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A Gastrading Comercializadora de Energia S.A. vai investir R$ 5 bilhões na implantação do Projeto Verde Atlântico Energias em Peruíbe.

Integrado por gasodutos marítimo e terrestre e um terminal offshore de gás natural liquefeito sustentável (sem agressão à qualidade atual do meio ambiente), o projeto garantirá a oferta do combustível aos municípios instalados na região costeira, de Peruíbe a Cubatão, e a geração de energia, também a partir do gás, com a futura Usina Termelétrica Atlântico Energias – UTE.

A usina, projetada para ser instalada em uma área de 30 hectares (300 mil metros quadrados) nas proximidades do Jardim São Francisco e de Caraminguava, do lado direito (sentido Peruíbe) da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, poderá fornecer de 1.700 MW (megawatts) para os 1,7 milhão de moradores da Baixada Santista.

Será a terceira termelétrica instalada na região. A primeira foi a termelétrica Aditya Birla Carbon Columbian Chemicals e as egunda, a Eusébio Rocha, da Petrobras, ambas em Cubatão.

O empreendimento foi anunciado pelo presidente da Gastrading, Alexandre Chiofetti. E está atrelado ao futuro leilão de energia que o Governo Federal realizará em 2018, para garantir alternativas de eletricidade no caso de futuras crises hídricas.

Se o licenciamento ambiental for concedido, a usina e o terminal de abastecimento marítimo, além de dutos e sistemas de transmissão, começarão a ser construídos em 2019, para entrarem operação a partir de 2023.

A matriz energética será o gás de xisto e derivados, adquiridos no exterior, e aportando em Peruíbe em navios tanques especializados nesse tipo de transporte. A empresa abriu mão do gás natural da Petrobras e da Bolívia. Chiofetti disse que, entre os benefícios do empreendimento para o País, está o atendimento às necessidades da Comgás, empresa que comercializará o produto, já que a Petrobras começa a escassear o fornecimento do gás natural para atender a essa distribuidora. Para Peruíbe, o investimento – que contará com recursos d oGrupo Lérose de outros investidores parceiros – dará grande impulso à economia do Litoral Sul.

Empregos

Durante a obra, serão gerados 4.500 empregos diretos e a partir da operação do sistema, previsto para 2023, haverá a contratação de 412 trabalhadores, com a geração de 2 mil postos de forma indireta. Peruíbe se beneficiará também com o aumento da arrecadação tributária: estão previstos inicialmente R$ 9 milhões por ano, a partir do início das operações, que poderão dobrar nos primeiros cinco anos.

A atividade também vai gerar aumento da participação do município na parcela do ICMS arrecadado pelo Governo do Estado c no crescimento das atividades comerciais, serviços e indústrias, decorrentes da implantação da usina.

Segundo o presidente da Gastrading, Alexandre Chiofetti, o projeto é uma alternativa confiável, limpa e com baixo impacto ambiental. Vai gerar eletricidade a preços competitivos. E para a população de Peruíbe e do restante do litoral, representa uma alternativa de crescimento econômico, dando garantia energética para o desenvolvimento de atividades industriais.

Vai possibilitar ainda a expansão da rede de gás natural a ser comercializada pela Comgás em Peruíbe, Itanhaém, Mongaguá e também Praia Grande.

Investidores miram usina de lixo doméstico

Os investidores estão de olho em outro empreendimento que pode ser instalado na região compreendida pelos municípios do Litoral Sul: uma usina de tratamento e de queima de lixo doméstico, uma vez que o atual aterro sanitário do Sítio das Neves, na Área Continental de Santos, está atingindo grau de saturação.

O projeto Verde Atlântico Energias dá garantia de fornecimento de gás natural para a queima nas futuras usinas de resíduos da Baixada Santista

Projeto

Vinte milhões de metros cúbicos de gás natural liquefeito, importados do exterior e transportados em navios tanques chegarão diariamente ao terminal offshore em Peruíbe. O projeto prevê a operação média de um navio por semana no início e de um por dia na fase posterior.

A partir daí, o gás será direcionado até a Estação de Medição e Regulagem de Pressão por uma canalização com cerca de 10 quilômetros, enterrada a uma profundidade de cerca de cinco metros, desde o mar até a Usina Termelétrica, que fica do outro lado da Rodovia Padre Manuel da Nóbrega.

É um sistema semelhante ao já existente em Praia Grande, onde a Petrobras tem o ponto de entrada do gás natural do Poço de Merluza, que vem da plataforma continental marítima.

Estudo das áreas começou em 2011

A Gastrading, braço do Grupo Léros, ligado a atividades de geração de energia, decidiu implantar uma usina a gás natural em Peruíbe após ter estudado áreas também no Rio de Janeiro e em São Sebastião. Optou pela Baixada Santista e garante que não afetará reservas de preservação ambiental nem de proteção indígena.

O estudo das áreas começou em 2011. Segundo o engenheiro Paulo Guardado, gerente de projetos da Gastrading, o gás natural é um combustível fóssil mais limpo que óleo, diesel e carvão, argumento utilizado pelo grupo para neutralizar as dúvidas e até manifestos contrários de movimentos ecológicos sobre a sustentabilidade do empreendimento.

Padrão moderno

Guardado assinala que usinas a gás natural não emitem fuligem. E a projetada pela empresa para Peruíbe, a exemplo de uma outra em fase de implantação em Sergipe (SE), tem  “o padrão mais moderno do mundo, com alta eficiência e baixa emissão”, estando abaixo das normas de emissões exigidas pela Cetesb para dióxido de enxofre, dióxido  de  nitrogênio  e monóxido de carbono.

Prefeito de Peruíbe cauteloso

A despeito do volume de investimentos previsto pelos empreendedores, o prefeito de  Peruíbe,  Luiz  Maurício (PSDB),   olha  a  proposta com cautela. Confirma que recebeu, no início de janeiro, representantes  da empresa quel he apresentaram  um esboço do projeto.

“A ideia do projeto depende de licenciamento junto à Cetesb e a fase de autorizações no âmbito municipal não se iniciou. Somente ocorrerá se a Cetesb autorizar. E, depois disso, haverá audiência publica, prevista ainda neste semestre, para a apresentação do projeto a sociedade”.

Luiz Maurício comemora o possível incremento na geração de empregos e impostos. “‘Mas neste momento, não passa de mera especulação. O momento exige muita cautela e não vamos permitir que sejamos usados como  instrumentos de especulação imobiliária ou algo do tipo”.

Expectativa

Ainda não houve apresentação oficial da proposta à Prefeitura. Quando chegar o momento, vamos agir como um gestor deve agir: exigindo o cumprimento da lei e, especialmente, buscando o interesse público.

Abaixo-assinado circula contra o projeto

Embora o projeto ainda dependa da avaliação final de um Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e de um Relatório de Impacto Ambiental (Rima), exigidos pela Cetesb, e de uma audiência pública a ser realizada pelo Conselho Estadual de Defesa de Meio Ambiente em Peruíbe e cidades vizinhas já há movimentos de protesto quanto ao empreendimento

Um abaixo-assinado corre as redes sociais para ser enviado ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) pedindo o não licenciamento da termelétrica.

A principal acusação é que a usina, o duto e a rede de distribuição atingiriam uma grande área da Mata Atlântica, colocando em risco também a preservação de reservas indígenas.

Suspeitas

Contribui para essas dúvidas o mau resultado de um empreendimento lançado em 2008 pelo empresário Eike Batista, que não obteve o licenciamento do lbama e da Funai para construir um porto em Peruíbe, próximo a uma área de domínio indígena.

Também vem à tona a tentativa frustrada do Govemo Militar brasileiro, nos anos de 1980, de licenciar e implantar usinas nucleares na Estação Ecológica Jureia ltatins.






Fonte: A Tribuna 

A Promotoria de Justiça de Antonina quer suspender o licenciamento para transporte, manejo e armazenamento de coque verde de petróleo (petcoke) nos terminais de Ponta do Félix e Barão de Teffé no Paraná.

Recomendação administrativa foi encaminhada, na terça-feira 921), pelo MP e pela Coordenadoria da Bacia Litorânea ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e ao Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral Paranaense (Colit).

Resultado de imagem para Ponta do Félix e Barão de Teffé paranáOs documentos relatam que o Terminal Portuário da Ponta do Félix, originalmente, foi licenciado apenas para armazenamento de cargas frigoríficas, depois autorizado o armazenamento de fertilizantes e, agora, está sendo solicitado o licenciamento para o petcoke.

De acordo com o MP-PR, os protocolos de licenciamento para o composto de petróleo apresentam diversas irregularidades do ponto de vista formal e material, como falta de análise técnica completa e ausência de documentação. O MP-PR defende a necessidade de Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental para a liberação do petcoke nas unidades portuárias.

Conforme resume o MP-PR, “(…) a falta de adequado gerenciamento de qualquer atividade relacionada ao petcoke, provoca problemas ambientais, sanitários, de segurança e urbanísticos, como poluição e risco ao meio ambiente e à população do entorno.”


Prazo 

Foi assinalado prazo de 15 dias para um retorno do IAP e da Colit às recomendações. Cópia das recomendações foi remetida pelo MP-PR à Polícia Militar Ambiental, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Conselho Estadual do Meio Ambiente, Ministério do Meio Ambiente, Conselho Nacional do Meio Ambiente, Conselho Municipal do Meio Ambiente de Antonina, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Bovespa, BNDES e Polícia Federal.
Resultado de imagem para usina hidrelétrica da Cemig

O corte do Orçamento deverá ser de, aproximadamente, R$ 30 bilhões, informou uma fonte do governo federal envolvida nas discussões. A intenção da equipe econômica é fazer o anúncio nesta terça-feira (28) no final do dia.

Segundo a fonte, ainda há uma pendência em relação à documentação legal da Advocacia-Geral da União referente à concessão de usina hidrelétrica da Cemig. Essa documentação é fundamental para a inclusão da previsão de receita com a concessão da usina que vai embasar o corte.

Se a pendência não for resolvida, o corte terá de ser maior. O governo tenta evitar um contingenciamento maior e precisará adotar medidas de aumento de tributos para cobrir todo o rombo de R$ 58,2 bilhões identificado no Orçamento deste ano.
Resultado de imagem para sebrae Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq

O Sebrae e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) formalizam o terceiro acordo de cooperação que vem sendo firmado entre as duas entidades desde 2010, destinado à concessão de bolsas a Agentes Locais de Inovação (ALI) para acompanhamento de projetos inovadores nos pequenos negócios. O programa ALI ajuda as micro e pequenas empresas a implantar novas práticas, com o objetivo de torná-las mais competitivas.

No total, serão oferecidas 4.673 bolsas a empresas de pequeno porte. O acordo contará com aporte de R$ 134 milhões por parte do Sebrae e a parceria pode vir a beneficiar 73,2 mil empreendimentos. Também se espera que sejam produzidos, ao longo do período, 3.660 artigos sobre os projetos desenvolvidos. Conforme explica o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, o objetivo do acordo é viabilizar um novo formato para o Programa ALI, tendo como foco a implementação da Gestão da Inovação nos pequenos negócios com potencial inovador e de alto impacto.

Para se ter ideia do bom êxito da parceria Sebrae-CNPq, ao longo destes sete anos, já foram concedidas cerca de 6.850 bolsas para acompanhamento de mais de 120 mil pequenas empresas. Também foram elaborados 2,8 mil artigos pelos agentes, o que proporcionou o compartilhamento do conhecimento no âmbito do projeto.

Dessa forma, o projeto se firma como importante ator no estímulo da inovação tecnológica e diferencial competitivo para as empresas de pequeno porte. “Hoje, mais de 30% do orçamento do Sebrae são destinados à inovação”, afirma Afif, ao explicar que a instituição é a que mais investe em inovação tecnológica para os pequenos negócios no país.
Resultado de imagem para hidrelétrica Santo Antônio

Os investidores chineses planejam aportar este ano nada menos que 20 bilhões de dólares na aquisição de ativos brasileiros, principalmente nos setores de infraestrutura e agronegócio. A projeção é da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), que está assessorando muitas dessas empresas nessa empreitada e projeta um crescimento de 68% em relação aos 11,9 bilhões que a China investiu no Brasil em 2016. “Dezenas de companhias chinesas passaram a olhar o mercado brasileiro como uma oportunidade e estão prospectando negócios no país”, diz ele.

Segundo Tang, os interesses são muito variados, abrangendo desde os setores de geração e transmissão de energia, até o de transportes – com ênfase em ferrovias de cargas – e a produção de grãos. “Temos dois perfis diferentes de investidores, sendo que as empresas privadas demonstram mais interesse no agronegócio e as de capital estatal têm mais vocação para a construção pesada e infraestrutura.” Ele destaca que essa movimentação já transformou o Brasil no segundo principal destino dos investimentos chineses em infraestrutura no mundo, superado apenas pelos Estados Unidos.

Entre os que já se posicionaram nessa corrida às oportunidades do mercado estão a State Grid, que liderou os investimentos no ano passado com a compra da CPFL, e a China Three Gorges, que adquiriu ativos da Duke Energy e arrematou hidrelétricas antes pertencentes à estatal Cesp. Além disso, a Pengxin comprou participação nas empresas agrícolas Fiagril e Belagrícola e a China Communications Construction Company (CCCC) adquiriu a construtora Concremat. Esta última, aliás, continua demonstrando apetite para novas aquisições, principalmente envolvendo empresas de construção pesada e ferrovias.

Na lista de candidatos a ingressar nesse clube, por sua vez, aparecem a SPIC, que está interessada na aquisição da hidrelétrica Santo Antônio, e a Shanghai Electric, que negocia projetos de transmissão de energia da Eletrosul. Para a advogada Rosane Menezes Lohbauer, sócia do escritório Madrona Advogados, especializado em concessões e privatizações, o mercado precisa ficar atento à qualidade dos investimentos anunciados e não apenas à quantidade. “O que interessa, do ponto de vista do crescimento econômico, são recursos para projetos novos, pois a mera troca de controle acionário, que é o caso da venda da CPFL ou de uma hidrelétrica pronta, não altera o cenário”, diz ela.

Analistas apontam também a pouca experiência das empresas chinesas no mercado externo, inclusive com um histórico de fracasso em algumas investidas no exterior. Um exemplo familiar aos brasileiros foi o desembarque no país, alguns anos atrás, de dezenas de fabricantes de automóveis, caminhões e máquinas pesadas, muitos deles com projeto de instalação de uma unidade industrial. Mal assessorados e sem conhecimento do mercado local, a maioria deles viu seu projeto sucumbir. Dessas empresas, algumas ainda tentam se desfazer dos ativos e outras precisaram rever os prazos de retorno ao investimento.

Apesar desse histórico, há de se ressaltar que as companhias envolvidas são de grande porte, o que revela sua capacidade de investimento. Com a desvalorização dos ativos brasileiros frente aos investidores internacionais – tanto em função do câmbio quanto do desmonte que algumas construtoras deverão promover após a Operação Lava Jato – elas encontram ótimas oportunidades para seus respectivos projetos de internacionalização. E nesse ponto o Brasil surge como uma ponte ideal para que esses investidores assumam posições em um mercado ainda maior, que é a América Latina.

Resultado de imagem para Dow e Dupont

A Dow Chemical e a DuPont obtiveram aprovação incondicional do órgão antitruste da União Europeia nesta última segunda-feira (27) para uma fusão de 130 bilhões de dólares, após as companhias aceitarem significativas vendas de ativos para viabilizar a primeira de uma sequência de três enormes fusões que deverão redesenhar a indústria de agroquímicos.

A Comissão Europeia temia que a fusão das duas maiores e mais antigas indústrias de produtos químicos dos EUA poderia fazer com que elas tivessem poucos incentivos para produzir novos herbicidas e pesticidas no futuro.

A comissão entendeu que as vendas de ativos podem assegurar competição no setor e beneficiar produtores rurais e consumidores.

“Nós precisamos de competição efetiva nesse setor, para que as companhias sejam pressionadas a desenvolver produtos cada vez mais seguros para as pessoas e melhores para o ambiente”, disse a comissária da UE para competição, Margrethe Vestager, em comunicado.

“Nossa decisão hoje assegura que a fusão entre Dow e Dupont não reduzirá a competição de preços nos pesticidas existentes ou a inovação para produtos melhores e mais seguros no futuro.”

Em troca da aprovação da UE, a DuPont irá desinvestir em grandes partes de seus negócios de pesticidas, incluindo sua área global de pesquisa e desenvolvimento.

Já a Dow deverá vender duas fábricas de co-polímero ácido na Espanha e nos Estados Unidos, bem como um contrato com um terceiro por meio do qual compra ionômeros. A empresa disse que já encontrou um comprador, a sul-coreana SK Innovation.

Especialistas em legislação antitruste acreditam que o pedido dos reguladores para a venda de amplas fatias dos negócios de pesquisa e desenvolvimento podem se tornar um padrão para futuras fusões.

Fontes disseram na semana passada que uma proposta de 43 bilhões de dólares da ChemChina pela Syngenta pode ser aprovada nesta semana, embora o prazo ainda possa ser prorrogado. A Bayer e a Monsanto também devem buscar aprovação da UE para uma fusão nos próximos meses.


A Eletrobras registrou no quarto trimestre de 2016 um prejuízo líquido atribuído aos controladores de R$ 6,261 bilhões, montante 39,4% menor que a perda de R$ 10,327 bilhões anotada um ano antes. Influenciou na melhora o volume de provisões registrado em cada período. Nos últimos três meses de 2015, a estatal elétrica registrou R$ 9,39 bilhões em provisões, enquanto em igual período de 2016 foram R$ 7,587 bilhões.

No ano, o resultado líquido da companhia ficou positivo em R$ 3,426 bilhões, revertendo o prejuízo de R$ 14 bilhões reportado em 2015. Esse desempenho foi positivamente influenciado pelo reconhecimento contábil de uma indenização a que a companhia tem direito referente a ativos de transmissão anteriores a 2000 não amortizados até a renovação da concessão, em 2013, conhecidos no setor como RBSE (Rede Básica Sistemas Existentes), e que será paga em oito anos, a partir de 2017. O efeito líquido – descontados os impostos – desse reconhecimento, foi de R$ 18,87 bilhões.

A Eletrobras salientou que a soma do prejuízo das empresas de distribuição – que devem ser privatizadas ainda este ano – somou R$ 6,985 bilhões, numa sinalização de que sem elas, a companhia estaria efetivamente com melhor desempenho. Mas o desafio de vender algumas dessas empresas é grande, somente a Amazonas Energia foi responsável por R$ 4,968 bilhões em perdas líquidas.

O lucro líquido gerencial (que exclui números referentes à distribuidora Celg D, privatizada, receita de construção e receita de transmissão com RBSE) somou R$ 696 milhões nos últimos três meses de 2016, revertendo a perda de R$ 796 milhões de igual etapa do exercício anterior. No consolidado do ano, o indicador passou de um prejuízo líquido gerencial de R$ 705 milhões em 2015 para uma perda menor, de R$ 118 milhões em 2016.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da estatal ficou negativo em R$ 4,783 bilhões no quarto trimestre, montante 44% menor que os R$ 8,47 bilhões negativos de igual intervalo de 2015. No ano, o Ebitda somou R$ 19,797 bilhões, revertendo o número negativo de R$ 10,7 bilhões do ano anterior. O Ebitda gerencial cresceu 550% no quarto trimestre e somou R$ 784 milhões, totalizando no ano R$ 3,486 bilhões, alta de 33%.

Entre outubro e dezembro, a Eletrobras obteve uma receita operacional líquida de R$ 12,294 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 56% em relação ao apurado em igual período de 2015. No ano, a receita totalizou R$ 60,749 bilhões, alta de 86,4% em relação ao exercício anterior, influenciada pelo aumento das receitas de transmissão em decorrência da anotação da indenização a receber de RBSE.

A participação societária também contribuiu positivamente para a melhora do desempenho da estatal, com um montante positivo de R$ 625 milhões no quarto trimestre, alta de 80% frente o ano anterior, efeito da melhora do resultado dos empreendimentos onde as empresas Eletrobras têm participação, com destaque para a reversão da provisão relativa a excludentes de responsabilidade e encargos de uso do sistema de transmissão – EUST, efetuada pela SPE ESBR Participações, controladora da usina de Jirau.

No ano, a participação societária registrou um crescimento de 486%, para R$ 3,114 bilhões, com destaque para o reconhecimento da indenização por RBSE da coligada CTEEP, com um impacto no resultado de equivalência da Eletrobras de R$ 1,603 bilhão.

Por outro lado, pesou no resultado final da Eletrobras, além das provisões, o desempenho financeiro, que teve uma piora de 10% no trimestre, para uma despesa líquida de R$ 1,863 bilhão, principalmente por causa de atualização monetária. O mesmo motivo levou a uma despesa líquida anual de R$ 5,929 bilhões em 2016, ante o R$ 1,699 bilhão de 2015.

Provisões

Em informe ao mercado, a Eletrobras explicou, que o significativo volume de provisões operacionais registrado no quatro trimestre de 2016 foi influenciado, principalmente, pela provisão para contingências judiciais, de R$ 1,2 bilhão, com destaque para ações movidas por Produtores Independentes de Energia (PIEs) contra a distribuidora Amazonas D e uma ação do Banco KFW contra a controlada CGTEE.

Além disso, a estatal cita o registro de “impairment” líquido no montante de R$ 2,926 bilhões, a provisão para contrato oneroso de R$ 1,061 bilhão e a provisão para perdas em investimentos no montante de R$ 1,479 bilhão, “referente aos impairments aplicados “às Sociedades de Propósito Específico (SPEs) sob a ótica do investidor”, além da provisão de R$ 742 milhões referente a créditos suspensos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) relativa à CCC (Conta de Consumo de Combustível), no âmbito do orçamento da Conta de Desenvolvimento energético (CDE) de 2017.

A Eletrobras salientou que essas provisões trimestrais foram parcialmente compensadas pela reversão da provisão para Risco Hidrológico no montante de R$ 451 milhões na Eletronorte.

No ano, as Provisões Operacionais somaram R$ 14,415 bilhões, abaixo dos R$ 14,639 bilhões de 2015. No total, foram anotados “impairments” de R$ 5,537 bilhões nas empresas de geração e transmissão do grupo, além de uma provisão para contrato oneroso de R$ 2,194 bilhões, principalmente referente à usina de Angra 3. Já a Provisão para Contingências somaram R$ 3,994 bilhões.
Resultado de imagem para ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (28) a 39ª fase da operação Lava Jato. As autorizações para cumprir os mandados foram expedidas pelo juiz Sergio Moro, responsável pela operação no Paraná.

Batizada de Paralelo, a nova fase mira o uso de dinheiro do mercado clandestino de valores. Um ex-gerente da Petrobras, Roberto Gonçalves, foi detido pouco antes das 10h em Boa Vista (RR). Ele era procurado no Rio, onde ocorreram as ações de busca e apreensão.

Segundo a PF, Gonçalves visitava familiares na capital de Roraima e não há indícios de que ele estava tentando escapar de um pedido de prisão.

O executivo trabalhava na diretoria de Serviços da Petrobras e é apontado como beneficiário de propinas em contas no exterior, pagas por empreiteiras que tinham contratos com a estatal. Ele sucedeu Pedro Barusco no cargo.

Em entrevista coletiva, os investigadores afirmam que havia um "direito adquirido à propina" na estatal: Gonçalves teria herdado os acordos de pagamento de propina a Barusco.

Segundo a PF, a operação também objetiva apurar a atuação de operadores no mercado financeiro. Uma corretora de valores, sediada no Rio, é suspeita de ter viabilizado o pagamento de propina para funcionários da Petrobras.

O nome Paralelo é uma referência à atuação clandestina da operadora, "à margem dos órgãos de controles oficiais do mercado financeiro", de acordo com a PF.

Outras fases

A última fase da Lava Jato, a 38ª, aconteceu em fevereiro. Nomeada de Blackout, investigou o pagamento de US$ 40 milhões em propina a políticos e diretores da Petrobras.

Os alvos foram Jorge Luz e seu filho, Bruno, suspeitos de serem operadores do PMDB na Petrobras. Inicialmente considerados foragidos, eles foram presos pela Interpol em Miami um dia depois da operação.
Resultado de imagem para Fabio Schvartsman

Descrito como um executivo discreto e de posicionamento bastante direto em negociações, Fabio Schvartsman chega à presidência da mineradora Vale após ter permanecido seis anos à frente da fabricante de papel e celulose Klabin. Com 40 anos de carreira, Schvartsman, 63 anos, teve passagens por outros ícones nacionais, como Duratex e Grupo Ultra. “Ele não é ‘político’ na relação pessoal, é mais duro e objetivo”, descreveu uma fonte que já negociou diretamente com o novo presidente da Vale.

Depois de trabalhar na Duratex no início de sua carreira, a ascensão do engenheiro formado pela Poli-USP no mundo dos negócios se deu durante a passagem de 22 anos pelo Grupo Ultra, hoje dono de negócios como a distribuidora de gás Ultragás, a rede de postos Ipiranga, a química Oxiteno e a rede de farmácias Extrafarma. Atualmente, o Ultra fatura cerca de R$ 76 bilhões ao ano.

No Ultra, Schvartsman participou de negociações importantes, que ajudaram a dar ao grupo o porte que ele tem hoje, lembraram fontes de mercado ao Estado. Entre elas figurou a compra da rede de postos de combustíveis Ipiranga, em março de 2007, em parceria com a Petrobrás e a Braskem.

Anos antes, dentro do Ultra, foi um dos defensores da compra da petroquímica Copene, mas o negócio acabou ficando nas mãos da Odebrecht, dando origem à Braskem, companhia considerada o braço mais saudável do conglomerado.

Apesar de ter participado de negociações importantes e de ter sido diretor financeiro e de relações com investidores, a saída de Schvartsman do Ultra se deu em meio à disputa pelo comando do negócio, no fim de 2007. Depois de mais de duas décadas, ele esperava ser elevado à presidência da Ultrapar, contam pessoas que trabalharam de forma próxima ao executivo na época.

Schvartsman era cotado para assumir a presidência da Ultrapar, substituindo Paulo Cunha. O escolhido acabou sendo Pedro Wongtschowski, que ficou no cargo até 2012, quando foi nomeado o atual CEO, Thilo Mannhardt.

Após deixar o Ultra, Schvartsman assumiu em 2008 o comando do grupo San Antonio, onde ficou até 2010. O San Antonio foi um dos maiores fracassos da história da gestora GP Investments. Em 2014, a GP registrou a perda total do investimento no negócio de serviços para o setor de óleo e gás – apenas a compra de 17,7% da operação custou US$ 135 milhões, em 2008.

O novo presidente da Vale deixou a San Antonio para assumir o comando da Klabin em fevereiro de 2011. Ele foi o primeiro executivo que não pertencia às famílias controladoras a comandar o grupo, e chegou para finalizar o processo de profissionalização da companhia de papel e celulose.

Na Klabin, também teve o desafio de colocar em pé o projeto Puma, o maior investimento já realizado pela empresa. Inaugurado em junho de 2016, em Ortigueira (PR), teve orçamento de R$ 8,5 bilhões e se diferencia por ter produção híbrida, que permite a produção da celulose do tipo “fluff”, usada em fraldas, por exemplo.

A soma das experiências de Schvartsman “vai fazer muito bem” à Vale, afirma Pércio de Souza, sócio da butique de investimentos Estáter: “O Fábio é um dos raros executivos que alia as capacidades de identificar problemas, implementar soluções e liderar times”.

Desafios

Uma das tarefas previstas do novo presidente da Vale será a reorganização societária. A empresa quer acabar com a Valepar para transformar a mineradora numa companhia sem controlador até 2020, o que acarretará mudanças no conselho de administração e na estrutura de suas ações em Bolsa. Schvartsman enfrentou desafio semelhante na Klabin, incluindo a transformação de parte das ações em “units”.

Uma outra fonte lembrou que existem semelhanças entre os negócios de celulose e de mineração. Assim como o minério, a celulose é um produto cotado no mercado internacional e voltado para a exportação.

Outro ponto comum às duas atividades é o risco ambiental. No setor de papel e celulose, há o impacto das florestas e da produção. Na Vale, a questão ambiental é terreno bastante sensível, por causa do rompimento da barragem da Samarco – joint venture da brasileira com a BHP Billiton -, que rendeu bilhões de reais em multas à subsidiária e resultou na morte de 19 pessoas no fim de 2015.

Apesar de ver paralelos entre Klabin e Vale, a fonte lembrou que o desafio na mineradora é “infinitamente maior” não apenas pelo porte da companhia, mas também pela presença de fundos de pensão no negócio.

A Klabin afirmou nesta segunda-feira, 27, em nota, que a decisão sobre a substituição de Schvartsman ainda não está tomada. O executivo não respondeu ao contato feito pela reportagem.
Resultado de imagem para Departamento de propinas da Odebrecht

Depoimentos de delatores da Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação que investiga possível abuso de poder político e econômico da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer de 2014 revelaram detalhes do funcionamento do “departamento de propinas” da empreiteira.

Responsável por movimentar US$ 3,3 bilhões, o Setor de Operações Estruturadas era o centro nervoso de um esquema de pagamento de subornos no Brasil e em outros 13 países. A cifra foi exposta por Hilberto Mascarenhas, que chefiou a área de 2006 até o seu fechamento, após a Operação Lava Jato.

Nos depoimentos, os delatores indicam que pagamentos ilegais não foram inventados na gestão de Marcelo Odebrecht, herdeiro do grupo, mas o nome e a estruturação do setor, sim. De acordo com Mascarenhas, antes os pagamentos eram embrionários e menos seguros. “Eles usavam fax! Meu Deus do céu! Cuspir papel é suicídio!”, disse o delator ao TSE.

Os repasses ilegais estavam vinculados a uma “agenda ampla” da Odebrecht, que envolvia interesses no governo relacionados a etanol, tributação e obras, como a construção de infraestrutura para a Copa do Mundo e a Olimpíada.

Além de propina e de caixa 2 para campanhas eleitorais, o setor bancava, de forma extraoficial, o resgate de executivos em caso de sequestro, em países como Iraque e Colômbia, pagamentos a milícias e bônus a executivos da empreiteira.

O caixa 2 que abastecia a área era gerado por obras da empresa no exterior – segundo Mascarenhas, 99,9% do dinheiro vinha assim. “‘Ah, vamos fazer uma obra em tal lugar’. Tinha um excedente (nesse tipo de obra). O excedente era usado para abastecer a nossa área”, relatou Fernando Migliaccio, subordinado a Mascarenhas na área.

Operação

O setor recebia uma programação semanal dos pagamentos a serem ser feitos, já vinculados a codinomes dados por executivos do alto escalão a autoridades ou políticos. A hierarquia rígida, característica da empresa, servia para compartimentar as informações e evitar que funcionários da área decifrassem os apelidos.

“Chegou aqui autorizado, paga, certo? (…) Nosso papel era de pagar. Para quem e por que não era da nossa alçada”, disse Mascarenhas ao TSE. As determinações de pagamento eram lançadas sempre na sexta-feira e, na segunda-feira subsequente, a operação era feita. Quem recebia a planilha era a secretária Maria Lúcia Tavares, primeira delatora a falar sobre o setor.

Sistemas

Mesmo com acesso aos sistemas de informática Drousys e MyWebDay, ela só sabia que “Feira” era Mônica Moura, mulher do marqueteiro João Santana, porque a empresária foi até o escritório da empresa uma vez. Foi Santana quem levou a Polícia Federal ao conhecimento da área de propina.

O pedido para realizar o pagamento era encaminhado por executivos da Odebrecht, sempre com autorização de Marcelo Odebrecht ou de líderes empresariais (presidentes das empresas do grupo). Os líderes que autorizavam o pagamento tinham o valor “debitado” da sua área – ou seja, o que era pago pelo departamento da propina por autorização do executivo era abatido do lucro da área e interferia no bônus que a empresa pagava a ele.

Para tentar maquiar o elevado fluxo de valores, os executivos do setor ficaram sócios de um banco em Antígua, paraíso fiscal do Caribe, e se valiam de transações por várias camadas de offshore.

Limite

O repasse ao destinatário da propina era a etapa final cumprida pelo setor. O dinheiro abastecia contas de operadores financeiros disponíveis para efetuar pagamentos em espécie em qualquer lugar no País, até em cabarés, até o limite diário de R$ 500 mil por codinome.

“Muitas vezes eu brigava, porque tinha solicitações para praças que é impossível conseguir, e você ficar transitando com reais por esse país é loucura, você vai ser pego”, disse Mascarenhas.

Outro funcionário do setor, Fernando Migliaccio, preso na Suíça em 2015, afirmou no TSE ter como recorde a movimentação de R$ 35 milhões, a vários destinatários, em um só dia. No exterior, os repasses eram feitos em contas bancárias – normalmente de offshores. Fora do País, só não eram feitos pagamentos nos Estados Unidos, considerado “complicadíssimo” por causa da fiscalização.
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O Conselho de administração da Petrobras aprovou a manutenção de Pedro Parente no cargo de presidente-executivo da companhia, para um mandato de dois anos, segundo comunicado divulgado nesta última segunda-feira (27), em referência a uma reunião realizada na véspera.

O comunicado destacou que Parente havia sido eleito para o cargo a partir de 31 de maio de 2016, substituindo Aldemir Bendine.

Parente ocupou o cargo da presidência como uma das medidas do presidente Michel Temer, que assumiu o Palácio do Planalto no ano passado em meio ao processo de impeachment de Dilma Rousseff.

A assessoria de imprensa da companhia informou que o novo mandato de Pedro Parente começou a valer no domingo e vai até 26 de março de 2019.

Metas e resultados

No início deste ano, o presidente assegurou que a empresa vai cumprir as metas estabelecidas com disciplina e acompanhamento mensal de resultados, mas sem reduzir a meta de produção.
Segundo ele, a empresa prevê reduzir os custos operacionais em 18% em relação aos custos previstos no cenário básico da estatal, além de implantar novos sistemas de gestão, orçamento base zero e desdobramentos de metas para serem cumpridas com mais disciplina, detalhe e acompanhamento.

Na ocasião, Parente disse que a empresa está concluindo o segundo programa de demissão voluntária, totalizando a adesão de 19 mil colaboradores, o equivalente a 20% do quadro de funcionários diretos da companhia existente pré-PDVs.

O presidente da Petrobras ressaltou ainda que foram contabilizados US$ 13,6 bilhões vindos de parcerias e desinvestimentos entre 2015 e 2016 e há previsão de US$ 21 bilhões entre 2017 e 2018.
Parente comemorou as parcerias estratégicas com três empresas internacionais: a Total, a Galp e a Statoil, que, segundo ele, trazem recursos para a estatal e troca de experiências, além de elas possuírem padrão de compliance e integridade na governança.

O presidente da Petrobras falou ainda que pretende reduzir em 36% o total de acidentes com e sem afastamento de funcionários. “Não vamos prejudicar as pessoas para atingir a meta da nossa empresa", disse na época.


A Coppe/UFRJ promove hoje, o segundo seminário sobre Conteúdo local na indústria do Petróleo. Aberto ao público, o evento será realizado, nesta terça-feira (28) das 14 às 16 horas, no auditório da Coppe, sala 122, bloco G, Centro de Tecnologia, Avenida Horácio Macedo, 2030, Cidade Universitária no Rio de Janeiro.

Coordenado pelo professor Luiz Pinguelli Rosa,diretor de Relações Institucionais da Coppe, o seminário contará com a participação do vice-presidente da Associação dos Engenheiros da Petrobras (AEPET), Fernando Siqueira; do presidente do Clube de Engenharia, Pedro Celestino; e do diretor executivo de Petróleo, Gás Natural e Petroquímica da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), Alberto Machado.

A descoberta de grandes reservas de petróleo em águas profundas na costa brasileira, na camada geológica conhecida como pré-sal, ampliou a necessidade de aquisição de equipamentos e contratação de serviços para a ampliação da produção offshore. Tal fato aumentou a demanda na indústria nacional, protegida pelas regras de conteúdo mínimo. Alguns especialistas defendem que a PCL é um importante instrumento de política industrial para formação de uma cadeia de fornecedores internacionalmente competitiva. Outros argumentam que ela é um entrave protecionista que eleva os custos das operadoras, dificultando a ampliação da produção doméstica de petróleo.|Twitter: @coppeufrj | Facebook: www.facebook.com/coppe | YouTube: /coppeufrj

O gás natural de propriedade da União, extraído do pré-sal, deverá priorizar o abastecimento do mercado nacional e servir como instrumento de política pública, segundo resolução publicada, pelo Conselho de Nacional de Política Energética (CNPE).

Na publicação, feita no Diário Oficial da União, o órgão governamental estabelece a política de comercialização do petróleo e do gás da União, oficializando diretrizes anunciadas em dezembro, após a aprovação em reunião do CNPE.

Contudo, o CNPE não indicou detalhes sobre quais políticas públicas deverão ser fomentadas pela comercialização do gás natural.

A resolução, amplamente aguardada pelo setor, estabelece regras para que o Brasil possa se beneficiar do óleo e do gás extraídos de áreas regidas pela recente lei de partilha de produção brasileira, onde as empresas que atuam devem pagar em petróleo e gás ao governo pelo direito exploratório.

Atualmente, apenas o prospecto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, está licitado pelo regime de partilha de produção e passará, neste ano, por um teste de longa duração (TLD). Além disso, há outras reservas identificadas nas áreas da União no pré-sal não licitadas, que passarão por processo de unitização.

A resolução indica que a política de comercialização será implementada por um período de transição, com duração de até três anos, para garantir que a União ganhe a experiência necessária para a construção do modelo de longo prazo.

Caberá à estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) praticar todos os atos necessários à gestão dos contratos para a comercialização, que deverá ocorrer de acordo com as normas de direito privado, dispensada de licitações.

A estatal, no entanto, deverá contratar um agente comercializador, por meio de processo licitatório, para a realização da tarefa.

A receita da comercialização deverá ser depositada pelos agentes comercializadores diretamente na Conta Única do Tesouro Nacional, para que seja dada a sua destinação legal.

Especificamente no caso do gás, o CNPE estipulou regras mais precisas, com o intuito de estimular a indústria doméstica. A comercialização desse insumo deverá ser feita "preferencialmente em leilões de curto prazo, observada a isonomia entre os interessados".

Além disso, o CNPE determina que a comercialização deverá contar com a maximização do resultado econômico dos contratos, primar pelos princípios da simplicidade, transparência, rastreabilidade, dentre outras boas práticas, que garantem que a política seja completamente atendida.

A PPSA precisará ainda dar publicidade, a cada seis meses, de relatório de avaliação de desempenho do agente comercializador.
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 Os acionistas da Petrobras aprovaram nesta última segunda-feira (27) em assembleia geral extraordinária a venda de 100% das ações na Petroquímica Suape e na Citepe para a mexicana Alpek pelo valor de US$ 385 milhões. O valor, a ser pago no fechamento do negócio, ainda pode sofrer ajustes de capital de giro, dívida líquida e impostos a recuperar.

A operação faz parte do plano de parcerias e desinvestimentos 2015-2016, que atingiu US$ 13,6 bilhões no biênio. O negócio ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (CADE).

"Ressalta-se que, no momento, não há qualquer restrição ao prosseguimento desta transação, uma vez que o Tribunal Regional Federal da 5ª Região revogou a liminar que suspendia a operação, conforme divulgado em fato relevante de 22/02/2017", informou a petroleira em comunicado à CVM.
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A Petrobras ajustou o seu plano de negócios, e aumentou em 1% o patamar de investimentos previstos para o período 2017-2021, de US$ 74,1 bilhões para US$ 74,5 bilhões.

Para o mesmo período, a companhia aumentou em US$ 600 milhões as previsões de investimentos em exploração e produção (E&P), de US$ 60,7 bilhões para US$ 61,3 bilhões; e reduziu em US$ 300 milhões os aportes em refino e gás natural, de US$ 12,4 bilhões para US$ 12,1 bilhões.

Já o programa de parcerias e desinvestimentos totaliza US$ 21 bilhões, no mesmo período.

Segundo o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores, Ivan Monteiro, o plano de venda de ativos da companhia ganhou uma “dinâmica nova” após a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de liberar a continuidade do programa, com ajustes nos procedimentos.

No quarto trimestre do ano, a Petrobras investiu um total de R$ 14,06 bilhões, queda de 32,5% na comparação anual. No ano, a estatal investiu R$ 55,3 bilhões, queda de 27% ante os R$ 76,3 bilhões investidos em 2015.

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Na semana em que o presidente Michel Temer anunciou que os servidores dos Estados e municípios ficariam de fora da reforma da Previdência, um estudo mostra o tamanho do problema deixado para os governadores. Atualmente, as previdências do Distrito Federal e de 22 dos 26 Estados operam no vermelho.

Em apenas seis anos – entre 2009 e 2015, último dado disponível -, o rombo passou de R$ 49 bilhões para R$ 77 bilhões, em valores atualizados pela inflação. Para pagar os aposentados, os Estados usam o dinheiro do seu caixa. A parcela da receita comprometida com a Previdência, na média, subiu de 9,5% para 13,2%. Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já gastam mais de 20% da receita com Previdência.

Os números que mostram a nova dinâmica de gastos, Estado por Estado, constam de uma nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Três fatores levaram à deterioração acelerada, explica um dos autores do trabalho, Claudio Hamilton Matos dos Santos, técnico de Planejamento e Pesquisa da área macroeconômica do Ipea.

O primeiro deles até contraria outros levantamentos: o número de funcionários na ativa está caindo – o que leva à redução das pessoas que contribuem com a Previdência. Na média, a retração foi de 3,6% em sete anos. Mas, em alguns Estados, foi bem maior porque os governadores tentam cortar despesas reduzindo a máquina pública. No Rio Grande do Sul, houve corte de 18% no pessoal. Em São Paulo, de 12%.

Por outro lado, ocorre uma aceleração nos pedidos de aposentadorias. O número de inativos cresceu 25% entre 2009 e 2015. Há Estados em que o ritmo foi frenético. No Acre e Tocantins, o número de aposentados praticamente dobrou.

O terceiro fator foi pontual, mas nefasto: houve reajustes generalizados nos salários dos servidores, que foram repassados, em sua maioria, integralmente para os aposentados. Não há espaço para mais reajustes, mas o número de aposentados vai continuar a crescer e o de servidores, a cair. “Esse descompasso não vai apenas aumentar o déficit, mas também prejudicar a qualidade dos serviços públicos dos Estados”, diz Claudio Hamilton, do Ipea.

Realidade

“O que o Ipea constatou é a mais pura realidade: sem uma reforma, em cinco ou dez anos todos os Estados estarão como o Rio de Janeiro”, diz o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro. Sua gestão fez um PDV, plano de demissão voluntária, seguiu o exemplo da União e apertou as regras para concessão de pensões, e agora estuda a criação de um fundo para amparar a Previdência. Mas ele alerta: “Uma hora seremos obrigados a contratar, porque não tem como fazer segurança sem policial na rua ou dar aula sem professor; a qualidade do serviço público está caindo no País todo”, diz.

Na tentativa de aliviar a crescente pressão sobre as contas, nos próximos dias os Estados voltarão a procurar o governo para pedir o compartilhamento das contribuições (tipo de tributo que é de exclusividade da União). “Não vamos conseguir oferecer todos os serviços se a receita não aumentar”, diz André Horta, presidente do Consórcio Nacional de Secretarias da Fazenda (Consefaz).
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Se você quer ouvir especialistas de empresas falando sobre como contornar a crise e aumentar a produtividade, vá para o 3º Seminário de Produtividade Industrial, que será realizado no dia 25 de abril, em São Paulo, no Espaço Franklyn Covey, Rua Flórida, 1.568, próximo à Av. Berrini. “O Seminário de Produtividade é uma oportunidade única para os participantes conhecerem casos reais de como grandes indústrias têm feito para conseguir um aumento contínuo da produtividade”, afirma Paulo Mendes, dono da BCN Treinamentos, organizadora do evento. O link para se inscrever é http://bcntreinamentos.com.br/seminario-de-produtividade-industrial-2/.

Estarão presentes pela manhã Roberto Camanho, professor e supervisor do Laboratório de Produtividade da ESPM/SP, com a palestra “Produtividade na Revolução Industrial 4.0: Gestão das Conversas”; Felipe Votto, diretor do Centro de Distribuição da Avon, e Alfredo Schwarz, diretor de Excelência Operacional para o South Market Group da Avon explicando como “A cultura organizacional transformou a produtividade no maior CD da Avon no mundo – Case Avon”; José de Carlos do Nascimento, gerente sênior de Gestão da Qualidade Powertrain da Mercedes-Benz do Brasil, abordará os “Fatores essenciais na produtividade industrial – Case Powertrain Mercedes-Benz”.

No período da tarde, Wagner Lima, gerente de Qualidade e Melhoria Contínua na Siemens, apontará “Os desafios e fatores de sucesso da produtividade na visão da Siemens – Case Siemens”; Wladimir Constante, vice-presidente executivo da área de operações Brasil da Alexander Proudfoot, estará “Identificando oportunidades para impactar a produtividade na indústria”; e Fábio Montanari Boni, diretor industrial da Tecfil, fabricante de filtros automotivos, falará sobre o “Aumento da produtividade com a Gestão da Informação no chão de fábrica – Case Tecfil”.
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O presidente da Shell no Brasil, André Araújo, espera que a isenção de cumprimento de conteúdo local (waiver) pedida pelo consórcio de Libra seja concedida pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Para o executivo, o projeto está à frente na discussão, mas a regulamentação do waiver será crucial para destravar uma série de investimentos no setor de petróleo.

Entre os projetos, Araújo deu como exemplo o Gato-do-Mato, da própria Shell, no pré-sal da Bacia de Santos, como um dos que podem vir a ter problemas semelhantes. "Decisões no presente vão ter impacto em como as companhias veem seu envolvimento nos projetos", afirmou em evento do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Combustíveis (IBP).

A ANP analisa o pedido do consórcio de Libra para permitir a contratação do afretamento da plataforma FPSO Libra 1, que será utilizada no projeto piloto, com conteúdo local inferior ao previsto no contrato de partilha. O consórcio é operado pela Petrobras e conta ainda com a representante da União no projeto, a PPSA, a anglo-holandesa Shell, a francesa Total e as chinesas CNOOC e CNPC.

De acordo com Araújo, as decisões relativas ao projeto serão tomadas dependendo do entendimento dos empreendedores sobre seu custo final. O waiver relativo ao FPSO é um dos pontos-chave para isso.

Em palestra sobre a questão do conteúdo local, Araújo destacou que a mudança feita pelo governo Temer nessa política para os próximos leilões é positiva, trazendo porcentuais mais factíveis. Apesar disso, ainda há complexidade e detalhes a serem esclarecidos para as empresas. Além dos critérios para a concessão de waivers, ele mencionou também o futuro do Repetro como um ponto a ser endereçado.

"O Brasil precisa continuar definindo escolhas para atrair investimentos. O fato de ter um volume de reservas extremamente grande não significa necessariamente que os investimentos virão", disse.


O conglomerado brasileiro Andrade Gutierrez está buscando vender participações na empresa de energia elétrica Cemig, na barragem hidroelétrica de Santo Antônio e no grupo de call center Contax, na tentativa de cortar dívidas e expandir-se para o exterior depois de ser envolvida na Lava Jato.

O presidente-executivo Ricardo Sena disse ao jornal Folha de S.Paulo, em entrevista publicada neste último domingo (26), que o grupo está negociando aquisições nos setores de construção dos Estados Unidos e da Inglaterra ao afastar-se de obras públicas no Brasil, que arrastaram a empresa para dentro do maior escândalo de corrupção do países.

Andrade Gutierrez foi um dos principais grupos de engenharia a chegar a um acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em novembro, mas Sena disse que o progresso tem sido lento nas conversas com outros órgãos auditores federais que detêm poder sobre os contratos públicos.

Sem contratos suficientes do setor privado para compensar negócios perdidos na esfera estatal, a Andrade Gutierrez está olhando para a venda de quase todas as suas participações, exceto sua divisão de construção e uma participação na concessionária rodoviária CCR Sena disse.

Isso inclui participações na empresa estatal de energia elétrica Cemig, na Contax Participações e no estádio da Beira Rio, sede do clube de futebol Internacional, disse.

As vendas de ativos poderiam reduzir a dívida do grupo para R$ 1,6 bilhão, ante R$ 4 bilhões atualmente, disse Sena ao jornal.

Os representantes da imprensa para Andrade Gutierrez não responderam imediatamente às perguntas sobre a entrevista.


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 dos grandes delatores da Operação Lava Jato, Pedro Barusco, enviou à Justiça Federal dois comprovantes de pagamento do aluguel da bateria da tornozeleira eletrônica. O ex-gerente da Petrobras pagou R$ 35 referente aos meses de março e abril. Os recibos foram anexados aos autos da Lava Jato na última terça-feira (21/3).

Pedro Barusco fechou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) em 2014 e não chegou a ser preso. As revelações do executivo foram feitas entre novembro e dezembro de 2014 à força-tarefa da Lava Jato e tornadas públicas em fevereiro de 2015.

No início de março deste ano, Barusco foi advertido por “displicência” no uso da tornozeleira eletrônica. O sistema de monitoramento de ex-gerente da Petrobras, condenado na Lava Jato, ficou sem bateria por quatro vezes.

A defesa de Barusco argumentou que o delator estava “ciente de seus deveres quanto ao cumprimento da pena”. “Quanto às notificações registradas, que ele estava dormindo quando constatada a falta de bateria, alegando que o aparelho não vibra o suficiente para despertá-lo”, alegou a defesa na ocasião.

Em manifestação, o Ministério Público Federal afirmou que é obrigatório “carregar diariamente a tornozeleira eletrônica, tomando as cautelas necessárias para que a bateria não acabe durante o sono”. A juíza federal substituta Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, apontou para ‘displicência do apenado em violações por falta de bateria’ e advertiu o ex-gerente da Petrobrás.

Sentenças

O ex-gerente já foi condenado a 47 anos e sete meses de prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Como firmou delação premiada, Barusco cumpre as penas acordadas em sua colaboração.

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O acordo de colaboração do ex-gerente prevê, que, após o trânsito em julgado das sentenças condenatórias que somem o montante mínimo de 15 anos de prisão, os demais processos contra Barusco ficam suspensos. Em março de 2016, Barusco começou a cumprir sua pena de regime aberto diferenciado perante a 12ª Vara Federal de Curitiba, sob tutela do juiz federal Danilo Pereira Júnior.

Foram impostas quatro medidas ao delator — recolhimento domiciliar nos finais de semana e nos dias úteis, das 20h às 6h, com tornozeleira eletrônica, pelo período de dois anos; prestação de serviços comunitários à entidade pública ou assistencial de 30 horas mensais pelo período de dois anos, apresentação bimestral de relatórios de atividades; após os dois anos iniciais, remanescerá, pelo restante da pena, somente a obrigatoriedade de apresentação de relatórios de atividades periódicos a cada seis meses; e proibição de viagens internacionais, pelo período de dois anos, salvo autorização judicial.

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O Tribunal de Contas da União (TCU) declarou a inidoneidade por cinco anos de Queiroz Galvão, Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), Techint Engenharia e Construção e UTC Engenharia por fraude em licitação da usina nuclear Angra 3.

Segundo o tribunal, o dano ao erário motivado pela fraude é estimado em 400 milhões de reais, valor que sobe a 1,5 bilhão de reais se considerar valores atualizados mais multa.

Por outro lado, o TCU suspendeu a decisão em relação às empresas que colaboraram com o Ministério Público Federal - Construções e Comércio Camargo Corrêa, Construtora Norberto Odebrecht e Construtora Andrade Gutierrez. Elas terão a oportunidade de firmar novo compromisso com o órgão, demonstrando interesse em colaborar com as apurações em curso no TCU e, em especial, ressarcir os prejuízos causados.

O TCU afirmou que a decisão é inédita no tribunal e deve repercutir em outros processos em discussão na corte que envolvam empresas que firmaram acordos de leniência com outras instituições.
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Atual prefeito do Rio, Marcelo Crivella foi ao BNDES pedir a renegociação da dívida da cidade. Saiu de lá desnorteado.

A um amigo, o prefeito do Rio de Janeiro disse que Maria Silvia o tratou de maneira ríspida.



O Brasil deu o sinal verde na última semana em uma reunião técnica em La Paz ao projeto de construção do "trem bioceânico", também conhecido como Ferrovia Transoceânica, com financiamento da Alemanha e da Suíça, que beneficiará o comércio de cinco nações sul-americanas (Bolívia, Peru, Paraguai, Uruguai e Brasil).

“O Brasil tem interesse e vontade [de participar] deste esforço coletivo para chegar a mercados asiáticos e aproveitar a linha férrea que chega a Corumbá (lado brasileiro) e a Puerto Suárez (na Bolívia)”, anunciou o coordenador de Assuntos Econômicos para a América do Sul da chancelaria brasileira, João Carlos Parkinson de Castro.

Ele destacou que será importante estabelecer acordos de “harmonização aduaneira” para que haja uma circulação fluída dos trens na rota Brasil-Bolívia-Peru.

O ministro boliviano de Obras Públicas, Milton Claros, saudou a adesão do Brasil. "Estamos sobre trilhos", exclamou, na primeira reunião técnica que se realizou hoje na Chancelaria boliviana com a participação de representantes da Alemanha, Suíça, Brasil, Peru, Paraguai, Uruguai, Bolívia, do Banco Interamericano de Desenvolimento (BID) e da Corporação Andina de Fomento (CAF).

O vice-ministro alemão de Transportes e Infraestrutura Digital, Rainer Bomba, confirmou que umas 30 empresas alemãs e suíças estão interessadas no financiamento e construção do "Corredor Ferroviário Bioceânico Central", nome oficial de uma linha ferroviária que teria uns 3.750 quilômetros de comprimento quando concluída. "Este é um tremendo projeto. Agora resta definir os objetivos de investimento para sua construção”, afirmou Bomba.

O vice-ministro alemão de Transportes assinou, junto ao ministro boliviano Milton Claros, um memorando de entendimento para consolidar o Corredor Bioceânico, num ato do qual participou o presidente da Bolívia Evo Morales. "Estamos convencidos que o trem bioceânico entre Brasil, Bolívia e Peru será o Canal do Panamá do século 21", destacou o mandatário.

A via férrea que unirá o Atlântico ao Pacífico começaria na costa do Brasil, cruzaria a selva amazônica e a cordilheira dos Andes e terminaria no litoral peruano, depois de passar pelar Bolívia.

O governo de La Paz aposta forte nesta obra porque quer evitar o uso de portos do norte do Chile, país com o qual mantém um litígio histórico por uma saída soberana ao mar.

O traçado incluiria os trechos Santos-Campo Grande (no Brasil), Puerto Suárez (Bolívia) e Ilo (Peru) e seu custo é calculado em cerca de 14 bilhões de dólares, segundo o estudo técnico feito pela Bolívia.

O projeto do "trem bioceânico" do presidente Morales foi apresentado há um ano ao vice-ministro alemão Bomba na primeira visita deste a La Paz, acompanhado de empresários alemães.

Morales está empenhado em abrir novos corredores de exportação para produtos bolivianos, que hoje saem do país através de portos do norte do Chile. Cerca de 80% das exportações bolivianas saem pelo porto chileno de Arica.

O "trem bioceânico' também poderia beneficiar outros países porque a cidade boliviana de Puerto Quijarro serviria como ponto de enlace entre uma futura hidrovia Paraguai-Paraná e a ferrovia para exportar produtos do Paraguai, Uruguai e Argentina pelo Oceano Pacífico.

A reunião de La Paz não contou com a participação do vice-presidente do Peru e ministro de Transportes, Martín Vizcarra, que está atendendo à situação de emergência em seu país por causa das inundações, sendo representado por seu chefe de gabinete, Carlos Estremadoyro.

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 A Termomecanica investiu R$ 8 milhões na implantação de uma nova fábrica (infraestrutura e equipamentos) no Polo Industrial de Manaus (AM), que deve entrar em operação a partir de abril. De acordo com a empresa, a nova unidade irá garantir mais agilidade e preços competitivos principalmente os fabricantes do setor de refrigeração, que em grande parte se concentram na região.

A expectativa é de que, a partir de 2018, a Termomecanica da Amazônia esteja usando 100% de sua capacidade instalada, atingindo a produção de 150 toneladas mensais de insumos para atender a indústria de refrigeração, como os tubos de cobre ranhurados.

Para Carlos Alberto Legori, diretor industrial da TM da Amazônia, embora a Termomecanica já tenha market share significativo nesse segmento, a nova unidade industrial aproxima a companhia da meta de abastecer 100% do mercado nacional, que hoje ainda importa parte desses insumos.

“A TM da Amazônia facilita muito a logística de entrega de produtos, reduz custos e nos deixa muito mais competitivos para a entrega de produtos com a mesma qualidade que os fabricados em nossas plantas em São Bernardo”, afirma. “Os clientes ainda têm o benefício de não precisar manter grandes estoques para atender às suas necessidades. A reserva poderá ficar armazenada em nossa própria planta”.

O carro-chefe da linha de produção da Termomecanica da Amazônia é o tubo de cobre ranhurado voltado para a fabricação e instalação de sistemas de refrigeração e ar-condicionado, assim como de compressores, linha branca, refrigeradores comerciais, evaporadores, trocadores de calor, conexões, purificadores de água, entre outros.

A TM da Amazônia é a quinta fábrica da Termomecanica, que conta ainda conta com duas unidades em São Bernardo do Campo (SP), uma no Chile e uma na Argentina, além de um Centro de Distribuição em São Bernardo do Campo (SP) e outro em Joinville (SC).

“Nesses últimos anos, mesmo com as incertezas políticas e econômicas, fizemos questão de investir em tecnologia, novos processos e treinamentos dos funcionários para aprimorar ainda mais a qualidade dos produtos e do atendimento prestado ao cliente. Em 2016, apostamos inclusive em uma nova linha de Alumínio, que por conta da versatilidade e variedade de aplicações que comporta é uma excelente alternativa ao cobre. Tudo isso nos prepara para a desejável retomada da economia”, finaliza Pedro Torina, diretor da empresa.

A Petrobras retomou o processo de venda da Petroquímica Suape e da Citepe, e convocou assembléia sobre o tema para esta segunda-feira (27).

A convocação se segue à decisão favorável desta quarta-feira, 22, proferida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região a recurso da empresa, que permite a venda das ações da Companhia Petroquímica de Pernambuco e da Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco.

A venda de 100% das ações detidas pela Petrobras nas empresas foi negociada com o Grupo Petrotemex e a Dak Americas, subsidiárias da Alpek,por US$ 385 milhões.

Na última AGE, de 31 de janeiro, o assunto havia saído da pauta após a liminar concedida pela 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe, por pedido de suspensão do negócio feito pelo Sindicato dos Petroleiros de Alagoas e Sergipe (Sindipetro-AL/SE).

O negócio foi aprovado pelo conselho de administração da Petrobras no dia 28 de dezembro de 2016, mas ainda depende de aprovação em AGE.

A reunião de hoje também tem como tema eleição de membro titular do conselho fiscal indicado pelo acionista controlador.
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A Petrobras teve recentemente duas importantes vitórias na Justiça que liberou a companhia de dar prosseguimento aos processos de licitação para a contratação dos navios-plataformas (FPSO) de Libra e de Sépia, para os campos no pré-sal.

O desembargador Néviton Guedes, da 5ª turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª região, acatou no último dia 17 o recurso da Petrobras e derrubou a liminar que suspendia a licitação do navio-plataforma (FPSO) de Libra, que a Petroleira pretende contratar no exterior.

A estatal teve uma vitória sobre o FPSO de Sépia ao ter sido negado recentemente o pedido de liminar que também pretendia suspender a sua contratação pela juíza Ivana Silva da Luz da 6ª Vara Cível da Seção Judiciária do Distrito Federal. Com isso, a Petrobras pretende acelerar os processos para não atrasar seus cronogramas de produção prevista para a partir de 2020.
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A Petrobras prevê que caso não seja liberada de cumprir as cláusulas de conteúdo local na implantação da primeira plataforma comercial de Libra, na Bacia de Santos, e o projeto ainda assim seja implantado, a multa contratual poderia atingir 630 milhões de dólares, segundo nota nesta quinta-feira.

O consórcio detentor dos direitos de exploração de Libra, considerada a área mais promissora do pré-sal, já deu entrada no pedido do chamado “waiver”, para ter a exigência de conteúdo local da plataforma flexibilizada, junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na quarta-feira, o presidente da Petrobras, operadora da área, Pedro Parente, e o presidente da anglo-holandesa Shell, André Araújo, afirmaram em um evento do setor, no Rio de Janeiro, que uma negativa da agência reguladora poderia colocar em risco o projeto.

No evento, o gerente-executivo de Libra na Petrobras, Fernando Borges, afirmou que se as regras de conteúdo local não fossem flexibilizadas, a multa a ser paga poderia ser de pelo menos 500 milhões de dólares.

A primeira plataforma comercial de Libra está prevista para entrar em operação em 2020 e o pedido de waiver está previsto no contrato da área, caso seja constatado que tais percentuais levam a prazos e preços excessivos.

“O consórcio estima que, comparando-se o nível de conteúdo local requerido no contrato e o que o mesmo considera factível, caso a ANP decida por não conceder o waiver e o projeto ainda assim seja implantado, o valor da multa contratual pela parcela não atendida do conteúdo local requerido poderia atingir 630 milhões de dólares”, afirmou a empresa em nota.

Segundo a empresa, desde 2015 a Petrobras e seus sócios têm realizado licitações com diferentes níveis de conteúdo local, com o objetivo de obter propostas competitivas, alinhadas às métricas internacionais, e auxiliar a ANP quanto à discussão sobre o nível factível de conteúdo local dos itens.

A flexibilização do contrato, entretanto, enfrenta oposição do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), que conseguiu suspender a licitação da plataforma em janeiro, com uma ação na Justiça, mas que foi revertida neste mês.

O consórcio da área de Libra é formado pela Petrobras (operadora com 40 por cento), Shell (20 por cento), Total (20 por cento) e as chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC (10 por cento).
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Um velho conhecido de Graça Foster ficou preocupado ao encontrar a ex-presidente da Petrobras. Ela deixou de pintar os cabelos e engordou 20 quilos.

Para quem milita em comunicação, o Brasil tem sido um enorme laboratório para profissionais que estudam jornalismo corporativo e um dos seus mais importantes capítulos, o gerenciamento de crise. Em escala global, embora com impacto também local, tivemos há pouco o episódio das baterias de um modelo específico de smartphone da coreana Samsung. Ou o emblemático caso da Odebrecht, para citar somente alguns. Na sexta-feira, 17, o País foi sacudido com a denúncia de que dois dos principais fornecedores de proteína animal do planeta – a JBS e a BRF – estavam envolvidos em malversações.

Notícias que colocavam em xeque a qualidade de seus produtos em um submundo de denúncias. Abstraindo-se o mérito da súbita ação da Polícia Federal e as razões que as motivaram, quais foram os supostos erros cometidos por ambas companhias em sua comunicação, na tentativa de reverter ou ao menos minimizar o problema? Neurolínguística aplicada, vamos a eles:

War Room

 A reação sugere que as empresas não dispunham de informações críveis para reagir com rapidez. Grandes conglomerados, no Brasil e exterior, têm manuais de procedimento em casos como esses. Um passo a passo de como agir, quem acionar e estratégias já preconcebidas. Os manuais de trabalho americanos, que são bons nisto, elegem o que se chama de Sala de Guerra (War Room) em campanhas políticas e gerenciamento de crise. Basicamente é o confinamento de todos os envolvidos na crise, em um espaço físico comum, para responder ao tiroteio. Há talvez uma explicação para este fenômeno. São duas holdings, muitas empresas, cada qual com diretores de comunicação e marketing. Não se imaginava um problema tão colossal, que colocasse em xeque todas elas. E ao mesmo tempo.

One Voice (Uma só Voz)

Em crises deste naipe é preciso eleger uma só voz (one voice, no jargão americano). Um rosto, uma cara. Alguém que vá a público esclarecer tudo o que preciso e com a mais profunda transparência. Os demais, segundo os manuais de comunicação corporativa, calam-se. É assim no mundo todo.

Na ausência dessa “voz” e a comunicação reacional feita por comunicados, abre-se o flanco para qualquer tipo de informação de analistas e consultores. O raciocínio é lógico: se a Polícia Federal fala e a empresa se comunica tardiamente com notas oficiais, há um óbvio descompasso informativo desfavorável às empresas.

Garotos propaganda

 No imaginário coletivo, a cara da Friboi, Seara e outras empresas do gênero tinha rosto: Tony Ramos, Fátima Bernardes e Roberto Carlos. Todos contratados em algum momento como garotos-propaganda das marcas. O que fazer? O conceito de one voice novamente. Um simples telefonema para estes personagens informando que aguardassem para se manifestar, afinal tinham sido pagos, e bem, para representar a marca.

Mídias Sociais 

 Com uma comunicação tardia, o efeito nas redes sociais não demorou. Uma estratégia seria assimilar o golpe, embora algo pudesse ter sido feito. Usar canais como Facebook, Instagram entre outros para se comunicar, além do óbvio que era monitorar com precisão cirúrgica de onde brotavam as críticas e “memes”. Lembrando que reagir em mídia social é sempre um risco, mas que pode e deve ser calculado.

Adotou-se inicialmente outro caminho, o de comunicados por vezes confusos e não esclarecedores em mídia paga de TV aberta e jornais e revista. O ponto chave é que a dúvida do consumidor persistia: quais produtos foram afetados e qual o compromisso da companhia em retirá-los de circulação?

Em 1982, um caso emblemático nos Estados Unidos tornou-se um caso de comunicação: o do Tylenol, da Johnson&Jonhson. Em setembro daquele ano, sete pessoas morreram no subúrbio da cidade de Chicago após ingerirem cápsulas do produto Tylenol extra forte. A solução foi transparência com a mídia e assumir os erros quando constatados. O resultado foi que a marca, em vez cair em descrédito, ganhou a confiança do consumidor americano.



Por Carlos Dias
Resultado de imagem para Maioria da cúpula da Petrobras envolvida na Lava-Jato está solta

Três anos depois do início da operação Lava-Jato, dos seis ex-dirigentes da Petrobras que foram presos a partir das investigações, dois continuam encarcerados. São os ex-diretores Renato Duque (da área de Serviços) e Jorge Zelada (Internacional). Ambos foram condenados em primeira instância e continuam em penitenciária no Paraná.

Duque foi condenado a quase 21 anos de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Jorge Zelada, que sucedeu Cerveró na diretoria internacional, foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Na sentença, o juiz Sergio Moro decretou o confisco de saldos encontrados em em duas contas de Zelada no Panamá e no Principado de Mônaco.

Livre, barbudo e mais gordo do que na época em que era gerente-executivo da poderosa área de engenharia da Petrobras, Pedro Barusco terá que usar tornozeleira eletrônica até 2018. É proibido de sair de casa à noite. Mas a limitação não o impede de frequentar locais públicos. Foi visto no BarraShopping, na zona oeste do Rio, por um ex-colega da Petrobras no ano passado. Fazia compras sem ser importunado. Barusco foi um colaborador importante da Justiça. Apresentou meticulosa planilha de propinas identificando empresas e beneficiários e, ainda, devolveu US$ 97 milhões que havia depositado no exterior.

Já Delcídio do Amaral, que ocupou a diretoria de Gás e Energia no governo FHC e teve o mandato de senador pelo PT cassado em maio de 2016, vive entre Corumbá e Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Atualmente se ocupa da fazenda no Pantanal onde a família cria gado de corte da raça nelore. "Tenho me dedicado intensamente a essas atividades e ao front jurídico", disse ele

No acordo em que se comprometeu a devolver à Justiça R$ 1,5 milhão, o ex-senador afirma que a quantia será dividida e paga em parcelas. Delcídio Amaral foi condenado por obstrução da Justiça. Diz que "vira e mexe" é acionado para prestar depoimentos para a Justiça do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e do Distrito Federal.

Entre as medidas previstas, diz, ele precisa produzir mensalmente e entregar à Justiça um relatório de atividades. Também é obrigado a se apresentar à 10ª Vara Federal de Brasília a cada 60 dias, e informar qualquer deslocamento. Tem que se recolher diariamente às 22h, horário em que ele disse estar invariavelmente dormindo, principalmente quando está na fazenda.

Paulo Roberto Costa, o ex-diretor que abalou o mundo empresarial e político quando detalhou o esquema de corrupção sistêmica na Petrobras em sua delação premiada, também está em liberdade. Já não usa tornozeleiras e no momento presta serviços comunitários ajudando alunos do ensino médio com dúvidas sobre matemática, física, história e geografia em uma escola na região do distrito de Itaipava, região serrana do Rio, onde mora.

Ele já devolveu US$ 25,8 milhões que mantinha no exterior e a Justiça determinou que pagasse multa de R$ 5 milhões. Os advogados não informaram se o valor já foi pago, mas o acordo assinado em Curitiba previa que a multa poderia ser deduzida dos bens bloqueados pela Justiça, entre os quais uma lancha e quantias em espécie em euros, dólares e reais.

Paulo Roberto Costa agora está colaborando com o FBI (polícia federal americana) e o Departamento de Justiça (DoJ) dos Estados Unidos, o que pode prejudicar a defesa da Petrobras naquele país, onde a estatal alega ter sido vítima. Costa é processado nos Estados Unidos junto com outros ex-diretores em uma ação coletiva iniciada por investidores da Petrobras.

Condenado a 25 anos de prisão, ele teve a pena abrandada, mas ainda usa tornozeleira eletrônica. Seu acordo foi menos favorável do que o de Costa, um dos primeiros a descrever a corrupção na estatal e, por isso, recebeu, em troca, condições consideradas mais vantajosas.


O ex-responsável pela área internacional da Petrobras terá que devolver cerca de R$ 17,7 milhões que estavam aplicados em ações, fundos de investimento e imóveis no Brasil e contas no exterior. Uma parte já foi recuperada pela Justiça.

Cerveró, que foi subordinado à diretoria de Delcídio Amaral no governo FHC, teve que pagar multa de R$ 825 mil, equivalentes a todos os saldos que tinha em contas de fundos de investimentos e previdência privada e também transferiu para a Petrobras ações da empresa que detinha, assim como depósitos milionários fora do país.

Foram encontrados 1 milhão de libras esterlinas depositadas em Londres e US$ 495 mil que estavam em uma conta chamada Russell Advisors, nas Bahamas. Desses valores, 80% foram devolvidos para a Petrobras e os outros 20% foram pagos para a União.

Cerveró tem prazo até dezembro de 2017 para vender três apartamentos na zona sul do Rio de Janeiro, sendo dois em Ipanema e outro em Copacabana, e ainda dois terrenos em Teresópolis e Itaipava. Alguns desses imóveis tinham sido registrados em nome dos filhos Bernardo, que foi responsável pela denúncia contra Delcídio Amaral, e Raquel.

O apartamento de valor mais alto, com preço avaliado em R$ 6 milhões, fica na rua Nascimento Silva, no coração de Ipanema, e deveria ter sido vendido em janeiro deste ano. Está em nome de uma offshore criada no Uruguai, a Jolmey do Brasil Administradora de Bens. A advogada de Cerveró, Alessi Brandão, informou que o pagamento dos valores "está sendo processado". Segundo ela, o único bem que sobrará para ele é o imóvel onde mora atualmente, em Itaipava.