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Enquanto o Palácio do Planalto costura um conjunto de medidas para manter de pé as concessões dos aeroportos leiloados em 2012 e 2013, as concessionárias cobram mais de R$ 2,5 bilhões do governo para reequilibrar seus contratos. Ao mesmo tempo, tentam emplacar algumas mudanças contratuais para adequar o caixa aos compromissos firmados. A ideia é tornar o negócio mais atraente para a entrada de novos investidores – uma saída para reduzir os efeitos da frustração de demanda e escassez de crédito.

Pelos estudos apresentados pelo governo na época dos leilões de concessão, a curva de demanda prevista está totalmente fora do movimento atual. A expectativa no Aeroporto do Galeão, por exemplo, era movimentar 23 milhões de passageiros no ano passado, mas só conseguiu 16,6 milhões, segundos os dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Em Guarulhos, o número de passageiros ficou em 39 milhões, ante uma previsão de 42 milhões; e em Viracopos, 10 milhões, ante 15 milhões.

O descompasso entre o planejado e o realizado deve ficar mais evidente este ano, já que a movimentação continua recuando. Na média, os aeroportos leiloados no governo passado tiveram queda de 10% no número de passageiros. “É o 13.º mês consecutivo de retração na movimentação”, afirma o diretor da Associação Nacional das Empresas Administradoras de Aeroportos (Aneaa), Douglas Rebouças de Almeida.

Na prática, isso significa menos caixa para honrar os compromissos que começam a ficar pesados com desembolsos de outorga (pagamento anual pela concessão) e, em breve, com o início dos pagamentos dos empréstimos tomados. “Hoje, as empresas têm dinheiro para pagar a operação, mas não conseguiriam pagar os financiamentos feitos para tocar as obras”, afirma uma fonte do setor. Por isso, as concessionárias tentam acelerar a análise do processo de reequilíbrio econômico-financeiro na Anac.

Reequilíbrio. Elas alegam impacto nas contas por uma série de despesas extras não previstas no contrato de concessão, como tocar obras e passivos ambientais de responsabilidade do governo. Alguns processos estão em análise na Anac há quase dois anos. “O reequilíbrio dos contratos seria um excelente começo”, afirma Almeida. A Anac informou que dos R$ 2,5 bilhões, R$ 1 bilhão já foi negado.

Pelas regras, a revisão contratual pode ser feita por meio de aumento de tarifa, do prazo de concessão ou reescalonamento da curva de outorga. Uma fonte do governo afirma que o mais provável seria mexer no prazo de concessão, já que aumento de tarifa teria impacto no bolso do consumidor e a mudança nos pagamentos de outorga mexeria nos cofres do governo.

Com a demanda mais fraca e sem dinheiro, as operadoras deixaram de fazer o pagamento da outorga, de cerca de R$ 2,5 bilhões, neste ano. Algumas entraram na Justiça e estão fazendo o depósito em juízo até que uma solução definitiva seja encontrada. Embora já tenham feito investimentos pesados, ainda há obras importantes para serem concluídas.

Segundo a Anac, nas concessões dos Aeroportos de Brasília, Viracopos (Campinas) e Guarulhos, ainda há investimentos que não foram totalmente concluídos, como área de pátio de aeronaves e expansão de terminal de passageiros. Em todos os casos, a agência emitiu auto de infração contra as concessionárias pelo atraso no cronograma.

Além do caixa debilitado por causa da demanda mais fraca, as concessionárias também foram afetadas pela Operação Lava Jato. Com exceção de Confins (MG), os outros aeroportos tinham como sócias empresas envolvidas no escândalo de corrupção, a exemplo de Odebrecht, no Galeão; UTC, em Viracopos; OAS, por meio da Invepar, em Guarulhos; e Engevix, em Brasília – nesse caso, a empresa vendeu sua participação.

Resultado de imagem para A Infraero não tem dinheiro para pagar outorga

Sem dinheiro, a Infraero poderá sair da sociedade formada com grupos nacionais e estrangeiros para administrar concessões de aeroportos. Ela detém 49% do capital dos concessionários de Guarulhos, Viracopos, Brasília, Galeão e Confins. As empresas terão de recolher aos cofres públicos, até o final do ano, as parcelas das taxas de outorga oferecidas nos leilões. Também até o fim do ano, o governo terá de decidir o que fará: vender a parte da Infraero nesses negócios ou aportar mais recursos do Tesouro para manter a participação da estatal. Essa segunda hipótese é remota na avaliação do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, que esteve na semana passada nos Estados Unidos apresentando a investidores o programa de concessões brasileiro. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Os investidores americanos virão para o Brasil?


Nos EUA, a atenção maior é para a parte financeira das concessões. A diminuição do papel do BNDES foi muito bem recebida, porque agora os bancos poderão concorrer.

Os financiamentos de longo prazo do BNDES ainda não liberados nas concessões do governo Dilma Rousseff são um problema. O sr. acha que os bancos estrangeiros podem entrar aí?

Eles vão fazer essa avaliação. Depende de cada consórcio. No Galeão, por exemplo, eles estão trabalhando num rearranjo societário e de financiamento para cobrir obrigações.

Que rearranjo? Vão tirar a Odebrecht do consórcio?

Eles não falaram especificamente, mas claro que o problema societário lá representa a Odebrecht. Isso é público.

O governo está preparando uma medida provisória que vai permitir devolver amigavelmente as concessões, mas...

Não querem sair do projeto.

Exato. E então?

Tem duas formas de resolver. Uma, pelo reequilíbrio do contrato. Tem ajustes que podem ser feitos, por exemplo, por causa do impacto do PIB, que é uma coisa real na economia. Ou, como as concessionárias alegam, porque elas fizeram investimentos que eram obrigação da Infraero. Isso tudo é previsto e pode ser reequilibrado. Mas, se o consórcio fez uma blindagem(lance em leilão) muito alta, isso é problema dele. Tem outro ingrediente aí: a Infraero não tem dinheiro para pagar a outorga.

E como se resolve isso?

O governo vai ter de decidir até o fim do ano qual vai ser a posição da Infraero. Se vai pagar a outorga ou se não vai. Até para que os consórcios se organizem. Eles podem pagar a parte da Infraero e dissolver o capital dela no consórcio.

Para ficar bem claro: a Infraero já resolveu que não vai pagar a outorga?

O governo não tem dinheiro. O pagamento da outorga este ano não está no orçamento da Infraero. Para manter os 49% da Infraero, precisa de desembolso do Tesouro. Não me parece que o governo brasileiro esteja disposto a fazer isso. Até porque, não se justifica a permanência do governo com 49% desses aeroportos. Mas eu não posso te adiantar que isso já é uma decisão. Nós estamos discutindo.

Os consórcios não têm dinheiro para pagar a outorga e atribuem ao BNDES, que não liberou financiamento.

O BNDES é um banco regido por normas claras de risco, retorno, garantias. A situação dos consórcios hoje não é a mesma de três anos atrás. Caiu a possibilidade desse aporte do BNDES. O risco aumentou. Por isso, eles vão ter de buscar um rearranjo financeiro no mercado.

A saída da Infraero não pode puxar o tapete dos demais sócios?

Alguns já foram ao ministério pedir que o governo diga qual é a regra. Se vai ou não vai entrar, porque têm interesse em aumentar sua participação.

Cobrir a parte da Infraero entraria na equação de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos?

Como possibilidade real.

Essa instabilidade de regras não dificulta ‘vender’ as concessões novas?

Não há instabilidade. Isso tudo está nos contratos. Há duas formas de resolver esses problemas. Uma é o reequilíbrio. Outra, que estamos querendo fazer por medida provisória, seria a saída amigável deles dos contratos em que os reequilíbrios não sejam suficientes. Com a MP, estamos criando uma saída. Se ficou difícil, se não tem condições de cumprir o contrato por motivos A, B, ou C, você pode fazer a devolução do ativo de forma amigável para o governo. O governo relicita e você vai ser indenizado. Mas você não vai poder participar da licitação.

Alguma concessionária tem interesse nisso?

Nenhuma mostrou interesse.

O governo está diante de um risco elevado de judicialização.

Sim. Judicializar é possível até entre marido e mulher.

Os leilões do programa de concessões vão começar em 2017. Não é tarde, diante dos objetivos do governo?

O ideal seria antes. Mas investimentos no curto prazo só serão possíveis se resolvermos o problema da renovação antecipada das concessões.

Mas também aí há problemas. O TCU mandou parar o aditivo da Concer (concessionária do trecho Juiz de Fora–Rio da BR-040), que era justamente uma renovação antecipada de contrato em troca de mais investimentos. Como o sr. vê isso?

Com preocupação, porque eram investimentos necessários. Ainda faltam cinco anos para o vencimento dessas concessões. Se não for possível fazer as renovações, vamos ficar sem investimento. Mas queremos fazer as coisas com segurança.



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A crise do setor imobiliário americano, em especial no estado natal do empresário Donald Trump, contribuiu para uma queda estimada em seu patrimônio de 800 milhões de dólares, apenas no último ano, estima a publicação americana Forbes.

Candidato republicado à presidência dos Estados Unidos, o empresário nasceu e cresceu no Queens, distrito de Nova York, antes de se tornar o bilionário polêmico que é hoje.

E é na região que o bilionário concentra mais da metade de seu patrimônio de 3,7 bilhões de dólares, calcula a revista.

O hotel Trump Internacional, o conjunto Trump Park Avenue e o Trump World Tower são alguns de seus sólidos investimentos.

O arrefecimento do setor de imóveis de luxo na região, no entanto, teria rendido a ele uma boa parte dessa perda - 300 milhões de dólares.

A baixa procura por suas dezenas de apartamentos de alto luxo na cidade também contribuiu, bem como a queda no valor de seus negócios fora da Big Apple, em especial na Flórida.

Ainda bilionário

Mesmo que bem significativa, a perda está longe fazer dele um ex-bilionário. Sua riqueza estima de 3,7 bilhões de dólares engloba o patrimônio em imóveis e investimentos declarados por ele, além dos alugueis recebidos, negócios e outros ativos.

Apenas com o Nike Tower, prédio comercial alugado por ele à companhia, rendem alugueis de 52 milhões de dólares mensais – um contrato que tem uma data longínqua para acabar: 2079.

Sem contar os bens “intangíveis” que o empresário consegue com a venda da própria imagem, uma conta que a Forbes prefere não fazer com ricaços populares, como ele e Oprah Winfrey.

Um tipo de ativo que certamente o deu força para ganhar as prévias das eleições americanas, com uma campanha paga por seu próprio bolso.

O anúncio do novo plano de negócios da Petrobras levou a uma nova rodada de revisão, para cima, das projeções e preço-alvo para as ações da companhia. Apesar de os papéis já terem dobrado de valor neste ano e de analistas ainda terem dúvidas sobre a execução de alguns pontos do plano, a avaliação foi positiva e levou aos ajustes.

Desde o lançamento do plano de negócios 2017-2021, no dia 20, quatro casas de análise - UBS, Raymond James, Credit Suisse e Banco do Brasil - alteraram suas perspectivas para a empresa, sendo uma mudança de recomendação e três elevações de preço-alvo. No início do mês, perspectivas melhores para a empresa também levaram outras casas, como o BTG Pactual e o J.P. Morgan, a revisar suas métricas para a companhia.

Considerando os relatórios mais recentes de cinco instituições, o novo preço-alvo médio para a ação preferencial é de R$ 18,18, o que representa potencial de alta de 31,3% mesmo após o papel já ter subido 106,7% no ano. No mesmo intervalo, as ações ordinárias acumulam ganho de 78,9%. Grande parte das recomendações para os papéis no Brasil é de compra - apenas o Bank of America (BofA) tem indicação neutra e nenhum analista sugere venda.

No caso dos recibos de ações (ADR) lastreados nos papéis ON da estatal, os mais líquidos na bolsa de Nova York, o preço-alvo médio de quatro casas é de US$ 10,63, o que indica potencial de alta de 11,9%, considerando o fechamento de ontem. O ADR da ON já acumula ganho de 121%, enquanto o ADR da PN se valorizou, no ano, 151,5%. Como a alta dos ADRs é maior que a das ações no Brasil, a maior parte da recomendação para esses títulos é neutra (apenas o BTG Pactual indica compra).

As melhores perspectivas para o desempenho da Petrobras, em especial com a mudança na gestão da empresa, e também para os fundamentos do próprio setor, com preços altos de combustíveis e recuperação do petróleo, explicam os ajustes nas projeções.

"Apesar de as ações terem dobrado de valor, de níveis bastante reduzidos no início do ano, acreditamos que elas ainda não refletem totalmente os fatores significativamente positivos para a companhia", diz o HSBC, em análise da pela analista Lilyanna Yang. Um outro fator é a avaliação de que o atual presidente da estatal, Pedro Parente, tem colocado a companhia no caminho certo ao concentrar esforços na venda de ativos, que vem apresentando progresso, e na redução do endividamento.

"Estamos satisfeitos de ver que Pedro Parente tem escolhido o caminho certo, fazendo a empresa avançar em negociações para vender parte de suas unidades de distribuição e de ativos petroquímicos", diz o BTG, em relatório.

As instituições financeiras destacam importantes passos que a empresa vem dando em direção ao cumprimento do seu plano de desinvestimentos 2015-2016, de US$ 15 bilhões. Para o BofA, a venda de 90% do capital da Nota Transportadora do Sudeste (NTS) para um consórcio liderado pela gestora canadense Brookfield, concluída na sexta, ajuda a melhorar seu perfil de liquidez e caminhar para o controle da dívida. O negócio foi fechado por US$ 5,2 bilhões.

"A venda de ativos traz caixa e reduz a relação entre dívida líquida e Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] no curto prazo e mostra que a diretoria está executando a estratégia do seu portfólio, priorizando ativos com potencial de geração de caixa", afirmam os analistas Rodolfo Angele e Felipe Dos Santos, do J.P. Morgan, em relatório.

Os analistas acreditam que o novo plano deve ser capaz de garantir uma melhora no balanço da Petrobras, com ganhos para os investidores e aumento da eficiência. "Nossa leitura foi de um abordagem viável e racional", dizem Luiz Carvalho, Julia Ozenda e Sean Glickenhaus, analistas do UBS.

Ao mesmo tempo, porém, alguns riscos permanecem no radar do mercado, como em relação ao cumprimento das metas de crescimento da produção combinado com uma redução dos investimentos. Para o BTG, são esses dois fatores que trazem "certo ceticismo" em um primeiro momento, embora todos os números do plano sejam positivos e melhores do que as estimativas do próprio banco e do mercado.





Fonte: Valor
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A 3ª edição da pesquisa Termômetro ContaAzul chegou a uma conclusão preocupante. Mais de 1/3 (34%) das pequenas empresas ainda não sabem como arcar com os gastos extras de fim de ano, em especial o pagamento do 13º salário aos funcionários.

Cerca de 1.300 micro e pequenas empresas em todo o Brasil participaram da enquete que aconteceu na 1ª quinzena de setembro.

De acordo com o estudo, somente 22% das empresa tem uma reserva permanente para este fim.
Resultado de imagem para Governo quer investimento cruzado em ferrovias

O governo pretende tirar do papel algumas obras pontuais em ferrovias para atacar ‘gargalos’ logísticos – como o Ferroanel de São Paulo – com recursos das taxas de outorga que as atuais concessionárias de linhas férreas pagarão para renovar antecipadamente seus contratos. Em vez de recolhê-las ao Tesouro, essas empresas realizarão obras em outras ferrovias, selecionadas pelo governo.

Assim, o que provavelmente se transformaria em superávit primário será convertido em investimentos. Segundo fontes, a ideia não enfrenta oposição do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

O governo ainda está estimando quanto cobrará e, portanto, de quanto vai dispor para novos investimentos. Na lista também estão um novo acesso ferroviário para a Baixada Santista e uma ligação entre o Rio e Vitória, com saídas para o Porto de Açu e o Porto Central. No Centro-Oeste, a intenção é construir uma linha entre Água Boa (MT) e Campinorte (GO), o que permitirá transportar a produção de soja e milho do centro do País pela Ferrovia Norte-Sul.

A autorização para que uma concessionária invista em linhas que não estão sob sua administração deverá constar de uma Medida Provisória (MP) que está em elaboração. Essa mesma proposta permitirá que as concessionárias em dificuldades financeiras devolvam os empreendimentos ao governo e dará mais segurança jurídica para que as concessões já existentes realizem investimentos não previstos em contrato em troca de mais prazo.

O texto da MP ainda está em discussão. Ontem, o ex-ministro dos Transportes e atual presidente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), César Borges, esteve na secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos.

“A MP resolve o problema para o futuro, mas há uma preocupação nossa de olhar para trás”, disse. “Há um conjunto de concessões em curso, que fizeram investimentos e estão em dia com suas obrigações, mas enfrentam dificuldades porque o Brasil de hoje não é o de 2013.”

Borges se refere às concessões do Programa de Investimentos em Logística (PIL), que ele próprio comandou. Em maior ou menor grau, todas enfrentam problemas na obtenção de crédito de longo prazo e, com isso, têm seus programas de investimentos ameaçados.

Segundo Borges, esses empreendimentos foram afetados pela retração econômica. Os cálculos de tarifa levavam em conta uma taxa de crescimento de 2,5% ao ano, o que está longe da realidade atual.

Para as concessões com problemas, o governo oferece duas saídas. A primeira é pedir o reequilíbrio econômico-financeiro do contrato, que pode permitir, por exemplo, um aumento de tarifa se a razão for justificada. A MP vai permitir também que a concessão seja devolvida de forma amigável.




Fonte: O Estado de São Paulo

A retomada dos investimentos no próximo ano terá um efeito "modesto" na recuperação do consumo das famílias, afirma ao DCI a economista da Tendências Consultoria Alessandra Ribeiro.

No cenário da especialista, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, investimentos) deve ter expansão de 3% em 2017, ao passo que o consumo tende a crescer apenas 0,1% no mesmo ano. Para 2016, as projeções da Tendências indicam queda de 8,5% nos investimentos e retração de 4,3% no consumo.

Alessandra conta que, após oscilar entre altas e recuos até março de 2017, os investimentos entrarão em trajetória consistente de alta a partir do segundo trimestre, avançando 2,5% na margem (ou seja, em relação ao trimestre imediatamente anterior). Na comparação anual (contra o segundo trimestre de 2016), a expectativa é de crescimento de 1,5% na FBCF.

Contudo, a economista esclarece que a retomada dos investimentos no próximo ano não terá impacto significativo no consumo. "A recuperação dos investimentos no segundo trimestre de 2017 evitará novas demissões. Mas a volta das contratações só vem a partir de 2018", prevê.

Até o próximo ano, portanto, as empresas utilizarão somente a mão de obra empregada para desengavetar projetos de investimentos. Apesar do avanço esperado, a FBCF em porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) deve se deslocar de uma taxa de 17,2% neste ano, para um patamar de 17,4% em 2017.

Emprego em baixa

Sem perspectiva de novas contratações nos próximos 15 meses, a Tendências estima que a taxa de desemprego alcance 11,5% neste ano e 12,7% em 2017. Já a renda real deve recuar 3,3% em 2016 e ter queda de 0,1% no próximo ano. Na mesma base de comparação, a massa de rendimentos tende a registrar recuos de 5% e de 0,1%, respectivamente.

Alessandra pontua que a construção civil e fabricação de máquinas e equipamentos são os setores que irão puxar as altas trimestrais dos investimentos nos próximos meses.

Ainda segundo ela, o programa de concessões em infraestrutura só terá impacto no indicador de FBCF em 2018, tendo em vista que a maioria dos leilões está marcada para acontecer no segundo semestre do próximo ano.

"Nossas estimativas se baseiam em um cenário de aprovação das medidas fiscais, como a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] do teto para o crescimento dos gastos públicos e a reforma da Previdência. Esse ponto é fundamental", ressalta a economista da Tendências.

"Porém, se houver muita postergação no encaminhamento das medidas, ou se elas forem aprovadas com muita desconfiguração [em relação à proposta original], isso terá impactos negativos nas expectativas dos agentes, o que acaba limitando a reação da economia. Neste cenário, as estimativas de crescimento podem sofrer alguma deterioração", acrescenta Alessandra.

Visão empresarial

Em um debate realizado ontem pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças de São Paulo (Ibef-SP), CEOs de grandes empresas avaliaram que não há expectativa de retomada do consumo no curto prazo (nos próximos 12 meses)

"A velocidade de recuperação [do consumo] ainda não está muito clara. Não sabemos em que velocidade as pessoas desempregadas se reintegrarão ao mercado de trabalho formal ou informal. Isso a gente ainda não pode prever", avaliou o diretor presidente da Natura, Roberto Oliveira de Lima, ao participar do evento.

"A recessão na ponta do consumo está bem acentuada. Quando achamos que vai dar uma melhorada, a trajetória se inverte. [...] Além disso, o consumidor está usando mais a racionalidade na hora de comprar. Agora ele está comprando aquilo que cabe no bolso", complementou Lima.

O presidente da Nextel Brasil, Francisco Valim , por sua vez, destacou que, diante da contração do consumo, o ato de investir precisa de "parcimônia", principalmente para as empresas que trabalham com o consumo na ponta, como é o caso da Nextel. "A parcimônia em um cenário de crise econômica sobe na prioridade", ressaltou Valim.

Ele comentou ainda que a discussão sobre uma reforma trabalhista precisa levar em conta os atrasos que ainda existem no País, como é o caso, por exemplo, do trabalho escravo. "Saindo dos grandes centros, isso ainda é algo encontrado, o que significa que precisamos de algum nível de atuação governamental", afirmou ele, acrescentando que o Brasil ainda carece de uma regulação mais dura no que diz respeito às regras trabalhistas.

Para ele, o modelo de baixa intervenção estatal da economia dos Estados Unidos funciona melhor em situações de países com pleno emprego.

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Orçamentos estaduais travados, eleições municipais e mudanças do governo federal congelaram as parcerias público-privadas e licitações para construtoras de todos os portes. Com a conclusão dos projetos em andamento, a perspectiva é que um novo ciclo de obras fique para 2018.

"A demanda [por obras públicas] existe, mas de 80% a 90% estão paradas", afirma a vice-presidente de infraestrutura, PPPs e concessões do SindusCon-SP, Maristela Honda. De acordo ela, se por um lado, os contratos assinados estão sendo afetadas pela Lei de Responsabilidade Fiscal, as obras em execução estão próximas ao fim. "Ainda estamos sem perspectiva de novas concorrências", diz.

"O mercado está acirrado e todos estão a procura de trabalho", complementa. Para ela, de educação a saúde, todos os nichos estão parados. "As escolas municipais e estaduais estão sofrendo por conta do orçamento", aponta. Entre os projetos que podem estimular os negócios está a construção de fóruns que têm demanda. "Mas por não ser urgente não sabemos se entrará no orçamento."


Questionada sobre obras ligadas ao setor privado, como escolas e hospitais particulares, ela aponta que está em melhores condições, mas que não é saída para quem trabalha com obras públicas. "Existe demanda, mas ainda é pequena para todo o mercado. O número de escolas privadas ainda é baixo ante ao público. Dependemos do setor público e das PPPs", garante.

Com a mudança de governo no governo federal, no entanto, a executiva vê uma 'luz no fim do túnel'. Ainda assim, a recuperação para o setor fica para 2018. "Em 2017 as empresas devem colocar ordem na casa e cuidar da saúde, porque elas precisam sobreviver."

Desempenho favorável

Para quem atua com demandas de empresas privadas, a perspectiva é um pouco melhor. Tanto a construtora Baggio quanto a Thá Engenharia apontam que, apesar de estagnada, a construção de grandes obras não teve retração acentuada. "Não está acelerado como estava, mas o investimento continua, principalmente na área médica", diz a diretora comercial do Grupo Baggio, Blanca Baggio. Segundo ela, as regiões do agronegócio são as que têm maior procura. "No interior de São Paulo e do Paraná, por exemplo", explica. Segundo Blanca, no Nordeste também há uma demanda reprimida que tem aquecido o mercado na área da saúde e da educação. "Vemos uma procura que não tínhamos antes na região", indica. "Eles estão investindo em construções que ficarão prontas daqui a um ano e meio ou dois anos, com outro cenário na economia", informa. No segmento de shopping centers, a tendência é a construção de lojas a céu aberto, os chamados malls.

Atualmente, a Baggio tem 50 mil metros quadrados (m²) em construção e o objetivo é dobrar o número em cinco anos. Segundo ela, com as obras públicas em aguardo, novos construtoras devem pleitear o cercado privado. "Não só de quem fazia para o [poder] público, mas também quem estava em outras áreas", disse, acrescentando a importância de ter experiência antes de atuar nesses segmentos.

Cautela

Na Thá Engenharia, o diretor de planejamento e controle da produção da companhia, Gilberto Kaminski, aponta que tem visto as obras privadas muito represadas. "Temos recebidos muitas consultas de projetos novos, mas os investidores estão postergando a decisão e aguardando a economia", explica. Mesmo assim, ele aponta que a Thá tem conseguido manter o volume de obra, que chega a 1 milhão de m² em andamento. "Crescíamos entre 10% e 15% por ano antes e esperamos retomar o crescimento em 2017."

Segundo ele, a concorrência está muito acirrada com muitas empresas e poucas obras. "Isso é prejudicial, porque vemos preços muito baixos que podem gerar problemas na obra e até inviabilizar", explica.

Para Kaminski, entre os setores que devem voltar de forma mais rápida estão a área da saúde, projetos de infraestrutura advindos de concessões e obras industriais. "O que deve demorar um pouco mais são os shopping centers, porque hoje temos muitos com área ociosa", afirma. A tendência neste último segmento são outlets e obras menores como shopping à beira da estrada.


Com a expectativa de uma greve na Petrobras, a empresa Hope Recursos Humanos, que presta serviços para a estatal, enviou uma mensagem por e-mail ontem aos funcionários terceirizados com um protocolo para provarem que foram impedidos de trabalhar pelos grevistas. Para não ter o dia descontado, os colaboradores deveriam fazer foto ou vídeo e registrar um boletim de ocorrência na delegacia.

Diante de várias reclamações – e de uma chamada da diretoria – a empresa voltou atrás.
A Hope foi uma das empresas citadas pelo lobista e delator Milton Pascowitch na Lava-Jato como fonte de propina ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

(Às 20h15, a Hope entrou em contato com a redação e assumiu que o e-mail enviado aos funcionários foi um erro. Assim que soube do conteúdo da mensagem, a Diretoria da empresa pediu para que os colaboradores desconsiderassem as recomendações.)



Por Alessandra Medina
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A parceria e colaboração entre as empresas de petróleo são cada vez mais importantes para a evolução da área de Exploração e Produção (E&P) no mundo, em particular em meio ao cenário atual de crise econômica e de baixos preços do petróleo. Essa foi a tônica do painel Collaboration 2.0 - Reinventing the E&P Industry, que a gerente executiva de Aquisições e Desinvestimentos da Petrobras, Anelise Lara, moderou no segundo dia da SPE Annual Technical Conference and Exhibition, maior evento da área de engenharia de petróleo mundial, no último dia (27/9), em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O painel, formado pelos sócios da Petrobras na área de Libra, focou na experiência dos que dividem o dia a dia do bloco. O gerente executivo da área de Libra, Fernando Borges, da Petrobras, destacou a diversidade de empresas que compõem o consórcio, tanto com relação à localização, quanto ao perfil. Ele explicou que o projeto é um exemplo de construção de uma forte parceria, com compartilhamento de talentos, conhecimento, experiências, além dos custos de financiamento. “Este ambiente colaborativo pode ser muito proveitoso para novas ideias, beneficiando o projeto de Libra”, afirmou.

Borges mostrou exemplos em que a cooperação tecnológica e troca de experiências entre os sócios do projeto gerou economia de investimentos. Um deles foi a adoção de um sistema de injeção alternada de água e gás através da mesma linha flexível, além da redução do diâmetro da linha de serviço, que reduz em US$ 400 milhões o investimento necessário. Outro foi a simplificação no sistema de completação inteligente de um dos poços do projeto, que também barateia o investimento, em US$ 150 milhões.

Libra é o primeiro projeto concebido sob o modelo de partilha de produção (regime de exploração e produção pelo qual uma ou mais companhias firmam um contrato com uma empresa estatal, que prevê a compensação das partes por meio da partilha da produção de um campo de petróleo). Nesse projeto a Petrobras tem como sócias as empresas Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e a CNPC (10%). A Petróleo Pré-Sal S.A (PPSA ) é a representante do Governo Federal. Até o momento, foram concluídas as perfurações de sete poços e o oitavo, na área noroeste do bloco, está em perfuração. O sistema de produção antecipado de Libra está previsto para iniciar a operação em 2017.

O bloco não é o primeiro caso de parceria bem sucedida na companhia. Atuamos com êxito em sociedade com diversas outras petroleiras na exploração e no desenvolvimento de ativos terrestres e marítimos, o que se intensificou com o pré-sal. Essa estratégia possibilitou uma intensa troca de experiências e transferência de tecnologia, incrementando a competitividade da Petrobras em nível global. Hoje, apenas dez anos após a primeira descoberta, a camada pré sal já produz mais que um milhão de barris de petróleo por dia.

O novo Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da companhia tem como uma de suas bases estender a colaboração entre empresas e a Petrobras. A ideia é que a companhia possa reduzir os riscos na participação dos projetos e dividir os investimentos com outras empresas, reduzindo sua necessidade de capital para desenvolver os projetos. A Petrobras planeja investir US$ 74,1 bilhões nesse período. Com a realização de parcerias e desinvestimentos, estima alavancar investimentos adicionais de US$ 40 bilhões por parte de outras empresas do setor no Brasil nos próximos dez anos.

Participaram ainda do painel o vice presidente da Shell Brasil, German Burmeister, o presidente e CEO da Total E&P Américas, Michel Hourcard, o vice-presidente da CNPC Latin America, Wang Yinxi e o Vice-presidente da CNOOC International Limited, Hongbo Zo. Representando o governo, falou o presidente da Petróleo Pré-Sal S.A. (PPSA), Oswaldo Pedrosa.

Empregados da Petrobras receberam prêmio por contribuições à indústria

Quatro empregados da Petrobras foram premiados com o 2016 SPE Regional Award – South America and Caribbean, prêmio concedido pela Society of Petroleum Engineers (SPE), uma das mais importantes entidades da indústria mundial de petróleo e gás. A distinção foi conferida aos engenheiros Flávio Vianna (gerente geral de Implantação de Projetos), Cezar Paulo (gerente de Elevação, Escoamento e Processamento), Adalberto Rosa (consultor master em Engenharia de Reservatórios) e Márcia Lisboa (consultora sênior em Segurança de Processos, aposentada no final do ano passado) por suas contribuições para a indústria do petróleo.

A partir de hoje (30), as instituições financeiras poderão financiar imóveis novos de até R$ 1,5 milhão com juros de até 12% ao ano. O Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou os bancos a destinar 6,5% dos recursos da poupança para esse tipo de empréstimo.

O conselho mudou as normas de exigibilidade dos depósitos de poupança. Atualmente, os bancos são obrigados a destinar 65% dos depósitos na caderneta para o crédito imobiliário. Desse total, 13 pontos percentuais (20%) são destinados para operações de mercado e 52 pontos percentuais (80%) para operações do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que financia imóveis de menor valor.

O SFH financia imóveis de até R$ 750 mil em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em São Paulo e no Distrito Federal e R$ 650 mil nos demais estados com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Com a mudança, a parcela da poupança destinada ao SFH cairá de 52% para 45,5% (de 80% para 70%), com a criação da faixa de 6,5% a ser aplicada na faixa de crédito para moradias de até R$ 1,5 milhão.

Os juros dos financiamentos do SFH estão limitados a 12% ao ano. Segundo a chefe do Departamento de Regulação do Sistema Financeiro do Banco Central (BC), Sílvia Marques, o FGTS não será usado nos financiamentos para imóveis de até R$ 1,5 milhão com recursos da poupança, mas essa nova modalidade de crédito terá o mesmo teto para as taxas.

A medida é temporária e vale apenas por um ano. De acordo com a técnica do BC, caso a medida seja bem-sucedida, será aplicada de forma permanente. Ela ressaltou que a regulamentação dá liberdade aos bancos para financiarem temporariamente imóveis de até R$ 1,5 milhão com juros mais baixos, mas disse que a medida não necessariamente chegará ao consumidor porque os bancos, na média, já aplicam mais recursos no crédito imobiliário do que o requerido.

De acordo com Sílvia Marques, existem atualmente R$ 495 bilhões aplicados na poupança no país. Desse total, os bancos teriam de destinar R$ 322 bilhões para o crédito imobiliário. No entanto, segundo a técnica do BC, o estoque de empréstimos para o setor chega a R$ 354 bilhões.

“Estamos apenas dando mais uma opção de limite para os bancos cumprirem a exigibilidade mínima da poupança. Estamos criando uma possibilidade para a alocação do banco para fins de direcionamento. Não tem desenquadramento”, disse Sílvia Marques.

Cadastro positivo

Na reunião de hoje, o CMN também aprovou uma resolução que dá liberdade ao Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) de administrar sistemas de cadastro positivo – relação de bons pagadores com direito a juros mais baixos. Até agora, empresas com patrimônio de pelo menos R$ 70 milhões podiam administrar esses bancos de dados.

Com a decisão de hoje, o saldo mínimo de R$ 70 milhões poderá ser alcançado pela soma do patrimônio de empresas associadas. A medida permite que os serviços estaduais de proteção ao crédito que compõem o SPC somem o patrimônio de todos os associados para serem enquadrados no limite mínimo.
Resultado de imagem para Statoil quer investir no Brasil e Meirelles coloca São Paulo como destino dos recursos

Presidente da empresa norueguesa acredita na retomada do setor no país e vê São Paulo com grande potencial

Na Fecomercio, Meirelles apresentou o potencial de São Paulo no setor de óleo e gás e convidou a empresa Statoil a investir no Estado.

O Estado de São Paulo recebeu nesta última quarta-feira, 28 de setembro, um evento da Câmara de Comércio Brasil-Noruega sobre os desafios e oportunidades da cadeia de petróleo e gás natural, sediado na Fecomercio.

O presidente da Statoil no Brasil, Pål Eitrheim, reafirmou o interesse da companhia no país, onde é líder como operadora estrangeira. Segundo ele, os recursos energéticos brasileiros são provavelmente os maiores e melhores entre qualquer democracia estável no mundo.

Ele lembrou que hoje os países competem globalmente pelos investimentos e com suas grandes reservas o Brasil precisa apenas ajustar a regulamentação para torná-la simples e previsível, além de mais competitiva.

 “A Statoil já investiu no país e quer investir mais. É uma região ‘core’ para nós, a mais importante que temos fora da Noruega, e estamos no país para o longo prazo. Não para os próximos dois ou três anos, mas para os próximos 30 a 50 anos”, disse Eitrheim.

O secretário de Energia e Mineração, João Carlos Meirelles, apresentou um panorama das atividades do Governo do Estado no setor e colocou São Paulo à disposição da empresa. “A maior parte da cadeia de fornecedores da indústria de óleo e gás está em São Paulo. A Statoil é muito bem vinda ao Estado, que já é o terceiro maior produtor de petróleo do Brasil”, disse.

A empresa norueguesa irá analisar oportunidades de novas concessões na área do pré-sal brasileiro, porém dependerá da atratividade das regras estabelecidas.

No evento, o presidente do IBP, Jorge Camargo, passou uma visão positiva do futuro do setor. Segundo o executivo, a indústria brasileira de petróleo pode ver dobrar sua participação nos investimentos globais em exploração e produção, se forem tomadas as medidas corretas neste momento de transição pelo qual passa o setor e o país. Segundo ele, a fatia do Brasil nos investimentos globais em E&P, atualmente em 5,8%, poderia chegar entre 7% e 10%.

“Estamos sentindo desse governo a convicção de que é chegada a hora de o Brasil fazer um aperfeiçoamento no modelo regulatório para tornar o Brasil mais competitivo. Temos hoje um ambiente de mudança”, disse Camargo.



Fonte: Secretaria de Energia e Mineração
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O presidente-executivo da Vitol, maior trading de petróleo do mundo, Ian Taylor, disse que não vê o mercado global de petróleo se apertando antes de 2018.

Ele também expressou ceticismo sobre a importância de um possível acordo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre o congelamento de produção.

"Se você congelar a produção a um nível que é claramente acima da demanda ... isso é altista?", perguntou Taylor em uma conferência da Bloomberg em Londres.


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Os investidores estavam acompanhando de perto a reunião da Opep em Argel nesta semana, esperando que o cartel finalmente chegaria a um plano para resolver o excedente global de petróleo que levou os preços despencarem ante os valores de 2014. Mas, até agora, as conversas não têm avançado.

Taylor disse que seria difícil para o mercado se reequilibrar com uma produção um pouco melhor do que o esperado em meio ao fraco crescimento da economia global.

Ele espera que o crescimento da demanda por petróleo neste ano fique em 1,2 milhão e 1,3 milhões de barris por dia e que o mercado de gás natural liquefeito se mantenha até 2022.
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Às vésperas do primeiro turno das eleições municipais, o governo Michel Temer anuncia hoje as regras para o primeiro lote de contratações do Minha Casa Minha Vida da gestão peemedebista. A meta é contratar 40 mil novas moradias ainda em 2016 na faixa 1,5 do programa, que foi promessa de campanha à reeleição da presidente cassada Dilma Rousseff, ainda em 2014. Mas as obras nunca saíram do papel.

O governo Temer espera que o início das contratações ainda este ano contribua para aquecer o setor da construção civil e impulsionar a economia, principalmente com geração de novos empregos. Também é um agrado à classe média e uma agenda positiva para o governo em meio à recessão.

A faixa 1,5, criada para beneficiar a classe média baixa, é destinada a famílias com renda mensal de até R$ 2.350 e conta com subsídio do FGTS e do Tesouro. A ideia no governo Dilma era atender famílias que tinham renda superior aos limites da faixa 1 (onde as moradias são totalmente subsidiada pelo Tesouro), mas não tinham orçamento suficiente para se habilitar à faixa 2 (onde o subsídio é menor). Em março deste ano, em meio ao acirramento do processo de impeachment, Dilma chegou a anunciar a novidade em evento no Palácio do Planalto, mas sua equipe não conseguiu tornar viável essa parte do programa.

Os imóveis que serão oferecidos no programa terão valor máximo de R$ 135 mil nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio e no Distrito Federal. Até um terço do valor (R$ 45 mil) pode ser integralmente subsidiado pelo FGTS (90%) e Tesouro (10%), dependendo da faixa de renda (quanto maior a renda, menor o subsídio integral). Os R$ 90 mil restantes, nesse caso, são financiados pela Caixa a longo prazo, com juros, também subsidiados, de 5% ao ano. Nas outras regiões do País, os valores dos imóveis e dos subsídios têm algumas variações.

Para a faixa 1,5 do MCMV serão destinados R$ 3,8 bilhões. Desse valor, R$ 1,4 bilhão será para pagar os descontos no valor dos imóveis, sendo R$ 1,26 bilhão bancado pelo FGTS e R$ 140 milhões pelo Tesouro. Os outros R$ 2,4 bilhões sairão também do FGTS por meio de financiamentos com juro subsidiado. O subsídio da faixa 1,5 é maior do que o dado na faixa 2 (famílias com renda de até R$ 3,6 mil). A seleção dos beneficiários não será feita pelas prefeituras – como na faixa 1 – mas pelos bancos (Caixa e BB) e pelas próprias construtoras, que analisarão o enquadramento das famílias nos critérios.

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, extinguiu o sorteio que tinha sido determinado pela equipe de Dilma para a seleção dos beneficiários da faixa 1,5. Segundo a secretária Nacional de Habitação, Henriqueta Arantes, os novos critérios atendem a um maior número de famílias, além de garantir isonomia ao processo. O ministério fixou que cada empreendimento tenha, no máximo, 500 mil moradias.

A indústria de petróleo e gás do Brasil tem visto forte apoio do governo do presidente Michel Temer a mudanças em questões cruciais da regulação energética do país, como o fim da obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora de todos campos do pré-sal e questões de política de conteúdo local, o que pode levar a um boom de investimentos, afirmou uma associação que reúne as empresas do setor.

De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), Jorge Camargo, há uma expectativa de que o projeto que desobriga a Petrobras de operar todos blocos do pré-sal seja aprovado ainda neste ano, após as eleições municipais, enquanto o nível de nacionalização de equipamentos exigido no setor é alvo de um grupo de trabalho criado pelo governo junto a associações da indústria.

"As reuniões (com o governo) têm sido muito boas... temos levado essa agenda da indústria e ele (o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho) tem nos dito que essa é a agenda que o governo pretende implantar, ele tem dado muito apoio a essas mudanças", disse Camargo a jornalistas no intervalo de evento do setor em São Paulo.

O presidente do IBP disse que melhorias na regulamentação que tornem o Brasil mais competitivo podem dobrar a participação do país nos investimentos globais em exploração e produção de petróleo, dos atuais 5,8 por cento para entre 7 e 10 por cento, o que poderia ajudar inclusive na recuperação do Brasil diante da atual crise econômica.

"Daí a importância de a gente ter um sentido de urgência nessas mudanças necessárias para o setor de óleo e gás retomar. Os principais setores brasileiros dependem de certa retomada da economia para voltar a crescer... a indústria de petróleo não, ela é relativamente independente, só depende do preço do petróleo... pode ser um alavancador e ajudar a retomada da economia", afirmou.

Ele disse que, diante da recessão econômica e da crise da Petrobras, o setor vive talvez sua pior fase no país em 60 anos, mas mostrou-se animado com as sinalizações de mudança nas políticas energéticas apresentadas na gestão Temer, que assumiu o país após o afastamento da presidente Dilma Rousseff em um processo de impeachment.

O presidente da norueguesa Statoil no Brasil, Päl Eitrheim, também defendeu as mudanças citadas pelo IBP, como na operação do pré-sal pela Petrobras e no conteúdo local.

O comentário do executivo foi em linha com declarações do presidente da Petrobras, Pedro Parente, que afirmou na véspera ao presidente Michel Temer que mudanças em questões regulatórias podem dar resposta rápida para ajudar na retomada da economia brasileira.

FOCO NO BRASIL

O presidente da Statoil no Brasil reafirmou o grande interesse da companhia no país, onde ela é líder como operadora estrangeira.

Segundo ele, os recursos energéticos brasileiros são provavelmente os maiores e melhores entre qualquer democracia estável no mundo.

Ele lembrou que hoje os países competem globalmente pelos investimentos e disse que, com suas grandes reservas, o Brasil precisa apenas ajustar a regulamentação para torná-la simples e previsível, além de mais competitiva.

"Isso vai se traduzir em oportunidades no futuro... a Statoil já investiu no país e quer investir mais. É uma região 'core' para nós, a mais importante que temos fora da Noruega, e estamos no país para o longo prazo... não para os próximos dois ou três anos, mas para os próximos 30 a 50 anos", disse Eitrheim.

A Petrobras e seus parceiros ainda estão avaliando os resultados das últimas perfurações em Libra, o principal projeto do pré-sal brasileiro, mas a francesa Total, uma das sócias no projeto, já antecipou que, só na parte noroeste do bloco, existe um potencial de 3 bilhões a 4 bilhões de barris de óleo. Esta é a primeira estimativa de volumes divulgada desde o início das atividades de exploração da área, há dois anos, e é superior, por exemplo, ao volume de óleo recuperável do campo de Sapinhoá, um dos principais ativos do pré-sal, com 2,1 bilhões de barris.

Libra é operado pela Petrobras (40%), em sociedade com a Total (20%), Shell (20%) e as chinesas CNOOC (10%) e CNPC (10%). Embora a primeira parte dos investimentos na exploração da área ainda esteja em fase final de execução, a petroleira francesa já classifica o ativo como um dos projetos mais competitivos de seu portfólio.

Dona de uma fatia de 20% no bloco, a multinacional espera que, no pico da operação, Libra lhe renda cerca de 100 mil barris por dia de petróleo o que coloca o projeto entre os principais motores de crescimento de sua produção no longo prazo.

A expectativa da Total é que Libra se torne um ativo de produção de baixo custo, no futuro. “Está claro que temos na parte noroeste do bloco um reservatório gigante e homogêneo que é um candidato ideal para a padronização de equipamentos e que vai otimizar os custos de operação, como temos feito em Angola”, disse recentemente o presidente de Exploração e Produção da Total, Arnaud Breuillac, a investidores.

Primeiro e único ativo leiloado pelo regime de partilha, Libra rendeu ao governo receitas de R$ 15 bilhões em bônus de assinatura. Na ocasião da licitação do projeto, em 2013, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) estimou entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris o volume de óleo recuperável na área A geologia do bloco contudo, ainda não é conhecida em toda sua extensão. Dos oito poços perfurados na área, desde o leilão do ativo, sete estão basicamente na parte noroeste, nas proximidades do poço descobridor. É nessa região que se concentram as grandes expectativas do consórcio.

Ao longo das perfurações, a Petrobras já confirmou a existência de colunas de óleo de 200 metros (no poço 3BRSA1267RJS) a 301 metros (3BRSA1322RJS).

Para efeitos de comparação, o poço descobridor de Libra, perfurado antes do leilão de 2013, detectou uma coluna de 327 metros de altura.

O único poço perfurado fora da região noroeste, na parte central do bloco, contudo, não teve o mesmo sucesso e deu seco foi encontrado hidrocarbonetos, mas o reservatório apresentou baixa porosidade, o que dificulta a produção no local.

A produção está prevista para começar em 2017, com o teste de longa duração. Com capacidade para produzir 50 mil barris/dia, essa operação servirá como teste para o projeto piloto de Libra, que terá capacidade para produzir 180 mil barris/dia em 2020.





Fonte: Valor Econômico
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Quando os preços do petróleo começaram a cair há dois anos, devido ao excedente global de oferta, os especialistas previram que os produtores de petróleo de xisto dos Estados Unidos seriam as grandes vítimas.

Mas as empresas americanas que revolucionaram o negócio de petróleo e gás com o fraturamento hidráulico, ou “fracking”, e a perfuração horizontal estão sobrevivendo ao massacre praticamente ilesas.

Embora o colapso de preços tenha provocado uma onda de falências, a produção total de petróleo americano caiu apenas 535 mil barris por dia até o momento este ano ante o mesmo período de 2015, quando ela ficou em uma média de 9,4 milhões de barris, segundo os dados federais mais recentes.

Num momento em que os mercados tentam adivinhar em quais regiões a produção voltará a crescer quando os preços se recuperarem, uma resposta está clara: América. O Goldman Sachs prevê que os EUA estarão bombeando um adicional de 600 mil a 700 mil barris de petróleo por dia até o fim de 2017 compensando cada gota perdida durante a crise.

Poucos previram isso no segundo semestre de 2014, quando a Arábia Saudita sinalizou que não iria reduzir sua produção para derrubar os preços do petróleo. Especialistas do setor concluíram que uma redução brutal de preços forçaria os produtores menos eficientes conhecidos como “marginais” um grupo que inclui os produtores de xisto a sair do mercado.

Mas a maior consequência da decisão saudita e subsequente queda nos preços foi um atraso nos megaprojetos caros de petróleo, como as plataformas em águas profundas na costa de Angola e as minas de areias betuminosas no Canadá.

Mesmo se os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), reunidos esta semana na Argélia, conseguirem fechar um acordo ainda este ano para cortar a produção, os produtores americanos cobrirão esse vácuo. “Os EUA não são produtores marginais, mas são os mais flexíveis”, diz R.T. Dukes, analista da consultoria britânica Wood Mackenzie. “Serão os mais rápidos a voltar.”

Mais de 100 produtores americanos de petróleo entraram em recuperação judicial durante a crise, mas mesmo essas empresas continuaram a explorar petróleo e gás. Muitos se livraram da recuperação judicial e ficaram mais fortes graças a um resultado financeiro sem dívidas. A SandRidge Energy Inc., que entrou em recuperação judicial em maio, sairá desse processo no próximo mês, depois de eliminar quase US$ 3,7 bilhões em dívidas.

Muitos operadores de xisto enfrentam dificuldades no nível atual de preços, buscando novas injeções de recursos em Wall Street enquanto operam com prejuízo. Mas os produtores mais fortes, como a EOG Resources Inc. e a Continental Resources Inc., em breve serão capazes de gerar dinheiro suficiente para fazer novos investimentos e pagar dividendos assim como impulsionar a produção mesmo com os preços baixos, dizem analistas.

A produção americana começou a crescer em julho, logo depois que os preços do petróleo voltaram para o território de US$ 50 por barril. Rapidamente, os produtores puseram 100 sondas em operação nos últimos meses. O aumento na produção assustou o mercado, derrubando as cotações em 20%, de volta ao nível de US$ 40. Mais recentemente, elas subiram para cerca de US$ 45.

As oscilações devem continuar por meses, à medida que os produtores de xisto voltem ao trabalho, diz Eric Lee, analista do Citibank, que prevê que o petróleo bruto se estabilizará em torno de US$ 60 por barril no fim de 2017.

Embora os tanques de armazenamento de petróleo estejam lotados no mundo todo, novas fontes logo serão necessárias porque campos de petróleo mais antigos registram queda de 5% ao ano na produção enquanto a demanda global cresce a um ritmo de 1,2% ao ano. A demanda atingirá a marca de 100 milhões de barris diários em 2020, de acordo com a Agência

Internacional de Energia.

O iminente descasamento entre oferta e demanda é um dos motivos pelo qual o dinheiro fácil que impulsionou o boom da exploração americana não secou, diz Lewis Hart, diretor sênior de consultoria corporativa e bancos do Brown Brothers Harriman, banco de Nova York.

Mesmo com os bancos e outros financiadores tradicionais fechando os cofres, fontes alternativas de dinheiro estão se multiplicando, desde fundos de private equity até especialistas em dívidas de risco.

“A própria existência desse capital significa que os preços devem ficar baixos por mais tempo, porque ele só piora o problema de oferta”, diz Hart.

Um motivo importante para a resistência dos produtores americanos é que eles encontraram formas de cortar custos e maximizar suas eficiências durante os anos de crise. Essas inovações agora devem impulsionar o ressurgimento do setor.

Os cortes de custos foram dolorosos para muitos. Quase 160 mil trabalhadores foram demitidos em todo o país, segundo os dados mais recentes da consultoria Graves & Co.

Mesmo assim, muitas empresas que não acumularam dívida ou gastaram além de seus recursos durante o boom agora têm recursos suficientes para tirar proveito dos efeitos negativos do colapso nas finanças do setor.

Albert Huddleston, fundador e sócio-gerente da Aethon Energy, diz que a empresa, com sede em Dallas, gastou mais de US$ 600 milhões com a aquisição de ativos de petróleo e gás abatidos por dívidas desde o começo do declínio de preços, em 2014. “Pode-se matar o xisto? A resposta é não”, diz ele.





Fonte: Valor Econômico

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) negou ontem (28) o recurso apresentado pela Eletrobras para que fosse retomado o processo de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará, que havia sido arquivado pelo Ibama no mês passado.

Depois do arquivamento, a Eletrobras apresentou um último recurso ao órgão ambiental tentando retomar a análise ambiental do empreendimento.

Em ofício ao presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, a presidente do Ibama, Suely Araújo, diz que há impedimentos legais e constitucionais ao licenciamento ambiental do empreendimento por causa da necessidade de remoção das aldeias indígenas na região.

“Entendo que, enquanto não solucionada pelas autoridades legalmente competentes a controvérsia acerca de demarcação e do respectivo perímetro da terra indígena em questão, não há como dar seguimento ao processo de licenciamento do empreendimento”, diz a presidente do Ibama.

O processo de licenciamento de Tapajós foi arquivado pelo Ibama no início de agosto por falta de informações nos estudos de impacto ambiental sobre os ecossistemas da região e os impactos socioeconômicos do empreendimento.

A decisão do Ibama também considerou ofício da Fundação Nacional do Índio (Funai), indicando impedimentos legais e constitucionais ao licenciamento ambiental do empreendimento em razão do componente indígena.

“Nesse contexto, considerando a insuficiência dos estudos ambientais apresentados no âmbito do processo de licenciamento, a extrapolação do prazo para as complementações, bem como as pendências relacionadas ao componente indígena, indefiro o pedido de reconsideração/recurso administrativo interposto pelas Centrais Elétricas Brasileiras – Eletrobras”, diz o ofício do Ibama.

Depois do arquivamento do processo de licenciamento ambiental pelo Ibama, o governo decidiu que não vai levar adiante o projeto, pelo menos por enquanto. O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, disse que a ideia da construção da usina vai ficar suspensa e os estudos ambientais já feitos ficarão à disposição do país para outro momento.
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A Petrobras está buscando a participação de empresas internacionais e de menor porte em suas licitações como forma de driblar a grande lista de companhias investigadas na operação Lava Jato, enquanto prevê contratar oito novas plataformas de produção de petróleo até o fim de 2018.

Em resposta por e-mail a perguntas da Reuters, a petroleira estatal explicou que oito das 19 plataformas previstas para entrarem em operação no Plano de Negócios e Gestão para o horizonte 2017-2021 não estão ainda contratadas. Essas unidades têm o primeiro óleo estimado para 2020 e 2021.

Atualmente, estão em curso 23 processos administrativos de responsabilização de empresas envolvidas em investigações da operação Lava Jato e, até o momento, três empresas foram declaradas inidôneas pelo Ministério da Transparência.

Empresas inidôneas ficam impedidas de realizar novos contratos e participar de licitações.

Segundo o ministério, 12 empresas manifestaram interesse em fazer acordo de leniência, mas até o momento nenhum foi firmado.

Questionada se vê dificuldades para realizar contratações, a Petrobras disse que está implementando estratégias alternativas para desenvolver empresas de menor porte.

"(A Petrobras está) adequando seus editais de forma a permitir a participação dessas empresas (de menor porte) em seus processos de contratação, além de promover a atração de companhias internacionais para participar de suas licitações", disse a empresa, sem dar mais detalhes.

Os processos de licitação para as plataformas das áreas de Libra e de Sépia, ambas no pré-sal da Bacia de Santos e com o primeiro óleo previsto para 2020, já tiveram início e devem ser concluídos no ano que vem.

No caso de Libra, a Petrobras afirmou que pediu permissão à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para reduzir o percentual de conteúdo local, o que ainda está em análise pela agência reguladora.

A contratação das outras duas plataformas previstas para 2020 deve ter início em breve e será concluída também em 2017, segundo estimativas da Petrobras. Já as quatro plataformas que entrarão em 2021 deverão ser contratadas em 2018.

A indústria brasileira de petróleo pode ver dobrar sua participação nos investimentos globais em exploração e produção, se forem tomadas as medidas corretas neste momento de transição pelo qual passam o setor e o país, afirmou presidente do IBP, Jorge Camargo, ao participar de evento em São Paulo.

Ele disse que a fatia do Brasil nos investimentos globais em E&P, atualmente em 5,8 por cento, poderia chegar a entre 7 e 10 por cento.

"Estamos sentindo desse governo a convicção de que é chegada a hora de o Brasil fazer um aperfeiçoamento no modelo regulatório para tornar o Brasil mais competitivo... temos hoje um ambiente de mudança", disse ele durante evento em São Paulo
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O conteúdo local exigido em equipamentos para investimentos em petróleo no Brasil deveria ser entre 35 e 40 por cento, o que seria um patamar adequado para o setor, afirmou o presidente da Queiroz Galvão Exploração e Produção, Lincoln Guardado, ao participar de evento do setor em São Paulo.

"Não somos contra conteúdo local, é algo que veio para ficar... (mas é preciso definir) um número que seja acomodável pela indústria brasileira e eventualmente crescente no futuro... e que se passar desse valor seja entendido como um benefício, que no futuro possa ser compensado de outra forma", afirmou o executivo.

Segundo ele, o governo já tem discutido o assunto com o setor e a QGEP está otimista quanto à possibilidade de haver mudanças no regime, já para as licitações do setor programadas para 2017.

As petroleiras avaliam que exigências elevadas de conteúdo local podem tirar a competitividade de empreendimentos no Brasil, uma vez que há fornecedores que oferecem preços mais baixos no exterior.
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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse, após apresentar o planejamento estratégico da companhia para o período 20172021 ao presidente Michel Temer, no Palácio do Planalto, que espera para os próximos meses um quadro regulatório mais favorável para a empresa e o setor em geral.

A situação apontada por Parente contemplaria, entre outras questões, o fim da obrigatoriedade de participação da Petrobras na exploração do pré-sal.

O executivo destacou que o governo está se dedicando também a outras questões regulatórias, além da discussão sobre esse projeto em análise pelos parlamentares no Congresso.

“É uma questão de meses para que tenhamos um quadro regulatório mais favorável. E não tenho a menor dúvida que essa é uma área que pode ter uma resposta muito rápida em termos de investimentos”, disse Parente.

O executivo acrescentou que as mudanças esperadas para o horizonte próximo vão propiciar melhores condições de atrair investimentos para o país.

De acordo com o presidente da Petrobras, foram apresentadas a Temer questões relevantes para o setor no país, que, em sua avaliação, podem dar uma resposta rápida em termos de investimentos caso haja um quadro regulatório mais adequado.

Parente disse que a petroleira estatal como um todo “só tem a ganhar” com o fim da exclusividade sobre a exploração do campos do pré-sal.

“Em vez de ter uma obrigação, ter a opção de fazer. Defendemos isso, sim. Mas isso não é importante só para a empresa. A gente sabe que a empresa hoje vive um momento importante de restrições financeiras e, se somos obrigados a participar de todos os campos, não vamos ter recursos para isso”, disse o executivo. “Para o país e para a atração de investimentos (…) é importante ter outros ‘players’ que se interessem em fazer esses investimentos”, disse.

Parente destacou que o plano da companhia apresentado a Temer tem o horizonte de dois anos, com redução mais rápida da dívida da empresa, e de três anos, para a retomada de crescimento da Petrobras.

De acordo com ele, ao fim desse período, de cinco anos, a estatal estará produzindo cerca de 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia.

Ao ser questionado sobre o assunto, em entrevista ao término do encontro com Temer, Parente afirmou ainda que a empresa debate internamente uma política de preços de combustíveis a ser executada em paridade com as referências internacionais embora esse pressuposto não signifique uma direção única para os valores, segundo disse o presidente da Petrobras.

“Essa política de preços de combustíveis é um tema empresarial e estamos discutindo internamente. Essa política terá como referência a paridade internacional e, tão logo essa discussão esteja concluída, informaremos”.

Ele disse que é importante ressaltar que, sendo uma política que tem como referência a paridade internacional, a direção da mudança de preços não é única.

“Não é só para subir. Pode ser para descer também. Mas não há uma decisão nesse sentido”, acrescentou, evitando, ao ser questionado, comentar o cronograma pensado pela empresa para a venda da Liquigás.





Fonte: Valor Econômico
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O diretor-presidente da Shell, Ben Van Beurden, disse nesta terça-feira, após encontro com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto, que a companhia confia no país e nas parcerias mantidas com a Petrobras, bem como nos investimentos feitos por aqui. Segundo disse, o encontro com o presidente teve por finalidade afirmar essa confiança e debater questões que, conforme destacou, ainda podem ser aperfeiçoadas.

O executivo destacou a presença da companhia no país e o que classificou como mudança no patamar a partir da aquisição da BG, acrescentando ainda que a posição considerada jovem no Brasil requer investimentos elevados. O presidente da Shell afirmou também que a empresa espera um crescimento em seu programa de investimentos nos próximos anos e a consolidação como um dos maiores investidores estrangeiros no país.

Petrobras

Questionado, o presidente da Shell admitiu que o noticiário relacionado à Petrobras causou algum grau de preocupação, mas disse considerar adequadas as escolhas apresentadas pela estatal em seu programa de investimentos. Conforme o executivo, o que a empresa avaliou nas análises dos acontecimentos relacionados à Petrobras foi a possibilidade de manutenção dos investimentos mantidos com a Petrobras.

“Queremos que essa [parceria com a Petrobras] seja uma das parcerias mais estratégicas da Shell no mundo. Temos muita confiança nessa parceria com a Petrobras”, disse. “O mais importante é criar no Brasil clima propicio para investimentos.

Tudo que tenho ouvido respalda Brasil como lugar seguro para investimentos”, acrescentou.

O presidente da Shell evitou comentar questões políticas do Brasil e afirmou que as impressões colhidas nos encontros mantidos por aqui — mais tarde haverá um encontro com o presidente da Petrobras, Pedro Parente — dão respaldo ao país como um destino seguro para investimentos.




Fonte: Valor Online

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, apresentou ao presidente Michel Temer, questões regulatórias relevantes para o desenvolvimento do setor de óleo e gás no Brasil, explicando que, com o ambiente adequado para investimentos, a resposta do segmento poderá ser muito rápida.

Em conversa com jornalistas, após a reunião com Temer, Parente destacou ainda que Temer entendeu que o Plano de Negócios e Gestão da empresa para o horizonte 2017-2021 tem como objetivo reduzir dívida rapidamente, para que a petroleira possa voltar a crescer.
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 Um conjunto de mensagens de e-mail reunidas pela Polícia Federal no pedido de prisão do ex-ministro Antonio Palocci, alvo da 35.ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na segunda-feira, 26, indicam o "relacionamento" de Marcelo Odebrecht com "Italiano" - codinome usado para identificar Palocci na empreiteira - desde 2004, quando ele era titular da Fazenda no governo Lula.

"Italiano possui relacionamento com Marcelo Bahia Odebrecht pelo menos desde 2004", informa relatório da Polícia Federal anexado ao pedido de prisão de Palocci.

Batizada de Omertà, a 35.ª fase da Lava Jato aponta o ex-ministro como responsável pelo recebimento de ao menos R$ 128 milhões em propinas para o PT pagas pela Odebrecht.

"Tal indivíduo ('Italiano, ou Palocci') possuía elevado grau de penetração política, o que significa, como também será demonstrado, que detinha cargos de relevo no Executivo e Legislativo e capacidade e efetividade para alteração de quadros políticos em relação à contratação na esfera federal", diz a PF.

Palocci foi preso temporariamente na segunda-feira, por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Uma mensagem reunida pela PF, de 3 de maio de 2004, "há menção de atuação junto a governadores de Estados".

O assunto é relacionado à "recuperação da ferrovia que liga Bauru (SP) à Corumbá (MS), ao que parece, a partir de arranjo prévio de tal indivíduo com Marcelo Bahia Odebrecht."

Há ainda mensagens que indicam que "Italiano" era Palocci e que tratam da atuação do ex-ministro em favor da Odebrecht em negócios na África.

A Omertà sustenta que o petista teria atuado em favor do grupo na liberação de financiamentos do BNDES para Angola, onde eles executariam obras.

O criminalista José Roberto Batochio, defensor de Palocci, afirmou que o ex-ministro nunca recebeu vantagens ilícitas. A Odebrecht informou que não vai se manifestar.
Resultado de imagem para Sebrae: pequenos negócios voltam a gerar empregos

Os pequenos negócios voltaram a contratar mais do que demitir em agosto. Desde fevereiro deste ano, as micro e pequenas empresas não apresentavam número de contratações superior ao de demissões, mas no último mês o saldo ficou positivo em 623 vagas. No mesmo mês, as médias e grandes empresas fecharam 34 mil vagas. O recorte dos dados foi feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

No acumulado de 2016, porém, a geração de empregos desse segmento de empresas - que faturam até R$ 3,6 milhões por ano - continua negativa, em 51 mil postos fechados. As médias e grandes empresas, por sua vez, fecharam 620 mil vagas nos oito primeiros meses do ano.

Para o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, os pequenos negócios são os primeiros a dar respostas aos sinais positivos da economia. Ele acredita que, nos próximos meses, as micro e pequenas empresas vão continuar contratando mais do que demitindo, mas não será suficiente para zerar o estoque negativo de demissões no acumulado de 2016 até agosto. "Enquanto as grandes empresas esperam sinalizações do governo na questão macroeconômica, como a PEC do Teto dos Gastos e a Reforma da Previdência, as micro e pequenas empresas avançam o sinal desde que haja crédito. O pequeno empresário é movido pela necessidade de sobrevivência do próprio empreendimento", afirmou.

O setor que mais contratou trabalhadores foi o de Serviços, que teve um incremento de 10,8 mil vagas, seguido pelo do Comércio, com 5,2 mil. "Aos poucos, está diminuindo a carga de notícias negativa na economia e voltando a confiança para consumir", analisou.
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O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta última terça-feira ao presidente Michel Temer que mudanças em questões regulatórias relevantes para o desenvolvimento do setor de óleo e gás no Brasil podem dar resposta rápida para ajudar na retomada da economia brasileira.

“Não é só uma questão da Petrobras, é do setor. É um setor que pode dar resposta muito rápida em termos de investimentos, e o presidente ficou muito interessado em relação a esse tema, caso a gente tenha o quadro regulatório adequado para a realização desses investimentos”, afirmou Parente a jornalistas.

“Tratamos algumas dessas questões, ele (Temer) tomou nota e está muito interessado em relação a isso”, continuou Parente, ressaltando que um dos itens tem relação com o projeto que está no Congresso Nacional, que retira a obrigatoriedade de a Petrobras ser operadora única no pré-sal.

Segundo Parente, “é importante que o país tenha outras empresas que se interessem a fazer os investimentos”, enquanto a Petrobras, em momento de restrição financeira, deixaria de ser obrigada a atuar em todas as áreas do pré-sal, ficando com a opção de decidir sobre o assunto.

“Não é só esse projeto, temos outras questões regulatórias, eu não posso entrar em detalhes, porque não é assunto da Petrobras, é do Ministério de Minas e Energia.”

O encontro com Temer visou apresentar o novo Plano de Negócios e Gestão 2017-2021 da estatal, anunciado na semana passada, que prevê um corte de 25 por cento nos investimentos ante o programa anterior, para 74,1 bilhões de dólares, em cinco anos.

“Ele (Temer) entendeu que o plano tem três horizontes: um horizonte de dois anos, onde o nosso objetivo é fazer redução mais rápida da dívida da empresa; depois nos três anos seguintes a gente volta a crescer”, disse Parente.

O executivo ressaltou que, ao final do período do plano, em 2021, a Petrobras possivelmente será a quarta ou quinta maior empresa de óleo e gás do mundo, com 3,4 milhões de barris de óleo equivalente/dia.

POLÍTICA DE PREÇOS

Ele voltou a afirmar que a “política de preços (de combustíveis) é um tema empresarial da Petrobras”.

“Estamos discutindo internamente a política, terá como referência a paridade, e tão logo isso esteja concluído nós informaremos”, afirmou.

“O que é importante ressaltar é que, sendo política que tem como referência a paridade, a direção da mudança de preços não é única, não é só para subir, ela pode ser para descer, mas não há decisão nesse sentido.”

Atualmente, a Petrobras vende combustíveis com prêmio em relação aos valores internacionais. O risco dessa situação para a companhia é perder mercado para empresas que encontram uma janela favorável para importar e revender no Brasil.



Fonte: Reuters

Trabalhadores da maior empresa do Porto de Rio Grande, no Sul do estado, estão em greve há cinco dias. Os estaleiro Ecovix é alvo de investigação na Operação Lava Jato e teve as contas bloqueadas pela Justiça. Os funcionários não tiveram os pagamentos da última quinzena depositados e esperam que os valores sejam pagos.

Desde a quarta-feira passada (21), os funcionários se reúnem em frente à empresa para protestar contra a falta de pagamento dos valores atrasados. “A situação está ficando cada vez mais feia. A alimentação está ficando precária”, reclama o soldados Rogério Salaberry.

“Todo mundo tem as contas para pagar, está tudo atrasando e o problema é que o cartão de crédito e as contas que a gente tem para pagar não esperam”, diz um outro trabalhadores, que preferiu não se identificar.

A Engevix, proprietária da Ecovix, enfrenta uma crise financeira desde que foi envolvida na investigação da Operação Lava Jato, tendo, inclusive, diretores sido presos. Desde o início do mês a empresa teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal e os valores referentes a rescisões, férias e adiantamentos nos salários também não estão sendo pagos.

“A gente está com uma adesão de mais de 99%, o trabalhador não aceita, a empresa não tem mais voto de confiança e a empresa disponibilizou um documento dizendo que os recursos estavam liberados, que a Justiça tinha liberado, que o dinheiro estava na mão do Banco do Brasil”, disse o sindicalista Sadi Machado, completando que a categoria “não  quer papel, quer dinheiro na conta”.

O estaleiro Ecovix tem o contrato para a fabricação de cascos de plataformas da Petrobras para a exploração de petróleo e gás natural. Das oito estruturas encomendadas, duas foram entregues.
Após a realização de uma assembleia, na manhã desta última terça-feira (27), decidiu pela manutenção da paralisação até que os salários atrasados sejam quitados.
Resultado de imagem para elétricas Chesf  obras

As elétricas Chesf e Eletronorte, subsidiárias da estatal Eletrobras, tiveram vetada a participação como majoritárias no próximo leilão de concessões de linhas de transmissão de eletricidade, agendado para 28 de outubro, devido ao excesso de atrasos em obras no setor, informou a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em despacho no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

Segundo documento da agência, a Chesf acumula uma média de 1.472 dias de atraso nos projetos de transmissão em andamento, o que já rendeu à companhia oito multas, enquanto a Eletronorte tem atraso médio de 514 dias e três multas aplicadas.
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A companhia mexicana Alpek disse na última terça-feira que obteve prorrogação de 30 dias em negociação exclusiva para a compra de unidades petroquímicas da Petrobras, em Pernambuco.

A Petrobras anunciou em julho que estava em negociação com o grupo mexicano sobre a venda de sua participação na Companhia Petroquímica de Pernambuco (PetroquímicaSuape) e na Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco (Citepe).

Uma fonte com conhecimento sobre o assunto disse que a expectativa é que a Alpek ofereça até 700 milhões de dólares pelas unidades.

A Alpek é a unidade petroquímica do conglomerado mexicano Alfa.
Aleluia sobre governo do PT:

Durante entrevista à Rádio Metrópole em Salvador, na manhã desta terça-feira (28), o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) fez diversas criticas ao governo da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e entrou em defesa do presidente Michel Temer (PMDB). Para Aleluia, a prioridade do atual governo, no enfrentamento da crise, deve ser a redução das despesas públicas e o corte de gastos, sem precisar acabar com os programas sociais, marcas do governo do PT.

“Houve o esgotamento do modelo que gera desemprego. O modelo social agora é gerar empregos. O governo atual não vai retirar nenhum programa social. O que nos preocupa é a estrutura, cargos demais, dinheiro demais. O que nos levou ao caos foi a má gestão. Sinto que o temer está disposto a fazer o que tem que ser feito. Ele tem que conquistar a credibilidade e depois a popularidade. A confiança dos investidores aumentou, mas precisa aumentar mais. O primeiro passo dele é entregar esse teto de gastos”, disse o deputado.

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, titular da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal, homologou acordo entre a Engevix Engenharia e a Ecovix, braço da empreiteira no setor de construções oceânicas, com o Ministério Público Federal no âmbito da operação Greenfield. O acerto, estipulado em R$ 288 milhões, tem como objetivo garantir a cobertura de eventuais prejuízos causados à Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa, relacionados ao FIP RG Estaleiros.

Segundo o MPF, há suspeita de que o investimento, de cerca de R$ 141 milhões, do fundo em estaleiros controlados pela empresa foi efetuado após "pressões políticas e lobbies realizados por grupos econômicos próximos ao Governo Federal". Com o acordo, as empresas ficam livres das sanções aplicadas pelo Ministério Público e autorizadas pelo Justiça Federal. A Ecovix apresentou bens como garantia e a Engevix listou cotas de fundos de sua propriedade como forma de pagamento.

As duas empresas tiveram seus bens bloqueados pela Greenfield e seus executivos, Gerson Almada e José Antunes Sobrinho, foram levados coercitivamente para depor no dia da deflagração da operação. Almada e Sobrinho, que também estão proibidos de exercer funções de comando nas empresas, tiveram seus passaportes apreendidos e estão impedidos frequentar o fundo de pensão.

"Mais uma vez, no caso concreto, a expectativa de geração de caixa nesse investimento foi supervalorizada perante a Funcef, com a apresentação de projeções futuras superestimadas para esse fundo, que, por sua vez, não teria analisado de forma detida as condições de liquidez e rentabilidade desse investimento, o qual acabou resultando em significativo prejuízo para as finanças da Funcef", apontou o MPF em relatório da Greenfield.

A Greenfield investiga a 'gestão temerária e fraudulenta' de quatro dos maiores fundos de pensão do país: Funcef, Petros, Previ e Postalis. A ação foi resultado de uma atuação conjunta da Polícia Federal com o Ministério Público Federal, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).