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A migração de empresas para o mercado livre de energia teve crescimento expressivo em 2016. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica - CCEE, o número de pedidos de adesões aprovados foi 25 vezes superior a 2015. Grande parte desse volume é de consumidores especiais, com demanda entre 0,5 e 3MW e que só podem adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas ou de fontes incentivadas especiais (eólica, biomassa ou solar). Com 2.102 empresas associadas à CCEE no ano passado, o segmento representou 91% das adesões no mercado livre.

Segundo Antônio Bento, CEO da IBS-Energy, empresa especializada em soluções integradas para gestão de energia, o mercado livre de energia oferece uma série de vantagens, sendo a principal a redução de custo da conta de energia, que tem despertado o interesse das empresas, principalmente considerando um período de economia em retração. “Além do impacto no custo, o mercado livre é mais flexível, sendo possível programar o consumo durante um período mais longo, garantindo mais eficiência na gestão de gastos das empresas. Esse movimento deverá permanecer em 2017”, estima Bento.

Para o executivo, as empresas estão cada vez mais em busca de competividade e redução de custo e a gestão de energia é uma das formas eficazes de obter bons resultados e também eficiência. “Participamos de eventos que reúnem empresas de polos industriais e percebemos que o fator energia está na lista de prioridades, mas ainda há falta de informação sobre o funcionamento do mercado livre de energia. Quando a empresa apresenta as condições necessárias que atendem à legislação e o gestor conhece o funcionamento do mercado, o processo de migração ocorre”, destaca Bento, que revela ter registrado aumento do percentual da carteira de clientes em 2016. Ele destaca que o ano foi bem positivo e que 2017 deve ser promissor para a IBS-Energy que atua no mercado desde 2003 e está em constante processo de desenvolvimento e aprimoramento de serviços em gestão de energia, oferecendo um trabalho personalizado para atender às necessidades dos clientes dos mais diferentes segmentos de atividade.

Sobre a IBS-Energy – Empresa especializada em criar soluções que visam otimizar o gerenciamento de energia, oferecendo soluções integradas que vão desde sistemas que garantem melhoria do desempenho técnico e redução de dispêndios com energia a projetos estruturados, auditoria, consultoria personalizada, monitoramento e gerenciamento de energia, migração para mercado livre, reclassificação tarifária, verificação de instalações elétricas, suporte para construção de subestações e linhas de transmissões, entre outros serviços. É associada à Abraceel e Instituto Acende Brasil.
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O ano de 2017 pode enfrentar dificuldades para a retomada, ainda que tímida, da economia. O caminho pode ter solavancos porque as reformas propostas pelo governo transitam entre o Palácio do Planalto e o Congresso em um ambiente de sucessivas denúncias e crises políticas. Para especialistas, alguns setores, impulsionados por programas de incentivo à infraestrutura, recuperação de commodities e leilões de áreas de petróleo e gás, devem levar vantagem neste lento processo de recuperação da economia.

Por mais antagônico que possa parecer, também podem surgir oportunidades por conta do alto endividamento na administração pública. Afinal, prefeituras, estados e União terão de abrir mão de parte de seus ativos para fazer caixa e pagar dívidas, acelerando concessões, privatizações e Parcerias Público-Privadas (PPP).

Este cenário de oportunidades muito pontuais foi identificado em uma pesquisa da Deloitte junto a 746 empresas com faturamento esperado de R$ 1,739 trilhão neste ano. Cerca de 84% dos entrevistados disseram que vão manter ou contratar. "A economia mergulhou nos últimos dois anos. Alguma recuperação se tornou necessária para a manutenção da própria atividade econômica", explica Othon Almeida, sócio da Delloite. Mas o executivo lembra que sem as reformas econômicas e o ajuste fiscal o cenário apontado pela pesquisa pode ser mais conservador. "O ambiente ainda está frágil. Os investidores precisam ver as coisas acontecerem", diz.

Os investimentos em infraestrutura devem ter destaque na recuperação. O Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), pilotado por Moreira Franco (PMDB), alterou por meio do Projeto Crescer as regras de concessão com o objetivo de atrair novos investimentos em projetos de infraestrutura e de desestatização. Entre os negócios que devem passar para a iniciativa privada estão os aeroportos de Salvador e de Porto Alegre.

Com os investimentos, analisa Almeida, a tendência é que a geração de empregos seja destravada aos poucos, o que pode levar a uma melhora nos setores de bens de consumo e de alimentos. Tudo isso, é claro, depende em especial da redução da taxa de juros e da oferta de crédito, tanto para o consumidor quanto para as empresas.

Para o setor da construção civil, a retomada deve ocorrer pelos projetos de infraestrutura ligados a concessões. "Não vamos decolar no curto prazo, mas existe a perspectiva de o setor experimentar crescimento tímido em 2017. Ainda falta clareza sobre a melhora da economia real", analisa o vice-presidente administrativo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Cleber Valadão.

Para um setor que viu cerca de 420 mil vagas serem fechadas em 2016, falar em crescimento é razão para comemorar. Mas Valadão acredita que esse otimismo só deva se confirmar no segundo semestre. Não por falta de recursos, mas pelas incertezas políticas. "O que emperra o setor privado neste momento é a falta de segurança para investir. Todos estão esperando passar esta fase", diz Valadão.

Apesar do otimismo, ainda que conservador, Fernando Sampaio, diretor da LCA Consultores, alerta para os riscos. "Vivemos um refluxo de incertezas políticas que poderão ameaçar a retomada da economia. Os eventos mais recentes vêm desgastando figuras importantes do Executivo e do Legislativo. Isso pode causar uma frustração, assim como a que se viu no governo de Dilma Rousseff", analisa. Por outro lado, pondera o economista, o Brasil tem a oferecer dois estímulos fortes para ajudar no processo de recuperação: ativos baratos e juros muito baixos no mercado internacional. "Mas, enquanto a poeira não baixar, as decisões de investimento não serão tomadas. Já o consumidor tem mais dificuldade em associar os riscos políticos à vida dele. O importante para ele é saber se vai ter emprego", diz.

A crise da União, estados e municípios deverá gerar negócios e ajudar a empurrar o PIB para cima. Sem condições de tomar recursos, a saída deverá ser buscar parceiros por meio de contratos de concessão, PPPs e privatizações. "Já há sondagens por parte de alguns estados sobre os ativos que não devem ser mais estratégicos. Essas operações devem se concentrar principalmente em saneamento, transporte e saúde", afirma André Fontes, gerente de fusões e aquisições da EY.

Nas eleições municipais, candidatos como João Doria Jr. (PSDB) trataram do tema. O agora prefeito de São Paulo prometeu repassar a administração do Parque do Ibirapuera, do Autódromo de Interlagos e do centro de eventos Anhembi para a iniciativa privada. Prefeito eleito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Junior (PSDB) não terá a mesma sorte. Ele assumiu uma cidade quebrada. Oficialmente, José Fortunati (PDT), seu antecessor, disse ter deixado uma dívida de R$ 350 milhões, mas o valor deve ser maior - inclui de salários atrasados a pagamentos pendentes de fornecedores. Houve uma manobra de antecipação do IPTU que só seria pago em 2017, na gestão do tucano, para fazer caixa ainda em 2016 e pagar o 13º salário. Assim que tomou posse, Marchezan avisou que vai rever o calendário de quitação de contratos e que o funcionalismo poderá sofrer com novos atrasos no contracheque.

"A situação é gravíssima. Vamos tentar fazer um desenho a partir do que encontrarmos, porque privatizar não é nosso programa de governo. Mas o que não tivermos condições de administrar terá de ser repassado ao setor privado por absoluta falta de recursos. Temos muitas formas de atrair o interesse privado, como o polo universitário e tecnológico, além de oportunidades ligadas ao turismo de negócios e à gestão de equipamentos públicos, como a orla do rio Guaíba", explica o tucano.

Já no setor de petróleo e gás, dominado por grandes grupos internacionais, e no de construção, não há falta de recursos para projetos, diz Antônio Guimarães, secretário executivo do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustível (IBP). A atividade vem enfrentado problemas com a queda do preço do barril de petróleo, mas, ainda assim, os planos são para aumentar a aposta no Brasil. "Não faltam recursos. Para as empresas, o que mais preocupa é saber se as regras serão estáveis. Quem compra um bloco hoje vai produzir petróleo daqui a dez anos e ficará naquele projeto por 30, 40 anos".

Recentemente, André Araújo, presidente da anglo-holandesa Shell do Brasil, declarou que a petroleira prevê investimentos de US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos. "Temos apetite para mais", diz o executivo. Quem também aumentou as fichas de olho no fim da operação única do pré-sal pela Petrobras, sancionada recentemente pelo presidente Michel Temer (PMDB), e na perspectiva de novas áreas de exploração em 2017 foi a norueguesa Statoil no Brasil.

Novos leilões, que poderão gerar aos cofres do governo entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões, estão previstos para o segundo semestre de 2017 e devem incluir tanto áreas do pré-sal quanto blocos comuns. Além desse estímulo importante, as empresas devem aproveitar outras mudanças nas regras atuais, como a redução do conteúdo nacional em seus projetos.

A economia brasileira poderá contar ainda com reforço de investimento por meio de operações de fusões e aquisições, avalia Rogério Gollo, sócio da PwC, especialmente em setor como TI e em empresas de meios de pagamento, ainda dominado por empresas de pequeno porte, além do varejo, que vem apresentando taxas expressivas de crescimento. "Os estrangeiros já estão começando a conversar, mas isso só deve avançar com a redução das incertezas sobre a economia", explica. Segundo o executivo, 2017 deve chegar próximo ao patamar de 2011 em número de fusões e aquisições, depois de cinco anos de retração.

Se o setor produtivo espera que a fila ande neste ano, o mesmo otimismo não é compartilhado por parte dos economistas. Para Fabio Silveira, sócio da MacroSector Consultores, o ponto de partida terá de ser a queda da Selic. "Sem a redução drástica de juros e uma política agressiva de crédito, vamos ter outro ano de recessão. Os fundamentos econômicos são muito ruins. Dificilmente o governo vai adotar uma política mais estruturada de longo prazo, contemplando o plano de ajuste fiscal combinado com a redução de juros. Sem isso as pessoas e as empresas não vão voltar a ter liquidez, apenas o de sempre."

Silveira não acredita nem sequer no investimento em aumento de produtividade porque, segundo o executivo, isso não se faz de uma hora para outra, mas durante décadas. E neste momento em que parte da produção está ociosa não haveria razão para apostar em ganho de produtividade. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que a utilização da capacidade instalada no País não dá sinais de reação.

O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, também trabalha com a perspectiva de cautela para este ano. Segundo ele, o dinamismo econômico só vai destravar investimentos se houver demanda. "E se o empresário decidir investir, vai pegar dinheiro onde? O BNDES não vai colocar dinheiro em projetos por causa do problema fiscal."

Para Luiz Fernando Castelli, economista da GO Associados, sem uma política monetária mais frouxa não será possível retomar o crescimento. "O problema é que a instabilidade política deverá fazer o Banco Central segurar os juros. O resultado é que a economia não vai andar."

A Odebrecht é uma das 50 empresas do Brasil mais admiradas pelos seus integrantes, segundo o site Love Mondays, especializado em avaliação de empresas por funcionários e ex-funcionários. A empresa ficou na 14ª posição, saltando da 28ª posição conquistada na pesquisa de 2016. A Braskem, que em 2016 estava na 49º posição, alcançou agora o 31º lugar.

As opiniões sobre as empresas do ranking são dadas de forma espontânea e sigilosa. Para garantir que o processo seja realmente avaliado por quem trabalha ou já trabalho na empresa, o site conta com ferramentas de verificação que vão desde as informações públicas dos autores da avaliação no Facebook e Linkedin a uma equipe de moderação responsável pela checagem de dados.
                                                                                                                         
Em sua segunda edição, a lista possui empresas de diversos setores da economia. Em uma média que vai de 0 a 5, a Odebrecht ficou com 4,211.

Confira aqui a lista completa.
Vista dos estragos na região onde barragens de contenção de rejeitos da mineradora Samarco Fundão se rompeu na tarde desta quinta-feira (5), no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana (a 124 km de Belo Horizonte), no interior de Minas Gerais. A enxurrada de lama inundou e destruiu várias casas no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana

As companhias Vale, Samarco e BHP Billiton assinaram acordo com o Ministério Público Federal na última quarta-feria (18) em que se comprometem a pagar até o dia 30 de junho as indenizações pelo rompimento da barragem de Mariana, Minas Gerais.

Pelo acordo firmado, as três empresas pagam R$ 2,2 bilhões param reparar os impactos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. O montante é uma garantia, que vai vigorar até que sejam concluídas as negociações e assinado o termo final do acordo.

Já a multa de R$ 1,2 bilhão, que deveria ser depositada nesta quinta (19), não precisará ser paga devido ao acordo.

No entanto, caso após 30 de junho não sejam encerradas as negociações, o Ministério Público pode requerer ao juízo da 12ª Vara Federal da Seção Judiciária de Belo Horizonte o restabelecimento da ordem de depósito de R$ 1,2 bilhão.

Desse montante enviado como garantia, a Vale afirma que R$ 100 milhões serão em aplicações financeiras; R$ 1,3 bilhão em seguro garantia e R$ 800 milhões em ativos da Samarco.

O plano de recuperação prevê ainda que especialistas vão trabalhar junto aos as procuradores do MPF para ajudá-los a mapear os impactos ambientais e sociais.

As maiores companhias de petróleo do mundo voltaram a buscar aquisições, mirando principalmente pequenas empresas de exploração e desenvolvimento que possam aumentar suas reservas de petróleo e gás, ao invés das megafusões que se seguiram à queda dos preços do petróleo.

Desde o final de novembro, as principais companhias petrolíferas anunciaram 11 negócios no valor de mais de 500 milhões de dólares cada, com um valor combinado de 31 bilhões de dólares, em um claro sinal de que os executivos do setor estão mais confiantes de que uma recuperação está em andamento.

Quando os preços do petróleo entraram em colapso no segundo semestre de 2014, as grandes empresas petrolíferas cortara investimentos em exploração e produção e desfizeram-se de ativos para reduzir a dívida e lidar melhor com a menor receita proveniente das vendas de petróleo e gás.

Mas com os reservatórios de petróleo em declínio a uma taxa de 10 por cento por ano, em alguns casos, as grandes empresas de petróleo agora buscam ativos voltar a crescer. Ao mesmo tempo, há uma série de empresas menores endividadas e em busca de investidores.

As aquisições totais de campos de petróleo e gás triplicaram para 31 bilhões de dólares em dezembro ante o mês anterior, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo concordou em cortar a produção pela primeira vez em oito anos, de acordo com dados da consultoria Energy Market Square.

Os negócios no último mês de 2016 representaram sozinhos quase um quarto da atividade total ao longo do ano. "Quando você corta investimentos, e dois anos e meio depois vê a produção declinando e as reservas se esgotando, só há uma escolha, que é ir atrás de recursos de alta qualidade", disse o co-gerente da Guinness Global Oil and Gas Exploration Trust, Sachin Oza. "Se você não gastou seu tempo com essas oportunidades...você só tem uma opção: tem que comprá-las", disse.
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O ministro de Hidrocarbonetos e Energia da Bolívia, Luis Alberto Sanchez, anunciou que executivos da Petrobras estarão na Bolívia na próxima semana para analisar um acordo de exploração de gás no sul do país andino. “Possivelmente vamos assinar na próxima semana os contratos de San Telmo e Astillero”, disse Sanchez, em referência a dois campos de gás natural no departamento de Tarija, onde se calcula haver reservas de 3,7 bilhões de pés cúbicos do energético.


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O Polo Petroquímico de Camaçari é um importante vetor de crescimento econômico para a Bahia. Por isso, a Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra) está realizando serviços de pavimentação nas principais vias de acesso (Frontal, de Ligação, Eteno, Benzeno e Hidrogênio). Por elas passam mais de 2.250 veículos diariamente e muitos são caminhões que transportam produtos das mais de 90 empresas.

Além de melhorar o escoamento dos produtos, a recuperação asfáltica também beneficiará mais de 120 mil habitantes dos municípios de Camaçari, Pojuca, Dias D’Ávila, Mata de São João e Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS). “Esse é um serviço importante e que vai melhorar o tempo de deslocamento dos moradores e dos transportadores. Também atende às sedes municipais e o crescente desenvolvimento nessa área”, explica o secretário Marcus Cavalcanti. O investimento de mais de R$ 6 milhões tem previsão de conclusão no segundo semestre deste ano.

As empresas instaladas no Polo de Camaçari fornecem produtos de alto valor para os mercados nacional e internacional, sendo essencial para sua competitividade dispor de vias de acesso de qualidade. “Assim como aconteceu com a privatização de todo sistema BA-093, que contribuiu para aumentar a atratividade para a região por novos empreendimentos nos últimos anos, a pavimentação das vias de acesso ao Polo será bastante positiva para as empresas ali instaladas e para aquelas com potencial de serem atraídas para esta região de nosso estado", afirma o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Jorge Hereda.

Vias Metropolitanas

Outras três grandes obras na RMS também estão sendo executadas pela Seinfra para melhorar o cotidiano da população - a Via Atlântica e a Estrada da Cascalheira, em Camaçari, e a Via Metropolitana, em Lauro de Freitas. As obras da Via Atlântica (BA-530), conhecida como Estrada da Cetrel, são executadasm do início da via (em Camaçari) até o entroncamento com a BA-099 (Estrada do Coco) e tem previsão de conclusão este ano.

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A Estrada da Cascalheira (BA-531), importante ligação entre a cidade de Camaçari e o Litoral Norte, está em processo licitatório para ser restaurada e pavimentada. Já a Via Metropolitana, que ligará a Rodovia CIA-Aeroporto (BA-526) e a Estrada do Coco, a BA-099, está com 73% de conclusão e conta com mais de mil operários trabalhando.
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As Indústrias Nucleares do Brasil (INB) iniciam até 2019 a segunda fase do processo de enriquecimento de urânio, com o objetivo de garantir a autossuficiência do país na produção do combustível para atender às necessidades das usinas nucleares instaladas em Angra dos Reis. Com a expansão do enriquecimento de urânio, o combustível vai atender à demanda de Angra 1, Angra 2 e até mesmo a da futura usina Angra 3, ainda em construção, a partir de 2022.

A Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAA), que reúne as três usinas, demanda cerca de 840 toneladas por ano de concentrado U3O8 para seu suprimento completo. Para as três usinas serão necessários 76 toneladas de urânio enriquecido, de acordo com técnicos da empresa.

Atualmente, as seis cascatas de ultracentrífugas de enriquecimento de urânio em operação garantem apenas 40% das necessidades de combustível de Angra 1. Isso corresponde ao processamento de 60 mil quilogramas de urânio natural por ano. Portanto, para abastecer o total das necessidades de combustível de Angra 1, o Brasil exporta o urânio extraído das reservas localizadas na cidade de Caetité, na Bahia, para ser enriquecido no exterior e, depois, importa o produto final. Quando necessário, a INB também importa urânio da Europa.

Ainda na primeira fase serão adicionadas mais quatro cascatas de ultracentrífugas, o que possibilitará o suprimento dos 100% do combustível indispensável à usina nuclear de Angra 1 até 2019, o que vai corresponder ao processamento de 150 mil kg de urânio natural por ano, segundo dados da estatal.  

Projeto estratégico
De acordo com o presidente da INB, João Carlos Tupinambá, a implantação do conjunto das quatro cascatas de ultracentrífugas de enriquecimento de urânio encerra, em 2019, a Fase 1 do processo de busca de autossuficiência brasileira na produção do combustível. Começa, então, a segunda fase, que vai procurar atender às necessidades de combustível da totalidade das usinas nucleares brasileiras. A previsão é de instalação no país de mais 11 módulos de ultracentrífugas de enriquecimento isotópico de urânio até o fim da Fase 2.

A tecnologia do processo de enriquecimento isotópico de urânio por ultracentrifugação foi desenvolvida pelo Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo (CTMSP), em parceria com o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN/CNEN).

Sua instalação em escala industrial é resultado da parceria entre o CTMSP e a INB. Poucos países dominam esta tecnologia. Além do Brasil, apenas outros 11 países dominam o ciclo de enriquecimento do urânio. O projeto de urânio enriquecido 100% nacional data de 1998 e sempre teve caráter estratégico.

Os detalhes do processo de ampliação de enriquecimento de urânio pelo Brasil foram divulgados pelo presidente da INB no VII Seminário Internacional de Energia Nuclear (SIEN), cujo tema este ano foi “Um novo modelo de financiamento para o negócio nuclear”.

O VII SIEN foi realizado de 20 a 22 de setembro, na sede do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon), no Rio de Janeiro. O evento reuniu ainda Renato Machado Cotta e Jaime Wallwitz Cardoso, respectivamente presidentes da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e da Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A. (Nuclep), e representantes da Eletrobras.

Economia milionária

Cálculos da INB apontam uma economia anual de US$ 51 milhões por ano com o fim da importação de urânio enriquecido. O retorno do investimento é calculado em 12 anos. Essa estimativa tem como base aportes de recursos na ordem de US$ 600 milhões. A expectativa inicial de investimentos é de pouco mais de US$ 340 milhões. Na primeira fase já foram investidos R$ 170 milhões.

O modelo de investimento esboçado é o de Programa de Parceria em Investimentos (PPI), proposto pelo governo federal. A INB está convicta de que a aplicação do PPI na atividade de mineração de urânio vai estreitar a relação de parceria entre o governo e as empresas envolvidas na execução de grandes projetos estratégicos para o desenvolvimento do país. O enriquecimento isotópico de urânio diminuirá a dependência da empresa junto ao Tesouro Nacional.
                                                 
De acordo com o presidente da estatal, a partir da implantação do conjunto das quatro cascatas de ultracentrífugas, em 2019, é possível considerar o início efetivo da segunda fase. A conclusão da primeira fase permitirá a instalação de mais 11 módulos adicionais de ultracentrífugas aos 10 já existentes até aquele ano. No momento, os técnicos da INB preparam o projeto básico, os relatórios para a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e os pedidos de autorização de licenças.

A empresa acredita que as licenças de instalação do Ibama e de  construção pela CNEN sejam concedidas no final de 2018, garantindo o início das obras nos primeiros meses de 2019, ano em que se encerra a primeira etapa de instalação dos dez módulos de ultracentrífugas para enriquecimento isotópico de urânio.

A previsão é de que a capacidade brasileira de produção de urânio enriquecido atinja 840 toneladas por ano até o início de 2022. Essa quantidade de urânio enriquecido é exatamente a demanda da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, composta pelas usinas nucleares de Angra 1, 2 e 3.

“A produção prevista atenderá as três usinas nucleares brasileiras e ainda haverá algum excedente para atender pedidos pontuais”, garante o presidente da INB. Segundo ele, a usina Angra 2, que se encontra em operação há mais de uma década, precisa de mais cinco módulos de enriquecimento para atender seu suprimento e Angra 3 de mais seis, o que totaliza 11 módulos adicionais. A INB espera que até 2022 a construção da usina Angra 3 seja retomada e até finalizada.

Este ano, o Brasil começou a exportar urânio enriquecido para a Argentina. O contrato de US$ 4,5 milhões foi assinado com a empresa estatal Combustibles Nucleares Argentinos S.A. (Conuar) e prevê a exportação de 4 toneladas de pó de dióxido de urânio (UO2) para serem utilizadas na carga inicial de combustíveis do reator modular argentino Carem.

“O contrato consolida a presença do Brasil no cenário internacional e reafirma a nossa capacidade tecnológica na área de enriquecimento de urânio para fins pacíficos”, disse Tupinambá.

O presidente da INB explicou que a produção do urânio enriquecido no Brasil vai evitar o deslocamento de um produto com elevados requisitos de segurança, reduzir as despesas com a operação e assegurar o desenvolvimento da tecnologia. O aspecto estratégico é claro: o Brasil não dependerá mais de agentes externos para contar com combustível nuclear, estabelecendo uma cultura de produção de elevado nível tecnológico. "É vital não interromper o desenvolvimento tecnológico", lembrou Tupinambá.

Atualmente, o país lavra urânio na Bahia, envia ao exterior para ser enriquecido e recebe de volta na forma de gás. No Brasil, o processo de produção do combustível nuclear para geração de energia elétrica é retomado: o gás se transforma em pó, depois em pastilhas de urânio e os componentes dos elementos combustíveis, que compõem as recargas de Angra 1 e 2 são montados e enviados à Eletronuclear, que opera as usinas.

Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Brasil ocupa a sétima posição em reservas de urânio no mundo. As reservas nacionais são estimadas em 309 mil toneladas. Desse total, 46% estão localizados no município de Itataia, no Ceará, e 33%, no Estado da Bahia, nos municípios de Lagoa Real e Caetité.

Há alguns anos o Brasil produzia cerca de 400 toneladas por ano, em Caetité. O urânio produzido na cidade baiana atendia às necessidades brasileiras. Hoje, a INB trabalha para retomar a produção de urânio em Caetité com a perspectiva de dobrar a produção naquela região, a partir da exploração de uma nova mina.

É claro que o país voltando a prospectar urânio e com a viabilização do empreendimento localizado em Itataia, Ceará,  a produção de urânio dará um salto gigantesco”, diz o presidente da INB, acrescentando que, com a entrada em operação da mina cearense, estima-se uma produção de 1.200 toneladas de urânio por ano.

O anúncio da expansão da produção nacional de urânio enriquecido é feito no momento em que o Brasil busca alternativas de geração de energia, para reduzir a dependência elevada de geração por hidrelétricas.
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A Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) informou ao Ministério Público Federal que pagou R$ 2,161 milhões ao escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), entre 2014 e 2016. Adriana e Cabral foram presos pela Operação Calicute e estão custodiados no Complexo de Bangu.

"Todas as demandas solicitadas ao escritório Ancelmo, qualquer que fosse a complexidade, se tratavam de contencioso judicial ou cobrança extrajudicial relacionado a partes privadas, não sendo demandada qualquer atuação perante órgãos reguladores, outras estruturas do Poder Executivo Estadual ou em face de qualquer ente público, havendo claro objetivo de evitar conflitos de interesse", afirmam os advogados da CEG.

A CEG é uma sociedade anônima de capital aberto com ações na BMF&Bovespa. A concessionária do serviço público estadual de distribuição de gás canalizado afirma ter "o auxílio do escritório de Adriana e mais 22 bancas de advocacia. Entre 2014 e 2016, a CEG desembolsou R$ 20,2 milhões com outros escritórios no mesmo período.

A companhia informou que "só paga por demanda, ou seja, não existe qualquer pagamento a título de partido mensal, desvinculado, independentemente da quantidade de serviços executados".

"Os valores dos honorários não eram negociados entre a Requerente e o escritório, mas sim determinados unilateralmente pela Requerente, de forma padronizada e universal para todos os escritórios que prestam serviços, inexistindo qualquer tipo de vantagem ou tratamento diferenciado quanto à remuneração pelos serviços prestados por Ancelmo Advogados", destacam os defensores.

Segundo a concessionária, o primeiro contrato de prestação de serviços com o escritório de Adriana foi celebrado em 2008. O objeto era consultoria jurídica. "Relativamente a esse contrato, que ainda se encontra vigente, nunca houve qualquer pagamento, nem tampouco houve demanda de qualquer serviço", explicou a companhia.

A CEG anotou que em outubro daquele ano fechou contrato com o escritório "para atuar nas ações classificadas pela empresa como de maior complexidade". "As ações de maior complexidade demandadas se tratavam de contencioso judicial relacionado a partes privadas, não sendo demandada qualquer atuação perante órgãos reguladores ou outras estruturas do Poder Executivo Estadual", destacou a concessionária.

Em fevereiro de 2014, a CEG diz ter assinado contrato com o escritório "para atuar nas ações classificadas pela empresa como de média complexidade" e outro acordo para "recuperação de créditos privados (cobrança judicial e extrajudicial) e para atuar em demandas de menor complexidade".

"Importante deixar claro que nenhum pagamento foi feito relativamente a qualquer dos contratos até então assinados enquanto Sérgio Cabral era governador do Estado do Rio de Janeiro", afirmam os advogados.

"Em maio de 2014, quando Sérgio Cabral já não era mais governador do Estado do Rio de Janeiro, foi celebrado o 1º aditivo ao contrato de prestação de serviços de cobrança judicial e extrajudicial para tornar mais claras as hipóteses em que seriam devidos honorários de êxito sem, contudo, alterar seu porcentual."

Cabral deixou o governo em abril de 2014. Naquele ano, em maio, a CEG declara ter celebrado contrato de prestação de serviços advocatícios para representar a companhia em ações trabalhistas.

"Em julho de 2014, foi celebrado contrato de prestação de serviços para recuperação de créditos (cobrança judicial e extrajudicial) oriundos da comercialização de gás para postos de GNV e indústrias. Em maio de 2015, foram celebrados dois outros contratos relativos à prestação de serviços de corte administrativo de fornecimento de gás de grandes clientes (postos GNV e indústrias) pela CEG e CEG-Rio", anotam os defensores.

"Por fim, em novembro de 2016, foi acordado entre a Requerente e o escritório que, nos casos que envolvam cobrança extrajudicial, sem a necessidade do corte do fornecimento, o porcentual de êxito, independentemente do valor cobrado, seria de 2%. Esse novo ajuste, embora já praticado ainda se encontra pendente de formalização."

A concessionária informou à Justiça que "as notas fiscais emitidas somente eram pagas após a empresa conferir o relatório de processos em que o escritório atuou no mês anterior, acompanhado dos andamentos processuais que também eram atualizados pelo escritório".

A Petrobras disse que irá recorrer de uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que suspendeu a licitação da plataforma piloto de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, após ação movida pelo Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

O sindicato pediu à Justiça a suspensão da licitação, ao alegar que o processo não cumpre regras de conteúdo local estipuladas em contrato.

Leiloada em 2013, no pré-sal da Bacia de Santos, Libra é tida como uma das áreas exploratórias do setor de óleo e gás mais promissoras do país. A plataforma piloto está prevista para entrar em operação em 2020, iniciando a operação comercial.

Em primeira instância, a Justiça chegou a indeferir o pedido do Sinaval, tendo como um dos argumentos a informação de que a Petrobras chegou a tentar cumprir as determinações de conteúdo local no processo de contratação, mas desistiu após sobrepreço em propostas. Essa decisão, entretanto, foi revertida.

"A Petrobras irá recorrer da decisão liminar que suspendeu a licitação para afretamento do FPSO de Libra", disse a petroleira em nota nesta quarta-feira.

Na semana passada, a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Solange Guedes, afirmou que o consórcio de Libra precisa ser liberado da atual obrigação de conteúdo local para que a plataforma piloto do projeto seja licitada. A executiva chegou a dizer que a plataforma não seria viável sem uma flexibilização nas regras atuais.

Na ocasião, no entanto, Solange mostrou-se confiante em uma autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para a liberação da obrigação contratual.

O consórcio da área de Libra é formado pela Petrobras (operadora com 40 por cento), Shell (20 por cento), Total (20 por cento) e as chinesas CNPC (10 por cento) e CNOOC (10 por cento).

Andrade Gutierrez e a UTC assinaram, cada uma, dois Termos de Compromisso de Cessação (TCCs) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) nos quais admitem a participação em cartéis investigados pela Operação Lava Jato em licitações da Petrobrás e da usina Angra 3. Os acordos preveem o pagamento de um total de R$ 195,16 milhões pelas construtoras, que também se comprometeram a colaborar com as investigações.

Os acordos firmados dizem respeito à participação das empresas em um suposto cartel em licitações da Petrobras no mercado de serviços de engenharia, construção e montagem industrial e em outro conluio para fraudar as licitações de obras de montagem da Usina de Angra 3, promovidas pela Eletronuclear. Executivos e ex-funcionários das construtoras também assinaram TCCs com o órgão antitruste.

No acordo de leniência, uma empresa admite ter participado de um cartel e se compromete a colaborar com as investigações para ficar livre de multa e de responder a processos na Justiça. Ele só pode ser fechado com a primeira empresa que aceita colaborar. Às demais, restam acordos do tipo TCC, como os agora firmados pela UTC e Andrade Gutierrez. Entre 2014 e 2016, o Cade celebrou 116 TCCs em processos de investigações de cartel, com mais de R$ 1 bilhão em contribuições pecuniárias.

Do total em penalidades previstas nos acordos, a Andrade Gutierrez pagará R$ 56,007 milhões, enquanto a UTC terá de desembolsar R$ 139,153 milhões. O valor para a UTC referente ao cartel de licitações da Petrobrás, de R$ 129,232 milhões, é o maior já negociado pelo Cade com uma empresa.

Origem

O processo administrativo que investiga o cartel nas licitações da Petrobrás foi iniciado a partir de um acordo de leniência firmado em dezembro de 2015 pela SOG Óleo e Gás e funcionários do grupo Setal/SOG. Esse acordo foi negociado pelo Cade e pela Força Tarefa da Operação Lava Jato dentro do Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR).

De acordo com o órgão de defesa da concorrência, no TCC de quarta-feira, 18, a UTC apresentou novas informações que ampliaram o escopo das investigações, com 30 novos documentos que evidenciam a conduta anticompetitiva, além de dez novas licitações da Petrobrás identificadas como afetadas pelo cartel. Já a Andrade Gutierrez trouxe cerca de 20 novos documentos referentes a seis licitações.

Em agosto de 2015, o Cade já havia homologado um TCC firmado com a Camargo Corrêa e seus ex-funcionários no âmbito dessa mesma investigação, com uma contribuição pecuniária de mais de R$ 104 milhões.

Já o processo que investiga a participação do cartel nas licitações da Eletronuclear para as obras de Angra 3 é subsidiado por um acordo de leniência firmado pelo Cade com a Camargo em novembro de 2015, também no âmbito da Lava Jato.A Andrade Gutierrez apresentou, em seu termo de ajustamento, documentos que apontam que as condutas teriam se iniciado em 2010. Já a UTC apresentou informações de que o conluio existia desde 2008.

Empresas

Em nota, a Andrade Gutierrez afirmou que o acordo está em linha com sua postura, desde o fechamento do acordo de leniência com o MP, de colaborar com investigações. A empresa afirma que "continuará realizando auditorias internas no intuito de esclarecer fatos do passado que possam ser do interesse da Justiça." Já a UTC informou que passa por um processo de "aprimoramento e de implantação de um novo código de ética" e que seguirá colaborando com o setor público em investigações.

Um incêndio já controlado atingiu uma unidade de destilação da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, no Rio de Janeiro, por volta das 13h40 desta última quarta-feira (18) e paralisou as operações da unidade, afirmou a petroleira estatal em nota.

Em operação desde 1961, a Reduc tem atualmente capacidade para processar 239 mil barris por dia. O incidente não deixou vítimas, de acordo com a empresa.

“A unidade está parada para avaliação das causas do incidente e eventual necessidade de manutenção, visando à posterior retomada da operação. A companhia esclarece que o abastecimento ao mercado está garantido”, disse a Petrobras.

Em entrevista, o coordenador-geral do Sindipetro Duque de Caxias, Simão Zanardi afirmou que a unidade que pegou fogo, chamada U1210, é a principal e mais antiga da Reduc.

Com o incêndio, a produção é redirecionada para as outras duas unidades de destilação U1510 e U1710, que são independentes, disse o sindicalista.

“A produção já está impactada, agora a gente não sabe por quanto tempo será impactada”, disse Zanardi, por telefone. “Essa unidade U1210 vem apresentando problema porque ela é muito velha, falta manutenção”.

Segundo ele, os programas de demissão voluntária recentes, que reduziram o efetivo da Reduc, junto com uma redução de investimentos por parte da petroleira, contribuem com a redução da segurança da refinaria.

“Nós vamos pedir a interdição total da refinaria”, disse o sindicalista.

A Reduc produz hoje óleo diesel, gasolina, querosene de aviação (QAV), asfalto, nafta petroquímica, gases petroquímicos (etano, propano e propeno), parafinas, lubrificantes, GLP, coque e enxofre.

Os mercados atendidos por ela são Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Bahia, Ceará, Paraná e Rio Grande do Sul.


A produção de petróleo bruto na Ásia-Pacífico está caindo, de acordo com um relatório de Wood Mackenzie, com a China responsável por cerca de metade do declínio, afirmou Angus Roger, diretor de pesquisa da Wood Mac para a Ásia-Pacífico.

Em 2016, a região bombeou cerca de 7,5 milhões de barris por dia, mas deve cair para menos de 6,5 milhões de bpd até 2020, alertou Roger, observando que a produção da região caiu cerca de 7% ao ano desde o crash de preços de 2014.

O analista acrescentou que a maior parte da produção de petróleo na Ásia-Pacífico continuará vindo de grandes campos na China, Malásia e Indonésia, mas esses campos já estão maduros, o que está afetando os custos de produção e elevando os pontos de equilíbrio.

As conclusões do relatório são preocupantes para a China, que recentemente informou que sua dependência do petróleo importado se aprofundou, chegando a 64,4% da demanda doméstica em 2016. A razão dessa dependência foi, é claro, o preço mais baixo do petróleo, Superfields ', o que tornou sua produção não competitiva.

Ao mesmo tempo, a demanda deve crescer, e não apenas na China, mas também na Índia, que é cada vez mais vista como a nova potência econômica do mundo.

Enquanto a China tem que lidar com uma projeção de demanda de 12 milhões de bpd, de acordo com a gigante estatal do petróleo CNPC, e superfields , a Índia está à procura de novas reservas de petróleo em uma tentativa não apenas de garantir o fornecimento a longo prazo do combustível, como  para controlar sua própria dependência das importações de petróleo.

No ano passado, várias companhias de petróleo indianas investiram mais de US $ 3 bilhões na compra de participações em campos petrolíferos russos, incluindo o gigante campo Vankor, o segundo maior do país.

Recentemente, a Bloomberg informou que a maior refinadora da Índia, a Indian Oil Corp., está procurando oportunidades de aquisição de ativos em todo o mundo, com foco no Oriente Médio e na África, para garantir que pelo menos 1/10 do petróleo bruto processado provenha de campos que possui completa ou parcialmente.
Resultado de imagem para Importações crescem pelo quarto mês seguido no Tecon Salvador

No Terminal de Contêineres do Porto de Salvador, a movimentação de equipamentos para os parques de energia fotovoltaica na Bahia reforçam a curva crescente das importações que, pelo quarto mês consecutivo, apresenta alta, em relação a 2015. Somente em dezembro, o incremento foi de 51%. No acumulado de janeiro a dezembro, o setor de energia solar foi responsável por 11% das importações, o correspondente a 4.031 contêineres. Outros segmentos que se destacaram no período, foram: peças e equipamentos (+37%); borrachas (20%) e fertilizantes (+196%).

De acordo com Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador, o terminal baiano se destaca pela completa infraestrutura para atendimento portuário, rodoviário, desembaraço aduaneiro e amplo gerenciamento de risco para o transporte deste tipo de carga, conferindo agilidade e segurança para o cliente. Outro fator positivo é a proximidade com as fazendas de energia solar (a 835km do Parque Ituverava; 779km do Parque Lapa; - ambos na Bahia; e a 948km do Parque Nova Olinda, no Piauí).

Também em dezembro, a cabotagem apresentou alta de 10% em comparação ao mesmo mês no passado, com incremento no volume embarcado dos segmentos de químicos (+26%), alimentos (+10%) e siderúrgicos (+86%). No desembarque, os destaques foram polímeros (+571%), embalagens (+29%) e produtos de varejo (+83%). Ao longo de 2016, a cabotagem permaneceu em alta devido ao desempenho no desembarque de arroz (+12%), embalagens (+82%) e produtos de varejo (+86%), somado aos embarques de químicos e petroquímicos (+22%) - representando alta de 5% no volume da modalidade.

Apesar do pouco crescimento nas exportações no mês de dezembro (alta de 0,4%), tendo entres os segmentos representativos, polímeros (+195%), celulose (+17%), minérios (+18%), sucos e polpas (+14%) e couros e peles (+43%), no acumulado do ano houve um incremento de 11%, em relação ao mesmo período do ano anterior. Os principais segmentos movimentados pela modalidade no terminal foram: polímeros diversos (+94%); minérios (+32%); siderúrgicos (+15%) e pneus (+13%).

O Tecon Salvador 

Com 16 anos de atuação, o terminal é hoje uma das principais ferramentas de atração e retenção de investimentos para o estado da Bahia. Possui uma área de 118 mil m², com capacidade para movimentar 530 mil TEU por ano.

Graças aos investimentos iniciados em 2000, que já totalizam R$ 300 milhões, o terminal tornou-se apto a receber os maiores navios de contêineres do mundo, com um cais preferencial para cabotagem; aproximadamente 700 tomadas para contêineres refrigerados, além de capacidade e know-how para operar cargas de projeto. Além da ISO 9001, o Tecon Salvador recebeu, em março, a certificação internacional ISO 14001, que dá diretrizes para a implementação de um sistema de gestão ambiental.

Grupo Wilson Sons 

 Uma das maiores operadoras de serviços portuários, marítimos e logísticos do Brasil, a Wilson Sons iniciou suas atividades em 1837, em Salvador, Bahia. Nesses mais de 175 anos de existência, a companhia se estabeleceu pela gestão de seus negócios nos segmentos de terminais portuários, rebocagem portuária e oceânica, apoio marítimo a operações offshore, logística, agenciamento marítimo e indústria.
Resultado de imagem para Decreto prorroga contratos de arrendamento nos portos por até 70 anos

Numa reviravolta no planejamento do setor portuário no Brasil, o governo de Michel Temer pretende resolver, por decreto a ser publicado nos próximos dias, um problema que se arrasta há anos nos gabinetes governamentais e na Justiça: a renovação dos contratos de arrendamento assinados antes de 1993, muitos já vencidos. A ideia em análise no Planalto é dar a todos eles um prazo adicional de 35 anos, que poderá ser prorrogado até o limite de 70 anos.

Entre os beneficiados estão vários arrendatários do Porto de Santos. Em conversa com o jornal O Estado de S. Paulo, o ministro dos Transportes, Maurício Quintella Lessa, defende a iniciativa como forma de assegurar investimentos para o setor. "35 mais 35 é um tempo bastante razoável. A ideia de chegar aos 70 anos também tem como base o fato de hoje as concessões das ferrovias terem esse prazo. A medida atende o setor e o poder concedente."

Segundo ele, chegou-se a cogitar a possibilidade de não ter nenhum limite de renovação. "Isso acontece em vários países, mas teve resistência da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da Secretaria de Portos (SEP), que acham que não ter limite não seria o ideal neste momento", disse.

Em 2013, quando a Medida Provisória dos Portos, encaminhada por Dilma Rousseff, passou pelo Congresso, uma emenda que previa a prorrogação automática dos contratos e afastava a possibilidade de o governo exigir investimentos foi patrocinada pelo então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ganhou do então deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) o apelido de "emenda Patinhas", por supostamente beneficiar o banqueiro Daniel Dantas. Dilma vetou a emenda. Hoje, os arrendamentos posteriores a 1993 podem prorrogar antecipadamente seus contratos mediante plano de investimentos acordado com o governo.

Ao manter por mais 35 anos os contratos anteriores a 1993, o governo joga por terra o projeto de reformular o Porto de Santos. O governo Dilma queria aproveitar o vencimento de contratos para unir áreas e licitar terminais maiores, adaptados às embarcações mais modernas.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, a prorrogação, contudo, dará segurança jurídica ao setor. "É uma mudança que dá previsibilidade ao empresário, o que é importante num momento em que o País está complicado sob todos os aspectos."

A minuta do decreto prevê que o plano de investimento no porto poderá ser colocado em prática antes da conclusão dos laudos técnicos da Secretaria de Patrimônio da União (SPU). "Em não havendo nenhum impeditivo, se for apenas uma questão burocrática a SPU pode dar uma certidão provisória e os investimentos podem ser feitos até a decisão definitiva da secretaria", ressaltou o ministro.

"Eles vão ceder aos lobbies que enfrentamos na época", afirmou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), que coordenou a elaboração da MP dos Portos, em 2013, como ministra-chefe da Casa Civil. Ela argumentou que, se os contratos forem alongados, não haverá estímulo para os arrendatários investirem ou melhorarem seus serviços.





A Odebrecht está tentando vender sua participação no projeto de navegabilidade do rio Magdalena na Colômbia, no momento em que enfrenta alegações de corrupção em toda a América Latina.

A empresa tentou no ano passado repassar a maior parte de sua fatia de 87 por cento no consórcio Navelena, um projeto de 854 milhões de dólares montado para elevar a capacidade de transporte no rio, levando o governo a uma busca infrutífera de meses de um outro investidor.

Mas a empresa mais tarde decidiu manter a maioria de sua participação após o banco japonês Sumitomo Mitsui afirmar que financiaria 250 milhões de dólares do projeto.

Agora isso mudou, disse um funcionário da Cormagdalena, agência governamental que supervisiona o projeto, adicionando que a Odebrecht busca se desfazer de toda sua participação no projeto. O funcionário pediu anonimato pois não está autorizado a falar publicamente sobre o assunto.

A Odebrecht não revelou quaisquer termos financeiros da proposta de venda de sua participação no consórico Navelena.

As obras estavam previstas para começar este mês, mas agora o Sumitomo quer mais três semanas para reconsiderar sua oferta de financiamento após promotores dos EUA alegarem que a Odebrecht pagou centenas de milhões de dólares em subornos em 12 países, disse o funcionário à Reuters.

O porta-voz da Odebrecht na Colômbia disse que a empresa não iria comentar neste momento o projeto Magdalena ou as alegações de corrupção. O escritório do Sumitomo em Nova York não tinha um comentário imediato.
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As audiências para ouvir os 77 delatores restantes na Lava-Jato não serão realizadas somente em Curitiba e Brasília. Juízes vão rodar várias cidades do país para colher os depoimentos.

O ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, deve delegar a função aos magistrados auxiliares de seu gabinete. O périplo deve começar nesta sexta-feira (20) e durar uma semana.

A polícia apreendeu na madrugada da última quarta-feira (18) um caminhão tanque que estava sendo carregado com petróleo furtado da Petrobras. O flagrante foi em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, durante a Operação Rota Segura.

De acordo com a PRF, os policiais faziam uma ronda na Rodovia Washington Luiz (BR-040), quando foram avisados sobre um caminhão estacionado num terreno próximo, em atitude suspeita. No local indicado, havia uma movimentação de pessoas que fugiram com a chegada dos agentes.

As equipes encontraram um carro aberto e com a chave na ignição, além do caminhão-tanque que estava sendo carregado através de uma tubulação clandestina.

Segundo a polícia, uma equipe da Transpetro foi acionada para a verificação do produto. Após chegarem, os técnicos confirmaram que tratava-se de furto de petróleo dos dutos da Petrobras. O carregamento irregular gerou derramamento no solo, causando graves danos ambientais. O caso foi encaminha à Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados da Policia Civil.


A Petrobras fez uma contraproposta aos sindicatos de petroleiros em reunião nesta quarta-feira, aceitando reajustar as tabelas salariais em 8,57%, retroativo a setembro de 2016, caso os empregados concordem com a implementação da redução facultativa da jornada de trabalho a partir de abril.

O índice, segundo a petroleira, é equivalente à reposição da inflação no período. Em um comunicado interno aos funcionários, a estatal afirmou que aguarda agora um posicionamento favorável dos empregados para tomar as providências para o pagamento do reajuste e o fechamento do Acordo Coletivo de Trabalho 2016.

Neste contexto, a Petrobras também aceitou reajustar a chamada Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR) em 8,57% retroativo a setembro de 2016, data base da categoria.
"Acredito que chegamos a um bom termo entre as necessidades dos trabalhadores e a situação financeira da empresa", disse em nota aos funcionários o gerente-executivo de Recursos Humanos, José Luiz Marcusso.

Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa 13 sindicatos de petroleiros da Petrobras, destacou ter conquistado avanços nas negociações e informou que irá avaliar a nova proposta no conselho deliberativo.

Redução de jornada e salário

Atendendo ao pleito dos sindicatos, a companhia concordou em discutir com as entidades, na Comissão de Regimes de Trabalho, o regramento definitivo da opção de redução da carga horária de 8 para 6 horas diárias, mediante redução de 25% da remuneração, para os empregados do regime administrativo com horário flexível.

As regras para a redução facultativa da jornada de trabalho serão desenhadas a partir de proposta inicial feita pela Petrobras em dezembro e deverão estar concluídas até o fim de março.

"Caso não haja consenso até o prazo final, a redução opcional da jornada será implementada a partir de abril de 2017 com base na última versão definida pela comissão, até que haja um acordo", disse a Petrobras.

A proposta final para o acordo coletivo também mantém pagamento de 100% sobre horas extras, acima da exigência legal, e inclui cláusulas específicas que tratam de reduções de jornadas sem redução salarial para funcionárias em período de amamentação de filhos e empregados com deficiência.

A Petrobras informou ainda aos funcionários que antecipará o pagamento da primeira parcela do 13º salário de 2017, de 20 de fevereiro para 27 de janeiro.
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Entre os especialistas não há consenso se a economia vai ou não se recuperar neste ano. Porém, cresce a percepção de que a capacidade de crescimento do País será menor quando sair da maior recessão de sua história. Um cenário traçado pela gestora de recursos Verde Asset Management indica que após crescer em média 2,5% ao ano desde a década de 80, a tendência é que o Brasil cresça 1,5% ao ano daqui para frente.

Segundo Daniel Leichsenring, economista-chefe da Verde, o prognóstico não mira limitações de curto prazo, como vendas do varejo ou produção industrial. Considera fatores de longo prazo e deficiências estruturais. Foram avaliados três itens considerados vitais para o crescimento: o volume de investimentos, principalmente em novos equipamentos e tecnologias de ponta; a produtividade dos trabalhadores e das empresas - ou seja, a capacidade de o País produzir mais e melhor com menos; e, por fim, a oferta de mão de obra jovem. Os três itens têm sérias limitações.

A taxa de investimento médio despencou. Está em 16,6%, baixíssima sob qualquer aspecto. No mundo, a média é 24%. No Brasil, de 1980 a 2016, foi de 19,6% ao ano, na média. Parte da retração ocorre por uma deficiência que se mostra estrutural: desde os anos 2000, as empresas têm queda de rentabilidade. Como boa parte do investimento vem de lucros retidos, não é de se espantar que o investimento mergulhe.

A estrutura de concessão de crédito não ajuda. Um estudo recente do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), destrinchou a falta de opções de financiamentos de longo prazo no País e seus efeitos sobre a capacidade de as empresas avançarem.

No que se refere a produtividade, a situação é penosa, segundo estudo comparativo do economista Fernando Veloso, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio (Ibre/FGV). De 1980 a 2015, a produtividade americana cresceu 1,5% ao ano; a do Chile, 1,8%; a do Brasil, 0,1% - ou seja, não saiu do lugar.

Reformas

Na avaliação de Leichsenring e de outros economistas que acompanham o tema, para reverter essa tendência, o País precisa encarar, na esfera pública, uma "agressiva" agenda de reformas institucionais, e no setor privado, a modernização na forma de pensar e fazer os negócios. "O atual governo divulgou medidas, pacotes, que vão direção correta e propôs a reforma da Previdência, mas é preciso ter em mente que a produtividade do Brasil entrou em colapso, algo que só se resolve com reformas agressivas e continuas", diz Veloso.

A lista de deficiências que puxam a economia para baixo é extensa, diz Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper. Burocracia. Carga tributária elevada e complexa, que distorce a produção e a competição. Protecionismo, com barreiras tarifária e não tarifárias, inclusive sobre a importação de insumos de maior qualidade, fundamentais para alavancar o crescimento. Baixo investimentos em pesquisa e desenvolvimento.

"Olhemos no entorno. Temos recessão, Lava Jato, gente sendo morta dentro de prisões. Não chegamos até aqui por acaso. Foi preciso muito coisa errada e, para sair da atual situação e fazer o País avançar, não podemos admitir lobbies para preservar protecionismo, dar privilégios para alguns, promovendo a cultura de baixa eficiência nos negócios e no governo. Basicamente, temos repensar o Brasil olhando o que outros países fizeram de certo", diz Menezes.

Há outra razão para priorizar as reformas. Leichsenring avisa que não há como recuperar aquele foi o principal motor de crescimento do Brasil até agora, a demografia.

Historicamente, um número maior de pessoas ingressando no mercado de trabalho impulsionou o crescimento. De 1980 para cá, a população ativa avançou 2,1% ao ano, na média, e a economia cresceu 2,5% ao ano. "É um efeito mecânico: cada pessoa a mais produzindo, maior a capacidade de crescimento", diz Leichsenring. Olhando para frente, será diferente: nos próximos 10 anos, a população ativa vai crescer 0,7% ao ano - um terço do que se viu nos últimos 30 anos. Entre 2026 a 2036, o avanço estanca. Será zero. "A partir daí, a população em idade de trabalho começa a cair e não será daí que virá crescimento", diz.

Vários estudos já sustentam que o País perde força para crescer. No jargão econômico, perde Produto Interno Bruto Potencial. O fato de a projeção vir do Verde preocupa. O Verde faz a gestão do Fundo Verde, no Brasil o mais conhecido dos head fund - investimento que mistura moedas, títulos, entre outros ativos. Ele é o mais rentável da história desse segmento no País, justamente pela habilidade de seus gestores para prever - e acertar - tendências econômicas.

Os pais que têm filhos que estudam sabem o quanto a lista de material escolar pesa no bolso. A previsão é que os itens fiquem 10% mais caros em 2017, segundo a Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (Abfiae). Mas para os colaboradores da MRV Engenharia, os gastos do início de ano serão menores.

O Instituto MRV, organização sem fins lucrativos fundada pela MRV Engenharia, por meio do projeto “Seu filho, nosso futuro”, fornecerá 3.328 kits de material escolar para os filhos de todos os funcionários da construtora. Em Pernambuco, 157 crianças e adolescentes, com idades entre 6 e 14 anos, serão beneficiados com a ação.

“Sabemos que no início do ano as famílias têm vários gastos. O material escolar representa um investimento alto para os colaboradores, a ação contribuirá para  aliviar o orçamento doméstico, além de ir ao encontro da missão do Instituto MRV de promover a transformação social do nosso país por meio da educação. O kit é mais um incentivo para fomentar o acesso à escola”, destacou Raphael Lafetá, diretor do Instituto MRV.

Cada kit é composto por mochila escolar, estojo com ziper, régua, lápis preto, e borracha. Os alunos de 6 a 10 anos ainda receberão seis cadernos brochura 96 folhas, tesoura, cola e lápis de cor 12 cores. Já os filhos dos colaboradores de 11 a 14 também terão no kit seis cadernos espiral 96 folhas e canetas esferográficas azul, preta e vermelha.


Pelo segundo ano consecutivo, a Petrobras atingiu a sua meta anual de produção, destacou o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em café da manhã com jornalistas. No ano passado, a empresa produziu 2.144.256 barris de petróleo por dia, para uma meta de 2,145 milhões de barris por dia. Na atual gestão, "meta é coisa séria", disse Parente.

Em evento realizado no edifício-sede da companhia, no Centro do Rio, Parente destacou as expectativas para o ano: “Em 2017 vamos consolidar esse processo de virada da empresa. A Petrobras vai voltar a ser motivo de orgulho para seus trabalhadores e a sociedade brasileira”.

A produção média de petróleo da Petrobras no Brasil atingiu, em 2016, recorde histórico anual, 0,75% acima do resultado do ano anterior. Parente e a diretora de Exploração e Produção da companhia, Solange Guedes, destacaram também os recordes atingidos em dezembro e na média do ano de 2016. “Dezembro foi um mês excepcionalmente bom. Atingimos a produção recorde de 2,4 milhões de barris de petróleo em um único dia (28 de dezembro). No dia seguinte, dia 29, registramos recorde da produção operada no pré-sal”, destacou a diretora, ressaltando que, com a média de 1 milhão de barris produzidos por dia, “o pré-sal assume papel cada vez mais relevante”.

Caixa 

A diretoria da Petrobras também espera que possa haver uma melhora nas notas de avaliação de crédito da companhia pelas agências internacionais de rating. Esses indicadores servem para que investidores no mercado financeiro que adquirem títulos da empresa avaliem o risco dos papéis. A Petrobras deixou de ter o grau de investimento em 2015. De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, a avaliação atual reflete um momento em que ainda havia dúvidas sobre a capacidade de a empresa gerar o caixa necessário para honrar as suas dívidas, o que não ocorre mais hoje. "A Petrobras hoje tem posição de caixa. A posição de de caixa ontem era US$ 22 bilhões em caixa. Isso é maior que todos os vencimentos de 2017 e 2018", disse Monteiro, referindo-se a posição anterior à entrada de recursos com a captação internacional anunciada nesta semana.

Ele destacou o sucesso da operação de oferta de títulos no mercado internacional como uma mostra da confiança do investidor. A intenção inicial da companhia era ofertar US$ 2 bilhões em títulos, com a finalidade de ampliar o prazo de pagamento da dívida, mas com a demanda aproximadamente dez vezes superior ao volume ofertado, a Petrobras decidiu aumentar a captação para US$ 4 bilhões. “A operação demonstra um grande apetite do mercado. Foram 500 investidores de várias regiões do mundo. Na primeira hora, 55% eram investidores da Europa, apesar de ser uma emissão em dólares.

A operação foi de extrema relevância para a companhia”, afirmou. O presidente Pedro Parente acrescentou que o prêmio pago pela companhia aos investidores foi o menor da história da Petrobras. “Os títulos foram vendidos exatamente no valor que estavam sendo comercializados no mercado”, destacou Parente.

O presidente também explicou que a Petrobras está mantendo exatamente a margem positiva que deseja tanto em relação ao diesel quanto à gasolina. Ele observou que avaliações dos analistas variam muito, mostrando que existem maneiras diferentes de calcular e, obviamente, a Petrobras segue a da companhia, "que é aquela que traz o resultado direto no nosso caixa".

Em resposta aos jornalistas, o diretor de Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva, informou que a previsão de investimentos da Petrobras para este ano é de US$ 19 bilhões.

Também participaram do encontro os diretores de Refino e Gás Natural, Jorge Celestino, de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva, de Desenvolvimento da Produção e Tecnologia, Roberto Moro e o diretor de Governança e Conformidade, João Elek. O diretor de Assuntos Corporativos, Hugo Repsold, por motivo de férias, foi representado pelo diretor de Organização e Sistema de Gestão, Nelson Silva.

Um incêndio atingiu a Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, no inicio da tarde desta quarta-feira (18). De acordo com o Corpo de Bombeiros, agentes do Quartel de Caxias chegaram a ir ao local, por volta das 13h40, mas a brigada de incêndio da própria Reduc já havia controlado as chamas.

A Petrobras informou que o incêndio aconteceu na Unidade de Destilação da Reduc, e foi precedido de um vazamento de combustível. Ainda de acordo com a empresa, não houve feridos ou danos ao meio ambiente. Às 16h, a unidade estava parada para avaliação das causas do incidente e eventual necessidade de manutenção, visando à posterior retomada da operação. Segundo a companhia, o abastecimento ao mercado está garantido.

Leia abaixo a nota enviada pela estatal ao Notícias do Trecho:

A Petrobras informa que, por volta das 13h40 desta quarta-feira, 18/01, ocorreu vazamento de combustível, seguido de incêndio, na Unidade de Destilação da Refinaria Duque de Caxias (Reduc). A ocorrência foi prontamente controlada pela equipe de contingência da refinaria e comunicada aos devidos órgãos de controle. Não houve danos às pessoas nem ao meio ambiente. A unidade está parada para avaliação das causas do incidente e eventual necessidade de manutenção, visando à posterior retomada da operação. A companhia esclarece que o abastecimento ao mercado está garantido.

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A Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) avalia como positiva a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir em 0,75% a taxa Selic, medida anunciada na semana passada.

Com a redução, a taxa passou de 13,75% para 13% ao ano. É o terceiro corte seguido e o mais expressivo em quase cinco anos.

“A redução de 0,75% na taxa Selic é significativa e nos anima porque sinaliza que o governo federal pode seguir promovendo adequações”, acredita Edson Campagnolo, presidente da Fiep. Segundo ele, há uma esperança de que a taxa caia ainda mais, sendo mais justa e não especulativa, beneficiando a economia e, em especial, a recuperação do emprego.

“O juro menor é fundamental para impulsionar investimentos produtivos e permitir que a indústria brasileira seja competitiva e possa manter os empregos atuais e gerar novos”, defende o líder do setor industrial.

Apesar disso, a Federação alerta para o fato de o Brasil continuar no primeiro lugar do ranking mundial de juros reais, que é a taxa nominal de juro menos a inflação. No Brasil, a taxa de juro real hoje é de 7,93% ao ano, quase o dobro dos 4,76% da Rússia, que tem a segunda maior taxa entre 40 países.

De acordo com análise da Infinity Consultoria Financeira, além de estar bem à frente da Rússia, que tem taxa de juro real de 4,76% ao ano, o custo do dinheiro no Brasil é muito mais caro do que na Colômbia, que tem taxa anual de 3,07%, na China (2,1%), no México (1,78%), na Índia (1,38%), na África do Sul (1,22%), na Argentina (0,85%), no Chile (0,58%) e na Indonésia (0,53%).

Corte na Selic é insuficiente, afirma Abimaq

No entanto, a redução de 0,75 ponto percentual na Selic, definida após a primeira reunião do ano do Copom é avaliada pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) como uma medida insuficiente, conforme afirma José Velloso, presidente executivo da entidade.

“Em função de o Banco Central ter atuado de forma extremamente conservadora nas últimas reuniões de 2016, determinando os cortes irrisórios da taxa de juros, a redução em 0,75 ponto percentual agora supõe ser um valor alto. No entanto, não é”, explica Velloso.

Segundo o presidente executivo, mesmo com a Selic em 13%, esta é ainda a taxa mais alta no mundo, situando-se oito pontos acima da projeção da inflação dos próximos 12 meses.

“Este é um valor inaceitável perante o desemprego e a recessão que vivemos no país. O corte deveria ter sido muito maior”, destaca Velloso. Para ele, o Banco Central teria que reduzir em quatro pontos percentuais na Selic, para que o Brasil perca o status de detentor da taxa mais alta do mundo.

João Carlos Marchesan, presidente do Conselho de Administração da Abimaq, acrescenta que a redução drástica da taxa Selic é crucial tanto para a retomada da atividade econômica, quanto para a melhora da trajetória das contas públicas.

Resultado de imagem para  colegas de trabalho difíceis

Se você se sente rodeado por pessoas difíceis no seu trabalho, fique tranquilo, você não é único. Não importa quantas vezes você mude de trabalho, é quase inevitável que seu caminho cruze com o de pessoas de personalidades diferentes da sua. Das mais alegres e receptivas até as mais fechadas, frustradas e pessimistas. Estudos mostram que uma a cada oito pessoas pede demissão por problemas relativos à colegas. Mas, considerando que a demissão não é uma opção para a grande maioria das pessoas e também que cada vez mais gastamos mais tempo no trabalho, vale a pena encontrar uma forma de lidar com os colegas. Fará bem a você não cair nesse meio de pessimismo e reclamações. A revista Forbes listou três tipos de colegas difíceis que você pode encontrar pela frentee e algumas dicas para lidar com cada um deles:

Tipo 1: o colega te chama no chat para comentar as políticas da empresa

Fazer fofoca é algo extremamente comum em qualquer trabalho, mas trata-se de uma atitude frequentemente utilizada para acobertar uma baixa autoestima ou sentimentos de fraqueza. O mais provável é que esse colega recorra a isso para criar alguma conexão com você. O problema é que ficar envolto a fofocas com colegas é algo que só vai sugar sua energia. Além disso, pode trazer sérios danos à sua reputação. Para fugir desse círculo tóxico, utilize uma fórmula simples: empatia e redirecionamento.

Em primeiro lugar, ouça o que seu colega tenha a dizer, deixe-o sentir que você está ouvindo-o. Na hora de comentar, opte por dizer coisas mais genéricas, como "Deve ser frustrante se sentir assim" ou algo que não mostre que você concorde com ele ou justifique o comportamento. Você apenas estará refletindo como ele se sente sem se envolver diretamente na situação. O foco precisa ser nele - o que é, provavelmente, o assunto que ele mais irá gostar de falar. Depois, você pode redirecionar isso, ou seja, incluindo aí um foco positivo na situação. "Vejo que essa situação ainda está te deixando triste. Mas por que não falamos de como as coisas estão indo naquele outro projeto?"

Tipo 2: O colega tem uma atitude negativa com relação a tudo

Colegas que sempre se fazem de vítimas e que acham que estar sempre ocupado é um motivo de honra e orgulho. Trabalhar muito, e sem freios, não é algo saudável. Tome cuidado para não se espelhar nessas pessoas e ficar obcecado na cultura da empresa. Se você precisa lidar com um funcionário que costuma ser pessimista e negativo com ideias propostas nas reuniões, responda com perguntas provocativas. "Este é um ponto interessante. Mas o que nos ajudará a obter sucesso neste projeto?". Esta é uma estratégia, segundo a Forbes, que já interrompe o clima negativo e cria um ambiente seguro para um brainstorming.

Tipo 3: o colega que abusa da intimidade

As pessoas às vezes passam dos limites. Acham que uma intimidade é espaço para elas flertarem, falarem sobre idade ou criticar aparência dos outros. Mas não é. É preciso estabelecer o limites e ser assertivo: essas atitudes não são toleradas. Isso pode ser dito com frases mais sutis, como "Desculpe, eu tenho que voltar para o trabalho", dita no exato momento em que você sentir-se desconfortável com algum comentário ou atitude de alguém. Quando você está lidando com pessoas difíceis, tente manter as coisas sob perspectiva. Criar teorias conspiratórias, como pressumir que todo mundo no trabalho está empenhado em tornar sua vida um inferno, não somente não ajudará seu dia a dia como será uma fonte de estresse permanente. Sempre que possível, assuma uma posição positiva. Todo mundo no trabalho, incluindo você, tem defeitos. Lembre-se também que todos têm seus aspectos fortes e fraquezas e que criar empatia com elas pode ser um passo para sofrer menos.
Resultado de imagem para Programa Empreender Mais Simples

O presidente Michel Temer participa do lançamento do "Programa Empreender Mais Simples: menos burocracia, mais crédito". O Banco do Brasil irá disponibilizar um total de R$ 8,2 bilhões em crédito orientado às micro e pequenas empresas nos próximos dois anos. Além disso, o Sebrae fará investimentos de R$ 200 milhões na simplificação de dez sistemas informatizados para desburocratizar a gestão de negócios no País.

O convênio, que será firmado nesta quarta-feira, terá cerca de R$ 1,2 bilhão em crédito por meio da linha Proger Urbano Capital de Giro, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Nessa modalidade, o prazo para pagamento é de até 48 meses - com carência de 12 meses -, com isenção do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxas de juros a partir de 1,56% ao mês.

Os outros R$ 7 bilhões virão da linha BNDES Capital de Giro Progeren, que tem prazo de até 60 meses - com carência de 12 meses, e encargos a partir de 1,63% ao mês.

Além do financiamento no BB, os tomadores contarão com orientação e acompanhamento de técnicos do Sebrae, antes e depois da assinatura dos contratos. Como contrapartida, as empresas deverão manter emprego e renda por até um ano após a operação e, se contarem com mais de dez empregado, deverão contratar um jovem aprendiz.

Já o Sebrae irá desembolsar R$ 200 milhões para simplificar dez sistemas informatizados utilizados pelas micro e pequenas empresas. Por exemplo, será unificado o registro e licenciamento de firmas pela chamada Rede Simples, que irá integrar sistemas municipais, estaduais e federais até o fim de 2017.

Será criado um sistema de nota fiscal eletrônica para todos os municípios até o fim de 2018, mesmo prazo no qual haverá a simplificação e unificação das obrigações trabalhistas, fiscais e previdenciárias por meio do e-Social. Até a metade do próximo ano, também será automatizado o processo de pedidos de restituição, reembolso, ressarcimento e compensação de tributos federais.
Resultado de imagem para Um bom começo para obter sucesso é se preparar para fracassos (e aprender com eles)

Matthew Philip Syed é um jornalista britânico de 45 anos a serviço do The Times londrino desde 1999. Publicou o seu primeiro livro, Salto, em 2010. O segundo, O Princípio da Caixa Preta, lançado agora no Brasil pela Companhia das Letras (selo Objetiva), confirma a sua posição entre os mais influentes pensadores no universo da “ciência da alta performance”.

O livro reúne evidências que permitem compreender por que o sucesso ocorre e o que se pode aprender com os fracassos. Uma das providências-chave quando se busca ter êxito, diz Syed, consiste em compreender as nossas reações quando as coisas dão errado. Segundo sua pesquisa, nossa dificuldade em assimilar falhas e mudar comportamentos explica por que é tão difícil encontrar quem admita seus fiascos e se torne melhor depois deles.

Casado, pais de dois filhos (Evie e Teddy), formado na Universidade de Oxford, Syed foi campeão inglês de tênis de mesa e representou a Grã-Bretanha na Olimpíada de Barcelona. Sua principal área de atuação jornalística sempre foi a esportiva. Nos últimos anos, porém, com seus artigos sobre sucesso, fracasso e a relação entre eles, Syed se revelou um entusiasta das experimentações dentro de organizações. A 3M é um exemplo. Desde meados da década de 90 a fabricante do post-it pede a consumidores “early adopters” que testem seus protótipos e os observa em ação registrando do que gostam (e do que não gostam). É a estratégia do “usuário ativo”, que permite descartar depressa aquilo que não está funcionando, aprender com os erros e inovar em alta velocidade.

Em Salto, Syed misturou Mozart, Federer, Picasso e Beckham para construir as bases de uma “ciência do sucesso”. Beckham, por exemplo, é para Syed o modelo perfeito de como reagir a um revés. Apesar de sua fama mundial, o ex-craque do Manchester United não teria se deixado levar por um viés psicológico chamado de “superioridade ilusória”, uma tendência que muitos temos de acreditar que somos melhor do que somos na realidade. Já em O Princípio da Caixa Preta, o jornalista se concentrou no poder do aprendizado a partir dos fracassos. Tornou-se um defensor das falhas honestas. Quase um profeta do erro.

Syed lembra que, quando Steve Jobs levou a Apple para o varejo no começo dos anos 2000, ele não comprou uma rede de lojas nem veio com seu conceito pronto. Em vez disso, comprou um depósito e começou a fazer testes. A primeira loja-conceito revelou-se um fiasco, mas Jobs continuou testando. Só depois que tinha aprendido diretamente com falhas iniciais e feedbacks é que ele começou a abrir lojas de verdade nos EUA e no mundo inteiro.
Ao tratar da cultura de evolução darwinista típica do empreendedorismo, Syed lembra de Henry Ford. Quem vê sua marca perpetuada talvez não saiba que sua primeira empresa, a Detroit Automobile Company, quebrou – e que um segundo negócio, chamado Henry Ford Company, não teve melhor sorte. “Mas esses fracassos lhe ensinaram lições vitais sobre precificação e qualidade. A Ford Motor Company, sua terceira empreitada, mudou o mundo.”

Syed observa que, comparado ao livre mercado, quase não há fracasso em economias centralizadas – e é por isso que elas não funcionam. “Mesmo que os planejadores fossem dez vezes mais espertos que os homens de negócios que operam numa economia de mercado, estariam bem atrás”, diz. “Não são apenas sistemas que se podem beneficiar de um processo de testar e aprender: as organizações também podem.”

Acabei de ler seu livro e fiquei animado, porque viajo bastante de avião e tenho a saúde boa o suficiente para nunca precisar ser internado. Pelo que você conta sobre como a aviação e o setor de saúde lidam com os erros e aprendem com eles, acho que estou seguro, certo?

Sim, a aviação é bem-sucedida em segurança porque toda vez que há um acidente, eles têm duas caixas-pretas com as quais podem descobrir precisamente o que saiu errado e aprender. Eles estão constantemente adaptando seus modelos, seus procedimentos, o design dos aviões. É uma cultura de aprendizagem constante. Isso é o que chamo no livro de “open loop” [circuito aberto]. Quando há algo que vai menos bem do que deveria ter ido, você aprende, faz mudanças e melhora. Em assistência médica é o oposto, é um “closed loop” [circuito fechado].

O que isso significa na prática?

Quando médicos cometem erros, o ego entra no meio, pois eles pensam que são perfeitos. Eles também têm medo de processos, então há a cultura de acobertamento. É por isso que milhares de pessoas morrem todo ano em decorrência de erros médicos evitáveis.
Você conta a história de como o psicólogo Philip Tetlock provou, com um experimento, que quanto mais famoso o economista menos precisas são suas previsões.

É o mesmo fenômeno que atinge médicos. De modo geral, é ego. Quanto mais renomado o especialista, mais difícil para ele admitir que pode estar errado.

Como deveríamos lidar com o fracasso?

Temos de ser abertos em relação a nossos erros. Olhar para eles objetivamente e pensar em mudanças, para impedir que aconteçam de novo.

Pilotos de avião estão no extremo oposto dos médicos. Eles tiram o máximo proveito do que aprendem sobre acidentes. É justo argumentar que isso só acontece porque pilotos que cometem os erros mais graves pagam com a própria vida e, portanto, quem aprende com os seus enganos são outros profissionais?

Não acho que esta seja a explicação. Seu ponto é que o piloto tem grande incentivo para não cometer um erro, porque paga com a vida. O incentivo é diferente para o cirurgião, porque só o paciente paga com a vida. Mas não é só uma questão de incentivo. O verdadeiro problema é a psicologia subjacente. Na aviação, erros tendem a ser atribuídos ao sistema. Nenhum piloto quer morrer. É fácil interpretar erros médicos como negligência, pois o médico não paga como o paciente. Então, o nível de culpa é mais alto na medicina.

Como a Fórmula 1 nos ensina a lidar com erros?

A Fórmula 1 tem uma boa cultura de aprendizagem. Em todas as corridas, eles analisam uma quantidade incrível de dados para descobrir os erros que cometeram e avaliá-los de modo sistemático, o que lhes dá chance de melhorar cada aspecto do seu desempenho.
Você usou a Fórmula 1 para explicar o conceito de ganhos marginais. O que é isso?
É a ideia de que, se você quebrar um problema em muitas partes e melhorar cada uma delas, mesmo com incrementos pequenos, terá uma evolução do desempenho. O efeito cumulativo é a diferença entre ganhar e perder.

Como se usam ganhos marginais em outros tipos de organização?

O Sistema Toyota de Produção busca ganhos marginais em todas as etapas de produção. Construtoras sempre tentam melhorar seu processo, das ofertas por terrenos à compra de materiais.

Como o fracasso impulsiona a inovação?

Um exemplo que uso é o do design de aspiradores de pó. Os velhos aspiradores sempre entupiam. Mas, uma vez que você se envolve com o problema, ele frequentemente desencadeia a solução. Logo, o fracasso é central para a energia criativa que impulsiona a inovação.

E se mudarmos o foco de sistemas para o indivíduo? Qual o incentivo para ser transparente?

A transparência permite que todo mundo na organização aprenda com o seu erro. Por isso é que precisamos de lideranças que não punam o funcionário por cometer erros honestos. É assim que a inovação acontece. Você lança sua ideia para o mundo, vê o que não está funcionando e aí faz as mudanças necessárias, até ter um produto excelente.

Como, então, culpar menos e aprender mais com os erros?

É fácil culpar depois do evento. Culpar parece ser algo decisivo para o líder. Mas frequentemente culpar significa apenas que no futuro as pessoas não vão mais compartilhar a informação sobre eventuais erros cometidos. A grande liderança nunca culpa preventivamente. Só o faz depois de descobrir o que realmente saiu errado, quando fica provado que alguém agiu mal.




Por Alexandre Teixeira


Resultado de imagem para polo naval  Amazonas

No que depender dos representantes do setor naval amazonense, o polo naval 'sairá' do papel nos próximos meses. A alternativa, segundo o Sindicato da Indústria da Construção Naval, Náutica, Offshore e Reparos do Amazonas (Sindnaval), está no uso inicial de uma área liberada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que compreende 2,8 quilômetros de extensão, parte dos 10.057,88 metros que compreendem o projeto inicial, localizado no Lago Puraquequara.

O acesso à área deverá acontecer por via fluvial por meio de dois portos que também serão construídos para atender aos trabalhos. A iniciativa recebe investimentos de um consórcio composto por 40 empresas lideradas pela Innovation Vessel PartnerShip. A nova estrutura deverá comportar o primeiro polo naval de reparos do Brasil.

Conforme o presidente do Sindnaval, Mateus Araújo, o sindicato buscou contato com o Incra na tentativa de utilizar pelo menos uma parte da área projetada para a implementação do polo naval, ao considerar o entrave judicial resultante das determinações feitas pelo Ministério Público Federal nos últimos dois anos. Ele explica que a falta da área propícia para o atendimento às demandas atrasa o setor, produtivamente. E agora, por meio da empresa Innovation Vessel PartnerShip, empresas estrangeiras demonstram interesse em operar em Manaus.

Araújo ainda ressalta que o novo projeto será apresentado nesta quarta-feira (11) ao procurador substituto responsável pelo processo no MPF-AM. “Vamos ao MPF nesta quarta-feira apresentar nossa proposta. A ideia é mostrar às autoridades que ao utilizarmos a via fluvial para transportar os materiais e a produção final, minimizaremos a questão do impacto ambiental. Com os trabalhos em andamento, teremos condições de receber grandes empresas que pretendem se instalar em Manaus”, disse Araújo. “Somente a partir dessa reunião vamos solicitar as licenças operacionais dos órgãos ambientais e então elaborar um cronograma de ações que deverá nortear o projeto”, completou.

O investimento total para o desenvolvimento dos trabalhos está orçado em R$ 14,5 milhões, valor que será repassado pelo consórcio. O sindicato avalia a possibilidade de instalação de dois portos, de onde será feito o transporte de peças. O trajeto fluvial das peças poderá ser feito pelas proximidades do balneário conhecido como Remanso do Boto, no Puraquequara, zona leste; ou ainda, das proximidades do porto da Ceasa, zona sul; em direção ao lago do Puraquequara, onde acontecerão os trabalhos navais.

De acordo com o presidente, o novo projeto trouxe ao setor a perspectiva de melhores índices produtivos e a consequente recuperação e impulso ao setor naval amazonense, que segundo ele, atualmente é o segundo maior polo em produção naval do Brasil. Araújo adianta que entre os pretensos trabalhos a serem incorporados à produção local está a instalação de um estaleiro voltado à indústria militar; além da viabilização para a produção de peças de offshore, e a construção de blocos de embarcações.

Ele ressalta a possibilidade de o polo naval amazonense se tornar o primeiro polo de reparo naval do Brasil. “A estrutura garantirá a construção de embarcações e ainda a efetivação de reparos. O Brasil ainda está desprovido de um polo voltado para reparos, que são trabalhos mais rápidos e rentáveis. Hoje, tudo é feito fora do país. Teremos condições de atender a todas as embarcações que precisarem de reparos”, explicou.

A estimativa, segundo o empresário, é que a partir dos investimentos o setor naval amazonense salte do faturamento anual de R$1,8bilhão para R$5 bilhões. A mão de obra, que atualmente emprega 8 mil pessoas, deve chegar à oferta de 12 empregos. Isso, nos próximos três anos, afirma o empresário.

O grupo japonês Nippon Steel, sócio controlador da Usiminas, disse na última terça-feira (17) que aceitaria reconduzir à presidência o executivo Sérgio Leite, nome indicado pela Ternium, também sócia da siderúrgica mineira, desde que o grupo ítalo-argentino aceite implementar a regra de alternância de poder na companhia.

Em entrevista concedida, o presidente da Nippon no Brasil, Hironobu Nose, afirmou que essa seria a melhor fórmula para que os controladores cheguem, finalmente, a um acordo.

Para isso, a Nippon abriria mão de fazer a primeira indicação para a presidência e aceitaria Leite, vice-presidente comercial da Usiminas, no posto. Com isso, o atual presidente, Rômel de Souza, ficaria à frente do conselho de administração. "Acreditamos que Rômel seria o principal nome (para a presidência executiva), mas faríamos essa concessão", disse. Leite foi eleito no ano passado presidente da companhia, mas saiu por decisão da Justiça, que foi favorável à Nippon à época.

Os dois sócios estão envolvidos em uma disputa societária desde setembro de 2014 e não chegaram a um acordo até o momento. Pelo acordo de acionistas, as decisões na companhia têm de ocorrer por consenso.

Segundo Nose, ainda não houve reunião formal entre as empresas, mas ocorrerá em breve. Nose não vê problema na mudança de gestão na Usiminas, tendo em vista a fragilidade financeira d a empresa. O executivo não é a favor da cisão do negócio e tentará manter a sociedade.

'Roleta russa'. Também em 2016, a Ternium chegou a propor mudança no acordo de acionistas da Usiminas, com a inclusão de uma cláusula de saída para um dos sócios, conforme antecipou o Estado.

A Nippon aceita discutir uma eventual cláusula de saída na Usiminas, mas descarta a possibilidade desse instrumento ser a chamada "roleta russa". Ou seja: a empresa que oferecer a melhor oferta pela fatia do outro acionista fica com a Usiminas. Procurada, a Ternium não comentou o assunto.