WHAT'S NEW?
Loading...
Imagem relacionada

A Ocyan e a Magma Global assinaram, na última semana um termo que integra o estaleiro BrasFels, localizado em Angra dos Reis (RJ), ao projeto do desenvolvimento de um sistema de torre de risers com tubos em material compósito de fibra de carbono.

O CompRiser é um sistema de risers híbridos voltado para indústria de exploração de petróleo em águas profundas e ultraprofundas, como as do pré-sal. O duto de composição termoplástica (TCP, na sigla original) a ser uilizado é fabricado pela Magma e promete alta resistência à corrosão, redução de peso significativa e possibilidade de suportar altas temperaturas e pressão.

Os desenvolvedores destacam que o produto utilizará menos de 20% da carga aplicada em soluções similares nas unidades de produção. As empresas dizem que o resultado desta diferença pode ultrapassar 9.000 toneladas-força por FPSO (unidade flutuante de produção e armazenamento de petróleo e derivados), condicionado à quantidade de risers do projeto. Além disso, elas explicam que o método de fabricação compacto e modular possibilitará alto índice de conteúdo local. Como o duto é entregue em bobinas e não requer solda, a montagem poderá ser feita em menos de 30 dias.

Segundo as empresas, a instalação offshore leva outros 20 dias, sem a necessidade de embarcações especiais e com pouca exposição a condições de mau tempo.

O diretor de Subsea da Ocyan, Marcelo Nunes, destacou que a localização, a capacidade fabril instalada e a reputação do estaleiro no mercado brasileiro reduzem a avaliação de risco do projeto. O presidente da Keppel Fels Brasil, Marlin Khiew, destacou o histórico na construção, integração, atualização e reparo de uma série de projetos do grupo na América Latina. Ele disse que a novidade vai fortalecer a posição da BrasFels como provedor de soluções integradas para plataformas de produção em águas profundas.

O vice-presidente executivo da Magma Global, Tony Duncan, acredita que a fabricação no estaleiro significa que o projeto se tornará realidade em um futuro próximo. Ele ressaltou que a solução será eficaz para ambientes de águas profundas, como as do pré-sal. Segundo Duncan, o sistema possui design inteligente que agiliza as necessidades de qualificação em relação ao design de risers dinâmicos.



Por Danilo Oliveira

Estamos a nove metros acima do chão, sobre o cilindro de aço preto de 2,2 mil toneladas que repousa no alto da plataforma no interior do main hall, o gigantesco prédio do estaleiro, a poucos metros do mar, no complexo naval de Itaguaí, litoral sul do Rio. Daqui de cima, é possível observar toda a extensão do corpo do Riachuelo (SBR-1): da vante (como é chamada a proa) à ré (a popa) são 75 metros de comprimento, equivalente a 18 carros populares enfileirados.

— Vamos descer — alguém diz.

Mergulharemos no ventre do monstro de cor negra por uma das quatro escotilhas, logo atrás da vela, a parte mais alta da embarcação, semelhante a uma torre, por onde saem o snorkel e o periscópio. As “portas” do Riachuelo são os pontos mais visíveis das 160 “perfurações” do casco. Perfuração é o termo que os engenheiros navais usam para identificar pontos em potencial por onde a água pode entrar — além de escotilhas, porta de casco dos torpedos e outros locais sensíveis.

— A água está todo o tempo tentando entrar — lembra o capitão-de-corveta Edson do Vale Freitas, comandante do Riachuelo. — Nossa missão é evitar que ela entre.

Composta por 35 homens, a tripulação é treinada à exaustão para prevenir vazamentos e alagamentos. Simples fissura pode levar à tragédia: no caso dos submarinistas, conduzir a uma morte lenta, agonizante, como a que, imagina-se, acometeu os 44 marinheiros argentinos do ARA San Juan no ano passado.

— Qualquer emergência a bordo, a tripulação tem de reagir em prazo máximo de 30 segundos. Se a gente não conseguir, corre o risco de perder o submarino — acrescenta Vale, natural de Resende (RJ), submarinista há 14 anos.

Descemos ao interior da embarcação por uma escada quebra-peito de metal. Estamos no centro do submarino. O ambiente é gélido em razão do ar condicionado. No mar, a temperatura é mantida ainda mais baixa, em torno de 20°C, para evitar o aquecimento dos sistemas. Depois da água, o fogo é o maior risco a bordo.

Toneladas de estruturas metálicas lembram uma estação espacial. Os revestimentos ainda não foram instalados nas laterais. O Riachuelo está com as vísceras expostas: 1,2 milhão de fios, válvulas, tubos, mostradores e computadores.

Seguimos em direção à ré por um corredor principal, desviando de cabos pendentes do teto. Próximo à seção reservada aos alojamentos, divisórias em madeira, que acrescentarão algum conforto aos marinheiros, ainda não foram posicionadas. Certamente, depois de pronto, haverá menos espaço para deslocamentos. O Riachuelo será um labirinto.

O submarino brasileiro é praticamente idêntico a seu irmão francês da classe Scorpène. Mas foi modificado para atender à necessidade de patrulhar a extensa costa de 7,3 mil quilômetros, que exige maior autonomia da plataforma. Assim, os paióis de alimentos e combustível e as acomodações foram ampliados.

A três passos do local onde ficarão beliches e camarotes estão a cozinha e uma das praças d’armas, como é chamada a sala de confraternização e reuniões. Em navios de superfície, essas áreas costumam ser lugares espaçosos, com aparelhos de TV e sofás.

— Em um submarino, a praça d’armas tem o tamanho de uma mesa — explica o comandante.

Não é difícil imaginar quatro marinheiros tentando relaxar em um espaço exíguo como este, 200 metros abaixo da superfície. A essa profundidade, o cilindro de aço de seis metros de diâmetro que reveste a embarcação, a “pele” do monstro, recebe pressão de 206 quilos por metro quadrado.

Seres humanos confinados em naves desbravando os abismos submarinos expõem nossos mais obscuros medos. Claustrofobia é o que vem à mente aqui dentro. Em seguida, imagino um ataque de pânico. No ambiente confinado, tudo se propaga com rapidez: crises nervosas, vírus e odores de comida. Frituras, por exemplo, são evitadas no cardápio, bem como temperos fortes, como cebola e alho.


1 – Capitão-de-corveta Edson do Vale Freitas, comandante do submarino Riachuelo
2 – Periscópio já está instalado na ponte de comando
3 – Primeiro tenente Adolfo Hoffmann é o único gaúcho a bordo
4 – Detalhe de uma das quatro escotilhas da embarcação
Nessa situação extrema, onde cada 10 metros para baixo representa uma atmosfera de compressão sobre a estrutura do submarino, até os momentos de descanso são dedicados ao estudo da embarcação e seus sistemas. Único gaúcho a bordo e o mais jovem tripulante do Riachuelo, o primeiro tenente Adolfo Hoffmann, 27 anos, fez seu batismo no submarino Tikuna (S-34) entre Montevidéu e o Rio de Janeiro. Foram 13 dias de imersão entre a capital uruguaia e Santos.

— A claridade do sol, depois desse tempo todo, ofusca. Mas, ali, me encontrei. Fiquei impressionado com o profissionalismo, com o sentimento de grupo da tripulação debaixo d’água — conta.

Não se desce às profundezas sem um ritual. Na cerimônia de batismo, o submarinista recebe o nome de um peixe — no caso de Hoffman, caranha. Durante o rito, o marinheiro é lembrado de que o fundo do mar não é lugar dos seres humanos:

— Traz a mensagem que a gente nunca esquece de que estamos embaixo d’água e que a água vai tentar entrar por todos os lugares do submarino. É um sentimento de respeito e, mais do que isso, de vigilância e atenção — explica.

Com graxa no rosto, os marinheiros de primeira viagem pedem o sal da sapiência e permissão a Netuno, deus dos mares, para adentrar em seu reino.

No Riachuelo, o colorado e porto-alegrense Hoffman, casado com Roberta e pai de um menino de 12 anos, Eric, e de uma menina de dois e meio, Helena, é o responsável pela eletricidade. Como oficial de águas, também trabalha no ajuste do peso do submarino, dentro da cota (como os submarinistas chamam a profundidade).

— Sempre tive apoio da família. Eventuais riscos são compensados pelo prazer na atividade e pela preparação que a gente tem.

E a rotina a bordo?

— Não tem celular? — pergunto.

— Não — diz.

— Não tem chimarrão?

— Não.

Então, como faz?

— A gente pratica bastante estudo. Está sempre atento. Submarino é local silencioso. Qualquer barulho anormal, a pessoa avisa antes para não causar nenhum transtorno, um alerta indevido — ele diz.

Hoffman não foge à regra do rosto bem barbeado de militar. Mas no caso de submarinista, nem sempre está assim. Durante os 70 dias que costuma durar uma patrulha no mar, água potável é artigo de luxo. É preciso economizar o líquido dos tanques, também usado para cozinhar. Sob ordem do comandante, o hábito de barbear pode ser suspenso. Com banho, a orientação é semelhante. Cada tripulante deve acelerar a higiene pessoal de modo a economizar água.

Motor a diesel exige subidas à superfície
Aqui dentro, mais ao fundo, estamos no coração do submarino: as baterias que movimentam o motor elétrico. De tempos em tempos, precisam ser recarregadas por meio de um motor a diesel acoplado a um gerador, que puxa o oxigênio da atmosfera. Se a embarcação está submersa, não é necessário emergir. Basta lançar até a superfície o snorkel. Como se fosse um grande aspirador de pó, a estrutura suga oxigênio para dentro do submarino. A profundidade a partir da qual o equipamento pode executar um snorkel é de cerca de 15 metros. Essa fundura vale também para o periscópio.

Embora um procedimento normal de qualquer submarino convencional, expor o snorkel acaba denunciando a presença da embarcação. Em tempos de guerra, é quando o aparelho fica vulnerável a inimigos. Pousado no fundo do mar, sem movimentar motor, o Riachuelo pode ficar até um dia sem trocar oxigênio. No caso do submarino nuclear, não há esta limitação, já que o reator nuclear pode mantê-lo indefinidamente debaixo d’água.

O motor diesel-elétrico


Observo o relógio, passaram-se 10 minutos no interior do Riachuelo. Apesar do gelo do ar condicionado, o suor escorre pela testa. Tomamos a direção da proa. O capacete protege das batidas nos cabos pendurados no teto. Na maior parte do tempo, é possível caminhar em pé. Quando chegamos à vante (parte frontal), os seis tubos de lançamento de torpedos impressionam pelo tamanho.

A embarcação será equipada com os F-21, capazes de viajar a 50 nós (93km/h) e de ter o curso desviado no meio do caminho.

Um pouco atrás desta seção, fica a ponte de comando. Já acostumado com os espaços exíguos, estranho a área maior para deslocamento. Aqui está o cérebro do submarino: os controles que enchem os tanques para fazer a embarcação afundar ou os esvaziam para trazê-la de volta. No centro da sala, além da mesa tática está o periscópio, ícone dos submarinos desde que o holandês Cornelis Drebbel inventou esse tipo de embarcação, em 1620.

Sumbarinos não têm “janelas”. É por meio do periscópio, semelhante a um telescópio, que gira 360 graus em seu eixo, que os olhos vigilantes do comandante Vale observarão a superfície: se chove ou faz sol, se há navios amigos ou inimigos lá em cima ou se a tão esperada terra, sempre celebrada por marinheiros saudosos de casa, está à vista. Nas laterais, a boreste (direita), ficam os sistemas de combate da embarcação, que movimentam os torpedos. A bombordo (esquerda), os controles que movem a nave. O timão, um joystick, como os de videogame dos anos 1980, cabe na palma da mão. Um movimento sensível faz mexer o leme e as 2 mil toneladas de aço, sistemas e seres humanos.

“Alagamento no compartimento de máquinas!”


O tradicional silêncio a bordo, a 190 metros de profundidade, é quebrado pelo alerta do comandante, capitão-de-corveta Edson Do Vale Freitas. Uma sirene soa na ponte de comando. Os olhares atentos ao sistema de controle do Riachuelo são acompanhados de orientações:

— Timoneiro, todo leme para cima.

— Adiante, emergência — ordena Do Vale.

Agora, ouve-se o som da água batendo no casco, a pele de aço do submarino.

— Cota 100 metros — um dos tripulantes grita, indicando que a nave está subindo.

— Comando ciente — responde do Vale.

— Cota 80 metros.

— Comando ciente.

— Cota 60 metros… 40 metros… 20 metros.

Os tripulantes não tiram os olhos dos computadores, enquanto a embarcação se inclina a 32 graus. Quem está sentado ou de pé é obrigado a se segurar nas barras metálicas do teto. Ao barulho do mar, soma-se o ranger da estrutura da nave. Como uma baleia gigante, a proa do Riachuelo rompe a superfície e tomba sobre o mar.

Tudo não passa de uma simulação em um das seis salas da base naval de Itaguaí, onde os 35 tripulantes do novo submarino brasileiro treinam operações de controle da embarcação, deslocamento interno e manutenção, com uso de um software de realidade virtual, combate e emergências, como a que acabamos de participar. Em dois minutos, a equipe trouxe o Riachuelo — que, dentro do ambiente de treinamento, estava com seus tanques alagados a 120 metros de profundidade — de volta à superfície.

Em outra sala, o suboficial Marcos Antonio Albers Barbosa, 44 anos, alimenta o simulador de alagamento. Em menos de dois minutos e meio, a água invade o ambiente. Se nada for feito, o submarino, em uma operação real, iria a pique: são 5 mil litros despejados em três bombas. No interior, cada tripulante é treinado a identificar um vazamento ou um alagamento, que podem determinar a vida ou a morte no fundo do oceano. Outro treinamento simula o escape da nave, última opção em caso de naufrágio.

Assim como sua tripulação, o Riachuelo também passará por testes reais. Depois de ser lançado ao mar, no dia 14, a embarcação ficará 19 meses nas chamadas provas de mar, quando serão testados todos os sistemas e estrutura. Só depois, será comissionado à esquadra brasileira.


1 – Sirene soa na ponte de comando
2 – Tripulantes não tiram os olhos dos computadores durante a simulação
3 – Controles do submarino são semelhantes a um joystick de videogame

A fortaleza de Itaguaí



Uma estrutura mais resistente do que as pirâmides do Egito. Assim os engenheiros da Marinha se referem ao dique que será construído no complexo naval de Itaguaí para a manutenção do submarino nuclear e carregamento e substituição do combustível atômico. É que as exigências são muito mais complexas do que a infraestrutura para a fabricação do Riachuelo. As seções de casco das outras duas embarcações convencionais, o Humaitá e o Tonelero, já ganharam forma no complexo da Nuclep. O quarto se chamará Augostura.

No caso do nuclear, previsto para 2027, o dique deve ser construído sobre rocha sólida, escavado a 40 metros de profundidade, com capacidade para resistir a furacões, terremotos e tsunamis.

— É quase indestrutível, é um patrimônio que a Marinha vai entregar para a civilização pelo resto da existência — orgulha-se o contra-almirante Celso Mizutani Koga, engenheiro naval e gerente do empreendimento modular de obtenção de submarinos.


A escolha de Itaguaí, município de quase 126 mil habitantes, como toca dos submarinos brasileiros — os atuais têm como base Niterói — responde a uma posição geográfica estratégica. O Rio fica no centro da costa brasileira, o que facilita os deslocamentos de patrulha e a cobertura da força de submarinos a Norte e a Sul. Cortada pela BR-101 — Rio-Santos, Itaguaí está localizada entre a capital fluminense e São Paulo, dois polos de mão de obra. O local está a cerca de 35 quilômetros da Base Aérea de Santa Cruz, que opera os caças F-5 e AMX A1.

— Vai ser área estratégica na América do Sul, primeiro lugar se o Brasil entrar em guerra com alguém é o que cara vai querer bombardear — diz o contra-almirante.

A tecnologia que alimentará o submarino nuclear, batizado de Almirante Alvaro Alberto, é desenvolvida no Centro Experimental de Aramar, em Iperó (SP), e tem benefícios também civis: o reator multipropósito, que deve entrar em testes em 2021, vai produzir radioisótopos para a fabricação de medicamentos usados no tratamento de doenças nas áreas de cardiologia, oncologia, hematologia e neurologia. O programa brasileiro passa por verificações de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

O Brasil passou a dominar o ciclo completo do combustível, do enriquecimento do urânio e a transformação em pastilha para propulsão. Ou seja, se desejasse hoje usar essa tecnologia para fabricar bombas atômicas teria capacidade. Entretanto, a Marinha garante que essa opção está descartada: o país é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) e a Constituição de 1988 proíbe o desenvolvimento desse tipo de arsenal. Logo, o submarino terá propulsão nuclear, mas não carregará armas atômicas.


Programa virou alvo da Lava-Jato

Além de cortes, o programa passou por polêmicas. Em 2016, virou alvo da Lava-Jato, com suspeitas de desvios de R$ 17 milhões. A Odebrecht é uma das empresas que formam, com o grupo francês Naval Group, e a Marinha, a joint-venture chamada Itaguaí Construções Navais (ITC). Investigações conduzidas pela Procuradoria da República no Distrito Federal encontraram indícios de superfaturamento de ao menos R$ 2,8 bilhões no Prosub. A Marinha afirma desconhecer “qualquer irregularidade nos contratos do Prosub” e que os “trabalhos não sofreram influência das denúncias”. A Odebrecht e o comando dizem que a obra é acompanhada pelo Tribunal de Contas da União, com assessoria da Fundação Getulio Vargas. Em 2016, um dos pais do programa nuclear brasileiro, o almirante Othon Luiz da Silva, chegou a ser preso acusado de receber propina na construção da usina de Angra 3.

A mudança de governo provoca incertezas sobre o futuro dos investimentos, mas a nomeação, na sexta-feira (30), do almirante Bento Costa Lima como futuro ministro de Minas e Energia é indicativo de que o programa ganhará fôlego. O militar é um dos mentores do Prosub e atual diretor de desenvolvimento nuclear e tecnológico.

O projeto gastou até agora cerca de R$ 16 bilhões. Quantia equivalente está prevista até que o submarino nuclear seja lançado ao mar. O professor Eduardo Munhoz Svartaman, do Programa de PósGraduação em Estudos Estratégicos Internacionais da UFRGS, avalia com ceticismo a previsão de conclusão do programa, em especial por conta da emenda constitucional do teto de gastos públicos:

— Além disso, o submarino nuclear é mais complexo e enfrenta mais restrições do que os convencionais. Não sabemos se os EUA irão cooperar. Que incentivo teriam para ajudar o Brasil a ter submarino nuclear?


1 – Túnel de 703 metros de extensão liga as instalações militares
2, 3 e 4 – Cerca de 2,4 mil funcionários trabalham no complexo de Itaguaí
Fonte: Gaúcha Zero Hora
Resultado de imagem para navios Marinha  estaleiro

As alterações vão permitir que a Marinha construa e repare, em estaleiros nacionais, embarcações empregadas no controle das águas territoriais

A Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 10834/18, do Executivo, que pretende modificar a distribuição do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e do Fundo da Marinha Mercante (FMM), a fim de destinar recursos ao Fundo Naval, principalmente para a renovação de material flutuante da Marinha. O texto acrescenta dispositivos na Lei 10.893/04.

A proposta prevê que, da parcela da arrecadação do AFRMM que cabe ao FMM passarão a ser destinados ao Fundo Naval, anualmente, 10% para projetos integrantes de programas do Comando da Marinha destinados à construção e a reparos, em estaleiros brasileiros, de embarcações auxiliares, hidrográficas, oceanográficas e aquelas empregadas na proteção do tráfego marítimo nacional.

Ainda segundo o texto, os recursos do FMM atualmente destinados à Marinha serão aplicados, em apoio financeiro reembolsável mediante concessão de empréstimo, em empresas públicas não dependentes vinculadas ao Ministério da Defesa no montante até 100% do valor de projeto previamente aprovado para construção e reparo de embarcações.

Segundo o Poder Executivo, as alterações vão permitir que a Marinha construa e repare, em estaleiros nacionais, embarcações empregadas no controle das águas territoriais.

Para a relatora, deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), a proposta reduz a crescente degradação da indústria naval traduzida no fechamento de estaleiros navais e o consequente desemprego em massa com perda de mão de obra qualificada. “As medidas possibilitarão a recomposição de parte do Poder Naval, há muito degradado pela insuficiência orçamentária e alavancarão a indústria naval brasileira”, disse.

Emendas

Furlan acatou várias emendas do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) ao texto. A primeira limita a liberação de recursos da conta vinculada à empresa de navegação para a beneficiária só para o mesmo segmento, por exemplo, só um trecho de cabotagem – navegação entre portos de um mesmo país.

Outra mudança amplia o prazo de decadência – ou perda do direito – do produto do AFRMM de três para cinco anos no caso de não uso dos valores. Se isso ocorrer, os recursos voltam para o FMM.

Isenção

Furlan concedeu isenção da Taxa de Utilização do sistema Mercante (TUM) para transportadoras de cabotagem, de rios ou lagos, que comecem ou terminem em portos do Norte ou Nordeste.

A proposta também ampliou para embarcações encomendadas até o fim de agosto de 2023 a destinação de ¾ dos recursos de AFRMM gerados com navegações de cabotagem. Atualmente, a lei concedia o benefício para as empresas de navegação por embarcações construídas em estaleiro brasileiro entregues a partir de 26 de março de 2004. O crédito fica em vigor durante a vida útil da embarcação.

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Resultado de imagem para FPSO Carioca brasfels

O estaleiro Brasfels, em Angra dos reis, no Rio de Janeiro, iniciou a construção dos módulos de Topsides da FPSO Carioca, o MV-30, de propriedade da Modec. Na última terça-feira (04/12) foi cortada a primeira chapa, cerimônia que sempre marca o início da fabricação de algum projeto, do contrato firmado entre a Modec e o Estaleiro Brasfels para construção e integração . Como foi anunciado aqui neste portal, o contrato foi assinado em Julho, e as obras começariam até o final deste ano.

Construção naval Fluminense respira

O início das obras traz um certo alívio aos pouco mais de 1000 trabalhadores que ainda estão dentro do Estaleiro Brasfels, e vem em um momento que dá certa esperança de dias melhores para toda a cidade de Angra dos Reis, que sofre com a crise, sem um de seus maiores contribuintes, o estaleiro já chegou a empregar mais de 10.000 trabalhadores.  Outro fator de otimismo entre os executivos do estaleiro, trabalhadores e sindicato, são as negociações para a retomada da construção das sondas da Sete Brasil que estão em estágio avançado depois da aprovação do plano de recuperação Judicial da empresa.


O FPSO Carioca da Modec, é o 11° projeto de FPSO da companhia no Brasil, tem capacidade para processar 180.000 barris por dia e e 212 milhões de metros cúbicos de gás por dia. A capacidade de armazenamento da unidade é de 1,4 milhão de barris de petróleo bruto e será implantado no campo Sepia, localizado na região do pré-sal na Bacia de Santos, a cerca de 250 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, Brasil.


Resultado de imagem para Odebrecht  Peru

A Odebrecht assinou um acordo de colaboração com autoridades peruanas que contempla o pagamento de uma multa milionária de reparação civil e cooperação com investigações por ter pago propina para ganhar contratos de obras de infraestrutura, disseram fontes próximas ao assunto.

    O acordo permitirá que a Odebrecht continue operando no Peru. Em troca, a empresa brasileira terá que entregar provas e testemunhos de seus executivos sobre funcionários públicos e políticos que receberam suborno desde o começo da década passada.

    Duas fontes disseram que a multa chega a 182 milhões de dólares, a ser paga no prazo de 15 anos, depois do reconhecimento da Odebrecht de que pagou propinas em seis contratos relacionados a quatro obras de infraestrutura.

    A terceira fonte afirmou que a empresa pagará 680 milhões de soles (cerca de 200 milhões de dólares) de multa, incluindo uma quinta obra em que a construtora admitiu pagamento de suborno.

    Representantes do escritório local da Odebrecht não quiseram comentar as informações.

    “Foi estabelecido o prazo de 15 anos para o pagamento da reparação civil, porque a Odebrecht está tecnicamente quebrada”, disse uma das fontes.

    A mesma fonte disse que as provas do suborno não servirão apenas para as investigações, mas também para que a Procuradoria utilize as informações e, se for o caso, o Estado possa cobrar uma reparação dos parceiros locais da empresa brasileira

As três fontes disseram que o acordo foi assinado no começo do sábado, depois de 12 horas de negociações e revisão do texto entre os representantes da promotoria, a procuradoria e a filial de Odebrecht.

    As autoriades pretendem interrogar em janeiro, no Brasil, vários executivos da Odebrecht, entre eles o ex-chefe da empresa no Peru, Jorge Barata.

    RECONHECIMENTO DA PROPINA    

Sob os termos do acordo, a Odebrecht reconhece que pagou propina para a obtenção de seis contratos. Dois deles são referentes à construção de uma estrada que uniu o Brasil ao Peru durante o governo do presidente Alejandro Toledo, que governou o país entre 2001 e 2006, afirmaram duas das fontes com conhecimento do acordo.

Outros dois contratos correspondem à construção do metrô de Lima, que foi executa durante o segundo governo do presidente Alan García, entre 2006 e 2011.

    As fontes também disseram que estão sob investigação os contratos para ampliar o corredor Costa Verde-Callao na costa de Lima, e a construção de uma estrada de acesso rápido para a cidade de Cusco.

Uma quinta obra em que a Odebrecht admitiu ter pago suborno é o projeto “Chacas”, na região andina de Ancash.

    Os casos se suborno da Odebrecht no Peru abalaram a imagem dos quatro presidentes anteriores do país e da líder da oposição, Keiko Fujimori, que cumpre três anos de prisão preventiva por suposta lavagem de dinheiro.    Os presidentes Alan García, Ollanta Humala e Pedro Pablo Kuczynski também são investigados no país, enquanto Alejandro Toledo tem um pedido de extradição dos Estados Unidos.

     A Odebrecht começou a operar no Peru há quatro décadas e foi fortemente afetada pelos casos de corrupção no país. Atualmente, a companhia conta com 2.000 funcionários na nação, contra 20 mil em seu auge.
Imagem relacionada
A Jichai Motor Diesel, tradicional empresa de fabricação de motores de combustão está de olho em expandir o seu mercado da América Latina,  principalmente no mercado brasileiro onde já atua em parceria com Thermo Solutions. 
A JDEC é uma subsidiária da gigante do petróleo chinês CNPC (China National Petroleum Corporation), que está estudando a participação no setor de energia do Brasil.  Nos últimos 80 anos, a empresa  conseguiu agregar grande experiência na indústria de motores a diesel, sendo capaz  de oferecer ao mercado todo tipo de motores a diesel a preços competitivos. Seus produtos se enquadram em quatro categorias, incluindo: Motores Diesel e Gerador; Equipamento de perfuração (como o motor a diesel do campo de petróleo e o acoplador do motor); Grupo Gerador a Gás e motores marinhos.
Esses equipamentos são utilizados em muitas áreas, desde equipamentos de construção, petróleo e gás, locomotivas e grupos geradores até aplicações militares e equipamentos agrícolas.  A empresa tem colaborado com muitos fornecedores internacionais de peças,  como Miba da Alemanha, Amot da Inglaterra e Woodward of America. 
O portal conversou com o Presidente da Companhia, Sun Bao Fu e com o Diretor Comercial  da Thermo Solutions,  Márcio Buzzani, que formou essa parceria com os chineses:
– Atualmente a CNPC possui um grande investimento no mercado brasileiro. A JICHAI é a única empresa fabricante de equipamentos de energia sob a CNPC, qual é a expectativa da Jichai para o mercado no Brasil?
O  principal negócio da Jichai é R & D e fabricação de motor de combustão interna, compressor, serviço de geração e outros negócios relacionados. Neste momento, na China, a capacidade instalada de produtos a Jichai ocupa o primeiro lugar, cobrindo 65 países e regiões.  Na América Latina, as reservas de equipamentos atingiram mais de 300 unidades.  Dois centros de serviços de pós-venda foram estabelecidos no Peru e no Equador, que são totalmente capazes de cobrir os países vizinhos. Como um dos cinco países do BRICS, o Brasil tem o nível econômico mais alto da América Latina e possui recursos naturais ricos e base industrial completa que tem grande apelo de mercado para a Jichai. No campo das aplicações de energia, estamos nos esforçando para tornar o Brasil o primeiro mercado da Jichai na América Latina.
– Que itens da linha de produção a Jichai vê com potencial no Brasil?
Os produtos diesel, gás e compressor produzidos pela Jichai cobrem a potência de 30 kW a 9000 kW. Os produtos são utilizados em uma ampla gama de aplicações. São utilizados em petróleo, construção naval, mineração e muitos outros que atendem as necessidades do mercado. Combinados com as características de demanda do atual mercado brasileiro, os equipamentos a gás, diesel e compressores têm um grande espaço de desenvolvimento. Além disso, encontraremos um grande avanço no mercado de gás e biogás. No início, a operação de baixo custo é a primeira vantagem. Em segundo lugar, a agricultura e a pecuária no Brasil são relativamente desenvolvidas e a geração de biogás pode ser usada. A geração de biogás tem proteção ambiental, economia de energia e confiabilidade, com um grande potencial de desenvolvimento.
– Agora Jichai e Thermo Solutions têm uma relação de cooperação. Como essa parceria aconteceu e o que a JICHAI espera do parceiro local?
A cooperação entre Jichai e Thermo Solutions começou em 2017, porque a empresa conhece muito bem o mercado brasileiro, e conseguiu estabelecer a marca Jichai no Brasil. Isso está de acordo com nossa estratégia de marketing para desenvolver o mercado, consolidar e estabilizá-lo. Em 2017, sob a premissa de vantagens complementares e abertura, ambas as partes confirmaram a relação de cooperação após muitos intercâmbios. Nossa empresa é muito positiva em relação à força e sinceridade da Thermo Solutions. Somos também muito gratos à empresa pelo apoio e ajuda. Esperamos que, no futuro, trabalhemos juntos para tornar a marca Jichai a mais influente de energia na região.
– Existe algum plano para trazer suas próprias instalações no Brasil?
Atualmente a Jichai não tem planos de construir fábricas de montagem no Brasil. No entanto, com o desenvolvimento do mercado, é possível cooperar com empresas locais com capacidades de montagem
– Como você descreve seus produtos para um novo mercado como o Brasil?
A Jichai tem 27 padrões nacionais e industriais e 45 patentes nacionais, todas com direitos de propriedade intelectual independentes. Em termos de pesquisa e desenvolvimento de produtos, a Jichai segue o princípio de combinar desenvolvimento independente com cooperação externa e pesquisa básica com campos aplicados. Atualmente, temos desenvolvido vários produtos em conjunto com as empresas internacionais de design de motores de combustão de renome internacional e o desempenho técnico atingiu níveis internacionais de segurança e qualidade. Os equipamentos produzidos por nossa empresa podem ser conectados perfeitamente ao mercado brasileiro e à frente de produtos similares no mundo em termos de estabilidade operacional e custos
– Como você espera desenvolver o pós-venda?-
-Desde 2015, a nossa empresa apresenta a estratégia “manufacturing + service” e, ao mesmo tempo, desenvolve o serviço pós-venda no mercado local, melhorando o nível de fabricação do produto. Especialmente, a Thermo Solutions tem muitos anos de experiência no reparo de motores e pode trabalhar com nossa empresa para criar uma solução completa para instalação e comissionamento, treinamento técnico, manutenção de equipamentos, fornecimento de peças de reposição, top-end e overhual etc.
– Em relação aos motores de biogás, seu produto não é transformado. Foi desenvolvido para o biogás. Acha que seria uma vantagem para um país com tantas áreas de agronegócios?
Nossa empresa começou a desenvolver a geração de biogás em 2002. Tem 16 anos de experiência em engenharia e tem muitos casos de sucesso em óleo de palma, aterros, fazendas, açúcar e outros campos, que representam 70% do mercado de geração de energia com biogás da China. Temos uma rica experiência na geração de energia de biogás. A temperatura média anual no Brasil é de 30 ° C, que é adequado para a produção de biogás de alta qualidade. A geração de energia limpa também é um forte desenvolvimento no Brasil.  Já instalamos mais de 3 mil conjuntos de nossos grupos geradores de biogás de 500kW e 1100kW em todo o mundo.
– Qual a participação da Jichai no mercado internacional?
O negócio de exportação da Jichai começou na década de 1970 e seus produtos se espalharam por todo o mundo. Há muitos projetos influentes, entre eles o projeto da usina de 12 MW, conjunto de gás natural da COPOWER na Colômbia, projeto de usina de 5 MW, gás natural na CNPC do Peru e projeto de geração de 10 MW de diesel gen a empresa Los Andes, no Equador; 218 geradores a diesel com faixa de potência de 280-1264KW no campo petrolífero iraquiano, no Oriente Médio; Projeto de geração de energia a diesel de 65MW da Tanzania Dangaote Group, projeto de 90 MW da National Grid da Arábia Saudita; Projeto de geração de energia a diesel de 30MW da empresa CIS ADM Espera, São muitos projetos em todo mundo.
– Qual foi o seu mais recente desafio na América Latina? Estar no Brasil é estratégico para Jichai?
-Atualmente a América Latina é um dos principais mercados de desenvolvimento da nossa empresa. Oportunidades e desafios coexistem. O modelo atual de cooperação financeira é um desafio para nossa empresa. No entanto, depende da força da China National Petroleum Corporation para cooperar plenamente com o financiamento interno e externo para resolver este problema. Evidentemente, o desenvolvimento do mercado brasileiro é uma grande estratégia para o desenvolvimento do mercado de nossa empresa do outro lado do mundo. O mercado de motores de combustão interna no Brasil é muito maduro e os produtos de classe mundial estão em todo o país. Existem vários modelos de negocios que  podem ocupar o mercado com sucesso, promovendo nossos produtos no mercado global em todo o mundo.

Com informações Petro noticias
Resultado de imagem para obras de construção do BRT odebrecht

Foi assinado na última sexta-feira (7), a Ordem de Serviço para que a Odebrecht Engenharia e Construção dê início as obras do BRT em Belém no Pará, após ter vencido a licitação no dia 21 de agosto de 2018. 

A assinatura ocorreu no Palácio do Governo, com a presença do Governador do Pará e do Embaixador do Japão no Brasil.  A obra tem um custo previsto de 530 milhões de reais, mas a Odebrecht disse que deve gastar bem menos que isso, cerca de 385 milhões.


A obra vai reestruturar a rodovia BR-316, com drenagem, paisagismo, iluminação e a construção de um centro de controle operacional, que vai operar o sistema.

Empregos e Candidatura

Ainda não foi divulgado nada pela Odebrecht sobre qual será o meio ou forma das contratações, mas o canal oficial de recebimento de currículos é no site Vagas.com, em seu painel de oportunidades, então cliquem aqui para acessar e deixarem seus currículos na empresa.

O número de vagas que devem ser geradas ainda não foi definido, mas esta informação será repassada nos próximos dias pela Odebrecht, nós avisaremos a vocês via notificação direta quando isto acontecer, além de outros assuntos inerentes. No final da matéria, há uma foto oficial da celebração da assinatura do contrato de ontem.

Odebrecht também ganha contrato no Porto de Miami

No dia  30 de novembro, a empresa assumiu oficialmente as obras de modernização e infraestrutura no Porto de Miami, nos Estados Unidos.

Naturalmente ela precisará de mão de obra local e brasileira em 2019, então recomendamos que acessem a matéria qui e procurem entender melhor sobre este empreendimento da mesma forma, poderá ser uma boa potencial oportunidade.
Resultado de imagem para plano de negócios da petrobras

A Petrobras divulgou que seu Conselho de Administração aprovou o Plano Estratégico 2040 (PE 2040) e o Plano de Negócios e Gestão 2019-2023 (PNG 2019-2023), elaborados de forma integrada. O Plano Estratégico revela uma nova visão, mostrando uma empresa integrada de energia, alinhada com as necessidades e a evolução dos hábitos da sociedade, que buscará cada vez mais diversificação nas fontes e usos da energia, totalmente em sintonia com a crescente onda de uma busca de fontes de energia limpas e de baixo carbono. Obviamente que, detentora de riquezas inestimáveis dos campos do pré-sal, não poderia deixar de manter a importância e o foco em óleo e gás.


Vamos aprofundar a análise, seguindo a ordem de divulgação do próprio plano e inserindo considerações:

Exploração e Produção

– Maximizar o valor da Petrobras por meio da gestão ativa do portfólio de E&P: com os desinvestimentos em campos maduros, como o anunciado para os campos de Pargo, Carapeba e Vermelho, e outros que ainda virão, a empresa voltará seus esforços técnicos e financeiros para os ativos de maior longevidade e rentabilidade.


– Garantir a sustentabilidade de produção de óleo e gás priorizando a atuação em águas profunda: podemos esperar uma empresa retornando às atividades exploratórias e desenvolvendo o pré-sal, a maior riqueza brasileira,

A carteira de investimentos do PNG 2019-2023 soma US$ 84,1 bilhões e foi construída em cima de três motores centrais de geração de valor para a companhia. Vou focar somente no E&P:

Serão investidos US$ 68,8 bilhões nas atividades de E&P.

Como diz a própria Petrobras: “A exploração e produção continua como o mais importante motor de geração de valor da companhia, permanecendo o foco no desenvolvimento da produção em águas profundas, notadamente nas áreas do pré-sal…”

Temos duas importantes situações a separar aqui:

1 – É certo que o foco em águas profundas, por sua longevidade e economicidade, será a grande aposta da empresa e deverá consumir a maior parte deste investimento. Bacia de Santos usa e usará muito da capacidade já instalada na Bacia de Campos e os fornecedores de Macaé e região possuem um diferencial de experiência de mais de 30 anos fornecendo bens e serviços para a indústria e este fator será um diferencial decisivo na hora das contratações;

2 – Em evento realizado no dia 04 de dezembro, o Gerente Geral da UO-BC da Petrobras, Marco Guerra, citou várias oportunidades para a Bacia de Campos, com excelentes notícias. Vamos por partes:

a unidade possui em carteira 91 projetos de investimentos: vale lembrar que, tais projetos, têm em sua essência aumento da produção e/ou de eficiência operacional, contribuindo para o aumento do fator de recuperação e, consequentemente, de geração de riqueza para toda cadeia produtiva.
Uma análise um pouco mais profunda:

– Poços novos: Caso entre estes projetos estejam novos poços, estes possuem potencial para contratação de novas sondas, reaquecendo uma parte da indústria de óleo e gás, que foi uma das mais atingidas após a crise de 2014. Uma excelente notícia para todos os fornecedores desta parte da cadeia;

– Projetos de Infraestrutura para otimização da eficiência operacional: aqui podemos ter serviços para os mais diversos segmentos: bombas de injeção de água para aumento de recuperação da produção; REVAMPS em turbogeradores e turbocompressores, grande máquinas em geral, novas plantas de injeção de produtos químicos. Enfim, uma gama de fornecimento de bens e serviços que tem toda uma rede própria de fornecedores já instalados ou prontos para tal.

b) Desinvestimentos: Na hipótese de que, no Plano de Negócios ora divulgado, ainda não tenha refletido a cessão das concessões de Pargo, Carapeba e Vermelho, teríamos uma inversão orçamentária muito importante. Ou seja, os valores que seriam consumidos para manutenção das unidades, que não vou me atrever a citar aqui sem fonte, mas que posso assegurar, são muito altos, poderão ser revertidos para CAPEX e, consequentemente, também serem utilizados para colocar em operação alguns dos 91 projetos de investimentos já citados.
Por outro lado, caso a cessão dos ativos já tenha sido contemplada significa que a empresa, além dos US$ 8 bilhões de aumento real nos valores de investimento do ciclo passado para este, ainda teve como aumento real o valor que irá economizar com a manutenção das sete plataformas que foram cedidas. Esta notícia também é muito boa, significa mais recursos para os 91 projetos já citados.

b1) Ainda sobre desinvestimentos, existe a possibilidade concreta da venda dos polos Pampo e Enchova, que incluem as plataformas de PPM-1, PCE-1, P-8 e P-65, que deve ser concretizada em breve. Se isto acontecer, a lógica é a mesma da citada acima, mais recursos para os 91 projetos;

b2) Ainda desinvestimentos: E se grande parte dos 91 projetos estiverem nas áreas desinvestidas, significaria que não seriam levados a frente? Pelo contrário. Não somente estes seriam contemplados pelas operadoras vencedoras, mas com os recursos adicionais aos cofres da Petrobras, ainda poderemos ter mais notícias boas como novos projetos de investimentos entrando na carteira da empresa.

“Com a expansão da produção de gás, a companhia buscará maior geração de valor, considerando o gás natural como veículo de crescimento e de estabelecimento de uma posição global para a Petrobras…”

Neste ponto específico, para a região de Macaé, se torna cada vez mais importante a construção do  Terminal Portuário de Macaé (TEPOR), aproveitando todas as oportunidades que surgirão. Não somente pela Petrobras, mas também das mais diversas operadoras que adquiriram e adquirirão concessões na Bacia de Campos. Temos que aproveitar e maximizar a infraestrutura já existente e, aproveitar o que virá com o TEPOR. Lembrando que, quando falo do TEPOR, incluo aqui as termelétricas que surgirão fazendo parte de um megaempreendimento.

“ A companhia também buscará parcerias em negócios de energia elétrica renovável, como um novo motor de geração de valor com foco no futuro sustentável da companhia”

Recentemente, a Equinor anunciou que irá investir pesado em energia solar e eólica. Agora, vemos que também o plano de negócios da Petrobras sinaliza de forma firme que “buscará parcerias em negócios de energia elétrica renovável” . Estas duas notícias precisam ser encaradas de forma firme por toda cadeia produtiva que existe hoje para o mercado de óleo e gás, inclusive os poderes públicos da região, de forma que possam se adequar aos novos mercados de fornecimento de bens e serviços.

Precisaremos de mão de obra adequada, novos ramos de comércio, indústrias, especialistas ambientais, jurídicos e tributários. Será um novo mundo, onde todos nós deveremos nos adequar. Mudanças sempre serão bem-vindas, mas devemos estar sempre atentos e preparados. Somente assim poderemos fazer parte de forma ativa nesta nova economia que se avizinha.
Resultado de imagem para Ibama Total amazonas

O Ibama indeferiu na última sexta-feira (7) pedido de licença ambiental feito pela francesa Total para perfuração marítima em cinco blocos na Bacia da Foz do Amazonas, por incertezas relacionadas ao plano de emergência apresentado pela empresa e possíveis ameaças à biodiversidade marinha.

Em nota, órgão ambiental federal afirmou que foram identificados um conjunto de problemas técnicos ao longo do processo, que teve início em 2015.

A Total é a operadora do consórcio que arrematou os cinco blocos em uma licitação em 2013, e tem como sócias a brasileira Petrobras e a britânica BP.

“Em despacho, a presidente do Instituto, Suely Araújo, acompanha parecer técnico que aponta a existência de profundas incertezas relacionadas ao Plano de Emergência Individual (PEI) do empreendimento, agravadas pela possibilidade de vazamento de óleo afetar os recifes biogênicos presentes na região e a biodiversidade marinha de forma mais ampla”, segundo a nota do Ibama.
Resultado de imagem para Gás Natural Fenosa


A espanhola Gás Natural Fenosa passará a se chamar Naturgy no Brasil, onde prevê investir 1,7 bilhão de reais até 2022, com foco na ampliação das vendas e do desenvolvimento de novos produtos e equipamentos a gás, informou a companhia em nota nesta quinta-feira.

A multinacional espanhola controla as distribuidoras de gás Ceg e Ceg Rio, no Rio de Janeiro; Gas Natural Fenosa, em São Paulo; e Gas Natural Serviços, que atua no mercado de soluções energéticas no Estado do Rio.

No Brasil, as três distribuidoras têm juntas 1,1 milhão de clientes. A expectativa é captar pelo menos 250 mil novos clientes nos próximos cinco anos.

A Naturgy opera ainda dois projetos de geração de energia solar, localizados no Piauí, já em operação; e Minas Gerais, em fase de construção, que receberam investimentos de 765 milhões de reais e devem gerar cerca de 319 GWh.

A Embraer comemora a entrega de 1.400 unidades do avião Ipanema, líder no segmento de aviação agrícola no Brasil, com 60% de participação no mercado. Movida a energia renovável (etanol), a aeronave é mais ágil e eficiente, o que garante maior produtividade.

O Ipanema é usado principalmente na pulverização de fertilizantes e defensivos agrícolas, evitando perdas por amassamento na cultura e flexibilizando a operação. As principais culturas que têm demandado o avião são: soja, milho, algodão, cana-de-açúcar, banana, citrus, eucalipto e café. Multitarefas, ele também pode ser utilizado para espalhar sementes, combater vetores e larvas, no combate primário a incêndios e povoamento de rios.

O aumento da população mundial tem exigido da agricultura cada vez mais eficiência e competitividade. “A presença do Ipanema no mercado, e o resultado de 1.400 aeronaves entregues desde sua concepção, faz da Embraer uma grande aliada da produção agrícola do País”, afirma o diretor da Unidade Produtiva da Embraer de Botucatu, Alexandre Solis.

É neste contexto que a Embraer garante a constante busca pelo melhor em tecnologia e inovação: prova disso é o desempenho do modelo Ipanema 203 que garante uma faixa de aplicação de até 24 metros com excelente uniformidade, comprovado pelo estudo realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

“As melhorias incorporadas no Ipanema ao longo dos anos para atender às necessidades dos clientes explicam o sucesso da aeronave”, diz Solis. “Hoje é um dia importante, um dia de grande orgulho para a Embraer e para todos os envolvidos no sucesso deste avião. Poucas aeronaves no mundo atingiram a marca de 1.400 unidades produzidas. Este é um resultado fora da curva e nos motiva a crescer ainda mais”, complementa.

O Ipanema é um dos primeiros aviões lançados pela Embraer e fabricado de forma ininterrupta há mais de 40 anos na unidade de Botucatu (SP). O avião iniciou sua história no fim dos anos 60 com a necessidade de modernizar as técnicas agrícolas no Brasil, principalmente para o combate das pragas que, naquela época, destruíam as plantações de café. Em 31 de julho de 1970, o Ipanema fez seu primeiro voo e desde então tem evoluído em diversos aspectos, atingindo resultados importantes.

Embraer — Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.
Resultado de imagem para Obra do canal de acesso ao Vard Promar

As obras de dragagem do canal de acesso ao estaleiro Vard Promar, paralisadas desde abril por problemas técnicos, serão retomadas em até 20 dias e a previsão é que seja concluída em fevereiro de 2019. Com as obras o canal terá profundidade de 9 metros e extensão de cerca de 1.000 metros, o que permitirá acesso de navios petroleiros e de minérios, colocando o Porto de Suape dentro dos padrões internacionais.

O resíduos retirados do fundo do mar serão depositados na ilha de Cocaia e serão usados para terraplanar o local, afim de diminuir os custos, onde será construído o Terminal de Minérios. A dragagem está com todas a licenças ambientais e de operação em dia e segue todas as diretrizes dos órgãos de controle. Está previsto, mas ainda não especificado quando, outra dragagem para aprofundar para o calado para 11 metros, o que aumentará a capacidade do estaleiro de fazer reparos em embarcações maiores.

Benefícios das obras

“A retomada dos serviços é de fundamental importância para o Vard Promar e para Suape. O estaleiro está concorrendo no processo licitatório da Marinha para construir as quatro corvetas e essa obra, sem dúvida, pode ajudar nesse processo de escolha, uma vez que deixa o estaleiro ainda mais competitivo”, afirmou Carlos Vilar, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape.
Vilar afirmou ainda que até o início de 2019 espera licitar outra obra de dragagem. “Vamos dragar o porto interno, aumentando a profundidade dos cais 1, 2, 3, 4 e 5 para -15,5 metros, além da bacia de evolução. O projeto executivo está em processo de conclusão e faremos a obra com recursos próprios”, concluiu o presidente.
Imagem relacionada

O novo plano tem três motores centrais de geração de valor para a empresa: um primeiro motor, nomeado pela companhia de força motriz, que é o elemento central da competitividade da Petrobras, no qual estão os grandes ativos de geração de caixa das áreas de Exploração e Produção (E&P) e Refino, Transporte e Comercialização (RTC). Para continuar evoluindo no mercado de energia, será necessário expandir e integrar mais as demais competências da companhia e, por isso, a Petrobras buscará oportunidades de investimento na cadeia integrada de gás, energia e petroquímica, motor batizado de força para evoluir. A companhia também entende que é necessário perpetuar sua equação de crescimento, com investimentos em energias renováveis, que representam nosso movimento para o futuro.

A companhia continuará seus esforços permanentes de otimização de custos e simplificação de processos, reforçando seu compromisso com a rentabilidade, sem necessidade de novas captações líquidas e com uma geração de fluxo de caixa livre robusta no período de 2019 a 2023.

Principais projetos

Na área de E&P, o crescimento da produção de óleo em 2019 será de 10% no Brasil e de 7% na produção total, em virtude da entrada em operação de 5 novos sistemas em 2018 e mais 3 em 2019. Ao longo do Plano, está prevista a entrada em operação de 13 novos sistemas. Para o período entre 2020 e 2023, a produção total de óleo e gás natural terá um crescimento médio de 5% ao ano.

Na área de RTC, a companhia irá se reposicionar por meio de parcerias e desinvestimentos, com o objetivo de compartilhar os riscos do negócio e dinamizar o setor. No segmento de gás natural, está prevista a realização de investimentos em unidades de tratamento e processamento em Sergipe, Rio de Janeiro e São Paulo. Esses empreendimentos serão cruciais para dar suporte ao escoamento da produção de gás.  Na área de energias renováveis, a companhia continuará buscando parcerias em negócios de energia elétrica renovável, em especial solar e eólica, e investirá em BioQAV e green diesel.

R$ 600 bilhões em tributos: retorno estimado para a sociedade

No horizonte do PNG 2019-2023, a companhia contribuirá com aproximadamente R$ 600 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. Até 2023, serão investidos cerca de R$ 13 bilhões em pesquisa e desenvolvimento e cerca de R$ 6 bilhões aplicados em projetos sociais e ambientais em todo país. A Petrobras estima que irá gerar com suas atividades produtivas por volta de 450 mil postos de trabalho no país.

Plano Estratégico

No novo plano, a Petrobras reforça sua visão como empresa integrada de energia, que evolui com a sociedade, gera alto valor e tem capacidade técnica única. Reafirma, ainda, seus valores: respeito à vida, às pessoas e ao meio ambiente; ética e transparência; superação e confiança; orientação ao mercado e resultados. Também estabelece como seu propósito prover a energia que move a sociedade a realizar o seu potencial.

O planejamento define ainda dez estratégias de longo prazo.

Exploração e Produção
Maximizar o valor da Petrobras por meio da gestão ativa do portfolio de E&P
Garantir a sustentabilidade da produção de óleo e gás, priorizando a atuação em águas profundas

Gás Natural
Otimizar a posição no segmento de gás natural e energia no Brasil, e desenvolver posições no mercado global, por meio de parcerias

Refino, Transporte, Comercialização e Petroquímica
Maximizar o valor da Petrobras por meio de uma gestão ativa do portfólio de refino, logística, comercialização e petroquímica integrados as atividades de produção de óleo e gás nacionais

Sair dos negócios de fertilizantes, distribuição de GLP e das participações e produção de biodiesel e etanol

Renováveis
Atuar em negócios de energia renovável de forma rentável, com foco em eólica e solar no Brasil

Estratégias Corporativas

Desenvolver as competências críticas e uma cultura de alto desempenho para atender aos novos desafios da companhia
Preparar a Petrobras para um ambiente mais competitivo, apoiando-se na eficiência de custos, escala e transformação digital
Avaliar as parcerias atuais e futuras, buscando integridade
Fortalecer a credibilidade, o orgulho e a reputação da Petrobras junto aos nossos públicos de interesse

Como a Petrobras define seu planejamento

A companhia monitora as demandas e as formas de consumo de energia pela sociedade no Brasil e no mundo e, a partir desse trabalho, são traçados diferentes cenários de como ocorrerá esse comportamento até 2040.  Para elaborar o Plano Estratégico 2040, foram traçadas três visões distintas para o futuro da energia - correnteza, cardume e coral. O que diferencia os três cenários é a velocidade em que acontecerá a transição energética.

Mesmo em cenários diversos, a companhia entende que haverá crescimento na demanda por energia, maiores restrições ambientais, mudança no comportamento dos consumidores, transformações nos transportes, alta demanda por renováveis, o gás natural com maior taxa de crescimento entre as energias fósseis e maior integração do refino com a petroquímica. As variáveis presentes em todos os cenários influenciaram diretamente nas escolhas da companhia para o futuro.

Veja aqui apresentação completa sobre PE 2040 e PNG 2019-2023 e acesse o caderno de cenários através do site: http://petrobr.as/cenarios.
Resultado de imagem para estocagem de gás

A longo prazo, a estocagem subterrânea de gás natural pode ser uma alternativa para a intermitência das usinas de energia renovável, como a eólica e a solar, a longo prazo. A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estuda a forma mais viável de fazer com que a estocagem seja compatível com o mercado nacional, do ponto de vista do balanceamento da oferta.

O GNL é considerado, atualmente, a opção mais viável do ponto de vista da flexibilidade para a operação das renováveis por meio da complementação termelétrica.

Empresas também já buscam essa alternativa para projetos. Na Bahia, por exemplo, há um campo com autorização e que passa, atualmente, por estudos para definir a capacidade de estocagem e as técnicas empregadas para manutenção do gás no reservatório, entre outros fatores. O consultor técnico da área de Gás Natural da EPE, Gabriel Figueiredo da Costa, explicou à Brasil Energia que dados preliminares indicam a possibilidade de estocagem de aproximadamente 150 milhões de m³ nesse campo, embora dados mais precisos ainda precisam ser obtidos em outras pesquisas.

Na Europa, o perfil da estocagem é outro: fazer frente à demanda dos países que usam o gás para calefação, o que ocorre com frequência no inverno do hemisfério norte, o que causa volatilidade na oferta e, consequentemente, preços mais caros ao consumidor.

Atualmente, o GNL é comprado no mercado spot a uma média de US$ 8,42 por milhão de BTU, sendo importado de países como Bélgica, Noruega, Catar, Estados Unidos, Nigéria, Angola e Trinidad e Tobago. O volume total  regaseificado em 2018, até setembro, foi de 553,1 milhões de m³. Esse volume de GNL é direcionado, principalmente, para o consumo térmico.
Resultado de imagem para porto de açu

O Projeto de Conservação do Ecossistema de Restinga na Região Norte Fluminense, desenvolvido pelo Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), foi um dos vencedores do 14º Prêmio Brasil Ambiental, promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham). Vencedor na categoria Ecossistemas, o projeto é desenvolvido na Reserva Ambiental Caruara, maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Estado e maior unidade privada dedicada à preservação de restingas do país.

Para o diretor de Sustentabilidade da Porto do Açu Operações, Eduardo Kantz, a premiação da Amcham simboliza o reconhecimento do compromisso com o desenvolvimento sustentável de todo o Grupo Prumo. “Este prêmio evidencia que sustentabilidade é um valor intrínseco ao nosso grupo. É o reconhecimento máximo da RPPN Caruara como nossa grande bandeira de preservação do ecossistema de restinga. Neste ano, também tivemos a aprovação do Plano de Manejo da reserva pelo INEA, o que representou um importante marco para nós”, afirmou.

Criada e mantida voluntariamente pela empresa desde 2012, a RPPN Caruara tem aproximadamente quatro mil hectares – o equivalente a quatro mil campos de futebol e a quase metade da área operacional do Complexo. Na unidade de conservação, são desenvolvidos trabalhos de recomposição vegetal e monitoramento de fauna e flora, com mão de obra local. Hoje, cerca de 40 moradores da região trabalham no espaço. Todas as mudas plantadas na reserva são produzidas em um viveiro próprio, que é dedicado ao ecossistema de restinga e pode produzir até 500 mil mudas por ano. O viveiro produz e maneja 85 espécies e, até agora, mais de um milhão mudas foram produzidas e plantadas na RPPN. Em toda a área preservada, já foram identificadas 240 espécies de flora e 311 de fauna, incluindo algumas ameaçadas de extinção, como o melocactus (Melocactus violaceus), o largato do rabo verde (Ameivula littoralis) e a borboleta da praia (Parides ascanius).

Para Daniel Nascimento, coordenador de Meio Ambiente da Porto do Açu e um dos responsáveis pelo projeto, a premiação é motivo de muito orgulho. “São 6 anos de trabalho dedicados à preservação deste ecossistema tão importante para a nossa região. A RPPN Caruara também foi inscrita no Prêmio da Amcham em 2016, e essa vitória, agora em 2018, evidencia que neste intervalo houve um amadurecimento do programa e reconhecimento do intenso trabalho de conservação e restauração que é realizado pelo Porto do Açu”, afirmou. Para o próximo ano, os planos são de construção de uma sede para a Caruara e de investimentos para os programas de pesquisa e desenvolvimento do ecossistema de restinga.

A cerimônia de premiação, que aconteceu no Hilton Copacabana, ainda contou com o anúncio dos finalistas das categorias água, emissões atmosféricas, empreendedorismo sustentável e inovação, além de resíduos sólidos e responsabilidade socioambiental. A premiação, que acontece desde 2005, teve pela primeira vez uma conferência sobre inovação em sustentabilidade, que abordou novas tecnologias, smart cities, economia circular e mobilidade urbana.

Sobre o Prêmio

O Prêmio Brasil Ambiental (PBA) é uma iniciativa da Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro, que tem como objetivo de estimular ações e reconhecer o mérito de projetos de preservação do meio ambiente e de práticas socioambientalmente responsáveis implementadas por empresas com atuação no Brasil. Ao longo desses anos, foram mais de 66 projetos e 41 empresas premiadas. São destaques as organizações que corroboram com o compromisso do setor privado quanto à preservação do meio ambiente e são agentes de transformação para mudança cultural, influenciando positivamente o comportamento das pessoas.
Petroleira renova marca inspirada em inovação e tecnologia

A PetroRio, maior companhia brasileira independente de petróleo, lançou esta semana sua nova marca, deixando para trás referências tradicionais da indústria de óleo e gás, foco de atuação da empresa, e aproximando sua marca de uma identidade mais similar a empresas inovadoras.

 A Raf Design, criadora da nova logomarca, buscou inspiração nas marcas do Vale Silício, como o tipografia customizada e cores modernas. A logomarca busca refletir o DNA de inovação da PetroRio e tem no símbolo do infinito sua característica principal, dando ideia de continuidade, renovação e movimento.

O novo posicionamento foi fruto de um processo diferenciado, o de cocriação e colaboração com diferentes áreas da PetroRio. Foram realizadas imersões com CEO, diretores e colaboradores da empresa para definir atributos e a nova identidade da companhia. O trabalho de branding durou três meses. "O ambiente colaborativo e que valoriza boas ideias e inovação inspirou o novo conceito da marca", disse Nelson Queiroz Tanure, CEO da PetroRio.
Resultado de imagem para embraer

A  Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar impedindo o conselho de administração da Embraer de tomar qualquer decisão que permita a separação da área comercial da empresa para formar uma joint venture com a Boeing.

A decisão do juiz Victorio Giuzio Neto, obtida na íntegra pela Reuters, foi tomada em ação movida por quatro deputados federais petistas que defendiam a suspensão imediata das tratativas entre Embraer e Boeing para a criar a nova companhia.

Os deputados petistas autores da ação, que pede a suspensão das negociações das empresas, são Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP). Em julho, a Embraer havia informado que tinha sido intimada a se manifestar sobre a ação popular.

Procurada nesta quinta-feira, a Embraer não pode comentar o assunto de imediato.

Boeing e Embraer anunciaram em julho assinatura de memorando de entendimento para um acordo pelo qual a companhia norte-americana assumirá controle sobre 80 por cento de uma joint venture a ser criada por meio da separação da divisão de jatos comerciais da Embraer, a principal da companhia brasileira.

O acordo precisa de aprovação do governo brasileiro, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da Embraer, um mecanismo chamado de “golden share”.

Na decisão, o juiz federal argumenta que o caso não se trata de uma operação comercial típica da Embraer, mas de uma potencial operação em que a União — com a criação da nova empresa — não conservará a “golden share”.

Giuzio Neto destacou que, antes da decisão de se criar a parceria, é necessário que se tenha uma manifestação do Conselho de Defesa Nacional (CDN), órgão consultivo do presidente da República porque a operação também envolve interesses militares. Esse conselho é formado por ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.

“Há, no caso, evidente necessidade de salvaguardas visando a proteção de segredos militares (que não são só da Aeronáutica, mas também do Exército e da Marinha) e sobre as quais o CDN encontra-se, nos termos constitucionais, obrigado a manifestar-se”, disse o juiz.

O magistrado observou na decisão que o fato de se estar próximo ao início do recesso do poder Judiciário e da posse de um novo presidente da República, ao mesmo tempo com “ampla renovação” do poder Legislativo, torna “igualmente recomendável” evitar se tomar qualquer ato concreto que seja difícil de reverter depois no caso da criação da nova empresa.

Os defensores da operação, incluindo o atual presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, afirmam que o negócio é necessário para dar fôlego para a Embraer continuar investindo em um mercado global em que sua rival direta, a Bombardier, acertou no ano passado uma parceria com a principal concorrente da Boeing, o grupo europeu Airbus.

O memorando de entendimentos entre as duas empresas avaliou as operações de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares. A fatia da Boeing no negócio é avaliada em 3,8 bilhões de dólares. A Embraer, terceira maior exportadora do Brasil, ficará com os 20 por cento restantes da nova empresa.

As ações da Embraer fecharam em queda de 2,33 por cento nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa recuou 0,22 por cento.

A Justiça Federal de São Paulo concedeu liminar impedindo o conselho de administração da Embraer de tomar qualquer decisão que permita a separação da área comercial da empresa para formar uma joint venture com a Boeing.

A decisão do juiz Victorio Giuzio Neto, obtida na íntegra pela Reuters, foi tomada em ação movida por quatro deputados federais petistas que defendiam a suspensão imediata das tratativas entre Embraer e Boeing para a criar a nova companhia.

Os deputados petistas autores da ação, que pede a suspensão das negociações das empresas, são Paulo Pimenta (RS), Carlos Zarattini (SP), Nelson Pellegrino (BA) e Vicente Cândido (SP). Em julho, a Embraer havia informado que tinha sido intimada a se manifestar sobre a ação popular.

Procurada nesta quinta-feira, a Embraer não pode comentar o assunto de imediato.

Boeing e Embraer anunciaram em julho assinatura de memorando de entendimento para um acordo pelo qual a companhia norte-americana assumirá controle sobre 80 por cento de uma joint venture a ser criada por meio da separação da divisão de jatos comerciais da Embraer, a principal da companhia brasileira.

O acordo precisa de aprovação do governo brasileiro, que detém direito de veto sobre decisões estratégicas da Embraer, um mecanismo chamado de “golden share”.

Na decisão, o juiz federal argumenta que o caso não se trata de uma operação comercial típica da Embraer, mas de uma potencial operação em que a União — com a criação da nova empresa — não conservará a “golden share”.

Giuzio Neto destacou que, antes da decisão de se criar a parceria, é necessário que se tenha uma manifestação do Conselho de Defesa Nacional (CDN), órgão consultivo do presidente da República porque a operação também envolve interesses militares. Esse conselho é formado por ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.

“Há, no caso, evidente necessidade de salvaguardas visando a proteção de segredos militares (que não são só da Aeronáutica, mas também do Exército e da Marinha) e sobre as quais o CDN encontra-se, nos termos constitucionais, obrigado a manifestar-se”, disse o juiz.

O magistrado observou na decisão que o fato de se estar próximo ao início do recesso do poder Judiciário e da posse de um novo presidente da República, ao mesmo tempo com “ampla renovação” do poder Legislativo, torna “igualmente recomendável” evitar se tomar qualquer ato concreto que seja difícil de reverter depois no caso da criação da nova empresa.

Os defensores da operação, incluindo o atual presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, e o ministro da Defesa, Joaquim Silva e Luna, afirmam que o negócio é necessário para dar fôlego para a Embraer continuar investindo em um mercado global em que sua rival direta, a Bombardier, acertou no ano passado uma parceria com a principal concorrente da Boeing, o grupo europeu Airbus.

O memorando de entendimentos entre as duas empresas avaliou as operações de aviação comercial da Embraer em 4,75 bilhões de dólares. A fatia da Boeing no negócio é avaliada em 3,8 bilhões de dólares. A Embraer, terceira maior exportadora do Brasil, ficará com os 20 por cento restantes da nova empresa.

As ações da Embraer fecharam em queda de 2,33 por cento nesta quinta-feira, enquanto o Ibovespa recuou 0,22 por cento.
Resultado de imagem para pre-sal

A equipe do futuro ministro Paulo Guedes recuou e cogita desistir do projeto de lei da cessão onerosa, que prevê mudanças na exploração desses campos no pré-sal, hoje exclusividade da Petrobras.

A estatal obteve o direito de operar sozinha nesses campos em 2010 como forma de a União capitalizar a companhia. No entanto, descobriu-se que o volume de óleo era muito maior e, diante do aperto fiscal, a União quer agora realizar um megaleilão do excedente.

Para isso, precisa fechar acordo com a empresa. O projeto de lei daria mais segurança jurídica ao contrato, que, segundo as partes, está repleto de lacunas, abrindo espaço para interpretações divergentes.
Para viabilizar o desfecho dessa discussão, o futuro ministro da Economia havia proposto dividir os recursos do leilão com governadores, para facilitar a tramitação de pautas econômicas no Congresso, inclusive a da cessão onerosa.

A proposta de divisão dos recursos, porém, encontrou entraves técnicos, e o TCU (Tribunal de Contas da União) já informou à equipe de Guedes que o projeto de lei é desnecessário para a execução do leilão —cuja estimativa de arrecadação com bônus de outorga gira em torno de R$ 100 bilhões.

Para o TCU e para parte dos integrantes da equipe de transição, a execução do leilão depende apenas da revisão do contrato entre Petrobras e União. Ou seja: é uma relação privada entre partes e, portanto, não há necessidade de trâmite legislativo.

Por isso, a equipe de Guedes aguarda apenas a publicação do acórdão do tribunal para realizar o megaleilão até julho.

Outra ala da equipe ainda acredita que será possível resolver o problema por meio do projeto de lei. Por enquanto, o grupo se dedica a rever as condições da revisão do contrato entre Petrobras e União.

Segundo pessoas que participam das conversas, Guedes se convenceu de que a repartição entre estados não foi uma boa ideia porque vai criar mais dificuldades para levar o megaleilão do pré-sal adiante.

Além dos entraves burocráticos para a aprovação da medida no Congresso, o atual ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, mostrou para Guedes que, com a repartição, a União ficaria com menos de R$ 40 bilhões, valor pequeno perto do deficit público, previsto em R$ 130 bilhões neste ano.

Em reunião com Michel Temer na semana passada, Guardia e Guedes discutiram o assunto. Guardia afirmou que não assinaria uma possível medida provisória que permitisse a repartição dos recursos com estados e municípios.

Para ele, não seria possível fazer essa repartição sem estourar o teto de gastos e, pior, sem exigir contrapartidas dos entes federativos.

Além dessas barreiras, os técnicos da equipe de Guedes também se incomodam com o projeto de lei, que, segundo eles, favorece demais a Petrobras sem que os cálculos tenham sido devidamente apresentados na transição.

Também divergem sobre o cálculo dos valores envolvidos. Hoje, há uma diferença de US$ 17 bilhões que a Petrobras exige que seja paga e da qual o grupo de Guedes discorda.

Há ainda um entrave orçamentário para fechar a revisão contratual caso a Petrobras tenha de ser ressarcida: o pagamento pela União não está previsto no Orçamento de 2019. Como se trata de nova despesa, resultaria em ampliação nominal dos gastos, o que é vedado na regra do teto, que prevê que as despesas podem crescer no limite da inflação.

Uma das saídas estudadas seria editar uma medida provisória dizendo que o pagamento à Petrobras é um evento que não tinha sido considerado no momento em que a regra do teto foi aprovada. Por essa lógica, seria possível usar o preceito constitucional da imprevisibilidade para a edição de créditos extraordinários e pagar à estatal.