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Os ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) vão discutir, nesta quarta-feira (18), a possibilidade de desconsiderar a existência da Odebrecht como empresa para determinar o bloqueio de cerca de R$ 1 bilhão em bens dos controladores do grupo, como Emílio e Marcelo Odebrecht.

A medida será avaliada como forma de garantir a reparação integral de danos causados pelo grupo, que entrou em recuperação judicial nesta terça (18) e, desde o ano passado, não apresenta patrimônio suficiente para a execução dos pagamentos. No centro dessa discussão, está uma auditoria do TCU nas obras da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) da Petrobras.

As investigações da Lava Jato apontaram a formação de cartel entre empreiteiras do consórcio. A prática, segundo auditoria do TCU, levou a um superfaturamento causando prejuízos ao erário de R$ 1,27 bilhão. O pagamento de propina para a obtenção de contratos na refinaria levou o então juiz Sergio Moro a condenar o alto comando da Odebrecht em um dos processos.

Treze aditivos contratuais entre a empreiteira e a Petrobras assinados entre 2008 e 2012 levaram a um superfaturamento nas obras de cerca de R$ 520 milhões. Pessoas que acompanham esse processo no TCU afirmam que, desde o ano passado, a Justiça tenta fazer cumprir o bloqueio de bens da Odebrecht determinado pelo tribunal, mas só foi possível empenhar cerca de uma dezena de imóveis desde então.

Com o pedido de recuperação judicial da Odebrecht acatado pela Justiça de São Paulo, alguns ministros do TCU consideram que a situação ficou ainda mais difícil.

Por isso, a ideia é desconsiderar, nas palavras de um técnico, a "personalidade jurídica da empresa", e partir para os controladores, tomando seu patrimônio pessoal para garantir a reparação integral dos danos causados à União. Essa saída será apresentada pelo ministro Bruno Dantas, mas muitos ministros acham essa medida "extremada", embora seja papel do TCU ir "às últimas consequências", segundo um dos ministros, na busca de reparação.

Se o plenário seguir por esse caminho, será concedida uma medida cautelar determinando a busca e o bloqueio de bens da família Odebrecht. Também se criará precedente para que outros casos similares sejam resolvidos da mesma forma.

Um dos argumentos em defesa dessa estratégia será a necessidade de blindar o patrimônio pessoal dos controladores para evitar que sejam desviados antes de execuções judiciais. Reportagem da Folha de S.Paulo mostrou que nem mesmo os executivos da Odebrecht, incluindo Marcelo Odebrecht, estão recebendo pagamentos da empresa. Marcelo tem R$ 16 milhões a receber.

Prossegue segundo publicou a revista O Empreiteiro, a modernização do complexo hidrelétrico Jupiá-Ilha Solteira, no rio Paraná, entre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Eduardo Perrotti, gerente de Engenharia da concessionária CTG Brasil, informa que três unidades geradoras já foram totalmente modernizadas.

O projeto de modernização das usinas Jupiá e Ilha Solteira contempla a reforma das 34 unidades geradoras das duas usinas, a automação das operações e a construção de um novo Centro de
Operação da Geração (COG), além de melhorias nos serviços auxiliares, equipamentos de içamento e vertedouros.

Usina Ilha Solteira, no rio Paraná, passa por melhorias

É o maior projeto de modernização de hidrelétricas em andamento no Brasil, segundo a CTG. Inovadora e de alta complexidade, a primeira fase, considerada um projeto-piloto, contempla a reforma de quatro unidades geradoras, sendo duas em Jupiá e duas em Ilha Solteira, além de equipamentos de levantamento e sistemas auxiliares.

“Três dessas unidades, sendo duas na Usina Ilha Solteira e uma em Jupiá, já voltaram à operação totalmente modernizadas e estão gerando energia para o Sistema Interligado Nacional”, diz o executivo.

“Agora, estamos focados em concluir o trabalho de modernização da outra unidade geradora que faz parte dessa fase na Usina Jupiá”.

Foram investidos R$ 300 milhões apenas na primeira fase do projeto. A segunda fase, na qual a CTG Brasil vai investir mais de R$ 700 milhões, iniciou em abril, com o descomissionamento da
unidade geradora nº 10 da Usina Jupiá e a modernização de equipamentos de levantamento.

“Antes disto, outras ações já haviam sido iniciadas, como a parte de engenharia, a definição de parceiros e fornecedores, a montagem do canteiro de obras, entre outras. Nessa etapa, serão modernizadas oito unidades geradoras, sendo quatro em cada usina”, explica Eduardo.

O projeto, que conta um investimento total de R$ 3 bilhões, deve durar entre oito e dez anos, pois segundo as normas do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) só se pode parar duas
máquinas por vez para serem reformadas, informa a CTG.

“Tecnologicamente, a modernização contempla a troca dos sistemas analógicos utilizados na operação por sistemas digitais. Deixaremos as operações no estado da arte em termos de automação,
sistemas de supervisão e controle das máquinas, trazendo maior agilidade na retomada do sistema em caso de falha e perda, e maior confiabilidade para atendimento ao sistema brasileiro”, afirma
o gerente de engenharia.

Já a criação do novo Centro de Operação da Geração (COG), que ficará localizado na Usina Ilha Solteira, permitirá a operação integrada de todas as usinas da CTG Brasil.

EMPRESAS ENVOLVIDAS NO PROJETO DE MODERNIZAÇÃO DO COMPLEXO HIDRELÉTRICO JUPIÁ-ILHA SOLTEIRA

Engenharia: Voith, General Electric, Harbin Electric, WEG e Sepco1
Instalações hidráulicas e elétricas: Voith e Power Construction Corporation
Montagem industrial: Voith, General Electric, Harbin Electric, WEG e Sepco1

OUTRAS USINAS DO GRUPO

Ao longo de 2018, foram modernizadas também duas unidades geradoras da Usina Capivara, no rio Paranapanema, que englobou a substituição das turbinas hidráulicas. As novas turbinas instaladas produzem mais energia com menor consumo de água, o que traz melhor rendimento, de acordo com a concessionária. Neste caso, a modernização deve trazer aumento da capacidade, mas a CTG Brasil ainda aguarda a homologação dos órgãos reguladores.

A empresa também fez investimentos nas operações de Salto (SP-PR) e Garibaldi (SC) com o intuito de padronizar os processos de automação, com a implantação de uma hotline entre o Centro de Operação de Geração (COG), em Jupiá, com o ONS. Para esse serviço o aporte foi de R$ 8 milhões e as obras foram realizadas durante paradas normais de manutenção, sem afetar a disponibilidade das usinas.

Em 2019, está previsto o início da construção do novo Centro de Operação de Geração (COG), que deve integrar a operação das usinas da CTG Brasil, com um investimento estimado de R$ 40 milhões, incluídos nos R$ 700 milhões orçados para a fase 2 do projeto de modernização das usinas Jupiá e Ilha Solteira.
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O governo do Rio de Janeiro aprovou regras que buscam mais competição no setor de gás natural, com a criação de um ambiente mais propício para o desenvolvimento de empreendimentos que dependem de grande consumo da molécula, em uma medida que foi comemorada pela associação que representa as grandes petroleiras no país.

Em sessão regulatória ordinária, a Agencia Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) aprovou deliberação que reduz o volume mínimo necessário para a caracterização de consumidor livre e deu mais autonomia para que eles construam gasodutos.

A medida busca atender a uma pauta do governo, que busca atrair novos investimentos para o setor e reduzir o preço do insumo, por meio de mais competição. No plano federal, a agenda do governo também inclui grande reforma regulatória e a quebra do monopólio da Petrobras.

“A gente tem que fazer nosso papel, de nada adianta uma regulamentação federal, que favoreça o livre mercado de gás, que favoreça o liberalismo econômico, se os Estados não adotarem essa legislação”, disse a jornalistas o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Geração de Emprego e Renda, Lucas Tristão, após participar da sessão.

A efetiva validade da deliberação estadual, que ainda será publicada no Diário Oficial, dependerá, entretanto, de um período para possíveis embargos ou recursos. A regulamentação está prevista para ocorrer em cerca de 30 dias.

Com as novas regras, passa a se enquadrar como consumidor livre aquele que demandar volume mínimo de gás de 300 mil m³/mês, ou cerca de 10 mil m³/dia, contra os atuais 100 mil m³/dia, explicou o secretário.

Além disso, Tristão destacou que as novas regras permitem que “auto importadores, auto produtores e os consumidores livres construam os próprios gasodutos e não fiquem na dependência da concessionária do Estado”.

Atualmente, não existem consumidores livres no Rio, justamente pela falta de regras claras e atrativas, segundo representantes do Estado.

Com as regras de hoje, quando um grande consumidor demanda a construção de um duto para se ligar na rede da Naturgy, a concessionária de distribuição do Estado é obrigada a construir a estrutura, com capital próprio.

Para fazê-lo, segundo Tristão, a Naturgy busca recebíveis com o investidor e os usuários residenciais também ajudam a custear a infraestrutura.

E apesar de contribuir com a construção do duto, o grande consumidor ainda era obrigado a pagar a mesma tarifa de toda a rede da Naturgy pelo insumo.

Agora, o Estado deverá permitir que os consumidores livres construam seus próprios dutos e, após a conclusão, conectem-se à rede da Naturgy. Eles terão então uma tarifa diferenciada, devido ao investimento realizado e outros aspectos. Os usuários residenciais também ganhariam, uma vez que não precisarão custear grandes empreendimentos.

“Após esse momento, os consumidores livre, auto produtores, auto importadores poderão eleger de quem eles vão comprar molécula de gás... A aquisição se dará independentemente da intermediação da concessionária de gás”, afirmou Tristão.

No caso de auto produtores e auto importadores, a subsecretária Óleo, Gás, Energia e Industria, Cristina Pinho, ressaltou que a construção vai se dar sem nenhuma participação da Naturgy, uma vez que o duto não precisará se conectar com a rede. A medida poderá beneficiar, por exemplo, projetos para a construção de termelétricas.

Em nota, o Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), que representa grandes petroleiras com atuação no país, comemorou as medidas anunciadas.

“O IBP destaca que as mudanças promovidas pela Agenersa são um passo fundamental para a abertura do mercado de gás natural no Estado que concentra a maior produção do país, é um importante polo consumidor e um hub logístico nesse segmento”, afirmou.
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Depois de a 1ª Vara de Falências de São Paulo ter aceitado, na segunda-feira (17), pedido de recuperação judicial do Grupo Odebrecht, o Tribunal de Contas da União (TCU) tentará aprovar na tarde desta quarta uma proposta que prevê o uso do patrimônio pessoal dos acionistas do conglomerado para reparar os danos provocados pela empreiteira durante o escândalo do petrolão. Se a proposta for aprovada, os bens de Marcelo e Emílio Odebrecht, entre outros, poderão ser requisitados para o acerto de contas com as autoridades públicas.

No ano passado, a Odebrecht fechou um acordo de leniência com o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União e a Controladoria-Geral da União e se comprometeu a pagar quase R$ 7 bilhões.

O TCU, que ficou de fora dessa negociação, quer que a empreiteira também formalize um acordo com o tribunal. Diante da notória dificuldade financeira da Odebrecht, os ministros do TCU tentarão aprovar o bloqueio dos bens pessoais dos acionistas.
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A primeira licitação para o programa anunciado pelo Governo de Minas Gerais, de privatização das rodovias mineiras, deve começar no Sul de Minas no fim do ano. Dos sete lotes anunciados, dois ficam na região.

Em um dos lotes, está a MG-290, que liga Pouso Alegre até Jacutinga, chegando até a divisa com o Estado de São Paulo. São pouco mais de 91 quilômetros, que prevê obras de melhoramento, dentro do Programa de Concessões Rodoviárias do Estado de Minas.


Já em outro lote estão as BRs 491, 265, 369 e MG-167, que inclui o trecho que vai de Varginha até a Hidrelétrica de Furnas, em São José da Barra (MG).

Cada lote deverá ter um investimento de R$ 1,2 bilhão em 30 anos. Os investimentos deverão resultar em várias obras que devem ser executadas pelas concessionárias que assumirem a concessão das estradas.

Os contratos terão duração de até 30 anos e vão exigir a prestação de serviços de pavimentação, construção de acostamentos, duplicação de trechos de maior movimento, atendimento médico e serviços de reboque 24 horas, além de recolhimento de animais na pista e instalação de sistema de balanças para fiscalização de cargas.

A expectativa do Estado é que os investimentos gerem 9,5 mil empregos diretos e indiretos em mais de 100 municípios mineiros até 2022.

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá no Para, finalizou as obras de expansão de seu cais de atracação de navios, que passou dos atuais 879 m para 1.099 m
de extensão e de 40,75 m para 50 m de largura. As obras consumiram investimentos superiores a R$ 115 milhões e foram concluídas com quatro meses de antecedência com relação ao prazo
inicialmente programado.

Com a expansão e a consequente possibilidade do terminal de operar simultaneamente três dos maiores navios de conteinêres em operação na América Latina – além de um navio de transporte
de automóveis (que atracarão em dolphins exclusivos), o Terminal de Conteinêres de Paranaguá ampliou em 60% sua capacidade de movimentação, que passou de 1,5 milhão de TEUs/ano para 2,5 milhões de TEUs/ano.

Em meados de 2019, a TCP também concluirá, com investimento de outros R$ 468 milhões, as obras de extensão da retroárea do terminal, que está sendo ampliada de 330 mil m² para cerca de
500 mil m².

As obras no Terminal de Contêineres de Paranaguá fazem parte do acordo de renovação antecipada do contrato de arrendamento do Terminal por mais 25 anos, a partir de 2024, assinada em abril
de 2016 junto ao Governo Federal. “Com isso estamos preparados para suportar o crescimento da demanda de exportações, importações, cabotagem e transbordos em nossa área de abrangência
pelos próximos 30 anos”, afirma Juarez Moraes e Silva, diretor de Relações Institucionais da empresa. Juarez ressalta que as obras de expansão contaram com tecnologia avançada, baseada em fundações de estacas em vez de aterros, o que, além de melhor qualidade final, gera menor impacto ambiental. “Usualmente, a expansão de um terminal é feita por meio de um aterro sobre o mar, o que gera mais impacto ambiental e menos qualidade final. Em nosso caso, toda a expansão foi feita com base em estacas cravadas no leito do mar”, explica.

O cais de atracação, por exemplo, estará equipado com cabeços duplos de amarração e defensas cônicas duplas, permitindo obras de dragagem de até 16 m, o que possibilitará operar os maiores
navios de contêineres pelos próximos 30 anos. “Além disso, ele também contará com sistemas de sinalização, iluminação em LED, sistemas de combate a incêndio e um sistema de proteção pioneiro que capta águas oleosas, o que demonstra a constante preocupação da TCP com o meio ambiente”.

Já a retroárea, além de construída sobre um sistema de estacas, será equipada com sistemas de iluminação em LED, três subestações de energia, sistemas de drenagem, sistemas de monitoramento que atendem as mais rigorosas normas internacionais e uma extensa rede de infraestrutura seca preparada para receber, no futuro, a modernização dos equipamentos elétricos de movimentação de contêineres.

“Para proteção ambiental, a área expandida também utilizará um sistema de proteção para que em caso de derramamento de óleo e outros produtos perigosos, estes produtos fiquem retidos no sistema de separação impedindo que cheguem ao mar”, finaliza Juarez.
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Por qualquer medida, a perfuração de petróleo e gás em plataforma offshore é uma das profissões mais perigosas da América.

Os riscos são inevitáveis: os trabalhadores estão em turnos por uma média de 12 horas por dia lidando com materiais altamente combustíveis em uma plataforma onde os guindastes balançam equipamentos pesados ​​constantemente acima da cabeça. Tudo isso isolado a centenas de quilômetros da costa.

Com sete a 14 dias na plataforma de cada vez, pode ser uma experiência solitária. Se algo der errado, a Guarda Costeira responderá, embora, no melhor dos casos, a ajuda não seja próxima. Enquanto isso, a tripulação usa cápsulas de vida estanques que podem conter até dez pessoas e que desçam na água em caso de emergência. Lá eles esperam por ajuda para chegar. Tais condições podem levar a incidentes raros, mas catastróficos, como a explosão ocorrida em 20 de abril no Golfo do México, cerca de 50 milhas ao largo da costa da Louisiana, a bordo da plataforma de petróleo Deepwater Horizon da Transocean. Cento e quinze pessoas chegaram em segurança. Onze trabalhadores que estão desaparecidos são supostamente mortos.

Os capacetes obrigatórios e botas de bico de aço, não são apenas para olhares. Em 2008, 120 pessoas foram mortas na indústria de petróleo e gás, segundo o Bureau of Labor Statistics. Destes, 21 pessoas morreram na indústria de extração de petróleo e gás, que inclui plataformas de petróleo offshore.

Os incidentes em plataformas de petróleo são como os acidentes de avião: eles ocorrem raramente, mas quando acontecem eles têm o potencial de matar rapidamente, custam às empresas milhões de dólares e aumentam as exigências de medidas de segurança e preparação.

“Esses eventos são de baixa probabilidade e de alta conseqüência”, disse Greg McCormack, diretor do Serviço de Extensão de Petróleo da Universidade do Texas, que trabalha com a indústria de petróleo e gás para os trabalhadores de trens de segurança. “É um negócio perigoso e é com isso que a indústria tem que lidar diariamente.”

Embora os incidentes catastróficos sejam raros, os incidentes menores ocorrem com muito mais frequência. O Serviço de Gerenciamento de Minerais, que supervisiona a perfuração marítima, relatou 39 incêndios ou explosões nos primeiros cinco meses de 2009. A boa notícia é que a maioria desses incidentes foi pequena e não resultou em morte; a má notícia é que eles ainda ocorreram.

Para as empresas, administrar o alto risco é da maior importância quando se trata de segurança e percepção. “Este é um jogo de apostas extremamente alto”, disse Robert Bryce, membro sênior do Centro de Política Energética e Meio Ambiente do Manhattan Institute.

“Acidentes como esse não são apenas ruins para as empresas envolvidas, são negócios extremamente ruins”. Empresa de energia BP, que alugou a Deepwater Horizon da Transocean por cerca de US $ 450.000 por dia, esteve envolvido em alguns grandes incidentes nos últimos anos. Uma explosão em uma refinaria em Texas City, Texas, em 2005, matou 15 trabalhadores e feriu muitos mais. “A BP já é um pouco cobra quando se trata de questões de segurança”, disse Bryce. “Este é outro golpe ruim.”

A segurança na indústria de petróleo e gás é uma preocupação tanto dentro quanto fora da costa. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA), que supervisiona as condições de trabalho em refinarias em terra, emitiu multas de vários milhões de dólares à BP, incluindo uma multa recorde de US $ 80 milhões após o incidente da Cidade do Texas.

“Houve vários incidentes em que ninguém foi morto ou ferido, mas onde as pessoas poderiam ter se machucado seriamente”, disse David Michaels, secretário assistente da OSHA. “Estamos muito preocupados que a indústria do petróleo não esteja fazendo o investimento necessário para operar essas refinarias com segurança e os trabalhadores estão pagando por isso com suas vidas.” Mas Erik Milito, diretor de Upstream e Operações da Indústria do American Petroleum Institute, um grupo comercial da indústria de petróleo, disse que as empresas obviamente levam segurança ao coração. “É a prioridade número um”, disse ele. “As empresas passam muito por gerenciar o risco. O objetivo final é zero acidentes, zero fatalidades, zero ferimentos”.

Tal incidente não pode deixar de questionar os planos do governo Obama de expandir a exploração em alto mar nos EUA. Em 31 de março, o presidente anunciou seus planos para abrir áreas ao longo da costa atlântica, no leste do Golfo do México e na costa norte do Alasca. De acordo com uma pesquisa do Pew Research Center divulgada em 2 de março, 63% dos americanos são a favor de permitir mais perfuração offshore para petróleo e gás em águas norte-americanas. Enquanto a maioria do público apóia o plano, uma explosão gigantesca no meio do oceano certamente trará os pessimistas.

“O timing disso em termos da decisão do governo Obama é terrível”, disse Bryce. “Isso claramente dá munição aos críticos da indústria do petróleo em geral, e à perfuração offshore em particular. Eles agora têm mais munição que eles podem usar para dizer: ‘Bem, veja, isso é perigoso. Isso está sujo.

As obras de expansão do Aeroporto de Fortaleza (CE), iniciadas há pouco menos de um ano, alcançaram 75% do previsto, superando a previsão inicial. De acordo com a Passarelli, que integra o
consórcio construtor com a Método Engenharia, entre os diferenciais construtivos destaca-se a substituição do sistema de concreto moldado in loco por estruturas metálicas, que deram agilidade e
velocidade às obras em alguns trechos.

Neste primeiro ano de trabalho, o consórcio contratado pela Fraport Brasil – Fortaleza, concessionária do aeroporto, ampliou a sala de embarque doméstico e iniciou a construção de um novo estacionamento; realizou serviços de modernização e ampliação dos sistemas de iluminação e dos sanitários.

Também foram executados serviços de demolição e de reforço das estruturas na expansão da área leste, que se encontram avançadas, já em fase final de instalação das coberturas da interligação
entre o terminal antigo com o novo. Foram realizadas ainda as obras do acesso viário que liga o terminal já existente ao leste, em construção.

As intervenções no atual terminal de passageiros incluíram a readequação de alguns espaços existentes, além de adaptações da estrutura para a expansão oeste. Está prevista a unificação das
áreas de embarque do atual terminal e o da expansão. A remodelagem da pista deverá ser a última etapa do projeto, informa a Passarelli.

Gestão integrada

A adoção de uma gestão apoiada no uso de ferramentas avançadas, como Realidade Virtual, tem contribuído para garantir que as obras superem as expectativas, de acordo com a Método.
Gustavo Aguiar, diretor Técnico da empresa, conta que, entre as soluções técnicas adotadas na reforma e ampliação do Aeroporto de Fortaleza, o time de planejamento da obra tem usado a metodologia Lean Construction para a definição do plano de ataque das frentes de trabalho.

“Trata-se de um projeto complexo e que precisa levar em conta características específicas de uma operação aeroportuária. Isso inclui coordenar a movimentação de pessoas, de equipamentos e materiais em um aeroporto em pleno funcionamento, onde até a programação de pousos e decolagens é considerada”, explica Gustavo.

“A utilização de ferramentas e metodologias, como o BIM (Building Information Modeling), Lean Cosntruction e a Realidade Virtual, contribuem para a integração das informações entre as diversas etapas, permitindo realizar, de forma simultânea, a gestão de atividades que são interdependentes, ampliando a eficiência e o ritmo da obra.”

O diretor da Método acrescenta que os softwares de VR e a metodologia BIM foram fundamentais na fase de definição e validação do projeto, bem como na tomada de decisão técnica e, agora, estão sendo utilizadas para facilitar a integração dos ambientes com as estruturas existentes. “As ferramentas de gestão utilizadas neste projeto garantem o fluxo de dados, sendo possível, inclusive, que os colaboradores no campo tenham acesso a modelos digitais a partir de seus próprios smartphones”, acrescenta.

O Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, assinou na segunda-feira (17) a portaria que regulamenta o processo de enquadramento de projetos prioritários no setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis para emissão de debêntures incentivadas. A portaria contribuirá para destravar investimentos nessas três áreas. A cerimônia foi realizada em São Paulo, durante o Ethanol Summit 2019.

Com a medida, as empresas poderão captar recursos com a isenção de impostos para investidores, o que possibilitará ampliar investimentos em projetos de implantação, ampliação, manutenção, recuperação, adequação ou modernização de empreendimentos em infraestrutura no segmento de petróleo, gás e biocombustíveis.

“Hoje concluímos um ato do governo federal que traduz perfeitamente o que pretendemos fazer para destravar os investimentos que o país tanto precisa, gerando emprego e renda”, declarou o Ministro.
O decreto que regulamenta o benefício fiscal das debêntures de infraestrutura, previsto na Lei nº 12.431, contempla atualmente sete setores: logística e transporte, mobilidade urbana, energia, telecomunicações, radiodifusão, saneamento básico e irrigação.

Além do Ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a abertura do evento contou com a presença da Ministra da Agricultura, Tereza Cristina, do Ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, do Governador de São Paulo, João Dória, do presidente da Apex-Brasil, Sergio Ricardo Segovia Barbosa, entre outras autoridades. 

Investimentos em petróleo, gás natural e biocombustíveis 


A extensão da isenção de impostos na captação de recursos destinados ao setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis deve contribuir para ampliar benefícios de programas lançados pelo MME.

A expectativa é que a medida reforce as metas do RenovaBio com a expansão do número de usinas de biocombustíveis e, consequentemente, aumente a oferta do etanol, podendo reduzir o preço dos combustíveis ao consumidor. Espera-se o destravamento de investimento de aproximadamente R$ 9 bilhões por ano com a renovação de canaviais e mais R$ 4 bilhões com o aumento da produção de cana-de-açúcar eliminando capacidade ociosa do parque produtivo sucroenergético.

“Com a entrada em vigor do RenovaBio, os investimentos serão ainda maiores. Estimamos que serão necessários cerca de R$ 60 bilhões ao ano neste setor”, afirmou.

Ethanol Summit


Autoridades nacionais e internacionais, empresários, acadêmicos e especialistas debatem os principais temas do setor sucroenergético durante o Ethanol Summit 2019, maior evento sobre o tema na América Latina, realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA). A edição de 2019, a maior realizada desde a criação do Summit em 2007, conta com 150 palestrantes e moderadores com diferentes repertórios que compõem 20 painéis, quatro plenárias e duas palestras magna.
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A empresa de suporte offshore multinacional, reconhecida por gerar conhecimento especializado para as indústrias internacionais de petróleo e gás, petroquímica, geração de energia e construção, desembarcou no Rio de Janeiro, montando sua base de serviços e atividades offshore.

A chegada ao RJ é para atender clientes  predominantemente grandes, ligados às empresas operacionais e empresas internacionais de engenharia, petróleo e óleo e gás.

Diante do exposto, a EP2C Energy precisou abrir, em caráter de urgência, processo de seleção, para contratar 52 profissionais em quatro funções diferentes.

A empresa offshore anunciou que os selecionados vão trabalhar em regime de trabalho embarcado, em escala conhecida como 14 x 14, em bases de plataforma de petróleo offshore localizadas em Macaé e no Rio de Janeiro.

Veja agora a relação com as vagas de emprego para plataformas de petróleo liberadas pela EP2C Energy para o RJ:

Operador de Produção – EP2C Energy ( 18 vagas )

Está aí uma prova viva de que a empresa EP2C não está para brincadeiras no setor offshore. Ela mesma, que está recrutando eletricistas e mecânicos, agora gera mais uma importante seleção para contratar 18 operadores de produção em regime de escala 14 x 14, para trabalhar embarcado em plataformas de petróleo no Rio de Janeiro.

Trata-se de grande oportunidade neste momento tão complicado no mercado de trabalho, não é mesmo? Agora que você já sabe as informações sobre as chances de trabalho offshore, basta pegar o seu currículo, atualizá-lo e encaminhá-lo para a página de seleção da empresa EP2C.

Mais uma leva de oportunidades de trabalho embarcado divulgada pela brilhante EP2C Energy. Agora, neste momento, as  dez chances de trabalho são destinadas a função de Mecânico Industrial Sênior, para trabalhar em regime de escala 14 x 14 no Rio de Janeiro. É a famosa escala do trabalho embarcado. Tem a qualificação e experiência necessária ? Então, não perca tempo, e envie seu currículo neste momento.

Eletricista – 20 vagas | EP2C Energy

A EP2P Energy é muito especial, pois trata-se de uma empresa focada em energia, com prestação de serviços ao segmento offshore. E o melhor: a empresa divulgou que pretende contratar 20 eletricistas sênior para trabalhar em regime de escala 14 x 14 no Rio de Janeiro. A experiência no setor e qualificações relevantes são exigidas pela empresa. Atualize seu currículo e envie agora mesmo.

Operador de Plantas e Utilidades Offshore – EP2C Energy

Além das vagas offshore destinadas as funções de eletricista (20), mecânico (10) e Operador de Produção (18), a EP2C acabou de abrir quatro (04) oportunidades de emprego para Operador de Plantas e Utilidades. Os selecionados, assim como os demais, vão trabalhar embarcado no Rio de Janeiro, em regime de escala 14 x 14. Tenha em mente que, para se candidatar, é necessário possuir cursos de qualificação e conhecimento na área. Atualize seu currículo e envie agora mesmo.

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A EDP Transmissão Aliança SC – constituída pelas empresas EDP (Energias do Brasil) e Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) – é responsável pela instalação de linhas de transmissão de energia elétrica em um trajeto de 484,5 km de extensão que percorrerão 28 municípios da região sul e extremo sul de Santa Catarina.

A obra está orçada em R$ 1,265 bilhão e inclui ainda a construção de uma segunda subestação no município de Siderópolis, além de melhorias e adaptações em outras subestações que integram o
trajeto. O empreendimento compõe o Lote 21 do Leilão de Concessão nº 05/16, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Para o início das atividades, a EDP informa que cumpriu as etapas para o licenciamento ambiental, incluindo as audiências públicas com a participação dos representantes e população dos municípios da área de influência das obras. Além de apresentação do projeto para instituições governamentais do estado.

Com a emissão parcial da Licença de Instalação (LI) pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA), foram iniciadas as primeiras fases de implantação.

A primeira etapa consiste no início da construção de uma nova subestação de energia elétrica no município de Siderópolis (SC). Essa fase, em particular, envolve a geração de 190 postos
de trabalho diretos, e mais 100 indiretos na região, de acordo com a concessionária.

Outra etapa que está sendo realizada é a implantação do trecho de linha de transmissão entre as subestações de Biguaçu e Siderópolis

2. Em Biguaçu, as atividades se concentram em topografia, supressão da vegetação, construção e montagem das torres. Já em Siderópolis 2, as instalações estão em fase de terraplanagem.

Segundo o presidente da EDP Transmissão Aliança, Luiz Otavio Henriques, “trata-se de um investimento que vai proporcionar ao estado de Santa Catarina uma importante expansão na atual infraestrutura energética, necessária para o Estado desenvolver seu potencial econômico”, afirma Henriques.

Segundo a empresa, a nova subestação de Siderópolis, por exemplo, vai permitir desafogar a demanda atual sobre a subestação local e, assim, diminuir a dependência da subestação de Forquilhinha.

A EDP Transmissão Aliança SC é uma concessionária de serviço público de energia elétrica constituída em 2017 por meio de uma sociedade de propósito especí co formada por duas empresas do setor elétrico brasileiro: a EDP Brasil e a Celesc Geração.

Recursos da EDP em tecnologia podem chegar a R$ 640 MI


A EDP Brasil e USP avançam nos trabalhos do primeiro laboratório especializado em testes com redes elétricas inteligentes da América Latina. Inaugurado em 2017 e localizado no Centro de Estudos em Regulação e Qualidade de Energia (ENERQ), no campus da universidade, em São Paulo (SP), o espaço funciona como um ambiente para a realização de pesquisas nas áreas de Qualidade do Fornecimento de Energia e Smart Grids, auxiliando no aperfeiçoamento e na modernização do sistema de distribuição no País.

Com esses estudos está sendo possível aplicar diversas funcionalidades em campo, tais como o self-healing, que consiste no controle remoto de equipamentos da rede elétrica, capazes de religar a
energia automaticamente, diminuindo o impacto de ocorrências aos clientes.

Um outro projeto em andamento é o Analytics, envolvendo vários estudos, como processamento de big data para análise de fraude; utilização de IoT (internet das coisas) com inteligência embarcada para monitorar o motorista identificando sinais de fadiga e processamento de imagem para realizar a leitura do medidor.

Cidades Inteligentes 


Os projetos da EDP têm o objetivo central de desenvolver no país as chamadas cidades inteligentes.

Apesar de ser um conceito relativamente recente, as cidades inteligentes já se consolidaram como assunto fundamental na discussão sobre desenvolvimento urbano sustentável. O mercado de
soluções tecnológicas para Smart Cities movimenta negócios globais que são estimados em US$ 408 bilhões até 2020, segundo estudo do Department for Business Innovation and Skills (BIS), da
Inglaterra.

De acordo com pesquisa do Parlamento Europeu, na busca por soluções ao desafio do crescimento sustentável, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou
estão implementando iniciativas de Smart City.

Para isso, a companhia conta no Brasil ainda com o InovCity, iniciativa que tem como objetivo testar tecnologias que viabilizem a criação de uma cidade energeticamente mais eficiente. O projeto
teve início em Aparecida (SP) e, desde 2015, vem sendo replicado em dois municípios do Espírito Santo (Domingos Martins e Marechal Floriano, na região serrana do Estado).

Em Aparecida, cerca de 19 mil unidades consumidoras foram atendidas em seis vertentes de desenvolvimento tecnológico, com foco na sustentabilidade: medição inteligente; eficiência energética e mobilidade elétrica (carros elétricos).

Em Aparecida, a EDP promove ainda o incentivo ao uso de veículos elétricos, instalando cinco postos nos quais é possível recarregas as baterias. Os postos são autossuficientes, com geração própria de energia a partir de placas solares.

A empresa desenvolve também ensaios de geração distribuída renovável, com foco no desenvolvimento de soluções que permitam aos utilizadores de produtos de microgeração ampliar os seus benefícios. Com o lançamento da EDP Solar em 2016, o foco da empresa no segmento de geração distribuída se intensifica. Agora a companhia planeja um projeto de smart grid com escala
maior, que prevê a implantação de mais de um milhão de medidores inteligentes no país até 2022. Uma nova rede de comunicação própria e sistemas de sensoriamento, monitoramento, automação avançada e cybersecurity.

Os projetos pilotos no Brasil, em Aparecida, Domingos Martins e Marechal Floriano receberam o investimento de R$ 20 milhões, além de R$ 8 milhões para a construção do primeiro laboratório de redes inteligentes da América Latina com a USP. Para os próximos anos a empresa estima um grande salto de investimento, que pode chegar a R$ 640 milhões até 2022.
Uma das obras de infraestrutura mais complexas hoje em andamento no país, a duplicação do trecho de serra da Rodovia Tamoios, em Caraguatatuba (SP), ultrapassa 50% de avanço.
O projeto conta com a construção de 21,6 km de vias, sendo 13,135 km de túneis, oito viadutos e uma ponte.
Além disso, o local onde ocorre a maioria das obras tem acentuado declive, com cota variando entre 725 m a 3 m acima do nível do mar. Por conta de os trabalhos ocorrerem 85% em área do Parque Estadual da Serra do Mar, as restrições e a busca do menor impacto possível ao meio ambiente exigiram ações ousadas. A Rodovia dos Tamoios liga o Vale do Paraíba ao Litoral Norte paulista, e as obras no trecho de serra estão sendo executadas pela Queiroz Galvão, na modalidade EPC, para a Concessionária Tamoios, que pertence ao grupo da construtora.
Os trabalhos começaram em dezembro de 2015 e têm previsão de conclusão no final do ano 2021. Há 37 frentes de serviço na obra hoje, com 750 equipamentos leves e pesados em operação e mais de 2.600 colaboradores trabalhando em três turnos.
No total, a obra conta com dois canteiros principais – um em cada extremo da via em construção e quatro de apoio ao longo da rodovia em obras. A pista em construção será, quando concluída, ascendente para o tráfego e a rodovia existente será usada para descida – hoje ela funciona em regime de pista dupla e sofreu alargamentos em sete trechos, desde que a concessionária assumiu a administração da rodovia, em 2015.


Robison Alexandre de Avila

Robison Alexandre de Avila, gerente de engenharia da Concessionária Tamoios, e Guilherme Hallack, engenheiro de produção da construtora Queiroz Galvão, acompanharam a revista O Empreiteiro em visita às obras.
O gerente de engenharia da Tamoios destaca tratar-se de obras com poucos serviços de terraplenagem, mas de topografia e declividade bastante difíceis. Além disso, a necessidade de gerar a
menor interferência possível ao meio ambiente, cria desafios à logística e o abastecimento das frentes de trabalho.
“É uma obra cirúrgica. Trata-se de uma obra de geotecnia com túneis e contenções”, avalia Robison. Guilherme acrescenta que o microclima da região, onde chove muito e a neblina é frequente, interfere ainda mais no dia a dia das atividades.

Guilherme Hallak
Uma das torres do cable cane instalada para transporte de carga

Cable crane

Um teleférico chamado cable crane, com duas torres e cerca de 30m de altura cada, auxilia os trabalhos no ponto mais crítico da obra.
O uso do equipamento é inédito no Brasil em obras rodoviárias e as torres foram montadas com ajuda de helicóptero.
O teleférico percorre 394 m de extensão entre as duas torres e com ele foi possível evitar a abertura de estradas de serviço no parque de área preservada e de difícil acesso. O cable crane, que pode transportar até 20 t entre equipamentos e pessoas, está sendo usado para construção do viaduto 3 e o desemboque do túnel 3/4, o maior de todos. Serão construídos cinco pilares para suportar o viaduto 3, mas quatro deles em especial exigirão muito do cable crane, que vai transportar todo tipo de material para a execução desses pilares.

Para dar início à perfuração do emboque do túnel 3/4, o cable crane vai suprir com insumos e máquinas – incluindo jumbos, escavadeiras, betoneiras, entre outros equipamentos e materiais.
“O túnel 3/4 já está com a escavação em andamento de um lado, mas para acelerar os trabalhos, usaremos o cable crane para levarmos equipamentos e abrirmos outra frente de serviço no lado oposto, no maior túnel da nova pista”, afirma Robson.
O cable crane é um projeto da LCS, uma empresa da Áustria, que mantém profissionais austríacos supervisionando as operações do equipamento. “Esse equipamento é imprescindível para evitar abertura de acessos pelo parque”, diz Guilherme.

Túneis

O túnel 3/4, o maior extenso de todos, com 5.555 m, é o maior do tipo rodoviário já construído no país. No projeto inicial, deveria ser dois túneis: o 3 e 4. Mas decidiu-se juntar ambos e manter todo o trecho em túnel, para ganhar velocidade de execução e menos interferência no meio ambiente.
Dos outros três túneis, um já foi concluído: o 5, com 3.970 m e que será o segundo maior do país em rodovia depois que o túnel 3/4 estiver perfurado. Os outros túneis são o 1, com 2.889 m e com
mais de 20% de avanço, e o 2, com 721 m e cerca de 70% de avanço.
Há um túnel de serviço paralelo em cada túnel e uma interligação entre ambos a cada 250 m. Os túneis têm seções iguais de 13m de diâmetro e os auxiliares têm 5,5 m de diâmetro.
Os túneis estão sendo feitos no método NATM. Segundo Robison, fazer essa escavação com uma tuneladora (TBM) não seria possível por conta da necessidade de montar e desmontar o equipamento entre os diversos trechos de escavação, em locais de difícil acesso. “Em produtividade seria melhor, mas a logística atrasaria muito o serviço”, explica.
Na perfuração dos túneis estão cinco jumbos de grande porte com três braços e cinco jumbos com dois braços, todos da Sandvik. Especificamente no túnel 2, em um extremo o emboque foi feito de dentro para fora, quando deveria ser o contrário no método NATM. De acordo com Robison, a dificuldade de acesso ao emboque obrigou a construtora a inverter o processo. Guilherme explica que teve que estabilizar o desemboque, empregando-se contenções localizadas, por que se perfurou de dentro para fora.
A solução aplicada para finalizar a perfuração de dentro para fora foi a de side drift, com o desemboque do túnel sendo concluído por etapas de escavação em seu perímetro, para evitar possíveis
riscos externos. Os túneis têm avanço médio de 3 m/dia – em rocha sã as perfurações andam mais rápido, mas rochas rasas, fraturadas e com presença de solo, a escavação torna-se mais lenta.
Há estações de tratamento para a água carreada das escavações dos túneis, depurando-a antes do descarte na natureza. A rocha da escavação é aproveitada na usina de britagem da nova rodovia.

Mapa mostra o longo percurso em curva da passagem subterrânea 3/4

Viadutos

Os oitos viadutos estão sendo montados com diferentes soluções construtivas. Eles possuem as seguintes dimensões: 1 (95 m de extensão), 1A (90 m), 2 (147,6 m), 3 (310 m), 4 (230 m), 5 (378 m), 6 (946,4 m), 7 (81,2 m) e 8 (40,2 m). Os viadutos 6 e 7 já estão prontos.
Os viadutos estão sendo executados com vigas pré-moldadas pré-tendidas e não protendidas. De acordo com Robison, a protesão é feita no canteiro, onde as mesmas são fabricadas, para não
causar danos à viga durante o transporte. Por isso são chamadas de pré-tendidas.
Do canteiro no pé da serra, onde as vigas são fabricadas, elas sobem a rodovia por meio de caminhões dolly. O dolly é uma espécie de reboque, mas sem apoio no veículo de tração, onde a viga
é apoiada. A solução flexibiliza o transporte das vigas pesadas e longas – 40 m de comprimento e 84 t – pelas vias em construção da rodovia, inclusive em trecho de túnel já perfurado, até o seu
ponto de posicionamento nos viadutos. Serão lançadas 260 vigas pré-moldadas nos viadutos ao longo da via.

Vigas de 40 m de comprimento e 84 t são traportadas por meio de caminhões dolly

Os viadutos 4, 5 e 6 estão sendo executados pelo método de forma deslizantes e balanço sucessivo. Um deles será metálico para vencer grandes vãos, com vigas de 58 m.
O viaduto 3 é executado em balanço sucessivo e recorre ao cable crane devido às dificuldades de acesso. Um dos vãos mede 125 m, para reduzir o número de pilares sobre a área do parque. Destaca-se ainda que os viadutos 4 e 5 passam sobre trecho da estrada existente.
No viaduto 2, que leva ao viaduto 3, cortinas atirantadas foram executadas perfazendo contenção de 15.073 m² – são 1.200 tirantes somente na parte principal da cortina. A contenção tem
55 m de altura.
Nas obras do trecho de serra da Rodovia Tamoios, as empresas projetistas são a CJC (túnel), Engecorps (obras de arte) e Núcleo (contenção). As contenções estão sendo executadas pela Tecnogeo Keller

Contenção de 55 m de altura e 1.200 tirantes

Sustentabilidade
Todos os trabalhadores fazem visita de integração no Parque da Serra do Mar (Núcleo Caraguatatuba) para conhecer sua biodiversidade e os cuidados com a área, antes de começar a
trabalhar na obra.
Antes começo das obras, em 2015, a Concessionária Tamoios chegou a realizar workshop para profissionais ligados à área de meio ambiente e agentes envolvidos no projeto. Os programas
ambientais foram apresentados e submetidos a debates e, ao final, todas as críticas e sugestões foram consolidadas e entregues à Cetesb, que, como autoridade ambiental responsável pela emissão da Licença Ambiental, ratificou e/ou retificou os programas ambientais propostos pela empresa.
Com as obras em andamento, um segundo workshop foi realizado em 2017. O objetivo foi mostrar os resultados dos programas ambientais, compartilhar o conhecimento adquirido e novamente submeter os trabalhos aos especialistas e autoridades.
Em cumprimento ao contrato, a concessionária devia instalar os chamados “call-box”, que são os telefones de emergência espalhados pela rodovia. Porém, foi sugerido aos órgãos governamentais
que se instalasse um “call-box” virtual.
Uma vez que há pontos da rodovia sem sinal de celular, implantou-se um sistema wi-fi em toda a rodovia e desenvolveu-se um aplicativo de celular com várias funcionalidades. A principal é um botão de S.O.S. que liga o usuário diretamente com as equipes de Controle Operacional. No aplicativo há também uma rádio web, câmeras ao vivo, além de emitir alertas.

CRAS

O CRAS – Centro de Reabilitação de Animais Silvestres, está localizado dentro da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e é parceiro da Concessionária Tamoios para o atendimento veterinário
de animais silvestres.
A parceria tem como objetivo a destinação de animais silvestres resgatados na área de concessão da rodovia e nas obras sob sua responsabilidade. Todos os animais silvestres resgatados são encaminhados ao Mantenedor de Fauna Silvestre, onde são tratados, reabilitados e, quando possível, reincorporados ao seu habitat natural.

Plantio Compensatório

O projeto de Plantio Compensatório é uma parceria da Concessionária Tamoios e a Associação Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, que tem uma metodologia que contempla desde a mobilização social de produtores e comunidade do entorno até a formação de corredores ecológicos. A ONG realiza a escolha de áreas a serem plantadas, espécies, escolhas das mudas, sempre em contato com as prefeituras e lideranças locais, de acordo com a concessionária.
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Um dos maiores conglomerados empresariais do Brasil e um dos alvos de maior envergadura da Operação Lava Jato, a Odebrecht S.A. admitiu formalmente que precisa reestruturar suas dívidas para continuar existindo.

O grupo pediu nesta última segunda-feira (17) autorização para uma recuperação judicial. A conta envolve um passivo total de R$ 98,5 bilhões - o processo é o maior do tipo na história do país.

O pedido, acatado pela Justiça, blinda a Odebrecht S.A. pelos próximos seis meses contra os credores externos de uma dívida de R$ 65,5 bilhões. Os outros R$ 33 bilhões são relativos a empréstimos intercompany, ou seja, entre empresas do próprio grupo.

Antes disso, o maior pedido de recuperação no Brasil havia sido o da gigante de telefonia Oi, em 2016, com R$ 65 bilhões em dívidas.

Mais de 20 empresas estão no processo, que, no entanto, não contempla todas as companhias do grupo Odebrecht. Braskem, OEC e Odebrecht Transport, por exemplo, ficaram de fora por se tratarem, segundo argumento do grupo, de bens essenciais à sua sobrevivência. O juiz que analisou o caso acatou o pedido.

Mas o que é e como funciona, afinal, o processo de recuperação judicial?

Dívidas 'congeladas'

A recuperação judicial é uma ferramenta jurídica para viabilizar a reestruturação de uma empresa em crise ou a ponto de falir.

Uma vez que a dívida atinge um patamar acima da capacidade de pagamento da companhia, entra-se com um pedido na Justiça para que os débitos sejam congelados enquanto se organiza uma maneira de honrá-los.

Um plano de recuperação da empresa, com a reestruturação do negócio e das dívidas aos credores, é apresentado ao juiz até dois meses após a aprovação do pedido. Os credores têm mais 150 dias para discutir a proposta apresentada e chegar a um acordo.

A medida está prevista na Lei de Falências e Recuperação de Empresas (Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005), que substituiu a Lei da Concordata, de 1945, e tem o intuito de dar fôlego à empresa colocando o Judiciário como mediador entre ela e seus credores.
Os prazos para a negociação com os credores, no entanto, devem se alongar, diz o advogado especialista em recuperação de empresas Luiz Gustavo Bacelar.

"É uma operação complexa e que envolve muitos credores. Agora, sairá um edital convocando os interessados para uma discussão. Depois deve haver uma assembleia. O grupo perdeu 80% dos funcionários nos últimos tempos, por exemplo. Só isso indica que deverá haver muita dívida trabalhista, o que acarreta mais negociação e revisão do valor da dívida", afirma Bacelar.

Qual o significado para o futuro da Odebrecht

Dada a complexidade do grupo e a forma como as empresas contraíram as dívidas, este processo de recuperação judicial é o mais complexo da história empresarial do país, segundo analista de crédito privado da Eleven Management, Odilon Costa.

"Como uma empresa do grupo foi fazendo dívida com outra ou tomando empréstimo desde subsidiárias, é muito difícil desvincular as atividades. A Odebrecht estava passando por um momento muito difícil, sem acesso a linhas de financiamento, apesar de haver algumas operações saudáveis", afirma.

O pedido é o maior desdobramento empresarial causado pela Operação Java Jato, ainda segundo a visão de Costa. "É um marco histórico, com consequências difíceis de prever. Todos os setores de infraestrutura contam com empresas do grupo, que era um símbolo da economia até 2014. Ainda há ativos muito bons, como a Braskem, mas o passivo que é um 'balaio de gato'. Há muitos credores com interesses próprios. Organizar todos eles levando em conta o interesse da Odebrecht será muito difícil", diz.

Uma das únicas certezas, avalia o analista, é que o processo de renegociação com os credores vai demorar mais que o estipulado pelo processo legal. "E deve ocorrer também alguma venda de ativos para ajudar na reestruturação."

Marcelo preso, império encolhe

A crise em um dos maiores grupos industriais do país começou quando o nome do seu então presidente, Marcelo Odebrecht, apareceu nas investigações da Operação Lava Jato, em junho de 2015.

Acusado de se envolver em esquema de corrupção e fraudes em contratos com a Petrobras, Marcelo e outros 76 executivos da empresa assinaram um acordo de delação premiada para colaborar com a Justiça em troca de diminuição das penas.

As propinas pagas pelo grupo para garantir contratos com a estatal teriam chegado a R$ 113 milhões, segundo a investigação.

Marcelo Odebrecht foi sentenciado em dois processos a 31 anos e 6 meses de prisão. O acordo de delação firmado com a operação prevê o cumprimento de 10 anos da pena em progressão de regime. Depois de cumprir dois anos e meio da pena em regime fechado, o neto do fundador Norberto Odebrecht foi para prisão domiciliar, em Sao Paulo, onde se encontra atualmente.

Antes de o grupo aparecer na Lava Jato, o balanço referente a 2014 da Odebrecht registrava 274 mil funcionários, com a receita em 2015 atingindo R$ 132 bilhões. Hoje, o grupo tem em torno de 50 mil trabalhadores. No ano passado, registrou faturamento de R$ 80 bilhões.

Corrupção sofisticada

O esquema de corrupção armado pela Odebrecht teria começado ainda durante o período da ditadura militar, nos anos 1980, e foi se sofisticando paulatinamente. Após as investigações da Lava Jato, a Transparência Internacional, ONG especializada no tema, classificou o modus operandi da empresa brasileira como o caso de corrupção já desvendado mais bem armado da história.

Por meio do chamado Departamento de Operações Estruturadas, a Odebrecht realizava pagamentos a campanhas de políticos em troca de vantagens em contratos de obras nas quais empresas do grupo tivessem interesse.

Utilizava empresas registradas fora do Brasil para fazer os pagamentos de propina ou subornos a políticos de diferentes partidos por meio de caixa 2.

As empresas offshore realizavam pagamentos em moedas estrangeira a operadores. Esses utilizavam doleiros no exterior para comprar reais e repassavam o dinheiro a operadores da Odebrecht no Brasil, que realizavam os pagamentos nos endereços indicados pelos beneficiários da prática.

Segundo cálculos entregues à Procuradoria Geral da República (PGR) pelo ex-executivo da empresa Hilberto Mascarenhas, o departamento movimentou US$ 3,37 bilhões em propinas entre 2006 e 2014.

Lava Jato segue

Desde o início da Lava Jato, em 2014, mais de cem políticos e empresários foram julgados e presos em processos relacionados à operação.

Uma força tarefa entre Ministério Público e Polícia Federal levou à investigação membros da Petrobras, políticos de PT, PSDB, PMDB e outros 11 partidos, deputados e senadores, e até o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de empresários de grandes companhias como os irmãos Batista, da JBS.

A Lava Jato teve um impacto profundo - e inédito - no sistema político brasileiro. Por meio do mecanismo de delação premiada, no qual os envolvidos em suspeitas de corrupção relatam o que sabem do caso em troca de diminuição da pena, os investigadores chegaram nos políticos mais importantes desde a redemocratizacao do país.

O partido mais afetado foi o PT. Até o momento, 33 dirigentes foram relacionados a esquemas de corrupção, incluindo a alta cúpula. Quadros antigos como Lula, José Dirceu, João Vaccari Neto, Delúbio Soares e Antonio Palocci foram presos em virtude da operação.
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O Ocyan Waves Challenge, primeiro programa da plataforma de inovação da empresa Ocyan, que atua na área de óleo e gás, selecionou as 11 startups para a fase de Imersão entre as 21 presentes no Pitch Day. 

A imersão é a terceira fase do programa e será realizada entre os dias 25 a 27 de junho, próximo à sede da Ocyan, no Rio de Janeiro, junto aos grupos da empresa que propuseram seus desafios aos empreendedores.

O Ocyan Waves Challenge lançou oito desafios ao mercado de startups para buscar soluções inovadoras para as áreas de apoio ou operacionais. Entre as 11 startups para a Imersão estão Rio Analytics (Rio de Janeiro) e Serviços Subsea Especializados SSE (Macaé-RJ), para os de Drill Pipe; Novidá (São Paulo) e True Work (Curitiba), para os de Segurança; Smarti (Curitiba), para os de Gestão de Pedidos; Confirm8 (São Paulo) e Ledcorp (Ubá-MG), para os de Inspeção de Equipamentos; Delfos (Fortaleza), para os de BOP; Checklist Fácil (São Leoplodo-RS), para os de Documentos de Bordo; SocialBase (Florianópolis), para os desafios de Comunicação e Sapiensia (Macaé-RJ), para os de Recursos Humanos.

Após a Imersão, as empresas passarão por nova seleção e seguem para a fase final de a criação de um Piloto, no qual as soluções serão desenvolvidas e avaliadas pela Ocyan. Os aprovados nessa fase final serão incluídos no cadastro de fornecedores da empresa.

A Innoscience é a responsável pela estruturação e operacionalização do Ocyan Waves Challenge, o primeiro programa da plataforma Ocyan Waves.
Resultado de imagem para Santos Brasil ultrapassa a marca de 100 mil contêineres movimentados no Tecon Santos em maio

O Tecon Santos, terminal de contêineres administrado pela Santos Brasil, ultrapassou os 100 mil contêineres movimentados no mês de maio, atingindo 100.743 unidades. Esta marca não era alcançada desde agosto de 2013.

De acordo com Marcos Tourinho, diretor comercial da Companhia, esse crescimento reforça o potencial do Tecon Santos e seus diferenciais em termos de qualidade de serviços frente aos concorrentes. Reflete, também, um possível aquecimento na economia do país: "o setor de contêineres é um termômetro do mercado e, ao ultrapassarmos a marca dos 100 mil contêineres operados já no primeiro mês do período que consideramos como alta estação nos portos nacionais, indica um possível reaquecimento".

No primeiro trimestre deste ano, o Tecon Santos foi o único terminal de contêineres do Porto de Santos a apresentar crescimento. No período, a movimentação de contêineres do porto caiu 12%, enquanto o Tecon Santos apresentou alta de 1,5%, somando 218.533 contêineres movimentados.

O market share da Companhia no Porto de Santos alcançou 42% em abril, consolidando a liderança da Santos Brasil no porto.

 Santos Brasil 


A Santos Brasil é prestadora de serviços portuários e logísticos completos, do Porto à Porta. Listada no Novo Mercado da B3, é referência na operação de contêineres no Brasil. Foi criada há 20 anos para operar o Tecon Santos (SP), maior terminal da América do Sul, e já investiu R$ 4,8 bilhões, calculados a valor presente, em aquisições, expansões, novos equipamentos, tecnologia e recursos humanos. Antecipando-se ao crescimento do fluxo de comércio internacional, a Santos Brasil colaborou significativam ente para aumentar a capacidade logística portuária do País.

Além do Tecon Santos, a companhia opera mais dois terminais de contêineres – Vila do Conde (PA) e Imbituba (SC), um terminal de carga geral (TCG Imbituba) e um terminal de veículos (TEV) no Porto de Santos. Conta também com uma operadora logística, a Santos Brasil Logística, que atua de forma integrada aos terminais viabilizando o atendimento ao cliente em todas as etapas da cadeia logística do porto até o transporte e distribuição.

Resultado de imagem para 1ª Rodada de Licitações completa 20 anos

No último final de semana, completaram-se 20 anos da 1ª Rodada de Licitações de blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil, realizada nos dias 15 e 16 de junho de 1999. No leilão, foram concedidas 12 das 36 áreas oferecidas, sendo arrecadados R$ 487 milhões em bônus de assinatura.

Foi a primeira vez que se abriu o E&P brasileiro para a operação de empresas estrangeiras. O monopólio da Petrobras havia sido quebrado oficialmente quase dois anos antes com a Lei n° 9.478, de agosto de 1997 (conhecida como Lei do Petróleo), que também criou a ANP.

Dessa forma, outras 13 empresas, além da Petrobras, participaram da 1ª Rodada, sendo nove das 12 áreas concedidas arrematadas por companhias estrangeiras, sozinhas ou liderando consórcios.

Desde então, foram realizadas 20 rodadas, sendo 15 no regime de concessão e cinco no de partilha. Estão programados ainda outros sete leilões até 2020, além da Oferta Permanente, que disponibiliza continuamente áreas que tenham sido devolvidas à ANP ou ofertadas em rodadas anteriores e não arrematadas.

Essa abertura resultou em aumento da atividade de exploração e produção no Brasil. Logo antes da realização da 1ª Rodada, o País tinha 14 bilhões de barris de petróleo e 410 bilhões de m³ de gás natural em reservas totais e, considerando as reservas provadas, 7 bilhões de barris de petróleo e 226 bilhões de m³ de gás natural. Em dezembro de 2018, esses números já haviam crescido para quase 24 bilhões de barris de petróleo e 570 bilhões de m³ de gás natural (reservas totais) e 13 bilhões de barris de petróleo e 368 bilhões de m³ de gás natural (reservas provadas).

A produção também cresceu amplamente: a de petróleo saltou de cerca de 970 mil barris por dia para 2,6 milhões de barris por dia em abril de 2019 (últimos dados disponíveis) e a de gás natural, de 30 milhões de m³ por dia para 113 milhões de m³ por dia. Em grande parte, esse aumento se deve à descoberta do pré-sal, em 2007, cujos campos correspondem hoje a quase metade da produção nacional.

A distribuição de royalties e participações especiais resultantes dessa produção cresceu de R$ 1,67 bilhão, em 2000 (quando a PE passou a ser cobrada), para R$ 50,6 bilhões em 2018. Além disso, as obrigações de investimentos das empresas em pesquisa, desenvolvimento e inovação aumentaram de R$ 2 milhões no final de 1998 para R$ 2 bilhões em 2018, sendo que, entre 1998 e 2018, o volume total foi de R$ 15,37 bilhões.

Hoje a indústria do petróleo e gás no Brasil responde por 13% do PIB nacional e 50% da oferta interna de energia. São quase 100 grupos econômicos atuando nas atividades de exploração e produção.
Resultado de imagem para Petrobras prevê teste de longa duração em área na bacia de Sergipe ainda em 2019

A Petrobras prevê realizar ainda em 2019 um teste de longa duração em uma das áreas com potencial para produção de gás natural descobertas em águas profundas na bacia de Sergipe, informou a empresa em comunicado nesta segunda-feira.

A petroleira divulgou o comunicado após o jornal O Estado de S. Paulo ter publicado no domingo que uma descoberta na bacia de Sergipe seria a maior da empresa desde o pré-sal, em 2006, com potencial para extração de 20 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia.

A Petrobras, no entanto, não divulgou números sobre o potencial da região, afirmando apenas que nos últimos anos foram confirmadas seis descobertas na bacia — as áreas de Cumbe, Barra, Farfan, Muriú, Moita Bonita e Poço Verde, todas já comunicadas ao mercado.

Segundo a companhia, seu Plano de Negócios e Gestão para o período 2019-2023 contempla “orçamento para a instalação de um sistema de produção” na Bacia de Sergipe, mas os estudos sobre o projeto estão em fase inicial.

“A companhia está realizando o Plano de Avaliação da Descoberta dessas áreas, para avaliação do potencial produtivo de suas acumulações de petróleo e gás natural”, afirmou a Petrobras.

O teste de longa duração previsto para este ano na área de Farfan terá como objetivo obter informações que subsidiem estudos para uma melhor caracterização da rocha-reservatório e dos fluidos da área, acrescentou a estatal.