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O Porto de Suape tem demonstrado em números sua força no cenário nacional. De acordo com dados divulgados nesta semana pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o atracadouro pernambucano é líder na movimentação entre os portos públicos do Nordeste, com um total de 23,6 milhões de toneladas* movimentadas, e quinto no ranking nacional (+3,9% em relação a 2016). Com o resultado, permanece à frente de atracadouros como o de Itaqui (19,1 milhões de toneladas), Aratu (6,9 milhões de toneladas) e Salvador (5,1 milhões de toneladas) no Nordeste.

A liderança do porto pernambucano está diretamente atrelada à boa infraestrutura portuária, à localização privilegiada e à implantação de empreendimentos que impulsionam as operações, principalmente, as de granéis líquidos. As operações de cabotagem e contêineres também cresceram e firmaram a posição de Suape. “Desde 2014, Suape vem crescendo de forma expressiva. Desde aquele ano, o aumento na movimentação foi de 54%, o que demonstra o potencial do porto no cenário nacional”, pontuou o vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcelo Bruto.

Entre os portos públicos do país, o atracadouro se manteve na liderança nacional da movimentação de granéis líquidos (17,5 milhões de toneladas) e na navegação por cabotagem (15,3 milhões de toneladas). O bom resultado levou o atracadouro pernambucano a ultrapassar, mais uma vez, o Porto de Santos – o maior do país -, que somou 13,4 milhões de toneladas na movimentação de granéis líquidos e 13 milhões na navegação por cabotagem.

No campo das importações, o porto pernambucano alcançou o 4º lugar no ranking nacional. Foram 6,4 milhões de toneladas de produtos que chegaram de outros países pelo porto pernambucano. Em primeiro lugar nas importações nacionais aparece o Porto de Santos (23,4 milhões de toneladas). Em seguida, o Porto de Paranaguá (13,4 milhões de toneladas movimentadas) e o Porto de Rio Grande (6,4 milhões de toneladas).

O crescimento na movimentação de contêineres, que alcançou a maior marca já registrada por Suape, também colaborou para a performance geral. Em 2017, foram 461 mil TEUs mantendo o Porto em 4º lugar no ranking nacional. Novamente, a liderança é do Porto de Santos, com 2,9 milhões TEUs, seguido pelo Porto de Paranaguá (752 mil TEUs) e Rio Grande (744 mil TEUs).

Em 2017, o Complexo Industrial Portuário se destacou também por destravar projetos e conseguir investimentos extremamente importantes, que em curto prazo elevarão ainda mais os números da movimentação portuária. Com a ampliação de seu parque de tancagem, com investimentos privados de R$ 540 milhões, a capacidade estática de armazenagem de granéis líquidos passará de 700 mil m³ para mais de 1 milhão de m³ nos próximos anos. A expansão abrange as empresas Decal, Pandenor, Tequimar e Temape, instaladas no Porto Organizado de Suape.

Números

De acordo com a Antaq, o Porto de Suape registrou a movimentação total de 23.631.472 milhões de toneladas. O número está um pouco abaixo do divulgado pela equipe de estatística da Diretoria de Gestão Portuária de Suape que contabilizou a movimentação total de 23.808.042, considerando as operações de remoções, safamento e transferências internas que estão incluídos no faturamento do atracadouro.
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Mesmo com a queda de 2,8% no volume do setor de serviços em 2017, o segmento de transportes mostrou recuperação e cresceu 2,3% no ano, primeira alta desde 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo IBGE. O levantamento apontou também uma variação positiva de 0,5% entre novembro e dezembro.

Este foi o primeiro segmento de serviços a fechar um ano no positivo desde 2014, quando os serviços de informação e comunicação (4,8%) e o próprio transporte (3,1%) registraram crescimento. Em 2015 e 2016, por exemplo, o volume neste último segmento caiu 6,1% e 7,6%, respectivamente.

“O que podemos destacar é que o transporte realmente foi o único que teve um crescimento consistente. Foi um segmento que teve, de fato, uma reação. Isso se deve ao setor industrial, que é o grande demandante desse serviço. Isso beneficia o transporte terrestre, o aquaviário – também impulsionado pelas exportações – e a armazenagem”, explicou o gerente da pesquisa, Roberto Saldanha.

As duas atividades que impulsionaram o segmento foram o transporte rodoviário e o aquaviário, que tiveram altas acumuladas em 2017 de 0,9% e 17,5%, respectivamente, enquanto armazenagem, serviços auxiliares e de correio cresceu 8,1%. Somente o transporte aéreo apresentou queda, com baixa de 19,4% no ano.

Na comparação entre este mês e igual mês do ano anterior, dezembro teve o primeiro resultado positivo para o setor de serviços após 32 meses. O crescimento de 0,5%, no entanto, ainda não é suficiente para apontar se essa é uma recuperação consistente do setor.

“Estávamos desde março de 2015 sem resultados positivos. É um resultado só, não podemos ainda afirmar que se trata de uma recuperação. Mas, lógico, é um fato positivo. Por enquanto, só podemos ver essa reação no segmento de transportes”, encerra Saldanha.
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A ANP lançou o novo site das rodadas de licitações, disponível no endereço rodadas.anp.gov.br. O layout do site foi reformulado para oferecer uma navegação mais rápida e fácil, além de maior acessibilidade. O conteúdo está disponível em Português e em Inglês.

O novo site segue os padrões de layout e arquitetura dos órgãos do Poder Executivo Federal, possibilitando maior integração com o Portal da ANP.

Todo o conteúdo sobre as rodadas concluídas, em andamento e planejadas, que já existia no site anterior, foi mantido, e passa a ser apresentado de forma mais simples e com uma ferramenta de busca.

Além disso, foram incluídas ferramentas que facilitam o acesso a deficientes visuais, como atalhos de navegação padronizados e a opção para alterar o contraste. A iniciativa da ANP segue as diretrizes do Modelo de Acessibilidade em Governo Eletrônico - e-MAG.

As rodadas da ANP 

As rodadas de licitações promovidas pela ANP são leilões por meio dos quais a União concede o direito de explorar e produzir petróleo e gás natural no Brasil. Mais informações sobre as rodadas estão disponíveis na página "Entenda as rodadas".

Em 2018, estão programadas a 15ª Rodada de Licitações, que ofertará blocos em terra e em mar (pós-sal), no regime de concessão, e a 4ª Rodada de Partilha da Produção, com blocos no pré-sal.

Também terá início este ano a oferta permanente de áreas, que consiste na oferta contínua de campos devolvidos (ou em processo de devolução) e de blocos exploratórios ofertados em licitações anteriores e não arrematados ou devolvidos à agência. A partir do final de abril, as empresas interessadas poderão consultar no novo site das rodadas as regras para participação e os parâmetros técnicos e econômicos das áreas, quando o processo de licitação será iniciado de forma contínua.
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A demanda global por petróleo em 2018 deverá crescer 1,6 milhão de barris por dia graças a um “ambiente encorajador”, disse o secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Mohammad Barkindo.

Ele disse que os estoques comerciais de petróleo da OCDE subiram em janeiro e ficaram cerca de 74 milhões de barris acima da média de cinco anos.

Barkindo destacou ainda que a aderência dos país membros e não membros da Opep ao pacto de redução de oferta de petróleo foi de 133 por cento em janeiro e de 107 por cento em todo o ano de 2017.

Um encontro técnico para entre integrantes da Opep e aliados está marcado para acontecer em junho, concluiu o secretário-geral, que falou durante conferência em Abuja, na Nigéria.
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O conglomerado nacional Ultra, dono da rede de postos de combustíveis Ipiranga, corre contra o relógio para conseguir a aprovação, mesmo com pesadas restrições, da compra da Liquigás, que pertence à Petrobrás, pela Ultragaz, divisão de gás de cozinha da companhia.

O caso, que deve ser julgado no dia 28, é importante tanto para a estatal – que está em processo de desinvestimentos de ativos não estratégicos – quanto para o Ultra, que busca se isolar na liderança em gás com a transação. Em agosto passado, o Ultra teve um importante negócio barrado pelo órgão antitruste: a compra da rede de postos Ale pela Ipiranga.

O acordo entre as distribuidoras de gás é considerado uma operação complexa, por causa da alta concentração de mercado em algumas regiões do País. Por isso, o grupo Ultra concordou em assinar uma cláusula em que a Petrobrás receberia R$ 280 milhões, ou 10% do valor anunciado do negócio, de R$ 2,8 bilhões, caso a operação seja barrada pelo Cade. A aposta do Ultra é alta, segundo fontes de mercado, uma vez que tradicionalmente essa taxa de insucesso, ou break-up fee, varia de 3% a 5% do valor da transação.

Anunciado em novembro de 2016, o processo de aquisição da Liquigás pela Ultragaz foi bastante competitivo, atraindo os principais concorrentes brasileiros, como a holandesa Supergasbrás (SHV), a Nacional Gás, do grupo Edson Queiroz (ramo da família Jereissati), e a Copagaz, do empresário Ueze Zahran, além de investidores estrangeiros, como o turco Aygaz.

Ativo cobiçado

Estado apurou que os principais concorrentes na disputa pela Liquigás estão acompanhando de perto os próximos passos do Cade e têm interesse em fazer uma oferta pelo negócio, caso a operação seja barrada. O valor, contudo, deverá ficar abaixo do ofertado pelo Ultra, segundo pessoas a par do assunto.

Pelo menos duas rivais, a SHV e a Nacional Gás, enfrentariam os mesmos problemas de concentração da Ultragaz. Fontes ligadas a essas empresas confirmaram interesse e disseram ter “alternativas” para evitar o veto do Cade. A Copagaz e a Aygaz também estão de olho no negócio, caso seja barrado. Procuradas pela reportagem, SHV e Copagaz não comentam. Nacional Gás e Aygaz não retornaram os pedidos de entrevista.

Na visão do advogado Ricardo Gailard, do escritório Cescon, Barrieu, as chances de o negócio ser aprovado pelo Cade são mínimas por causa do domínio de Liquigás e Ultragaz. Ele acompanha o caso como parte interessada, uma vez que representa a Copagaz, uma das derrotadas na briga pela Liquigás.

Negociações. No entanto, o grupo Ultra, um dos maiores conglomerados do País, que faturou R$ 75,6 bilhões em 2016, não jogou a toalha, segundo fontes. A Petrobrás também está defendendo em Brasília a aprovação do negócio. No dia 31 de janeiro, o diretor financeiro da estatal, Ivan Monteiro, esteve no Cade para discutir o assunto. Procurados, Ultra e Petrobrás também não comentam.

Várias alternativas foram estudadas, conforme informou o Estadão/Broadcast em janeiro. Entre elas estão o compartilhamento de bases de operação e a venda de marcas secundárias, como Tropigás e Novogás.

Outra opção aventada é vender a marca Liquigás. No entanto, uma regra da Agência Nacional do Petróleo (ANP) impede que uma empresa use o botijão de outra concorrente – o que pode inviabilizar a venda de marcas, pois isso exigiria a recompra de milhões de botijões pelo País. Seria caro e demorado entregar os botijões com a grafia da empresa vendida para quem comprar o negócio.
Resultado de imagem para noticias trecho Eletrobrás

Sem a reforma da Previdência e com um ano pela frente, o governo Michel Temer passou a considerar 15 pontos como projetos prioritários para serem aprovados no Congresso neste ano. “Estamos aqui repautando todo o processo, não só com medidas de ajuste”, afirmou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

A proposta de autonomia do Banco Central é a única que tinha sido, na prática, abandonada pelo governo Michel Temer e agora volta à agenda. Polêmica, a proposta foi amplamente defendida pelo governo antes de ser colocada de lado ainda em 2016. Segundo um integrante da equipe econômica, o governo vai aproveitar a proposta já em tramitação do senador Romero Jucá (MDB-RR), que prevê inclusive a fixação de mandato para presidente e diretores que não coincide com o do presidente da República.

“É um projeto que, de fato, é discutido há bastante tempo. Eu defendi por muito tempo, e nunca houve uma decisão política. Agora, existe uma decisão política”, disse Meirelles.

Outro ponto importante dessa agenda é a privatização da Eletrobrás, que ainda precisa do aval do Congresso para se concretizar e que renderia R$ 12,2 bilhões aos cofres públicos. O pacote inclui ainda uma simplificação da cobrança do PIS/Cofins e a implementação efetiva do cadastro positivo (lista de bons pagadores que em tese reduziria os custos dos empréstimos).

Foram incluídos ainda um novo marco legal de licitações e contratos, programa de recuperação e melhoria empresarial das estatais e atualização da Lei Geral de Telecomunicações.

Jucá afirmou que as lideranças políticas no Congresso Nacional vão definir um “ritmo forte de votação” dos 15 pontos listados agora como prioritários. Segundo ele, haverá um “esforço concentrado”, em conjunto com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para levar adiante as medidas. Ele reconheceu, porém, que será um ano “extremamente corrido”, com interrupções e com eleições. “O calendário é apertado, mas o Congresso vai dar conta do recado”, assegurou.

Jucá lembrou que, além dos 15 pontos, existem hoje 21 Medidas Provisórias (MPs) a serem votadas pelo Congresso, como a tributação de fundos exclusivos, o adiamento de reajuste dos servidores públicos e o aumento da contribuição previdenciária do funcionalismo. Segundo ele, essa agenda vai melhorar o ambiente econômico. “A reforma da Previdência não pode ser votada, é imperativo constitucional”, afirmou.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a agenda “revigorada” aumentará “consideravelmente” a credibilidade do governo. Ele ressaltou que permanece na pauta o conjunto de medidas de ajuste enviadas via Medida Provisória (MP), como o adiamento do reajuste dos servidores, o aumento da alíquota previdenciária do funcionalismo e a mudança na tributação de fundos exclusivos de investimento, para clientes de aleta renda.

‘Passo maior’. Escalados para anunciar a suspensão oficial da reforma da Previdência, os ministros de Temer tentaram desvincular a interrupção da proposta que muda as regras da aposentaria – principal aposta do governo para frear o endividamento público – com a decisão de Temer de decretar a intervenção na segurança do Rio. Para Padilha, a situação no Rio ficou insustentável e o presidente e o governador Luiz Fernando Pezão, depois de diversos decretos de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) eles concluíram “que tinha de ser dado passo maior”. “Tivemos que reconhecer que agora temos que ter uma pauta prioritária”, admitiu Padilha.

O ministro reconheceu que o presidente vai usar a bandeira da segurança pública como seu legado nas eleições e que o anúncio da criação do Ministério Extraordinário da Segurança mostra isso. “O tema será sim uma marca do presidente Temer.”

Novas prioridades no Congresso

1. Reforma do PIS/Cofins

2. Autonomia do Banco Central

3. Marco legal de licitações e contratos

4. Nova lei de finanças públicas

5. Regulamentação do teto remuneratório

6. Privatização da Eletrobrás

7. Reforma de agências reguladoras

8. Depósitos voluntários no Banco Central

9. Redução da desoneração da folha de pagamento

10.  Plano de recuperação e melhoria empresarial das estatais

11.  Cadastro positivo

12.  Duplicata eletrônica

13.  Regulamentação dos distratos (desistência da compra de imóveis na planta)

14.  Atualização da Lei Geral de Telecomunicações

15.  Extinção do Fundo Soberano.
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O governo federal prevê arrecadar neste ano 1 bilhão de reais com a comercialização de petróleo e gás da União produzidos no pré-sal sob regime de partilha de produção, disse à Reuters o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix.

O montante considera volumes de 5 milhões de barris de óleo equivalente, produzidos entre 2015 e 2018, segundo o secretário, que também é presidente do Conselho de Administração da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), estatal responsável por representar os direitos da União nos contratos de partilha.

Félix ressaltou que os recursos poderão agora ser obtidos após o governo publicar em dezembro uma medida provisória que autorizou a PPSA a comercializar diretamente petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos da União.

“Essa e outras iniciativas como os leilões de áreas de exploração e produção, retomados com grande sucesso em 2017 e já programados para 2018, impulsionam o Brasil para uma rota virtuosa de desenvolvimento”, afirmou ele, ressaltando sua perspectiva de reflexos do setor na recuperação econômica do Rio de Janeiro.

Os recursos deverão ajudar o governo federal a fechar as suas contas. Além do montante com a comercialização da produção do pré-sal, a União prevê receber 3,5 bilhões de reais neste ano com leilões de áreas exploratórias.

O modelo de partilha de produção, que viabiliza o pagamento do chamado “óleo lucro”, foi criado no passado para que a União pudesse se apropriar de uma maior riqueza gerada pela produção de petróleo do pré-sal, que conta com grandes reservas que apontam para elevada produtividade. No outro modelo, o de concessão, mais antigo e consolidado no Brasil, as petroleiras pagam ao governo apenas royalties e participações especiais.

Anteriormente, a PPSA apenas poderia contratar diretamente a Petrobras ou fazer uma concorrência pública para a contratação de um outro agente comercializador para o petróleo do pré-sal sob regime de partilha.

A PPSA chegou a negociar com a petroleira estatal, mas ambas as empresas não alcançaram um entendimento.

PRIMEIRA CARGA 

A União deverá vender a sua primeira carga, com cerca de 500 mil barris de petróleo do campo de Mero, na área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, até a primeira quinzena de abril, revelou Félix.

Libra, primeira área a ser licitada sob regime de partilha de produção, em 2013, e que entrou em produção em novembro de 2017 em teste de longa duração, será responsável por uma parte relevante da arrecadação com as vendas da União neste ano.

A importante Libra é operada pela Petrobras, em parceria com a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNPC e Cnooc.

A Shell conclui no começo do mês o seu primeiro carregamento de Libra, após a Petrobras realizar seu primeiro embarque da área.

No início de fevereiro, a Petrobras informou que a área estava produzindo em um poço 20 mil barris de petróleo por dia e que deveria dobrar o volume até o fim do mês.

Além de Libra, os recursos adicionais de arrecadação serão obtidos a partir da equalização de gastos e volumes de acordos de individualização da produção (AIPs) no polígono do pré-sal.

Nestes casos, os AIPs são necessários quando áreas já contratadas dentro do polígono do pré-sal contêm jazidas que se expandem para áreas da União ainda não leiloadas e que por lei deverão ser regidas sob regime de partilha de produção.

Félix preferiu não dar detalhes sobre o andamento dos AIPs em curso.
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Como publicado em primeira mão aqui no Notícias do Trecho há algumas semanas, a Petrobras divulga, a partir de agora, em seu site, o preço médio do litro da gasolina e do diesel em suas refinarias e terminais no Brasil. Os valores não consideram tributos. Essa mudança dá mais transparência à composição do preço final dos combustíveis.

Após o reajuste que entrará em vigor hoje (20), o preço médio do litro da gasolina A sem tributos comercializado pela Petrobras será de R$ 1,5148 e o do litro do diesel A será R$ 1,7369. A média nacional considera os preços à vista, sem encargos, praticados nos diversos pontos de venda, que variam ao longo do território nacional, para mais ou para menos em relação à média.

As revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis.

Reajuste acumulado 

Segundo os dados da ANP, o preço médio da gasolina em outubro de 2016 - quando foi adotada a nova política de preços da Petrobras - era de R$ 3,69 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 4,23 o litro. Houve, portanto, uma variação de 54 centavos. Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 9 centavos, ou seja, um sexto do ajuste total. No caso do diesel, o preço médio em outubro de 2016 era de R$ 3,05 por litro. Em fevereiro de 2018, havia subido para R$ 3,40 o litro. Houve, portanto, uma variação de 35 centavos. Neste total, os ajustes feitos pela Petrobras respondem por 12 centavos, ou seja, cerca de um terço do ajuste total.

Não há mudanças na política de preços da Petrobras 

A política de preços da Petrobras para diesel e gasolina não teve alterações. Os preços dos derivados são atrelados aos mercados internacionais e podem variar diariamente, como outras commodities, a exemplo da soja, do trigo e do aço. De acordo com as cotações internacionais, pode haver manutenção, redução ou aumento nos preços praticados nas refinarias.

GLP comercializado para botijão de gás de cozinha custa R$ 23,16 

O site da Petrobras também passa a informar o valor médio do GLP residencial comercializado pela Petrobras às distribuidoras para envase em botijão de gás de cozinha. Atualmente, seu preço médio sem tributos é equivalente a R$ 23,16 por botijão de 13kg.

Em janeiro, a Petrobras divulgou a revisão da política de preços do GLP de uso residencial com o objetivo de reduzir a volatilidade de preços do produto. A revisão alterou a frequência dos reajustes de mensal para trimestral e introduziu um mecanismo de compensação pelas diferenças entre os valores que seriam praticados pela política anterior e aqueles adotados pela metodologia atual, sem, portanto, impactar negativamente o resultado da companhia. A referência continua a ser o preço do butano e propano comercializado no mercado europeu acrescido de margem de 5%.
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Raquel Dodge assumiu a PGR em setembro do ano passado, anunciando que o grupo de trabalho responsável pela Lava Jato na procuradoria herdaria 185 investigações sobre poderosos.

Passados cinco meses, há 124 inquéritos originários da operação. A queda do número se deve a uma série de motivos: arquivamentos, migração para outras instância e até baixas de casos que já estavam encerrados.

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Focada em criar e desenvolver novas tecnologias que permitam reduzir custos e aumentar a produtividade, a Shell firmou um acordo com a Universidade de São Paulo (USP) e a SBM Offshore em projeto de sistema de captação de água de resfriamento em profundidades elevadas para plataformas flutuantes do tipo FPSO, com investimento previsto de até US$ 2 milhões. A água, obtida em temperaturas mais baixas, vai gerar melhorias na eficiência dos sistemas de geração de energia, compressão de gás, entre outras utilidades, gerando expressivos benefícios ambientais, além de otimização de custos operacionais.

“No mundo de hoje, inovação e desenvolvimento sustentável são pilares fundamentais da estratégia de qualquer empresa. Através deste projeto, teremos a oportunidade única de aplicar o conhecimento e as habilidades de engenheiros brasileiros em estudos para a otimização e eliminação de gargalos em plantas de processo e utilidades de FPSOs", destaca José Ferrari, Gerente de Tecnologia da Shell.

O projeto consiste em um tubo de grande diâmetro e comprimento entre 600m e 1000m, feito de material especial. Atualmente, a captação de água de resfriamento se dá através de mangotes flexíveis cujo comprimento gira em torno de 80m, obtendo água em temperaturas próximas de 25oC. A expectativa é de que, com o novo sistema, seja possível reduzir essa temperatura em até 15 graus.

"É uma honra para a SBM Offshore apoiar o desenvolvimento tecnológico no Brasil por meio deste projeto, cujo impacto é muito significativo na exploração e produção de petróleo, em particular tendo em vista a complexidade e os desafios dos campos brasileiros do pré-sal. A SBM também vê o acordo como uma ótima oportunidade para reforçar o seu compromisso dos últimos 20 anos de investir no Brasil", celebra Guilherme Pinto, Gerente de Engenharia & Tecnologia da SBM Offshore do Brasil.

A expectativa dos parceiros é que o projeto seja executado em 15 meses, até que atinja um nível elevado de maturidade tecnológica. Obtendo resultados positivos nesta primeira fase, a implementação em FPSOs, após a realização de testes de campo em escala real, será em um prazo de três anos.

“A realização deste relevante projeto é um brilhante exemplo do desenvolvimento de tecnologia a partir de conhecimento cunhado na universidade para atender as demandas por inovação da indústria”, ressalta Kazuo Nishimoto, professor da Escola Politécnica da USP.

A nova tecnologia será financiada com recursos da cláusula de Pesquisa & Desenvolvimento dos contratos de concessão da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e conta ainda com o apoio do Instituto Oceanográfico da USP, do Centro de Caracterização e Desenvolvimento de Materiais da Universidade Federal de São Carlos e da Empresa de Base Tecnológica Argonáutica Engenharia e Pesquisas.
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A Refinaria Landulpho Alves (RLAM), localizada no município de São Francisco do Conde na Bahia é a segunda maior do Brasil, mas está em franco declínio de produção. E isto em um momento em que o preço do litro de gasolina está em torno de R$ 4,30 em Salvador. A lógica, pela lei da oferta e da procura que rege o capitalismo, é que quanto maior a primeira, menor o preço do produto.

 Segundo informações da Federação Única dos Petroleiros (FUP), as unidades que produzem gasolina operam hoje com 66% de sua capacidade e as três plantas de produção de óleo diesel devem ser fechadas hoje – a Petrobras não confirma.

A paralisação ocorre, segundo a federação, porque já não há espaço para estocar a produção, que já vem caindo desde quando a Petrobras iniciou sua nova política de preços - em meados do ano passado -, que reajusta diariamente os preços do diesel e da gasolina, buscando um alinhamento ao valor cobrado no mercado internacional e cobrir perdas provocadas pela política anterior.

A isso se somou uma medida do governo federal que derrubou tarifas de importação de derivados do petróleo, o que, de alguma forma poderia baixar o preço nas bombas. Porém, o que vingou foi o fato de que para as importadoras comprar no extetrior ficou mais vantajoso que comprar da Petrobras.

Resposta evasiva

Questionada sobre a queda na produção e possível  interrupção das plantas de óleo diesel, a Petrobras emitiu um comunicado em que disse que “por ora, não há decisão sobre eventual parada na RLAN”.  Afirmou também que opera seus ativos “com o objetivo de maximizar seus resultados”. Coordenador do Sindpetro e ex-membro do Conselho de Administração da Petrobras, Deyvid Bacelar afirmou que em seis meses a BR Distribuidora (subsidiária da Petrobras que atua no mercado de venda e revenda de combustíveis) perdeu de 3 a 5% da fatia que tinha no mercado. Ainda segundo ele, a RLAN tem demitido trabalhadores, passando de 1,4 mil diretos para 900; e, ente os indiretos, de 5 mil para 1,5 mil.

O Sindpetro marcou uma assembleia da categoria para hoje. “A parada na produção de diesel nos foi informada por um alto gerente da Petrobras. A queda na produção é vista em todas as refinarias, mas a RLAN será a primeira a ser paralisada”, comentou.

Acompanhamento

A queda de produção da RLAN preocupa o setor industrial da Bahia. A coluna procurou as secretarias estaduais da Fazenda (Sefaz) e do Desenvolvimento Econômico (SDE) para levantar o impacto da queda de produção na arrecadação e na geração de empregos. Recebeu resposta apenas da primeira: “A Sefaz vem acompanhando, junto à empresa, as medidas que esta vem adotando, a fim de entender o que está acontecendo. A manutenção da atividades da Petrobras na Bahia interessa a todos os baianos, independente das providências destinadas a compensar eventuais perdas de arrecadação”.

Impacto

O coordenador do Comitê de Petróleo e Gás Natural da Federação das Indústrias da Bahia (Fieb), Humberto Rangel, afirmou estar preocupado. "A RLAM tem capacidade de refinar 300 mil barris/dia, mas que está operando, em média, 190 mil barris”, falou. “Há uma substituição da produção nacional pela importada, com impacto na geração de empregos e na arrecadação de impostos”. 
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Segundo Viktor Andrade, sócio de fusões e aquisições do Centro de Energia e Recursos Naturais da EY, com a redução das encomendas da Petrobras após a Lava-Jato, algumas empresas brasileiras entraram em colapso financeiro. Agora, há uma reorganização da cadeia. Dados da Petrobras endossam a avaliação de Andrade. Segundo a estatal, foram 1.100 estrangeiras contratadas em 2014, número que caiu para 500 em 2016 e se manteve no mesmo patamar no ano passado:

– Dentro da reorganização do setor de fornecedores, as empresas de serviço no Brasil precisam do capital do exterior para se reerguer.

Para Rodrigo Mattos, diretor-executivo da Alvarez & Marsal, o Brasil está vivendo um movimento positivo no setor de petróleo e gás. Segundo ele, o potencial de reservas no pré-sal, as regras mais atrativas à exploração, com as novas normas de conteúdo local, e a melhora dos preços internacionais do petróleo têm feito as petroleiras do exterior aumentarem seus investimentos no país. Com isso, disse ele, elas acabam trazendo também seus fornecedores:

– Temos percebido um movimento forte de associações e aquisições de empresas locais por estrangeiros para acelerar seu processo de instalação e contratação de mão de obra. Muitas dessas companhias brasileiras estão atravessando ou atravessaram processos de reestruturação por causa da crise gerada com a redução dos investimentos da Petrobras.
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Após três anos de poucos investimentos, a Petrobras terminou 2017 com números bem animadores. A estatal, que sofreu com as investigações da Operação Lava Jato, tem o objetivo de aumentar a produção de petróleo. Com isso, irá abrir três licitações para serviços de reformas em 39 plataformas na Bacia de Campos. O valor pode chegar a R$ 3 bilhões, o que deve gerar cerca de três mil empregos na cidade de Macaé, no Norte do estado do Rio, segundo estudos da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços para a Indústria (Abespetro).

A região já vive a expectativa de novos investimentos e oportunidades. Empresários e trabalhadores estão voltando a apostar no setor, que foi teve fechada cerca de 40 vagas com a crise da Petrobras nos últimos anos.

As licitações e contratações deverão ser concluídas até abril. Os serviços que serão feitos nas plataformas da Bacia de Campos são de manutenção, pintura, troca de equipamentos e caldeiraria.

Diferente dos anos antes da Operação Lava Jato, cerca de 20 empresas foram convidadas para participar das licitações. Segundo a Abespetro, isso deixa a concorrência mais disputada e melhora o serviço da estatal. Antes das investigações, apenas duas ou três empresas dominavam os trabalhos. A expectativa dos especialistas no setor de petróleo é que os investimentos vão aumentar ainda mais nos próximos meses.
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Procurador da Lava-Jato em Curitiba, Carlos Fernando dos Santos Lima rejeitou a intervenção militar no Rio iniciada por Michel Temer.

Segundo Lima, a unica motivação de Temer foi a de arranjar uma tábua de salvação para seu governo.

“Sei que a situação do Rio de Janeiro é desesperadora e que é preciso reagir, mas tudo deve ser feito dentro da legalidade. Não existem mandados de busca coletivos em endereços genéricos. É preciso deixar claro ao senhor Presidente da República, conhecido constitucionalista, os limites do estado de direito”, escreveu.

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O calendário de concessões e privatizações federais este ano concentra no último trimestre operações que somam investimentos de R$ 45 bilhões. Para economistas e especialistas do setor de infraestrutura, no entanto, é pouco provável que esses leilões de fato sejam realizados este ano. Primeiro, porque a programação coincide com o período eleitoral, de grandes incertezas políticas. Também pesam contra os processos de audiência pública, auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e trâmites burocráticos de licenciamento ambiental. Esse conjunto de fatores deve empurrar o cronograma para 2019.

“Esse calendário não é viável. Estamos falando de investimentos pesados e complexos, que demandam estudos aprofundados. O investidor precisa traçar cenários, mas ele nem sabe o que virá em outubro”, comenta Paulo Lins, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV). “Acredito que nada disso acontecerá neste ano. Tudo vai parar perto das eleições.”

Para Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), parte dos projetos previstos pelo governo só tem chance de avançar no último trimestre do ano se houver candidaturas de peso à Presidência da República alinhadas aos planos do governo. “O calendário político vai ditar isso. Os investidores não são bobos. Tudo depende do candidato que estiver liderando as pesquisas.”

Os R$ 45 bilhões referem-se a investimentos assumidos pelos concessionários ao longo do período da permissão. Não é dinheiro para engordar o caixa do Tesouro Nacional. O último relatório de avaliação de receitas e despesas do governo federal prevê uma receita com concessões de R$ 20,244 bilhões este ano. O valor subiu R$ 1,35 bilhão em relação à estimativa anterior, que era de R$ 18,89 bilhões. Essa alteração incorpora a 15 ª rodada de concessões na área de petróleo e a 4ª rodada de áreas do pré-sal sob o regime de partilha – previstas ainda para o primeiro semestre –, além da redução das receitas no setor de aeroportos depois do processo de reprogramação de outorgas aprovados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

PPI

 A escala do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) prevê para o último trimestre a oferta de 13 aeroportos, seis rodovias e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), na Bahia, que não tem sequer a definição sobre onde será seu terminal portuário. O pacote pré-Natal traz ainda a privatização da Casa da Moeda, das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CEA Minas), da Companhia de Armazéns e Silos do Estado de Minas Gerais (Casemg) e da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

O PPI foi uma das primeiras iniciativas do governo Temer, em 2016, na tentativa de recuperar a economia incentivando investimentos privados em projetos de infraestrutura. Em agosto do ano passado, sob pressão para fechar as contas públicas, o governo anunciou a intenção de privatizar 57 empreendimentos, incluindo o aeroporto de Congonhas – depois retirado da lista –, a Eletrobrás e a Casa da Moeda. A expectativa era obter R$ 40 bilhões em bônus.

Viabilidade

 Ainda há sérias dúvidas sobre a viabilidade de oferta de outros empreendimentos estratégicos, como a Ferrogrão, que tem previsão de ser concedida no segundo trimestre. A construção da ferrovia que ligaria Mato Grosso e Pará está estimada em R$ 15 bilhões. A etapa de consulta pública foi concluída pelo governo, mas o TCU não tem ainda parecer prévio sobre o projeto.

A exceção dos planos de concessão e privatização, segundo especialistas, fica por conta do setor elétrico e de petróleo. A privatização da Eletrobrás, apesar das dificuldades que enfrenta para avançar no Congresso, é vista com bons olhos pelo mercado, independentemente do cenário político, dada a qualidade dos ativos que estão nas mãos da estatal, praticamente metade do parque elétrico brasileiro.

No setor de petróleo, a projeção é de um megaleilão com a oferta de áreas do excedente da chamada cessão onerosa em meados de junho, com perspectiva de receitas que variam entre R$ 75 bilhões e R$ 90 bilhões. A expectativa do governo com esse certame é grande, porque pode resultar em outorgas bilionárias, com impacto direto no caixa.

Não é o que ocorre com os leilões de rodovias e ferrovias, por exemplo, onde o governo busca, basicamente, um investidor disposto a assumir o projeto e fazer investimentos ao longo das concessões.

“A grande jogada do governo neste ano é a extensão da cessão onerosa do petróleo. Isso sim é algo factível. Outros projetos de infraestrutura logística tendem a encontrar dificuldades”, disse Adriano Pires, do Cbie

As distribuidoras de energia no Norte e no Nordeste do País estão com leilão previsto para o segundo trimestre do ano também. Na semana passada, a assembleia-geral de acionistas da Eletrobrás aprovou a privatização das empresas e retirou um dos maiores entraves ao processo, deixando a dívida das companhias, de R$ 19,7 bilhões, integralmente com a holding.

Assim, as distribuidoras podem ser adquiridas “limpas” pelos novos investidores. A intenção é leiloar seis distribuidoras até 30 de abril.A secretaria do Programa de Parceiras de Investimentos (PPI) foi procurada para comentar o assunto, mas não se manifestou até o fechamento desta edição.

Para lembrar. Auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitaram integralmente a minuta do edital e os estudos para a primeira concessão de rodovia prevista para este ano, a Rodovia de Integração do Sul (RIS). A conclusão é que o estudo que baseou a minuta, feito pela empresa candidata à concessão, “omitiu importantes investimentos” necessários para o trecho, apresentou “diversas inconsistências” e “assimetria de informações”, além de favorecer a inclusão de aditivos contratuais após a realização do leilão, favorecendo a empresa com o aumento de tarifas de pedágio.

Com base nas constatações sobre este projeto, o TCU decidiu que vai fiscalizar cada um dos contratos que o governo firmou desde 2015 seguindo a modelagem de Procedimento de Manifestação de Interesse Público (PMI), que repassa da União para a iniciativa privada a elaboração de estudos que asseguram a viabilidade das concessões.

O secretário de coordenação de projetos da Secretaria Especial do PPI, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o governo irá contestar a avaliação da área técnica do TCU. O governo também já deixou de usar o modelo de PMI nas concessões.





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O setor portuário brasileiro (portos públicos + terminais de uso privado) movimentou 1,086 bilhão de toneladas no ano passado. Esse valor corresponde a um crescimento de 8,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 1,002 bilhão de toneladas. Os dados são da Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq.

Em relação ao tipo de carga, destaque para o granel sólido. Em 2017, foram 695,4 milhões de toneladas movimentadas em 2017, um incremento de 10,3%. O milho e a soja se evidenciaram, com crescimento de 71,8% e de 31,5%, respectivamente, sobre 2016.

Quanto ao granel líquido, foram 230,2 milhões de toneladas movimentadas no ano passado, o que correspondeu a um crescimento de 3,8%. Destaques para a importação de derivados de petróleo (+32%) e para a exportação de petróleo bruto (+19%). A movimentação da carga geral solta também aumentou: 54,2 milhões de toneladas, um incremento de 7,6% em relação a 2016.

Quanto à movimentação de contêineres, registrou-se crescimento na movimentação tanto em tonelagem quanto em TEUs. Para o primeiro, movimentação de 106,2 milhões de toneladas (+6,1%). Em relação ao segundo, 9,3 milhões de TEUs (+5,7%).

Porto público x Porto Privado

Em relação ao tipo de instalação, tem-se que os terminais de uso privado movimentaram 721,6 milhões de toneladas em 2017, um crescimento de 9,3% em relação a 2016, quando foram movimentadas 660 milhões de toneladas. Os portos públicos movimentaram 364,5 milhões de toneladas, um incremento de 6,3% sobre 2016, quando foram movimentadas 342,8 milhões de toneladas.

“Vale destacar que se analisarmos de 2010 a 2017, houve importantes crescimentos na movimentação”, afirmou Fernando Serra, gerente de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq, referindo-se aos seguintes números: aumento de 22,7% na movimentação de carga nos portos públicos; de 32,9% nos terminais de uso privado; e no total, crescimento de 29,3%.

Navegação

Levando-se em conta a navegação, a Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho da Antaq também registrou crescimento na movimentação. No longo curso, foram 803,3 milhões de toneladas movimentadas, um aumento de 8% em relação a 2016. Na cabotagem, 221,8 milhões de toneladas (+3,8%). Na navegação interior, a maior variação: crescimento de 37,8%, com 57,3 milhões de toneladas movimentadas. As navegações de apoio portuário e apoio marítimo movimentaram 3,6 milhões de toneladas.
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Há mais de uma década que 65% de toda a carga transportada pelos portos brasileiros passa pelos terminais de uso privado (TUPs). Os TUPs apresentaram crescimento de 9,3% em 2017 comparado ao ano anterior. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (15/2) em evento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que divulgou as estatísticas do setor aquaviário de 2017.

Para o diretor-presidente da Associação de Terminais Privados (ATP), Murillo Barbosa, os dados reforçam a alta capacidade de operação dos TUPs e as projeções de aumento no investimento e expansão do setor. A convite da Antaq, a ATP fez destaques em relação à movimentação de contêineres, como em Chibatão (AM) e Porto Itapoá (SC), que, em curto prazo, têm previsão de investimentos em equipamentos e modernização da infraestrutura para aumentar a área de armazenagem e expansão do cais. Já no médio prazo, o TUP Porto do Pontal pretende iniciar suas obras no segundo semestre deste ano.

“As soluções logísticas para o País passam pelos terminais de uso privado, que são a nova tendência no cenário portuário com a construção de grandes complexos a exemplo do Porto do Açu”, afirmou o presidente da ATP. Ele destacou que o desafio do setor é a melhoria na infraestrutura terrestre e aquaviária do País.

Entre as principais mercadorias transportadas, o minério de ferro é o carro-chefe das exportações, com participação de 58%, seguido pela soja (10%), contêineres (7%), milho, açúcar, petróleo e derivados- que responderam pelo crescimento de 4%. O principal destino das exportações é a China, seguido pela Holanda e Malásia-que são entrepostos comerciais de distribuição para outras regiões. Em quarto lugar está o Japão e logo após os Estados Unidos.

Apenas na exportação de minério de ferro, 88% da carga enviada a outros países, o equivalente a 349 milhões de toneladas, passa pelos portos privados. Somente 12% são exportados via portos públicos, o que corresponde a 46 milhões de toneladas.

O diretor-geral da Antaq, Adalberto Tokarski, garantiu que o objetivo do órgão é “visualizar o que precisa ser melhorado na gestão portuária, tirar a burocracia e dar agilidade ao setor”. Em sua apresentação, ele destacou o crescimento de 511% na movimentação de cargas do TUP Hidrovias do Brasil Vila do Conde, que movimentou cerca de 4,7 milhões de toneladas em 2017, tendo a soja e o milho como principais mercadorias.

Também ressaltou o crescimento de 164% na movimentação de cargas do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam), da operadora logística VLI, que transporta mercadorias como fertilizantes, soja, milho, açúcar e de 50% no Porto Sudeste do Brasil, que exporta minério de ferro.
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Às vésperas de completar 40 anos, o Distrito Industrial de Camaçari na Bahia será alvo de um amplo estudo para identificar os principais desafios estruturais e tecnológicos da cadeia química-petroquímica e apontar possíveis caminhos para assegurar o seu desenvolvimento e sustentabilidade. Este é o objeto do convênio assinado entre o SENAI CIMATEC e o Comitê de Fomento Industrial de Camaçari (Cofic), representados, respectivamente, pelo presidente da FIEB e diretor-geral do SENAI Bahia, Ricardo Alban, e pelo superintendente Mauro Pereira.

O estudo sobre a competitividade do Polo será conduzido pelo SENAI CIMATEC e está sendo patrocinado por 15 empresas vinculadas ao Cofic. A proposta é que, no final do primeiro semestre, seja entregue uma agenda destinada aos candidatos ao governo do estado, apresentando as principais conclusões do estudo, que vai envolver acadêmicos e especialistas.

O documento que formaliza o convênio também foi assinado pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos para Fins Industriais, Petroquímicas e de Resinas Sintéticas de Camaçari (Sinpec), Roberto Fiamenghi, e por representantes de empresas.

Ricardo Alban, lembrou que além de fazer a defesa dos interesses da indústria do ponto de vista político e institucional, também é missão da FIEB pensar nos interesses do setor sob a perspectiva de futuro. “O Cofic reconhece que somos um parceiro neste processo e espero que esta iniciativa tenha um efeito multiplicador para que a gente possa trabalhar juntos e fazer com que os resultados sejam abrangentes”, destacou.

Sobre as expectativas em relação ao levantamento, Alban acredita que ele servirá como defesa técnica, mas que isso não basta. “O futuro do Polo depende de nós sermos mais proativos e termos a capacidade de convencer os demais atores do processo da importância e do efeito que o planejamento industrial representa para o desenvolvimento do estado”, arrematou o presidente da FIEB.

Mauro Pereira destacou que a ideia é aproveitar o clima de comemoração dos 40 anos para reverberar os desafios que a cadeia química-petroquímica terá para assegurar o seu desenvolvimento. “Queremos oferecer um levantamento técnico para sensibilizar os governos, mas também, enquanto planejamento, para que possamos olhar para a frente de uma maneira mais ordenada”, explicou.
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O setor de petróleo e gás no Brasil vem ganhando novos personagens. Companhias de países como Estados Unidos, Holanda, Suíça, Dinamarca, França e China estão se instalando no país e, principalmente, se associando a empresas nacionais de olho na retomada da atividade da indústria petrolífera. Esse movimento começou a ganhar força no em 2017 e promete crescer nos próximos anos, de acordo com especialistas. Até a Petrobras já percebeu essa tendência. De acordo com a estatal, pelo menos 37 novas companhias do exterior já se habilitaram como fornecedores, das quais 11 ainda estão em processo de qualificação.

O interesse é pela área de serviços, responsável pela construção e montagem de equipamentos. O apetite visa a ocupar o espaço que antes era ocupado por nomes como Odebrecht, Queiroz Galvão, OAS e Engevix – algumas das 18 empresas que estão proibidas, por bloqueio cautelar, de firmar novos contratos com a Petrobras, por envolvimento em irregularidades reveladas pela Lava-Jato. Dados da consultoria EY apontam que 65% das 51 operações de fusões e aquisições no setor de óleo e gás no país nos últimos três anos envolveram estrangeiras.

Com as grandes companhias fora do jogo, a própria Petrobras começou a correr atrás de novos fornecedores. O resultado foi um aumento de 15% na base de empresas cadastradas no fim de 2017, para um total de 7.300. Desse total, 900 são estrangeiras. De acordo com os dados da estatal, houve avanço também no número de pequenas empresas cadastradas, que subiu de 1.300 para 1.500 entre 2016 e 2017.

Segundo Eberaldo de Almeida Neto, gerente-executivo de Suprimento de Bens e Serviços da Petrobras, a companhia passou a buscar uma maior interação com o mercado, o que, pelos seus cálculos, aumentou a competitividade em 10% ao ano, reduzindo os custos.

– Com o bloqueio cautelar, abriu-se espaço para novas oportunidades. Parte do pessoal que estava desempregado começou a se ocupar. Essas firmas estrangeiras, que entram no ramo de serviço, trazem conhecimento e capital para investir, além de montarem uma estrutura no Brasil. É muito comum essas empresas se associarem, ou adquirirem uma companhia nacional, e montarem um canteiro aqui, contratando brasileiros para fazerem os serviços de construção e montagem – exemplificou Eberaldo.
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Empresários e trabalhadores da região de Macaé, no Norte do Rio, já vivem expectativa de novos investimentos no setor.

Após três anos de poucos investimentos, a Petrobras terminou 2017 com números bem animadores. A estatal, que sofreu com as investigações da Operação Lava Jato, tem o objetivo de aumentar a produção de petróleo. Com isso, irá abrir três licitações para serviços de reformas em 39 plataformas na Bacia de Campos. O valor pode chegar a R$ 3 bilhões, o que deve gerar cerca de três mil empregos na cidade de Macaé, no Norte do estado do Rio, segundo estudos da Associação das Empresas Prestadoras de Serviços para a Indústria (Abespetro).

A região já vive a expectativa de novos investimentos e oportunidades. Empresários e trabalhadores estão voltando a apostar no setor, que foi teve fechada cerca de 40 vagas com a crise da Petrobras nos últimos anos.

As licitações e contratações deverão ser concluídas até abril. Os serviços que serão feitos nas plataformas da Bacia de Campos são de manutenção, pintura, troca de equipamentos e caldeiraria.

Diferente dos anos antes da Operação Lava Jato, cerca de 20 empresas foram convidadas para participar das licitações. Segundo a Abespetro, isso deixa a concorrência mais disputada e melhora o serviço da estatal. Antes das investigações, apenas duas ou três empresas dominavam os trabalhos. A expectativa dos especialistas no setor de petróleo é que os investimentos vão aumentar ainda mais nos próximos meses.
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Mesmo retirando a PEC da reforma da Previdência da pauta da Câmara da próxima semana - medida obrigatória após o decreto de intervenção no Rio de Janeiro -, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu manter a greve da categoria marcada para a próxima segunda-feira, 19.

A paralisação foi aprovada pela categoria no dia 7 de fevereiro, assim que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, definiu o dia 19 para o início das discussões do texto da reforma, com votação prevista a partir do dia 20.

Nesta sexta-feira, 16, porém, um assessor da Casa Civil entregou na Câmara dos Deputados a mensagem presidencial informando da publicação do decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o decreto passa a tramitar oficialmente na Câmara e a PEC da reforma previdenciária precisou ser retirada da pauta. A Constituição não pode ser emendada na vigência de uma intervenção federal.

Segundo os metalúrgicos do ABC, o "risco da reforma persiste" e a mobilização se mantém, principalmente após o presidente Michel Temer afirmar que quando a reforma da Previdência estiver pronta para ser votada no Congresso, ele pretende cessar a intervenção.

Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, a orientação é "para os trabalhadores não irem às fábricas nesta próxima segunda-feira (19)". "Vamos mostrar a resistência da classe trabalhadora e impedir a aprovação dessa reforma", afirmou o dirigente sindical. "Temos de dar o recado de que essa proposta não interessa aos trabalhadores e não pode ser feita por um governo sem nenhuma legitimidade. Não vamos permitir esse desmonte", acrescentou. 

CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também emitiu uma nota mantendo a mobilização pelo País. "A nossa luta é para enterrar de vez a reforma", afirma, em nota, o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Ônibus e Metrô. Já para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro, tirando a reforma da pauta da Câmara, desmobiliza os trabalhadores. "Eu acho que (a reforma da Previdência) já era. Agora o movimento perde toda a força", afirma. "Os motoristas de ônibus e os metroviários não estão falando mais em greve", ele destaca.

Bancos

 O Sindicato dos Bancários de São Paulo, que havia aderido à greve, está reunido nesta sexta para definir se vão ou não cruzar os braços na próxima segunda.





Por Renato Jakitas
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A Petrobras colocou em seu estatuto artigos que obrigam o governo a ressarcir a empresa em caso de prejuízos com a concessão de subsídios aos preços dos combustíveis ou com investimentos de interesse público.

A medida tenta blindar a política de preços da companhia, que prevê a venda dos produtos com preços acima do mercado internacional, e evitar o seu uso político para realizar investimentos.

Entre 2011 e 2014, a defasagem dos preços da gasolina e projetos deficitários determinados pelo governo geraram uma perda de quase R$ 90 bilhões à área de refino da companhia, que é responsável pela venda de combustíveis e pelos investimentos frustrados em novas refinarias.

A mudança no estatuto foi aprovada pelos acionistas da estatal em dezembro e pode ser um obstáculo às pretensões do governo de Michel Temer de subsidiar o gás de cozinha após a escalada de preços iniciada em junho de 2017.

Caso queira forçar a Petrobras a praticar preços mais baratos, a União terá que ressarcir anualmente a empresa pelos prejuízos causados.

As novas cláusulas adequam a Petrobras à chamada Lei das Estatais. Ela determina que as empresas esclareçam, em comunicação oficial, situações em que estiverem agindo em nome do interesse público, delimitando seus impactos econômicos.

O texto aprovado pela Petrobras determina que eventuais investimentos ou políticas de interesse de seu controlador que não respeitem condições semelhantes às da iniciativa privada devem ser tornado públicos por meio de lei, convênio ou contrato.

Caso sejam prejudiciais à companhia do ponto de vista financeiro, o controlador deve ressarcir a diferença anualmente, com a contabilização dos valores no orçamento da União.

Ou seja: se a empresa for obrigada a vender gasolina mais barata do que no mercado internacional, a União teria que cobrir a diferença de receita uma vez por ano. O mesmo vale para investimentos em logística ou refino de interesse do governo.

Políticas e projetos de interesse público devem ser analisadas, assim como seus custos e receitas, por um comitê formado por representantes dos acionistas minoritários no conselho da companhia.

A empresa avalia que ter as regras no estatuto torna mais difícil que sejam derrubadas por governos futuros, já que mudanças desse tipo dependem de aprovação em assembleia de acionistas.

A defasagem nos preços dos combustíveis durante governos petistas é apontada por analistas como uma das razões da crise financeira da estatal, ao lado dos projetos superfaturados investigados pela Operação Lava Jato.

No primeiro governo Dilma Rousseff, a área de refino da empresa apresentou seguidos prejuízos. A falta de repasse foi alvo de denúncia do Ministério Público Federal, que acusa o conselho de administração da empresa de segurar os preços para ajudar a reeleição de Dilma em 2014.

Logo após a eleição, já com o petróleo em queda, o conselho formado em sua maioria por representantes do governo autorizou aumentos. A partir de 2015, os preços começaram a se alinhar com as cotações internacionais, revertendo as perdas.

Autor de estudo sobre os prejuízos daquele período, o professor Edmar Almeida, do Instituto de Economia da UFRJ, diz que a mudança no estatuto também protege os administradores da estatal de processos por decisões que causem prejuízos à empresa.

“É importante para que os gestores não fiquem tomando decisões de governo sem mandato para isso. Políticas públicas devem ser definidas em lei”, diz ele, que calculou em R$ 21 bilhões os prejuízos diretos com a venda de combustíveis importados a preços mais baixos entre os anos de 2011 e 2013.
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A previsão de investimentos no Estado de Rondônia, fruto de concessões e privatizações programadas para 2018, deve alcançar pelo menos R$ 12,1 bilhões.

Uma delas refere-se à concessão da BR-364, em um trecho de 806 km entre Comodoro (MT) e a capital Porto Velho. O Ministério dos Transportes crê em liberar o edital e fazer o leilão no segundo semestre. O investimentos de melhorias da rodovia, que faz a ligação do centro produtor de grãos à hidrovia do rio Madeira, alcançam R$ 11 bilhões.

Outra privatização federal no Estado aguardada para este ano é da Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron).

Já a prefeitura de Porto Velho tem planos de realizar contratos de parceria público-privada (PPP) que somados alcançam R$ 1,1 bilhão em investimentos do setor privado. As áreas atingidas incluem serviços municipais diversos, como iluminação pública, saneamento, entre outras.
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O Brasil subiu uma posição, passando o Canadá, e agora ocupa o oitavo lugar no ranking mundial que afere a capacidade instalada de produção de energia eólica, segundo o Global Wind Statistic 2017, documento anual com dados mundiais de energia eólica produzido pelo Global Wind Energy Council (GWEC).

Em 2017, o país conseguiu “adicionar 52,57 GW de potência eólica à produção mundial, totalizando 539,58 GW de capacidade instalada”, informou hoje (15) a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), que reúne empresas do setor.

Em 2016, o Brasil ultrapassou a Itália no ranking e passou ocupar a 9ª posição. Atualmente, o país conta com 12,76 GW de capacidade de energia instalada, contra os 12,39 GW do Canadá. A China, ocupa a primeira posição, com 188,23 GW; seguida pelos Estados Unidos, com 89,07 GW, e a Alemanha, com 56,132 GW de capacidade instalada. A India, Espanha, o Reino Unido e a França completam o ranking dos sete primeiros.

Os números apontam para um crescimento da matriz de energia eólica no país. O segmento já é responsável por 8,3% da energia produzida no Brasil, percentual ainda distante dos 60,9% produzido pelas hidrelétricas, mas já próximo dos 9,3% da produção das usinas de biomassa, que ocupam o segundo posto no ranking nacional.

A energia produzida pelas usinas eólicas chegou a ser responsável por 64% da energia consumida na Região Nordeste, no dia 14 de setembro do ano passado. A Abeeolica estima que o Brasil, cuja capacidade instalada é 12 GW, tenha potencial eólico superior a 500 GW.

A Região Nordeste aparece na frente na capacidade de produção de energia a partir dos ventos. Com 135 parques, o Rio Grande do Norte é o estado que mais produziu energia usando ao força dos ventos. São 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida, com 93 parques e 2.410,04 MW de capacidade instalada, vem a Bahia. Em terceiro lugar vem o Ceará, que conta com 74 parques e tem 1.935,76 MW de capacidade instalada.

Em quarto lugar aparece o Rio Grande do Sul. O estado tem 80 parques e 1.831,87 MW de capacidade instalada. Em seguida vem o Piauí, com 52 parques e 1.443,10 MW instalados, e Pernambuco com 34 parques e 781,99 MW de capacidade instalada.

A expectativa é de que nos próximos seis anos devem ser adicionados mais 1,45 GW de capacidade eólica no país, decorrentes dos leilões de energia realizados em dezembro do ano passado. A Abeeolica estima que 18 milhões de residências sejam abastecidas com a energia eólica.

Segundo a associação, os dados no ranking de nova capacidade instalada no ano, o Brasil está em sexto lugar, tendo instalado 2,02 GW de nova capacidade em 2016. O Brasil caiu uma posição, já que o Reino Unido subiu do nono para o quarto lugar, instalando 4,27 GW de capacidade de energia eólica em 2017.

De acordo com a presidente da Abeeolica, Élbia Gannoum, o país pode cair de posição nos próximos anos, porque haverá menos projetos sendo concluídos entre 2019 e 2020. “Nesse ranking, o que conta é o resultado específico do ano, então há bastante variação. A tendência é que a gente ainda oscile mais, visto que em 2019 e 2020 nossas instalações previstas são menores porque ficamos sem leilão por quase dois anos no período 2016/2017, o que vai se refletir no resultado de 2019 e 2020”, disse Elbia.

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A Petrobras afirmou ao Notícias do Trecho que, por ora, não há decisão sobre eventual parada na Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, após a Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmar que a unidade iria paralisar a produção de diesel diante de supostas dificuldades para vender o produto.

A Rlam é a segunda maior refinaria do Brasil, com capacidade para processar 323 mil barris de petróleo por dia, segundo dados do sindicato. Além de diesel, também produz outros combustíveis, como gasolina, querosene de aviação (QAV) e nafta petroquímica.

“Petrobras está constantemente avaliando a utilização dos seus ativos com o objetivo de maximizar seus resultados. Por ora, não há decisão sobre eventual parada na Refinaria Landulpho Alves (Rlam)”, disse a empresa, sem entrar em detalhes.

O diretor da FUP Deyvid Bacelar afirmou que a empresa planeja paralisar, por dez dias, a produção de diesel na Rlam, a partir de terça-feira.

Os tanques de armazenamento da refinaria estão em sua capacidade máxima, o que seria motivo da parada, segundo afirmou o líder sindical por telefone. Bacelar já foi integrante do Conselho de Administração da Petrobras.

A Petrobras não comentou as informações sobre a capacidade de armazenamento da refinaria.

Em nota, o Sindipetro Bahia destacou que a parada da RLAM acontece num quadro de forte redução da utilização do parque de refino nacional, em um momento em que a Petrobras enfrenta concorrência do produto importado.

Representantes da petroleira estatal admitiram diversas vezes ao longo de 2017 uma perda de mercado de diesel e gasolina, após adotar no fim de 2016 uma política de preços que segue a lógica do mercado internacional.

A atual política da Petrobras busca rentabilidade para a companhia, com reajustes quase que diários. No passado, em outras gestões, a empresa praticou preços inferiores aos do exterior, amargando prejuízos bilionários para ajudar o governo a segurar a inflação no país.

As importações de diesel do Brasil cresceram 63,6 por cento em 2017 ante o ano anterior, registrando um recorde. Em contrapartida, as vendas do produto no país cresceram quase 1 por cento no mesmo período.
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O ex-gerente da Petrobras Edison Krummenauer entrou com recurso nesta última quinta (15) contra a condenação do juiz Sergio Moro a nove anos de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Como é delator, ele já teve a pena reduzida.

Segundo o Ministério Público Federal, entre 2003 e junho de 2016, Krummenauer e outros ex-gerentes envolveram-se em esquemas que resultaram no desvio de ao menos 150 milhões em inúmeras obras da área de Gás e Energia da companhia.


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Estimativa da comercializadora de energia Tradener para esse ano leva em conta planejamento a longo prazo

“Uma empresa planejada no logo prazo pode conseguir excelentes aquisições de energia e aplicar todo esse planejamento nos seus custos de produção sem as desvantagens de oscilações que o marcado cativo pode provocar”, explica Sérgio Costa, diretor de área de serviços da Tradener, que ele considera como a primeira comercializadora de energia livre do país. A própria empresa, de acordo com o executivo, aprimorou seu contato com os clientes.

A novidade é a criação do Sistema Tradener de Gestão (STG), plataforma direcionada para empresas de vários tamanhos e que disponibiliza em tempo real e online todas as informações que o cliente precisa para avaliar o seu desempenho de investimento e consumo em energia. Aqui entra o fator planejamento, destacado pela comercializadora como um dos trunfos para se economizar a demanda de energia.

Costa lembra que a recomendação comercializadora, tanto para o seu atual cliente do mercado livre de energia como para as empresas que estão ingressando, é pensar sempre no logo prazo.

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O CEO da fabricante aeronáutica americana Boeing, Dennis Muilenburg, avaliou nesta quinta-feira (15) que as negociações com a brasileira Embraer estão avançando, mas destacou que “ainda há trabalho a ser feito”.

“Nós continuamos a fazer progressos e consideramos esta uma aliança estratégica excelente. Nós temos linhas de produção e de serviços complementares”, explicou durante uma entrevista à emissora CNBC.

“A Embraer tem capacidades verticais que correspondem à nossa estratégia para o futuro, e é uma boa combinação estratégica”, acrescentou.

O CEO da fabricante aeronáutica americana Boeing, Dennis Muilenburg, avaliou nesta quinta-feira (15) que as negociações com a brasileira Embraer estão avançando, mas destacou que “ainda há trabalho a ser feito”.

“Nós continuamos a fazer progressos e consideramos esta uma aliança estratégica excelente. Nós temos linhas de produção e de serviços complementares”, explicou durante uma entrevista à emissora CNBC.

“A Embraer tem capacidades verticais que correspondem à nossa estratégia para o futuro, e é uma boa combinação estratégica”, acrescentou.

Uma fonte próxima ao caso tinha indicado, no começo de fevereiro, à AFP, que as fabricantes americana e brasileira se aproximavam de um acordo para criar uma nova empresa, voltada apenas para aviões comerciais (de linha e jatos).

A Boeing teria a maior parte do controle acionário da nova empresa, mas o governo brasileiro manteria sua “golden share”, com poder de veto.

As operações militares da Embraer continuariam sob controle brasileiro, acrescentou a mesma fonte, que pediu anonimato.
Resultado de imagem para Petrobras tenta mudar regra para plataforma

A Petrobras pediu ao governo para rever os índices de conteúdo local de mais duas plataformas projetadas para o pré-sal. Se conseguir, poderá construir, provavelmente na Ásia, os cascos das embarcações dos projetos Itapu e Búzios 5. Ao recorrer à discussão direta com o Planalto, a empresa evita que o debate seja estendido ao público, em audiências.

O pedido faz parte das negociações sobre a revisão do acordo de cessão onerosa que a empresa mantém com os ministérios de Minas e Energia e Fazenda. Por esse acordo, fechado em 2010, a Petrobrás recebeu o direito de explorar, sem licitação, 5 bilhões de barris de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos. Em troca, o governo recebe parte do óleo produzido.

"O contrato de cessão onerosa contém previsão de revisão de determinados itens, entre estes os índices de conteúdo local. Deste modo, este tema está entre aqueles a serem negociados pelas respectivas comissões de negociação, já constituídas pela Petrobrás e pelo governo", informou a estatal.

A empresa já pediu a revisão dos compromissos de aquisição local de duas embarcações - para as áreas de Libra e Sépia, no pré-sal. Para rever o acordo de Libra, recorreu à Agência Nacional do Petróleo (ANP). O aval demorou mais de um ano para sair, mas permitiu que a empresa fizesse licitação internacional, vencida pela Modec.

Para Sépia, a Petrobras buscou outro caminho, que não passa pela ANP e, por isso, não depende da realização de consulta e audiência públicas. A empresa foi direto ao Planalto e incluiu a revisão do conteúdo local como parte das negociações do contrato da cessão onerosa.

Agora, a estatal faz o mesmo com Itapu e Búzios 5, que devem ter os contratos de licitação de afretamento fechados neste e no próximo ano. A estatal receberá as propostas dos fornecedores para a concorrência da plataforma de Búzios 5 em 26 de fevereiro e a expectativa é de que a licitação de Itapu aconteça em 2019, segundo a agência de informação no setor de petróleo E&P Brasil.

A cessão onerosa foi idealizada em um momento de euforia com o pré-sal e com a sua capacidade de impulsionar a indústria nacional. Por isso, prevê índices de aquisição interna que são de 100% para alguns itens. Para a construção dos cascos das plataformas, a exigência de aquisição local é de 70%, o que, na prática, limita a contratação aos estaleiros nacionais.

A Petrobras alega, porém, que o preço no Brasil é 40% mais alto do que no exterior e se nega a seguir o que foi firmado em 2010. Os empresários brasileiros, por seu turno, acusam a estatal de negar a eles o direito de participar das concorrências.
Resultado de imagem para Gestão Alckmin interdita usina de asfalto da Prefeitura de São Paulo

Uma usina de asfalto da Prefeitura de São Paulo, que funciona na Barra Funda, na zona oeste da cidade, foi interditada no início do mês por supostas irregularidades. O local também foi multado em cerca de R$ 51 mil.

Segundo a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), ligada ao governo Geraldo Alckmin (PSDB), a licença de operação da usina expirou em dezembro de 2017, e a gestão João Doria (PSDB) não fez o pedido de renovação. Além disso, o órgão afirma que o local estava emitindo forte odor, perceptível fora dos limites da propriedade.

Edvaldo Godoy, presidente da Associação de Moradores e Amigos da Barra Funda, diz que o fechamento da usina é uma briga antiga das pessoas que vivem na região.

"É ultrapassado demais que tenhamos uma usina poluidora no centro de São Paulo, ao lado de creches, casas, mercado e do fórum. É um transtorno o odor e o pó que a gente aspira. O móvel que é limpado de manhã, está coberto de pó preto à tarde. Imagina isso no pulmão", diz.

A interdição é temporária e deve durar o tempo necessário para a prefeitura atender às exigências da Cetesb, que são a renovação da licença de operação e a instalação de equipamentos para controle dos odores gerados no processo de produção de massa asfáltica.

A prefeitura afirmou em nota que, ao contrário do que afirma a companhia, já foi solicitada a renovação da licença de funcionamento, e que aguarda orientações do órgão para a continuidade do processo, assim como para resolver a emissão de substâncias odoríferas.

"Uma série de medidas têm sido adotadas para diminuir o impacto da usina na vizinhança e cumprir o Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público, tais como a implantação e troca periódica dos filtros, a adaptação aos limites sonoros estabelecidos, regularizações administrativas, entre outras", afirmou ainda na nota.

Segundo a prefeitura, a usina opera exclusivamente para o programa tapa-buraco e seu funcionamento é permitido no local desde a publicação da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo, de 2016. A Secretaria das Prefeituras Regionais, no entanto, estuda áreas na cidade e custos para transferir a fábrica da Barra Funda.

De acordo com a Cetesb, desde 1990, a usina recebeu 11 autos de advertência, 25 autos de multas e oito de multas diárias.
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"Com o aumento da exploração e da produção de óleo, o Brasil precisa vai precisar de refinarias. Nossa ideia é estimular a iniciativa nacional e estrangeira a analisar projetos no setor no país", diz o ministro Fernando Coelho Filho (Minas e Energia).

"Hoje, o Brasil já tem um déficit no refino de aproximadamente 600 mil barris por dia. Esse número tende a crescer e o desafio do governo brasileiro agora é atrair investimentos para o setor."

Em janeiro, foi criado um grupo de trabalho no CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) para identificar os gargalos na área, e que deve apresentar em março propostas para dar subsídio ao governo para captar esses investimentos.

A Petrobras havia anunciado, na gestão do presidente Sergio Gabrielli, que faria sete refinarias e não fez nenhuma, diz Coelho.

"Só fez um pedaço da de Pernambuco. Hoje, exportamos um milhão de barris de óleo cru por dia e importamos 600 mil barris de produtos refinados por dia. Com a produção e a economia em expansão, o país vai precisar de mais combustíveis."

A alocação de recursos em refino no Brasil se dará sem a Petrobras, que não fará investimentos no setor.

"É um desafio atrair investidores porque há uma sobre oferta de refinarias no mundo. Quem já refina, quer otimizar sua capacidade já instalada, não quer construir novas refinarias, mas todo país quer ter sua refinaria porque é uma segurança ter o produto transformado."

Uma refinaria representa um investimento de US$ 8 bilhões a US$ 10 bilhões. Empresas chinesas teriam interesse no setor e o governo prospecta outras empresas.

"Os estudos no CNPE mandam um recado de que o governo brasileiro quer priorizar esse tipo de investimento."
Resultado de imagem para unidade de açúcar e bioenergia da Bunge

A Bunge está encerrando sua operação global de trading de açúcar, disse nesta última quarta-feira (14) o CEO da companhia, Soren Schroder, em teleconferência para discutir os resultados do quarto trimestre de 2017. “É um negócio muito competitivo”, afirmou o executivo, acrescentando que a divisão enfrentou dificuldade no último ano para gerar margens de lucro grandes o suficiente para cobrir seus custos operacionais.

A unidade de açúcar e bioenergia da Bunge registrou prejuízo de US$ 4 milhões no quarto trimestre, após uma perda de US$ 53 milhões em igual período do ano anterior.

Segundo Schroder, a unidade de açúcar da companhia no Brasil pode continuar fazendo a gestão de seu próprio risco de preço sem a operação global de trading. A Bunge ainda está estudando opções para seu negócio de açúcar no Brasil, que incluem uma possível venda ou um desmembramento. Fonte: Dow Jones Newswires