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O relatório semestral do Programa de Expansão da Transmissão (PET) e do Plano de Expansão de Longo Prazo (Pelp), ambos elaborados pela Empresa de Pesquisa Energética, prevê um total de investimentos da ordem de R$ 30 bilhões na implantação de novas instalações até o ano de 2022. Os projetos previstos no documento da estatal para os próximos seis anos somam R$ 19,2 bilhões na implantação de 15.587 km de linhas de transmissão, e outros R$ 11,8 bilhões para 46 novas subestações.

A região Norte vai receber o maior volume de investimentos, com R$ 10,9 bilhões previstos na instalação de 8.668 km de linhas e R$ 4,1 bilhões em nove subestações. Para a região Sul, o PET prevê R$ 3,9 bilhões na construção de 3.167 km de LTs e R$ 1,8 bilhão em 13 SEs; para o Nordeste, R$ 2,9 bilhões na instalação de 2.367 km de LTs e R$ 1,2 bilhão em dez SEs; e, para o subsistema Sudeste/Centro-Oeste, R$ 1,6 bilhão em 1.386 km de linhas e R$ 4,8 bilhões em 11 subestações.

O PET e o Pelp 2017 incluem apenas obras de rede básica, rede básica de fronteira e demais instalações de transmissão do Sistema Interligado Nacional que ainda não foram licitadas ou autorizadas. Na primeira parte estão incluídas as obras do PET, que vai até 2022, e na segunda a do Pelp, que contempla obras a partir do ano 2023. O documento inclui projetos com estudos concluídos até agosto desse ano.
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O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), De olho na retomada da indústria de petróleo e gás do Brasil, promoverá de 24 a 26 de outubro, dois eventos que visam debater os desafios para transformar o segmento de óleo e gás do amanhã. Pela primeira vez, a OTC Brasil e o congresso Rio Pipeline acontecerão paralelamente, o que possibilitará uma discussão mais ampla – desde o midstream até o upstream –, reunindo os principais players nacionais e internacionais no Riocentro, Rio de Janeiro.

“Este ano reunimos dois dos maiores eventos da indústria de petróleo e gás com a intenção de ampliar o alcance das discussões em um momento em que o setor ganha fôlego, especialmente no Rio de Janeiro – onde estão 82% das reservas provadas do Brasil e 70% da produção nacional”, afirma Jorge Camargo, presidente do IBP. “O objetivo é que as programações reflitam o otimismo das companhias que operam no país, destacando os avanços tecnológicos de produtos e serviços e abordando as mudanças no mercado”, complementa. A OTC Brasil e a Rio Pipeline acontecem às vésperas das duas novas rodadas de leilões do pré-sal da ANP, que serão realizadas no dia seguinte aos eventos.

Em sua quarta edição, a OTC Brasil 2017 – organizada pelo IBP em parceria com a Offshore Technology Conference (OTC) – promoverá 26 sessões técnicas e 16 painéis, apresentando tecnologias com sucesso comprovado na exploração offshore e em águas. Entre as sessões especiais, temas como o desenvolvimento de Libra e do pré-sal, as oportunidades, desafios e perspectivas para exploração e desenvolvimento no Brasil, e estratégias de E&P para alcançar o sucesso em um cenário de preços baixos.

“O pré-sal brasileiro já ultrapassou a marca de 1 bilhão de barris em apenas seis anos de produção de petróleo no campo de Lula, o maior em operação no país. A marca nos posiciona com uma performance única na história da produção de petróleo offshore, especialmente se comparado a outras regiões produtoras do mundo. Este volume só foi alcançado após 14 anos de produção comercial na parte norte-americana do Golfo do México e em oito anos no Mar do Norte”, explica Camargo.

A OTC Brasil terá a participação de nomes como Fernando Coelho, Ministro de Minas e Energia; Décio Oddone, diretor geral da ANP; Pedro Parente, presidente da Petrobras; Maxime Rabilloud, presidente da Total E&P Brasil; Anders Opedal, vice-presidente executivo da Statoil e presidente da Statoil Brasil; Andy Brown, diretor global de Upstream da Shell; Jesus Grande, presidente e CEO para América Latina da Baker Hughes, GE Company; e Bradley Dean Beitler, vice-presidente executivo de tecnologia e R&D da TechnipFMC.

Rio Pipeline — Com o lema “Conectando o Futuro: Tendências e Desafios”, a edição 2017 da conferência Rio Pipeline reunirá importantes especialistas do segmento dutoviário, do Brasil e do exterior, para discutir as grandes demandas do setor. Acompanhando o momento de transição do segmento de downstream no Brasil, bem como a adoção de tecnologias disruptivas para a otimização das práticas atuais, ao longo do evento será promovido o debate, por exemplo, dos desafios tecnológicos do setor para as próximas décadas, da atividade de transporte na produção offshore e do papel dos reguladores frente ao futuro da atividade dutoviária.

“Será o encontro da comunidade de dutos, permeado por conteúdo técnico de alta relevância, networking e possibilidade de negócios, em um ambiente de sinergia com a OTC Brasil”, diz Milton Costa Filho, secretário geral do IBP.

A programação prevê ainda seis fóruns técnicos – com assuntos que vão desde o uso de drones em faixas de dutos e a nova regulação prevista para essa tecnologia, até a integração de soluções como big data analytics e imagens 3D aplicadas a pipeline, passando pelos desafios e benefícios da certificação de pessoas para serviços no segmento.

Paralelamente, também serão realizados três workshops, sendo um deles dedicado ao gerenciamento de salas de controle de dutos —com a participação de operadoras de dutos de gás e líquidos, onde serão discutidos temas como: normalização/legislação/regulação, situação do CRM (Control Room Management) nas salas de controle da América do Sul e América do Norte, estratégias das empresas operadoras para cumprir requisitos legais ou normativos e boas práticas.

Na área da exposição, no espaço intitulado Arena do Conhecimento, também estarão acontecendo palestras sobre assuntos transversais à indústria, como capacitação e recolocação no mercado, gestão do conhecimento, equidade de gênero e jovens profissionais.

As inscrições para a Rio Pipeline e a OTC Brasil já estão abertas e dão direito à participação em ambos eventos: http://www.otcbrasil.org/ e http://www.riopipeline.com.br.

Dias 24 a 26 de outubro de 2017, com conferências de 9 às 18h e Exposições de 12 às 20h no Riocentro, Rio de Janeiro. Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro(RJ).
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O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, disse que espera lançar até o fim do ano a resolução sobre a redução das alíquotas de royalties para projetos de revitalização de campos maduros. A proposta conta com o apoio político de Macaé, base operacional da Bacia de Campos, mas enfrenta resistência entre seus vizinhos no Norte Fluminense, região que vem perdendo protagonismo na arrecadação das receitas oriundas da produção de óleo e gás.

Municípios como Campos dos Goytacazes, Quissamã e Carapebus, todos eles altamente dependentes das receitas do petróleo, mas que não possuem uma indústria de serviços de óleo e gás instalada, são mais cautelosos no debate sobre o assunto. Segundo fontes consultadas pelo Valor, a discussão gerou um racha na Ompetro, a organização dos municípios produtores de petróleo, e isolou Macaé na defesa da proposta – que prevê uma redução, de 10% para até 5%, na alíquota aplicada sobre a produção incremental de óleo proporcionada pela revitalização de campos maduros.

Com incentivos aos investimentos, segundo Oddone, a ANP vê potencial para que o fator de recuperação (quantidade de óleo recuperável dentro de uma reserva) das áreas maduras da Bacia de Campos seja ampliado de 24% para 30%. A agência estima que, para cada ponto percentual a mais de aumento no fator, são gerados R$ 16 bilhões a mais de royalties.

“Caso a caso a ANP vai discutir o percentual com o operador, com base num plano de desenvolvimento especifico”, explicou Oddone, em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) sobre o assunto.

A arrecadação dos municípios do Norte Fluminense tem sido fortemente afetada nos últimos anos, em parte devido ao declínio dos preços do barril no mercado internacional, em parte devido ao declínio da produção nos campos da Bacia de Campos. No primeiro semestre deste ano, os nove municípios da região arrecadaram R$ 562 milhões em royalties e participação especial, queda de 60% em relação aos R$ 1,43 bilhão arrecadados na primeira metade do ano de 2014 – números corrigidos pelo INPC, segundo dados do site especializado Info Royalties.

Além da arrecadação menor, Macaé contabiliza perdas no mercado de trabalho, em função da retração nas atividades da indústria de óleo e gás. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município perdeu 33 mil postos de trabalho desde 2015. O prefeito da cidade, Aluízio dos Santos Júnior (PMDB), lançou campanha intitulada “Menos royalties, mais empregos”.

O entendimento da indústria é de que, com a redução dos royalties, os investimentos na Bacia de Campos serão retomados e a economia local reaquecida. “Se não houver investimento, não haverá mais royalties para a Bacia de Campos”, defendeu o prefeito, filiado ao PMDB.

Já o prefeito de Campos, Rafael Diniz (PPS), defende que a proposta precisa ser mais debatida. Ele pede uma solução que, sem reduzir arrecadação dos municípios, possa garantir a atração de mais investimentos. Hoje, um terço do orçamento de Campos, de R$ 1,6 bilhão, vem dos royalties e da participação especial. “É um tema sensível que não pode ser debatido de uma hora para outra, sobretudo nesse momento de crise, em que já houve queda acentuada na arrecadação”, afirma Diniz.

Sem contar com uma indústria fornecedora de bens e serviços, como Macaé, os demais municípios do Norte Fluminense questionam se a redução da alíquota não poderia ser menor. “A realidade de Macaé é diferente da de outros municípios”, disse Fátima Pacheco, prefeita de Quissamã, cidade de 20 mil habitantes, um dos vários municípios emancipados de Macaé e Campos ao longo dos últimos 30 anos na região e que tem um terço de seu orçamento (de R$ 165 milhões) oriundo dos royalties.

Antes as principais rotas dos recursos dos royalties, Campos e Macaé, ambos do Norte Fluminense, perdendo o posto de cidades que mais recebem recursos de royalties e participações especiais no Estado para Maricá e Niterói. Essa mudança de rota na distribuição dos royalties simboliza a importância maior que o pré-sal da Bacia de Santos vem ganhando sobre a produção nacional. Antes a maior produtora do pais, a Bacia de Campos foi ultrapassada por Santos, pela primeira vez, em julho.

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Diante da concorrência do aço chinês, o grupo alemão Thyssenkrupp e o indiano Tata querem unir suas atividades siderúrgicas na Europa, um projeto que envolve o corte de 4.000 vagas e preocupa os trabalhadores alemães.

Após um ano de negociações, os dois grupos anunciaram nesta quarta-feira (20) uma “declaração de intenções” para criar uma coempresa em 2018 e se tornar o número dois no mercado europeu, atrás da ArcelorMittal.

É a “única opção que oferece um futuro duradouro para nossa atividade siderúrgica”, declarou à imprensa o presidente da Thyssenkrupp, Heinrich Hiesinger, lembrando as dificuldades enfrentadas pela indústria siderúrgica europeia, que enfrenta uma queda na demanda e um influxo maciço de aço chinês subsidiado e a bom preço.

Embora nos últimos anos as empresas do setor tenham realizado suas próprias reestruturações, “o efeito dessas medidas é de curto alcance e foi rapidamente absorvido pelo mercado”, disse Hiesinger em uma carta aos funcionários citada pela agência alemã de notícias DPA.

A futura empresa se chamará Thyssenkrupp Tata Steel e será uma holding com sede na Holanda, com gestão conjunta e um total de 48.000 funcionários em 34 locais diferentes.

Às 12h30 (7h30 de Brasília), as ações da Thyssenkrupp ganhavam 3,25%, a 26,07 euros, na Bolsa de Frankfurt.

Com esse acordo, as companhias esperam reduzir seus custos entre 400 e 600 milhões de euros, bem como eliminar 4.000 empregos nos setores de produção e administrativo.

A nova companhia prevê produzir cerca de 21 milhões de toneladas de aço por ano, com um volume de negócios de cerca de 15 bilhões de euros.

O projeto ainda precisa da aprovação do conselho de supervisão da Thyssenkrupp, onde os representantes dos trabalhadores têm metade dos assentos.

O poderoso sindicato metalúrgico IG Metall convocou uma grande manifestação contra o projeto para esta sexta-feira (22), em Bochum.

“Apesar dos avisos, a administração levou seu projeto à frente, mas isso não significa que nós o aprovamos”, afirmou Günter Back, responsável pelo serviço de imprensa da filial da Thyssen.

O anúncio é feito em plena campanha eleitoral para as legislativas alemãs no domingo. O vice-chanceler, o social-democrata Sigmar Gabriel, considerou na segunda-feira que “nenhuma solução pode ir contra os assalariados”.

“A capacidade da empresa de enfrentar o futuro e manter os empregos deve estar no cerne do projeto”, defendeu em entrevista ao “Süddeutsche Zeitung” Armin Laschet, ministro-presidente conservador do estado regional da Renânia do Norte-Vestefália, onde Thyssenkrupp tem sua sede.

Já o ministro britânico da Economia, Greg Clark, comemorou um “passo importante” para a indústria siderúrgica nacional, porque a fusão poderá manter em funcionamento a fábrica de Port Talbot, onde Tata emprega 4.000 pessoas.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, também festejou a implantação da futura Thyssenkrupp Tata Steel em Amsterdã.

O principal acionista da Thyssenkrupp, a fundação Krupp (23% do capital), anunciou hoje que aprovou o projeto, com o objetivo de “preservar a independência de longo prazo da empresa”.

De acordo com vários veículos da imprensa local, o grupo alemão pode enfrentar, contudo, a oposição do segundo maior acionista, o fundo sueco Cevian, mais cético quanto aos benefícios da fusão.
O mato que cresce na entrada do túnel em Anápolis (GO) é a demonstração mais clara da subutilização do trecho central da Ferrovia Norte-Sul, que vai da cidade goiana até Palmas (TO). Três anos após a inauguração desse trecho, com extensão de 855 quilômetros, foram transportadas apenas três cargas, num total de 45 mil toneladas. Isso representa menos de 1% da estimativa de carga para os cinco primeiros anos da ferrovia, incluindo o trecho Norte – 6 milhões de toneladas por ano.

Nos primeiros quilômetros o que se vê são carros e motos atravessando a ferrovia, além de pessoas que utilizam os trilhos para encurtar caminho na periferia da cidade. A estimativa de custos feita pelo governo não é precisa porque a obra teve início há 30 anos, no governo José Sarney, em 1987. Mas a estatal Valec, que coordenou a construção, aponta um total de R$ 11,7 bilhões, em valores nominais, sendo R$ 4,6 bilhões para o trecho Palmas-Anápolis.

Os contratos de transporte firmados pela Valec no trecho central até o momento geraram uma receita de R$ 31,6 milhões – menos de 1% do custo do trecho. As despesas de operação ficaram em R$ 4 milhões por ano, envolvendo o trabalho de 18 funcionários distribuídos em Palmas, Anápolis e Brasília.

Resultado de imagem para Ferrovia Norte-Sul  valecNos estudos de demanda, a Valec traçou ciclos de cinco a sete anos. Os cenários previam um volume de carga de até 6 milhões de toneladas no início da operação. Passado o primeiro ciclo, o volume seria ampliado para 14 milhões de toneladas, depois para 20 milhões, até chegar ao máximo de 26 milhões de toneladas/ano num prazo de 30 anos.

No trecho central, sob a concessão da Valec, a realidade é bem diferente das expectativas. Desde a inauguração, em maio de 2014, houve o transporte de 18 locomotivas de Anápolis até Imperatriz (MA), em fevereiro de 2015; 26 mil toneladas de farelo de soja para o porto de Itaqui (MA), em dezembro do mesmo ano; e 13 mil toneladas de madeira triturada de Porto Nacional (TO) até Anápolis, de dezembro de 2016 a março de 2017.

Uma ferrovia sem trens

Questionada sobre os motivos da atual subutilização do trecho Palmas-Anápolis, a Valec afirmou que “não possui locomotivas e vagões”, mas detém a gestão da manutenção da infraestrutura ferroviária e disponibiliza as suas vias aos operadores interessados. “Todo o transporte a ser realizado neste trecho depende da iniciativa privada, das negociações comerciais entre os operadores e seus clientes e do próprio interesse comercial dos operadores logísticos ferroviários”, disse a estatal em nota à Gazeta do Povo.

Sobre uma possível superestimativa da demanda de carga, a estatal respondeu: “Da parte da Valec, as iniciativas para implantar as condições operacionais adequadas para o incremento do transporte na Ferrovia Norte-Sul estão acontecendo”.

Até o início do próximo ano, o trecho Palmas-Anápolis e a extensão de Ouro Verde (GO) a Estrela D’Oeste (SP), com 682 quilômetros, serão colocados em licitação. A extensão até São Paulo, com execução de mais de 90%, terá investimentos totais de R$ 5,5 bilhões. A operação dos dois trechos passará para as mãos da iniciativa privada.

“Falha colossal de planejamento”

O diretor-executivo da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Bruno Batista, aponta o motivo da atual subutilização: “Que existiu uma falha colossal de planejamento isso não há dúvida. Esse trecho demorou para ser construído. A ferrovia toda está muito atrasada, começou na década de 80. Mas, por outro lado, precisa ser complementada. Ainda não foi feita a construção de linhas complementares, os pátios, nenhuma instalação de armazenagem. Como se imagina que vá atender o escoamento de grãos, ela precisa ter silos, precisa de rodovias que cheguem até esses terminais de transbordo. É preciso obras complementares para que ela possa ser operacional”.

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Questionado se o governo não teve tempo para pensar nisso tudo nesses 30 anos de obras, Batista respondeu: “Isso é inexplicável. Não faz sentido se planejar uma ferrovia para, quando ela estiver pronta, não ter acesso, não ter as condições operacionais. Mais do que inexplicável, esse é um grande desserviço ao país. Não faz sentido um país que tem um baixo nível de investimento, ao realizá-lo, você tem uma infraestrutura cara em condições de subuso. De fato, é uma situação absurda isso”.

Direito de passagem

Outro entrave apresentado pela CNT é a questão do direito de passagem – a garantia de que o trem de uma concessionária possa passar pela malha de outra mediante pagamento. “O fracionamento da malha da rede em várias concessões foi válido para diversificar as fontes de investimento, mas a questão do direito de passagem é fundamental porque, se você fica com um trecho que não dá garantia de acesso ao porto, a ferrovia não faz sentido”, afirma Batista.

O diretor-executivo da CNT acrescentou que, quando o governo anunciou a Norte-Sul como um negócio para ser direcionado à iniciativa privada, o questionamento foi óbvio: “Salvo engano, os investidores chineses disseram que, sem o direito de passagem, esse projeto não é atrativo”. Mas ele lembra que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já abriu uma séria de audiências públicas para discutir o assunto.

Sobre a ferrovia, Batista afirma que “a importância da Norte-Sul é inconteste. Ela é importante para o país. O sentido da ferrovia é permitir a conexão de trechos transversais a um eixo estruturante longitudinal. Por isso foram previstos os projetos complementares da Fiol (Oeste-Leste) e da Fico (Centro-Oeste) para dar atratividade maior para a ferrovia”.

Trecho Norte em operação

Enquanto o trecho central engatinha, o trecho norte, com 720 quilômetros, está em plena operação. Concessionado em 2007 para a VLI – que tem como sócios as empresas Vale, Mitsui, Brookfield e o Fundo de Investimento do FGTS – o trecho entre Açailândia (MA) e Palmas já movimenta 5 milhões de toneladas por ano. Nos dois primeiros anos de operação, já transportava 1,5 milhão de toneladas.

A empresa explica o que uma ferrovia precisa para funcionar bem: “Para uma ferrovia transportar um volume desses não é necessário apenas os trilhos. É preciso toda uma infraestrutura como locomotivas e vagões para transportar a carga, terminais rodoferroviários para receber as cargas da rodovia e transferir para os trilhos, boas estradas para levar essas cargas das fazendas até os terminais rodoferroviários e principalmente capacidade portuária”.

Sobre o direito de passagem, a VLI informa que possui contratos de longo prazo com a Estrada de Ferro Carajás e Transnordestina para a passagem dos trens no trecho. A concessionária acredita que “o futuro operador do tramo central da Norte-Sul também utilizará esse instrumento, viabilizando a passagem dos trens tanto em direção aos portos do Sudeste quanto do Norte/Nordeste. O compartilhamento da malha deverá ocorrer normalmente como já acontece em outras malhas concedidas”.

Sindicatos, economistas e engenheiros vão se reunir nesta quinta (21), no Clube de Engenharia, no Rio, para discutir a privatização da Eletrobras.

Além da desestatização, também será debatido o novo marco regulatório do setor elétrico, que está em discussão no Ministério de Minas e Energia.

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Os portos organizados e os terminais privados (TUPs) movimentaram 270,6 milhões de toneladas, totalizando um acréscimo de 11,3 milhões de toneladas no período.

A Agência Nacional de Transportes Aquaviário (ANTAQ) divulgou no dia 11 de setembro (segunda-feira) o Boletim Informativo Aquaviário com as estatísticas da movimentação dos portos organizados e instalações portuárias privadas do segundo trimestre de 2017.

Os dados divulgados mostram que os portos organizados e os terminais privados (TUPs) movimentaram 270,6 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2016, totalizando um acréscimo de 11,3 milhões de toneladas.

Segundo o Boletim, que é produzido pela Gerência de Estatística e Avaliação de Desempenho, o resultado do setor portuário brasileiro, no segundo trimestre deste ano, foi afetado principalmente pela movimentação de commodities, com crescimento de 4,4% no grupo de minérios, e de 2,9% em sementes e frutos oleaginosos.

Em relação aos TUPs, houve um aumento de 7,1%, nesse segundo trimestre, em comparação a igual período do ano passado, encerrando uma sequência de duas quedas consecutivas em sua movimentação. No primeiro trimestre de 2017, o aumento havia sido da ordem de 8,8% frente ao mesmo período de 2016.

Já os portos organizados apresentaram queda de 0,5% no segundo trimestre de 2017, quando comparado com igual trimestre de 2016.

Os destaques entre os grupos de mercadorias de maiores movimentações no segundo trimestre de 2017 continuaram sendo o grupo de minérios (107,7 milhões de toneladas, acréscimo de 4,4%) e combustíveis minerais (56,8 milhões de toneladas, acréscimo de 2,9%). O destaque negativo foi a movimentação de contêineres (24,9 milhões de toneladas, recuo de 0,9%) e os resíduos do óleo de soja (3,7 milhões de toneladas, queda de 9%).

Os terminais de uso privado, responderam por 65,6% da movimentação do trimestre, enquanto que 34,4% ocorreu nos portos organizados (aproximadamente 93,2 milhões de toneladas de carga bruta).

Os dez principais portos organizados, em movimentação, movimentaram aproximadamente 81,2 milhões de toneladas, o que corresponde a 87,2% da movimentação total dos 31 portos organizados que registraram operação no segundo trimestre deste ano. Os destaques foram Paranaguá, com crescimento de 3,9%; Itaqui, que registrou um avanço da ordem de 4%, e São Francisco do Sul, que obteve uma alta de 7% na comparação entre os segundos trimestres de 2016 e 2017.

Já os terminais de uso privado (TUPs) registraram movimentação de 177,5 milhões de toneladas brutas, sendo um dos destaques o Terminal Aquaviário de São Sebastião, que na comparação com o 2º trimestre de 2016 teve alta de 19,1%, um incremento de aproximadamente 2 milhões de toneladas. Outro destaque foi o Terminal portuário do Pecém, que obteve 57,9% de aumento em comparação ao segundo trimestre de 2016.

Tipos de navegação — A navegação de longo curso foi a mais representativa dos tipos de navegação, com 74,5% do total de cargas movimentadas no segundo trimestre de 2017. Em seguida, vem a cabotagem (19,5%), navegação interior (5,7%) e apoio marítimo e portuário (0,3%).

A principal explicação para o acréscimo no segundo trimestre se deveu ao desempenho registrado na tonelagem exportada de Combustíveis Minerais (+20,1%) e na importação de Fertilizantes (+10,2%). As exportações corresponderam a 82,1% da movimentação de longo curso no período.

A navegação de cabotagem apresentou uma leve alta na movimentação do segundo trimestre de 2017 em relação a igual período do ano passado (0,8%), somando 52,7 milhões de toneladas. Se tratando do transporte de cargas, efetuado via navegação de cabotagem, ocorreu um ligeiro avanço da ordem de 1% em relação ao mesmo período de 2016.

As principais mercadorias movimentadas na cabotagem, em participação, foram petróleo (61,7%), bauxita (11,2%) e contêineres (11%). A movimentação de contêineres na cabotagem registrou alta de 4,9% no segundo trimestre desse ano, quando comparado com o mesmo período de 2016.

Já na navegação interior, foram movimentados 15,4 milhões de toneladas, aumento acima de 20%. Esse bom desempenho se deve ao crescimento de 5,4% no grupo de sementes e grãos, bem como a boa performance do grupo de Minérios, que registrou aumento de 114,1% no segundo trimestre desse ano, quando comparado ao mesmo período de 2016.

Problemas para a Petrobras na produção do campo de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos. A estatal identificou uma trinca na estrutura da torre do flare (tocha) do FPSO Cidade de Caraguatatuba, que queima sem parar os gases e serve como uma válvula de segurança. Por ser um procedimento tão importante na segurança, a produção da embarcação no campo foi interrompida.

A petroleira acrescentou que a unidade foi despressurizada para possibilitar atividades de reparo de forma segura. ” Equipes de contingência foram mobilizadas e as ações de reparo estão sendo executadas a bordo da plataforma. As autoridades competentes foram comunicadas da ocorrência e das providências tomadas”, explicou a companhia em e-mail enviado para redação do Notícias do Trecho.

O FPSO Cidade de Caraguatatuba é operado pela MODEC. O campo de Lapa está localizado na concessão BM-S9 operada pela Petrobras (45%), em parceria com a BG E&P Brasil/Shell (30%) e a RepsolSinopec Brasil (25%).
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Nos primeiros seis meses deste ano, o volume de negócios dos fabricantes de equipamentos de construção foi 19% maior do que o já alto valor do ano anterior.

Além disso, há um aumento nos pedidos de mais de 18%, já que os equipamentos de construção são encomendados em todo o mundo.

Mais de 30 mil máquinas de movimentação de terra poderão ser vendidas novamente este ano apenas na Alemanha, estima Joachim Schmid, diretor geral da VDMA – Federação Alemã de Engenharia (Association for Construction Machinery and Building Material Machines).

“Esses resultados mostram o nível alto que o setor está atualmente posicionado”, diz Schmid.

Já os fornecedores da indústria de matérias primas, afirma o executivo, tiveram dificuldade. Após um ano de fraco volume de negócios registrado em 2016, o setor espera um melhor negócio e uma recuperação generalizada até 2018.

“Em 2016, as tecnologias de processamento de aproximadamente 700 milhões de euros foram produzidas na Alemanha, 16% abaixo do nível recorde de 2011”, comenta. “Máquinas e sistemas no valor de apenas 200 milhões de euros permaneceram na Alemanha. 73% foram exportados”, conclui.
Resultado de imagem para JBS ameaça processar BNDES por declarações de Paulo Rabello de Castro

JBS avisou nesta terça-feira o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seu braço de participações BNDESPAr que pode tomar medidas legais contra ambos após declarações críticas do presidente do banco de fomento, Paulo Rabello de Castro, feitas na véspera.

No texto, a JBS destaca que, em entrevistas à imprensa, Rabello de Castro referiu-se à JBS e à ação dos seus conselheiros em termos inapropriados, como "malandragem", "hora de programa humorístico" e "anã em governança".

"A companhia avaliará os fatos e tomará as medidas legais necessárias à proteção de seus direitos e dos seus acionistas, nas esferas próprias do Ministério Público, da Comissão de Valores Mobiliários, do Poder Judiciário e da Câmara do Mercado da B3", afirma o documento encaminhado ao banco.

Para a JBS, as declarações de Rabello causaram danos à companhia no mercado financeiro. Ontem, a JBS perdeu quase R$ 1 bilhão em valor de mercado e suas ações caíram quase 4%. Analistas atribuíram à reação negativa dos investidores à eleição de um membro da família Batista - José Batista Sobrinho, fundador da JBS - como novo presidente, em substituição a Wesley Batista, preso desde a semana passada.

Na avaliação da JBS, Rabello violou o artigo 115 da Lei das SA, que impõe "a todos os acionistas, inclusive não-controladores, o dever de agir no interesse da companhia, sendo responsável pelos danos que lhe forem causados, numa típica configuração do chamado abuso de minoria".

Além disso, diz a carta da JBS, pode ser caracterizada responsabilidade civil nos termos do artigo 186 do Código Civil, "por dano contra a companhia e todos aqueles prejudicados pelas declarações levianas atribuídas a Rabello"

Com suas declarações, Rabello poderia ser responsabilizado por calúnia, injúria e difamação, além de ficar configurada "manipulação de mercado", já que as declarações ocorreram com o mercado em funcionamento, "envolvendo a divulgação de notícias com consequências materiais para a companhia e, portanto, com potencial de impacto sobre o preço das ações".

A carta lembra ainda que Rabello afirmou que o BNDES buscaria anular a reunião que elegeu José Batista Sobrinho como o novo presidente da JBS. Mas depois passou a apontar que a decisão do conselho era válida e que o banco não buscaria a sua anulação. Em nota, o BNDES afirmou que mantinha sua posição de defender a saída da família Batista da empresa.

"O fato de o segundo maior acionista da companhia afirmar, peremptoriamente, que questionará a validade jurídica da reunião do Conselho de Administração que elegeu o seu diretor-presidente, tem enorme gravidade. As entrevistas trouxeram grave impacto para a JBS, como evidencia a variação do preço de suas ações ao longo do dia."

Por isso, diz a carta, a tomada de uma decisão dessa natureza, ou sua divulgação ao mercado no curso do pregão, deveria ter sido cercada de todos os cuidados.

"É inegável, porém, que isso não ocorreu. Tudo indica que as entrevistas foram concedidas por Rabello de Castro sem que detivesse o conjunto completo de informações, de forma irrefletida e precipitada. Tanto assim que, no meio da tarde do mesmo dia, voltou a manifestar-se ao mercado para, numa mudança radical de posição, dizer que o BNDES não questionaria a validade jurídica da referida reunião do Conselho de Administração da JBS."

Procurado, o BNDES ainda não se manifestou sobre a carta da JBS.
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Ex-diretor superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR), Paulo Ricardo Baqueiro de Melo negou que seja responsável por anotações de propina encontradas no exterior.

Os advogados do engenheiro encaminharam pedido ao juiz Sergio Moro para que seja feito um exame de caligrafia do bilhete.

O documento apreendido mostra contas bancárias utilizadas pelo Setor de Operações Estruturadas da empreiteira com o nome de Baqueiro de Melo.

Como negou que participasse de operações no exterior, a comprovação de que o bilhete é de sua autoria poderia abrir caminho para a anulação da delação premiada.
A subsidiária de geração da estatal Eletrobras no Amazonas foi autorizada na última segunda-feira (18) a iniciar a operação comercial de uma grande termelétrica em Manaus, mesmo após a Petrobras se recusar a fornecer combustível para a usina devido à inadimplência da empresa em outros compromissos.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou na terça-feira (19) despacho no Diário Oficial da União em que autoriza a Amazonas Geração e Transmissão a acionar a primeira turbina da termelétrica Mauá 3 de forma temporária, no período de 19 de setembro deste ano a 31 de dezembro de 2018.

Segundo uma nota técnica da agência, a operação em caráter comercial será possível devido a uma decisão judicial.

Anteriormente, a Eletrobras já havia recorrido à Justiça, também com sucesso, para garantir o gás necessário ao menos à realização dos testes do empreendimento.

"Não havendo uma solução definitiva para o fornecimento do combustível... a Amazonas Energia GT demandou ação judicial e novamente conseguiu decisão judicial, dessa vez garantindo o fornecimento do combustível suficiente para operação comercial da usina até o julgamento do mérito em definitivo", afirma o documento da Aneel.

"Vale frisar que a decisão judicial estabelece multa diária de R$ 500 mil pelo seu descumprimento", acrescenta a nota técnica.

Orçada em R$ 1,7 bilhão, a termelétrica Mauá 3 foi autorizada a iniciar testes ainda em maio, mas desde então Eletrobras e Petrobras vinham negociando o fornecimento de gás para a operação comercial, sem um acordo.

A usina no Amazonas, que somará 591 megawatts em capacidade, tem como objetivo substituir a geração mais cara e poluente de termelétricas a óleo na região. A primeira máquina, acionada nesta segunda-feira, tem 189,55 megawatts.

Investigações

As obras do empreendimento começaram em 2012, e a usina chegou a aparecer em uma lista de projetos da Eletrobras que tiveram perdas por corrupção.

No ano passado, a estatal registrou prejuízo de R$ 67 milhões com Mauá 3 por achados de uma investigação interna sobre irregularidades, disparada após descobertas da Operação Lava Jato, em que autoridades detectaram um enorme esquema de corrupção no Brasil entre políticos, estatais e empresas privadas.

Procurada, a Petrobras disse que cumpre a decisão judicial e continua disponibilizando gás natural para a usina Mauá 3.

"Contudo, a companhia está adotando medidas administrativas e judiciais em prol dos seus interesses e de seus investidores, com objetivo da cobrança e recebimento dos débitos acumulados relativos ao fornecimento de gás natural para a Eletrobras e suas subsidiárias", disse a empresa em nota.

A Eletrobras não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Dívida problemática

Dívidas entre subsidiárias da Eletrobras e a Petrobras ou sua controlada BR Distribuidora pelo fornecimento de combustíveis têm sido uma dor de cabeça constante para as companhias nos últimos anos.

Agora, com a Petrobras em preparação para realizar uma oferta de ações da BR Distribuidora na bolsa ainda neste ano, a companhia tem buscado soluções para as dívidas, ou ao menos um meio de evitar que elas comprometam o IPO em análise.

Nesse sentido, a Petrobras aprovou neste mês uma reestruturação que retirou do balanço da BR Distribuidora os recebíveis junto à Eletrobras e à própria Petrobras, em troca de um aporte de R$ 6,3 bilhões na subsidiária.

Em seu último balanço, a Petrobras listou cerca de R$ 10,4 bilhões em contas a receber de empresas do Grupo Eletrobras.
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Os distribuidores de aços planos do Brasil tiveram alta de 19,2 por cento nas vendas de agosto sobre o mesmo período do ano passado, para 301,7 mil toneladas, ampliando desempenho positivo visto em julho, informou o Inda, entidade que representa o setor.

A distribuição é responsável por cerca de 30 por cento das vendas das usinas siderúrgicas do país. Segundo o Inda, na comparação com julho, as vendas de agosto subiram 13,8 por cento.

Porém, para setembro, mês mais curto que agosto, a expectativa do Inda é de queda de cerca de 5 por cento nas vendas. As ações da siderúrgicas CSN, Gerdau e Usiminas tinham queda no início do mês.

O setor terminou agosto com estoque de 897,5 mil toneladas, queda de 2,7 por cento sobre julho e equivalente a 3 meses de comercialização ante 3,5 meses em julho.

As importações de aços planos pelos distribuidores caíram 1,3 por cento sobre agosto, mas subiram 160,8 por cento sobre agosto de 2016, para 116,4 mil toneladas, informou ao Notícias do Trecho o Inda.
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A construção de um novo acesso ao Porto de Santos, ligando a Via Ancheita à Avenida Perimetral, uma obra de responsabilidade do Governo Federal que integra o projeto de modernização viária da entrada de Santos, deve demorar entre dois e três anos para sair do papel, segundo o presidente da Associação das Empresas do Distrito da Alemoa (AMA), João Maria Menano.

Menano, que na última  semana participou do painel Acessos terrestres do Porto de Santos, no Santos Export - Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos, reflete a expectativa dos empresários com o Governo Federal, que no momento passa por um programa de cortes devido à queda de arrecadação.

Segundo o executivo, os acessos urbanos na entrada de Santos estarão resolvidos dentro de um ano, mas a situação é diferente no Porto. “Acredito que vamos discutir por mais dois ou três anos o novo acesso efetivo para o Porto na Margem Direita”.

Presente no painel do Santos Export, o prefeito Paulo Alexandre Barbosa lembrou que este é um investimento dos três entes públicos. A Prefeitura, disse, tomou empréstimos para fazer sua parte, de R$ 290 milhões, e a obra deve começar no final do ano.

Já o Estado, afirmou Barbosa, entrará com R$ 265 milhões. O governador Geraldo Alckmin optou por renegociar o contrato com a concessionária do Sistema Anchieta-Imigrantes, a Ecovias, para que ela faça os investimentos. Segundo outro participante do painel, o diretor-administrativo da estatal Dersa, Fellipe Marmo, a Ecovias já apresentou o projeto, mas falta o Tribunal de Contas do Estado (TCE) dar o aval.

Segundo Marmo, o Tribunal de Contas estuda se há insegurança jurídica da forma como será refeito o contrato com a taxa interna de retorno (remuneração da concessionária nos pedágios) que seria utilizada. “Não é viável utilizar uma taxa da época da assinatura de contrato que tinha momento econômico completamente diferente (anos 1990, com inflação alta), com retorno de 21%”.

Resta ainda a parte do Governo Federal, de R$ 300 milhões. “É preciso pisar no acelerador”, afirma Barbosa. “O acesso (da parte portuária) é fundamental para o País e é importante que o Governo Federal possa executá-la”.

Neste ano, a entrada de Santos recebeu o impacto de uma grande safra, mas Menano lembra que o movimento tende a aumentar com a recuperação da economia. “O gargalo está colocado, as empresas têm trabalhado com agendamentos e investimentos e isso pode amenizar a situação. Mas, com certeza, a economia crescendo, se o gargalo não for resolvido, vamos ter problemas na entrada da Cidade”, disse.

O presidente do T-Grão, Virgílio Pina, levou ao painel um estudo com os 42 gargalos ferroviários do Porto, defendendo que também esses problemas sejam resolvidos. “Esses assuntos ficam sendo tratados em gabinetes, mas quando se tornam públicos sempre existe uma pressão maior. Acredito que até o próximo Santos Export vamos ter informações positivas”.

No mesmo painel, o gerente de Regulação da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tito Lívio Queiroz e Silva, defendeu aportes no modal ferroviário, devido a sua “importância para o transporte de carga no País”, ao desafogar as rodovias.

O painel contou ainda com a participação do diretor de Operações e Logística da Rodrimar, Willy Maxwell.
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Os planos de parcerias e venda de ativos da Petrobras na área de refino têm potencial para atrair quatro tipo de investidores: fundos de investimentos, distribuidoras de combustíveis, companhias especializadas em refino e “traders” (comercializadoras internacionais) de derivados de petróleo, de acordo com análise do Citi.

No caso de fundos de investimento, o objetivo seria principalmente o retorno financeiro. Já para as distribuidoras de combustíveis, o interesse seria pela possibilidade de verticalizar e agregar valor às suas atividades. As empresas de refino mundiais teriam no Brasil uma possibilidade de crescimento de seus negócios, enquanto as traders poderiam investir em refino no país dentro de sua estratégia global de movimentação de derivados, segundo o banco.

Resultado de imagem para Refinarias da Petrobras noticias trecho“Tudo depende do formato e da modelagem de negócio proposto pela Petrobras”, explica Pedro Medeiros, analista sênior de energia do Citi. “Uma coisa é certa: caso o mercado brasileiro venha a contar com uma gama maior de investidores e acionistas na área de refino, haverá uma mudança em potencial muito positiva no âmbito da governança [do setor].”

Para o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, o cenário de déficit doméstico de derivados de petróleo, com expectativa de aumento da demanda externa de combustíveis, é um fator de estímulo à entrada de novos ‘players’ no mercado de refino brasileiro. Segundo ele, a tendência é serem concluídos investimentos nas refinarias do Nordeste (RNEST), em Suape (PE), e do Comperj, em Itaboraí (RJ), para depois surgirem investimentos em novas refinarias.

Com relação ao setor de exploração e produção de petróleo, a ANP estima investimentos de R$ 845 bilhões nos próximos dez anos. Desse total, R$ 585 bilhões são previstos para projetos novos relativos a contratos já vigentes, principalmente na construção de 22 novas unidades de produção petrolíferas. O outro montante de R$ 260 bilhões é relativo a novos contratos que deverão ser fechados, a partir dos próximos leilões de blocos convencionais e do pré-sal, nos próximos anos. Nesse caso, a ANP trabalha com a previsão de construção de 17 plataformas.

Outro dado levantado pela ANP é que, do total de investimentos previstos no setor petrolífero até 2027, cerca de R$ 344 bilhões deverão ser investidos na indústria fornecedora nacional. Desse total, R$ 121 bilhões seriam aplicados em perfuração de poços e R$ 125 bilhões em instalações “subsea” (submarinas). A quantia engloba ainda R$ 32 bilhões em máquinas e equipamentos, R$ 53 bilhões em construção, montagem e integração e R$ 13 bilhões em engenharia.

Medeiros e Oddone participaram na última semana de encontro fechado com executivos da indústria petrolífera e investidores institucionais, no Rio. No evento, que reuniu cerca de 80 pessoas, foram discutidas oportunidades no setor de óleo e gás natural brasileiro. A avaliação geral, explicou Medeiros, é que o cenário é favorável para a realização dos leilões.

Também foram discutidos outros pontos, como a melhoria do ambiente contratual de forma a permitir à indústria encontrar novas formas de financiamento para atividades de exploração e produção. Uma dessas formas, disse Medeiros, é a possibilidade de agentes financeiros emprestarem recursos a projetos tendo como garantias reservas de petróleo e gás.

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“Estamos há sete meses em crescimento e existe a expectativa - pelas encomendas, pelas consultas – de que {o crescimento} continue até o final do ano”, disse ao Notícias do Trecho Roberto João de Deus, diretor da Abifa - Associação Brasileira de Fundição.

A produção do setor cresceu 6,8% de janeiro a julho sobre o mesmo período de 2016 e a entidade espera que o aumento chegue a 10% até o final do ano, acompanhando o crescimento verificado na indústria automotivo, seu principal cliente.

Todos os segmentos de produção (ferro, aço e não-ferrosos) estão em alta. O melhor desempenho é registrado pelos não-ferrosos, com alta de 62,4%, impulsionado pelo alumínio que, de janeiro a julho deste ano, cresceu 77,5%, na comparação com o mesmo período de 2016, refletindo o aumento do uso deste material pela indústria automotiva. Aliás, o volume total de produção de fundidos não-ferrosos no acumulado do ano supera o total produzido de fundidos em aço.

De acordo com o executivo, o crescimento está associado à melhora da indústria automobilística, um dos principais clientes do setor, e ao aumento de exportações. "A expectativa é encerrar 2017 com 2,3 milhões de toneladas produzidas", disse.
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O setor naval chegou a empregar 82 mil trabalhadores diretos e mais de 780 mil indiretos. Atualmente há pouco mais de 30 mil vagas ocupadas. O Rio de Janeiro foi o Estado que mais perdeu postos de trabalho, aproximadamente 25 mil. Niterói, Angra dos Reis e a capital estão entre os municípios mais prejudicados.

O deputado estadual Waldeck Carneiro, idealizador e presidente da Frente, disse ao Notícia do Trecho que a iniciativa se deu em razão do desmonte das indústrias naval e do petróleo, promovido pelo governo ilegítimo de Michel Temer, que já custou o emprego de milhares de trabalhadores.

“Queremos mobilizar a sociedade fluminense em defesa da recuperação da indústria naval, da retomada dos investimentos no Comperj, da manutenção da política de conteúdo local e da resistência à política de desmonte da Petrobras”, explica o parlamentar, que também preside a Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Assembleia Legislativa.

A Frente vai procurar, de modo contínuo, o aperfeiçoamento da legislação referente à Indústria Naval e Offshore, influindo no processo legislativo a partir das comissões temáticas nas duas Casas do Congresso Nacional, mobilizando para isso a Bancada Federal do Rio de Janeiro e convocando entidades de classe e instituições interessadas no desenvolvimento econômico do estado. Ela também irá atuar na promoção de debates, simpósios, seminários e outros eventos pertinentes ao setor, além de apoiar reivindicações no que tange à criação da infra-estrutura necessária para fomento da indústria náutica do Estado do Rio de Janeiro.
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A prefeitura do Rio quer modificar a legislação tributária para atrair empresas do setor petrolífero e, com isso, incrementar a arrecadação.

O projeto prevê a criação de uma categoria de ISS para empresas que prestam serviços ao setor.

“Como não há uma categoria específica para eles, acabam sendo encaixados em outros tipos de serviço. Isso faz com que sejam taxadas em 5% de imposto. Como consequência, migram para Macaé”, diz o líder do governo, Paulo Messina (PROS).

Com a mudança, a taxação ficaria em 3%, atraindo empresas que hoje ficam no norte do estado. “Esperados um incremento de ao menos R$ 20 milhões na arrecadação”, garante Messina.
A lista constitucional de atribuições do Tribunal de Contas da União inclui o poder de definir como serão aplicados recursos públicos a particulares que contratam com a administração pública. Assim entendeu o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, ao rejeitar pedido de duas empresas que queriam anular decisão do TCU.

A corte de contas proibiu a Petrobras de repassar valores a duas empresas ligadas à Schahin Engenharia, após a suspeita de fraudes em contratos de operação de um navio-sonda. Isso porque uma auditoria preliminar constatou danos ao erário público, estimados em R$ 525 milhões. Por isso, o órgão resolveu transformar a auditoria em tomada de contas especial.

Para as empresas, o TCU não detém competência para a decretação de medida cautelar que interfira no patrimônio jurídico de terceiros particulares. Segundo Fachin, porém, o Supremo já confirmou a possibilidade de que o órgão decrete a indisponibilidade de bens e outras medidas diante de circunstâncias graves e que se justifiquem pela necessidade de proteção efetiva ao patrimônio público.

O bloqueio de bens pelo tribunal de contas já foi derrubado várias vezes por membros da corte, como em decisões assinadas pelos ministros Marco Aurélio e Roberto Barroso, assim como o próprio Fachin: em julho, ele suspendeu medida que congelava R$ 100 milhões da Alumini Engenharia (MS 34.793).

Sentido contrário

Neste caso, o relator afirma que os fatos são diferentes. Agora, a decisão do TCU se dirigiu à Petrobras, impedindo a continuidade de pagamentos devidos em razão de contratos cuja nulidade resta evidente, uma vez que já houve reconhecimento judicial da ocorrência de graves ilícitos nas contratações.

“Trata-se, portanto, de ordem destinada a impedir que valores obtidos de modo comprovadamente fraudulento deixem os cofres públicos e ingressem no patrimônio das empresas recuperandas, sob a forma de créditos a serem incorporados ao plano de recuperação judicial”, assinalou.

Dessa forma, segundo o relator, não parece ser do juízo falimentar a competência para julgar a necessidade de impedir a continuidade da produção de efeitos de contratos que, inclusive, já foram reconhecidos como nulos pela Petrobras e em ação judicial que, recentemente, determinou a apropriação do navio-sonda Vitória 10.000 pela Petrobras.

Fachin disse ainda que as empresas questionavam pontos que exigiam análise de provas, o que não é permitido na via escolhida (mandado de segurança).
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Agosto (2017) – Julho (2017):

Em agosto, o comércio exterior baiano registrou crescimento de 15% em relação ao mês anterior, ao movimentar cerca de 2,1 milhões de toneladas contra 1,8 milhões em julho.

Do total de 2,1 milhões de toneladas movimentadas, 819 mil toneladas corresponderam às importações, com um aumento de 18% em relação ao período anterior, e 1,3 milhões de toneladas corresponderam às exportações, que registraram um crescimento de 13% em relação ao mês anterior.

No mês, a movimentação de cargas soltas e/ou granéis cresceu 17% e das 1,9 milhões de toneladas movimentadas, 16% foram movimentadas por portos ou terminais de uso privativo de outros estados, somando quase 317 mil toneladas. Já o volume de cargas conteinerizadas movimentadas fora do estado foi de 50%, atingindo aproximadamente um montante de 61 mil toneladas.

Agosto (2017) – Agosto (2016):

Comparando o mês com o do ano anterior, o comércio exterior baiano aumentou em 10%. As cargas soltas e a granéis avançaram 12% e as cargas conteinerizadas reduziram em 6%. As importações recuaram de 929mil toneladas para 819 mil (-12%), enaquanto as exportações aumentaram de 988mil para 1,3 milhões de toneladas (31%).

Vale ressaltar que as exportações baianas foram puxadas pelo escoamento da produção de soja do Estado que somou aproximadamente 538 mil toneladas. Desse montante, 18 mil toneladas foram movimentadas em São Luís (MA) e 520 mil pelo Terminal Portuário de Cotegipe em Salvador.

No Ano:

Ao se comparar o acumulado do ano corrente com o do ano de 2016, o resultado mostra que houve um crescimento de 7% na movimentação de cargas, com uma movimentação em 2017 de 14,4 milhões de toneladas. A movimentação de cargas soltas e granéis cresceu 9% e a de cargas conteinerizadas caiu 6%. As exportações subiram15%, atingindo aproximadamente 8,1 milhões de toneladas, enquanto as importações registraram queda de 2%, figurando em cerca de 6,3 milhões de toneladas.

Quanto ao tipo de carga, aproximadamente12,9 milhões de toneladas foram cargas soltas ou a granéis, enquanto1,5 milhões foram cargas conteinerizadas. Ademais, das 12,9 milhões de toneladas de cargas soltas e granéis movimentadas, aproximadamente 2 milhões foram movimentadas pelos portos de outros estados, o que representa uma parcela de 15%. Já das 1,5milhões de toneladas de cargas conteinerizadas, 425 mil toneladas foram movimentadas por portos fora da Bahia, e o seu percentual atinge 28% do total destas, movimentadas até então.


Cargas do comércio exterior baiano - via marítima
 (em 1.000 toneladas)
Comparação mensal
Ago.2017
Jul.2017
Variação
TOTAL
2.113
1.839
15%
Portos da Bahia
1.736
1.585
10%
Portos de outros Estados
377
254
48%
Fluxo:



Importação
819
692
18%
Exportação
1.295
1.147
13%
Tipo:



Soltas e granéis
1.929
1.645
17%
Portos da Bahia
1.613
1.442
12%
Portos de outros Estados
317
203
56%
Conteinerizadas
184
194
-5%
Portos da Bahia
123
143
-14%
Portos de outros Estados
61
51
19%
Comparação mensal
Ago.2017
Ago.2016
Variação
TOTAL
2.113
1.917
10%
Fluxo:



Importação
819
929
-12%
Exportação
1.295
988
31%
Tipo:



Soltas e granéis
1.929
1.722
12%
Conteinerizadas
184
195
-6%
Comparação anual
Jan-Ago.2017
Jan-Ago.2016
Variação
(Acumulado)
 


TOTAL
          14.418
          13.471
7%
Fluxo:



Importação
            6.364
            6.487
-2%
Exportação
            8.053
            6.984
15%
Tipo:



Soltas e granéis
          12.894
          11.856
9%
Portos da Bahia
          10.901
            9.985
9%
Portos de outros Estados
            1.993
            1.871
7%
Conteinerizadas
            1.523
            1.616
-6%
Portos da Bahia
            1.098
            1.130
-3%
Portos de outros Estados
               425
               486
-13%

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A Petrobras planeja levantar US$ 2 bilhões com a venda de títulos de sete e dez anos, substituindo bônus com vencimentos próximos e mais caros. A emissão é uma tentativa de reduzir o peso de sua dívida, a maior entre as principais empresas petrolíferas do mundo.

A Petrobras informou que serão ofertados US$ 1 bilhão em títulos com vencimento em 2025 e US$ 1 bilhão em títulos com vencimento em 2028.

Uma pessoa envolvida na transação disse que a Petrobras está oferecendo pagar uma taxa de juros entre 5,5% e 6% para o título de 2025 e um pouco acima de 6% para o de 2028.

Paralelamente, a Petrobras propôs que os detentores de notas diferentes com vencimento entre 2019 e 2021 ofereçam sua dívida ou troquem por outras com prazos mais longos. O prazo para o swap e as recompras são até as 17 horas de Nova York (18 horas de Brasília) de 22 de setembro.

A transação, que segue uma melhoria significativa no perfil de risco de investimento do Brasil, aponta como a Petrobras recuperou a capacidade de obter financiamento, tanto localmente quanto no exterior, em meio aos esforços do presidente, Pedro Parente, para cortar US$ 85 bilhões de dívida líquida.

Foram contratos para administrar a oferta as unidades de investimento do Bank of America, do Banco do Brasil, do Citigroup, do Credit Agricole, do HSBC Holdings, do JPMorgan Chase & Co e do Santander.
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A movimentação de cargas de janeiro a agosto deste ano no Porto de Vitória passou de 4,3 milhões de toneladas, num aumento de 6% em relação ao mesmo período de 2016, quando foram movimentadas 4,1 milhões de toneladas. Os graneis sólidos foram responsáveis pela alta no porto, que chegou a 30% na comparação entre os dois períodos, com destaque para cargas de mármore, granito e ferro gusa. No mês de agosto passado, os terminais de Vitória receberam 96 navios.

No acumulado deste ano, o resultado também é positivo, tendo registrado aumento de 3% . Em agosto deste ano, os terminais públicos operaram 56,88% do volume de cargas no Porto de Vitória, totalizando 341.329,96 t, representando 56,88% do total movimentado. A arrecadação também acompanhou a alta e contribuiu para um resultado positivo no acumulado do ano: 3% maior que o mesmo período de 2016.

Os resultados poderiam ter sido maiores se não fosse a interdição dos berços 201 e 202 no Cais de Capuaba e 203 no Terminal de Vila Velha (TVV), para obra de finalização da dragagem. Com boa parte do mês sem operação nesses terminais caiu o desembarque de soda cáustica no primeiro e de contêineres no segundo, respectivamente. Mas, com a proximidade de conclusão da obra, a expectativa para setembro é de retomada do aumento da movimentação.
Resultado de imagem para JBS perde R$ 1 bilhão em valor de mercado após anúncio de novo presidente

Em mais um dia histórico e de recorde de alta quebrado pelo Ibovespa, o destaque negativo da Bolsa na última segunda-feira (18) ficou com as ações da JBS, que recuaram 3,95% e representaram uma perda de R$ 1 bilhão em valor de mercado para a empresa.

A desvalorização sofrida pelos papéis da processadora de carne ocorre no primeiro pregão após seu Conselho de Administração anunciar a escolha de José Batista Sobrinho, fundador da JBS e pai dos irmãos Wesley e Joesley Batista, para a presidência da companhia.

Nos três pregões anteriores, a ação da JBS acumulou uma alta de 9,5%, impulsionada pela expectativa de mudanças na administração. A principal delas, que acabou frustrada, era pela eventual saída da família Batista da presidência.

Segundo a equipe de análise do BTG Pactual, a decisão de eleger José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, para a presidência da empresa reitera a posição de controle da família, fazendo com que os recentes rumores sobre uma venda de parte da companhia pelos Batista percam sentido.

Outro ponto importante é o atraso na “tão esperada transição para uma gestão profissional”, avaliaram os analistas.

O BTG Pactual, assim como outros profissionais consultados pelo Estadão/Broadcast, chama atenção para o fato de que a conselheira do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a advogada Claudia de Azeredo Santos, aprovou a escolha o novo presidente, já que o banco havia declarado publicamente e por diversas vezes o desejo de substituir a família Batista.

O BNDES aprovou nesta segunda-feira a indicação dos dois novos conselheiros a que o banco tem direito no conselho de administração da JBS. São eles Cledorvino Belini, ex-presidente da Fiat e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), e Roberto Ticoulat, vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A JBS enviou comunicado à imprensa, afirmando que “os conselheiros agiram no cumprimento de seus deveres fiduciários e, por unanimidade, tomaram a decisão que lhes pareceu ser a melhor para a companhia, seus acionistas, colaboradores e demais stakeholders”.