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As transmissoras de energia vão receber R$ 62,2 bilhões nos próximos oito anos em indenizações. De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), R$ 35,217 bilhões correspondem a valores que as empresas deixaram de receber entre 2013 e 2017, por investimentos realizados antes de maio de 2000.

O restante, R$ 26,983 bilhões, corresponde à remuneração por esses investimentos. Isso inclui a parcela que não foi paga entre 2013 e 2017 e a parcela correspondente à remuneração até o fim da vida útil de cada um dos ativos.

Segundo o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, os valores são as melhores estimativas neste momento, mas podem ser alterados até junho deste ano, quando serão referendados. Ele informou que há laudos de empresas que ainda não foram validados pelo órgão regulador. Além disso, a agência usará a variação do IPCA mais atualizada possível, referente ao período entre janeiro de 2013 e junho de 2017.

A decisão diz respeito a investimentos realizados por nove transmissoras que aceitaram renovar suas concessões antecipadamente em 2012, em troca da redução das tarifas, por meio da Medida Provisória 579/2012. São elas: CEEE-GT, Celg-GT, Cemig-GT, Copel-GT, CTEEP, além de Eletronorte, Eletrosul, Furnas e Chesf, do grupo Eletrobras.

Os juros serão pagos em oito anos, em parcelas iguais, que serão remuneradas. Dos R$ 35,217 bilhões, a maior parcela será paga à Furnas, que receberá R$ 12,592 bilhões; Chesf, com R$ 7,760 bilhões; e CTEEP, com R$ 5,668 bilhões. A Eletronorte terá direito a R$ 3,609 bilhões; a Eletrosul, R$ 1,685 bilhão; a Cemig-GT, R$ 1,409 bilhão; CEEE-GT, R$ 1,142 bilhão; a Copel-GT, R$ 1,041 bilhão; e a Celg-GT, R$ 306,3 milhões.

Em receita anual permitida que deixou de ser paga entre 2013 e 2017, as nove empresas vão receber R$ 5,815 bilhões, divididos em parcelas nos próximos oito anos. Furnas receberá R$ 2,079 bilhões; Chesf, R$ 1,281 bilhão; CTEEP, R$ 936,1 milhões; Eletronorte, R$ 596 milhões; Eletrosul, R$ 278,3 milhões; Cemig-GT, R$ 232,8 milhões; CEEE-GT, R$ 188,6 milhões; Copel-GT, R$ 171,9 milhões; e Celg-GT, R$ 50,5 milhões.

Em receita anual permitida no ciclo 2017/2018, as concessionárias vão receber R$ 4,991 bilhões, a serem incluídos na data-base das transmissoras neste ano, em julho. Todos os anos, essa parcela será recalculada para incluir remuneração e depreciação. Furnas receberá R$ 1,797 bilhão neste ano; Chesf, R$ 1,086 bilhão; CTEEP, 801,9 milhões; Eletronorte, R$ 515,1 milhões; Eletrosul, R$ 231,4 milhões; Cemig-GT, R$ 195,6 milhões; CEEE-GT, R$ 163,9 milhões; Copel-GT, R$ 155,4 milhões; e Celg-GT, R$ 44,1 milhões.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entrou com uma ação civil pública na Justiça Federal no Rio de Janeiro para tentar barrar a venda, pela Petrobras, de sua participação de 66% no bloco BM-S-8, na Bacia de Santos, para a norueguesa Statoil.

O negócio, aprovado em julho do ano passado e que envolve a promissora descoberta de Carcará, foi fechado por US$ 2,5 bilhões. A FUP sustenta que estudos preliminares apontam que o ativo vendido contenha pelo menos 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás, podendo superar esse montante.

Confira o texto divulgado no site da Federação sobre o tema:

FUP entra com Ação para barrar na Justiça entrega de Carcará

A FUP ingressou nesta segunda-feira, 13, com uma Ação Civil Pública na Justiça Federal, cobrando a anulação da venda da participação da Petrobras no Campo de Carcará (Bloco BM-S-8) e a suspensão de todos os efeitos decorrentes desta negociação. Os petroleiros consideram a entrega de um reservatório tão estratégico como este um atentado contra os interesses públicos e "clara afronta à Constituição".

Estudos preliminares apontam que o ativo vendido contenha pelo menos 6 bilhões de barris recuperáveis de óleo e gás, podendo chegar a uma quantidade muito superior a esta, se levarmos em conta a área adjacente. O campo, no entanto, foi vendido para a petrolífera norueguesa Statoil por um preço aquém do seu real valor: US$ 2,5 bilhões, metade a vista e o restante a ser pago quando for concluído o processo de unitização.

Como a Petrobras tinha 66% de participação no Campo de Carcará e um volume de reserva estimado em 858 milhões de barris, o valor arrecadado com a venda equivale a míseros US$ 0,70 por barril!

Além de notória lesão ao patrimônio público, a entrega de um ativo tão importante a preço de banana soa como mais uma sabotagem da gestão Pedro Parente, que de tudo tem feito para enfraquecer a empresa e, assim, facilitar a sua privatização. Logo que o Conselho de Administração aprovou a venda de Carcará, em 28 de julho de 2016, o presidente da Petrobras chegou a declarar que o campo "tem algumas características que não são interessantes" e mais tarde ainda desdenhou do Pré-Sal, alegando que há um "endeusamento" destas reservas.

Na Ação, a FUP destaca que a administração Pedro Parente é pioneira no setor, já que "a Petrobras é a única petrolífera do mundo a abrir mão de suas melhores jazidas". "A venda de um ativo extremamente valioso, em um momento de notória baixa no mercado, não pode ser interpretada de outra forma se não como avidez dos gestores da Petrobrás em depredar o patrimônio público e enfraquecer ao máximo a companhia para uma futura privatização", afirma a FUP.

Outro fato questionado pelos petroleiros na Ação Civil Pública é a falta de transparência dos gestores, que, além de terem feito tudo na surdina, sem debates com a sociedade e tampouco explicações sobre a real necessidade da Petrobras abrir mão de um campo tão promissor, como Carcará, "em momento algum apresentou um estudo acerca dos verdadeiros impactos financeiros oriundos da venda do bloco e como ela contribuiria para sanear as finanças da empresa". Soma-se a isso, o fato da atual gestão não ter feito ou divulgado sequer um levantamento preliminar sobre a potencialidade do campo.

Por isso, além de cobrar a suspensão da venda de Carcará, a FUP exige também que a Petrobras apresente todos os estudos e documentações referentes ao Campo, inclusive as atas das reuniões do Conselho de Administração que trataram sobre o tema, bem como um levantamento dos impactos econômicos que a venda desse ativo estratégico causará para as finanças da empresa. A ação da FUP corre sob o número 0015983-74.2017.4.02.5101 na seção judiciária do Rio de Janeiro da Justiça Federal.

Resultado de imagem para Prévia de índice de confiança da indústria aponta queda no mês

A prévia do Índice de Confiança da Indústria (ICI) de fevereiro caiu 1,8 ponto, para 87,2 pontos, devolvendo parte da alta de 4,3 pontos do indicador de janeiro - que subiu para 89 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). No entanto, o índice de média móvel trimestral, usado para mensurar tendências, indicou alta de 0,3 ponto, para 87 pontos, no resultado preliminar.

Para a fundação, a queda na prévia foi considerada "ponto fora da curva" e não implica término de tendência positiva na confiança do empresário da indústria, iniciada no começo deste ano. Na avaliação da coordenadora da Sondagem da Indústria da FGV, Tabi Thuler, o resultado preliminar do ICI indica "um ajuste, um calibragem" para baixo no patamar da confiança.

"Estamos interpretando este resultado como 'devolução' do resultado de janeiro", afirmou. "Esta queda não muda tendência da confiança, que ainda é de alta."

O ICI é o indicador-síntese da Sondagem da Indústria, cujo resultado final será divulgado na sexta-feira. A prévia engloba entrevistas com 783 empresas, o que representa dois terços do universo total da pesquisa. No resultado preliminar, houve piora tanto das considerações sobre a situação atual quanto das perspectivas para os meses seguintes.
Resultado de imagem para setor imobiliário lançamentos

No ano passado, o setor imobiliário registrou queda de 8% nas vendas em comparação a 2015. Em números absolutos, isso representa 103,2 mil unidades. Mesmo assim, foram lançadas 69,8 mil imóveis, um aumento de 9% frente ao ano anterior.

Já as entregas em 2016 somaram 140,9 mil unidades — aumento de 11,4%. É o que indica a Abrainc-Fipe.
Resultado de imagem para Essas serão as maiores economias do mundo em 2050

Até 2050, o mundo provavelmente terá passado por mudanças drásticas, e a economia global deve ser muito diferente da de hoje. Um relatório divulgado pela PwC indica quais serão as maiores e mais poderosas economias do mundo daqui a 33 anos.

O levantamento, com o título “Olhando a longo prazo: como a ordem econômica global terá mudado até 2050?, estimou como será o ranking mundial em 2050. Para fazer a lista, a PwC usou projeções de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de cada país, considerando a Paridade de Poder de Compra (PPC).

A PPC é um método usado em macroeconomia para determinar e comparar a produtividade de cada economia e os padrões de vida em países diferentes ao longo de um determinado período.

Com exceção dos Estados Unidos, as economias mais fortes atualmente, como Japão e Alemanha, terão recuado nos rankings globais até 2050, sendo substituídas por países como Índia e Indonésia, atualmente chamados de mercados emergentes.

Outra descoberta importante do estudo: a economia mundial pode dobrar de tamanho nos próximos 33 anos, superando o crescimento da população, “por causa dos ganhos de produtividade impulsionados pela tecnologia”. Além disso, a economia de sete países emergentes (Brasil, China, Índia, Indonésia, México, Rússia e Turquia) pode crescer a um ritmo duas vezes maior do que as sete economias mais avançadas (Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Estados Unidos e Reino Unido).

O Brasil, segundo o estudo, deve subir duas posições no ranking, alcançando o posto de 5ª maior economia do mundo em 2050. Contudo, antes de subir, o país deve cair uma posição, para 8º lugar em 2030. O PIB, em PPC, deve alcançar US$ 7,540 trilhões em 2050 frente a US$ 3,135 trilhões em 2016. A média de crescimento esperada para o Brasil pela PwC é de 1,5% ao ano entre 2016 e 2020, de 2,9% por ano entre 2021 e 2040, e de 2,5% de 2041 a 2050.

Veja a lista de quais serão as maiores economias do mundo em 2050. Entre parênteses, a posição que cada país ocupava em 2016:

32. Holanda — US$ 1,496 trilhão (26)
31. Colômbia — US$ 2,074 trilhões (30)
30. Polônia — US$ 2,103 trilhões (23)
29. Argentina — US$ 2,365 trilhões (25)
28. Austrália — US$ 2,564 trilhões (19)
27. África do Sul — US$ 2,570 trilhões (29)
26. Espanha — US$ 2,732 trilhões (16)
25. Tailândia — US$ 2,782 trilhões (20)
24. Malásia — US$ 2,815 trilhões (27)
23. Bangladesh — US$ 3,064 trilhões (31)
22. Canadá — US$ 3,1 trilhões (17)
21. Itália — US$ 3,115 trilhões (12)
20. Vietnã — US$ 3,176 trilhões (32)
19. Filipinas — US$ 3,334 trilhões (28)
18. Coreia do Sul — US$ 3,539 trilhões (13)
17. Irã — US$ 3,900 trilhões (18)
16. Paquistão — US$ 4,236 trilhões (24)
15. Egito — US$ 4,333 trilhões (21)
14. Nigéria — US$ 4,348 trilhões (22)
13. Arábia Saudita — US$ 4,694 trilhões (15)
12. França — US$ 4,705 trilhões (10)
11. Turquia — US$ 5,184 trilhões (14)
10. Reino Unido— US$ 5,369 trilhões (9)
9. Alemanha — US$ 6,138 trilhões (5)
8. Japão — US$ 6,779 trilhões (4)
7. México — US$ 6,863 trilhões (11)
6. Rússia — US$ 7,131 trilhões (6)
5. Brasil — US$ 7,540 trilhões (7)
4. Indonésia — US$ 10,502 trilhões (8)
3. Estados Unidos— US$ 34,102 trilhões (2)
2. Índia — US$ 44,128 trilhões (3)
1. China — US$ 58,499 trilhões (1)
Resultado de imagem para Entenda o novo acordo de acionistas da Vale

As ações da Vale chegaram a subir 6% na segunda-feira (20), após o anúncio de um novo acordo entre acionistas, que deve pulverizar o controle da empresa. A mineradora afirmou que o objetivo é ser uma empresa sem "controle definido" e preparar o terreno para entrar no Novo Mercado da BM&FBovespa, o segmento com mais alto nível de governança corporativa, em 2020.

Neste novo acordo, os grandes acionistas, como fundos de pensão, BNDES, Bradespar e Mitsui, deixariam de concentrar a tomada de decisões. Além disso, as novas regras determinam que nenhum acionista da empresa poderá concentrar mais do que 25% do capital da mineradora. Se tiver, precisará realizar Oferta Pública de Aquisição (OPA). Por estes motivos, o acordo também diminuiria possíveis ingerências políticas na companhia privada e traria maior liquidez às ações.

Neste novo acordo, os grandes acionistas, como fundos de pensão, BNDES, Bradespar e Mitsui, deixariam de concentrar a tomada de decisões. Além disso, as novas regras determinam que nenhum acionista da empresa poderá concentrar mais do que 25% do capital da mineradora. Se tiver, precisará realizar Oferta Pública de Aquisição (OPA). Por estes motivos, o acordo também diminuiria possíveis ingerências políticas na companhia privada e traria maior liquidez às ações.

Quais são as principais medidas anunciadas?

O novo acordo tem três frentes principais:

1) Converter, a princípio de modo voluntário, as ações preferenciais da classe A (PNA) da Vale em ações ordinárias (ON), aquelas com direito a voto. Todos os acionistas da Vale que possuem os papéis PNA serão convidados a convertê-los em ON.

2) Alteração do estatuto social da companhia, adequando as práticas às regras do Novo Mercado da BM&FBovespa, o que inclui, entre outros, ter 20% de conselheiros independentes no conselho de administração.

3) Extinção da Valepar, holding controladora da mineradora e que reúne os acionistas Litel (onde estão representados Previ, Fundação Ces, Petros e Funcef), Mitsui, Bradespar, BNDESpar e Elétron. Com isso, se tudo for aprovado, os integrantes da holding irão se tornar em novembro acionistas diretos da mineradora e deterão juntos menos de 50% das ações ordinárias da companhia. Os acionistas da Valepar serão contemplados com um aumento de 10% no número de ações em relação a sua atual posição.

O acordo precisa ser aprovado pelos demais acionistas com direito a voto da mineradora.

Extinção da Valepar
A Valepar, porém, não deixa de existir imediatamente. O atual acordo de 20 anos, que expira em maio, será prorrogado até novembro para garantir a transição.

Os detentores de ações preferenciais classe A (PNA) da Vale que participarem voluntariamente da conversão dos papéis receberão 0,9342 ação ordinária por cada ação PNA. O preço das ações PNA e ON será definido pela média dos últimos 30 pregões da bolsa anteriores a 17 de fevereiro, ponderada pelo volume de papéis negociado nesses pregões.

Para ocorrer a conversão, a adesão mínima precisará ser de 54,09% das ações PN. O presidente da Vale, Murilo Ferreira, afirmou que a conversão poderá se tornar obrigatória, caso haja uma grande adesão à proposta.

Caso a incorporação da Valepar seja aprovada, os antigos proprietários da holding deverão assinar um novo acordo de acionistas para dar estabilidade à transição. Hoje, eles detém 53,88% das ON e 33,70% do capital total da empresa. Após a reestruturação, ficarão com 36,7% do capital total -— sendo o Litel, o maior deles, com 21,3%.

Na prática, porém, os principais acionistas da Vale manterão o controle da mineradora por mais três anos e meio, até 2020, enquanto preparam uma proposta para listar a empresa no Novo Mercado. "Durante este período, os sócios manterão influência relevante sobre a companhia com o objetivo de conferir estabilidade no período de transição para um novo modelo de governança", diz nota emitida pela Previ.

Como fica a nova estrutura

Quais benefícios o acordo trará, segundo a Vale?

A Vale defende que a operação lhe permitirá ser uma "true corporation", ou seja, uma empresa sem acionista controlador definido e que, sendo assim, teria mais independência. Diz que a medida favorece o conselho de administração como o órgão mais importante de tomada de decisão da companhia. Entre outras vantagens, estaria também a maior liquidez — já que haverá diversificação da base acionária — e a maior criação de valor para a empresa.

Em conferência com investidores na manhã desta segunda-feira (20/02), o presidente da Vale, Murilo Ferreira, defendeu que se trata de "uma oportunidade histórica para a Vale, um marco, assim como foi a privatização há 20 anos". Um dos objetivos do acordo, segundo a mineradora, é se adequar às regras do Novo Mercado da BMF&Bovespa.

Por que estar no Novo Mercado é importante? 

As empresas listadas nesse segmento podem emitir apenas ações com direito de voto, as chamadas ações ordinárias (ON), precisam ter um conselho com 20%, no mínimo, de conselheiros independentes e divulgar dados financeiras de forma mais completa e com maior regularidade. Além disso, no caso de venda do controle, todos os acionistas têm direito a vender suas ações pelo mesmo preço (o chamado tag along de 100%), o que protege os acionistas minoritários.

Ser uma empresa listada no Novo Mercado é considerado algo positivo pelo mercado, pois significa que a companhia estará sujeita a regras de governança mais rígidas do que em outros segmentos. É também um indicativo de que haverá um aumento da transparência e um conselho com maior independência. "Sem dúvida, todas as empresas listadas no Novo Mercado têm um prêmio maior a ser pago", diz Roberto Indech, analista-chefe da corretora Rico.

Quais benefícios o acordo trará, segundo os analistas?

Para os analistas, o acordo aumenta a atratividade dos papéis da mineradora, por sujeitar a empresa a regras mais rígidas de governança. O acordo também envia sinais positivos ao mercado de que a empresa não pretende seguir nas mãos de poucos controladores. Além disto, diante da sucessão presidencial vindoura de Murilo Ferreira, o fato de o acordo gerar um conselho mais independente dá a impressão de um futuro com menor ingerência política.

O acordo, porém, suscita algumas dúvidas: o conselho será de fato mais independente e o acordo levará a Vale a ser uma \'true corporation\'? "Os grandes acionistas vão continuar tendo participações grandes na companhia. Numa "true corporation" americana, isto não ocorre. O maior acionista da General Motors, por exemplo, não chega a ter 1% de participação. Na Vale, vai ser diferente", diz Marcelo Godke, sócio do Godke Silva & Rocha Advogados.

O acordo diminui as interferências do governo na Vale?

Apesar de ser uma empresa privada, o governo ainda exerce influência sobre a Vale por meio do BNDESpar e dos fundos de pensão das estatais. Essa influência fica clara em momentos como quando se discute a sucessão presidencial da mineradora.

Os analistas concordam que o acordo diminui a ingerência política. "Os fundos de pensão não vão mais trabalhar de forma tão ostensiva. Acredito que é grande a chance de não vivenciarmos de novo a queda de braço travada com o governo como vimos nas últimas décadas", diz Godke.

O governo, porém, não perde toda sua força já que, conforme disse Murilo Ferreira na conferência com analistas, ele manterá uma "golden share" na mineradora. O mecanismo legal permite que o governo possa afastar tentativas hostis de aquisição e moldar decisões estratégicas.

Como os acionistas minoritários ficam?

Numa primeira análise, segundo os analistas, o acordo parece favorecer também os minoritários, que poderão ter maior retorno no longo prazo. A dúvida, porém, é como a mineradora lidará com os minoritários que possuem ações PN, já que na estrutura do Novo Mercado só é permitido ter ações ordinárias. A Vale anunciou que espera que eles queiram aderir voluntariamente ao acordo e que aceitem a conversão de ações. "Mas, e se eles não quiserem vender? A mineradora vai abandonar o projeto do Novo Mercado?", Godke levanta a dúvida.


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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que aprovou financiamento de 847,9 milhões de reais para implantação de oito parques eólicos que formam o Complexo Eólico Serra da Babilônia, na Bahia.

Segundo o banco, o empréstimo representa 57 por cento do investimento total do grupo Rio Energy, de 1,48 bilhão de reais, que proporcionará capacidade geradora de energia de 223,25 megawatts, o equivalente ao consumo de 480 mil residências.
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A Justiça do Rio determinou a suspensão da licitação feita pela Petrobras para a compra de amarras para seis plataformas dos campos do pré-sal da cessão onerosa. Conforme a “Folha de S.Paulo” noticiou no dia 8,

a Petrobras declarou vencedora empresa chinesa que não cumprirá as regras de conteúdo local, regulamentação do setor de petróleo que determina a contratação de percentual mínimo de produtos e serviços no Brasil.  As amarras fazem parte do sistema de ancoragem das plataformas e a regra vigente exige conteúdo local de 65%. A concorrente brasileira,

chamada Brasil Amarras, entrou na Justiça contra o resultado que declarou a chinesa Asac (Asian Star Anchor Chain) vencedora. Além do descumprimento do conteúdo local, argumentou também que a estrangeira praticou  preços abaixo dos de mercado. A licitação é para um contrato de US$ 50 milhões. O juiz da 51ª Vara Cível do Rio, Alessandro Oliveira Felix, determinou em caráter liminar (provisório) a suspensão da licitação. Cabe recurso. Procurada, a Petrobras não se manifestou até a conclusão desta edição. À época, a Petrobras alegou que

“é a favor da política de conteúdo local e de um modelo que premie inovação, produção com qualidade, custos e prazos adequados”.

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Tramita na Câmara dos Deputados proposta que fixa prazo de 25 anos para os contratos de concessão e arrendamento de portos e instalações portuárias. Esse prazo poderá, a critério do poder concedente, ser prorrogado por qualquer período, até atingir o prazo máximo total de 50 anos.

A medida está prevista no Projeto de Lei 5349/16, do deputado Edinho Bez (PMDB-SC), que acrescenta um parágrafo à Lei dos Portos (12.815/13). A parte que tratava de prazo na lei foi vetada em 2013 pela então presidente Dilma Rousseff. O texto original da lei previa concessão e arrendamento por 25 anos, permitida a prorrogação uma única vez até atingir o prazo máximo de 50 anos.

Com o veto, coube ao Decreto 8.033/13, que regulamenta a Lei dos Portos, estabelecer o prazo de até 25 anos para tais contratos, prorrogável uma única vez por período não superior ao originalmente contratado.

Edinho Bez apresentou o PL 5349/16 por não concordar com a restrição à prorrogação. “O engessamento da regra pode trazer prejuízos para a União e para os parceiros privados, uma vez que não leva em conta as possíveis mudanças de cenário no momento da renovação. O melhor é deixar que as partes definam, no momento da renovação e diante das condições apresentadas na época, o prazo que melhor atenda ao interesse público”, explica.

Ainda segundo ele, o prazo deve ser tratado na Lei dos Portos, onde houve o dispositivo vetado, e não no decreto de regulamentação. “Essas regras devem estar consignadas em lei para evitar que assunto de tal magnitude fique vulnerável a decisões governamentais de momento”, justifica.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Está difícil encontrar alguém que torça para a mega-delação dos executivos da Odebrecht permanecer em sigilo. Até a cúpula da empresa anda rezando para Edson Fachin tornar pública a bomba atômica contida nos depoimentos.

A Odebrecht avalia que, enquanto o material estiver em segredo, a crise continuará vindo em conta-gotas. A companhia sabe que, uma vez divulgadas as delações, ela voltará ao epicentro do escândalo, mas acredita ser este o penúltimo estágio antes de começar a retomar a normalidade.

O último será visto no dia em que Sérgio Moro homologar o acordo de leniência do grupo, outra etapa que tem levado ansiedade aos subordinados de Emílio e Marcelo Odebrecht.



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Com a inflação e os gastos públicos sob controle e a reforma da Previdência em curso, o governo decidiu acelerar um pacote de medidas que, se implementadas como planejado, poderão atrair R$ 371,2 bilhões em investimentos ao longo de dez anos e dar mais impulso à economia.

O cálculo é da Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos (Seplan) do Ministério do Planejamento, que conduz os estudos sobre as novas ações.

"Seis [medidas] estão em andamento", disse o secretário da Seplan, Marcos Ferrari, que coordena o trabalho. "A ideia é destravar investimentos sem que a União gaste um centavo."

De acordo com a secretaria, na primeira etapa do programa, entram a regulamentação da venda de terras para estrangeiros, que, em dois anos, poderia render ao menos R$ 72,1 bilhões. A proposta deve sair em até 30 dias e seguirá para o Congresso.

O maior impacto, no valor R$ 236,1 bilhões, poderá vir das mudanças nas regras de exploração de petróleo e gás. Os investidores resistiam a participar dos próximos leilões porque havia sinalização de alta no índice de cumprimento de conteúdo local.

Mas o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu que, pelo menos para essa rodada, o índice de nacionalização será o mesmo das áreas já leiloadas, o que reduz custos e aumenta o apetite dos interessados, especialmente no pré-sal.

Na infraestrutura, a medida provisória que permite a renovação antecipada das concessões com mais prazo dentro do PPI (Programa de Parcerias em Investimentos) pode destravar outros R$ 15 bilhões em dois anos.

Em geral, muitos concessionários deixavam de fazer obras ao se aproximar o término do contrato (cerca de cinco anos). Isso porque não conseguem amortizar o investimento a tempo.

Nas telecomunicações, serão R$ 34 bilhões ao longo de dez anos, destinados, obrigatoriamente, à oferta de serviço de banda larga em áreas que dão prejuízo e, por isso, não têm o serviço, que é prestado em regime privado.

Em troca, as concessionárias ficarão definitivamente com os bens usados na prestação do serviço de voz que teriam de ser pagos pela União às teles ao término dos contratos de concessão.

Na construção, o aumento para R$ 9.000 da faixa de renda para aquisição de imóveis pelo Minha Casa, Minha Vida, anunciado no início do mês, pode injetar outros R$ 8,5 bilhões. A autorização para o uso do FGTS na compra de imóveis novos de até R$ 1,5 milhão, mais R$ 4,9 bilhões.

Amarras regulatórias 

As iniciativas do governo Temer para destravar amarras regulatórias em troca de investimentos da iniciativa privada é uma estratégia para elevar a taxa de investimento, um dos principais termômetros da economia.

Para recuperar o patamar de dois anos atrás, será preciso garantir R$ 175 bilhões em investimento por ano.

Somente com as seis medidas vistas como prioridade, o país teria garantido, caso elas sejam implementadas como planejado, R$ 37 bilhões por ano até 2027.

Por isso, a Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento estuda reduzir custos regulatórios de outros setores para destravar investimentos pelas empresas sem que a União gaste recursos do Orçamento.

Estima-se que, em março, o país terá de contingenciar R$ 40 bilhões do Orçamento para cumprir a meta de deficit primário de R$ 139 bilhões em 2017. Para os próximos anos também haverá restrições devido ao teto de gastos.

Segundo o secretário Marcos Ferrari, que lidera a equipe da secretaria, o governo dará atenção especial à área de transportes.

A ideia é atualizar a Lei do Sistema Nacional de Viação e a Lei dos Portos para contemplar alterações regulatórias, especialmente no setor ferroviário e aquaviário. A proposta é estimular a integração das malhas e, assim, reduzir custos de transporte, atraindo investidores.

"Esse programa servirá como o quarto pilar para a retomada do crescimento", afirma Ferrari.

"O primeiro é o controle inflacionário, o segundo é o controle dos gastos, e o terceiro, a reforma da Previdência."

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O Sebrae não está nada feliz com a possibilidade de criação de uma nova agência de promoção ao turismo, ligada a Embratur.

Isso porque, com a nova autarquia, cerca de R$ 400 milhões, destinados a eles, seriam repassados ao Ministério do Turismo.

Na semana passada, diversas entidades enviaram ao presidente Michel Temer uma carta em apoio a medida. Ao saberem disso, diretores do Sebrae entraram em contato com as mesmas dizendo que se os recursos fossem reduzidos eles não poderiam manter alguns convênios vigentes.

Com isso, algumas entidade ameaçam recuar. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) foi além e já pediu para ter seu nome retirado da carta.

A Petrobras prevê licitar neste ano 23 contratos para viabilizar a operação da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj).

A informação foi dada pelo presidente da estatal, Pedro Parente, em reunião realizada com prefeitos dos 16 municípios da região do empreendimento, localizado em Itaboraí (RJ), de acordo com companhia.

A expectativa da Petrobras é iniciar as obras da UPGN no segundo semestre deste ano, com conclusão prevista para 2020.

A finalização da unidade deve demandar US$ 2 bilhões em investimentos, cujos recursos já estão previstos no orçamento da petroleira.

Segundo a estatal, no encontro, Parente disse aos prefeitos que “podem ter absoluta certeza de que a obra será reiniciada”.

Segundo ele, a unidade é “prioritária” para a companhia.

O executivo também destacou a importância das parcerias na área de refino e disse que essa é a única forma de concluir o Comperj.
Resultado de imagem para Presidente da Petrobras garante a prefeitos prioridade para unidade de processamento de gás

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, assegurou a conclusão da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) no Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em encontro com prefeitos do consórcio que reúne 16 municípios da região do empreendimento. Os recursos para a finalização da unidade, de aproximadamente US$ 2 bilhões, já estão previstos no orçamento da companhia.

“Podem ter absoluta certeza de que a obra será reiniciada. Esta unidade tem que acontecer, é prioritária para nós”, declarou Parente, ressaltando que caso a unidade não fique pronta, a Petrobras terá que diminuir a produção de campos do pré-sal, de onde parte da produção de gás será escoada pela UPGN. A previsão é de retomada das obras no segundo semestre de 2017 e a conclusão da unidade está prevista para 2020. Ao longo do ano, serão licitados outros 23 contratos voltados às utilidades que viabilizarão a operação da UPGN, a exemplo de unidades de tratamento de água, fornecimento de energia e instalação de dutos.

O executivo comprometeu-se a avisar antecipadamente caso a Petrobras precise descontar o repasse de Participação Especial, como aconteceu em novembro de 2016, e aproveitou para comunicar que, com o aumento na produção de petróleo e gás, a perspectiva é de crescimento nos repasses, que já tiveram aumento em janeiro deste ano – fato confirmado pelos prefeitos presentes.

Parente reforçou também o posicionamento da companhia sobre conteúdo local e comentou que o atraso em entregas de plataformas aumenta os custos da companhia, além de acarretar na perda de arrecadação de impostos para o poder público. O presidente falou da importância das parcerias na área de Refino e disse que essa é a única forma de concluir o Comperj: "Temos a esperança de que por intermédio das parcerias possamos encaminhar a conclusão da refinaria. É a única forma que temos de retomar a obra do Comperj".

Além de Parente, participaram da reunião a gerente executiva de Refino, Gás e Energia, Marina Fachetti, que representou o diretor de Desenvolvimento da Produção e Tecnologia, Roberto Moro, o diretor interino de Refino e Gás Natural, Claudio Schlosser, e os prefeitos de Niterói, Rodrigo Neves; de São Gonçalo, José Luiz Nanci; de Itaboraí, Sadionel Souza; de Silva Jardim, Anderson Alexandre; de Rio Bonito, José Luiz Mandiocão; de Tanguá, Valber Luiz; de Guapimirim, Zelito Tringuelê, de Nova Friburgo, Renato Bravo; de Casimiro de Abreu, Paulo Cezar Dames; e de Cachoeiras de Macacu, Mauro Soares.

Para evitar que bilhões de reais arrecadados com as outorgas das concessões de infraestrutura sejam integralmente absorvidos pelo Tesouro Nacional, o Ministério dos Transportes quer mudar as regras dos próximos leilões de ferrovias. A ideia é que o valor da outorga seja convertido em obras a serem executados pelos grupos vencedores dos leilões.

Um teste será feito com a concessão da ferrovia Norte-Sul, prevista para este ano. Todo o trecho construído até agora — de Estrela D’Oeste (SP) a Aliança do Tocantins (TO) — será concedido em lote único.

O critério para definir o vencedor será uma combinação de maior valor de outorga onerosa com menor tarifa para uso dos trilhos e o valor da outorga será convertido em obra ferroviária indicada pelo ministério ou poderia ser investido em outros modais, como melhorias em rodovias adjacentes à ferrovia. Esta hipótese, no entanto, enfrenta resistência no Ministério dos Transportes.

O custo das obras seria descontado do saldo a pagar pela outorga. A NorteSul vai ajudar a escoar a produção agrícola da região conhecida como Matopiba, na fronteira entre Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia.

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A empresa britânica Rolls-Royce negocia com o Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) um acordo de leniência, espécie de delação premiada de pessoa jurídica, por meio do qual se compromete a confessar ilícitos, colaborar com investigações e ressarcir prejuízos ao erário. O objetivo é manter a possibilidade de participar de licitações e firmar contratos com o poder público.

As tratativas com a empresa estão em fase inicial, segundo confirmou fonte do Ministério da Transparência ao jornal O Estado de S. Paulo. A iniciativa é parte do esforço da empresa para adotar um programa de integridade (prevenção e combate à corrupção).

A Rolls-Royce é investigada na Operação Lava Jato por pagar propina em troca de contratos com a Petrobras. Em delação premiada, o ex-gerente da Diretoria de Serviços da estatal Pedro Barusco admitiu ter recebido suborno para assegurar à empresa o fornecimento de turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo.

A Rolls-Royce já havia firmado um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) em janeiro, que prevê a devolução de R$ 81,1 milhões à Petrobras. O valor corresponde aos lucros líquidos obtidos pela empresa em seis contratos, somados ao valor pago a intermediários que atuaram ilegalmente a seu favor e a uma multa, prevista na Lei de Improbidade. Os termos do acordo, no entanto, não alcançam a relação com o governo, que precisa ser tratada com a Transparência.

A própria Rolls-Royce entregou ao MPF resultados de uma investigação interna, promovida por escritório especializado, confirmando o envolvimento de seus agentes em corrupção.

O acordo firmado com o MPF é parte de um acerto internacional, pactuado também com autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, que prevê o desembolso de R$ 2,6 bilhões. A empresa relatou às autoridades desses países detalhes sobre pagamentos feitos a intermediários em outros onze países, além do Brasil.

O Ministério da Transparência, questionado pela reportagem, informou que a legislação não o autoriza “a registrar a existência ou não de processos de leniência, nem de processos de investigação”.

Os acionistas da Vale S.A. decidiram extinguir a Valepar, holding que controla a empresa, maior produtora de ferro nos últimos 20 anos, informou um colunista do jornal O Globo.

A decisão, tomada durante as negociações para renovar o acordo de acionistas, permitirá que cada um controle diretamente suas ações na Vale e decida individualmente seus votos.

A decisão foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, que não informou quando a dissolução da Valepar irá acontecer, mas que os sócios devem anunciá-la no próximo mês. O atual acordo entre os acionista expira em Abril.

Os sócios na Valepar incluem Bradespar SA, Mitsui & Co, vários fundos de pensão liderados pelo Previ Caixa de Previdência, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Também fazem parte da holding os fundos Petros Fundação, Funcef e o fundo privado Fundação Cesp.

A Reuters informou em 19 de janeiro que membros da Valepar negociavam para extinguir o bloco ao longo de um período de seis anos, quando a Vale se tornaria uma empresa com propriedade diluída.

Com a Valepar deixando de atuar como um bloco, Bradespar e Previ acreditam que a empresa será mais atrativa para novos investidores, pessoas familiares com o tema disseram à Reuters em janeiro.

Previ e Bradespar não puderam comentar imediatamente as informações publicadas pelo jornal o Globo. Os porta-vozes do BNDES e do fundo Petros não retornaram as ligações. Representantes da Mitsui não foram encontrados para comentar.
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Representantes de portos brasileiros e profissionais ligados a investidores estrangeiros da área de combustíveis derivados do petróleo reclamaram da legislação portuária no que se refere a novos investimentos para ampliação de importação do combustível produzido em outros países. A Diretora Presidente do Porto de Cabedelo (PB), Gilmara Temóteo, disse que, com o aumento do preço do combustível da Petrobras, a importação desse ativo vem aumentando, mas o terminal não comporta a demanda com os tanques atuais.

“Os revendedores estão buscando alternativas mais baratas. Eles estão querendo comprar combustível estrangeiro, que é muito mais barato. Eu já comecei a receber combustível dos Estados Unidos, tanto gasolina como diesel. O que a gente não tem é área para se construir novos tanques. Eu recebo por mês pelo menos dois investidores interessados em novas áreas para receber o combustível estrangeiro”, afirma.

Gilmara diz que, dos 80 mil metros cúbicos recebidos para abastecer a Paraíba por mês, 10 mil metros cúbicos já são de fora do país. E a tendência é crescer, segundo ela. “Área nós temos, o que não conseguimos é licitar porque a legislação [Lei 12.815/2013] não permite, porque fica concentrado em Brasília”, critica.

O Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil foi convidado a participar do lançamento do programa Combustível Brasil, mas não enviou representantes. A ausência do órgão foi sentida pelos participantes. “Não tem sentido tratar de combustível sem a presença do ministério que administra o setor portuário”, disse Gilmara.
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O presidente Michel Temer (PMDB) citou em discurso feito nesta última segunda-feira (20) em São Paulo a valorização de três empresas estatais - a Petrobras, a Eletrobras e o Banco do Brasil – durante seu governo. A reportagem do Notícias do Trecho conferiu os dados e identificou exageros na fala do peemedebista.

Além de mencionar percentuais de valorização mais altos que os reais, Temer foi impreciso ao comentar a taxa de inflação registrada em janeiro. O discurso foi feito no lançamento do plano de modernização e desburocratização da agricultura.

Confira abaixo o que Temer disse sobre as estatais e a inflação e os fatos que a reportagem apurou.

- "Para ter ideia da saída da recessão nesses quatro, cinco, seis meses, entidades como a Petrobras, que estava praticamente no fundo do poço, hoje têm um valor de mercado 145% maior. Quem comprou ações da Petrobras lá atrás ganhou muito dinheiro", afirmou Temer, acrescentando que o Banco do Brasil teve uma valorização de 98% e que o valor da Eletrobras cresceu 245%.

EXAGERADO: A pedido do Notícias do Trecho, a consultoria Economatica calculou o valor de mercado das três empresas atualmente e há quatro, cinco e seis meses. Em nenhum caso, as variações batem com aquelas citadas pelo peemebedista. O contraste mais gritante é o caso da Petrobras.

O valor de mercado de uma empresa é calculado multiplicando-se o preço de cada ação pela quantidade de ações em circulação.

No caso da Petrobras, o valor de mercado era de R$ 182,5 bilhões seis meses atrás, em 17 de agosto, subiu para R$ 184,6 bilhões em 17 de setembro e para R$ 231,7 bilhões em 17 de outubro. No entanto, caiu para R$ 211,9 bilhões em 17 de fevereiro, último fechamento antes do discurso de Temer.

Ou seja, o valor de mercado da empresa subiu 16,1% nos últimos seis meses e 14,8% nos últimos cinco meses, percentuais muito mais baixos que os 145% mencionados pelo peemedebista. Levando-se em conta os últimos quatro meses, o dado de Temer mostra-se errado. No período, a Petrobras sofreu uma desvalorização de 8,5%.

Em relação à Eletrobras, Temer também exagerou ao citar uma valorização de 245%. A valorização da empresa nos últimos quatro meses foi de apenas 1,6%. A alta foi 3% em cinco meses e de 9,3% em meio ano.

No caso do Banco do Brasil, o presidente falou em crescimento de 98%. O aumento do valor de mercado do banco é, na realidade, de 19,8% em quatro meses, de 50,1% em cinco meses e de 80,9% em seis meses.

Os percentuais citados por Temer são parecidos com os apresentados em propaganda referente aos primeiros 120 dias de governo depois da aprovação do impeachment no Senado. Divulgada no fim do ano, a propaganda continha distorções, como o Notícias do Trecho mostrou, inclusive no item sobre a valorização das empresas.

- "Neste mês de janeiro, nós tivemos 0,38%, a menor inflação dos últimos 20 anos", afirmou Temer sobre a taxa do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) no primeiro mês do ano.

IMPRECISO: Medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o IPCA é o índice oficial de inflação no Brasil. De fato, a taxa de 0,38% representou uma baixa histórica, mas Temer não comentou que isso vale somente para o mês de janeiro.

O índice do mês passado foi o mais baixo para meses de janeiro que o IBGE já registrou. A série histórica teve início em 1979.

No entanto, levando-se em consideração todos os meses, a inflação de janeiro ficou acima da registrada nos últimos meses de 2016: 0,08% em setembro, 0,26% em outubro, 0,18% em novembro e 0,30% em dezembro. Nos últimos cinco anos, a taxa mais baixa foi obtida em julho de 2014, quando a inflação foi de somente 0,01%.

Notícias do Trecho Confere
O Notícias do Trecho Confere é uma iniciativa de checagem de fatos do Notícias do Trecho. A redação buscará esclarecer em detalhes anúncios de medidas governamentais, discursos de autoridades e informações relevantes que apresentem interpretações diversas ou casos em que haja dúvidas sobre a veracidade de determinados fatos.


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O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (PMDB), nunca escondeu que pretende abrir os berços 3 e 4 à operação de carga geral, não conteinerizada. Entretanto, a possível vinda da soja, já ensaiada no governo anterior, divide opiniões.É fato que o Porto de Itajaí precisa incrementar a movimentação após ter perdido metade das linhas, em 2015. Mas há preocupação sobre os impactos desse tipo de operação.

Primeiro, pelo valor agregado. Commodities rendem menos ao porto do que contêineres. Além de os grãos ocuparem um espaço valioso, podem inviabilizar o transporte de outras cargas _ como veículos, por exemplo.

Prefeito de Itajaí recebeu empresários de gigante da soja no porto

Há ainda a questão do trânsito. Em época de safra, o volume de caminhões carregados de soja nas ruas de Itajaí tende a atrasar o fluxo dos contêineres.

_ A médio prazo, entendo que não é uma operação interessante para Itajaí. Podemos perder nossa principal carga, que é o contêiner. E isso seria uma tragédia _ diz o vereador Robison Coelho (PSDB), que é portuário.

Audiência pública

Outra preocupação em relação à soja diz respeito à sujeira que ela deixa pelo caminho _ e se é possível evitá-la. No Porto de Paranaguá (PR) a prefeitura teve que instituir multa para caminhões que sujam a cidade. Mas as reclamações continuam, especialmente em relação ao cheiro. O que seria um problema em Itajaí, que tem o porto tão próximo de área residencial.

Uma maneira de democratizar a decisão sobre a operação de soja no Porto de Itajaí é através de uma audiência pública, com apresentação de prós e contras. Uma decisão conjunta seria bem mais sensata.
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Apesar da pressão de integrantes da base aliada, o presidente Michel Temer deverá escolher um nome do mercado para substituir o atual presidente da Vale, Murilo Ferreira.

O dirigente foi escolhido pela ex-presidente Dilma Rousseff em 2011 e deve permanecer no cargo até o próximo mês de maio, quando expira o seu mandato.

Para o lugar dele, Temer teria dito a interlocutores que deverá escolher alguém que tenha “trânsito” com o mercado.

“O presidente me disse que vai indicar um nome de mercado. Não vai ser um nome da bancada do PMDB, nem do Aécio Neves. Ou seja, não será ninguém partidário”, afirmou o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB).

O peemedebista e Temer conversaram sobre o tema na última quarta-feira, 16. “O presidente disse que será um nome que também tenha consenso entre os sócios e o governo”, ressaltou Andrade. A Vale tem como sócios fundos de pensão de estatais, como Previ (Banco do Brasil), BNDES e Bradesco.

Entre aqueles que reivindicam a indicação para o comando da Vale estão integrantes da bancada do PMDB de Minas Gerais, na qual Andrade tem forte influência. Representantes da cúpula do PSDB também têm interesse.

Segundo auxiliares de Temer, o presidente ainda não definiu um nome, nem o perfil que será indicado para a presidência da Vale. A data da indicação também não foi acertada internamente.

Nesta última segunda-feira (20) a mineradora divulgou em fato relevante que seu novo acordo de acionistas, que entrará em vigor em maio, dispõe de proposta para listar a companhia no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa – o que renderia benefícios a acionistas minoritários – e transformá-la em sociedade sem controle definido.

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O governo analisa estabelecer percentuais de conteúdo local de equipamentos por segmentos na área de desenvolvimento de projetos de petróleo e gás, uma medida que atenderia demandas de fornecedores do setor, informou uma fonte que acompanha as discussões.

As novas regras já seriam válidas para os leilões de blocos exploratórios deste ano, disse a fonte na condição de anonimato.

Uma decisão final sobre o assunto foi mais uma vez adiada, acrescentou a fonte, após reunião na quinta-feira (16) de um comitê especial que analisa a mudança nas regras de conteúdo local.

Um novo encontro foi marcado para a próxima semana.

Está definido até agora que a área de exploração dos projetos de petróleo e gás terá um percentual geral de exigência de conteúdo local.

A intenção do governo era fazer o mesmo com a área de desenvolvimento, mas pressões dos fornecedores dificultaram um acordo.

“Ainda é preciso decidir se em desenvolvimento será por setor ou global, e os percentuais. Esperamos ter uma decisão na semana que vem, mas não é garantido”, disse a fonte.

O presidente do Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), César Prata, afirmou à Reuters na véspera que representantes da indústria fornecedora do setor de petróleo estiveram reunidos na quarta-feira com o ministro Eliseu Padilha e conseguiram sensibilizá-lo com suas demandas.

Prata explicou que antes o governo estava pronto para acatar a demanda das petroleiras, que defendiam um percentual global de conteúdo local por projetos, sem considerar os diferentes segmentos da indústria.

Os fornecedores defendem que o governo exija percentuais diferentes de conteúdo local para cada segmento da indústria como forma de estimular toda a cadeia.

Técnicos do governo, no entanto, inclinam-se pela posição das petroleiras, que pedem um percentual global para os projetos como forma de simplificar as regras.

Até o momento, o comitê já definiu que o conteúdo local não deverá ser mais incluído como um fator de diferencial na oferta por blocos exploratórios em futuros leilões, para evitar que as empresas façam promessas acima de suas possibilidades e tentem renegociar os contratos depois de vencida a licitação.
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A Usiminas, maior produtora de aços planos do país em capacidade instalada, anunciou na última sexta-feira (17) o seu décimo prejuízo líquido trimestral consecutivo devido ao menor volume de vendas em todas as unidades de negócios e ao aumento das despesas.

A siderúrgica mineira teve prejuízo líquido de 195 milhões de reais no quarto trimestre, maior que o de 107 milhões de reais do terceiro trimestre, mas muito inferior ao prejuízo de 1,627 bilhão de reais apurado no mesmo período de 2015.

A receita líquida encolheu 6 por cento na comparação anual, para 2,12 bilhões de reais, pressionada pela retração das vendas.

Entre outubro e dezembro, a Usiminas comercializou 891 mil toneladas de aço, volume 26 por cento inferior ao negociado no último trimestre de 2015. Já as vendas de minério de ferro recuaram quase 2 por cento, para 657 mil toneladas.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 234 milhões de reais no quarto trimestre, após desempenho negativo de 250 milhões de reais em igual intervalo de 2015.

Conforme material de divulgação do balanço, a linha Ebitda foi afetada por eventos extraordinários, incluindo uma gasto de 70,7 milhões de reais para antecipar término de contrato com fornecedor e provisão para devedores duvidosos de 32,9 milhões de reais.

As despesas gerais e administrativos somaram 90,9 milhões de reais no quarto trimestre, uma alta de 4 por cento em relação ao terceiro trimestre, enquanto as despesas com vendas aumentaram 64,1 por cento, para 85,3 milhões de reais.

O resultado financeiro ficou negativo 87 milhões de reais no quarto trimestre, ante 24 milhões de reais negativos em igual trimestre do ano anterior.

A Usiminas, que vive há meses uma grave disputa de poder entre seus dois principais controladores - Nippon Steel e Ternium - reduziu a dívida líquida para 4,68 bilhões ao término de dezembro de 2016, valor 20,1 por cento menor ante os 5,86 bilhões de reais observados no fim de 2015.

No quarto trimestre, a siderúrgica investiu 67 milhões de reais, queda de 60 por cento em relação ao desembolsado no mesmo período de 2015.

Acumulado 

Em 2016, a Usiminas registrou prejuízo líquido de 576,8 milhões de reais, bem inferior ao resultado negativo de 3,7 bilhões de reais de 2015, ajudada pelo melhor desempenho operacional das unidades de negócio em siderurgia, mineração e transformação de aço.

A receita líquida caiu 17 por cento, para 8,5 bilhões, após baixas de 26 e 15 por cento, respectivamente, nas vendas anuais de aço e minério. Por outro lado, o Ebitda ajustado saltou 126,5 por cento, para 660,4 milhões de reais.

Já os investimentos da Usiminas totalizaram 225 milhões de reais em 2016, cifra 71,3 por cento menor em relação a 2015.
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A reestruturação anunciada agora à pouco pela Vale, que tornará a companhia em uma companhia de capital pulverizado, deverá contagiar as empresas brasileiras em busca de melhores práticas de governança corporativa, disse o presidente da mineradora, Murilo Ferreira.

“A Vale está dando a largada em relação a outras empresas de capital aberto e trazendo uma posição de referência para as empresas futuras”, disse. “As empresas brasileiras com o tempo verão o mérito dessa transação e com isso ela deverá ser replicada, fazendo o mercado de capitais brasileiro muito mais sólido e com participação muito mais intensa das pessoas”, disse.

Como parte desse processo, haverá uma etapa que consiste em conversão voluntária das ações preferenciais classe A em ordinárias. “Estou convencido que existe chance de obter um porcentual grande de aceitação”, disse o executivo. Segundo ele, a empresa notou um grande entusiasmo por parte dos investidores.

Outro efeito com a medida, disse, será um menor custo de captação para a companhia. Caso isso não ocorra, destacou, há a alternativa de tornar a conversão voluntária das ações para mandatória, ou ainda manter parte das ações preferenciais, o que na prática não permitiria que a Vale migrasse suas ações para o Novo Mercado.
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O crescimento da produção de petróleo no pré-sal brasileiro, mais leve do que a média do Brasil, permitiu à Petrobras, monopolista no refino no país, aumentar o uso do óleo nacional em suas refinarias para mais de 90 por cento, reduzindo seus custos operacionais e logísticos.

Ao mesmo tempo, o produto do pré-sal tem ajudado na redução da importação de petróleo mais leve, de maior aproveitamento nas refinarias.

Não bastasse isso, disse com exclusividade à Reuters um executivo da Petrobras, o pré-sal está impulsionando as exportações de óleo cru do Brasil, que foram recordes em janeiro, em um ambiente de retração do consumo de derivados no país, que sofre com uma recessão.

"As propriedades do petróleo do pré-sal facilitam tanto o seu aproveitamento nas refinarias da Petrobras no Brasil quanto a exportação, pois esses petróleos costumam ter um maior valor comercial", disse o gerente-executivo de Logística de Refino e Gás Natural da Petrobras, Cláudio Mastella.

Com o avanço da produção pré-sal no Brasil para 1,262 milhão barris de petróleo por dia (bpd) em dezembro, ou o equivalente a 46 por cento da produção nacional, ante cerca de 34 por cento um ano atrás, o petróleo nacional é suficiente para atender "em grande parte" o mercado de derivados brasileiro, ressaltou o gerente-executivo da Petrobras.

"Um exemplo disso é que o percentual de participação de óleo nacional no total processado pela Petrobras era 82 por cento em 2012 e já estava em 91 por cento no acumulado até setembro de 2016", destacou Mastella, sem detalhar números fechados do ano passado ou comparativos com 2015, em uma entrevista por e-mail.

Mas dados do regulador do mercado de petróleo brasileiro (ANP) confirmam, com base no tamanho da produção de óleo leve, o salto ocorrido no refino do produto nacional nas unidades da Petrobras.

Em dezembro de 2016, 32 por cento da produção brasileira foi de um petróleo considerado leve, contra 7 por cento um ano antes, sob influência da extração do pré-sal, que garante um produto com menor concentração de enxofre e menor acidez, proporcionando maior rendimento de derivados de maior valor agregado, como gasolina, diesel e querosene de aviação.

O executivo da estatal não revelou as atuais taxas de utilização das suas refinarias, que somam mais de 10.

Exportações

Além da Petrobras, estão entre os principais produtores no pré-sal, a Shell --que após a aquisição da BG passou a responder por 10 por cento da extração nacional de petróleo--, a Petrogal, da Galp, e a sino-espanhola Repsol Sinopec.

Essas empresas, além de fornecerem para a própria Petrobras, também têm a possibilidade de ampliarem as exportações a partir do Brasil, que estão crescentes em um ambiente de menor consumo local de derivados. Em janeiro, o Brasil exportou uma máxima histórica de 38,961 milhões de barris de petróleo.

O Brasil aumentou significativamente as exportações de petróleo desde agosto, de acordo com dados da Reuters Trade Flows, para atingir uma média de 1,3 milhão de barris de petróleo por dia (bpd) neste ano até fevereiro, contra 1 milhão de bpd no primeiro semestre de 2016.

A Petrobras e empresas privadas que exportam petróleo brasileiro, incluindo Shell, Repsol, Petrogal e PetroChina, estão agora competindo mais agressivamente para ganhar participação de mercado na costa leste dos EUA, assim como em países como China, Índia, Malásia, Cingapura e Espanha.

O fluxo de novos tipos de petróleo do Brasil também tomou o lugar de alguns petróleos médios africanos no Peru, Uruguai e Chile, de acordo com os dados.

Mas alguns produtores ainda estão tentando reduzir custos relacionados ao uso de plataformas flutuantes e dispendiosas embarcações especializadas, de acordo com os comerciantes que oferecem os novos petróleos do Brasil.

Se esses obstáculos forem eliminados nos próximos meses, o petróleo brasileiro poderá fluir mais para os novos destinos.

E a tendência é que a fatia do pré-sal na produção nacional permaneça em crescimento, enquanto a Petrobras perde participação. Isso acontece porque a empresa produz no pré-sal em parceria com outras petroleiras, ao contrário do que fazia com outras grandes áreas produtoras anteriormente --muitas dessas áreas, operadas apenas pela estatal, são maduras e estão em declínio.

O Brasil deverá produzir 2,84 milhões de bpd em 2017, alta de 8,81 por cento em relação ano passado, segundo estimativa feita pela Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). No mesmo período, a Petrobras prevê produzir 2,07 milhões de bpd, uma queda de 3,5 por cento.

Desafio futuro 

De outro lado, em meio a uma queda de 4,5 por cento no consumo de todos os combustíveis no Brasil em 2016, houve um recuo forte das importações de petróleo bruto pelo Brasil no mesmo período para seu menor nível em pelo menos 19 anos, segundo dados do governo, para 65,179 milhões de barris.

Esse volume representa quase que a metade do total importado em 2015.

Apesar dessa situação, entretanto, o Brasil deverá seguir dependente de importações de combustíveis no futuro, em meio à lentidão no aumento da capacidade brasileira de refino em volumes necessários para atender a crescente demanda esperada, com vários projetos de refinarias, como a Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj, no Rio de Janeiro, atingidos pelo escândalo de corrupção, o que atrasou as obras.

O especialista Alexandre Szklo, professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse à Reuters que a pressão por maior capacidade de refino no Brasil reduziu nos últimos anos, por causa da retração da demanda interna por combustíveis, mas que irá retomar assim que a economia reagir.

A atual gestão da Petrobras, no entanto, já afirmou que não está disposta a investir em novas refinarias sem parceiros, após amargar prejuízos com obras que não foram finalizadas.

Para Szklo, esse será um grande desafio do país, ainda que a produção do pré-sal continue crescendo nos próximos anos.

Duas das três principais agências de risco do mundo criticaram, nesta quarta-feira, os entraves à venda de ativos e subsidiárias pela Petrobras. Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu a assinatura de contratos com esse objetivo, alegando irregularidades no processo, e a Petrobras vem sofrendo reveses na Justiça que levaram ao bloqueio de transações como a venda da BR Distribuidora e, na semana passada, da firma de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS). A agência de ratings Fitch vê um “esforço coordenado” para obstruir a venda de ativos, o que deve levar a um atraso de pelo menos um ano no processo, segundo calculou a S&P, uma outra agência.

Na sexta-feira passada, a agência elevou a nota de crédito da estatal de “B+” para “BB-” e melhorou a perspectiva de “negativa” para “estável”. A S&P justificou a decisão citando melhoria da liquidez (disponibilidade de capital da empresa) e estrutura de capital mais equilibrada da petroleira. Mesmo no novo patamar, a petroleira ainda permanece dois níveis distante do chamado “grau de investimento”, espécie de selo de bom pagador.

“A Fitch vê a decisão contra a venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) pela Petrobras como um esforço coordenado de forças que se opõem ao programa de desinvestimento da petroleira, cujo objetivo é fortalecer o balanço da companhia”, disse a agência em nota. “Também reconhecemos que podem haver outras restrições pela frente para o plano de desinvestimento da Petrobras, uma vez que a motivação dos processos na Justiça parece ser ou atrasar ou encerrar completamente o plano.”

— Há incertezas sobre o timing da execução do plano de desinvestimento. Agora, com toda a restrição imposta pelo TCU, acreditamos que possa haver atraso, embora acreditamos que, no fim, a companhia poderá ser capaz de acabar com essas restrições. Hoje, nossa cenário base assume que, do ponto de vista da desalavancagem, deve haver um atraso de no mínimo 1 ano na execução das vendas — afirmou a analista Renata Lotfi, da S&P.

Atrasos não levarão a rebaixamento, dizem agências

Segundo Renata, esse será um um fator importante para mudanças de nota da Petrobras no futuro, ao lado da continuidade da nova política de preços de combustíveis adotada no ano passado pela petrolífera. Segundo a analista, essa nova política trouxe avanços importantes na expectativa de geração de caixa da companhia.

— A maior preocupação que temos é se essa melhora no padrão de gestão será mantido em um novo governo — observou.

Mas Luciano Gremone, também analista da S&P, ponderou que o atraso esperado na execução do plano de venda de ativos não deve levar a rebaixamentos:

— No ritmo que estamos observando hoje, não estamos esperando que atrasos na execução do plano levará a rebaixamentos, justamente porque nosso cenário-base assume uma postura conservadora com relação ao plano.

Em seu relatório, a Fitch também observou que os entraves aos chamados desinvestimentos já estão contabilizados pela agência e não devem impactar negativamente a nota de crédito da estatal.

Sequência de entraves 

Em dezembro, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu, em medida cautelar, a assinatura de assinatura de contratos de venda de ativos e subsidiárias da estatal, alegando irregularidades no processo. A área técnica do TCU apontou que as vendas “apresentam elevados riscos de direcionamento, de ajuste de preços e de ocorrência de favorecimentos de parte a parte”.

Segundo voto do Ministro José Múcio, que propôs a medida cautelar, até junho deste ano, já haviam sido concluídos 27 vendas de ativos, que totalizaram aproximadamente US$ 10 bilhões, sendo a projeção para o biênio de 2015-2016 de US$ 15,1 bilhões e, para 2017-2018, de US$ 46,2 bilhões.

Em dezembro, a venda de participação acionária da Petrobras na rede de postos de combustível BR Distribuidora foi suspensa por determinação da 3ª Vara da Justiça Federal, em ação movida pelos petroleiros José Hunaldo Nunes Santos e Fernando Borges da Silva.

Na sexta-feira passada, a Justiça Federal em Sergipe suspendeu a venda de 90% da companhia de gasodutos Nova Transportadora do Sudeste (NTS) ao consórcio encabeçado pela Brookfield, um negócio de US$ 5,19 bilhões. A ação fora movida pelo Sindicato dos Petroleiros Alagoas Sergipe (Sindipetro AL/SE).
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O Brasil é sinônimo de Carnaval, que é sinônimo de feriado, correto? Errado. Uma das festas símbolo do país, comemorada de Norte a Sul, não está prevista dentro da legislação brasileira como um feriado nacional. Em termos jurídicos, os funcionários ganham folga apenas por liberalidade do empregador, se assim ele quiser, ou pela determinação de acordos coletivos. Ou seja: a empresa pode exigir que o funcionário trabalhe qualquer dia entre segunda e quarta-feira. "Pela lei, nenhum dia do Carnaval é feriado. Nem a terça-feira ou quarta-feira até o meio-dia", diz José Carlos Wahle, do escritório Veirano Advogados.

O que acontece se o funcionário faltar?

Caso a empresa não libere o funcionário para a folia e ele decida faltar mesmo assim, o trabalhador estará sujeito, sim, à perda de um dia de salário. "A menos que a falta seja abonada, o funcionário irá ser descontado pela falta neste dia de trabalho", diz Domingos Antonio Fortunato Netto, sócio do escritório Mattos Filho.

O funcionário pode ser suspenso ou demitido por justa causa?
Apesar de ser uma mancada, faltar no trabalho no Carnaval não pode ser motivo para a suspensão do funcionário ou ainda para uma demissão por justa causa, defendem os advogados trabalhistas. Tampouco para uma advertência.

A suspensão e a justa causa só poderiam ser aplicadas, caso o funcionário cometesse um desrespeito à política da empresa ou a seu contrato de trabalho para além da falta em si. Como por exemplo, fraudar um atestado médico para justificar sua ausência. Mas isto vale para qualquer dia útil do ano.

Trabalhar no Carnaval gera pagamento em dobro?

Não. Caso a empresa determine que os funcionários trabalhem — como os bancos fazem às segundas-feiras de Carnaval — não há obrigatoriedade de pagamento diferenciado. Será um dia útil como qualquer outro. Sendo assim, as horas trabalhadas — seja na segunda-feira, terça-feira ou quarta-feira de manhã — não são consideradas horas extras.

A empresa pode exigir o trabalho em qualquer circunstância?
Muitas empresas — a despeito da legislação — têm como prática conceder folga nos dias do Carnaval aos funcionários. Neste caso, segundo os advogados, a companhia não pode mudar as regras "do dia para noite" e exigir que os empregados venham trabalhar. "É preciso analisar a política empresarial ao longo dos anos. Se a companhia sempre dá folga no Carnaval, numa prática reiterada,  isso se torna direito adquirido dos funcionários, já que eles terão a expectativa de ter a folga", diz Domingos Antonio Fortunato Netto.

Mesmo que libere o funcionário a faltar, a empresa pode descontar o dia?
As empresas geralmente escolhem lidar com o Carnaval. Um dos modos é abonando a segunda-feira, a terça-feira e a quarta-feira pela manhã. Neste caso, o funcionário não perde nenhuma hora por folgar.  Algumas companhias, porém, optam por descontar esses dias do banco de horas do funcionário. Caso ele não tenha saldo positivo, poderá compensar as horas posteriormente. "Embora não seja lei, o Carnaval está tão arraigado na sociedade que as empresas optam por conceder a folga", diz Wahle.


Resultado de imagem para empresa - Volvo CE (máquinas de construção

O Grupo Volvo vai investir R$ 1 bilhão na América Latina nos próximos três anos, informou Wilson Lirmann, presidente da Volvo América Latina, em coletiva de imprensa realizada na semana passada em São Paulo. Desse total, 90% serão aplicados no Brasil, no desenvolvimento de novos produtos e na modernização da fábrica instalada em Curitiba (PR), onde são produzidos caminhões, chassis de ônibus e motores. Os 10% restantes serão aplicados na rede de distribuição em outros países da América Latina.

A empresa espera para 2017 o início da recuperação do mercado brasileiro de ônibus e caminhões. A expectativa é de crescimento de 10% nas vendas totais de caminhões, impulsionado em grande parte pelo agronegócio. No segmento de ônibus, o crescimento esperado está na faixa de 10 a 15%.

No ano passado, todas as operações da empresa - Volvo CE (máquinas de construção), Volvo Penta (motores náuticos e industriais) e Volvo Financial Services, além de caminhões e ônibus - faturaram R$ 4,8 bilhões, 12,7% abaixo do realizado em 2015. A redução do faturamento só não foi maior devido às exportações: a fábrica brasileira exportou mais da metade de sua produção para países da América do Sul, como Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

“2016 foi um ano difícil. Mas equilibramos nossos resultados na região, crescendo na América Latina e fazendo a lição de casa no Brasil”, disse Lirmann. “A exportação sempre foi um dos pilares dos negócios do Grupo Volvo na América Latina e estávamos preparados para aproveitar as oportunidades de negócios nos outros países”. No ano passado, as exportações de caminhões subiram 31% (42% da produção de caminhões de Curitiba foram exportadas). No caso dos chassis de ônibus, 61% da produção foram exportadas em 2016.

Na Argentina, a Volvo dobrou sua participação no segmento de caminhões pesados, atingindo 15,5%. No Peru, onde já é líder em pesados, com 28,2% de market share, a marca ampliou a participação para 6,1% no segmento de semipesados, o dobro da fatia de market share que possuía no ano anterior nesse segmento.
Resultado de imagem para  Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast)

De acordo com balanço econômico produzido pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), estima-se que o faturamento do setor em 2017 chegue à casa de R$ 55,8 bilhões, ou seja, um aumento de 1% em relação a 2016, quando o valor foi de 55,3 bilhões. Este montante significou queda de 11,1% na comparação com 2015. “Mesmo que em um nível ainda pequeno, é importante a expectativa de retomada do crescimento este ano”, salienta José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast, acrescentando: “Os dados indicam que o pior já passou”.

A projeção para 2017 é de que a produção física de produtos plásticos também apresente resultado positivo, com aumento de 1,24% ante 2016, alcançando a casa dos 6,32 milhões de toneladas. Estima-se, também, que, em 2017, o consumo aparente de transformados plásticos (resultado da soma da produção com importações, menos exportações) cresça 1,8, atingindo 6,68 milhões de toneladas.

Ainda de acordo com o balanço da entidade, os setores demandantes do plástico também vêm apresentando expectativas mais positivas para 2017. A indústria de alimentação deverá avançar 1,5%; 67% dos fabricantes de eletroeletrônicos projetam crescimento para 2017; o agronegócio brasileiro será melhor do que a média mundial para produtos como soja, milho, açúcar e carnes (bovina, suína e frango) e o setor de construção espera o início de uma recuperação para este ano.

No que diz respeito à mão de obra empregada, mesmo com um avanço econômico, a Abiplast estima que haja uma retração de 1,8% em relação ao ano anterior. A entidade prevê em 2017 o fechamento de seis mil postos de trabalho.

“É premente que, além de melhores estimativas, o ano de 2017 tenha um cenário político menos conturbado e que sejam realizadas as reformas estruturais, que darão mais segurança jurídica e competitividade à nossa indústria. Mais rapidez no recuo da taxa de juros, para incentivar o investimento, reformas que modernizem e tragam maior segurança jurídica às relações do trabalho e uma reformulação para simplificar o complexo e custoso sistema tributário brasileiro são temas fundamentais para que nossa indústria volte a produzir mais e empregar” — afirma Roriz.

Faz um calor quase insuportável na pequena cidade de Gavião Peixoto, no interior de São Paulo. A região é conhecida por suas temperaturas elevadas, acima de 35ºC, boa qualidade de vida e extensos canaviais, cultivo que domina todo o Oeste paulista. A paisagem rural e o clima simples, quase singelo, contrastam com os galpões que se erguem em meio às plantações, organizados junto a uma pista de pouso com mais de quatro quilômetros de extensão e 45 metros de largura – equivalente às medidas do Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, o maior do País.

O complexo industrial, onde está instalado um centro de tecnologia militar, nem parece incomodar os cerca de cinco mil habitantes do município. A maioria dos engenheiros que chegam e se vão diariamente, em dezenas de ônibus, prefere morar em cidades maiores no entorno, como São Carlos e Araraquara. Mas todo gavionense sabe que ali está instalada a Embraer, a líder global no segmento de jatos regionais e a terceira maior fabricante de aviões do mundo (atrás da americana Boeing e da europeia Airbus), com US$ 6,2 bilhões de receita, em 2016, e mais de oito mil aviões entregues.

O que, talvez, poucos tenham noção é a dimensão do que está sendo desenvolvido no local. “Estamos muito bem posicionados no mercado”, afirma Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer, que recebeu a imprensa na sede administrativa da companhia, localizada na região da avenida Faria Lima, em São Paulo, para sua primeira entrevista exclusiva desde que assumiu o cargo, em julho passado. A cidade abriga os centros de desenvolvimentos e as linhas de montagem de dois aviões militares de última geração: o caça Gripen e o cargueiro KC-390. As aeronaves são o expoente de uma nova fase da fabricante nacional.

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O plano de voo da Embraer é ser, cada vez mais, uma empresa de tecnologia, não apenas uma fabricante de aviões. Para isso, ela está se aproximando de gigantes do setor, como a sueca Saab e a Boeing, fornecendo e recebendo inovações tecnológicas. Prova disso é que um grupo de 200 engenheiros brasileiros está se mudando com a família para a Suécia nos próximos dois anos. Eles serão responsáveis por trazer ao Brasil a mais alta tecnologia de sistemas de navegação e combate da aviação militar. Esse esforço deve, em breve, render dividendos de conhecimento para as outras áreas da indústria aérea.

Já a Boeing irá ajudar a Embraer a vender o cargueiro no mercado internacional, em um arranjo de forças que seria impensável há poucos anos. Em novembro passado, uma delegação que incluía o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Nivaldo Luís Rossato, e os presidentes da Embraer, Paulo Cesar de Souza e Silva, e da Saab, Håkan Buskhe, estiveram em Gavião Peixoto para inaugurar o Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen. Trata-se de um esforço conjunto entre a empresa brasileira e a sueca que vai resultar na criação da versão nacional do caça Gripen, o novo avião de ataque da Força Aérea.

É um empreendimento de alta tecnologia. O Gripen traz embarcado o que há de mais avançado no mundo em sistemas de voo e combate. O prédio que abriga o centro também conta com o estado da arte em simuladores e equipamentos de testes. Do lado de fora, uma réplica do avião repousa, imponente, sob o sol forte. Apenas alguns militares, no entanto, com seus impecáveis uniformes, se arriscam fora do ar-condicionado para tirar uma foto com a estrela do lugar, tendo o céu azul e a cana-de-açúcar como pano de fundo. Esse contraste entre o moderno e o agrário, a natureza e a tecnologia, é a epítome do que se transformou a Embraer.

A empresa, fundada em 1969, nos Anos de Chumbo da ditadura militar, é hoje uma potência do mercado de aviação, um setor dominado pelas maiores economias do mundo. Ela teve, inclusive, a ousadia de vender equipamentos militares nos Estados Unidos, nas barbas de gigantes do setor de defesa, como a Lockheed Martin. “É um desafio grande para uma empresa de um país emergente”, afirma o presidente. “Na aviação, os países desenvolvidos dominam.” Pode ser. Mas a Embraer é a exceção que confirma a regra. A posição confortável no mercado é fruto de uma guinada que começou há quase duas décadas.

Nesse período, a fabricante conduziu um processo de diversificação da atuação, saindo do foco total na aviação comercial, para se tornar a única do mercado a operar em todas as divisões da aeronáutica: comercial, executiva e militar. A longa história de sucesso se repetiu, em especial com a linha Legacy, de jatos executivos, e o Super Tucano, caça turboélice que se tornou o xodó da Força Aérea Americana. Mas a grande virada da companhia se deu quando ela passou a se posicionar como uma empresa de tecnologia de aviação, e não apenas uma fabricante de aeronaves. O foco saiu do produto, para o cliente. “Desenvolvemos soluções”, afirma o presidente. “Buscamos entender a necessidade do mercado, então trazemos isso para dentro da companhia e criamos a tecnologia.”

Pode parecer algo trivial, mas, em se tratando de aeronáutica, inovações tecnológicas significam, muitas vezes, rupturas de mercados. Aquele contraste tão brasileiro, porém, sempre teima em aparecer. No ano passado, a Embraer admitiu ter pagado propina durante processos de venda em quatro países, entre 2007 e 2011. Para encerrar as acusações, a empresa fechou um acordo com as Justiças dos Estados Unidos e do Brasil, pelo qual se comprometeu a pagar US$ 206 milhões em multas. “Anos atrás, a Embraer não teve a governança necessária para atuar em certas operações”, afirma Silva. “Foi lamentável, somos responsáveis, mas não vai mais acontecer.”

Seis meses antes do anúncio do acordo, uma reportagem do jornal americano Wall Street Journal afirmou que o alto comando da empresa sabia das propinas. Pouco depois, o então presidente da Embraer, Frederico Curado, deixou o posto, sendo substituído por Silva, na época o comandante da divisão de jatos comerciais. A Embraer alegou que a mudança já era prevista. Silva afirma que as investigações estavam ocorrendo havia seis anos e que a empresa colaborou voluntariamente. O escândalo arranhou a imagem da companhia. É verdade que as propinas, totalizando pouco menos de US$ 6 milhões, envolveram a venda de 16 aviões, de um universo de oito mil.

Mas a mancha dos malfeitos acabou afetando toda a corporação. Silva admite, inclusive, que os escândalos recentes do País, como a operação Lava Jato, também não ajudam a polir a imagem da companhia no exterior. O caso deixou uma lição e serviu para a Embraer arrumar a casa, segundo o presidente. “Mudamos todos os sistemas e a forma como gerenciamos os relacionamentos”, diz. “Agora, queremos conhecer nossos parceiros e clientes e quem está por trás deles.” Pelo acordo, a empresa precisou contratar um auditor independente, aprovado pela Justiça Americana, que terá acesso total às operações da fabricante.

Foi um passo necessário para não jogar por água abaixo um esforço de cinco anos, que consumiu investimentos de US$ 5 bilhões. Esse é o tempo que levou o último ciclo de desenvolvimento da fabricante, que se encerra neste ano com os lançamentos recentes do Legacy 450, jato executivo de médio alcance, da família E2, de jatos comerciais e, principalmente, do gigante KC-390, um avião militar de carga, com capacidade de transportar 23 toneladas e custo estimado de US$ 50 milhões, que será o substituto do ultrapassado Hercules, usado pela FAB. “Agora é o momento de monetizar esses investimentos entregando os aviões”, diz Silva. Isso vai acontecer, no caso do Legacy e do E2, ao longo deste ano. A FAB começa a receber o KC-390 a partir de 2018.

Esse último ciclo de desenvolvimento é muito importante na história da empresa. Para dar essa virada, a Embraer teve de se colocar em pé de igualdade com as maiores forças do mercado aeronáutico. Nesse sentido, a área militar e as parcerias se mostraram extremamente importantes. O caso do Gripen é emblemático. “A Embraer terá acesso a todo o material confidencial do avião”, afirma Bengt Janér, diretor do projeto Gripen Brasil na Saab. “São tecnologias de ponta, que, provavelmente, poderão ser utilizadas em outras áreas.”

Essa transferência de inovações da área militar para a civil é chamada de “transbordamento”, no jargão do setor. O Brasil terá uma versão exclusiva do Gripen, de dois lugares. “A ideia é que o copiloto comande um sistema independente, como um drone que possa neutralizar os radares inimigos”, afirma Janér. “É uma grande inovação” O KC-390 também conta com uma parceira, a Boeing. A empresa americana irá ajudar a Embraer a vender o cargueiro pelo mundo, ficando, também, responsável pela manutenção. O interesse da companhia pela aeronave se justifica. Seu potencial de mercado é imenso.

Hoje, o grande concorrente do KC-390 é o C-130 Hercules, da Lockheed Martin, um antigo projeto turboélice que remete à Segunda Guerra Mundial. A frota atual de aviões desse porte é de 2,7 mil unidades, sendo que a média de idade ultrapassa 30 anos. “O KC tem o que há de mais moderno e, além disso, é um jato”, afirma Silva. Isso faz com que ele possa cumprir as mesmas missões do Hercules, só que 30% mais rápido. A FAB encomendou 28 aeronaves, ao custo de R$ 7,2 bilhões. Mas a Embraer já recebeu cartas de intenção de Portugal, República Tcheca, Argentina, Colômbia e Chile. A expectativa é vender 700 unidades nos próximos 20 anos.

Briga antiga 

Apesar da diversificação da última década, a aviação comercial ainda representa a maior parte da receita da companhia e respondeu por US$ 3,65 bilhões, no ano passado. Nesse setor, encontra-se a maior rival da Embraer: a canadense Bombardier. As duas companhias protagonizaram uma disputa ferrenha na Organização Mundial Comércio (OMC), no início dos anos 2000, por divergências na forma de financiamento de aeronaves. No início deste mês, o Brasil iniciou um questionamento na OMC contra subsídios de US$ 4 bilhões dados pelo governo do Canadá à fabricante.

“São subsídios ilegais por estarem condicionados à exportação”, afirma o embaixador Carlos Márcio Cozendey, subsecretário-geral para Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores. A decisão de entrar na OMC se deu a pedido da Embraer, depois que a empresa perdeu uma venda na companhia aérea americana Delta para a Bombardier. O presidente da Embraer eleva o tom da disputa. “A Bombardier só está operando por causa da ajuda do governo canadense”, diz o executivo. Mas a rival está confiante. “A simples verdade é que temos o melhor produto”, afirmou a Bombardier, em nota enviada.

Já o governo do Canadá se mostra pronto para brigar por sua indústria. “O setor aeroespacial canadense, incluindo a Bombardier, é de importância estratégica para o Canadá e o país está disposto a defender suas medidas de apoio”, disse, por e-mail, a Embaixada do Canadá no Brasil. “As medidas de apoio à Bombardier foram desenvolvidas com pleno conhecimento dos regulamentos da OMC e são consistentes com estas obrigações.” Por trás dessa disputa, há um mercado com previsão de entrega de 6,4 mil aeronaves até 2035. A Embraer lidera o segmento de jatos até 130 assentos, com 61% do mercado.

Se, na área comercial, a disputa é com uma grande rival, na executiva a situação é mais diversa. E a vida tem sido difícil para a Embraer. Nesse segmento, ela concorre em várias categorias, dependendo do alcance do jato. Suas rivais diretas, no entanto, estão se dando melhor. Segundo dados da consultoria Gama General Aviation, a brasileira entregou 74 aeronaves, até setembro do ano passado. A americana Gulfstream, que tem um portfólio muito menor, por exemplo, entregou 88 aviões. Já a também americana Textron, dona da Cessna, entre jatos e turboélices, ultrapassou 300 aeronaves entregues.

“É natural que a Embraer passe a dar menos ênfase à executiva por ter margens menores”, afirma um executivo do setor, que não quis se identificar. “Afinal, fabricar um jato comercial e um privado custa quase a mesma coisa.” Na quinta-feira 16, a empresa brasileira promoveu uma mudança de comando nesse setor. O executivo Michael Almafitano assumiu a presidência da unidade de jatos executivos, no lugar de Marco Tulio Pellegrini. As estimativas da Embraer mostram que o segmento ainda é lucrativo. Até 2026, devem ser entregues 8,4 mil jatos executivos no mundo, que movimentarão US$ 244 bilhões.

A questão é que, segundo o presidente da fabricante, ainda não se sabe que avião será esse – e isso vale para todos os segmentos. “O mundo está passando por transformações muito rápidas”, diz Silva. “Há novas tecnologias, novos modelos de negócios, a era digital. Ninguém sabe como a transformação vai acontecer.” Ele cita, como exemplo, o carro autônomo, que deve se tornar realidade em cinco anos, pelos seus cálculos. Para não ficar presa ao passado, a Embraer mantém um grupo de engenheiros pensando no futuro. “Estão olhando para novos materiais, modelos de negócios, tecnologias”, afirma.

Quem perguntar ao presidente se a Embraer está desenvolvendo um avião elétrico, ouvirá um não. “Mas, uma aeronave movida a energia solar está cada vez mais no radar”, diz Silva. Nesse sentido, existem desafios enormes, como a armazenagem de energia. É apenas um norte, que pode definir uma rota. Porém, como ele mesmo afirma, “ninguém sabe hoje o que ainda não se sabe”. Caberá à Embraer liderar a transição para um modelo renovável de propulsão elétrica no mercado aeronáutico? Só o futuro irá dizer. Mas o provável é que, dificilmente, a companhia ficará perdida no passado.


Por Rodrigo Caetano
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Depois de perder 518 mil postos de trabalho nos últimos três anos, a indústria paulista registrou saldo positivo de 6.500 vagas em janeiro, variação positiva de 0,31% na comparação com dezembro de 2016. Esse é o primeiro resultado positivo desde abril de 2015, quando foram feitas 6 mil contratações, segundo dados divulgados pela Fiesp - Federação das Indústrias de São Paulo.

Os dados são da Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, feita pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp/Ciesp (Depecon), divulgada na semana passada. O diretor titular do Depecon, Paulo Francini, espera que esse seja um sinal de recuperação.

Entre os setores acompanhados pela pesquisa, 15 contrataram, 3 ficaram negativos e 4 permaneceram estáveis. O destaque setorial ficou por conta do segmento de produtos de borracha e de material plástico, com aumento de 1.969 vagas, e o de confecção de artigos de vestuários e acessórios, que gerou 1.742 postos.

Por região, a variação no mês ficou positiva no Estado de São Paulo (0,31%), na Grande São Paulo (0,14%) e no interior (0,43%).

Quando avaliadas as diretorias regionais, há resultado positivo para São Carlos (+2,16%), influenciado por materiais elétricos (5,92%) e produtos alimentícios (3,02%); Araraquara (+1,89%), influenciado pelo setor de produtos têxteis (3,75%) e de confecções e vestuários (3,31%); Jacareí (+1,46%), que registrou crescimento de confecções e vestuários (12,50%) e produtos têxteis (2,35%).

Já as variações negativas ficaram com São Caetano do Sul (-2,41%), influenciadas pelo setor de veículos automotores e autopeças (-5%) e produtos de borracha e plástico (-1,42%); Matão (-1,78%), setores de máquinas e equipamentos (-2,09%) e produtos alimentícios (-2,56%) e Franca (-1,61%), setor de artefatos de couro e calçados (-4,38%) e produtos de borracha e plástico (-0,62%).

A movimentação de cargas nos portos brasileiros em 2016 atingiu 998 milhões de toneladas, número que representa queda de 1% ante o desempenho do setor em 2015.

O dado foi apresentado há pouco por diretores da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que participam de evento na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A balança comercial brasileira foi superavitária em US$ 47,7 bilhões no ano passado, valor recorde, mas o desempenho das exportações e importações via portos foi marcado por forte retração na comparação com 2015. As exportações caíram 3,2%, enquanto as importações recuaram 19,8%.

Entre as principais mercadorias transportadas no modal aquaviário, foi registrada alta de 3,1% do minério de ferro e queda de 3,8% de combustíveis.

Na abertura do evento, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella, destacou que a pasta tem um orçamento maior para investimentos em infraestrutura em todos os modais e que o setor portuário deve se aproveitar da recuperação econômica, "embora o crescimento do PIB para este ano deve ser muito tímido."