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Dados da CEG, distribuidora de gás natural no Rio, apontam que o número de conversões em veículos para o GNV no estado ultrapassou a marca de 25 mil veículos no primeiro semestre de 2017. Para a companhia, a economia média do combustível ante a gasolina e etanol atinge 64%, razão que justifica a atração da população pelo recurso. Outro atrativo da conversão, no momento atual, é o desconto d 62,5% no IPVA de 2018.

Até o fim deste ano, com relação ao acumulado até setembro, a CEG espera um aumento de 72% no número de conversões, isto no Rio. Em todo o Brasil, segundo o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran, com dados de junho de 2017), já existem 1,9 milhão de veículos convertidos a GNV, dos quais 1,1 milhão estão no Rio de Janeiro.

Econômico e menos poluente

O principal benefício para quem opta pela escolha, segundo a companhia, é a economia. Uma simulação da empresa mostra que com R$ 50 abastecidos de GNV é possível percorrer 320 km, uma economia de 66% ante gasolina e etanol, que alcançariam as marcas de 120 e 110 km, respectivamente. O gás natural veicular também é menos poluente que os demais.

Existem alguns tipos de kit GNV. Além dos kits convencionais, o mercado já está comercializando os chamados kits de 5ª geração, que são considerados mais seguros, passam por duas vistorias anuais e um teste de cilindro a cada cinco anos. Estes ainda são mais compactos e ocupam menos espaço na mala do veículo.

Escolha oficina credenciada

O consumidor deve escolher uma oficina devidamente credenciada pelo Inmetro para a instalação do kit. Uma alternativa segura é buscar uma oficina com o selo ‘Oficina 10’, projeto realizado em parceria com o Centro de Tecnologias do Gás (CTGÁS), da Petrobras e Senai, com o objetivo de reconhecer e certificar as convertedoras do Estado do Rio de acordo com critérios de segurança e qualidade em instalação de kits GNV. Estas empresas foram aprovadas dentro dos requisitos exigidos para instalar kits de 5ª geração.

Por fim, a convertedora deve assegurar: baixo índice de emissão de poluentes, menor perda de potência do veículo, além de melhor aproveitamento no espaço do porta-malas ou caçamba do veículo.

Acidentes são uma raridade

Segundo a ABNT, o GNV é considerado mais seguro do que qualquer combustível líquido. Mais leve que o ar e armazenado nos veículos em cilindros sob alta pressão, não oferece risco de explosão, até porque o sistema é dotado de válvulas de segurança que se fecham caso haja algum rompimento na tubulação. Por isso, os acidentes são muito raros e atribuídos ao uso de equipamentos inadequados.

O GNV pode ser usado como combustível alternativo em qualquer veículo movido a gasolina ou álcool, com carburador ou injeção eletrônica. Seu conceito de segurança é reconhecido também fora do Brasil.

Estimativas da Associação Internacional de Veículos a Gás Natural apontam que, até 2020, 80% da frota mundial (65 milhões de veículos) serão movidos a GNV.
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A maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo, Maersk Line, estabeleceu um serviço direto entre a APM Terminals Pecém, no Ceará, e portos chaves na Espanha, Holanda e Reino Unido. A companhia dinamarquesa substituiu o navio South American Max (Sammax), cuja rota se inicia na Argentina, por quatro menores para atender com mais flexibilidade os exportadores de frutas pelo Porto do Pecém.

O serviço, que vai suprir a demanda durante a época da colheita, começou com a chegada do primeiro navio na última semana e termina em fevereiro. De acordo com João Momesso, diretor de Trade e Marketing da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, a frequência e o espaço destinado aos produtos do porto continuam os mesmos.

"Um navio grande tem uma série de outros compromissos. Um navio pequeno que só vai no Pecém nos dá mais flexibilidade", explica Momesso.

Os quatro navios, que podem carregar até 400 contêineres refrigerados cada, vão atracar nos portos de Algeciras (Espanha), Roterdã (Holanda) e Tilbury (Inglaterra), de onde partem para atender o continente europeu e o Oriente Médio. De acordo com João Momesso, aproximadamente oito mil contêineres com frutas são transportados por ano pela Maersk Line a partir do Pecém, o equivalente a cerca de 225 mil toneladas.

Hub

Momesso aponta ainda que o Porto do Pecém tem potencial para se tornar um hub de cargas no Brasil com a ampliação do canal do Panamá, mas que isso deve ficar mais para o futuro.

"Não vemos isso em 2018, talvez nem em 2019, porque depende de uma recuperação mais consistente da economia brasileira", explica o diretor, que ainda elogia a aproximação do terminal portuário cearense com o de Roterdã, na Holanda, conhecido pela sua eficiência.

Fruticultura

"Os mercados europeus respondem por 65% das exportações de frutas vindas de Pecém, então, esse serviço personalizado possibilita uma conexão mais rápida e mais disponibilidade para os produtores, garantindo que a carga chegue fresca no consumidor final", ressalta Daniel Rose, diretor principal da APM Terminals Pecém, em boletim do relatório de comércio divulgado pela companhia dinamarquesa.

O melão continua a ser o principal produto exportado, de acordo com o diretor de Trade e Marketing da Maersk Line, mas também são incluídas frutas como manga, uva, melancia e limão-tahiti, entre outras.

"Aumentamos a frequência do serviço, mas a capacidade se mantém igual. Isso exigiu um investimento do nosso lado, mas acreditamos que os produtores estão muito melhor servidos", destaca Momesso, que não revelou o investimento realizado pela empresa.

Recuperação

De acordo com o relatório de comércio da empresa, a colheita deve ajudar a impulsionar a recuperação do Nordeste nos próximos trimestres. Na análise da companhia, a região Nordeste teve uma performance menos consistente do que o restante do País no terceiro trimestre deste ano, de forma que ainda não se recuperou economicamente da mesma forma que as regiões Sul, Sudeste e Norte.

A nível nacional, por outro lado, João Momesso aponta uma recuperação mais rápida do que o esperado, com crescimento de aproximadamente 10,2% no terceiro trimestre deste ano.

As expectativas estão em alta depois que as importações de bens manufaturados, que são principalmente bens de consumo, subiram 44% entre os meses de julho e setembro em relação a igual período de 2016 e registraram melhor performance do que todos os outros segmentos de importação.

Contribuição

O relatório aponta que fortes resultados das importações combinados com o crescimento de 6,9% nas exportações contribuíram para a melhor performance trimestral do comércio exterior brasileiro nos últimos três anos, com crescimento total de 10,2%, somando importações e exportações.

Ainda assim, a base de comparação no Brasil ainda é baixa, tendo em vista que o comércio exterior como um todo havia registrado queda de 2,3% no terceiro trimestre de 2016.

Expectativa

O documento aponta ainda que este Natal deverá ser o melhor desde o início da crise econômica, no ano de 2015. A análise é de que, pela primeira vez, os varejistas estão fazendo mais que repor as prateleiras, como aconteceu no ano passado, e estão aumentando seus estoques antes do período natalino.

"Mas temos que lembrar que isso é sazonal e que o volume total de importação e exportação para o terceiro trimestre ainda está 9% abaixo dos volumes do mesmo período em 2014, anterior à crise. Sendo assim, ainda temos um caminho a percorrer até que o comércio marítimo se recupere de verdade", pondera Antonio Dominguez, Diretor Principal da Maersk Line para a Costa Leste da América do Sul, que cobre Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
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A balança comercial registrou superávit de US$ 700 milhões na terceira semana de novembro. As exportações ficaram em US$ 3,705 bilhões e importações em US$ 3,004 bilhões. Os números foram divulgados nesta última segunda-feira (20) pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Em novembro, as exportações somam US$ 9,952 bilhões e as importações, US$ 7,435 bilhões. O saldo positivo de US$ 2,517 bilhões. No ano, as exportações totalizam US$ 193,418 bilhões e as importações, US$ 132,439 bilhões, com saldo positivo de US$ 60,980 bilhões.

De acordo com o ministério, a média das exportações da terceira semana ficou 3,8% acima da média até a segunda semana, em razão do aumento nas exportações de produtos semimanufaturados (5,9%), com destaque para açúcar em bruto, ferroligas, alumínio em bruto, ouro em formas semimanufaturadas, catodos de cobre; e de produtos básicos (6%), por conta de petróleo em bruto, farelo de soja, minério de ferro, café em grãos, carnes de frango e bovina.
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A Petrobras vai lançar licitações para contratar três novos navios-plataformas para produção de petróleo em 2018. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, informou que já iniciou o processo de licitação para contratar uma plataforma (FPSO) para o campo de Búzios, no pré-sal. Além disso, serão feitas mais duas concorrências: uma para a revitalização do campo de Marlim, na Bacia de Campos, e outra para o Parque das Baleias, na Bacia do Espírito Santo.

A companhia divulgou na última semana os resultados do terceiro trimestre de 2017, quando registrou lucro líquido de R$ 266 milhões. O número veio abaixo do esperado pelo mercado, que projetava ganho de R$ 2,7 bilhões entre julho e setembro.

Cada plataforma está, segundo fontes do mercado, orçada em cerca de US$ 1 bilhão. Os investimentos previstos para o ano que vem podem aumentar em relação a esse ano. Ontem, a Petrobras anunciou que reduziu em 6% a projeção de investimentos para 2017. O número passou de US$ 17 bilhões para US$ 16 bilhões.

- Essa redução é reflexo da postergação de novos poços de 2017 para 2018. Além disso, essa redução é reflexo da otimização - disse Solangue Guedes, diretora de Exploração e Produção da estatal.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, destacou que as novas encomendas estarão presentes no Plano de Negócios da companhia para o período 2018/22. Ele lembrou que o plano não terá mudanças muito profundas em relação aos investimentos e projetos previstos no plano atual do período 2017/21. que prevê investimentos de US$ 74,1 bilhões no período. Segundo Parente, a revisão do plano será feita ainda este ano.

- Não é uma revisão radical do plano , são revisões pontuais exatamente porque entendemos que o plano como foi elaborado continua bastante adequado. Esperamos fazer a divulgação ainda este ano - afirmou Parente.

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Segundo informações recebida pela redação do Notícias do Trecho, depois da Lava Jato alguns prestadores de serviços da OAS não recebem da empreiteira há quatro meses.

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O site da Petrobras colocou em leilão Lotes de equipamentos e materiais, o material à venda estarão disponíveis para visitação dos interessados na PETROBRAS UO-SEAL/SOP/ARM Deposito do Parque de Tubos de Saquinho, Rod. BR 101, Km 48/50 – Engenho  Soledade – zona rural – Município de Japaratuba – SE, Deposito de materiais da SEDE UO-SEAL Rua Acre, 2504 - Aracaju – Sergipe e Fazenda Vila Nova BR 316, KM 265, Pilar-AL, no período de 14/11/2017 à 28/11/2017das 8h às 11h e das 13h às 15h, exceto sábados, domingos e feriados.

A Petrobras alerta que a visitação aos Lotes por parte dos interessados deverá ser realizada independentemente da confirmação de participação no leilão.

Para maiores esclarecimentos sobre o presente Leilão, escreva para leilaomateriais.seal@petrobras.com.br

Objetos:

LOTE 01 –  45  Válv.esf. conv. 3" 600# FR A995-1B
LOTE 02 –  108 Válv.esf. conv. 1" 1500# FJA WCB
LOTE 05 – Válvulas Diversas
LOTE 06 – 19 Válv.controle esfera NPS 4
LOTE 07 – 20 Válv.controle esfera NPS 3
LOTE 08 – Válvulas Diversas
LOTE 09 – 20 Válv.controle esfera NPS 4
                  10  Válv.controle esfera NPS 3
LOTE 10 – Válvulas Diversas
LOTE 11 – 265 Válvula dual plate 3" 300# FR WCB c/rev.
LOTE 12 – Válvulas Diversas
LOTE 13 – Válvulas Diversas
LOTE 14 – Válvulas e Acessórios Diversos
LOTE 16 – Materiais Diversos
LOTE 17 – Materiais Diversos
LOTE 18 – Materiais Diversos
LOTE 19 – Materiais Diversos
LOTE 20 – Tampões Diversos
LOTE 21 – Conexões Diversas
LOTE 22 – Flanges Diversos
LOTE 23 – Flanges Diversos
LOTE 24 – 17 Filtro p/líquidos Tipo "Y" DN2" 250mic
LOTE 25 – 1 Bomba centr. API610 hor. 9est 190m³/h 10
LOTE 26 – 8 Bomba centr. B73.1 hor. 1est 6m³/h mot e
                  1 Filtro p/líquidos Cesta simpl. DN6" 150m
LOTE 27 –  2 Bomba centr. geral hor. 1est 200m³/h 10,
                   2 Bomba centr. geral hor. mot elét

O pregão eletrônico será realizado através do portal PETRONECT, às 14h do dia 30/11/2017 no endereço eletrônico www.petronect.com.br.
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A Polícia Federal (PF) cumpre hoje (21) oito mandados de busca e apreensão, cinco de condução coercitiva e um de prisão temporária na 47ª fase da Lava Jato, chamada de Operação Sothis. Um dos alvos da ação é um ex-gerente da Transpetro, subsidiária da Petrobras, seus parentes e intermediários.

De acordo com o Ministério Publico Federal (MPF) no Paraná, eles são suspeitos de operacionalizar o recebimento de R$ 7 milhões de propinas pagas por empresa de engenharia, entre setembro de 2009 e março de 2014. As ações ocorrem em vários estados.

Segundo as investigações, o ex-gerente teria pedido, inicialmente, o pagamento de 1% do valor dos contratos da empresa com a Transpetro como propina, entretanto o acerto final ficou em 0,5%. “Esse valor foi pago mensalmente em benefício do Partido dos Trabalhadores (PT), de modo independente dos pagamentos feitos pela mesma empresa a pedido da presidência da Transpetro, e que eram redirecionados ao PMDB. O ex-gerente se desligou da subsidiária da Petrobras recentemente”, diz a nota divulgada pelo MPF .

A procuradora da República Jerusa Burmann Viecili disse que “nesse caso houve um dos esquemas mais rudimentares de lavagem de dinheiro da Lava Jato. A propina saía da conta bancária da empresa de engenharia para a conta bancária de empresa do filho, sem qualquer contrato ou justificativa para o repasse do dinheiro”.

Segundo a procuradora, além disso, estão sendo investigados contratos entre a empresa do filho, controlada de fato pelo ex-gerente, e a Transpetro, “o que pode indicar a inexistência ou falha grave de mecanismos de compliance”.

De acordo com a PF, o nome da operação é uma referência a uma das empresas investigadas, a Sirius. A estrela Sirius era chamada pelos egípcios de Sothis.
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A Petrobras informou que seu diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia, Roberto Moro, apresentou sua renúncia ao cargo, em razão de aposentadoria.

A companhia anunciou ainda que seu conselho de administração aprovou a indicação para que diretor de assuntos corporativos Hugo Repsold Júnior, acumule o cargo interinamente, até a eleição de um novo diretor em definitivo.
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O programa prevê a conclusão de obras de saneamento, creches, unidades básicas de saúde, recuperação de pistas de aeroportos e duplicação de rodovias, entre outras iniciativas. O Nordeste terá o maior número de obras finalizadas: 3.186, com investimentos de R$ 19 bilhões. Em seguida, vem o Sudeste, com 1.931 obras, totalizando R$ 52,51 bilhões.

Os recursos virão de três fontes: R$ 42,1 bilhões. do Orçamento Geral da União; R$ 29,9 bilhões, da Caixa Econômica Federal, do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e R$ 58,9 bilhões, de empresas estatais do setor de energia, em especial a Petrobras.

Sem citar nomes, o presidente Michel Temer criticou aqueles que "pregam a paralisação do governo" e afirmou que fará "muito mais". "Esse é um governo que não para. Se em 17 meses fizemos tudo, aqueles que pregam a paralisação do governo vão se surpreender. Nós fizemos o que pudemos até hoje com grande efetivo resultado. Mas agora vamos fazer muito mais com o Programa Avançar", disse o presidente na cerimônia.

Ex-integrante do governo da ex-presidente Dilma Rousseff, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou que agora o conceito do programa (que foi considerado um "PAC repaginado") é de "responsabilidade". "Não há neste programa ideias fantasiosas, nem ideias magníficas." Os recursos, disse ele, já estão garantidos no Orçamento e as obras têm orçamento, datas para começar e terminar. "E colocamos o Brasil para crescer."

Não há detalhamento, porém, sobre quanto dos R$ 130,97 bilhões já foi aplicado neste ano e o que será injetado até dezembro de 2018. Mesmo sem detalhes, a busca por agendas positivas será o mote nos próximos meses, para transmitir a imagem de que a crise política foi superada.
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Para José Goldemberg a oportunidade do pré-sal deve ser aproveitada para que o País produza o próprio petróleo refinado

Para o professor José Goldemberg, o Brasil precisa construir suas próprias refinarias de petróleo, deixando de importar gasolina por não possuir infraestrutura adequada. “O pré-sal é uma realidade e o preço do petróleo caiu — é uma janela de oportunidade que o Brasil não deve perder”, afirma.

O colunista lembra que os biocombustíveis podem suprir parte da demanda no País com o incentivo ao uso do etanol, produzido a partir da cana-de-açúcar e do milho. Ainda assim, a quantidade de gasolina que se consome no Brasil é muito grande, e a produção interna de biodiesel continua tímida.
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Uma cidadezinha no noroeste da Alemanha, com apenas 7.200 habitantes, em um ambiente mais rural, tem um slogan nada modesto para o seu tamanho: se coloca como a cidade onde o futuro já chegou, ao menos do ponto de vista energético-climático. Saerbeck, na região de Nordrhein-Westphalen, é um desses exemplos de quando o poder público e a comunidade se juntam sob o mesmo objetivo.

Em nove anos, a cidade passou de quase zero para uma produção de energia a partir de fontes renováveis que hoje responde pelo dobro da necessidade local. Um parque de bioenergia produz a partir de turbinas eólicas, painéis solares e biogás da decomposição de resíduos. Casas e prédios colocaram tetos solares e um sistema central e integrado de aquecimento, movido com pallet de madeira, substituiu o uso de gás natural.

Imagem relacionadaA reportagem visitou a cidade em meio à 23.ª Conferência do Clima da ONU, realizada em Bonn, que fica a duas horas de Saerbeck, e encerrada ontem. Ali, a mudança começou em 2008, quando um concurso foi aberto na região em busca de projetos para desenvolver a "Municipalidade Climática do Futuro".

Saerbeck se empenhou em pensar em um plano de ação para zerar suas emissões de carbono até 2030 e ganhou a competição, com € 1 milhão de incentivo. "Analisamos onde estávamos, para onde queríamos ir, onde estaríamos no futuro e o que poderíamos fazer para aumentar a nossa fatia de renováveis.

As metas de zerar CO2 eram para 2030, mas já em 2013 alcançamos esse resultado ao menos no que se refere à eletricidade", conta o prefeito Wilfried Roos. Foi o pontapé para dar início a uma série de projetos pensados com a comunidade, que propôs ideias e participou das discussões e execução de cada um dos sete campos definidos. "O objetivo era fazer dos cidadãos parte do projeto."

Da munição ao sol

A população foi questionada, por exemplo, se teria interesse em ter a própria casa transformada em uma produtora de energia e funcionar com maior eficiência energética. Logo de início, 25% das famílias disseram que gostariam de participar. Entre 2009 e 2014, 440 unidades fotovoltaicas foram instaladas no telhado de casas, e também de escolas e fazendas. São quase 10 megawatts instalados, que respondem por 26% da produção de energia local, ou o suficiente para 2 mil famílias.

Outro trabalho criou uma central de aquecimento em um prédio público movido a pallets de madeira, obtidos a partir de árvores derrubadas em tempestades. Uma igreja e dois prédios comerciais se associaram à ideia e acabaram criando uma rede integrada de aquecimento de 700 metros que atende também a duas escolas, unidades esportivas e uma creche.

Para engajar ainda mais a população, há reuniões mensais. As crianças são envolvidas em projetos de educação ambiental em bases diárias, em que elas até aprendem a fazer cachorro-quente e muffins com o novo aquecimento, além de participarem da instalação dos painéis solares nas escolas.

Entre as linhas de atuação, a mais efetiva foi transformar um antigo campo de munições do Exército alemão em parque de bioenergia a 1,5 km da cidade. O local foi comprado com o prêmio de € 1 milhão. Parte da área de 900 mil metros foi remodelada para abrigar sete turbinas eólicas, cada uma com capacidade de gerar 3 megawatts.

Os antigos bunkers de munição foram adaptados para receber painéis solares, que juntos têm a capacidade de gerar, no pico, 5,7 megawatts (ou o necessário para abastecer 1.700 casas). O investimento total, de cerca de € 70 milhões, veio de cooperativas e empresas locais, mas também de aportes dos habitantes.

Como a energia produzida é muito maior do que a utilizada na cidade, ela é repassada para um grid regional, que retorna em descontos de impostos e pagamento de renda para a cidade. O valor também é reinvestido em projetos.

No total, a cidade aponta que houve redução das emissões per capita em 42%, passando de 9,6 toneladas de CO2 por habitante em 2010 para 5,5 toneladas em 2014. E o custo de energia caiu 16%. "Podemos ver que funciona e teve resultado imediato em um ano de funcionamento. É bom para o clima, mas também bom por reduzir custos", afirma Guido Wallraven, gerente dos projetos.
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O empresariado portuário se articula para tentar fazer profundas alterações na atual Lei dos Portos por meio de uma coalisão de associações, conforme Angelino Caputo, que assumiu recentemente como diretor-executivo da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra), durante sua participação no WebSummit Portogente 2017. A Lei 12.815/13 foi regulamentada pelo Decreto 8.033/13 e atualizada pelo decreto 9.048/17, publicado em maio deste ano.

Caputo, que já foi presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), acredita que a atual legislação, ao contrário da anterior, não foi construída com tanta participação da iniciativa privada e considera que a 12.815 não contempla aspectos do dia a dia do cais, apesar de alguns avanços em relação à abertura da movimentação de carga aos operadores privados.

O diretor disse que, após audiências públicas promovidas pelo Ministério dos Transportes para ouvir os operadores, entrou em vigor o Decreto 9.048, que aprimorou a legislação, como a mudança de prazos e outras facilidades às empresas. No entanto, as alterações ainda são insuficientes, segundo o mundo empresarial portuário. "Para fazer uma reforma mais profunda teria que ser feita uma revisão da própria lei. Mas isso envolveria uma participação do Congresso Nacional, que fica para um segundo momento. Estamos trabalhando, agora, numa parceria público-privada", informa Caputo.

Os segmentos empresariais são representados em associações que defendem seus interesses específicos, mas, segundo o Caputo, para levar as reivindicações conjuntas dos operadores para o governo, cinco entidades formaram uma coalisão integrando, além da Abtra, a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres de Uso Público (Abratec) e Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL).

“Essa coalisão tem debatido com o governo e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a modernização final dos instrumentos regulatórios para destravar investimentos”, afirma o diretor da Abtra.
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O Grupo CCR, por meio da BH Airport, concessionária do aeroporto internacional de Confins, entrou com um pedido de liminar no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão tomada pelo Ministério dos Transportes no mês passado de reativar o aeroporto de Pampulha para a operação de voos comerciais para todo país.

A disputa na Justiça resulta de um plano antigo da Infraero, dona de Pampulha, de retomar os voos comerciais a jato em seu aeroporto, que fica no certo de em Belo Horizonte. Esse plano vinha causando atrito desde o ano passado com seus sócios privados da BH Airport.

Confins foi concedido em 2014 com participação da Infraero de 49%. Os acionistas privados, Grupo CCR e Aeroporto de Zurich, têm 51%.

O terminal da Pampulha, que a partir de 2005 transferiu os voos de longa distância para Confins, ficou atuando apenas com aviação executiva e regional no Estado. Nele, só ficaram autorizados aviões menores.

A liberação de Pampulha é vista como contraditória porque, ao mesmo tempo em que favorece a Infraero no aeroporto central, a prejudica enquanto sócia de Confins.

"A possível operação simultânea dos aeroportos de Confins e Pampulha, além de ser comercialmente inviável, é também prejudicial ao Estado de Minas Gerais, uma vez que traz efeitos como a perda da conectividade aérea, a redução das opções de destinos ou eliminação dos voos internacionais partindo do Aeroporto Internacional", diz a CCR, sócia da BH Airport, em nota.

A empresa também aponta como prováveis resultados da reabertura de Pampulha "o aumento nos preços das passagens pela diminuição da competição entre as companhias aéreas e a consequente degradação na qualidade dos serviços prestados aos usuários".

A recente decisão de reativar Pampulha para voos comerciais contraria uma portaria anunciada pelo governo em maio, que enterrava o plano da Infraero de reabrir o aeroporto da Pampulha para tais voos.

A reviravolta recente foi parte do pacote prometido pelo presidente Michel Temer ao ex-deputado Valdemar Costa Neto em troca de votos do PR para derrubar a denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente na Câmara dos Deputados.
Resultado de imagem para noticias trec ho Parente fez a Petrobras

Quando o executivo carioca Pedro Parente assumiu a Petrobras, em maio de 2016, depois de passagens pela Bunge, pelo grupo RBS e por três ministérios do governo Fernando Henrique Cardoso, se espantou com o volume de dívidas vencendo no curto prazo. Ouviu de consultores que os juros estavam altos demais porque o mercado estava enxergando um calote da companhia para 2019. Em três anos, venceriam US$ 39 bilhões em dívidas. Havia US$ 20,4 bilhões a serem pagos apenas em 2019. Parente, de imediato, precisou renegociar os vencimentos.

Com o alongamento da dívida, o risco de não conseguir honrar os débitos sumiu do horizonte. A dívida vencendo em 2019 despencou para US$ 13 bilhões, e o pico de pagamentos deve acontecer apenas em 2022, com US$ 16 bilhões. Esse caso é uma prova de que o calvário da Petrobras está ficando para trás. Alguns números do balanço do terceiro trimestre, divulgado na segunda-feira 14, endossam essa tese.

A empresa reverteu prejuízo de R$ 16,46 bilhões, no mesmo período do ano passado, para um lucro líquido de R$ 266 milhões. O valor poderia ter sido ainda melhor, ao se descontar as perdas de R$ 3,36 bilhões com programas de regularização de débitos, contingências judiciais e baixas contábeis.

Crédito: Alexandre Brum

É consenso que a Petrobras, que, a partir da presidência de Dilma Rousseff, em 2010, passou a sofrer com constantes prejuízos e investigações de corrupção pela operação Lava Jato, está entrando num novo capítulo de sua história. Mesmo a preocupação maior, o alto endividamento da companhia, começa a dar trégua. Apesar de os R$ 359,4 bilhões de dívidas ainda assustar, já está R$ 90 bilhões menor do que o registrado ao fim do primeiro trimestre do ano passado, o último resultado antes da chegada de Parente para substituir Aldemir Bendini, hoje preso por cobrança de propina. “O auge do endividamento, em 2013, chegou a ser maior que a atual dívida de todos os Estados brasileiros, excluindo São Paulo”, disse Parente, durante uma palestra realizada da capital paulista, no início do mês.

Para trazer a companhia de volta aos eixos, Parente identificou quatro entraves que prejudicavam os resultados. E tratou de eliminá-los. “A Petrobras é uma empresa de controle estatal, mas é uma empresa”, afirmou. “Então, tem de estar orientada a resultados.” A primeira parte da estratégia foi praticar preços de mercado, alinhados com as cotações internacionais do petróleo. Assim, a companhia deixou de ser uma ferramenta de controle da inflação. “Precisamos ter um olho no mercado e outro na margem de lucro, diariamente”, disse Parente. Nos últimos quatro meses, a gasolina subiu 27%. Os aumentos diários, por sinal, estão deixando os donos de postos indignados.

Outros destaques do plano de Parente são a promoção de gastos eficientes e a busca do equilíbrio operacional. Na cartilha do executivo, o objetivo é reduzir o investimento, mas aumentar a produção. É a fórmula para ganhar produtividade, em especial, na exploração do pré-sal. O primeiro poço dessa camada ficou pronto em 330 dias de obras. Hoje, a empresa já consegue iniciar a produção em menos de 90 dias. “Isso permite um grande ganho econômico, já que para fazer a perfuração são usados equipamentos que custam até US$ 500 mil por dia”, afirmou Parente. A última ponta de sua estratégia é o plano de desinvestimento e de parcerias com outras empresas.

A Petrobras já negociou US$ 13,6 bilhões em ativos entre 2015 e 2016, e pretende acrescentar US$ 21 bilhões em vendas, no período entre 2017 e 2018. “A gestão de Parente continua surpreendente e o endividamento ainda vai cair mais, principalmente por conta das vendas de ativos”, diz Pedro Galdi, analista da corretora Magliano. “A abertura de capital da BR Distribuidora vai ajudar bastante a melhorar o caixa.” Originalmente, a ideia era vender a companhia de postos de distribuição, mas o plano atual prevê uma oferta secundária de ações, mantendo a Petrobras como controladora.


Ao mesmo tempo, Parente está desenvolvendo parcerias estratégicas para operar em alguns campos de exploração, com a Statoil, a Total, a BP e a chinesa CNPC. Isso foi possível com a alteração do marco regulatório, logo que Michel Temer assumiu a Presidência da República. A nova regra desobrigou a companhia de participar de todos os projetos do pré-sal. Mas, talvez nenhuma missão do executivo seja tão árdua e de influência de mais longo prazo do que a mudança cultural que está empreendendo. O objetivo é relegar ao passado o histórico estrondoso de casos de corrupção. “A Petrobras é conhecida pela cultura hierarquizada, e isso facilitou para acontecerem os problemas que vivemos”, disse Parente.

Cada gestor também terá a sua atuação mais restrita. Antes, um único diretor podia aprovar sozinho gastos vultosos. Foram criados, agora, comitês estatutários para definir os projetos de grande envergadura. Um canal de denúncias anônimas também foi aberto. E, além disso, ninguém mais pode assumir um cargo sem passar por uma investigação de integridade. Por fim, foram desmontados o que Parente chama de “silos fechados”. Alguns departamentos possuíam áreas próprias de comunicação, jurídica e de compras. O novo modelo prevê a integração e sinergia dos departamentos. Mas os desafios não acabaram. “Devido aos problemas que enfrentamos, há um receio da média gerência em tomar decisões”, reconhece o executivo.

E esse não é o menor dos obstáculos. Na segunda-feira 13, os fundos de pensão Previ e Funcef se juntaram ao Petros num pedido de arbitragem pela B3. Eles exigem indenização por parte da Petrobras pelos prejuízos causados pelo envolvimento da estatal na corrupção investigada pela Lava Jato. Com esse movimento, outros investidores devem seguir a mesma estratégia. Apenas o Petros, o fundo da própria estatal, calcula que teria até R$ 7 bilhões a receber. Já são 320 adesões à arbitragem, incluindo fundos e investidores individuais.

Essa situação pode reproduzir no Brasil o cenário de ação coletiva que a Petrobras enfrenta por parte de investidores americanos. “Isso caminha para obrigar a empresa a fechar um acordo, como fez nos EUA, como forma de evitar que o problema se estenda por anos”, diz Galdi, da Magliano. Nos EUA, a companhia se comprometeu a pagar US$ 448 milhões para encerrar 21 ações individuais. Como se vê pelos altos valores que envolvem a empresa, os desafios serão sempre de grande porte. Mas já é possível olhar para o futuro com otimismo.

“A situação da dívida e do clima organizacional era dramática”, disse Parente. “Ainda temos muito a fazer. A dívida ainda é muito grande, mas certamente já temos esforços reconhecidos pelo mercado. Estamos recuperando a saúde financeira e a nossa reputação.”


Por Carlos Eduardo Valim
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A Ecovix enviou uma proposta para a Petrobras há um mês buscando uma solução para a Plataforma P-71. O acordo foi encaminhado ao então Diretor Executivo de Desenvolvimento de Produção e Tecnologia da Petrobras, Roberto Moro, que entregou o cargo na última quinta-feira (16). O objetivo era para salvar o casco da Plataforma P-71, que está pronta no Estaleiro em Rio Grande, mas já vendida como sucata para a Gerdau.

A proposta foi enviada no dia 10 de outubro pelo próprio presidente da Ecovix, Christiano Bastos Morales. O que está sendo colocado à mesa pela Ecovix tem uma lógica bastante interessante. O Estaleiro está tomado pelas chapas já cortadas de dois FPSOs prontos para serem montados, a P-71 e a P-72.

A Ecovix propõe ficar com a P-71, fazer as correções necessárias e montar sozinha ou em parceria com outro estaleiro para vender no mercado ou mesmo para Petrobras, que acabou de anunciar que irá encomendar mais três plataformas. Uma decisão positiva da Petrobrás representará a contratação de mais de mil trabalhadores. Se for negativa, resultará em centenas de demissões até o dia 6 de janeiro de 2018 – praticamente, o fim do polo naval da região.

Neste momento, o sucateamento continua embargado pela Justiça até que tudo seja esclarecido. O Sindicato dos Metalúrgicos local, presidido por Benito Gonçalves, continua mobilizado fazendo manifestações quase que diariamente em prol da possibilidade de novas contratações aos estaleiros locais e, com isso, evitando a morte do polo naval de Rio Grande.  Já foram cortadas 40 toneladas da P-72, mas elas não saíram do estaleiro para a Gerdau, que comprou as peças sucateadas. Benito Gonçalves estava tentando uma audiência com Roberto Moro e agora terá que manter entendimentos com o novo diretor, Hugo Repsold,  em busca de uma resposta positiva  para a situação do estaleiro e dos empregos locais.

Como o Petronotícias noticiou, a decisão de vender as duas plataformas que estavam esperando para serem montadas, teria sido por um erro no projeto das duas plataformas. A venda de todas as peças dará fim a rastreabilidade dos projetos errados desde o início. Esta espécie de limpeza de “arquivo” teria sido o motivo real de se colocar a venda em leilão dos dois navios inteiros, sem qualquer explicação aceitável ou plausível. Os projetos foram feitos por uma empresa alemã, sob a responsabilidade da própria Ecovix, com ajuda, em algumas partes, do CENPES. Conforme apurou o Petronotícias, foram concebidos com erros nos cálculos em avaria (casos de colisões), que comprometeriam a estabilidade das embarcações. Este é um segredo guardado a sete chaves dentro da companhia estatal.

O Petronotícias teve acesso a carta enviada pela Ecovix e reproduz algumas partes da proposta enviada. A princípio, a empresa lembra do acordo assinado entre as parte encontrar uma solução:

A Plataforma P-71 representa hoje um forte obstáculo a própria utilização do estaleiro, porquanto se tem cerca de 35 mil toneladas de blocos espalhados no dique seco e nas áreas adjacentes. Dentro deste contexto, a Ecovix realizou um estudo para o aproveitamento econômico das estruturas, o qual foi recusado pela Petrobrás, que determinou o sucateamento desses materiais.

As circunstâncias da postura adotada pela Petrobras até o presente convergem para as seguintes consequências práticas e financeiras:

A Petrobras terá que aplicar cerca de R$ 107 milhões para regularizar a P-71 junto a Receita Federal do Brasil, com pagamento de taxas, tributos, etc.

Para a Ecovix realizar o sucateamento dos bloco, serão necessários 12 meses de trabalho e cerca de R$ 17 milhões previstos nas rubricas do descarte e com movimentação de cargas, tendo em vista as dimensões enormes dos 270 blocos que seriam removidos e sucateados.

Assim sendo, a venda estimada do material sucateado distribuído na proporção de 80 % para a Petrobras e 20 % para a Ecovix, resultará a preços vigentes, em R$ 12 milhões para a Petrobras e R$ 3,2 milhões para Ecovix ( números aproximados).

Tal situação representa uma perda líquida para a Petrobras de quase R$ 125 milhões, sem qualquer aproveitamento econômico ou lógico.

Assim sendo, no intuito de encontrar uma saída para o problema, a Ecovix vem a propor a Petrobráas a seguinte solução:

A Ecovix aplicaria os recursos que seriam gastos pela Petrobrás, R$ 125 milhões, em impostos e sucateamento, diretamente na execução da solda dos blocos e colocaria o casco da P-71 em condições de flutuar e de ser rebocado, aliviando desta forma o estaleiro;

Essa possibilidade, além de evitar o desperdício financeiro, geraria cerca de mil empregos por um período d 13 meses na região de Rio Grande-RS que, como se sabe, foi severamente afetada pela crise e atualmente é extremamente carente de empregos e fluxo financeiro.

A Ecovix seria a única proprietária do casco e a ela caberia vender e exportar o casco e, em último caso, será a única responsável por qualquer recolhimento de impostos de importação, se fosse o caso;
Caberia, neste cenário, à Ecovix repagar a Petrobras o valor que ela teria na recuperação de venda de sucata, estimado em R$ 12 milhões, em forma a ser definida entre as partes. O beneficio financeiro seria exatamente o mesmo se a Petrobrás decidisse por manter a postura de venda de tais materiais como sucata.

Desta forma será dada uma oportunidade para que a Ecovix conclua ou venda este casco, mesmo que incompleto no mercado ou se asso a outro estaleiro para a conclusão, tendo em vista outras necessidades na área do pré-sal.

Entendemos que esta solução traz as seguintes vantagens:

Gera emprego útil;
Limpa a área do estaleiro;
Possibilita a continuidade da plataforma;
Não traz gasto adicional para a Petrobras;
Da alguma continuidade útil ao estaleiro, mantendo alguns profissionais”
Os governadores do Espírito Santo, Paulo Hartung, e do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, se reuniram na tarde da última terça-feira (14) com o presidente da República, Michel Temer, para defender a criação de uma ligação ferroviária entre os dois estados. Durante o encontro, Temer acolheu o pleito em demanda, que já está em análise pelos órgãos federais competentes. O encontro foi realizado no Palácio do Planalto, em Brasília.

Além de Hartung e Pezão, também participaram os representantes das bancada federal do Rio e Espírito Santo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia e o deputado Federal,  Lelo Coimbra, respectivamente. O governador Paulo Hartung destaca que foi uma audiência satisfatória com boas perspectivas e que a expectativa é que a decisão do governo federal seja comunicada nos primeiros meses de 2018.

A concessão da ferrovia Vitória-Minas, controlada pela Vale, tem validade até 2026. A negociação para a renovação da concessão da malha ferroviária está em trâmite no governo federal na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Além disso, também tramita na ANTT uma solicitação da concessionária MRS para renovar a concessão da ferrovia que liga o Rio de Janeiro e Minas Gerais.

“Nossa reunião com o presidente foi para reforçar o interesse dos governadores de que os recursos utilizados pelas concessionárias para renovação das concessões das ferrovias no Espírito Santo e no Rio de Janeiro sejam aplicados nos próprios estados. Assim, viabilizariam a construção de um trecho saindo do RJ para o ES e de outro saindo do ES para o RJ - com uma vantagem que do lado capixaba teríamos a malha ferroviária Vitória-Minas conectada neste novo projeto. Neste cenário, o trecho restante para conectar os dois estados será mais atraente para despertar participação da iniciativa privada”, explica Hartung.

A reunião com o presidente sucede um ato público realizado na última semana, no Porto de Açu, em São João da Barra (RJ), onde capixabas e fluminenses definiram a ferrovia como fator logístico estratégico para desenvolver a área litorânea da Região Sudeste do país. Em carta pública assinada pelos governadores, é solicitado prioridade na construção da ligação ferroviária e que seja considerado o uso de recursos oriundos de prorrogações das concessões ferroviárias.

Logística

A ligação ferroviária entre Rio de Janeiro e Espírito Santo é uma obra importante para o desenvolvimento nacional. A ferrovia interligará os principais terminais portuários privados existentes ao longo da costa – com destaque para o Porto do Açu e para o Porto Central –, constituindo uma alternativa logística para o escoamento de cargas originadas do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil, dentre as quais produtos manufaturados e commodities agrícolas e minerais.

O investimento na ferrovia é importante para aumentar a competitividade do transporte de produtos petroquímicos, minério de ferro, grãos, siderúrgicos, entre outros, com redução do custo logístico de transporte e melhor o escoamento e comercialização de produtos nos mercados interno e externo.
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O desembarque recente dos chineses no setor portuário brasileiro – em setembro o grupo China Merchants Port comprou 90% do Terminal de Contêineres de Paranaguá por R$ 2,9 bilhões – não assusta à primeira vista os investidores do Porto Itapoá, principal concorrente na região Sul para exportação de contêineres reefers (frigorificados). Dois itens do agronegócio de grande volume e receita, frango e madeira, são especialidade dos portos vizinhos.

O porto catarinense também tem sócios pesos-pesados – entre eles a operadora global Hamburg-Süd e o grupo Batistella – que, no momento, injetam R$ 350 milhões para ampliar a capacidade do terminal e veem a chegada dos chineses como uma confirmação do potencial do negócio de contêineres no Brasil.

“Enquanto o PIB mundial cresce a taxa de 2% ao ano, o crescimento do setor de contêineres é o dobro disso. Não consideramos os chineses novos concorrentes, porque o TCP é um player que já participa do mercado. A chegada de competidores de fora mostra que o Brasil tem um grande potencial e muito a desenvolver nesse setor”, avalia Cássio José Schreiner, diretor-presidente do Porto Itapoá.

Segundo o executivo, Itapoá trabalha para quadruplicar até 2026 a capacidade atual de movimentação de 500 mil TEUs por ano (TEU é um contêiner de 20 pés que comporta cerca de 22 mil quilos). Na primeira etapa, até junho de 2018, a meta é ampliar para 1,2 milhão de TEUs/ano.

O projeto em andamento inclui aumento do pátio, de 150 mil m2 para 450 mil m2, e expansão do píer, de 630 para 1200 metros. No novo píer, os dois berços de atracação de navios de 315 metros vão dar lugar a três berços, cada um com 400 metros (veja fotomontagem abaixo).

Gestão digital

Além da expansão física, iniciada em novembro de 2016, o terminal vai passar por uma reengenharia de gestão e será a primeira empresa de Santa Catarina a implantar a nova plataforma de integração de processos da multinacional alemã SAP. O porto aposta na otimização prometida pela SAP S/4HANA para dar o salto na capacidade de movimentação sem precisar aumentar a mão de obra administrativa.

“O que a plataforma digital faz é criar um banco de dados com informação online e em tempo real, que pode ser usada a qualquer momento para a tomada estratégica de decisões. Uma pessoa faz cinco lançamentos com apenas um comando, em vez de cinco pessoas fazendo vários lançamentos em diferentes processos. Com essa simplificação, você libera quatro pessoas para o trabalho de inteligência, para descobrir como encontrar soluções para o negócio junto com o cliente, e não apenas executando o trabalho operacional repetitivo que a gente costuma chamar de cara-crachá”, diz Almir Meinerz, presidente da SPRO IT Solutions, empresa que implantará a ferramenta de gestão no porto.

Essa integração de dados e processos é fundamental para o complexo trabalho portuário, que envolve milhares de informações sobre manejo de contêineres, carregamento e descarregamento de navios, contratos com fornecedores e clientes de diferentes países.

Cássio Schreiner diz que a ideia é eliminar pelo menos 80% das 500 planilhas manuais e eletrônicas utilizadas atualmente no porto. “Passaremos a ter processos integrados, desde o fechamento de uma negociação até o recebimento dos recursos pelo serviço prestado. Estamos falando de ganho de produtividade e de eficiência””, afirma o executivo.

Sexto maior terminal de contêineres do país, com 700 funcionários, o Porto de Itapoá espera subir várias posições no ranking já em 2018, quando concluir a primeira fase de expansão. “Daremos um salto de capacidade e vamos buscar preencher essa capacidade. Claro, vai depender do aquecimento da economia e da demanda do mercado, mas, se queremos ser um terminal de ponta, não podemos ficar esperando”, resume Schreiner.

Os investimentos na infraestrutura portuária do Sul do país são uma boa notícia para o agronegócio, segundo a Federação da Agricultura do Paraná (FAEP). “Para os produtores rurais, não importa muito se o investimento é em Paranaguá, Itapoá ou Navegantes: quanto mais disponibilidade para o transporte marítimo, quanto mais barato for o frete, melhor” , avalia Nilson Hanke Camargo, assessor de logística da federação.

Conteinerização

O  Porto Itapoá embarcou no fenômeno da “conteinerização” dos grãos, novidade de dois anos atrás em Paranaguá e solução logística adotada largamente pelo Paraguai. No primeiro trimestre, no pico do escoamento da safra, Itapoá chegou a embarcar mais de 1.000 contêineres de soja por mês, o equivalente a 22 mil toneladas. Segundo a administração do porto, os clientes compram em volume menor, mas são recorrentes porque encontraram nos contêineres uma forma de pagar menos do que o valor cobrado lá fora pelos grandes traders.

“Com a crise de dois anos atrás, havia grande disponibilidade de contêineres no Brasil. Para não voltarem vazios para a Ásia e a Europa, a opção foi carregá-los com grãos. É uma tendência, nunca vai substituir os navios graneleiros, mas é uma opção”, avalia Nilson Camargo.

Outra oportunidade de expansão dos terminais de contêineres está no transporte por cabotagem, cada vez mais procurado por causa dos altos custos rodoviários. O que dificulta, segundo Cássio Schreiner, é a regulamentação do transporte marítimo na costa brasileira, ainda tratado com praticamente a mesma burocracia do processo de exportação. “Ao se flexibilizarem essas regras, teremos um potencial muito grande na cabotagem de contêineres”.
Resultado de imagem para MP do Petróleo rende prêmio 'Fóssil do Dia' ao Brasil na COP do Clima

No mesmo dia em que o governo brasileiro se ofereceu para ser a sede da 25.ª Conferência do Clima da ONU, em 2019, o país recebeu uma honraria indesejada pelos países durante as negociações climáticas: o "Fóssil do Dia". O "prêmio" é dado pela Climate Action Network, uma rede de ONGs ambientalistas, para os países que ou estão atravancando as conversas na conferência ou não tomando internamente as ações necessárias para o combate às mudanças climáticas.

Para o grupo, a discussão no Congresso brasileiro da Medida Provisória 795, que prevê uma extensão de subsídios à indústria de petróleo e gás, se encaixa nesse critério. "O fóssil de hoje vai para o Brasil, por propor um projeto de lei que poderia dar às companhias de petróleo US$ 300 bilhões em subsídios para perfurar suas reservas offshore", explicaram.

O número vem de uma análise da assessoria legislativa da Câmara, que calculou que o governo renunciaria a cerca de R$ 1 trilhão apenas com o pré-sal ao longo de 25 anos. A MP, enviada pelo presidente Michel Temer em regime de urgência, já foi aprovada em comissão especial do Congresso criada para avaliá-la e agora precisa passar pelos plenários.

Em mensagem lida durante a "premiação", os ambientalistas ironizaram sobre a taxa de aprovação pública do presidente. "É de 3%, aproximadamente, a mesma que a margem de erro das pesquisas. Mas certamente, as grandes empresas de petróleo têm uma opinião sobre ele melhor do que os eleitores brasileiros", disseram."O objetivo da medida é acelerar o desenvolvimento da camada de pré-sal ultraprofunda, uma reserva do petróleo offshore que se pensa conter 176 bilhões de barris recuperáveis. Se esse óleo fosse queimado, o Brasil sozinho consumiria 18% do orçamento de carbono restante para (o planeta aquecer) 1,5°C, acabando com nossas chances de afastar o mundo de uma catástrofe climática", continuaram. E concluem: "O engraçado é que o governo brasileiro parece estar totalmente ciente de que está cometendo uma falta. Como um funcionário do governo disse com franqueza, \'o mundo está indo em direção a uma economia de baixo carbono. Haverá petróleo no chão, e esperamos que não seja nosso\'".

O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, que lidera a delegação brasileira e representa o governo brasileiro na COP, não comentou sobre o prêmio. Mas na segunda-feira, em reunião com a sociedade civil presente ao evento, ele já tinha demonstrado desconforto com a MP, que ele disse considerar um "absurdo completo". "Eu fui surpreendido também, nem sabia dessa MP. Acho que a maioria não sabia. Está há dois meses no Congresso e só agora que foi tornada pública", comentou. "É uma iniciativa do Ministério da Fazenda, só tem assinatura do ministro da Fazenda, e lógico que me deixou perplexo. Estava na pauta para ser votado na semana passada. Logo que eu soube, liguei para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e disse que era inaceitável, que iria responsabilizar o Congresso", afirmou na conversa.

"É um prêmio merecido. Vai contra o que o país vem dizendo aqui na COP de que está comprometido com o combate às mudanças climáticas. Mas em vez de anunciar investimentos em renováveis, em transporte público, carro elétrico, está em casa, como se tivesse surtado, defendendo fóssil", afirmou André Ferretti, da Fundação Grupo Boticário e do Observatório do Clima. "E justo no dia que o Brasil anunciou a candidatura e é a Proclamação da República", complementou.

COP 25

O ministro Sarney Filho havia entregue mais cedo uma submissão à secretária executiva da Convenção do Clima da ONU (UNFCCC), Patrícia Espinosa, oferecendo o país como sede para a COP de 2019. "O Brasil tem uma longa história de construção de pontes entre países, e espera continuar essa tradição", afirmou o ministro, de acordo com sua assessoria de imprensa. "A COP 25 será um marco importante na preparação para a implementação do Acordo de Paris, e o Brasil tem o prazer de se disponibilizar para sediar este importante evento."

Pelo sistema de rotação das conferências estabelecido pela Convenção do Clima da ONU, a cada ano ela deve ocorrer em um continente diferente. No ano passado foi na África (Marrakesh). Neste ano é na Alemanha, mas a presidência é de Fiji, pequena ilha do Pacífico. No ano que vem volta para a Europa, com a Polônia na presidência, e em 2019 deverá ser na América Latina.

A última vez que o continente recebeu uma COP foi em 2014, em Lima (Peru). O Brasil nunca recebeu a cúpula, mas foi a sede de duas conferências de desenvolvimento sustentável da ONU, a Rio 92 e a Rio+20.
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No momento em que se promete a retomada e conclusão de obras de infraestrutura para enfrentar a precariedade da logística nacional, o governo mantém, há sete anos, duas eclusas bilionárias completamente inutilizadas, estruturas que poderiam transformar a realidade do escoamento de cargas pela Região Norte do País, mas que hoje só produzem prejuízos milionários aos cofres públicos.

Em novembro de 2010, foram inauguradas as duas eclusas de Tucuruí, no Pará, estruturas formadas por um canal e elevadores de água para vencer grandes desníveis e propiciar a subida e descida de embarcações. A obra foi entregue depois de mais de 30 anos de trabalhos, de paralisações e investimentos que, em preços da época, consumiram mais de R$ 1,66 bilhão.

Erguidas na barragem da hidrelétrica de Tucuruí, as estruturas prometiam tornar viável uma hidrovia de mais de 500 quilômetros de extensão no Rio Tocantins, ligando Marabá ao porto paraense de Vila do Conde, em Barcarena.

Não era segredo, porém, que, para que essa navegação se concretizasse, era preciso retirar uma corredeira de 43 quilômetros de pedras do rio, o chamado “Pedral do Lourenço”, localizado acima da barragem. As pedras impedem a passagem das embarcações nos períodos de seca, por pelo menos cinco meses do ano. Nada foi feito.

O resultado é que, sete anos depois, em vez de eficiência logística, o que se produz é um enorme prejuízo. São pelo menos R$ 3,6 milhões por ano de gastos na manutenção de uma estrutura paralisada. De 2010 para cá, R$ 25,2 milhões já foram gastos.

E mais prejuízo está a caminho. Pelo cronograma atual do governo, a retirada do pedral só deverá se concretizar em 2022, isso se não ocorrer mais nenhum imprevisto. Serão mais cinco anos sem operação, elevando perdas a R$ 43,2 milhões.

Carga

A capacidade de transporte de cargas pela hidrovia, a partir da operação total das eclusas, é estimada em até 40 milhões de toneladas por ano. Até hoje, no entanto, passaram pelo canal algumas poucas embarcações, que carregavam algo em torno de 150 mil toneladas, menos de 0,5% de seu potencial.

Desde o ano passado, apurou a reportagem, está vencido o contrato de manutenção que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), responsável pelas eclusas, mantinha com a Eletronorte, subsidiária da Eletrobrás que administra a hidrelétrica de Tucuruí e as eclusas. O Dnit chegou a atrasar pagamentos devidos à Eletronorte e hoje acumula dívida perto de R$ 5 milhões com a estatal.

Entre 2010 e 2015, o Dnit tentou licitar a retirada do pedral. Foram três licitações fracassadas, por causa de uma série de questionamentos sobre preços e erros técnicos, até que, finalmente, foi contratada, em fevereiro de 2016, a empresa DTA Engenharia, por R$ 520,6 milhões.

Cabe a essa empresa fazer o processo de licenciamento ambiental do projeto e retirar as pedras do rio. Até hoje, porém, praticamente nada avançou.

Bichos

Passados quase dois anos da assinatura do contrato, a empresa conseguiu com o Ibama, em agosto deste ano, uma “autorização de captura, coleta e transporte de material biológico (Abio)”. Na prática, é apenas uma liberação para estudar bichos, peixes e plantas da região, uma fase embrionária do processo de licenciamento.

“Temos buscado todo tipo de apoio possível para tentar acelerar esse prazo. A hidrovia é um processo irreversível e temos que usá-la. Não tem como abrirmos mão disso”, disse o ministro da Integração, Helder Barbalho, que é do Pará e tem interesses políticos no projeto.

Em 1981, foram iniciadas as obras da primeira eclusa, que foram paralisadas em 1989. Em 1998, o Ministério dos Transportes retomou o projeto, mas ele voltou a parar em 2004.

Em 2006, as obras foram retomadas, sendo concluídas em 2010. Entre a construção da hidrelétrica de Tucuruí e de suas eclusas, passaram-se quase 30 anos. Agora, entre a conclusão das eclusas e a retirada do pedral, serão pelo menos 12 anos.

A relevância do projeto fica mais clara quando se verifica seu impacto na matriz de transportes do País. Os dados do Dnit apontam que apenas um comboio médio de 150 metros de comprimento, com capacidade de carregar 6 mil toneladas, tiraria das estradas 172 carretas de 35 toneladas de capacidade. As hidrovias, no entanto, não contribuem sequer com 5% do transporte nacional de cargas.

Troca da acusações

O licenciamento ambiental é apontado, mais uma vez, como o vilão do projeto de infraestrutura. A demora em iniciar as obras de retirada das pedras (derrocamento, no termo técnico) no Rio Tocantins está atrelada, segundo o Dnit, à demora do Ibama em liberar as autorizações ambientais.

O órgão ligado ao Ministério dos Transportes declarou que a autorização para estudar espécies de fauna e flora da região “causou atraso significativo no cronograma da obra, pois estava prevista para agosto de 2016 e só foi obtida em agosto de 2017”, um ano depois. A empresa DTA Engenharia, responsável pelos estudos e obras, não quis comentar o assunto.

Somente com essa autorização é que a empresa pode fazer o estudo de impacto ambiental, para então requerer a licença prévia, que atesta a viabilidade das obras e, depois, a licença de instalação, que autoriza o início efetivo das intervenções.

O Ibama reagiu e culpou o Dnit por enviar estudos deficientes. O prazo para emissão da autorização, declarou, “foi decorrente da falta de informações apresentadas pelo empreendedor ao Ibama, o que resultou em diversos pedidos de complementação e esclarecimentos”.

Segundo o órgão ambiental, a emissão só ocorreu após três revisões técnicas. “Após a emissão, o Dnit solicitou retificação da autorização, o que demandou mais duas análises, por incompletudes ou necessidade de esclarecimentos. Portanto, os atrasos são de responsabilidade do empreendedor.”
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O Tribunal de Contas da União (TCU) calcula que as obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) geraram prejuízo de US$ 12,5 bilhões à Petrobras. A perda foi provocada especialmente por “gestão temerária” dos administradores da estatal que aprovaram o avanço da construção do empreendimento que se mostrou “inviável economicamente”.

O ministro Vital do Rêgo disse que a investigação sobre a construção do complexo indicou “ocorrência de gestão temerária do Comperj, caracterizada por decisões desprovidas das cautelas que seriam necessárias ou razoáveis”. Essa gestão permitiu o avanço de um empreendimento “inviável economicamente”, o que resultou em “prejuízo bilionário à Petrobras”, cita o voto.

A estimativa de perda citada pelo ministro inclui dano de cerca de US$ 9,5 bilhões decorrentes especificamente da “gestão temerária” dos responsáveis na estatal.

A auditoria que chegou ao prejuízo teve como objetivo “avaliar a regularidade da gestão das obras do empreendimento, diante dos significativos incrementos de custo e prazo observados”. O ministro cita ainda que houve “falta de clareza na divulgação dos custos envolvidos” no empreendimento.

O trabalho do TCU aponta três momentos de decisão “não regular” dos responsáveis. O primeiro foi a aprovação, pela diretoria executiva da Petrobras, do projeto de Unidade Petroquímica Básica do Comperj sem definição do projeto conceitual. As obras avançaram mesmo com a análise de risco que indicava probabilidade de fracasso. “O resultado da simulação de risco realizada apontava que a chance de conclusão das unidades de processo no prazo previsto (julho/2013) era de somente 5%”, cita o documento.

Outra decisão questionada pelo TCU foi a aprovação da fase III do Projeto Refinaria Trem 1. O projeto foi transformado em um programa integrado que englobava três fases distintas. Nesse caso, o TCU aponta que não havia estudo mostrando a viabilidade econômica do programa integrado, além de parte desse projeto só contar, na época, com estudos em maturação.

Vital do Rêgo aponta para a demora da Petrobras em reavaliar o projeto para tentar corrigir o erro. O voto do ministro cita “demora para o início da reavaliação do projeto, mesmo diante da evidente existência das condições desfavoráveis”.

O voto do ministro sugere inabilitação dos responsáveis para exercício de cargo em comissão ou função de confiança na administração pública. Além disso, Vita do Rêgo sugere “a indisponibilidade, cautelar, de seus bens relacionados, visando assim garantir a máxima eficácia de eventual decisão de mérito que os condene em débito”.

Ressarcimento

 A Petrobras reafirmou em nota que “é vítima” no processo de construção do Comperj. Diante da perda, a estatal promete buscar “ressarcimentos na esfera civil”.

A empresa diz que adotou novas medidas da governança e conformidade em 2015, como “a revisão das normas e procedimentos para a gestão de projetos de investimento e contratação de bens e serviços”. “As regras atuais vedam a aprovação de investimentos por um único gestor e exigem a análise prévia dessas propostas por um comitê técnico em que os participantes respondem pessoalmente pelas recomendações feitas à diretoria”, explica a Petrobras.
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No município de Santa Inês, a 250 km de São Luis (MA), está localizado um dos mais novos canteiros de obras da Construcap. No local está sendo construída uma oficina de manutenção de máquinas de via do Pátio 14 da Estrada de Ferro Carajás, que liga a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA). A obra é contratada pela Vale S.A.

Ryu Bokyoung tem certeza de que consegue executar qualquer trabalho feito por homens na enorme refinaria de Ulsan, na Coreia do Sul, inclusive escalar torres de aço de 100 metros de altura e virar a noite fazendo reparos na planta. Os desafios enfrentados por ser mulher no setor de petróleo, tradicionalmente dominado pelos homens, nunca foram impedimento.

Mas ela teme que isso mude quando ela tiver um bebê.

Resultado de imagem para Ryu BokyoungRecém-casada, a engenheira de 28 anos agora estuda opções para quando tiver filhos. Será inevitável tirar licença, devido à preocupação de segurança em relação a uma grávida no que diz respeito a escalar torres e a dificuldade de ficar longe do bebê a noite toda.

"Se fosse homem, não teria que me preocupar com essas coisas", disse Ryu, que entrou na SK Innovation, a principal empresa de refino do país, em 2012.

Mulheres como Ryu são pioneiras em um setor em que cerca de 80 por cento da força de trabalho global é masculina e os banheiros femininos são uma adição relativamente nova em algumas refinarias. Mas no rescaldo do colapso dos preços do petróleo, que começou há três anos, as grandes petroleiras estão redefinindo seu modelo de negócios e percebendo que contratar e manter mais mulheres é algo que aumentaria a rentabilidade.

As empresas da Ásia, retardatária em relação a outras regiões em diversidade de gênero, agora estão recuperando o atraso. A SK e a japonesa Showa Shell Sekiyu, por exemplo, estão focando mais em funcionárias mulheres.

"As mulheres são sub-representadas no setor de petróleo e gás em geral e a Ásia não é exceção", disse Katharina Rick, sócia da Boston Consulting Group e coautora de um relatório sobre promoção do equilíbrio entre gêneros no setor de petróleo e gás. "O setor fez várias tentativas desde o fim da década de 1980 para se transformar em um ambiente de trabalho mais inclusivo, mas os números não aumentaram tão rapidamente quanto em outros setores."

As mulheres representam apenas 22 por cento da força de trabalho no setor de petróleo e gás, uma das menores proporções entre os principais setores, segundo o relatório da BCG. Apenas o setor da construção tem classificação menor, com uma representação feminina de 11 por cento. O setor financeiro tem uma proporção de 39 por cento, enquanto a saúde e o trabalho social têm 60 por cento de participação feminina.

As mulheres representam cerca de 30 por cento da força de trabalho nas grandes empresas multinacionais de petróleo, como a Exxon Mobil, dos EUA, e a BP, do Reino Unido, mas a proporção cai para menos de 10 por cento em muitas grandes empresas asiáticas de refino, como a indiana Reliance Industries, a sul-coreana S-Oil e a japonesa Idemitsu Kosan, segundo dados.

Uma das proporções relativamente melhores da região pode ser encontrada na Showa Shell, empresa em que cerca de 24 por cento dos funcionários são mulheres. Com raízes na Royal Dutch Shell, com sede em Haia, a empresa vem buscando aumentar o número de funcionárias nos últimos 20 anos a pedido da sua antiga empresa controladora europeia. Alguns números mostram sucesso: pela primeira vez neste ano a companhia contratou mais mulheres com diploma do Ensino Superior do que homens. Contudo, o conselho de administração, com oito cadeiras, conta com apenas uma mulher.
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Nos próximos dias 22 e 23 de novembro a Sociedade Brasileira de Engenharia Naval (Sobena) realiza no Rio de Janeiro o 11º Seminário de Sustentabilidade e Meio Ambiente Marinho. 

Serão seis painéis: Inovações na Prevenção e Resposta a Derramamentos de Óleo no Mar, Questões Ambientais no Descomissionamento, Licenciamento Ambiental no Setor Petróleo e Gás, Água de Lastro e Bioinvasão, Gerenciamento de Resíduos e Efluentes nas Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás e Mudanças Climáticas no Setor Petróleo e Gás.  Ao longo dos dois dias do evento, 20 palestrantes debaterão sobre temas ambientais de grande relevância para o setores naval e offshore do país.

Mais informações estão disponíveis em www.sobena.org.br
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Depois do auge, seguidos anos amargando estagnação. Agora, porém, o setor de óleo e gás dá início a um novo capítulo que movimentará o mercado de trabalho no Rio, incluindo profissionais da área e de outros nichos atrelados a ela. Segundo o secretário-executivo de exploração e produção do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Antonio Guimarães, a expectativa é de que até 2020 surjam mais de 500 mil oportunidades diretas e indiretas no setor.

A oferta e as contratações, entretanto, não serão imediatas, mas gradativas, assim como o processo de exploração e produção de petróleo. As vagas, funções e locais de trabalho vão variar conforme as etapas desta retomada. Em curto e médio prazos, as oportunidades serão voltadas mais para cargos administrativos — que vão desde limpeza e finanças a marketing, por exemplo — e de pesquisa, como geógrafos e geofísicos, para avaliar estruturas e composições das áreas a serem exploradas.

Tais oportunidades são resultado da retomada do calendário de leilões, incluindo campos do pré-sal. No último, em outubro, de oito ofertados, seis foram vendidos. E para o primeiro semestre do próximo ano, mais dois leilões estão previstos.

— O Brasil tinha leilão todo ano até 2008, e aí ficou com hiato grande depois disso. O de agora deu visibilidade, principalmente no aspecto regulatório, mas também para destacar que o Brasil é um dos grandes produtores de petróleo no mundo. E que, para isso, teremos que ter um grande contingente de pessoas — afirma Antonio Guimarães.

Além da agenda de leilões, algumas mudanças na área, especialmente as regulatórias — como a decisão de a Petrobras não ser mais a única operadora, e regras na política de conteúdo local menos protecionistas chamaram novamente a atenção de investidores.

Segundo Alessandra Simões, da UpHill Executive, que recruta executivos desta área, as empresas, tanto locais quanto internacionais, já estão se movimentando. Nesse momento, diz, há chances para as áreas sísmica e pipeline (tubulação e gasodutos). E, mais adiante, em 2018, será a vez de chances para engenheiros, especialmente os de áreas correlatas.

— A agenda de rodadas, entre outros fatores, ajudou a desestagnar a indústria. As empresas já estão recrutando para a área sísmica em diferentes níveis, de técnico a diretor. Eles vêm num primeiro momento, para depois compor o restante da equipe — reforça Alessandra.

Guimarães ainda destaca que, além das oportunidades oriundas das mudanças e dos leilões, há outras que podem surgir em decorrência do petróleo já descoberto, em que a produção pode começar a qualquer momento. Sobre as regiões de atuação no Estado, ele explica:

— No Rio, as oportunidades são para as sedes administrativas. Na região de Macaé, onde as prestadoras de serviço operam, é mais técnica. Já em Niterói, o negócio é a construção naval. Cada lugar tem um tipo de oportunidade.

Ele cita outras particularidades da área:

— O setor de petróleo paga acima da média das indústrias, por causa da especialidade técnica, que é muito maior. Esse profissional é mais difícil de ter e, por isso, melhor remunerado.

Acreditando que o Rio é o melhor lugar para investir na área de petróleo, Diego Pereira Dias, 33, e Izadora Madrid, 20, resolveram sair de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, respectivamente, para estudar, trabalhar e investir no setor aqui. Os dois frequentam a UFRJ — ela como estudante de engenharia do petróleo e ele, que já é engenheiro, como pesquisador no Laboratório de Ensaio não Destrutivo, Corrosão e Soldagem.

— Eu vim ao Rio para fazer mestrado e para me aproximar da indústria de óleo e gás já que aqui é a capital, depois de Macaé — diz Diego, que chegou em 2011 e, mesmo com a crise, em que viu vários colegas perdendo seus empregos, continuou a apostar no setor. Recentemente, ele começou o doutorado em engenharia elétrica, para estudar autonomia de alguns equipamentos submergíveis que podem ser úteis no desenvolvimento da produção de petróleo.

— Com os leilões, estão vindo outras empresas e isso tende a fomentar o conteúdo local e aumentar a demanda por pessoas capacitadas — acredita o engenheiro.

OPORTUNIDADE 

Já Izadora começou a faculdade interessada na tecnologia petrolífera, mas ainda está em busca do nicho que quer atuar. O motivo da vinda ao Rio, entretanto, é o mesmo:

— Vi que as oportunidades daqui eram melhores, pois há contatos com profissionais e é onde a maioria das empresas está instalada.

Os dois também fazem parte do Comitê Jovem do IBP, que organiza eventos como o Profissional do Futuro, onde recrutadores, profissionais e estudantes debatem sobre as tendências que as empresas buscam. Segundo Izadora, há uma inclinação forte e crescente para a automação e programação de softwares.

— Os RHs das empresas também falam que é importante ter brilho nos olhos por aquilo que se vai fazer e buscar uma empresa que tenha a ver com isso, ao invés de ficar atirando para todos os lados. Eles também reforçam que devemos criar nossas próprias oportunidades. Por exemplo, se me candidato a uma vaga e sei que o CEO vai dar uma palestra, pode ser uma boa ir lá e tentar conversar com ele.

Uma das grandes vantagens do mercado de óleo e gás é que paga-se muito bem e, geralmente, acima do que a mesma função em outra indústria remuneraria.

Por outro lado, com processos complexos desde a pesquisa de campo até a extração e transporte do óleo e do gás — e pelas cifras bilionárias investidas —, exige-se muito mais. E este é o ponto em que, além das boas expectativas de empregos, os especialistas são unânimes: faltam bons profissionais.

A IMPORTÂNCIA DO INGLÊS 

As grandes dificuldades são, basicamente, em três aspectos: conhecimento técnico, que precisa ser bem detalhado; fluência em inglês, que nem todos têm; e gestão eficiente.

— Nesta área é necessária tecnologia de ponta e profissionais muito especializados para a utilização de equipamentos especialíssimos — pondera Antonio Gil Franco, sócio de consultoria em gestão de pessoas do Centro de Energia e Recursos Naturais da Ernest & Young.

Embora as multinacionais queiram contratar locais, muitos brasileiros perdem oportunidades em sua própria terra por não estarem aptos.

— Esses leilões dão início a uma série de oportunidades para as áreas de exploração e produção, mas já é preciso pensar hoje na mão de obra que será necessária já a partir do próximo ano. Minha preocupação é com o que aconteceu com a mão de obra que existia mas ficou sem colocação nos últimos cinco anos. Pode haver escassez de profissionais especializados e, com isso, ser necessário trazer gente de fora — afirma.

Já para Alessandra Simões, da UpHill, a maior deficiência neste mercado é de profissionais com habilidade de gestão.

— O que faz diferença nos menos experientes é a habilidade de gestão, que deixa a desejar. Falta maturidade de governança, de fazer mais com menos. Isso é ineficiência. — afirma Alessandra.

Flavia Bendelá, professora de Inovação e Estratégia em Negócios do Ibmec, onde há vários alunos do mercado de óleo e gás, reforça esse ponto. Segundo ela, é grande a procura por MBA em gestão por profissionais que trabalham na indústria petrolífera.

— A saída das empresas que operavam no Brasil deixou de lado muitos profissionais especializados. Hoje temos as operações e os leilões, mas o resultado não é imediato. O que a gente vê é que, pelo menos, aquele cenário de queda livre já parou e está sinalizando uma recuperação.
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Dados consolidados apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Brasil, entre janeiro e setembro de 2017, foi 28% superior à geração no mesmo período do ano passado.

A produção das usinas chegou a 4.327 MW médios frente aos 3.383,5 MW médios entregues em 2016. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2017.

Quando a análise verifica a geração hidráulica, a representatividade da fonte chega a 72,3% do total. Já as usinas térmicas, que utilizam diversos combustíveis, responderam por 20,7% de toda e energia produzida no período.

Os números são do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.



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Lucro abaixo do esperado e a queda do preço do petróleo no exterior fizeram a Petrobras perder R$ 15 bilhões em valor de mercado em apenas um pregão. A companhia encerrou na última terça-feira com um valor de R$ 208,2 bilhões, em consequência da queda de 7,75% nas ações preferenciais (PN, sem direito a voto, a R$ 15,35) e de 8,18% nas ordinárias (ON, com voto, a R$ 16,05%), as maiores entre os papéis que fazem parte do Ibovespa. O tombo foi motivado pelo balanço da empresa, divulgado na véspera, com lucro de R$ 266 milhões — bem abaixo dos R$ 2,7 bilhões projetados por analistas.

Ainda assim, a Petrobras mantém um valor de mercado próximo ao que tinha quando do início da Operação Lava-Jato, em 2014. Na época em que começou a ser desvendado o esquema de corrupção de políticos e diretores da estatal, a empresa era avaliada em R$ 214 bilhões. Em setembro do ano seguinte, a soma de suas ações equivalia a R$ 93,1 bilhões, recuando a R$ 67,6 bilhões em fevereiro de 2016, segundo a consultoria Economática.

Esse fator contribui para o otimismo do presidente da estatal, Pedro Parente. Em entrevista ele disse esperar assinar, nos próximos oito meses, acordos para a venda de ativos no total de US$ 21 bilhões. Parente quer acelerar esses acordos para não ser afetado pelas eleições presidenciais, em outubro de 2018.

"Um ano eleitoral é mais difícil para uma empresa estatal", afirmou. "Acredito que o melhor seria fechar antes do fim do primeiro semestre. Estou falando de assinar, não de fechar a venda."

Parente acredita haver uma demanda significativa pela abertura de capital da BR Distribuidora.

"Adoraríamos fazer isso este ano", disse o presidente da Petrobras, ressaltando que a empresa tem um portfólio de US$ 40 bilhões em ativos que podem ser vendidos.

Segundo Parente, a abertura de capital (IPO, na sigla em inglês) da BR poderia ultrapassar o valor obtido pela subsidiária brasileira do Carrefour. Ocorrido em julho, o IPO levantou R$ 5,125 bilhões. Outros ativos importantes que a Petrobras pode vender são suas operações na África e sua participação na petroquímica Braskem.

Parente disse ainda que o governo trabalha com sete cenários para o acordo da cessão onerosa, cinco dos quais favoráveis à Petrobras. O pior cenário, segundo ele, começa um pouco abaixo de zero, e o melhor renderia à estatal cerca de US$ 30 bilhões.

"Eles (a União) precisam de mais dinheiro que nós e têm mais pressa", disse Parente. "Não assinarei um contrato no qual tenha de pagar algo."

Com relação ao balanço, que decepcionou investidores apesar de ter revertido um prejuízo de R$ 16,5 bilhões, registrado um ano antes, o analista Pedro Galdi, da corretora Magliano, avalia que eventos não recorrentes, como contingências judiciais e adesão a programas de regularização tributária, que totalizaram cerca de R$ 3,5 bilhões, tiveram um impacto negativo.

Além da frustração com o resultado, as ações da Petrobras ainda sofreram uma pressão externa. O preço do petróleo sofreu uma forte queda em razão da estimativa de uma menor demanda pela commodity. A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) informou ontem que reduziu sua projeção para a demanda em 2018 em 200 mil barris, para 98,9 milhões de barris diários. O organismo disse acreditar que não há fôlego para manter os preços acima de US$ 60 o barril. Com isso, a cotação do Brent, referência internacional, perdeu ontem 1,5%, a US$ 62,21.

"Isso muda o humor dos investidores, porque há uma forte correlação entre o preço no exterior e a tarifa de preços no Brasil", afirmou Raphael Figueredo, analista da Eleven Financial.

Apesar do desempenho negativo, analistas acreditam que é positiva a perspectiva para as ações da estatal. Celson Plácido, da XP Investimentos, destacou a redução na alavancagem financeira e o crescimento da receita. “Seguimos otimistas com a Petrobras, principalmente na gestão da companhia, focada na redução do endividamento, venda de ativos e na melhora do retorno da empresa”, escreveu o analista.

Com a derrocada das ações da Petrobras, o Ibovespa, principal índice de ações do mercado brasileiro, fechou em queda de 2,27%, aos 70.826 pontos. Já o dólar comercial subiu 0,42%, a R$ 3,312, maior cotação desde junho.

"O dólar começou a ganhar força em relação às moedas de emergentes, já que as commodities perderam valor hoje. Além disso, amanhã (hoje) é feriado no Brasil, e os investidores se anteciparam. O cenário político vai continuar fazendo pressão sobre os negócios, porque está todo mundo cético com a reforma da Previdência", afirmou Bernard Gonin, analista da Rio Gestão de Investimentos.

Outro fator que contribuiu para o mau desempenho do Ibovespa foi o comportamento das Bolsas americanas. Em Nova York, o Dow Jones teve queda de 0,13%, enquanto o S&P 500, mais amplo teve desvalorização de 0,23%. A Nasdaq perdeu 0,29%.

"Tem um movimento grande de saída de capital estrangeiro nas últimas semanas, e isso impede uma alta do Ibovespa. E tem também a dinâmica do mercado americano, que hoje não é favorável", explicou Figueredo, da Eleven.

Outras ações que têm peso relevante na composição do Ibovespa também fecharam em queda. Os papéis PN de Itaú Unibanco e Bradesco recuaram, respectivamente, 1,91% e 2,12%. No caso da Vale, as ações PN tiveram queda de 2,88%, e as ON perderam 2,95%.

Até a JBS, que subiu com força durante boa parte do pregão após divulgar lucro de R$ 323 milhões no terceiro trimestre, sucumbiu ao fim dos negócios. Os papéis caíram 2,62%, a R$ 7,79.
Uma audiência entre dirigentes da Eurasian Resources Group (ERG), Alexander Machkevitch e Alijan Ibragimov, e o presidente Michel Temer, realizada na última segunda-feira (13) em Brasília, pode ajudar a destravar investimentos da ordem de US$ 2,5 bilhões previstos para o complexo mineral da Bamin, em Caetité, para a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e para o Porto Sul.

Aleluia articula reunião de Temer com empresários para destravar obras na Bahia
O montante de recursos a serem investidos deve gerar 35 mil empregos diretos e indiretos no estado. Articulador do encontro, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) está confiante no processo. “O presidente Temer ouviu do líder do grupo controlador da Bahia Mineração (Bamin) que a companhia está pronta para investir no estado, aguardando apenas o edital de licitação do governo federal”, detalhou Aleluia.

Com as obras da Fiol paralisadas e o Porto Sul ainda no papel, a Bamin está impedida de escoar a sua produção de ferro. Segundo Aleluia, os empecilhos burocráticos que emperram o desenrolar do projeto foram alvo de críticas do empresário. “Quando estivemos com os representantes da empresa em Astana, no Cazaquistão, ouvimos que eles atuam em 30 países e nunca uma licença ambiental demorou tanto quanto na Bahia”, assinala o deputado baiano, destacando que, depois de sete anos, o empreendimento ainda está sem operar. “É hora de agilizar esses investimentos que serão responsáveis por gerar nove mil empregos diretos e 35 mil no total. E tudo isso no interior, que é onde mais precisamos. Não podemos continuar nessa morosidade do governo estadual para captar grandes obras", acusa Aleluia.

A reunião ainda contou com a participação do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, e do vereador de Salvador Alexandre Aleluia.
Quando o então governador de São Paulo, Mário Covas, lançou o edital do primeiro trecho do Rodoanel, em janeiro de 1998, a previsão era entregar todo o anel viário metropolitano em oito anos ao custo de R$ 9,9 bilhões, em valores atualizados. Prestes a completar duas décadas, a construção dos 177 quilômetros projetados para interligar as rodovias que chegam à capital paulista deve ser concluída em agosto de 2018 pelo valor de R$ 26 bilhões, alta de 163% que tornou a estrada que leva o nome de Covas a mais cara da história do Estado.

Só o trecho norte, que está em construção desde 2013, deve custar R$ 9,7 bilhões, segundo a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), cerca de 30% a mais do que o previsto para toda a obra. Com 44 quilômetros, a última alça do anel viário sintetiza a sucessão de atrasos e acréscimos de custos que marcaram a execução de todo o Rodoanel. Só os contratos com as empreiteiras, alvo de investigação do Ministério Público Federal (MPF) por suspeita de superfaturamento, tiveram reajustes de R$ 586 milhões, metade por causa da lentidão das obras, que deveriam ter sido finalizadas no ano passado e vão custar R$ 4,5 bilhões.

Já as desapropriações, apontadas pelo governo como o principal entrave para o avanço da obra por causa de disputas judiciais, custarão R$ 2,5 bilhões, mais do que o dobro do previsto. As desapropriações também são investigadas por supostos desvios. Sucessivos aumentos fizeram com que o trecho norte se tornasse o mais caro entre as quatro alças do Rodoanel. Mas será o menos usado.

Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o trecho que vai conectar as rodovias Fernão Dias e Presidente Dutra, deve receber uma média de 20 mil veículos por dia, 20% do fluxo do trecho oeste (95,7 mil), inaugurado em 2002. Por todo o Rodoanel serão, em média, 192,2 mil por dia – só nos 47 quilômetros das Marginais Pinheiros e Tietê, a taxa é de mais de um milhão.

Custo-benefício

 Para o engenheiro Horário Figueira, mestre em Transportes pela Universidade de São Paulo (USP), a baixa demanda e o alto custo colocam em xeque a eficácia do trecho norte, que deve retirar 18 mil caminhões das Marginais. Segundo ele, ajudaria mais o metrô, como a Linha 6-Laranja, entre o centro e a zona norte. Essa obra tem custo similar (R$ 9,7 bilhões) mas beneficia 630 mil pessoas por dia. Com 15,3 quilômetros, a obra da Linha 6 está paralisada há mais de um ano por problemas financeiros do consórcio parceiro do Estado na construção. Um grupo asiático deve assumir a obra em 2018 .

Os R$ 26 bilhões do Rodoanel correspondem ao custo de 54 quilômetros de linhas de metrô, trem e monotrilho, que atenderiam 1,6 milhão de pessoas. O cálculo considera o total previsto para a Linha 6 e outras três linhas de transporte sobre trilhos atualmente contratadas pelo Estado na capital.

“Se o Rodoanel tivesse sido feito quando foi concebido pela primeira vez, na década de 1960, talvez tivesse ajudado a reordenar a mancha urbana. Hoje a função é limitada e a demanda é por transporte de massa. Se é para reduzir trânsito nas Marginais, nada melhor do que fazer linhas de metrô”, diz ele.

Moradora da Brasilândia, zona norte, a desempregada Taís Peixoto, de 32 anos, lamenta que a obra a ser concluída em 2018 seja o trecho do Rodoanel que passa por trás de sua casa. A Linha 6 de metrô reduziria em mais da metade o tempo até o centro. “Tive de deixar um emprego na 25 de Março porque demorava duas horas para ir e duas para voltar. Não tinha com quem deixar meu filho.”

Novo trecho

Com mais de dois anos de atraso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) promete entregar o trecho norte do Rodoanel em 2018 em duas etapas, a exemplo do que fez nos trechos oeste, em 2002, e leste, em 2014, quando também comandava o Estado. Em março do ano que vem, último mês de Alckmin no cargo caso ele dispute a eleição presidencial em 2018, deve ser aberto o trecho entre a Avenida Raimundo Pereira de Magalhães e a Rodovia Fernão Dias. Em agosto, deve ser aberto o trecho até a Dutra e a ligação até o aeroporto de Guarulhos.

Custo

 Responsável pela construção de três dos quatro trechos do Rodoanel, a Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), estatal controlada pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB), afirma que uma série de fatores contribuíram para os sucessivos aumentos de custo da obra em relação ao planejado há 20 anos.

A empresa destaca que os estudos do anel viário disponíveis à época ainda eram preliminares e estavam limitados a “diretrizes de traçado”, especialmente para os trechos sul, leste e norte. “Até mesmo a extensão total da rodovia ainda não era bem conhecida. O anúncio (feito em janeiro de 1998) informa 161,6 km e o Rodoanel terá 176,5 km de extensão total”, diz. Só o trecho leste foi construído pela iniciativa privada por meio de contrato de concessão.

A Dersa cita ainda que “não havia plantas de valores confiáveis” para estimar custos das desapropriações na época e que o desenvolvimento da região metropolitana no período, com aumento da mancha urbana, “resultou na valorização de muitas dessas áreas em porcentuais bem maiores que o da inflação”.

Além disso, o surgimento de ocupações irregulares exigiu “programas sociais cada vez mais robustos para o reassentamento de famílias” e “a legislação ambiental também sofreu revisões e se tornou mais rígida”, demandando “soluções construtivas  mais complexas e, via de regra, mais custosas”, como o sistema de drenagem para conter eventual derramamento de carga tóxica no trecho sul.

Ainda por causa da lei ambiental, segundo a Dersa, também foram necessários controles de assoreamento, monitoramento da qualidade das águas e presença de mais especialistas, o que reduziu a eficiência dos trabalhos e elevou despesas.

Segundo o presidente da Dersa e secretário estadual de Logística e Transportes, Laurence Casagrande, esses fatores fizeram com que o trecho norte do Rodoanel se tornasse a rodovia “mais cara do País” em construção. “É a mais cara porque é a mais difícil, a mais complexa. Ela está espremida entre o que sobrou da zona rural e o Parque da Cantareira, cheio de ocupações irregulares. Isso leva a um gasto altíssimo com desapropriação, reassentamento, compensação ambiental e com a própria obra, que tem mais de 6 km em túnel.”

Sobre as suspeitas de desvios nas desapropriações, ele diz que o governo é vítima de um esquema de fraudes. Em relação às suspeitas de superfaturamento nas obras, ele afirma que as revisões de custo foram necessárias e que colabora com as investigações.

Falha 

Para o advogado Fernando Vernalha, especialista em infraestrutura, a maioria dos casos de aumento de custos decorre de falhas no projeto. “Não dá para minimizar a complexidade de uma obra desse porte, mas se o projeto básico é bem feito você reduz o risco de intercorrências”, afirma.