (RJ) o maior parque termelétrico a gás natural da América Latina. O projeto compreende a implantação de duas usinas térmicas movidas a gás natural (GNA I e GNA II) que, em conjunto, alcançarão 3 GW de capacidade instalada. Juntas, as duas térmicas irão gerar energia suficiente para atender cerca de 14 milhões de residências. Além das térmicas, o projeto compreende um Terminal de Regaseificação de GNL (Gás Natural Liquefeito), de 21 milhões de metros cúbicos/dia.

O governo deve usar o leilão do maior terminal de granéis líquidos do país, no Porto de Santos, para lançar uma nova investida contra a posição dominante da Petrobras na produção e na distribuição de derivados. O Terminal de Granéis Líquidos da Alemoa (STS08) é operado pela Transpetro, que cumpre um papel central no negócio da petroleira no ramo de combustíveis.

O leilão de arrendamento do terminal de Santos pode tirar o ativo estratégico das mãos da Petrobras ou, no mínimo, colocar outro operador portuário, logo ao lado, para receber combustíveis produzidos no exterior encomendados por concorrentes. Isso ocorrerá se o governo levar à frente a decisão de dividir a área atual em duas, para contratar mais de um operador.

A subsidiária da Petrobras atua no complexo portuário como um regulador do estoque de derivados pela Petrobras. Informações oficiais indicam que a Transpetro age na “transferência e recebimento de produtos de navios, abastecimento de 'bunker' nos navios atracados no complexo e no embarque de produtos das refinarias”.

O governo avalia que, se um novo operador portuário assumir a operação do terminal de Santos, a Petrobras terá que rever a sua atual estratégia. O secretário nacional de portos do Ministério da Infraestrutura, Diogo Piloni, confirma que essa foi uma decisão política tomada com o Ministério de Minas e Energia.

Há expectativa de estimular a competição na venda de combustíveis com mais volumes trazidos do exterior por importadoras privadas. Isso só se tornou possível graças à decisão da Petrobras de adotar a paridade de preços ao mercado internacional.

O terminal da Alemoa é responsável pela movimentação de boa parte da produção das refinarias da Petrobras em São Paulo: Paulínia (Replan), Capuava (Recap), Henrique Lage (Revap) e Presidente Bernardes de Cubatão (RPBC).

Nenhuma das plantas de refino em São Paulo foi incluída na lista das oito unidades de refino que precisarão ser vendidas para desverticalizar o mercado. Essa foi uma das determinações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em termo de compromisso assinado com a petroleira no ano passado.

“As refinarias da Petrobras que vão a mercado são apenas aquelas do Norte e do Nordeste. As das regiões Sul e Sudeste ficarão com a Petrobras”, destacou o secretário. “Mas, apesar da atividade de refino continuar concentrada nessa região com a Petrobras, essa nova logística pode conferir uma dinâmica mais competitiva, que pode resultar na redução de preços para o consumidor”, acrescentou o secretário.

Piloni avalia que haverá grande disputa no setor para vencer o leilão de arrendamento do terminal da Alemoa. “Nossa aposta é de que haverá muitos interessados pelo tamanho do terminal”, disse.

Além de destaque na logística de derivados de petróleo, Alemoa responde – junto com o terminal Ilha Barnabé, também no Porto de Santos – por parte expressiva do transporte de etanol. Em 2017, os dois portos alcançaram quase 50% da movimentação de biocombustível do país. Foram transportados 1,3 milhão de toneladas, sendo que 75% desse total foi para a exportação.

Procuradas, Petrobras e Transpetro decidiram não comentar o tema “por se tratar de questão estratégica para a companhia”.
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Cada vez mais as empresas têm se modernizado para se manterem competitivas no mercado de trabalho. É quase unanime a opinião de que para gerenciar bem um negócio, o empresário precisa de boas ferramentas de gestão, como um sistema ERP.

O problema então é escolher a ferramenta certa para cada empresa. Segundo o Engenheiro de Produção e empresário Rafael Netto, é preciso atenção na hora de escolher um sistema para uma indústria. Isso porque as indústrias possuem necessidades de gestão mais complexas do que empresas de serviços ou comércio.

Para exemplificar, o engenheiro listou alguns dos diferenciais de um ERP feito para atender a indústria:

-Controle da Produção

É preciso ter controle total da produção. O sistema ERP para indústria deve: gerar ordens de produção, emitir etiquetas para identificação de produtos, controlar o consumo de materiais nas ordens de produção e registrar toda a produção efetuada.

-Bloco K

A geração do Bloco K do SPED Fiscal integrado ao controle da produção, estoque, estoque em poder de terceiros e estoque de terceiros em poder da empresa é fundamental para as indústrias que se enquadram nos requisitos do bloco K.

-Plano de produção e MRP

O sistema precisa indicar como fabricar produtos e comprar materiais na quantidade e momentos certos com o plano da produção e o MRP. Dessa forma é possível manter os estoques nos níveis ideais.

-Controle do chão de fábrica

A ferramenta ERP deve fornecer controle total do chão de fábrica com apontamento da produção. Além disso é importante conseguir Localizar em tempo real ordens de produção no chão de fábrica e assim medir a produtividade da fábrica, máquinas e operadores.

-Programação da produção

Um bom ERP para indústria é capaz de determinar a melhor programação da sua produção, defina prazos de entrega precisos para seus clientes e reduza gargalos que prejudicam o desempenho da sua fábrica.

-Custos

O sistema escolhido deve ser capaz de calcular o custo padrão dos produtos fabricados e formar preços de venda com inteligência para que o empresário possa identificar oportunidades de melhoria de lucratividade.

-Controle da expedição

Para fechar, o sistema deve controlar a expedição com leitura de etiquetas de códigos de barras e minimizar erros na separação e conferência de produtos.

Para colocar em prática, Rafael Netto recomenda que o gestor da indústria fique atento a esses detalhes e que procure um ERP de fato especializado na gestão industrial.

Isso porque existem muitas opções de ERP mais baratas que no final do dia não irão atender as verdadeiras demandas da fábrica.

Para ver uma demonstração de um ERP especializado em indústrias, acesse: https://material.nomus.com.br/apresentacao-erp-industrial-nomus

O secretário de Indústria, Ciências e Tecnologia (Seict), Anderson Abreu, e o coordenador de Relações e Incentivo à Industria e Comércio, Francisco Ernandes Negreiros, tiveram agenda cheia em Cruzeiro do Sul na terça-feira (28). À tarde, reuniram-se com o prefeito em exercício do município, Francisco Rodrigues, para tratar sobre o projeto da implantação de biodigestores e energias renováveis na região do Vale do Juruá.

O intuito da reunião, que contou ainda com a presença da chefe de gabinete Idelcleide Lima, foi a formalização da parceria com a prefeitura,  que indicará produtores rurais aptos a fazerem parte do programa, visando o incentivo do plantio de café na região.

Num segundo momento, está previsto o envio dos técnicos da Seict para verificar, in loco, se os indicados estão aptos para o trabalho.  “Que este seja o primeiro de vários projetos que realizaremos no Vale do Juruá. Um local com tanta importância para o estado e com grande potencial de produção e desenvolvimento merece nossa atenção especial”, afirma o secretário. A proposta integra energias renováveis com placas solares para iluminação das propriedades, acionamento de bomba para irrigação de café e biodigestor para consumo na cozinha, propiciando a produção de biofertilizantes para serem utilizados na lavoura.

Evento Sescoop/AC

Pela parte da noite, participaram do Encontro sobre Cooperativismo de Crédito no Senac/Centro, com o tema “Cooperativismo de Crédito como um instrumento de desenvolvimento econômico e social do Vale do Juruá”. O evento foi promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo no Estado do Acre (Sescoop/AC), Organização das Cooperativas Brasileiras no Acre (OCB/AC), juntamente com as cooperativas crédito, Sicoob UNIRBO, Sicoob Credisul, Sicoob Acre, Sicredi, Capital Credi, Fieac, Sebrae, Seict, Sepa, Acecs, Fecomercio e Governo do Estado.

O secretário da Seict participou como um dos palestrantes convidados. Nesta quinta-feira, 29, estão previstos encontros com cooperativas e representantes da área de piscicultura.
Opep Setor Petrolífero

A Opep quer prorrogar seus atuais cortes na produção de petróleo ao menos até junho, com a possibilidade de reduções adicionais na oferta sobre a mesa caso a demanda por petróleo na China seja significativamente impactada pela disseminação de um novo coronavírus, disseram fontes no grupo de produtores.

A rápida queda dos preços do petróleo nos últimos dias alarmou autoridades da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disseram as fontes, uma vez que o vírus encontrado na China e em diversos outros países levantou preocupações em relação a suas consequências sobre o crescimento econômico e a demanda por petróleo.

Os futuros do petróleo caminham para o sexto dia de perdas, com o Brent abaixo de 60 dólares o barril, tendo tocado na segunda-feira mínima de três meses, a 58,50 dólares, com o vírus disparando uma venda global de ativos considerados de maior risco.

A Arábia Saudita, que na prática é a líder da Opep, juntou-se a outros produtores como os Emirados Árabes, a Argélia e o Omã na segunda-feira, buscando acalmar os nervos do mercado ao pedir cautela contra projeções mais pessimistas sobre os impactos do vírus.

Mas membros da Opep também começaram a avaliar suas opções e intensificaram discussões internas sobre como responder melhor à derrocada dos preços, disseram as fontes.

“Uma prorrogação adicional é uma forte possibilidade e cortes mais profundos são uma possibilidade”, disse uma fonte da Opep, acrescentando que o impacto do vírus sobre a demanda chinesa por petróleo ficará mais claro na próxima semana.

“Uma prorrogação adicional é altamente possível… até junho”, disse outra fonte. Segundo a pessoa, uma opção preferível seria ampliar o pacto atual para até o final de 2020, sendo que cortes maiores seriam “possíveis” se houver necessidade.

Uma fonte familiarizada com o pensamento da Rússia afirmou que, embora Moscou tenha antes demonstrado intenção de deixar os cortes, os russos ainda se manterão no pacto se os preços do petróleo continuarem abaixo de 60 dólares por barril.

A Rússia havia insistido que queria que o atual pacto de produção durasse só até março, enquanto os sauditas defendiam sua manutenção por mais tempo, segundo as fontes.
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Desde 2017, as petroleiras pagaram R$ 42 bilhões por áreas de exploração na camada pré-sal brasileira, uma das regiões mais cobiçadas pelas multinacionais. Apesar disso, as primeiras perfurações apresentaram resultados frustrantes. Segundo relatório da consultoria internacional Wood Mackenzie, somente Petrobras e Shell encontraram indícios de óleo e gás até o momento, mas em poços sem viabilidade econômica, informação que as duas empresas não confirmam.

Os resultados, porém, não desanimam as companhias. A expectativa é que acelerem os investimentos em exploração a partir deste ano. A Petrobras deve manter o protagonismo da exploração, mas a competição deve aumentar nos próximos anos porque grandes petrolíferas internacionais fizeram dezenas de aquisições nos leilões promovidos da Agência Nacional do Petróleo.

A estatal planeja fazer oito perfurações no pré-sal em 2020. No ano passado, fez isso em apenas quatro áreas. Shell e Equinor, que começaram a atuar no pré-sal há dois anos, também preparam novas perfurações.

A prioridade das duas multinacionais continua sendo o Norte de Carcará e o Sul de Gato do Mato, extensões de descobertas já conhecidas, arrematadas na 2ª Rodada de partilha, em 2017. As companhias também vão partir para áreas inexploradas. A anglo-holandesa, por exemplo, tem planos para perfurar no campo de Saturno, adquirido em 2018, durante a 5ª Rodada de partilha.

A britânica BP deve iniciar a primeira campanha exploradora no pré-sal em Pau Brasil, na Bacia de Santos, entre 2021 e 2022. A americana Exxon Mobil, principal protagonista dos leilões ao lado da Petrobras, informou no ano passado que faria ao menos cinco perfurações no Brasil entre 2019 e 2020, incluindo suas participações minoritárias em Uirapuru e Norte de Carcará.

Uirapuru é o principal foco de atenção do mercado neste momento, de acordo com Marcelo de Assis, chefe de pesquisa da área de exploração e produção de petróleo da Wood Mackenzie na América Latina. “O resultado dos próximos poços vai ditar um pouco o interesse das empresas nos leilões que virão”, observa Assis. A consultoria estima investimentos de até US$ 30 bilhões (cerca de R$ 125 bilhões) em exploração no Brasil neste ano.
Resultado de imagem para Produção total de petróleo no Brasil em 2019 foi de 1,018 bilhão de barris

A produção total de petróleo no Brasil em 2019 foi de 1,018 bilhão de barris, um aumento de 7,78% em relação ao volume produzido em 2018, quando foram produzidos 944,117 milhões de barris. Já a produção total de gás natural em 2019 foi de 44,724 bilhões de metros cúbicos, um aumento de 9,46% em relação aos 40,857 bilhões de metros cúbicos registrados em 2018, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Segundo a reguladora, no consolidado do ano, o Pré-sal produziu 633,980 milhões de barris de petróleo e 25,906 bilhões de metros cúbicos de gás natural, o que corresponde a acréscimos de, respectivamente, 21,56% e 23,27% em relação à produção de 2018, quando foram produzidos 521,543 milhões de barris de petróleo e 21,016 bilhões de metros cúbicos de gás natural.

— No mês de dezembro de 2019 a produção de petróleo foi de 3,106 milhões de barris por dia (MMbbl/d), superando em 0,52% o recorde registrado no mês anterior e em 15,44% a produção de dezembro de 2018. A produção de gás natural também superou o recorde do mês anterior, registrando um aumento de 0,87% e alcançando a média 137,8 milhões de metros cúbicos por dia (MMm3/d). Em relação a dezembro de 2018 a variação foi de 21,19% — destaca.

— A produção no Pré-sal em dezembro correspondeu a 66,82% da produção nacional, totalizando 2,655 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d), sendo 2,118 MMbbl/d de petróleo e 85,4 MMm3/d de gás natural. Em relação ao mês anterior, a produção total aumentou 2,58% e 40,62% em relação a dezembro de 2018. Novamente o campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, registrando 1,074 MMbbl/d de petróleo e 45 MMm3/d de gás natural — conclui a agência.
Resultado de imagem para Suape sedia reuniões para implementação do Port Community Systems

Foi dada a largada para implementação do Port Community Systems no Porto de Suape. Nos dias 23 e 24 de janeiro (quinta e sexta-feira ), aconteceram as primeiras reuniões com os atores da operação portuária em Suape para colocar em prática o PCS. Liderados pelo presidente de Suape, Leonardo Cerquinho, e pelo responsável do PCS no Brasil, John Edwin Mein, os encontros serviram para explicar as funcionalidades do projeto e também engajar a comunidade portuária à nova tecnologia que já é realidade em vários portos do mundo.

O PSC é um software capaz de integrar todos os atores que fazem parte da operação portuária, otimizando tempo e reduzindo custos. A implementação do software será feita em até 42 meses. Suape está entre os quatro portos do Brasil que vão receber esse sistema. Os outros são Santos, Paranaguá e Rio de Janeiro.

“A implantação dessa tecnologia é um importante passo para Suape. Esse é apenas o início de um longo trabalho de implementação da plataforma que mudará de vez a rotina de quem faz parte das operações portuárias”, afirmou Leonardo Cerquinho.

O primeiro dia de reunião foi destinado aos atores da cadeia logística do Porto de Suape como representantes da praticagem, do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado de Pernambuco (Sindape), Decal, Localfrio, Agência Marítima, entre outros.

No dia 24 (sexta-feira), estavam presentes membros dos órgãos anuentes que fazem parte do comércio exterior como Anvisa, Antaq, Receita Federal e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).
Resultado de imagem para 13 indústrias já cumprem a última etapa no processo de certificação no RenovaBio

Das 19 indústrias sucroenergéticas de Mato Grosso do Sul, 13 já cumprem a última etapa no processo de certificação na Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio. A informação é do presidente da Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), Roberto Hollanda, completando que 17 indústrias sucroenergéticas já estão inscritas no processo de certificação.

Ele explica que a audiência pública é a última etapa antes das unidades receberem a certificação no Programa RenovaBio, quando poderão emitir e comercializar os créditos de descarbonização, os CBIOs. “A emissão de cada CBIO depende da nota de eficiência a ser obtida pela unidade. São levados em consideração os processos produtivos, como a análise do consumo de fertilizantes, de energia, emissão de CO² e o fato de não ter nenhum tipo de desmatamento. Ou seja, quanto mais sustentável o processo da usina, maior será a nota obtida”, detalhou.

A auditoria das informações é feita por firma inspetora autorizada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo), que faz a validação em período de consulta pública e por fim emite o certificado RenovaBio com uma nota final para a unidade produtora. “O diferencial do programa é o estímulo de uma produção cada vez mais eficiente e sustentável. Não se trata de subsídio ou crédito presumido, o RenovaBio baseia-se no mercado para fazer com que o Brasil seja uma potência ainda maior no que tange ao uso dos biocombustíveis. O programa prevê que a produção de biocombustível quase que dobre até 2030”, disse Roberto Hollanda.

Promulgado em 2017 por meio da Lei Federal nº 13.576, o Programa foi criado pelo Ministério de Minas e Energia, que contou com o envolvimento de diversos segmentos do agronegócio brasileiro. Em junho de 2019, a Fiems sediou uma das edições do RenovaBio Itinerante, realizado pela ANP em vários Estados brasileiros, onde as usinas receberam orientações para iniciarem o pedido de certificação no órgão.

O programa

Criado pelo Ministério de Minas e Energia, o programa RenovaBio funciona a partir da certificação das unidades produtoras de biocombustível. A certificação resultará em uma Nota de Eficiência Energético-Ambiental sobre o processo de produção da usina.

A partir da nota de eficiência da unidade produtora será gerado Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBIO), que será uma moeda no mercado financeiro e, obrigatoriamente, terá de ser adquirido pelas distribuidoras em um volume calculado a partir das emissões de combustíveis fósseis que cada uma comercializa, com base nas metas definidas pela ANP. Outros agentes como pessoas físicas e jurídicas poderão comprar e vender CBIOs na bolsa.

O programa também prevê metas nacionais de redução de emissões para a matriz de combustíveis: retirada de 600 milhões de toneladas carbono da atmosfera, conforme propõe o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). A metas nacionais serão desdobradas em metas individuais para o segundo agente da cadeia que são as distribuidoras de combustíveis.
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A estatal promete oito perfurações no pré-sal em 2020 – em 2019 ela fez perfuração offshore em quatro áreas: Uirapuru e Peroba (pré-sal) e dois poços em BM-SEAL 4 (Sergipe-Alagoas).

Depois de anos retraída devido a sua crise financeira, a Petrobras recompôs seu portfólio nos últimos leilões e se prepara para aumentar as atividades de exploração. Entre 2020 e 2024 a meta é investir a média de US$ 2,3 bilhões ao ano – mais que o triplo da média de aportes dos últimos quatro anos. “Vamos investir quase US$ 12 bilhões em exploração, então temos muitos poços a serem explorados em 2020 e nos próximos anos”, disse em dezembro o diretor de exploração e produção, Carlos Alberto Pereira de Oliveira.

Este ano o governo espera realizar a 17ª Rodada de partilha e o leilão de excedentes da cessão onerosa de Sépia e Atapu, no pré-sal, deve ficar para 2021.
Resultado de imagem para Brasil planeja ganhar mercado na venda de petróleo para a Índia

A possibilidade de o Brasil exportar mais petróleo para a Índia e ocupar uma parte do espaço deixado pelo Irã e Venezuela deverá estar na agenda do presidente Jair Bolsonaro com autoridades indianas, preveem fontes que acompanham as relações bilaterais. Bolsonaro chegou a Nova Déli num momento em que a Índia atravessa forte desaceleração de seu crescimento. A projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI) é de que a economia indiana teve um crescimento de 4,8% em 2019, a menor taxa desde 2008.

Mas a estimativa de organizações internacionais e bancos é de que a Índia logo voltará a crescer mais. Entre 7% e 9%, como no passado recente, está fora do alcance no futuro próximo. No entanto, o PIB indiano deve avançar 5,8% em 2020 e 6,5% em 2021, nas estimativas do FMI. Com isso, o país continuará a ser a grande economia de crescimento mais acelerado no mundo.

Nesse cenário, as autoridades indianas dão grande ênfase à segurança energética. O país é um dos maiores importadores mundiais de petróleo. Compra no exterior 83% do que consome. Com sanções internacionais pesando cada vez sobre o Irã e a Venezuela, as importações indianas procedentes desses dois grandes fornecedores passaram a degringolar no segundo semestre de 2019. Por sua vez, um terço das exportações brasileiras de US$ 2,7 bilhões no ano passado para a Índia foi de petróleo.

Indagado sobre esse potencial concreto de negócios, que vai na direção da segurança energética indiana, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou: “Queremos vender. Não é ocupar espaço dos outros, mas vender mais, temos capacidade para isso e há espaço para [exportar para a Índia] muito mais”.

Ele observou que, enquanto a Índia importa mais de 80% de suas necessidades de petróleo, o Brasil se tornou exportador líquido da commodity. Conforme economistas da ONU, a demanda global por energia continuará aumentando na próxima década.

O ministro indiano de Energia, R. K. Singh, ao participar de um seminário com Albuquerque, destacou o potencial bilateral na área energética e observou que o convite a Bolsonaro para participar do Dia da República, no domingo, é algo que só se faz a países amigos mais próximos. Autoridades dos dois países consideram que a relação bilateral não tem sido suficientemente explorada, mas pode deslanchar a partir de agora, com ênfase em questões energéticas e agrícolas na atual visita.

No entanto, persiste prudência sobre o que pode aparecer como resultados. A proposta de ampliação do acordo de preferências tarifárias do Mercosul com a Índia, passando de 450 linhas tarifárias para 2 mil, é vista com reservas pela Confederação da Indústria Indiana.

Na área agrícola, a ministra Tereza Cristina veio acompanhada de uma forte delegação do setor de carnes de frango e suína. No ano passado, pela primeira vez o Brasil conseguiu exportar simbólicas 30 toneladas de frango para o mercado indiano. O que continua pesando é a tarifa de 100% sobre frango cortado, tornando a importação inviável, e de 30% sobre frango inteiro. A ministra defendeu que a Índia reduza suas alíquotas para a compra de carne de frango brasileira, durante encontro empresarial no país asiático.

A ministra confia, em todo caso, em cooperação para maior produção de etanol pela Índia, podendo ajudar na “commoditização” do produto no mercado internacional. Bolsonaro, antes de embarcar para o país, afirmou que defenderá o aumento das exportações brasileiras do combustível.

O governo Modi introduziu, por exemplo, uma redução importante do imposto sobre empresas de 35% para 25%, ou 17% para novos projetos industriais. Os bancos estatais estão sendo recapitalizados para seus empréstimos ajudarem no crescimento. Companhias estatais poderão ter mais de 50% do controle vendido para o setor privado.

Além disso, o governo lançou programa de investimento em infraestrutura de 1,3 trilhão até 2024, data das próximas eleições gerais no país. O setor energético receberá a maior fatia.

Resultado de imagem para sucatas de plataformas de petróleo sejam recicladas

Toneladas de aço em alto-mar e com prazo de validade para serem removidas de lá. Nos próximos 20 anos, a retirada de plataformas de petróleo do oceano deve movimentar R$ 50 bilhões no país. O governo capixaba quer atrair para o Espírito Santo empresas que trabalhem na cadeia do desmonte desses equipamentos e, com isso, fazer com que parte desse valor fique no Estado. Além disso, a ideia é que a indústria da siderurgia reaproveite o metal das unidades de exploração de petróleo.

Nesta quarta-feira (8), no Rio de Janeiro, o governo do estado apresentou na Audiência Pública nº 24/2019 da Agência Nacional do Petróleo (ANP) onze propostas para modernizar as resoluções do descomissionamento de plataformas. Descomissionamento é termo técnico usado para falar da retirada das unidades de óleo e gás dos locais onde estavam instaladas.

Até 2024, a Petrobras pretende descomissionar 18 plataformas em todo o Brasil. No ano passado, a estatal licitou um projeto-piloto para desativar três plataformas fixas, situadas no campo de Cação, na Bacia do Espírito Santo, no litoral de São Mateus. Os 13 poços conectados às estruturas já foram abandonados e o processo deve se iniciar em março deste ano.

Outra plataforma que deve ser removida do Estado é a FPSO Capixaba, operada pela holandesa SBM. Ela já opera há 13 anos no litoral do Espírito Santo (em Golfinho e no Parque das Baleias). A retirada está programada para 2022. Com a saída dela, uma nova será instalada no local.

De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento, Marcos Kneip, ainda não há uma data pré-estabelecida para que as propostas sejam aprovadas. Se as sugestões feitas pelo Espírito Santo forem aprovadas, ele acredita que a economia capixaba deve ser beneficiada.

“Estamos querendo abocanhar um pouco do mercado que vai surgir com esse primeiro ciclo de descomissionamento, em que serão investidos R$ 50 bilhões. O Espírito Santo leva vantagem diante dos outros Estados porque tem uma indústria siderúrgica que pode cortar esse material e o mercado está interessado nele. Além disso, a logística capixaba favorece o deslocamento dese material”, comenta.

Outro ponto importante para o Estado é a atração de novos negócios. Tendo um mercado potencial aberto para a venda desse aço das plataformas, empresas multinacionais que trabalham com o descomissionamento podem se interessar no Estado e abrir unidades em solo capixaba.

RETIRADA DE PLATAFORMAS DO MAR É OBRIGATÓRIA

Em média, uma plataforma de exploração alto-mar opera por um período de 15 a 20 anos. Após esse tempo, as petroleiras são obrigadas por lei a removerem suas plataformas dos locais. Para isso, elas contratam uma empresa que fica responsável pela remoção e destinação dos materiais que estavam em alto-mar. É um processo complexo, sobretudo do ponto de vista ambiental, já que inclui o fechamento dos poços e a desconexão deles.

Entre as propostas apresentadas pelo governo estão a indicação de danos marítimos aos resíduos restantes em alto-mar, dispensar o novo programa de descomissionamento de instalações, comprovação de saúde financeira para garantir o processo de descomissionamento, realização de inventário sobre o que será descontinuado, constituição de uma comissão única para reduzir a burocracia para o descomissionamento de plataformas, controle e mitigação de invasão de crustáceos nas plataformas, transparência no processo de descomissionamento e especificação de descartes nas licenças.

O governo do Estado também propôs que em caso da empresa optar por descomissionar enquanto ainda houver produtividade no poço, ela terá a possibilidade de leiloá-lo com os equipamentos e instalações que estão lá.

O secretário de Desenvolvimento ainda lembra que as propostas visam fortalecer e desenvolver a cadeia produtiva do Estado. Além disso, dar tratamento adequado para os resíduos. “É muito aço que pode ser reutilizado. A melhor destinação dele seria pela indústria siderúrgica, que já se mostrou favorável a ideia”, argumenta.

A ANP realizou na quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, um workshop para debater, com representantes do mercado, a revisão da Resolução ANP nº 41/2013, relativa à atividade de revenda varejista de combustíveis.

O superintendente de Distribuição e Logística da ANP, Cézar Issa, representou o diretor Felipe Kury na abertura do evento. “O objetivo é proporcionar o debate, ouvir vocês. Este é um momento importante, em que conseguimos colocar em prática nossa promessa de rever, de forma consciente e responsável, grande parte do arcabouço regulatório do segmento de abastecimento”, afirmou.

Entre os principais pontos debatidos sobre a resolução, esteve a tutela regulatória da fidelidade à bandeira, ou seja, a fiscalização, pela ANP, se os postos bandeirados estão comercializando somente combustíveis das distribuidoras às quais estão vinculados.

Outros pontos debatidos foram a regulação da comercialização de combustíveis fora dos estabelecimento dos postos; a possível retirada do terceiro dígito do preço dos combustíveis nos postos; a suspensão sumária da autorização de funcionamento do posto que viola lacre da Fiscalização da ANP, até que tenha sua situação regularizada; e alterações nos documentos exigidos no processo de outorga de autorização, de forma a comprovar a identidade e idoneidade dos sócios.

Este foi o terceiro workshop dos quatro que a ANP preparou para discutir normas que tratam de atividades do abastecimento de combustíveis. Ontem, foram debatidas as revisões das Resoluções ANP nº 67/2011, que trata da aquisição/estocagem de etanol anidro, e nº 43/2009, sobre comercialização de etanol hidratado. Veja mais informações. O ciclo de workshops termina na manhã de 31/01, com o tema distribuição de combustíveis, previsto na Resolução nº 58/2014.

Os workshops são um primeiro passo no processo de revisão das resoluções, com o objetivo de dar transparência a ações previstas na Agenda Regulatória da ANP, e servirão de subsídio para o aperfeiçoamento das normas. Futuramente, conforme exige a legislação, os temas passarão por análise de impacto regulatório (AIR) e as possíveis minutas para alteração das resoluções serão submetidas ao processo de consulta e audiência públicas antes de sua publicação.

Os workshops são um primeiro passo no processo de revisão das resoluções, com o objetivo de dar transparência a ações previstas na Agenda Regulatória da ANP, e servirão de subsídio para o aperfeiçoamento das normas. Futuramente, conforme exige a legislação, os temas passarão por análise de impacto regulatório (AIR) e as possíveis minutas para alteração das resoluções serão submetidas ao processo de consulta e audiência públicas antes de sua publicação.
Resultado de imagem para Empresa anuncia contrato para fornecer equipamentos ao campo de Mero, no pré-sal

A fabricante de cabos e equipamentos para os setores de energia e telecomunicações Prysmian anunciou que fechou contrato para fornecimento ao campo de petróleo e gás de Mero, no pré-sal da bacia de Santos.

O acordo envolve o fornecimento de aproximadamente 60 quilômetros em umbilicais de aço (STU, na sigla em inglês) que serão produzidos em uma fábrica da Prysmian em Vila Velha, no Espírito Santo.

O campo de Mero, no bloco de Libra, pertence a um consórcio liderado pela Petrobras (40%) junto à anglo-holandesa Shell (20%), a francesa Total (20%) e as chinesas CNPC e CNOOC (10% cada).

Segundo a Prysiman, o negócio é um marco tecnológico para a indústria de óleo e gás do Brasil, uma vez que será o primeiro na região a utilizar umbilicais de aço.

A fabricante não informou os valores do contrato e nem mais detalhas sobre o negócio.
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Entre janeiro de dezembro de 2019, a movimentação geral de contêineres no Porto de Salvador superou o recorde histórico anual alcançado ano passado. No período, foram movimentados 211.540 contêineres, 4% a mais que o praticado em 2018, quando o resultado chegou a 203.979 contêineres.

Os grandes destaques do ano foram a Importação e a Cabotagem. Na Importação o volume de contêineres cheios cresceu 12%, com a movimentação de 44.149 contêineres, quando em 2018 o total foi de 39.439. Na Cabotagem o crescimento foi de 5%, também em contêineres cheios, quando comparado ao ano passado, sendo 50.101 em 2019 e 47.696 em 2018.

De acordo com Demir Lourenço, diretor executivo do Tecon Salvador, a Cabotagem já é um modal consolidado que apresenta resultados crescentes ano a ano. "Hoje, o mercado tem uma visão melhor e mais abrangente sobre as vantagens da Cabotagem, que vão desde a economia de custos a maior segurança e menor risco de avarias, além do impacto ambiental que tem redução de 90% na emissão de gases poluentes se comparado com o modal rodoviário. Mantivemos o atendimento a setores já consolidados, mas também ampliamos a atuação em outros segmentos, tais como Couro, Óleos e Lubrificantes e Cacau e seus derivados", explica Lourenço. Os principais destaques positivos do ano ficaram por conta dos segmentos de Móveis e utensílios (+116%), Siderúrgicos e Metalúrgicos (+113%), além de Químicos e Petroquímicos (+7%).

Já na Importação, o executivo aponta que a realização de leilões de energia renovável e o início de projetos nos últimos anos contribuíram para a frequente movimentação de cargas pelo terminal baiano. O Tecon Salvador atende a importantes indústrias que produzem equipamentos e geram energia solar e eólica. É através do Porto baiano que peças como pás, aerogeradores e hubs, cargas de grandes dimensões e especificidades, chegam aos parques de produção de energia renovável, incluindo o maior da América do Sul, em implantação no Piauí.

Nos últimos 5 anos houve a movimentação de mais de 275 mil toneladas de cargas de projetos "Em 2020 temos escalas programadas para o Parque em Piauí além do atendimento a outros projetos de energia renovável. Como os leilões de energia renovável foram retomados com regularidade e dada a expertise desenvolvida pelo terminal na movimentação deste tipo de cargas e seu bom relacionamento com os principais players do segmento, esperamos dar continuidade no atendimento destas cargas", aposta o diretor executivo do Tecon Salvador. Além de energia renovável, peças e equipamentos (+37%) e embalagem (+50%) também foram destaques do ano.
Resultado de imagem para Estatal vai comercializar gás da Bolívia para terceiros no Brasil, diz ANP

Medida faz parte do compromisso assumido pela Petrobras com o Cade para reduzir sua participação no mercado de gás.

A Petrobras pretende atuar como comercializadora do gás natural importado pela empresa da Bolívia, disse, o diretor da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), José Cesário Cecchi. Segundo ele, a petroleira brasileira repassará para terceiros uma parte do volume contratado junto à estatal boliviana YPFB e cobrará por uma margem de comercialização no negócio.

A medida faz parte do compromisso assumido pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para reduzir sua participação no mercado de gás.

Durante reunião de diretoria da ANP no ultimo dia 16/01, Cecchi citou que os valores dessa margem estão em negociação e que foram recentemente reduzidos para 2,4% sobre o preço da molécula importada da Bolívia.

“Ela [Petrobras] começou a negociar [a margem de comercialização] em 9,4%, o que consideramos um absurdo. Hoje pela manhã, teve uma reunião e foi oferecido [uma margem de] 2,4%”, afirmou o diretor da ANP.

Cecchi destacou que a atuação da Petrobras como comercializadora está em linha com o conceito de “gas release” (liberação de gás) — que consiste numa iniciativa de desverticalização na qual o agente dominante cede, compulsoriamente, volumes de gás (e capacidades de transporte nos gasodutos, por meio do “capacity release”) para concorrentes.

“Ela [Petrobras] vai repassar os contratos de venda da molécula que tem com a YPFB e de compra da capacidade de transporte que tem com a TBG [Transportadora Gasoduto Bolívia-Brasil], com uma margem de comercialização. Ela vai se tornar uma comercializadora para terceiros. É a essência do 'gas release'”, disse Cecchi.

Durante a chamada pública para contratação da capacidade do gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), a Petrobras contratou, sozinha, toda a capacidade do duto oferecida para 2020, de 18 milhões de metros cúbicos diários (m3/dia). Para 2021, no entanto, a petroleira reduziu o patamar para 8 milhões de m3/dia. Ou seja, a partir de 2021 a estatal liberará cerca de 10 milhões de m3/dia da capacidade do Gasbol para outras empresas.
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Método Potencial Engenharia, comemora novo contrato com a Braskem para realização de serviços de construção e montagem durante a Parada Geral de Manutenção da unidade localizada no Polo Petroquímico do Grande ABC, em Santo André (SP).

O escopo do serviço inclui a modernização dos fornos e de toda a linha de transferência, que resultará em maior eficiência na produção e melhorias nos indicadores de sustentabilidade.

“Estamos comemorando a conquista de mais um importante contrato. Vamos realizar serviços de construção e montagem durante a Parada Geral de Manutenção na unidade da Braskem, no Polo Petroquímico do Grande ABC, em Santo André (SP). Este acordo é um marco importante na diversificação de nossa carteira de clientes, e confirma nossa estratégia de expansão no setor privado para além do segmento de óleo e gás”, afirma a empresa em sua rede oficial de notícias.

“Levaremos para a Braskem toda nossa expertise, acumulada em mais de 31 anos de atuação no setor e 400 projetos de sucesso”, complementa Joel Peito, Diretor Executivo da Unidade de Negócios de Construção e Montagens Industriais da Método.

A obra está em fase de mobilização e o projeto tem prazo de conclusão previsto para maio de 2021.

A Braskem é a maior produtora de resinas termoplásticas nas Américas. Possui capacidade de produção de mais de 20 milhões de toneladas por ano de resinas e outros produtos químicos. Na região do Grande ABC são quatro unidades: uma de polietileno, uma de polipropileno e duas de produtos químicos.

Com o contrato assinado junto a Braskem, a Método somou R$ 1 bilhão de pedidos de carteira (backlog) em 2019, apenas em sua Unidade Industrial. No ano passado, a empresa conquistou 18 novos contratos e consolidou sua presença em projetos de engenharia no segmento de óleo e gás.

Atualmente, por meio de um joint-venture com a Shandong Kerui, a Método é responsável também pelas obras da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do COMPERJ, maior obra de engenharia do setor de O&G em andamento hoje no país e a maior da Petrobras pós Lava-Jato.

Ainda no Sudeste, a companhia atuou em diversos projetos para a Refinaria Henrique Lajes (REVAP), localizada em São José dos Campos (SP). Foi responsável, por exemplo, pelo fornecimento de bens e execução de serviços de projeto, construção civil e montagem eletromecânica, condicionamento, apoio à pré-operação e apoio à partida do Projeto GLP (C3) e C5+ da REVAP.

Já na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), localizada em Cubatão (SP), a Método foi responsável por realizar serviços relativos à parada de manutenção dos fornos.

No Amazonas, a empresa realizou serviços relativos ao projeto executivo, de desmontagem e de adequação no Núcleo de Santiago-BA, contemplando a transferência de instalações com transporte de equipamentos e sistemas, serviços de condicionamento, construção, montagem e apoio à Pré-Operação e à Operação Assistida, para a implantação da UPGN-4, na Estação Polo Arara da UO-AM.
Resultado de imagem para Obras de mobilidade urbana alcançaram um total de R$ 1,99 bilhão

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) apresentou um balanço de ações do ano de 2019. Segundo a pasta, os investimentos em obras de mobilidade urbana alcançaram um total de R$ 1,99 bilhão por meio do Orçamento Geral da União (OGU). Além disso, foram liberados R$ 3,37 bilhões em financiamentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Os valores contemplam o pagamento direto a obras do setor e os repasses para a execução de projetos por estados e municípios.

Mais de 1,3 milhão de empregos foram gerados no setor.

“Nós temos uma carteira muito grande de projetos de mobilidade no País e tivemos um volume importante de recursos aportados em obras por todo o Brasil. O setor tem um impacto enorme na qualidade? de vida das populações e esses investimentos trarão benefícios concretos no futuro”, explica o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto.

Os recursos de 2019 garantiram a conclusão de 739 obras de pavimentação e qualificação de vias que estavam em andamento por todo o Brasil, ao custo de R$ 103,68 milhões. O valor global desses empreendimentos corresponde a R$ 1,44 bilhão. Além disso, foram retomadas outras 76 obras que estavam paralisadas em 18 estados das cinco regiões do país. Os projetos estão avaliados em R$ 1,68 bilhão.

Gustavo Canuto destaca a importância dessas ações. “São obras que impactam milhões de brasileiros, seja nas pequenas cidades ou nas grandes metrópoles. O presidente Jair Bolsonaro colocou como meta a continuidade e finalização desses empreendimentos e é isso o que estamos fazendo”, frisa o ministro.

Principais ações

O metrô de Fortaleza (CE), que recebeu R$ 94,22 milhões do OGU em 2019, está entre os principais empreendimentos apoiados pelo MDR. A previsão é que a linha Leste transporte mais de 200 mil passageiros diariamente.

O metrô de Salvador (BA) teve acesso a pagamentos federais de R$ 193 milhões. O projeto como um todo contempla duas linhas de trens subterrâneos com extensão de 33 quilômetros, com 20 estações de parada e mais oito terminais de ônibus interligados. A estimativa é que 350 mil pessoas utilizem o sistema de transporte diariamente quando a obra for concluída.

A Linha Verde do BRT de Campinas (SP) contou com investimentos de R$ 44 milhões no último ano. O empreendimento terá 37 quilômetros de extensão e ligará a região central do município aos terminais Ouro Verde e Vida Nova, beneficiando mais de 1 milhão de pessoas.

A extensão da Linha 9 – Esmeralda, em São Paulo (SP), recebeu R$ 151,7 milhões para apoiar a construção de duas novas estações na ligação entre a cidade de Osasco (SP) e a capital paulista, beneficiando 110 mil usuários. Considerando toda a extensão da Linha 9 – Esmeralda, o potencial de atendimento é de 800 mil pessoas por dia.

O corredor de ônibus BRT Transbrasil, que fará a ligação de 32 quilômetros do Centro da capital fluminense ao bairro de Deodoro, na Zona Oeste, recebeu aportes de R$ 108,3 milhões do MDR em 2019. O empreendimento compreende 32 quilômetros de vias pavimentadas, além de quatro terminais e 28 estações. Espera-se que o corredor atenda cerca de 900 mil pessoas diariamente.

Tempo gasto em deslocamentos

Em 2020, um dos focos de atuação do MDR é apoiar as cidades com investimento em empreendimentos de transporte coletivo de grande porte nas Regiões Metropolitanas (RMs) brasileiras. O objetivo é diminuir o tempo gasto pelos trabalhadores com deslocamentos. Estudos apontam que mais de 20% da população das RMs gasta mais de 120 minutos em traslados.

“São duas horas por dia perdidas no trânsito. Com investimentos em transporte de massa possibilitando que se reduza o tempo de deslocamento dos empregados, você aumenta a produtividade. Ao aumentar a produtividade, você amplia a eficiência, o que leva ao crescimento real da economia. Para sermos competitivos no mundo, temos que aumentar a produtividade no Brasil. E várias ações no Governo estão sendo tomadas nesse sentido”, reforça Gustavo Canuto.