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Resultado de imagem para Produção de petróleo no Brasil crescerá mais rápido que a dos EUA até 2040, diz BP 

Além disso, ressaltou o estudo, o Brasil responderá por 23 por cento do aumento da produção mundial de petróleo entre 2017 e 2040. 

A extração do Brasil será impulsionada pelos campos de alta produtividade do pré-sal, que tem atraído investimentos não só da Petrobras, mas de companhias como Exxon Mobil e Shell, entre outras petroleiras globais. 

A produção do Brasil deverá aumentar 70 por cento até 2040, ante os níveis de 2017, para 5 milhões de barris por dia em média. Isso significa um crescimento anual de 2,3 por cento no período. 

Já a extração dos EUA —que produz atualmente quase cinco vezes mais que o Brasil, com o impulso da indústria de petróleo não convencional (“shale”)— crescerá para 19 milhões de barris ao dia até 2040, uma taxa anual de 1,3 por cento. 

CONSUMO CRESCE MAIS 
O consumo brasileiro de energia crescerá 2,2 por cento ao ano, mais rápido do que o crescimento mundial (1,2 por cento ao ano), destacou a BP, acrescentando que a participação do mercado brasileiro no global aumentará para 3 por cento até 2040. 

O relatório também destacou que as energias renováveis (incluindo biocombustíveis) ganham uma parcela significativa no mix de energia do Brasil, respondendo por 23 por cento até 2040 (ante 14 por cento em 2017). 

Neste período, está previsto um forte aumento da produção de biocombustíveis no Brasil, com a implementação das regras do RenovaBio, que poderia praticamente dobrar a produção de etanol nos próximos dez anos, com a demanda subindo na mesma proporção, 47,1 bilhões de litros em 2028, segundo dados do governo brasileiro. 

“O Brasil continua sendo o segundo maior usuário mundial de biocombustíveis depois dos EUA; em 2040, 22 por cento do total de líquidos consumidos são biocombustíveis.” 

O maior consumo de renováveis até 2040 no Brasil segue uma tendência global, conforme o relatório, que apontou um ritmo sem precedentes de demanda para a energia mais limpa. 

A participação das renováveis na geração de energia elétrica dobra para um terço em 2040, segundo a BP, que destacou ainda que o uso de gás também ganha peso no mix, enquanto a limitação do crescimento da capacidade hídrica significa que esta fonte perde participação.
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O que está em jogo

O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco pretende vender participações integrais em refinarias e acredita ser possível reduzir para 50% a parcela da companhia na capacidade nacional de refino. É uma meta inédita, que significa ampliar consideravelmente o programa de venda de ativos do segmento de refino. O executivo conversou na quinta à noite, 14/02, com Miriam Leitão, na GloboNews.

A redução da participação da Petrobras na capacidade nacional de refino é apontada como uma das condições para atrair investimento privado para o setor. Outra, é garantia para os investidores que eles não serão prejudicados por ingerências na formação de preços da Petrobras, que causem distorções no mercado. Castello Branco mostra que está alinhado com a visão liberal, ao menos, do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes.

O que a Petrobras já tentou vender? 

Na gestão anterior, de Pedro Parente e Ivan Monteiro, o plano era atrair sócio para concluir a refinaria do Comperj e vender 60% de das refinarias Rlam e Rnest (polo Nordeste) e Refap e Repar (polo Sul) – participações nessas quatro refinarias correspondem a 36% da capacidade nacional de refino.
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Muitos pesquisadores já tentaram encontrar uma fórmula para a inovação, a partir de diferentes áreas — tecnologia, administração, economia, antropologia, biologia. Alguns estudos ficaram mais famosos e ganharam a reputação de “Leis da Inovação”, como a Lei de Heaps (aplicada inicialmente à linguística) e a Lei de Zipf (aplicada inicialmente à estatística). Ambas são equações que procuram conferir previsibilidade ao processo de inovação. Em uma empresa, seria um sonho contar com uma equação assim. Não chegamos lá, mas de alguns anos para cá passei a testar e aperfeiçoar um modelo para ajudar as organizações nesse esforço. Seguem os sete elementos do modelo:

1. Liderança: inovação não é um departamento, é um processo. Mas é um processo diferente dos demais, por pressupor falhas. A inovação só acontece após muitas tentativas. Assim, a orientação para inovar tem de vir do topo da organização, para que seja sustentável no longo prazo. O CEO deve ser o grande patrocinador da causa.

2. O cliente no centro: empresas inovadoras costumam desenhar produtos, serviços e processos internos a partir da visão do cliente. Fala-se muito em “customer centricity”, mas o que se vê na prática são apenas experiências de uso melhoradas. Isso é só parte da equação. O desafio de ter um mindset real de foco no cliente está no redesenho dos processos internos, e não dos produtos.
3. Diversidade: até dez anos atrás, era comum entrar no escritório de uma grande empresa e ter-se a impressão de que os funcionários haviam estudado nas mesmas escolas, liam as mesmas revistas, compravam nas mesmas lojas. Procurava-se contratar pessoas já semelhantes à maioria da empresa. Hoje, sabemos que quanto mais tivermos pessoas diferentes umas das outras na organização, mais ricas serão as discussões e mais desafiados os profissionais serão no dia a dia.

4. Metas e incentivos: se a inovação não estiver nas metas dos executivos e das áreas, não se tornará prioridade. Gosto do exemplo da 3M, que há anos tem como meta para executivos de vendas que um terço da receita venha de produtos lançados no último ciclo. Com esse incentivo, se os produtos mais recentes não tiverem market-fit, a área de vendas pressiona a de produtos, que vai atrás de P&D. Assim o processo se retroalimenta em iterações que acabam por chegar ao objetivo descrito no início.

5. Cultura de aprendizado e colaboração: há alguns anos eu separaria aprendizado de colaboração. Na era digital, andam juntos. A colaboração é uma importante ferramenta para o aprendizado, visto que o conhecimento é o único ativo que se multiplica ao ser dividido. Num mundo com informação abundante e necessidade de curadoria, a colaboração é um forte aliado. E uma cultura de aprendizado é o primeiro passo para a tolerância a falhas, fundamental numa empresa inovadora.

6. Quantidade de ideias: o senso comum ainda associa inovação a mentes brilhantes — ou seja, sobrevaloriza o poder das ideias. Em pesquisa básica, não aplicada, isso até é verdade. No mercado, o que vale de fato é a execução. Vale mais a ideia razoável que possa ser testada e implementada do que a ideia excepcional que não possa ser validada. Por isso, quantidade importa: quanto mais ideias forem exploradas, maiores as chances de a empresa transformar algumas delas em valor.

7. Fluxo de ideias: se aumentamos a quantidade de ideias geradas, precisamos fazer com que elas circulem pela organização e passem por críticas, testes, aperfeiçoamento. E um fluxo desestruturado tende a ser mais eficaz que o estruturado. Um exemplo comum de fluxo estruturado inclui reuniões agendadas, com periodicidade fixa, para intercâmbio de ideias. É mais produtivo o oposto: facilitar conversas informais, espontâneas e não programadas. Por isso houve nas sedes das empresas um boom de áreas abertas, mesas coletivas, pufes coloridos, cafeterias atraentes e geladeiras com comida e bebida de graça. Isso tudo para estimular o encontro casual, o compartilhamento de ideias, as discussões ricas. Isso até ganhou um nome bonito, resgatado de um conto infantil do século 18, para se referir às descobertas felizes feitas meio sem querer: serendipidade. Segundo o MIT Innovation Initiative, inovação é “o processo de levar ideias da concepção ao impacto”. Os sete elementos acima são, em minha visão, as capacidades desejáveis/necessárias para que as empresas possam implementar um modelo que contemple métodos ágeis, que adequem a velocidade da organização ao ritmo frenético do mercado atual.

Por Guilherme Horn - Digital Innovation Partner da Accenture
Resultado de imagem para Bolsonaro diz que privatizará 10 áreas portuárias no primeiro semestre

O Presidente Jair Bolsonaro (PSL) anunciou na última semana que a Secretaria de Portos irá arrendar 10 áreas portuárias ainda no primeiro semestre de 2019. Por meio de sua conta no Twitter, o capitão da reserva disse que as concessões de 4 das 10 áreas serão feitas no mês que vem, o que já estava previsto em edital publicado no fim do ano passado.
Três dos terminais ficam no porto de Cabedelo (PB) e um em Vitória (ES). As instalações são destinadas ao armazenamento e movimentação de combustíveis e fazem parte do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). A data do leilão está marcada para 22 de março.
Os investimentos nos quatro terminais, segundo estimativa feita no final do ano passado, é de quase R$ 200 milhões. Empresas e consórcios poderão apresentar propostas para a outorga das áreas até o dia 19 de março.
As empresas vencedoras poderão explorar uma região que soma mais de 130 mil metros quadrados por 25 anos. A maior área é a do porto de Vitória, que tem 74 mil metros quadrados.
Resultado de imagem para Petrobras vai provisionar R$3,5 bi após acordo com ANP para unificação de campos

A Petrobras informou que reconhecerá provisão de 3,5 bilhões de reais no balanço do quatro trimestre de 2018 após acordo com a reguladora do setor de petróleo, ANP, para unificação de campos do Parque das Baleias, segundo fato relevante.

Mais cedo, a ANP havia informado que deve assinar com a Petrobras, até março, o acordo que encerra uma disputa que já dura quase cinco anos sobre participações governamentais referentes ao Parque das Baleias.

Pelo acordo, que segundo a ANP envolve 3,1 bilhões de reais em participações governamentais, uma primeira parcela de 1,1 bilhão de reais seria paga à vista, ficando o restante parcelado em 60 meses.

A disputa teve início após a ANP decidir em fevereiro de 2014 que as áreas produtivas que formam o Parque das Baleias deveriam ser consideradas apenas um campo, o que elevaria de forma relevante o cálculo de pagamento de participações especiais à União.

À época, a Petrobras não concordou com a decisão administrativa, o que levou a discordância para níveis históricos entre agência e estatal, nos últimos anos, com acionamento da Justiça e de câmara de arbitragem internacional.

A participação especial é uma compensação financeira paga por petroleiras apenas em campos com grande volume de produção, diferentemente dos royalties, que incidem sobre o volume total da produção de todas as áreas.

A partir do acordo, o campo de Jubarte, uma das área do Parque das Baleias, passará a ser denominado “Novo Campo de Jubarte” e será formado pelas áreas de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Franca, partes de Cachalote e Pirambu, além de pequenas parcelas, de Caxaréu e Mangangá, segundo a ANP.

Com o acordo, a ANP calcula que, nos próximos 20 anos, a arrecadação de participação especial com o novo campo será de 25,8 bilhões de reais em valores nominais, considerando curva de produção prevista, preço do óleo e câmbio atuais, investimentos e custos operacionais.

Ainda no âmbito da minuta de acordo e à luz dos novos investimentos a serem realizados, a ANP afirmou que se compromete a prorrogar a fase de produção do Novo Campo de Jubarte por 27 anos, para 2056. Anteriormente, a fase se encerraria em 2029.
Resultado de imagem para Jazida de quartzito

Com investimentos de R$ 128 milhões e perspectiva de gerar mais de 1 mil empregos em Jequié, uma jazida de quatzito, com potencial de produzir 3 bilhões de toneladas de rochas ornamentais, deverá entrar em operação ainda este ano. Os detalhes do projeto foram apresentados pela empresa Granet Prospecção ao vice-Governador da Bahia e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão.

“A empresa pretende começar a operar com brevidade, nos próximos seis meses. E isso é muito bom para a Bahia, pois trará empregos e novos negócios para as regiões de Jequié e Ilhéus. Nos reunimos para ajustar os termos finais do protocolo de intenções, que será assinado ainda este mês”, afirmou Leão.

A jazida está situada na Fazenda Ouro Preto, distante 20km do centro de Jequié. O empreendimento planeja uma integração com a Ferrovia Oeste Leste (FIOL), para o escoamento do minério até o Porto de Ilhéus, onde será beneficiado. Além do mercado nacional, parte da produção será exportada para países como Estados Unidos, Canadá, Arábia e China.

“A previsão é de apensar toda a cadeia produtiva da região e gerar ainda mais postos de trabalho, diretos e indiretos. O quartzito substitui o granito e é utilizado em pisos de alto tráfego, por ser mais resistente”, explica Herder Mendonça, executivo da Granet Prospecção.
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O procurador da República Guilherme Göpfert afirmou nesta último sexta-feira (15) que os depoimentos das testemunhas de acusação de ação penal no âmbito da Operação Lava Jato em São Paulo estão revelando um 'esquema de cartel gravíssimo'. Este processo apura cartel em obras do trecho sul do Rodoanel e também do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano.

São réus Paulo Vieira de Souza e o ex-presidente da Empresa Municipal de Urbanização de São Paulo (Emurb) e ex-secretário municipal de Infraestrutura e Obras (2006 e 2010), Marcelo Cardinale Branco. Ambos negam irregularidades. O cartel teria operado entre 2004 e 2015 (Governos Alckmin e Serra, do PSDB).

"A gente considera que até agora a base probatória está bem robusta e está revelando um esquema de cartel gravíssimo, que submeteu a administração estadual, de licitações da Dersa por mais de uma década, envolvendo bilhões de reais", disse o procurador da Lava Jato.

"Quem saiu perdendo com tudo isso foi a sociedade. Neste processo, a gente está buscando que os responsáveis sejam levados a cumprir por aquilo que eles fizeram e que a gente possa ter um novo patamar nas próximas licitações para moralizar todo esse processo."

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal, ouviu testemunhas de acusação nesta sexta. Uma delas, o operador Adir Assad, delator da Lava Jato, confirmou que empreiteiras do cartel o contrataram para fazer caixa 2.

Na avaliação do procurador da República Guilherme Göpfert, 'as testemunhas de todos os fatos têm dado dados precisos, detalhados e uma testemunha confirma o que a outra diz'.

"Os depoimentos estão muito harmônicos", afirmou. "Eles estão muito harmônicos entre si e não teria como ser dessa forma se não fosse verdade. Jamais eles conseguiriam dar este nível de detalhamento se aquilo não fosse realmente daquela forma."

Guilherme Göpfert explica que cartel 'é uma coisa feita sempre nas escondidas'. "A corrupção não passa recibo. Isso é uma das principais provas que se tem no cartel. Justamente que as testemunhas expressem o nível de detalhamento e que esteja harmônico entre si para demonstrar que de fato estejam falando a verdade", declarou.

Qual é a acusação da Lava Jato?

O cartel foi delatado por oito executivos da construtora Odebrecht, que dele participava, por meio de dois acordos de leniência firmados com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em 2017 - um sobre o Rodoanel Sul e outro sobre o Sistema Viário Metropolitano. Os acordos foram firmados na sede do Ministério Público Federal em São Paulo, que, desde então, conduziu as investigações criminais relativas aos fatos narrados.

A Lava Jato afirma que o cartel era formado por construtoras com o aval de agentes públicos da Dersa (estadual) e Emurb (municipal) e na Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras. Os procuradores afirmam que a atuação dos acusados, desde 2004, mediante ajuste prévio firmado entre as empresas e o poder público, 'eliminou totalmente' a concorrência nas obras do trecho sul do Rodoanel e em sete grandes obras do Programa de Desenvolvimento do Sistema Viário Metropolitano (avenidas Roberto Marinho, Chucri Zaidan, Cruzeiro do Sul, Sena Madureira, Marginal Tietê e Jacu Pêssego e o córrego Ponte Baixa).

Quando a denúncia foi oferecida pela força-tarefa da Lava Jato, a Dersa informou que o órgão e o Governo do Estado de São Paulo 'são os grandes interessados acerca do andamento das investigações'.


"Todas as obras realizadas pela Companhia foram licitadas obedecendo-se à legislação em vigor. Se houve conduta ilícita com prejuízo aos cofres públicos, o Estado irá cobrar as devidas responsabilidades, como já agiu em outras ocasiões. A Companhia reforça seu compromisso com a transparência e se mantém, como sempre o faz, à disposição dos órgãos de controle para colaborar com o avanço das investigações", afirmou a Dersa.
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A Schlumberger,  maior empresa prestadora de serviços de petróleo do mundo, iniciou o processo de seleção para a cidade de Macaé. De acordo com informações recebidas pelo Notícias do Trecho, inicialmente estão sendo oferecidas vagas para quatro funções diferentes. Informações sobre remuneração e benefícios serão repassadas durante as etapas de entrevista individual e coletiva.

No momento, as vagas de emprego para a base da empresa petrolífera Schlumberger em Macaé, são para eletricista chefe, mecânico em plataformas de petróleo, plataformista offshore e técnico ferramenteiro.

Todos os profissionais interessados, devem ter experiência na área e as devidas qualificações necessárias para a realização de atividades offshore, em trabalho embarcado. A empresa solicita disponibilidade imediata para trabalhar em Macaé.

Logo abaixo, para criar maio facilidade nas candidaturas, lincamos cada vaga para à página de envio de currículo, que será remetido para o próprio setor de recrutamento da Schlumberger.

Confira as vagas e como concorrer:

Eletricista – Encaminhe seu currículo

Mecânico – Encaminhe seu currículo
Plataformista – Encaminhe seu currículo

Ferramenteiro – Encaminhe seu currículo

A Schlumberger emprega aproximadamente 126 mil funcionários de mais de 140 nacionalidades que trabalham em mais de 85 países
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A empresa de logística VLI cobra, irregularmente, multas da estatal Valec que somam mais de R$ 583 milhões, por atuações relacionadas a acusações de atrasos em obras e passivos ambientais identificados na concessão do trecho norte da Ferrovia Norte-Sul, que a empresa assumiu em 2007. A afirmação consta de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que analisou o contrato firmado entre o governo a VLI, para operar nos 720 km de linha férrea, entre Açailândia (MA) e Porto Nacional (TO).

A VLI pertence à mineradora Vale e às empresas Mitsui e Brookfield, além de ter uma participação do fundo FI-FGTS. A reportagem obteve a íntegra da auditoria, que conclui sobre as irregularidades mesmo após pedir explicações à VLI e à estatal Valec. O processo seria submetido aos ministros do tribunal no fim do ano passado, mas acabou sendo retirado de pauta e não voltou ao plenário até agora. A reportagem não obteve informações sobre o que levou ao adiamento da votação.

“Na execução da auditoria constatou-se que as multas que vêm sendo cobradas da Valec pela FNS S.A. (nome da concessionária da VLI) por atraso na resolução de passivos ambientais e construtivos são irregulares”, afirma a auditoria, acrescentando que as autuações possuem “vício de forma e de competência”.

Segundo os auditores do TCU, a concessionária da VLI se baseia em aditivos firmados no “termo de entrega e recebimento” da ferrovia, e não em uma decisão devidamente assinada pela diretoria colegiada da Valec, que é a responsável pela concessão pública. Questionada sobre as autuações, a Valec confirmou que recorreu sobre as cobranças. Ao TCU, a estatal declarou que há “absoluta ilegalidade das incidências das multas” impostas pela VLI.

A estatal informou ainda que a VLI deixou de investir R$ 179 milhões na área de infraestrutura e mais R$ 679 milhões (data base de junho de 2016) na área operacional de seu trecho da Norte-Sul, conforme exigências contidas em seu contrato. A VLI, inclusive, foi notificada pela Valec sobre esses descumprimentos.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que fiscaliza o setor, informou à reportagem que, desde 2010, a VLI tem retido 20% do valor referente à terceira e última parcela do lance vencedor do leilão do tramo norte, o que corresponde R$ 73,910 milhões a preços históricos. Segundo a VLI informou à ANTT, restavam algumas pendências de obras de responsabilidade da Valec em trechos da concessão. Por isso, foi feita a retenção a título de “garantia da solução das pendências”.

A palavra da VLI

A VLI foi questionada sobre cada uma das irregularidades apontadas pelos auditores do TCU. Por meio de nota, a empresa afirmou que todas as obrigações da VLI e da Valec constam formalmente no edital da licitação e nos termos de entrega e recebimento da ferrovia e que qualquer pleito da empresa “sempre como objeto e alicerce tais documentos”.

A empresa afirmou que, para cada trecho a ser entregue pela Valec, “o edital já estabelecia uma data de entrega e penalidades em caso de descumprimento, o que ocorreu em todos eles”.

A VLI afirma que foram constatados e periciados defeitos construtivos nos trechos da concessão “que dificultam, até hoje, a produtividade completa no tramo norte licitado, embora não impacte em segurança operacional”. Esses defeitos, segundo a empresa, “após inúmeras tentativas junto a Valec para o adequado encaminhamento, ensejaram outra demanda judicial para que tais falhas sejam sanadas definitivamente”.

Devido à “demora na solução definitiva”, a VLI afirma que que já substituiu mais de 80 mil dormentes de concreto constatados com defeito construtivo, e identificou outros 100 mil que, segundo perícias, apresentarão defeitos semelhantes nos próximos anos. “A VLI também vem substituindo soldas nos trilhos identificados com defeitos construtivos pelas análises técnicas, já representando um número aproximado de 30 mil soldas, o que faz para garantir o trafego com segurança e sem prejuízos aos clientes e usuários da subconcessão.”

Na área ambiental, a empresa alega ainda que são necessárias intervenções decorrentes da construção e que seriam de responsabilidade da Valec, já assumidas pela estatal com o Ibama. “Em razão da não execução pela Valec, a VLI vem executando essas intervenções. Para tais, conforme estabelecido pela própria Valec em Termo de Compromisso firmado com o Ibama, a VLI deduz o custo do valor retido quando do pagamento da terceira e última parcela da outorga da subconcessão (20%), em comum acordo com a Valec e o órgão ambiental”.

Sobre o recebimento da ferrovia, informa que, quando recebeu os trechos, isso ocorreu fora das datas previstas no edital. “Eles ainda continham pendências de conclusão de obras  devidamente listadas nos respectivos Termos de Entrega e Recebimento de cada trecho e fixando entre as partes novos prazos para a conclusão, sob possibilidade de novas penalidades em caso de descumprimento (o que também ocorre até o presente momento)”, declarou. “Isso garante à VLI pleitear tais cobranças com base no estabelecido no próprio edital pelos atrasos de entrega de cada trecho e também pelo descumprimento da execução das pendências de obras assumidas pela Valec e União nos respectivos Termos de Entrega e Recebimento.”

Em relação à frustração dos investimentos, a VLI declarou que mantém aportes regulares na concessão e que isso é objeto de fiscalizações regulares pela ANTT e Valec. “Apenas entre 2013 e 2017, foram mais de R$ 650 milhões investidos pela VLI na ferrovia, além disso, nos últimos anos o número de locomotivas que trafegam no trecho quase dobrou e a frota de vagões foi mais do que triplicada, o que comprova o cumprimento da VLI com suas obrigações contratuais e regulatórias.”

Sobre as conclusões do TCU, a empresa afirmou que o processo ainda se encontra em trâmite naquele órgão. “Não há acórdão nem decisão final.”

Sete funcionários da Vale são presos em investigação sobre Brumadinho

Sete funcionários da Vale foram presos na manhã desta sexta-feira (15) em uma investigação sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, segundo informações do "Bom Dia Brasil". Uma oitava pessoa é procurada.

A operação está sendo feita em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Doze mandados de busca e apreensão e oito de prisão estão sendo cumpridos.

O número de mortos identificados subiu para 163 nesta quinta. O número de desaparecidos caiu, mas ainda é de 147 pessoas. Já o número de mortes confirmadas se manteve em 166.
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A Engevale Construtora que detém contratos da Petrobras para atividades da RNEST na cidade de Ipojuca/PE, inicia banco de dados para eventuais oportunidades

Em nota enviada ao Notícias do Trecho nesta última quarta-feira (13) e também divulgada em seus canais sociais, a Engevale Construtora que também atende a Petrobras no âmbito da Refinaria Abreu e Lima – RNEST, localizada na cidade de Ipojuca – Pernambuco, anunciou que para projetos futuros e eventuais oportunidades de empregos na unidade, será necessário enviarem seus currículos para um banco de dados, mas fiquem atentos! Há especificações bem restritas, apenas  candidatos que cumprirem todos eles estão habilitados nos processos internos da empresa.

Requisitos Fundamentais

Os candidatos devem residir em Ipojuca/Pernambuco ou região;
Experiência em atividades de industriais ou de construção;
Cursos e formações nas áreas de desejo;

Nesta Refinaria da Petrobras, a Egevale executa os serviços de complementação de projeto executivo, pavimentação de vias e execução de sistema de drenagem para o Off-Site da Unidade SNOX e da Carteira de Enxofre.

 Interessados podem estar enviando seus currículos para o e-mail rh@engevaleconstrutora.com.br.
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As usinas da região Centro-Sul do país elevaram em 43,33% a produção de etanol hidratado até o final de janeiro deste ano, aponta um levantamento divulgado na última terça-feira (12) pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

De acordo com o balanço, as plantas processaram 21,20 bilhões de litros do combustível no acumulado entre abril de 2018 e o mês passado contra 14,72 bilhões na safra anterior.

A maior produção está associada a uma procura mais elevada pelo produto que compete com a gasolina, e que, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP), caiu 7,7% em todo o Estado de São Paulo em janeiro, contrariando a tendência de alta esperada para o período da entressafra.

Segundo a Unica, as unidades produtoras da região Centro-Sul venderam 1,83 bilhão de litros, 32,45% a mais que na safra/2017/2018.

Os números também estão associados à maior produção de etanol, em detrimento do açúcar, menos rentável no mercado internacional. De todo o processamento de cana-de-açúcar, 64,56% foi direcionada ao combustível, margem maior que na safra anterior, de 53,10%.

De acordo com o economista e especialista em agronegócios José Carlos de Lima Junior, o etanol hidratado ficou mais viável ao consumidor graças ao aumento na produção das usinas e à política de preços da Petrobras, que encareceu a gasolina ao repassar as oscilações do barril de petróleo no mercado internacional.

Nesse cenário, a Unica também apontou que, apesar de ter registrado uma moagem 3,52% inferior, registrou aumento de 0,90% no nível de produtividade, hoje de 138,5 quilos de açúcares totais recuperáveis (ATR) por tonelada de cana.

Açúcar em baixa 

Menos representativo na produção das usinas, o açúcar respondeu por 35,44% do processamento na safra 2018/2019, depois de figurar com 42,72%, segundo a Unica.

As indústrias produziram 26,36 milhões de toneladas até o final de janeiro, 26% a menos que na safra anterior, com 35,83 milhões.

Segundo o economista, não é possível adiantar até quando o mix continuará se comportando dessa maneira, mas a tendência, segundo ele, é de que o açúcar volte a ser mais rentável para os usineiros a partir do momento em que os estoques do produto no mercado interno se reduzirem.

"A partir do momento que você prioriza a produção de etanol, põe muito etanol no mercado, você diminui a oferta de açúcar. O consumo vai continuar acontecendo, as indústrias vão utilizar açúcar para a produção de biscoito, bolachas e outros alimentos. (...) A partir de dois, três anos a depender do volume de estoque, o preço do açúcar começa a ficar melhor, aí automaticamente você passa a priorizar a produção do açúcar."

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O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, recebeu, na quarta-feira (13), o diretor-presidente da Associação dos Profissionais de Logística da Amazônia (Asplam), Alexandre Araújo, que apresentou dois projetos relacionados à sustentabilidade. Participaram da reunião o assessor técnico José Renato Fialho e o gerente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Agência, Marcos Maia Porto.

Um dos projetos é o Navegar. Trata-se de uma premiação que valorizará o desenvolvimento de processos logísticos mais eficientes e mais sustentáveis para as operações logísticas nos rios do Pará. A ideia é que a solenidade ocorra em Belém no mês de novembro. Os postulantes ao prêmio são armadores (Ro-Ro/granel sólido/granel líquido), passageiros e travessias, terminais portuários (TUPs/ETCs).

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ANTAQ conhece projetos sustentáveis a serem implantados no Pará
Conforme Araújo, a justificativa do Navegar é “garantir que os aspectos socioambientais sejam alcançados através da implementação de uma operação mais limpa e, consequentemente, redutora dos impactos ambientais, seja com a redução das emissões atmosféricas, seja com a destinação responsável dos resíduos gerados por embarcações e terminais portuários no Pará”.

De acordo com Alexandre Araújo, que também é diretor-executivo do Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial e Lacustre e das Agência de Navegação no Estado do Pará (Sindarpa), haverá três categorias de premiação: Excelência Logística e Performance Sustentável para as empresas; e Inovação Tecnológica para a Academia.

O diretor da Antaq, Adalberto Tokarski, aprovou a premiação. Disse que uma iniciativa como essa vai ao encontro das realizações que a Agência vem empreendendo em relação à navegação interior, à defesa do meio ambiente, à sustentabilidade e à coleta de resíduos adequada nas embarcações. Entre as realizações, destacam-se o Prêmio Antaq, a campanha “Rio Limpo, Amazônia Viva” e o Índice de Desempenho Ambiental.

Logística Reversa

Outro projeto apresentado por Alexandre Araújo foi o Programa Fluvial de Logística Reversa. O objetivo é implantá-lo no Pará, por meio do pleno aproveitamento dos resíduos gerados pelo processo de pós-venda e consumo das bases socioeconômicas e tecnológicas disponíveis na região.

A logística reversa é o instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial/industrial, para reaproveitamento e reciclagem, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada.

A ideia da Asplam e do Sindarpa é que a Antaq apoie e chancele o programa, que poderá ser implementado a partir de um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Tokarski afirmou que apoia o programa. Para isso, deve ser assinado entre as partes um acordo de cooperação para formalizar o apoio da Agência ao programa de logística reversa.
O funcionário da Petrobras Carlos Victor Siqueira Nagem e o presidente Jair Bolsonaro

A Petrobras reprovou o nome do administrador Carlos Victor Guerra Nagem para o cargo de gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da empresa, para o qual ele havia sido indicado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), de quem é amigo pessoal.

Nagem é funcionário de carreira da estatal, mas foi reprovado, segundo a estatal, por não possuir “a experiência requerida em posição gerencial” considerada necessária para o cargo, “de elevada sensibilidade para a companhia”. Com a decisão da empresa, ele não poderá assumir a função.

“O nome de Carlos Victor Guerra Nagem, nosso colaborador, foi submetido aos procedimentos de governança da companhia como candidato ao cargo de Gerente Executivo de Inteligência e Segurança Corporativa. Apesar de sua sólida formação acadêmica e atuação na área, seu nome não foi aprovado porque ele não possui a experiência requerida em posição gerencial que é necessária à função, considerada de elevada sensibilidade para a companhia”, disse, em nota, a estatal.

Carlos Victor é amigo pessoal do presidente Bolsonaro e teve malsucedidas tentativas de se eleger deputado federal em 2002, vereador de Curitiba em 2016 e deputado estadual pelo Paraná em 2018. Em ambos os pleitos, ele se apresentou aos eleitores como “Capitão Victor” e concorreu pelo PSC, partido ao qual o presidente também era filiado quando da tentativa de três anos atrás. Ele é militar da reserva da Marinha.

Durante o vídeo em que gravou para a campanha de 2016 do Capitão Victor, Jair Bolsonaro o apresenta como “amigo particular” e pede votos. Quando a notícia da indicação do administrador ao cargo veio à público, o presidente criticou os que o classificavam apenas como “amigo de Bolsonaro” e divulgou o currículo do seu indicado, que é graduado pela Escola Naval e mestre em administração pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
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O diretor-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, disse hoje que a empresa "não pode ser condenada" pelo desastre causado pelo rompimento de uma barragem operada pela companhia em Brumadinho (MG), responsável pela morte de pelo menos 166 pessoas.

 "A Vale é joia brasileira que não pode ser condenada por um acidente que aconteceu numa de suas barragens por maior que tenha sido a sua tragédia", disse. A declaração foi dada durante reunião da comissão externa da Câmara dos Deputados que apura a situação de barragens no Brasil.

FPSO Fast4Ward SBM oFFSHORE

Este será na verdade o terceiro pedido da SBM Offshore para unidades da série Fast4Ward, baseado no aumento da confiança no mercado

A SBM Offshore, maior fornecedora de FPSOs do mundo, está pronta para aumentar sua frota, já que planeja encomendar outro casco de FPSO Fast4Ward em breve. O Fast4Ward é o programa da empresa que visa padronizar o processo de construção e entrega do FPSO, reduzindo assim os custos e acelerando o prazo para o mercado em até 12 meses.

A empresa já encomendou duas unidades com o estaleiro SWS da China. O primeiro casco foi encomendado em 2017 e o segundo em novembro de 2018, tanto por especulação quanto sem contrato firme no momento do pedido, sinalizando perspectivas positivas do setor. A primeira unidade deve ser implantada no projeto Liza 2, da Exxon, na Guiana, sujeito à decisão final de investimento da Exxon.

Agora, a SBM Offshore está pensando em encomendar um terceiro casco Fast4Ward, baseado no aumento da confiança no mercado.

Em um comunicado nesta quinta-feira (14) a SBM Offshore disse que, devido à demanda antecipada, avançou nas negociações para iniciar o trabalho em seu terceiro casco multiuso.

“Essas negociações devem ser encerradas no primeiro trimestre de 2019”, disse a SBM Offshore.

O CEO da SBM Offshore, Bruno Chabas, disse: “Nosso conceito Fast4WardTM está sendo reconhecido por nossos clientes. A ordem planejada de um terceiro casco Fast4WardTM reflete nossa confiança na recuperação do mercado e em nosso modelo de negócios. Com as perspectivas de aumento da demanda, o nível de oportunidade e potencial que vemos para as nossas soluções parece promissor ”.

Período de Hibernação no Brasil

A SBM Offshore disse em novembro de 2018 que, apesar de o Brasil ser seu principal mercado, com várias oportunidades sendo ativamente perseguidas, o tempo de espera para oportunidades de atividades de construção, combinado com a incerteza quanto à evolução dos regulamentos de conteúdo local, levou à decisão de manter o Brasa sem atividades por pelo menos dois anos.
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Após o vencer o leilão promovido pela Aneel em agosto de 2018, Techint E&C conseguiu faturar o contrato da termelétrica Parnaíba V no Maranhão com o início das obras em 2019.

A Techint E&C ganhou o processo de tomada de preços realizada pela empresa Eneva para um contrato EPC Turn Key para a construção da usina termelétrica Parnaíba V.

Em agosto de 2018, a usina participou do leilão de energia promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e saiu vencedora.

UTE Parnaíba 

A Techint realizará a construção e montagem do projeto Parnaíba V, que consiste no fechamento de ciclo da Planta Parnaíba I, que hoje opera em ciclo aberto. Único projeto a gás natural contratado no leilão, a UTE Parnaíba terá capacidade instalada de 386 MW e 326 MW médias de garantia física e será localizada no Complexo Termelétrico Parnaíba, no Maranhão.

Os equipamentos serão fornecidos pela GE, que possui vasta experiência em tecnologia de turbogeradores e em fechamento de ciclo.

"Este contrato é resultado de um trabalho em equipe das mais diversas áreas da empresa, o que ofereceu ao cliente competitividade e soluções criativas — diz Luis Guilherme de Sá, diretor comercial da Techint E&C no Brasil. —Além disso, conseguir um contrato para uma termelétrica estava previsto em nosso planejamento estratégico. O desafio agora é manter essa mudança de atitude com foco em competitividade na hora de executar o projeto conforme planejamos".

O início das obras está previsto para o segundo trimestre de 2019. A Eneva atua nos setores de geração, comercialização e logística de energia elétrica e é considerada a maior empresa privada de geração de energia do Brasil.
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Conferência acontece em outubro no Rio e é uma boa oportunidade de agregar conhecimentos e fazer bons negócios no ramo Offshore

A OTC Brasil 2019 já tem data para acontecer, será entre os dias 29 a 31 de outubro deste ano, no Centro de Convenções Sulamérica, Rio de Janeiro.

O tema deste ano será: “Fortalecimento das águas profundas para o futuro”, com ele a OTC Brasil visa promover a colaboração do setor, com trocas de experiências e descobertas de soluções para os desafios operacionais Offshore.

Segundo a ANP, o Brasil é hoje o maior produtor de petróleo da América Latina, à frente do México e da Venezuela, como ocorrerão reformas na metodologia de negócios de energia do governo, a OTC Brasil é um local oportuno para oportunidades de investimento no país.

A OTC

A OTC Brasil é realizada a cada dois anos no Rio de Janeiro desde 2011. A conferência é organizada pela Offshore Technology Conference (OTC) e Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e apoiada por 13 organizações científicas e de engenharia que trabalham cooperativamente para desenvolver o programa técnico.

Fundada em 1969, a Offshore Technology Conference (OTC) organiza os principais eventos do mundo objetivando o desenvolvimento de recursos offshore nas áreas de perfuração, exploração, produção e proteção ambiental. O evento principal da OTC é realizado anualmente em Houston, Texas, EUA.

Apresente o seu trabalho

A OTC Brasil está disponibilizando ao seu público, até o dia 12 de março, o envio de propostas de trabalho para serem apresentados durante os três dias de evento, com a finalidade de compartilhar sobre as mais recentes tecnologias internacionais do mercado relevantes no Brasil.
Se o seu trabalho for selecionado, você poderá apresentá-lo no evento e há a oportunidade de ser adicionado à OnePetro, principal biblioteca de pesquisa e técnica para profissionais de petróleo e gás do mundo.

Acesse o site http://www.otcbrasil.org/ e saiba mais.
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A fabricante Airbus anunciou nesta quinta-feira o fim da produção do A380, o emblemático avião gigante com capacidade para até 850 passageiros e em serviço desde 2007, uma vítima da falta de pedidos.

Os últimos exemplares do modelo serão entregues em 2021.

Abandonado pelas principais companhias aéreas, o programa A380 havia sido mantido graças a uma redução da produção, que passou de 27 aeronaves em 2015 a uma por mês em 2018.

No ano passado, a principal cliente do A380, a companhia Emirates deu um pouco de oxigênio ao projeto com um pedido de 36 aviões, mas o auxílio durou pouco.

Há alguns dias, a Emirates suspendeu o pedido de 39 exemplares do A380.
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A Airbus divulgou hoje que teve lucro líquido de 3,1 bilhões de euros (US$ 3,5 bilhões) em 2018, cerca de 30% maior que o resultado ano anterior, uma vez que suas entregas de aviões atingiram nível recorde. Em Paris, a ação da empresa opera em forte alta.

O Ebit ajustado da empresa, que é uma medida mais acompanhada por investidores, dobrou de 2,4 bilhões de euros em 2017 para 4,8 bilhões de euros no ano passado. A Airbus prevê que o Ebit ajustado deverá crescer mais 15% este ano.

A fabricante de aviões que tem sede em Toulouse, na França, também espera entregar 880 a 890 unidades em 2019, superando o recorde de 800 unidades do ano passado.

Apenas no quarto trimestre, a Airbus registrou lucro líquido de 1,6 bilhão de euros, receita de 23,3 bilhões de euros e Ebit ajustado de 3,1 bilhões de euros.
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Empresa Multinacional está vaga de Soldador para atuar em Santa Cruz no Rio de janeiro e as candidaturas vão até o dia 22 de fevereiro

A PRIMETALS Technologies Brasil busca para atuar em Santa Cruz, no rio de janeiro, por Soldador Industrial III. Segundo a empresa as candidaturas só vão até o dia 22/02 e portanto vocês devem se apressar, pois trata-se de uma função das mais concorridas dentro da nossa indústria.

Vejam abaixo como é o sistema de candidatura desta empresa que tem na lista de benefícios o pagamento de participação nos lucros, então dá para se ter uma ideia de tratar-se de uma empresa diferenciada no mercado.
A empresa é líder mundial em engenharia, construção de plantas e parceira para todo o ciclo de desenvolvimento da indústria de metais.
Esta presente em mais de 190 países e oferece um portfólio abrangente em tecnologia, modernização, produtos e serviços que inclui soluções integradas nas áreas elétrica, de automação e ambiental.

Requisitos:

  • Ensino Médio Técnico completo em Mecânica, Metalurgia ou Solda. Desejável leitura e interpretação de desenho técnico e curso de Solda TIG.
Atividades:
  • Técnicas para aplicação de solda por meio de eletrodo revestido e/ou MIG e/ou MAG e/ou Plasma;
  • Leitura e interpretação de desenhos mecânicos e de EPS (Especificação de procedimento de Soldagem) para aplicação no processo de soldagem).
  • Metrologia (Ex. Trena e compasso); Simbologia de solda;
  • Tartaruga, maçarico manual, chanfro e corte de disco, anéis, chapa grossa e chapa fria.
Benefícios:
  • Assistência médica, assistência odontológica, auxílio óptico, refeitório no local, vale alimentação, seguro de vida, transporte, participação nos lucros e previdência privada.
A empresa ressalta no site vagas.com, onde a vaga está registrada sob o número v1830971, que Busca por profissionais dinâmicos, comprometidos e apaixonados pela indústria de metais. Se você se encaixa nestas características, faça sua candidatura agora mesmo aqui neste link !
Lembrete: Você vai precisar de login e senha no vagas.com para efetuar sua candidatura, mas isso é rápido de fazer, caso você não tenha ainda !
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Alguns obstáculos apareceram no caminho da escalada do petróleo no início do ano, uma vez que os contínuos cortes de produção da Arábia Saudita desde dezembro sustentaram um intenso rali logo após o Natal. As recentes sanções dos EUA ao petróleo venezuelano também projetaram a visão de um mercado que pode ficar tão restrito até meados do ano que encontrar capacidade ociosa pode ser extremamente difícil, senão quase impossível.

Depois de registrar uma valorização de 19%, a maior para um mês de janeiro, e superar o teto de US$ 55 por barril rompido pela última vez em novembro, a perspectiva para o petróleo West Texas Intermediate negociado em Nova York se tornou, de repente, nebulosa.

Refinarias temporariamente fechadas e ameaças de superprodução

A suspensão temporária das atividades em grandes refinarias nos últimos dias está causando um aumento na oferta de WTI no importante centro de armazenagem de Cushing, Oklahoma, preparando o mercado para dados pessimistas nas próximas duas semanas, caso a situação não seja resolvida rapidamente.

Como se não bastasse, o excesso de produção pode voltar a ser uma realidade em breve entre os produtores de petróleo nos EUA, para quem o barril acima de US$ 50 revela-se bastante lucrativo, incentivando-os a concluir poços já perfurados, mas ainda pendentes.

No âmbito global, temores de uma desaceleração econômica estão se tornando mais concretos, da Europa à Ásia, dificultando que o Brent, referência mundial para o petróleo, sustente qualquer valorização acima de US$ 62 por barril.

Scott Shelton, corretor de futuros do setor energético da ICAP (LON:NXGN), em Durham, Carolina do Norte, declarou em uma nota na segunda-feira que o valor nominal do petróleo não traria surpresas para ele, “já que continuamos em uma faixa de preços com muito ruído”.

Shelton afirmou que matinha um viés pessimista para o WTI, uma vez que o mercado não conseguiu acelerar seu último rali acima de US$ 55.

“Isso me diz que a venda dos produtores é bastante pesada nos ralis e não há um suporte fundamental para atrair compras reais de petróleo.”

O WTI perdeu quase 5% na semana passada, seu declínio semanal mais acentuado desde o início do ano. E sua perspectiva piorou nesta semana, depois que a segunda maior unidade de destilação de petróleo bruto na refinaria de Wood River, da Phillips 66 (NYSE:PSX), que produz 330.000 barris por dia, permaneceu fechada por causa de um incêndio no fim de semana.

A Phillips 66 também relatou o fechamento de outra unidade em sua refinaria de Ponca City, Oklahoma, que produz 76.000 bpd e processa fluxos de petróleo bruto de Cushing, centro de armazenagem do WTI.

Os estoques de Cushing aumentaram para 42,6 milhões de barris na semana de 1 de fevereiro, maior nível desde o início de janeiro de 2018, de acordo com a Energy Information Administration, dos EUA.

A expectativa de aumento de oferta no centro de armazenagem elevou o desconto do WTI em relação ao Brent ao maior nível em quase dois meses, a US$ 9,52 por barril, segundo dados da Reuters.

Pesaram ainda mais sobre o WTI as preocupações com os dados de contagem de sondas, diante do aumento de 7 unidades após a queda de 15 unidades na semana anterior.

O WTI ainda continua 25% acima da mínima da véspera de Natal de US$ 42,36, atingida durante a devastadora queda do petróleo no ano passado.

Mas continua consolidado na faixa de US$ 51-US$ 54, incapaz de renovar máximas desde os picos de novembro de US$ 55,75.

O Investing.com tem uma recomendação de “Venda” para a referência do petróleo bruto nos EUA em sua perspectiva técnica diária, com o menor suporte técnico fixado logo abaixo de US$ 50 por barril, a US$ 49,95.

Para o Brent, a recomendação técnica ainda é de “Compra”, embora o suporte nas mínimas esteja logo abaixo de US$ 60 por barril, a US$ 59.38.

Houve uma piora na perspectiva do Brent depois que a União Europeia cortou, na semana passada, sua previsão de crescimento econômico no bloco do euro formado por 19 países.

Instabilidade e volatilidade nos próximos pregões

Enquanto isso, o impasse na crise de liderança na Venezuela e a guerra comercial entre EUA e China estão começando a encher a paciência de alguns apoiadores medianos do petróleo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não se encontraria com o líder chinês Xi Jinping antes do fim do mês, perdendo a oportunidade de realizar uma cúpula capaz de acelerar um acordo comercial. Entretanto, o secretário do tesouro, Steven Mnuchin, e o representante de comércio dos EUA, Robert Lighthizer, estão em Pequim nesta semana para mais uma rodada de negociações.

A China precisa de um acordo comercial com os EUA até 1 de março ou corre o risco de ver Trump aumentando as tarifas sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses de 10% para 25%. A China também é a maior importadora mundial de petróleo, por isso sua saúde econômica é tão importante para o mercado petrolífero.

Dominick Chirichella, diretor de risco em negociações de petróleo do Instituto de Gestão Energética de Nova York, declarou:

“O mercado continua sem ter certeza do estado da economia mundial e qual será o resultado da última rodada de negociações comerciais que está acontecendo na China. No curto prazo, o mercado continuará apresentando um padrão de negociação instável e volátil, na medida em que uma grande incerteza paria sobre o mercado, evitando que a comunidade de traders abra qualquer posição de médio prazo.”

Plataforma P-76, da Petrobras, no Pontal do Paraná (Techint)

A Petrobras recebeu do Ibama a licença ambiental para o início da produção do FPSO P-76, que está instalado no campo de Búzios, campo da cessão onerosa no pré-sal da Bacia de Santos. A licença é válida até 8 de fevereiro de 2023 e a unidade deve ser a segunda a entrar em operação na bacia este ano.

A P-76 foi integrada pela Techint E&C na sua unidade especializada em offshore, em Pontal do Paraná. A plataforma tem capacidade para produzir 150 mil barris por dia de petróleo e comprimir 7 milhões de m³ por dia de gás natural. No Pontal do Paraná, a Techint E&C construiu 15 dos 20 módulos do topside da unidade.

No último dia 1o , a Petrobras colocou em operação o FPSO P-67, no campo de Lula, no pré-sal da Bacia de Santos. Além da P-76, a empresa também pretende iniciar a operação do FPSO P-77, que também será vai produzir no campo de Búzios e do plataforma P-68, no campo de Lula, até o final do ano.
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O presidente Jair Bolsonaro informou, pelo Twitter, que os patrocínios concedidos pela Petrobras estão sendo revistos.

“Para maior transparência e melhor empregabilidade do dinheiro público, informamos que todos os patrocínios da Petrobras estão sob revisão, objetivando enfoque principal dos recursos para a educação infantil e manutenção do empregado à Orquesta Petrobras”, escreveu o presidente.

Bolsonaro permanece internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista, mas pode receber alta ainda esta semana. Para hoje (13), não estão previstos compromissos oficiais em sua agenda. As visitas continuam restritas.

Segundo último boletim médico, de ontem à noite, o presidente mantém boa evolução clínica, está afebril, sem dor abdominal e com o quadro pulmonar em resolução.

Ele permanece uma dieta leve e com suplemento nutricional. Bolsonaro está internado desde o dia 27 de janeiro, para a retirada a bolsa de colostomia e reconstrução do trânsito intestinal.
Resultado de imagem para 40% da indústria fechou o ano passado em crise

Depois que a recessão ficou para trás, a recuperação gradual da atividade econômica em 2017 trouxe esperança de dias melhores no setor industrial. Mas 2018 revelou-se como uma sucessão de baldes de água fria. Quatro em cada 10 segmentos da indústria de transformação encerraram o ano em crise, segundo levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Dos 93 subsetores industriais investigados, 37 enfrentavam uma crise de moderada a fulminante, ou seja, 40% dos segmentos industriais acumularam uma queda na produção maior que 1% no ano em relação a 2017. Outros 14 segmentos ficaram estagnados.

O levantamento foi feito com base na Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o Iedi, 2018 trouxe maior fragilidade para a recuperação industrial, com uma desaceleração bastante disseminada entre os segmentos pesquisados.

Segundo Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, os segmentos que fecharam em queda são muito ligados aos fluxos de renda e à desaceleração do setor industrial como um todo. “Entre os que estão com melhor desempenho, há vários que tinham uma base de comparação muito baixa ou com perfil muito exportador, como fabricantes de papel e celulose, produtos de carnes, caminhões e ônibus, tratores e equipamentos agrícolas.”

Pelo menos cinco dos 37 subsetores em crise em 2018 pertenciam à indústria têxtil. “Os anos de 2015 e 2016 foram uma catástrofe. Em 2017, crescemos. Terminamos o ano numa trajetória positiva, e nosso prognóstico para 2018 era um PIB com crescimento em torno de 3%”, lembrou o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel.

Segundo Pimentel, 2018 ia razoavelmente bem até abril. Em maio, a greve de caminhoneiros começou a mudar o rumo do setor. “Esse quadro foi muito frustrante”, definiu Pimentel.

A greve dos caminhoneiros provocou uma desorganização da produção industrial brasileira, reforçou Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE. “Além disso, as incertezas eleitorais prejudicaram as decisões tanto de consumo quanto de investimentos.”, enumerou Almeida.

A indústria nacional cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano anterior. No segundo semestre, a conjuntura menos favorável se traduziu num freio na produção, houve apenas ligeira alta de 0,1%, de acordo com os dados da Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE.

Almeida lembra que a indústria encerrou o ano com avanço de 1,1%, mas ainda sustentada pelo desempenho positivo do início de 2018. “Nós corremos o risco de trocar um processo de recuperação por um processo de banho-maria, de andar de lado”, alertou Rafael Cagnin, do Iedi. “A contar pelo quarto trimestre de 2018, o primeiro trimestre de 2019 vai ser difícil, há um ajuste. Foi um freio muito forte ao longo do ano passado inteiro. O ano de 2019 vai depender muito de quais indicativos que a equipe econômica vai dar. Apesar dos indicadores econômicos mais favoráveis, ainda há incertezas no cenário doméstico”, acrescentou.

As perspectivas para este ano, porém, ainda são otimistas. Em 2019, o mercado externo deve atrapalhar menos a indústria, enquanto a demanda doméstica pode ajudar mais, prevê o superintendente de Estatísticas Públicas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), Aloisio Campelo.

“O desempenho deve ser melhor do que no ano passado ao longo dos trimestres, mas não será exuberante, até porque a Pesquisa Industrial Mensal traz um carregamento estatístico negativo”, disse Campelo. “No segundo semestre, a indústria pode ganhar um pouco mais de ritmo, dependendo da aprovação das reformas que estão sendo apresentadas pelo governo”, reforçou.

Crise prolongada

Uma das mais tradicionais confecções de Sorocaba, no interior de São Paulo, a Rota Uniformes está desde 2014 com quase a metade de suas máquinas paradas. “Naquele ano, quando as vendas começaram a despencar, estávamos com 93 funcionários. Hoje, temos 47 e só conseguimos sobreviver porque demitimos no momento certo. Se a gente esperasse mais, talvez não tivesse como pagar os encargos trabalhistas”, diz o empresário João Francisco Guariglia.

O dono da Rota conta que a expectativa era de que a retomada fosse mais rápida, mas a crise se prolongou. “Em 2017, havia expectativa de melhora, mas no setor de confecções ela não ocorreu. Depois de atingir o fundo do poço em 2016, conseguimos estabilizar, mas não houve crescimento em 2017 nem no ano passado.” A queda nas vendas das confecções reduziu a produção e atingiu também as indústrias de tecidos. “Apenas as grandes indústrias têxteis sobreviveram à duras penas”, diz.

Este ano, a Rota espera crescer 5% em produção e vendas. “É uma meta que temos de alcançar para manter o quadro de funcionários e a saúde da empresa. Estamos vivos, mas na UTI. Para voltar ao quarto ainda leva um tempo.” A empresa produz em média 15 mil peças por mês, volume que, no pico da produção, em 2014, era de 25 mil peças. Do total, 40% são uniformes escolares e 60% são vestimentas profissionais.

A Rota trabalha só com tecidos nacionais, em razão da melhor qualidade, segundo Guariglia. Muitos uniformes têm o selo antipilling (bolinhas) e proteção contra raios ultravioletas.

O empresário afirma que um lance de sorte, em 2014, ajudou a empresa a sobreviver. “Numa feira, em Santa Catarina, encontrei uma máquina de corte e enfestadeira automática de R$ 1,1 milhão. Estava quase pegando dinheiro a juros bancários, quando vi uma linha de crédito no BNDES. Foi sacramentar o negócio e, dias depois, a linha foi suspensa. Quem financiou em banco não aguentou”.

Segundo o empresário, se houver retomada rápida, vai faltar mão de obra. “Preciso de costureira e não acho. Como a crise foi longa, quem saiu foi para outra atividade. Procurei um mecânico que trabalhou com a gente, mas agora ele faz transporte escolar. Começou com uma van e está com três, não tem como voltar para o setor.”

A tradição da família Guariglia em confecção começou há 60 anos, quando a mãe de João começou a bordar enxovais para recém-nascidos. Logo ela e o marido montaram uma pequena loja, no centro de Sorocaba, que se transformou na Cirandinha, com foco na confecção de enxovais para batizados. Em 1986, João e seu irmão, ambos engenheiros, começaram a produzir uniformes profissionais. Em 2000, ele deixou a sociedade para fundar a Rota, a maior do segmento na região. “Passamos por muitas situações difíceis, mas nenhuma crise foi tão séria quando esta”.
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Portos e terminais movimentaram 407 milhões de toneladas de minério de ferro em 2018. A carga representa 36% do total movimentado por portos e terminais privados do país, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), nesta terça-feira (12). Em segundo lugar na lista, aparecem os combustíveis, com 203 milhões de toneladas (18,2%). Na terceira posição ficaram os contêineres, com cerca de 113 milhões de toneladas (10,1%). A movimentação de soja, que representou 9,1%, foi outro destaque, com 102 milhões de toneladas.

Em TEUs, a movimentação de contêineres cresceu 7,2% em relação a 2017, totalizando 10,04 milhões de TEUs. Desse total, 4,7 milhões de TEUs foram movimentados no Sudeste. A região Sul movimentou 3,4 milhões de TEUs, enquanto Nordeste e Norte movimentaram, respectivamente, 1,2 milhão de TEUs e 800 mil TEUs, segundo as estatísticas da Antaq.

Ao todo, o setor portuário nacional movimentou 712,8 milhões de toneladas de granel sólido no ano passado, 2,4% a mais que em 2017. Em 2018, portos e terminais operaram 235,1 milhões de toneladas de granel líquido (+1,9%); 112,8 milhões de toneladas de contêineres (+4,8%); e 56,7 milhões de toneladas de carga geral solta (+6,1%). A Antaq destaca um incremento de 33% na movimentação de cargas no país entre 2010 e 2018.

Navegação

A navegação de longo curso transportou 823 milhões de toneladas, um crescimento de 32% entre 2010 e 2018, de acordo com as estatísticas da Antaq. A cabotagem transportou 229 milhões de toneladas, incremento de 26%, no mesmo período. Já a navegação interior transportou 61 milhões de toneladas, crescimento de 105% de 2010 a 2018.

Resultado de imagem para Licitação de Parques Eólicos Offshore

Depois de serem discutidas com mais intensidade no ano passado, a implantação dos Parques Eólicos Offshore, parece que enfim vão ganhar a legalidade.

Um projeto de lei (PL 11247/18), aprovado no Senado, aguarda o parecer de um relator na Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CMADS) da Câmara e depois pelas comissões de Minas e Energia; Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Existem atualmente, três projetos em estudo no Ibama, incluindo um estudo da Petrobras, que também tem parceria com a norueguesa Equinor, para o segmento de energia eólica.

Regulamentação

De acordo com o projeto de lei, as plataformas de geração poderão ser instaladas no mar territorial (até 22 quilômetros da costa) e na zona econômica exclusiva (até 370 quilômetros) e também dá autorização para a implantação das usinas nas chamadas águas interiores, como lagos e rios.
Fica também autorizada a instalação de Parques Eólicos com potência superior a 5 MW e a 1 MW no caso de solares, para usinas de menor capacidade, uma autorização da Aneel será necessária.

O modelo do edital de licitação aprovado no projeto de lei terá uma minuta básica do contrato, além de informações sobre os “prismas (regiões marinhas destinadas à exploração energética) eólicos e fotovoltaicos”, dados pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

A licitação só será realizada pela Aneel se houver um estudo de impacto ambiental e o posterior contrato de concessão deverá definir o espaço subaquático destinado à passagem de dutos e cabos.

Fica proibida a concessão em áreas com blocos exploratórios de de petróleo e gás, mas é permitida a instalação de centrais eólicas ou solares para o consumo das plataformas petrolíferas.
Outro ponto importante abordado pelo projeto de lei é a forma como serão divididos o valor arrecadado pelas concessionárias, os estados receberão 45%, os municípios também 45%, o Ministério do Meio Ambiente ficará com 3%, o Ministério de Minas e Energia 3% e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), que financia pesquisa científicas ficará com 4%.

o Texto estabelece ainda que a parcela que caberá aos Estados, Municípios e Distrito Federal, seguirá a mesma regra do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal) e do FPM Fundo de Participação dos Municípios, ou seja, deverá ser usada somente no financiamento da saúde e da educação pública.
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O estaleiro localizado em Angra dos Reis e pertencente ao grupo Keppel Fels, à BrasFels S/A, oferece ótimas oportunidades oficiais para profissionais da indústria naval e com qualificação para trabalhar fora da costa, ou seja, na modalidade offshore. Pode soar estranho mas entendemos que seja para finalizar ou corrigir algum problema em unidades que ela fabricou anteriormente. Saibam com mais detalhes logo abaixo:

 CALDEIREIRO

Principais pré-requisitos:  Ensino fundamental completo,  curso de Salvatagem CSBP, Curso T-HUET, curso de qualificação de 200 horas ou experiência profissional comprovada nesta área de atuação.

Conhecimentos Específicos – Ponteamento de solda e Operações com maçarico e esmerilhadeira.

SOLDADOR

Principais pré-requisitos: Ensino fundamental completo, Curso de Salvatagem CSBP, Curso T-HUET; e curso de qualificação de 200 horas ou experiência profissional comprovada nesta área de atuação.
Conhecimentos específicos: Arame tubular e Eletrodo revestido nas posições 3/4G.

Importante Ressaltar: Os currículos deverão ser enviados somente por e-mail, nada de aglomerações na porta do estaleiro em Angra dos Reis. A finalidade desta primeira  leva e formar um banco de dados, segundo à administração da BrasFels. Interessados podem enviar seus currículos para rh.curriculo@kfelsbrasil.com.br, identificando no assunto o nome da vaga em questão.
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O tom positivo prevalecia na bolsa paulista nesta últim terça-feira (12) acompanhando o viés benigno em praças externas, diante de esperanças em torno de negociações comerciais entre Washington e Pequim, além de acordo preliminar nos Estados Unidos para evitar nova paralisação do governo norte-americano.

A perspectiva de que o presidente Jair Bolsonaro deixe o hospital ainda nesta semana corroborava os ganhos, em meio a apostas de viabilização do andamento da agenda de reformas do governo, em particular a da Previdência.

Às 11:53, o Ibovespa subia 1,08 por cento, a 95.433,67 pontos. O volume financeiro somava 3 bilhões de reais.

A alta ocorre após o Ibovespa recuar quase 1 por cento na véspera, ampliando para 3 por cento a queda nos primeiros dias de fevereiro.

Na visão do estrategista Dan Kawa, sócio na TAG Investimentos, expectativas mais positivas de um acordo entre os EUA e a China em relação a suas relações comerciais, além de avanços nas negociações no Congresso dos EUA, ajudam os ativos de risco nesta sessão.

Os futuros acionários norte-americanos também sinalizavam uma abertura positiva em Wall Street.

Autoridades norte-americanas chegaram à capital chinesa nesta terça-feira e terão discussões na quinta-feira e na sexta-feira com representantes do país, a fim de buscar um acordo antes do prazo de 1º de março e evitarem uma elevação das tarifas comerciais.

Ao mesmo tempo, na véspera, parlamentares nos EUA chegaram a um acordo preliminar sobre o financiamento de programas de segurança de fronteira, a fim de evitar outra paralisação parcial do governo a partir de sábado.

Destaque

– PETROBRAS PN subia 2,9 por cento, tendo de pano de fundo a alta de mais de 2 por cento dos preços do petróleo no exterior. Analistas do UBS também elevaram a recomendação das ações para ‘compra’ e o preço-alvo para 33 reais, de 26 reais anteriormente.
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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou pedido feito pela Queiroz Galvão E&P (QGEP) e a Barra Energia para excluir a Dommo Energia, ex-OGX , do consórcio BS-4, que opera a produção do campo de Atlanta, em águas profundas da Bacia de Santos. A decisão foi baseada em um parecer assinado por Alexandre Cordeiro Macedo, superintendente-geral do Cade, e é mais um capítulo da disputa judicial envolvendo o projeto de produção.

A Dommo afirma que a manifestação do Cade não significa que a participação tenha sido transferida, que ela possa ser transferida, que as partes concordem com a transferência ou que haja solução para o litígio entre elas.

“A manifestação do CADE foi exarada em procedimento administrativo iniciado unilateralmente pela QGEP que não abordou as informações do litígio entre as partes e o CADE tratou unicamente do ponto de vista concorrencial. Dessa forma, a leitura isolada da publicação, desconsiderando informações do litígio reflete de maneira equivocada acontecimentos recentes envolvendo a Dommo”, diz a empresa.

Em setembro do ano passado, um tribunal arbitral, administrado pela London Court of International Arbitratrion– LCIA, ratificou o pedido da Barra Energia de exclusão da Dommo Energia do projeto do bloco BS-4. A decisão começou a produzir efeitos desde 11 de outubro de 2017, quando começou a disputa judical entre as empresas.

O Memorando de Entendimento entre a Dommo Energia e Azilat para compra de 30% de participação da ex-OGX na área do antigo bloco exploratório BS-4 disparou a briga societária que acabou no tribunal arbitral. No dia 17 de outubro do 2017, a Dommo informou ao mercado que estava vendendo para a Azilat sua participação na área. A petroleira, que já foi do Grupo X, de Eike Batista, permaneceria com 10% do capital da área, sendo sócia da QGEP (30%) e Barra Energia (30%).

Em 5 de dezembro, a Dommo, depois da saída do seu ex-presidente, Paulo Narcélio, que renunciou ao cargo exatamente um mês após o início do imbróglio, informou ao mercado que não conseguiu sacramentar o acordo com a Azilat pois não obteve o aceite da transação proposta pelas outras companhias que integram o consórcio, a Barra Energia e a QGEP.

A Azilat, com sede em Bermuda, pagaria os cash calls (chamadas de investimentos feitos pelo operador) em atraso acrescidos de valores relativos ao capex até o primeiro óleo do projeto (que aconteceu em maio de 2018), totalizando aproximadamente US$ 33 milhões, além de pagamentos contingentes no montante de aproximadamente US$ 30 milhões.

A Dommo Energia, de acordo com a QGEP, tinha um dívida na casa de R$ 71 milhões com o consórcio. Desde o final de 2013, o projeto vive as voltas com a inadimplência da Dommo. Até a ANP já se envolveu no caso.
A Dommo, por outro lado, alega que os sucessivos atrasos no início da produção do projeto, capitaneados pela QGEP, impediram que a empresa fizesse caixa e quitasse todas as suas dívidas.

“Os sucessivos atrasos na chegada FPSO Petrojarl I em virtude do mau gerenciamento da construção por parte do operador tiveram por consequência atrasos sucessivos no início da produção do Bloco BS-4 sob o Sistema de Produção Antecipada de Atlanta (“SPA”). Tais atrasos impactaram e continuam privando significativamente o ingresso de recursos para o fluxo de caixa da companhia, sendo, portanto, uma causa direta da inadimplência alegada pela Barra”, disse a empresa em nota na época.

A QGEP alegou que a própria Dommo aprovou a revisão dos cronograma. “Com relação às alegações divulgadas pela Dommo envolvendo a condução da operação do Bloco BS-4, a companhia reitera, como já divulgado anteriormente, que em conjunto com a Barra Energia conduziu bem-sucedidas negociações de um aditivo contratual com a Teekay Offshore Partners, companhia responsável pela adaptação do FPSO, contemplando nova data para a chegada da embarcação, com aprovação expressa da Dommo aos novos termos e condições. Dentre tais condições obteve-se significativa redução das taxas de afretamento”, disse a empresa em nota, também na época.

Três dias depois de anunciar a venda, a Dommo informou que recebeu uma notificação da Barra Energia exigindo que a sócia se retirasse do projeto. A Dommo classificou a atitude da Barra Energia de má-fé e deslealde.

“O anseio ardiloso e a manobra oportunista da Barra de locupletar-se ilegalmente às custas da companhia, ao tentar banir a Dommo Energia como player da indústria de óleo e gás no Brasil, tem ainda o efeito de infringir as leis antitruste brasileiras. A Dommo Energia é uma empresa brasileira que, com todos os desafios financeiros que enfrenta nos últimos anos – e ao contrário da Barra, produz petróleo, paga royalties à ANP, gera empregos técnicos de alta qualificação e conta com base acionária formada inclusive por pessoas físicas que acreditam na sua capacidade técnica e de superação”, disse a empresa em fato relevante divulgado na última sexta-feira.

Em maio de 2018, a Queiroz Galvão E&P anunciou que iniciou a produção do FPSO Petrojarl I, afretado com a Teekay Offshore, no campo de Atlanta, em águas profundas da Bacia de Santos. O poço 7-ATL-2HP-RJS está em fase de estabilização e o campo deve atingir produção diária de 20.000 barris de óleo até o final do segundo trimestre através de dois poços. Toda a produção será comprada pela Shell.

No último dia 4 de janeiro, a QGEP divulgou nota ao mercado informando que a produção do campo de Atlanta em 2018 ficou em 1,1 bilhão de barris de petróleo, sendo a parte da QGEP – com 50% do projeto – fixada em 572 mil barris de petróleo.

“Conforme já divulgado pela companhia, em 25 de setembro de 2018 o Tribunal Arbitral declarou a validade da expulsão da Dommo Energia do consórcio BS-4 e a perda de 20% de participação para a QGEP no bloco. A decisão está sendo implementada perante o Tribunal Arbitral e as autoridades brasileiras competentes”, disse a QGEP em nota.

Quatro dias depois, a Dommo divulgou fato relevante afirmando que a empresa detém 458 mi barris de petróleo da produção de Atlanta naquele período e que a decisão do tribunal arbitral não é definitiva.

“A sentença arbitral de primeira fase mencionada pela operadora em seu comunicado ao mercado, além de não encerrar definitivamente a controvérsia, somente será juridicamente válida e exequível em território nacional após a competente homologação pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mesmo após eventual homologação da sentença arbitral pelo STJ, a transferência efetiva da participação da Dommo Energia no ativo somente poderia ocorrer após a sua aprovação pelos órgãos reguladores competentes, como Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e CADE”, diz a empresa em nota.
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A Equinor vai instalar duas plataformas do tipo FPSO para produzir o petróleo e gás em Carcará, no pré-sal da Bacia de Santos. A primeira unidade de produção, com capacidade para 220 mil barris por dia de petróleo e 15 milhões de m³/dia de gás natural, será a maior do país e deve entrar em operação em julho de 2024.

A segunda plataforma, que pode representar um segunda fase de desenvolvimento de Carcará, ainda está em estudo pelo consórcio liderado pela Equinor.

O sistema de produção projetado pela empresa prevê 32 poços, sendo 12 poços produtores, quatro poços injetores de água, quatro poços injetores de gás e 12 poços contingenciais. A Equinor já possui licença de perfuração para poços na região e pretende expandir o licenciamento atual para a perfuração dos poços de desenvolvimento planejados.

A empresa norueguesa comprou em 2016 a participação de 66% da Petrobras no projeto de Carcará, na área do blocos exploratório BM-S-8, por US$ 2,5 bilhões. Em outubro de 2017, após arrematar o bloco Norte de Carcará, no 2º leilão de partilha do pré-sal, o consórcio formado entre Equinor, ExxonMobil e Galp informou a reorganização societária no projeto.

A Equinor vendeu metade da sua participação no BM-S-8 para a ExxonMobil por US$ 1,3 bilhão. Além disso, houve um acordo com a Queiroz Galvão E&P (QGEP) e Barra Energia, que em diferentes operações, deixaram o consórcio do BM-S-8, ficando o projeto distribuído entre Equinor (40%), ExxonMobil (40%) e Galp (20%).
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Planejar a retomada da economia da Venezuela passa obrigatoriamente por repensar em como reerguer o setor petroleiro do país, depois de anos praticamente sem investimento. Especialistas ouvidos pelo Valor estimam que são necessários cerca de US$ 30 bilhões anuais para recuperar o ritmo de produção de 21 anos atrás.

Em 1998, quando o ex-presidente Hugo Chávez foi eleito, a Venezuela produzia 3,5 milhões de barris diários (b/d). Economistas privados estimam que a produção está em 1,1 milhão de b/d - menor nível em quase um século. Com as recentes sanções dos Estados Unidos ao petróleo venezuelano, a expectativa é que a produção caia 43% para 500.000 b/d, segundo a consultoria Oxford Economics.

"A Venezuela é um país petroleiro. Recuperar o setor não é algo secundário. As sanções foram como uma adaga no coração, pois afetam a capacidade de produção, comercialização, investimento e exportação do país ", afirma Luis Vicente León, presidente da consultoria Datanálisis, em Caracas, ao observar que quanto mais tempo a Venezuela ficar sob sanções, maior será o desastre econômico e humanitário. "Um governo de transição terá de refundar o setor petroleiro, resgatar mercados, atrair investimentos e renegociar a dívida da estatal PDVSA."

José Toro Hardy, economista e ex-diretor da PDVSA, estima que seriam necessários de US$ 25 bilhões a US$ 30 bilhões anuais, durante um período de sete anos, para a Venezuela recuperar a produção que tinha em 1998.

Toro argumenta que a Agência Internacional de Energia estima que nos próximos 20 anos a demanda mundial por petróleo crescerá, mas a partir de 2040 a commodity começará a ser substituída por fontes renováveis. "Os países que podem aproveitar essa janela de oportunidade são os que têm reservas grandes. A Venezuela tem mais reservas do que México, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Argentina e Brasil juntos", afirma.

Com falta de investimento e manutenção, o setor petroleiro encolheu nas últimas décadas. Dos 50 mil poços que operavam na Venezuela, estima-se que entre 25 mil e 30 mil estejam paralisados, afirma Ivan Freites, da Federação Petroleira da Venezuela. Com tecnologia e investimentos necessários, ele acredita que seja possível recuperar 90% da produção dos poços, que costumam perder pressão com a falta de atividade.

Freites diz ainda que as refinarias na Venezuela hoje operam a 25% de sua capacidade instalada e somente uma delas processa gasolina - de um total de seis que o faziam. "Em 2018 produzimos uma média de 70 mil b/d de gasolina e outros 70 mil b/d de diesel. Há 20 anos, a produção média era de 450 mil b/d de gasolina e 400 mil b/d de diesel", diz, ao acrescentar que saques levaram à destruição de 40% das instalações petroleiras.

"A PDVSA hoje é a sombra do que um dia foi", avalia um economista que acompanha a situação da Venezuela e prefere não ser identificado. "A principal empresa de produção de petróleo do país foi quase que inteiramente destruída. Depois da greve petroleira de 2003, houve demissões massivas de altos e médios executivos, e o mandato da empresa foi estendido para além do negócio petroleiro, tranformando-a em um dos principais caixas, quando não executora, dos programas do governo", diz. "O resultado foi a degradação do corpo técnico, a fuga de cérebros, o sub-investimento em infraestrutura."

Entre 2002 e 2003, afirma Toro, o ex-presidente Hugo Chávez demitiu 20 mil trabalhadores da PDVSA, metade dos funcionários da estatal. Muitos foram trabalhar em países como Colômbia, México, Canadá, EUA, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.

Com a Lei de Hidrocarbonetos, de 2001, o governo aumentou o imposto de renda sobre atividades com petróleo extrapesado de 34% para 50%, os royalties de 16% para 30% e estabeleceu que a PDVSA seria majoritária nas joint ventures com empresas privadas.

A equipe de Guaidó quer reverter medidas implantadas com a Lei de Hidrocarbonetos e chamar empresas que ainda estão na Venezuela, como a chinesa CNPC, Rosneft, Chevron e Repsol para apresentarem um plano de investimento para o setor.

"O setor, definitivamente, precisa de investimentos privados. Mas, para isso, são necessárias regras mais claras para os investidores", afirma Francisco Rodríguez, diretor da consultoria Torino Capital.

Segundo Rodríguez, algumas restrições teriam de ser flexibilizadas, como permitir que acionistas privados possam ter mais de 50% do capital das empresas mistas. "Também é preciso um esquema que garanta o direito de propriedade e permita que as companhias estrangeiras possam repatriar seus lucros. Sem isso, não vão conseguir atrair investimentos."